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Valorização do professor do Ensino Médio

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Valorização do professor do Ensino Médio

  1. 1. A VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR DO ENSINO MÉDIO NOS ESTADOS DE SANTA CATARINA E PARANÁ: entraves, desafios e possibilidades Aluna: Claudinéia da S. de Oliveira Orientador: Dr. Gilvan Luiz Machado Costa Programa de Pós-Graduação – Mestrado em EducaçãoPrograma de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  2. 2. PROBLEMA DE PESQUISA Quais os entraves, os desafios e possibilidades para a valorização do trabalho docente no Ensino Médio dos Estados de Santa Catarina e Paraná? Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  3. 3. OBJETIVO GERAL Compreender os entraves, desafios e possibilidades para a valorização do trabalho docente no Ensino Médio, quanto às questões de formação, carreira, remuneração e condições de trabalho nos Estados de Santa Catarina e Paraná. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  4. 4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Analisar as políticas educacionais voltadas ao Ensino Médio no Brasil; • Identificar aspectos da formação do docente nos Estados de Santa Catarina e Paraná; • Verificar como se procede a carreira e a remuneração do docente nos Estados de Santa Catarina e Paraná; • Averiguar as condições de trabalho do docente nos Estados de Santa Catarina e Paraná. . Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  5. 5. JUSTIFICATIVA • A valorização dos profissionais da educação tem sido tema de debate e reinvindicações, no entanto, importa considerar a necessidade de uma Política de Estado e da colaboração dos entes federados (União, DF, Estados e Municípios), para superar as condições inadequadas de trabalho e a ausência de valorização científica, social e econômica do trabalho docente, responsáveis pela baixa atratividade da carreira, pela desistência ou abandono da profissão (GATTI; BARRETO; ANDRÉ, 2011). Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  6. 6. METODOLOGIA • Com vistas a obter informações que pudessem oferecer uma base mais sólida para o estudo que ora se apresenta, utilizou- se o método dialético, elaborado por Karl Marx. • Este método é adequado a esta pesquisa, na medida em que possibilita a compreensão do trabalho do professor, ao considerar as contradições da sociedade capitalista. • Na consecução deste estudo fez-se uso das duas abordagens de pesquisas que se conhece: a pesquisa quantitativa e a pesquisa qualitativa. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  7. 7. • Os dados quantitativos foram sumarizados através do exame de três categorias de conteúdo: a formação do professor do Ensino Médio, a carreira e a remuneração do professor do Ensino Médio e, as condições de trabalho no Ensino Médio. • As categorias de conteúdo referentes à especificidade da valorização do professor do Ensino Médio nos Estados de Santa Catarina e Paraná deste estudo emergiram a partir dos dados quantitativos como: matrícula por dependência administrativa e por turno/dependência administrativa, número de professores por componente curricular, perfil dos professores, formação dos Professores, professores por componente curricular ministrado e formação, professores com especialização, mestrado e doutorado. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  8. 8. • Para a compreensão dos entraves, desafios e possibilidades voltados a valorização do trabalho docente no Ensino Médio nas escolas de Santa Catarina e Paraná, fez-se necessário identificar os sujeitos da pesquisa. Para tanto, foi utilizado como instrumento de coleta de dados os microdados do Censo Escolar (INEP) e da Pesquisa Nacional de Amostra por domicílios (PNAD), ambos de 2013. • A dissertação foi estruturada em três capítulos. Importa destacar que não foi construído o Capítulo Teórico. • A busca pela compreensão dos aspectos que aproximam ou distanciam da valorização dessa profissão que permeia o debate educacional será realizada concomitante a análise dos indicadores educacionais Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  9. 9. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO • Introdução • Capítulo I: A formação do professor do Ensino Médio. • Capítulo II: A carreira e a remuneração do professor do Ensino Médio. • Capítulo III: As Condições de trabalho do professor do Ensino Médio. • Considerações Finais. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  10. 10. A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  11. 11. PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO DOS ESTADOS DE SANTA CATARINA E PARANÁ Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação TEM DE 41 A 50 ANOS SÃO BRANCAS SÃO MULHERES TRABALHAM NA DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA ESTADUAL
  12. 12. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação ESCOLARIDADE DOS PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO 9,04% dos professores de SC não possuem curso superior, enquanto que no PR, este percentual é de 0,25% 99,75% dos professores do PR possuem curso superior, enquanto que em SC este percentual é de 90,95%
  13. 13. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO POR COMPONENTE CURRICULAR MINISTRADO E POR FORMAÇÃO
  14. 14. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO POR COMPONENTE CURRICULAR MINISTRADO E POR FORMAÇÃO
  15. 15. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO POR COMPONENTE CURRICULAR MINISTRADO E POR FORMAÇÃO
  16. 16. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO POR COMPONENTE CURRICULAR MINISTRADO E POR FORMAÇÃO
  17. 17. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação • Através dos dados pesquisados sobre a formação do professor do Ensino Médio é possível considerar: - a possibilidade de ser professor do Ensino Médio sem ter licenciatura, ou graduação ou, até mesmo o Ensino Médio; - a existência de um grande número de professores que lecionam no Ensino Médio sem habilitação na disciplina que ministram; - em Santa Catarina a cada mil professores do Ensino Médio, quinhentos e sessenta e um não possuem formação apropriada, e no Paraná, a cada mil professores, quatrocentos e catorze não a possuem. - não é raro encontrar um pedagogo dando aulas de Física e alguém formado em História assumindo o conteúdo de Química.
  18. 18. CARREIRA E REMUNERAÇÃO DOS PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  19. 19. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) POR VÍNCULO E UNIDADE DA FEDERAÇÃO Diferença de 1,92% Diferença de 6,1%
  20. 20. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação DISTRIBUIÇÃO DOS SUJEITOS DOCENTES DO ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO E QUANTO AO NÚMERO DE UNIDADES EDUCACIONAIS TRABALHADAS. 34,79% dos professores trabalham em mais de uma escola 12,66% dos professores trabalham em mais de uma escola Foram consideradas apenas as escolas de Ensino Médio em que os professores trabalham.
  21. 21. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação QUANTIDADE DE TRABALHOS DOS PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO
  22. 22. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) COM ESPECIALIZAÇÃO, MESTRADO OU DOUTORADO.
  23. 23. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação REMUNERAÇÃO DE OUTROS PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR (MÉDIA NACIONAL)
  24. 24. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação HORA-ATIVIDADE NAS REDES ESTADUAIS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO
  25. 25. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação REMUNERAÇÃO EM REAIS DOS PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO
  26. 26. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação • Através dos dados pesquisados sobre a carreira/remuneração do professor do Ensino Médio é possível considerar: - Um número expressivo de professores do Ensino Médio contratados em caráter temporário; - Um número significativo de professores trabalham em mais de unidade educacional (considerando apenas as escolas médias dos referidos Estados). - Agrava-se esse quadro quando os dados demonstram que esses professores possuem outros vínculos empregatícios. - Um professor do Ensino Médio recebe um salário inferior as demais categorias com formação equivalente; - Muitos Estados e Municípios não cumpriam e não cumprem o estabelecido pela Lei 11.738/08.
  27. 27. CONDIÇÕES DE TRABALHO Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação
  28. 28. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação INFRAESTRUTURA DAS ESCOLAS: ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) POR UNIDADES DA FEDERAÇÃO 43,82% das escolas médias catarinenses não possuem laboratório de ciências 23,67% das escolas médias paranaenses não possuem laboratório de ciências
  29. 29. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação RECURSOS DIDÁTICOS-PEDAGÓGICOS – ENSINO MÉDIO (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) E UNIDADES DA FEDERAÇÃO 12,08% das escolas médias catarinenses não possuem máquina copiadora 39,65% das escolas médias paranaenses não possuem máquina copiadora
  30. 30. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação DISTRIBUIÇÃO DOS SUJEITOS DOCENTES (DEPENDÊNCIA ESTADUAL) POR UNIDADES DA FEDERAÇÃO E POR ETAPA DA EDUCAÇÃO BÁSICA QUANTO A CARGA HORÁRIA 63,04% dos professores do EM do PR trabalham mais de 40 horas 75% dos professores do EM de SC trabalham mais de 40 horas
  31. 31. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação DISTRIBUIÇÃO DOS SUJEITOS DOCENTES (POR UNIDADES DA FEDERAÇÃO E POR ETAPA DA EDUCAÇÃO BÁSICA QUANTO AOS TURNOS TRABALHADOS
  32. 32. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação • Através dos dados pesquisados sobre as condições de trabalho do professor do Ensino Médio é possível considerar: - A ausência de infraestrutura adequada para a realização da prática docente e a clareza da sua importância para o processo de ensino aprendizagem; - Muitas escolas médias dos Estados citados não possuem bibliotecas, laboratório de ciências e de informática, quadras de esportes e sala de professores. - A inexistência de uma política exclusiva para dotar todas as escolas médias de infraestrutura física e pedagógica. - A intensificação do trabalho docente é expressa através da extensa jornada de trabalho, com mais de 40 horas semanais, em mais de dois turnos.
  33. 33. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação CONSIDERAÇÕES FINAIS
  34. 34. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação • A pesquisa realizada constata a ausência de valorização dos professores nos referidos Estados e, suscita desafios quanto à formação, carreira/remuneração e condições de trabalho do professor da escola média. • O estudo aponta entraves e desafios à valorização dos professores do Ensino Médio de Santa Catarina e do Paraná. • Tal constatação apresenta a necessidade de superar as precárias condições apresentadas pela pesquisa, quando muitas escolas médias dos Estados citados não possuem bibliotecas, laboratório de ciências e de informática, quadras de esportes e sala de professores..
  35. 35. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação • Sugere-se a oferta ao professor do Ensino Médio a possibilidade de trabalhar em uma única unidade educacional para dedicar-se integralmente a seus alunos • O estudo sugere que o Brasil avançou em muitos aspectos relativos à valorização do professor ao longo das décadas. • No entanto, ainda há necessidade de legislações e políticas regulares para a valorização do docente, como a efetiva implementação das Metas do Plano Nacional de Educação (2014– 2024) e pela construção do SNE - Sistema Nacional de Educação, com normas e procedimentos comuns que assegurem uma Educação Básica com o mesmo padrão de qualidade a toda a população e a valorização dos professores. Neste âmbito, entrelaça-se uma efetiva política de financiamento.
  36. 36. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação • Importa que legislações e políticas educacionais busquem, acima de tudo, a valorização docente, pois o tipo de profissional que se quer na Educação Básica deve ser aquele que, valorizado profissionalmente e respeitado, encontra meios para estar comprometido com uma educação transformadora.
  37. 37. Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação OBRIGADA!

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