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TRÀNSÍTÍVID/ DE E SEUS CONTEXTÔS DE USO
Mana Angélica Furtado da Cunha I Marin ! Medlancim di:  Smru

(Ínpa:  acmesrúdin

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CUNHA - SULLA

Capitulo 3. A trzinsitividade segundo a Linguística
Sistêmico-Funcional . ... ... . . .

 

 

 

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Capítulo 1

 

Situando o funcionalismo

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24 CUNHA - SOUZA

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Capítulo 2

 

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50 Cum I Sou/ A

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semanticamente llpedem" dois argumentos pode...
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Valfredom e ai' deu tudo certo. .. mas. .. ela ...
Capítulo 3

A transitividade segmmdo a Linguística
Sistêmica-Funcional

A LSF também aborda a lransilividude,  mas enfocan...
Ii. cunha  souza   transitividade e seus contextos de uso
Ii. cunha  souza   transitividade e seus contextos de uso
Ii. cunha  souza   transitividade e seus contextos de uso
Ii. cunha  souza   transitividade e seus contextos de uso
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Ii. cunha souza transitividade e seus contextos de uso

  1. 1. LOM] l t LUI l unmi_ UL' LlNQUzlUtW/ l : lll. i Clmxinm Bruto um_ min. . lul-. nu ll. nl. i L cnh. : l' Sun/ a : - . Mixx. qnduml lon. ilu Lumraràunlx» ãrbuallãu um» Leite Gungulxms uumsizu IL) Lpnoliml_ Dl: LlNL)U. ›(¡L. l . um. Ronin¡ (UI u. ; L'ÂJAÍI(UÕLI[Ôll-CÍÂJljÍi[§L1)L(:5I)/ /U§J)J *Mlpvln law. . numa. , ku PH uma. , amu. . iumbslmx ¡HALluillXi/ (Ilélm mami_ Abreu 59mm, Jilbmnv : visitam Prrmg "Vlllqllkln lUhnklÍllll LLl-Ls ll. umnlm 'HLlu luum ¡UIVSLj . mw-amu «uniu-lu Vlllllgil mil « LJNHJ IIl^; l mu_ Lupr: lavam (Llsll/ Ptcrnln Luu (mu, 'imnulgiil lu Lu Alm. . . l là em. .. Junin Huiliigur) zuilm, mim. . um. limg. ; ¡unw lnllângeln m; «Jr (NP/ CHM LllTvl xmm Qulrdrm Lute lUSP; »mw alguna_ (Iiwillmllllc « mu; um. . Salim MmlnLlu ; ur-Jiu liugliu Célia ¡Jrrlundes Cnr/ zur-nx; leunllll Bslmc : usp: Dados Internacionais de catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) . uma. , Mm il «Mlgêllnu u. . üllllalllYlxlJdc c wu: Lunlruua d: u» / Alain. . ÀHQÕÍIL. ; il. Cunha, ll. uu 'Vltdlnlirlru de 5mm¡ ~ Sãu Puulu Curia, 20H -r lCulrçãil lu» mr l: lnlrunlunãm; em llngllugcln , w 2) mmlugmnl ISBN 97578572497151973 v IVLUJA lcdunezrq dc. ll Titulo Ill Sêm- Índices para catálogo sistemático; l Llllguagrlil Llllgubllr. : Ealuduuclulllu “um Língua k llnguugrnl r Euudu L cimnu 2. Llnguíarlcu l 51mm, CUU--l lu u" María Angélica Furtado da Cunha Maria Medianeira de Souza Transitivídade e Seus Contextos de Uso Coleção Leituras Introduiórías em Linguagem Vol. 2 TEZ @êâiom
  2. 2. TRÀNSÍTÍVID/ DE E SEUS CONTEXTÔS DE USO Mana Angélica Furtado da Cunha I Marin ! Medlancim di: Smru (Ínpa: acmesrúdin Preparação dos nriginms: Elisabclh Matar Rnrlxüo: María de Lnurdes dc Almeida Composição: Linea Erlnnm Lula Cnnrdcnnçãn : Jimi-url: DnmloA Q. Morales Nrnltnmn . ' [um alma nhm pode scr rrprmlmuda nu ¡luplurazla sem nmnrlmçãn rtxprcssq dm'- . numrns c (ln rrlirnr © 2m I lvy MnrIn/ ngélrm Furlndn da Cunlm r: Mm. . Àlcduncira : lc 5mm! Durcims pan¡ esta edição C0 RTEZ EDlTORA Rua Mame Alegre. !n74 - ; hmm 050144201- São Paula _ sp Tcl. (ss r n 33mm¡ l l Fax. (as r n amam; c-marl cnnzz@cnnr~›cdunm. cnm hr wnxuhcnrrclcdllnra cnmJrr Mw. ..” u» #nau/ r . ..uu/ m (If : ou @$55.51 s Sumário Aprcsentaçãn da Coleção . ... ... ... ... .. . . - 7 Apresentação Maria Alice Tavares e Maria Auxiliadora Bezerra . ... ... .. . . 9 Apresentando o lema . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 15 Capítulo l. Siluanclo n Funcionalismo . ... ... ... ... ... ... ... . . . 21 l. A Linguística Funcional norte-americana . ... ... ... .. . , 2l 2. A Linguística Sistônnicn-Funcinnal . ... ... ... ... ... ... ... .. 23 3. Dclimitando a transitividade . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 30 Capítulo 2. A iransitividnde . sc-gundo n Unguíslic» Funcional norte-americana . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 37 l. A transiiívidade semântica dos verbos: a análise de Civón . ... ... ... ... . . . 40 2. A transitividade da oração: a proposta de l-Inprvcr c Thompson . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ., 46 3. Análise da iransilividadc em (lados (ln Porluguês falado do Brasil . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .. 73
  3. 3. CUNHA - SULLA Capitulo 3. A trzinsitividade segundo a Linguística Sistêmico-Funcional . ... ... . . . . . . . . . . 67 l. Processos @participantes . ... . ... ... ... . . . 71 2. As circunstâncias _ 76 E. l V . . p . A › › . .. ... ... ... ... ... .. , Àiitilisuntlr) . i lftlnhlllVltldtlC em editoriais __ 78 (Íuiisitleriiriãt-s lll1Lll> . . 9_ . ... ... ... ... ,. , , , , , Ucstluliitiiiíciilus Liu lgin¡ L . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... _ im Lendo llldlà sobre u [uni N a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . , . . . . . . . . . . .. 103 Posiáciu . . . . . , , _ _ , _ _ _ _ __ v . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ,_ 107 llelerêncteis bibliográllcus . ... ... ... ... ... 10g Indice remissixro. .., . ... ... ... ... . ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... . . . 115 @EMTORR Apresentação da Coleção A Coleção Leituras Intrcdutórias em Linguagem é Llestinada a alunos e professores de Letras, Linguística, Edu- cação, Design, Sociologia, Psicologia e demais interessados nos estudos da linguagem. 'Iem por objetivo explorar temas centrais para essas áreas, sempre numa perspectiva em que se estabeleça uma articulação entre teoria e prática, através da inserção de atividades de pesquisa, incentivando, assim, os leitores a desenvolverem pesquisas quer no âmbito universitário qucr ntl educação básica. Uma caracteristica peculiar desta Coleção reuii nu turma de Construção Clos textos. A metodologia de trabalho envolve, além das organizadoras da coleção, dois “times” fundamentais que dialogam com os autores: os "leito- res especialistas" e os "pareceristas especialistas". O primeiro grupo, formado por 10 alunos de graduação em Letras de dife- rentes lES, laz a leitura dos originais e emite seus comentários. Cada original é, no mínimo, lido por três graduandos de lES distintas. Os comentários são encaminhados aos autores pelas (lrganízndorus, que também leem os originais. Uma nova versão é enviada pelos autores para as organizadoras, após leitura e dis- cussão dos pareceres recebidos. O segundo grupo, 'ipareceríslas especialistas”, entra em senti, quando organizadoras e autores consideram que a reescritura do livro está prontii, finalizada. Nesse momento, é convidado um estudioso do tema do livro para que emita um parecer sobre o mesmo. Com o parecer
  4. 4. R Quim-Sour em mãos, organizadoras c autores voltam ao texto do livro para Fazer as altereições que ainda possam ter sido sugeridas para aprimorar a qualidade da obra. Em outras palavras, a Coleção Leituras Introdutórias em Linguagem é, ao mesmo tempo, um exercício de escrita acadêmica para autores e organizadoras e uni exercicio de aprendizagem de leitura critica de textos acadêmicos para alunos de graduação. Assim, esse pequeno time, ainda em Formação regular, sugere, direciona, auxilia a escrita dos textos que poderão scniir de referências para seus pares. Dc nosso lado, mensuramos (se isto é possível ein tal contexto) as contribuições, criticas, sugestões, através do nosso compromisso Coin a formação dos cidadãos o com o incentivo às pesquisas na área da linguagem. Para avaliarem os títulos “Transito/ idade o seus (Çovitextns da Liso" e "Princípios Básicos da il/ lunlança Linguistica: uma abordagem centrada m) mu", par- ticiparam como pareceristas convidadas as proFcssoras Maria Alice Tavares (UFRN) e Maria Célia Lima-Herandes (USP). A equipe dc alunos de graduação em Letras que integrou o elenco de leitores especialistas foi composta por Aluska Silva (UFCG), Andréa Moraes (LÍFPE). Anelize Scotti SCl1Bl'(*l'/ UF§l/ l). Ca- inile Fernandes Borba (UFPE), Elisa (Íristina Amorim Ferreira (UFCG), Leonardo Medeiros da Silva (UFRN). Luana Lopes Amaral (UFMG). Lúcia (Il-raves de Oliveira Lima (UFRN), Shania Bezerra (UFPE) e Viviane Morais C. Gomes (UFCG). A todos o nosso muito obrigadal Organizadoras da Coleção Leituras Introdutórias em Linguagem Angela Paiva Dionisio ill/ laria Auxiliadora Bezerra. ¡Vlaria Angélica Fui-tado da Cunha @êéiiããã t” Apresentação Aproximandrynos do Funcionamento da transitividade , . 1 z - - - ' - . . f rw vai alem, O termo trairsitividaole, do latim tiaiisitivus (q _ _ que se tmirsiiiitc), rciercrse, no âmliito dos estudos gramaticais. au da completude sintético-semântica de itens lexicais no gr ' ~ * ' . -- a i e ' ~ "ntos. de acordo empregados na codihcacao linguistica dc cw] , d i , V , › -- , V _ . , . ^› g uma atiiii 'KC com tlivrtisas possibilidades dc tiaiisicrciicii cc A e WV) um picicnte. Trata-sc de. um ientmieliñ de uni agente i _ . (lilcrcntcs aspectos innilos- qriiiiiiitirzil complcxvi qiic CHVOlYC . ,. . ›_ _ z . . , r ¡ii--iicln fios. siniatitos c scmanticrvivingiimtitos L su is iii L c . . . . i i « - 'l 'i t snllinrcs A tizinsitivirlarlc tcin sido ini tstigarla sol) dilçicn C teóricos 'IlilÍÍClDQ i correntes lornialistas ou luncionalistas. ., r r . K . Ncstc livro, a ótica adotada é a Funcionalista. tomandoase a lingua como uma 'itividade social enraizada no uso cotidiano c condicionada por PFESSÕCS advindas de situações de interação &ÍÍTÕHÊ e a gramática como uma estrutura dinamica c IWalCÂ* v r . . , c * vcl que emerge das situações cotidianas dc interação. Pesquisas realimtlas sol¡ a égide. do lUHCIOHQllSIUU investi- gam . is formas linguísticas sempre eni consonância com ; JS _ , _ - ~ ~ ' ~ 'ca ão. No Funçocs a que san/ rm em situnçocs icms de Lomugi ç A v - * v _' ' e tic a csr amago do funcionalismo esta a delesa da posiçao q trutura reiletc. c é motivada pela Função' formas desempenham
  5. 5. L LNHA ° Soon pirpeis no discurso, tato que, para os ltinciunaiistus, cstzi subia conte [i organização gramatical du língua. Por excmplo, no c so do tópico deste livro, estudos que se filiirni ao funcionalismo buscam identificar as múltiplas possilnlitludes de manifestação da trtrnsitivitladc em contextos variados dc uso da lingua, :rvc› riguando . is motivações funcionais (scmânticoeptzrgmatrt s sociais, cognitivas) subjacentes d cirdti situação. Com o obictivo de trazer a público, em Llillil linguagcm clara c ticessivcl, trníriises e rcllexocs ; i rcspcito da transirivitiu- do no português brasileiro, as autoras, Wlálrizi Angélica litrrtutlt) da Ctrnlia c Nlarra Àilctliiineira de Souza, ¡aôcm à disposição de lcitorcs e leitoras iniciantcs nos estudos do funcionalismo linguístico um conjunto de conceitos e perspectivas de análise relativos a transitividade, bem como propostas partia aplicação prática desses conceitos e perspectivas, tendo como pano de fundo textos de nature7a vária, produzidos nas modalidades (iral e escrita: da língua i importante . rlcrttrr quc o funcionalismo nüt) ó um campo de pesquisas trniticiitlo, e sim congrega tlifcrentes vc sües. TULlLlS elas sc trproximain por sc fundamentarem na proposição de que tr ; rnúlise das form-us linguisticas não dei/ c acontecer dcsvinculadu da trniilise de suas funções, mas se distunciuni tio pôr em cena diferentes conceitos e modos de abordagem aos dados tidos como relevantes. Este livro traz contribuições advindas de duas vertentes funcionulistas, a Linguistica Funcional norte-americana, repre- sentada, sobretudo, por Grvón, Hopper, Thompson e Cliufc, e ti linguistica sis! Õlltitrriitlrltioilul, CLlJL) cxpocntc é Hdllititly. As proposisçocs trpicstwrlirtlirs e tis' tlcstobcrttrs licittrs por es' tluus vcrrcnics tic pesquisa fLlHCiUIIiIilSIU em iiitrito vêm contribuindo para o esclarecimento de purtictrlgrridatles do português brasileiro no que tiiY. respeito ao fenômeno da transitividade. 'intaum ltitltik u seu) urmrexius : ly iHU No primeiro capitulo, 'Sina-inda a lkznelrzkxlzzalzsnru', »Jg apresentados pressupostos reórico-metodoiogtcos das duas abordagens ftincionalistas. Apresentam-se, inicialmente, Ca- tegorias-chuve dessas duas abordagens'. dcstíiüdüdfiüe 05 conceitos dc lingua, gramática, discurso eltinçoes da lingtiaí gem, e as implicações (lerivatltrs da adoçau LieS5C5vC0^HCÊlÍU5 para fundamentar a análise e ir reilc fio sobre u: lCHOWUHUS linguisticos. A seguir, é introduzido o tema da transitividatle, primeiro [nenle do ponto de vista du gramática tradicional_ que propoc ser a transitividude uma caracteristica tipica do verbo 7 'dkçolmç panliado de algumas reflexões e criticas que demonstram, a u; a centrada na língua em uso, a lnàticqtléiçklü da ótica funcional dessa posição gramatical Para a Linguistica Funcional norteemcricana, de aCOFLlU com Furtado da Cunlia e Souza, a transitividade é 'uma pro- prictlatle contínua, escalar (ou gradiente), da oriiçzro como . Lim todo. na oração que sc podem observar . is relaçoes entre o V550 e_ , gu(s) trrgtimentoü) 7 a gramática da OHlÇdÚ- (P. Ui: z i i Linuuística SistêmicoFuncional, a trunsrtivitlade e i: ti)1i: rr: e:lnditl: "conio a dramática da oração, como uma unida- ' U . de estrutural quc serve para expressar uma gama particular de significados ideacionais ou cognitivos. E a base daorâilillzaféa” semântica da experiência e denota não somente a tamiliar›opo› sição entre verbos transitivos e intransitivospnias umnconjutàtü de tipos oraeionais com diferentes transrtrvidades (p. 3 , l- Portanto, ambas as vertentes ftrncionalistas ressaltam que _a transitividade não se ntanifesta apenas no verbo, nvias na totali: dade du oração, emergindo das relações estirbclecrdas entre 05 diversos elemcntos que a compõem. N” gggundo capítulo, reservado à Linguistica Funcional norte-americana, são descritas e exemplificadas duas propostas
  6. 6. D? CUNHA I Snozi de análise da transitivirlade: uma qtic a define como um fono- meno complexo da interface entre sintaxe c semântica, apon- tando a possibilidade: de organimcão escalar dos tipos (lc transitiviclnclc a partir dc um protótipo. e Lima outra que conce- bc a transitivirlnclc como uni fenômeno continuo, gradual. e ObSCITZ diferentes ângulos de transferência da ação, avaliando uma série de elementos envolvidos na constituição das orações. Partindo (la concepção de Chaic (l 979) de que "o univer- so conceptual humano está tliviclido em duas grandes áreas: a do verbo c a do nome” (p, 20) c (lc quc o verbo é o ccntro da oração. as ziutiiras vão tecendo seu tcxto, incluindo os principios teóricos defendidos por Givón [/1984, 2001). segundo o qual o evcnto transitivr) prototípico e' definido ¡velas propricdadcs se- mânticas do agr-into, paciente c. verbo na oração, e os de Hopper e Thompson (1980), que "formulani a transitividade como uma noção contínua, escalar, não categórica" (p, 25.). E a explicam propondo um conjunto de dez parâmetros sintático-setnânticos independentes, do tipo participantes, aspecto e pontualidade do verbo, intencionalidade e agentividade do sujeito. Confron- tando-se essa perspectiva teórica com a da gramática normativa, vô-se que, para Hopper e Thompson, "não há necessidade da ocorrência dos três elementos r sujeito, vcrho, objeto r para que uma oração soja transitivei" (p. 25). No terceiro capitulo, é introduzido o ponto dc vista da linguistica sistêmico-funcional, segundo o qual a linguagem é um dos sistemas dc significado que compõem a cultura huma- na, e, por conseguinte, sita análise requer que as formas léxi- co-gramaticais r incluindo aquelas que compõem o sistema da transitividade - sejam avaliadas em relação às suas funções sociais. Sobre a transitividade, as autoras informam que se trata da "base da organização semântica da experiência c deno- m IIJI) . iu/ ncrvlc' a / Êznrf/ Iat' oposição entre verbos rransitivos e T-anágyyiidüdC a : sit: cniiioxinr da um i3 intransitivos, mas tim coniunto de tipos oracionais com diferen- tes Lransitividadcs" 39). Na continuidade do capitulo, são expostas c excmplificadas as categorias centrais da proposta feita pela linguística sistêmi- co-itincional para o estudo da transitivirlatlc, Rccebcm destaque a mctafuiição idcacional e os aspectos que concorrem para a manifestação da transitividarlc, (t) a seleção rlo processo (ma- terial, mental, relacional, verbal, entre outros), (ii) a seleção dos participantes (Ator. Meta, Extensão, entro outros); c (Íiiil a se- lcçãii das circunstâncias (Extensão temporal, Localização. Niodo, cntrc, outrasi. a interação entre esses aspectos que contribui para a construção do significado global do texto A última seção clo segundo c terceiro capitulos 6 rcscrvada para a ; iplicação das propostas inicialmente apresentadas cm tcxtos reais, nas modalidades oral c escrita da lingua Assim. no segundo capítulo, a transitividade é investigada em trechos da fala cotidiana, refletindo-se sobre sua distribuição escalar, a partir dos usos prototipicos e sobre as diferenças de sua codifr cação linguistica advindas (la atuação conjugada de diversos elementos presentes a cada contexto de uso. No terceiro capí- tulo. a trnnsitividatle analisada cm textos escritos do gênero editorial, publicados em JOTHHIS e revistas (lc grande circulação, localizando-sc o papel, na construção da opinião icicularla pelos editoriais. do sistema (lc transitivideirlc, construido ; itravús das reações cntrc processos, participantes c circunstâncias a cada ocorrência. É digna de nota essa salutar vinculação tcoria-iarática: ;is autoras ultrapassam o plano conceitual ao mostrar como aplicar a dados da língua portuguesa as propostas funcionalistas volta- das ã transitivicladc. louvável, ainda, o fato dc que essas aplicações são levadzis a cabo com base. cm textos orais e escri- tos da ViLla cotidiana dos brasileiros. facilitando nas leitora( n
  7. 7. Comi/ x l SoLm acesso a subsídios ieóricos allBClOS a Lima ampla excmpiiñcação representativa de nossa comunicação diária, As explicações teóricas das Liu-as correntes lingiiísticas lltincionalisras sao aprescnttirlas de forma clara, íiL'U|11p; il1l'lLi(ldS de inúmeros exemplos. Além disso, as ciucsiões parti Llehiile, os comentários e llinles bibliográiieas que se LTICUHLIHFIÍ no liniil do livro contribuem para que o assunto seja compreendido pelo leitor iniciante. Assim, podese afirmar que a organização (leste livro, a seleção dos tópicos e exemplos e a linguagem em que está escrito caractcrizamrnn como, realmente, dirigido a cslur dantes de graduação cm Letras, Linguistica ou outro curso voltado para a análise e descrição de línguas. Finalmente, cumpre mencion-. ir qiic u livro iiluntle Ijlcnd' mcnlv ; iu propósiii) LlLi (Íoleçãu Leituras liili'L›(lLil(›i'iiis uni LingLi-. iigeinj LJLiL* tem como objetivo priiiiciru oferecer : i FSÍLI' tlanies intcri-sszitlos pela lingLia/ lingiiugem tennis para esiudii/ leiiiim, em Lima abordagem introdutória, mas não siipcrlicitil. . Maria Alice 7211/42 res' iii/ iam: Auxiliadora Bezerra! l il. ii. i Aline llimiu» ú PEUlESMHHI tLi Liuirersiiludu FL-duial Liu lim (fraude : lu lmc e* . iiiia nas sua» ar SULiL/ lihgulwliml u 'itaim «Análise Liilgiiialiuu Sri¡ . ..ira-w pililxlplil : lc pâuiuiml man n. .. rultiçóus BilllL' u~ [enôiiiunos de undgüu r gninhiliLuli/ iiçñu imiii. , CUL' _mn àirligm c LRJPHLilUN (lc ima), r e um, ilqs' Uigmuzqdirhls Lli) im_ Lmgiiísirru _HiHLlU/ illl u (VIM/ iii iiz gmriiiilrmi 3 . 'l. lll. i : hmliadum Buu-ru ú prulhnur: : il. : Universidad: Ftllrfdl : lc Campina l-mmlc Pahnlbui . rum u. . . uma . i.- Lmguísuçi¡ . ›, ›i. t.. ti. . m» rspruilnulllrlllv, Ilu cnsmu ; lu lingua nmcrna, livro didática r Iurmaçau do pruluswr dc ¡nunugués 'fun vários irabullim publicados_ ilcnire os qual: LIWU ¡lilliilifo : lr pumigiié: nlúlhplin ulliium [Luncrnii, zuui i, ¡lillgldu . . , .zui'. -.. ».. ii» . i.- purhiguês c . ilnlnn de Lar. .. @EDÍTORQ ls Apresentando o tema . . . ~ ~ ~ " " i1 ii- A linguagem desempenha um papel central na vida um s atividades, mediando nossas interaçoes, na, permcando no servindo como meio de expressão do pensamento, O csmtlo (lu '. .. ; - K """. E"at. iv linguagem verbal, .irliciilatla, um um. ) longi historia ss paridade exclusivamente humana tie coinunictiçàti sempre Llthptrtlm a menção e a CLIIÍOSILlHLlL' dos homens nas mais tlile- renrçs Epueis e culturas l'o ENDURO foi no século XX que vimos › ' ' ç . . . , . - . ' -› -'›e, 'mii rmscer o cstiiclo uentihto da lingtiagtm no Outltüt W publicação do Cursa de Liwguísiiciz Canil (1916), (lo mühlft* suíço Ferdinand de Saussure. Assim como ocorre com outras ciências, a Linguística corn- porta diferentes escolas teóricas, que divergem em sua maneira de compreender o fenômeno gia linguagem. AS UbOFÚ3SZÊ5 m' , . - . - - - V ~ ' v v i ' is: guisticas UÉLIHIS podem ser divididas em dois grandes para igmi a) o puradigwiaijbrmzilista prioriza o estudo da linguagem sol) a perspectiva da llorma, relcgando a 'análise da função a Lim plano secundário; b) o pizriiclig-rvzizfiiViciumilistiz ressalta a liinçào que u Íormkl linguística desempenha na interaçao cvmuniCallã› De um modo geral, pode-se ahrmar que a ¡ÍISUHÇHO em” formalismo e funcionalismo reflete a oposição entre 0 ESÍUdO
  8. 8. Capítulo 1 Situando o funcionalismo 1. Ã LINGUÍSTICA FUNCIONAL NORTE-AMERKANA Dc inspiração cm Talmy Givón. Paul Hoppcr. Sandra Thompson e Á/ allacc Chata. entre outros. a Linguística Fun- cional da costa oeste norte-americana defende Lima investigação baseada nn uso. observando a lingua (lo ponto de vista do con- tcxto linguístico c da situação extiuiliiigiiíslica x Í(lL'| -1 rcnlrnl Í' que a língua L'- usada. sobretudo. para SHllSld/ .CF ncccssitlatles Cf)n1ul1lcilll'il$. ^ explicação ¡iara AS Lvstrutuizts gramaticais dcvc ser procurada no uso real a que : :las se prestam na situação de comunicação. Em outras iaalzivras, trabalha-se com a hipótese de que a Forma da língua deve refletir. cm alguma medida, a função que exerce. As ; inálises linguística: quc seguem essa orientação lun- Cionalista trabalham (lirctamcnte sobre o seguinte postulado básico -_ n língua i mim cxlriilizm mu/ rriwl. ¡irieiizi às ¡irusxríos rln um t' roiixlrliifrlri rlr' iim código ¡vnrtiziliiiriilr ¡ir/ vilrrírio. lsso sigiiilica qiic . i gramática Í' um "sis-toma . irl, iiit; iiii~r›" VHL' llois'. 198V_ uma “estrutura lt«llt. '.l't'lu t ROI ¡(. I R. l4)77i p ", _»¡m»¡-g¡. n.
  9. 9. (Iumm - SULZA te" (HOPPER, i987l, que se encontra num processo contínuo dc variaçãr) e mudanca para 'atender a necessidades cogniriv-as e/ 'ott tlllCiilClüllstlb de seus ttstttirtos l)Lir: LÀ'§UY pois, do princípio de que a gramática de uma lingua natural e Llinfttnivça, ttdaptttn- LltJüL' . t ¡Jrtrssões internas e externas . to sistema linguístico, que continuamente interagem e se confrontam, A gramática das linguas ttatttrais molda-se a partir das regularidades observadas no Ltso interativo da língua, as quais são explicadas, por sua vez, com base nas condições discursivas em que se terifica a intcraiçao sociocontutticatíva, A gramática é, pois, vista como um sistema flexível, fortemente suscetível à mudança e intensamente afetado pelo uso que lhe e dado no dia a Llitl. lisse modelo funcionalista representa uma tentativa de explicar a forma da lingua a partir das ftuiçõcs mais treqttetr tes que cia desempenha na interação. Adtnite que uni grande cotntttitt) dc iiellÔttítllus linguístico; fundamentais é o FUSLIlELKlÍJ da adaptagão da estrutura gramatical às necessidades cognitivas e comunicativas dos Ltsuários do lingua. Dito de outra maneira, a codificação tnorfossintática é, em grande parte, resultado do uso da lingua. Se a função mais importante da língua é a con- tínua interação entre as pessoas, que se alternam como falantes e ouvintes, ssa funcao (leve, de algum ntodo, condicionar a forma do código linguístico. Assttn sendo, .t grantítttctt é vista como um CUIIJLIIIIU dc Lonvcttçües rcsttltttntes de motivaçtãcs dc ttatureza dtsttottt, em que . sobressaem as prcssües de uso. Atlntllcwk' que a gramática de ttualqttet' língua exibe padrões morfossintáticos estáveis, sistematizados pelo uso, ao lado de mecanismos de codificação etnergenles, cujos princípios motivadores se busca (lescrever. Nesse sentido, o surgimento de novas estruturas morfossintá- ticas é motivado por fatores de natureza comunicativa e cogni- tiva. Defende-sc, portanto, uma forte Vittcttlaçüo entre gramá- TriirzsiLzv-nitttt: e . win contamos tir' tua 'a forma da língua a tica e discurso, numa tentativa de exptt partir das funções que ela desempenha na comunicação. A gramática é comprcendirla e interpretada no discurso, nos di- ferentes contextos de interação. A sintaxe é então concebida como efeito da cristalização ou regularização de estratégias discursivas recorrentes, na linha de Givon (1979), que afirma que a linguagem humana evoluiu do modo pragmático (ligação frouxa entre as palavras, ausência de morfologia gramatical, estrutura de tópico-comentário) para o modo sintético (subor- dinação rígida, uso elaborado de morfologia gramatict l, estrua tura de suieíto-predieado). Logo, a gramática tem sua origem no discurso, aqui tomar do como o conjunto de estratégias criativas empregadas pelo falante para organizar funcionalmente seu texto para um deter- ntinado ouvinte em uma Ltctermixiada situação de comunicação. Para os funcionalisras, a gramática não pode ser compreendida ou estudada sem referência tanto à sua evolução a partir do discurso quanto aos fatores comunicativos que governam seu surgimento_ As regras da gramática são modificadas pelo uso (isto é, as linguas mudam) e, portanto, é necessário observar a língua como ela é falada. Na teoria funcionaiista, át rariação linguistica é interpretada como Ltm estágio da trajetória de rc› gularimçüo gramatical das formas littgltistiCzls. Estudar a lingua sol) . t perspectiva tliscttrsivwtextttgtl permite, assitir, que a gra- Illdtittt _seja llagratla cm seu funcionamento, evidenciando que el: : (- tl propria lingua em uso. 2. A LINGUÍSTKA SlSTÊMlíü-FUNCIONÀL Outra importante corrente funcionalista é a teoria do lin- guista inglês Michael A. K. Halliday; denominada Linguística
  10. 10. 24 CUNHA - SOUZA Sistêmico-Funcional (LSF). Esse modelo espelha-se numa teoria da língua enquanto escolha, E um modo de olhar a língua como ela é usada. No campo dos estudos linguístieos funcionais como já mencionado anteriormente, a LSF é uma oposição aos estudos formais de cunho mentalista, pois seu foco de interes- se é o uso da língua como forma de interação entre os falantes. Esse modelo, que se desenvolveu a partir dos estudos do antropólogo ¡Vlalinovtriski e do linguista Firtli, e que vem sendo desenvolvido por Halliday e seus seguidores, é utilizado, hoje, não apenas para fazer descrições funcionais da língua. Na ver- dade, tem influenciado estudos em diversas áreas do conheci- mento humano, como o traballio com o letramento visual (Kaoss e VAN LEEUWEN, 1996); contribuído com o desenvolvimento de programas de alfabetização para estudantes de escolas primárias e secundárias na Austrália_ e com o desenvolvimento de progia mas de treinamento de empresas, entre outros Hns (cf, Ni/ triTiN et al. , 1997), além de servir de instrumento teórico-metodoló- gico para outras teorias, como a Analise Crítica do Discurso (FAiizoLoUGii, 200]: llEBERLE. 1997; l'ii= ,i; rii= .rz, 200?¡ e a Lin- guistica Cioniptitacional, por exemplo, A grande preocupação da LSF é compreentlei' e descrever a linguagem em ltincionamento como um sistema de comuni- cação humana e não como um conitinto de regras gerais, rles- vinculadas de seu contexto de uso. Para esta corrente teórica, a lingua organiza-se cm torno de duas possibilidades alternativas. a cadeia (o sintagma) e a escolha (o paradigma). Uma gramáti- ca sistêmica c, sobretudo, paradigmática, pois considera as unidades sintagmáticas apenas como realizações linguisticas e as relações paradigmáticas como o nivel profundo e abstrato da linguagem. Vale ressaltar que o termo sistêmica refere-se às redes de sistemas da linguagem (o sistema de transitividade a . co; Hifi. ? , mc-_çsa-zoznmnzc. por cAfnrpÍo). ja' o tcrlhr) fmMcínm/ r/ 'linmímvidndu n, sms tñHlEÀ/ YJA tlt' um refererse às funçoes da linguagem, que usamos para produzir significados e das quais trataremos mais adiante. Levar ein conta o nível sistêmico implica a consideração de escolhas entre os termos do paradigma com a ideia de que cada escolha produz signiñcados, embora essas seleções nem sempre sejam conscientes. Como afirmam Butt et al. t200l. p. 2), estamos Certos de "que, mesmo inconscientemente. as escolhas linguisticas são influenciadas em certos aspectos pelo contexto no qual são Lisadas". Uma gramática funcional é. por isso, não um conjunto de regras, mas uma série de recursos para descrever_ interpretar e fazer signiñcados. Tendo como objetivo estudar a lingua cm uso, a LSF ana- lisa sempre produtos autênticos da interação social. aos quais ela chama de iraxto. Segundo Butt et al. (2000. p. Bl "um tcxto ocorre em dois contextos. Lim dentro do outro o contexto de cultura e o contexto de situação”. O contexto da cultura é a soma de todos os significados ivossiveis de fazerem sentido em uma cultura particular. No contexto de cultura. falantes e ouvintes usam a linguagem em contextos especificos, imediatos, conhecidos na LSF como contextos de situação. A combinação dos dois tipos de contexto resulta cm semelhanças e (liferttnças entre um texto c oiitro, entre iim gênero e outro uma interação ein que se realiza Lima compra de cereais não é a mesma em uma cidade do intcrioi' e em Lima capital, por exemplo; uma interação mediada pclo genero ¡aalestm é diferente daquela em que acontece o gênero sermão. No contexto dc situação, estão as características extra- linguísticas dos textos, que dão suhsrância as palavras e aos padrões gramaticais que falantes e escritores usam, consciente ou inconscientemente. para construir os diferentes gêneros. e qtic os ntivmioc c. leitores usam para identificar e rlnssilicai'
  11. 11. Zñ Comi-x v baum tssts gêneros Essas Llilerenças entre os gêneros podem ser (itribuixlas a tiE-s : ispeetos constitutivos do Contexto ; lu . sítiitiçiít/ que a LSF tlenomiita de ciiwipu, reluçziu e iriutlo. (Juri/ po di? respeito Ii natureza da izrfitlea soeial, eorresr pondo au que é dito ou CSLTlIU sobre algo; é a ; itividatle que está aeonteeendo. Reiuçãr¡ diz respeito ii nature/ a do t-nvolvi› mento entre os iuarticiptintes da situação, que pode ser formal ou informal, mais afetiva ou menos afetiva. Modo reliererse ao meio, ou Canal, de transmissão da mensagem; div respeito, ainda, ao papel Cla linguagem na interação (ef. MO'I'FA-RO'I'H e HJElKlÉlELE, 2005), *lata ilustrar o cUVLteAlU Lle situação, apresentamos Os zispee- tos cumpri, ieliiçiiu e HlULl/ J do gênero editorial (i) caril-po ~ Lle› liesa de um ponto de vista representando uma opinião instittk cional ao público leitor; (ii) relação zieonteee entre escritor e leitor, o eseritoi e alguém imbuído de iiiitoritlade para opinar, o leitor é o público em geral, que pode aceitar ou não a tese (letendidzi, a distância social entre eles é máxima; (iii) wzucla f é o canal, o meio de veiculação do texto, no caso, a escrita; a linguagem tem papel constitutivo. Lsses purñtnetrus (lo contexto de situaçao aletam missas estollias linguistieas porque relletein Lis três funções que eonsr titueiii os propósitos' principais da linguagem (el. HALLHMY, 1985). Sao as chamadas metaliuneões: iileuciantil, ii/ Lterpessoul e lLCUULli, (lui: BiEliH/ illtl Lim dos prineiiáios mais importantes da teoria sistêmieorluneioiiail. De acordo com essc principio, a organmieão das línguas naturais possibilita a realização Llessas três funçoes, ou três tipos de signilirado, presentes em qualquer uso da linguagem. Na LSF, todo texto é multidimensional, realizando mais de um significado simultaneamente, eonlornie as inetaiuneões que organivtini a linguagem. listas, segundo Htillitltiy e ! Vlatthiesseii (2004), podem ser assim explicadas: 'irmmnwtludu u : Elia LUmtWli/ y tie ; eu z, A merzifti¡zgt¡u idcuL-i'uz7.: / rCprcsc/ zttrá cuatro¡ us àtsílt' llCLKlUS de nossa experiêneia, tanto no mundo exterior (social) quanto no mundo interior (psicológico), por meio do sistema de transitivitlade, lioeo de nossa aten- çao. No exemplo "Diogo é ivaiilistano, tem 40 . .inos e mora em Veneza [ml Ele mudou-se para a itália em 1987 e toi la' que escreveu seus quatro romances Seu estilo añado data dos tempos de estudante. .." (Veja, n. 24, p. 9, jun. 2003), podemos perceber essa meta- lunção ao observarmos que os verbos c termos a eles associados (processos e participantes, para a LSF) combinam-se para formar o perl-il de alguém, para a construção específica de Lima imagem, a qual é deseja- da pelo autor. A metafunção interpessoal representa a interação e os papéis 'assumidos pelos participantes mediante o sisteA ma de mudo (indicativo, imperativo, estruturas interro› gativas) e modalidade (auxiliares modais, elementos modalizadores). No exemplo: "Não queremos muito, não. Queremos ser amadas" (ljvmi, n. 33, p. 3, jun. 2003), percebemos essa metafunção através da primeir ra pessoa do plural, modo indicativo, que une editora da revista e leitora em um só desejo. E também no exemplo "Afinal, existe coisa mais fantástica do que segurar na mão do gato, olhar nos olhos dele e dizer eu te amo? ” (Yàdutcert, n, 93, p. 4, ago, 2003) em que a forma interrogativa dialoga, direta e explicitamente, com a leitora. A metalunçao textual esta' ligada ao fluxo de informação e organiza a textualização por meio do sistema temáti- co O exemplo: "Tudo o que você precisa saber para deixar os gatinhos loucos por seus lábios e pedindo
  12. 12. 21x Cuxux - suuzx bis. Por falar cm gatos, a revista está chcia deles" (Tbdatcen. n. 90, p. 4, maio 2003), ilustra a metafunção textual através do uso de rriecanismos de coesão textual, como a retomada do termo "gatinhos" pelo SN 'lgatosh o qual, por sua vez, reaparece pronominalmcnte na oração que encerra o trecho, . Apresentamos exemplos ilustrando separadamente cada metafunção, mas é preciso enfatizar que essas ocorrem simul- taneamente e que, na LSF, cada elemento de uma língua e explicado por referência a sua função no sistema linguístico total. Uma gramática funcional e', assim, aquela que constrói todas as unidades de uma língua como configurações de funções e tem cada iuarte interpretada como funcional em relação ao todo. Na LSF. uma lingua é interpretada como um sistema semântico, que compreende todo o seu sistema de significados. A oração, unidade basica para analise léxicowgramatical na LSF, é a realização simultânea desses três significados_ uma raimisentação (significado como conteúdo): uma troca (signifir Ciillf) CÚTHÍ) FUlVlÍÍH (lÚ dçãOâÇ C, ÍllTIH llÍCllÂÍÃÃVFÍ/ li fSlEQlÍlFlCÀlÃlÔ CÚÍWÚ relevância para o contexto). Todas as línguas. nos moldes da LÉF. são organizadas em torno dc dois significados principais: o ideacional e o interpessoal. Esses significados, a que se asso- cia Lim terceiro. o textual, são as manifestações no sistema linguístico dos dois propósitos mais gerais que fundamentam os Lisos da linguagem: entender o ambiente e influir sobre os outros. Para llalliday, os elementos linguisticos não signihcani isoladamente. Os significados estão presentes como um todo integrado e são alcançados por mcio das escolhas que os falan- tes fazem frente a outras que poderiam ter sido feitas. Vejamos. . (urauvgnlq . n um (Ile uma sentença trazisicivg, como 'Vl/ Izid- Tmisiiuwvlaiiiv r' m». run/ Frios iiu Ur; N lo quebrou a iiinlriiçrtll_ quc transmite um significado, n mesmo processo em urna sentença intransitiva. como A iiidraça quebrou, significa algo diferente; e, a mesma sentença na voz passiva, A izidmçnfoi quebrada poriliiirilo, traz informações tam hém difer rençadas. Uma gramática funcional destinzrsc, pois, a revelar, pelo estudo das sequências linguistieas, os significados que estão codificados por essas sequências, iá que cada sentença expressa três significados simultaneamente. o idcacionnl, o interpessoal c o textual, por sua vcz relacionados às três funçoes básicas da linguagem _iii mcncionarlzis. Ainda tratando da questão das nscolhas c dos significados que estas constroem, na LSF a forma torna-sc importante ¡aara responder a questões relativas à diferença do efeito coiriunica- tivo da mensagem, conseguido por meio da escolha de uma determinada forma c não de outra, e a questões relativas às caracteristicas do contexto que levam n falantc a escolher um elemento léxico-gramatical e não outro, Por exemplo, foram por demais significativas as escolhas feitas (voz PEISSiVEI c i1oiniiiali- zação como complcineiitri do verbo) pelo prcsidcntc Lula, ii epoca do escândalo do mcnsalão. iigtirnnrlo como vitima da história c rccusnndorsc , i nomear seus compimlicirrus do pari itlz) e suas atividades ilícitas no caso Em rlcpninicnln ã nação, clc disse: “Eufiii timão por práticas inaceitái/ cis". Nessa corrente de ivcnsamcnto_ as referências situação -- Contexto de situação- e à estrutura social 7 contexto de cultura Àbaseiam-se em uma teoria que relaciona linguagem, situação c cultura, sistematicamente. O foco é s . mpre o pro- duto autêntico da interação, ou seia, os textos considerados em relação ao contexto social c, cultural no qual cics se Inatcrializziin. Para a LSF, usamos a linguagem para interagir com o outio, para construir c mantci* nossas relações interpessoais e a ordem social em que elas ocorrem; fazendo isso, interpretamos c rer
  13. 13. m (luana - souza ¡zreseniamos o mundo do outro e de nós mesmos. Essa é Lima parte natural de nossas vidas utilizada para contar as experiên- cias construídas individual e coletivamente; e é um mcio de representar o Conhecimento c de construir significados (el. HALLIDAY e 1/1.~x'i'i“iiii_'ssi: i, 2004). Diante do exposto, podemos concluir dizendo que é interes- SL' lnillol' (ld U ÍHULlU CUÍUU 'n15 PCSSUdS LISHÚÍ H llIlgLltlgCHÍ Lllnilà com tis outras cm SLILlS atividades sociais diãri' s. Esse interesse leva os estudiosos dessa vertente teórica a dirigir a atenção [iara quatro pontos centrais e constitutivos da linguagem: o Liso de uma língua é sempre funcional, (2) as funções sao para fazer sentidos; (3105 sentidos síio influenciados pelo contexto social e cultural do qual participam; e (4) o processo cle uso (la linguagem é um processo scmiótico, um processo de produzir significado pelas escolhas linguísticas ICkIlÍZLiEiLIS (cf. EGGiNs, 1995). Ao tlebruear-st' sobre a lingua em List), a 1.514 oferece di- versus ¡iossibiliçlades dc análise do funcionamento de uma dada língua, desde tis que coiiiugam . is IHCIZIlillHQÓCS, .ité as 1111115 lUCtIlÍALKJHS, como a do sistema dc transitivitlade, tema deste livro e do qual tnitaiemiis mais adiante. 'fodas', porém, com espectro amplo o suficiente para demonstrar o potencial criati- vo e diversilicado da linguagem quando dela se apropriam os usuários em contextos sociais distintos. 3. DELIMITANDO A TRANSITIVIDADE De um modo geral, pode-se di/ _er que os conceitos de re- gência verbal, valência verbal e transitivídade são tratados como sinônimos tanto nas gramaticas tradicionais (cf. CUNHA e CIN- 'F1(A, 1985; SAio ALi, 1971) como nas gramaticas descritiva: (1i«: vEs, 2000-, PERIJNI, 1995, entre outros). De fato, enquanto . lfilrullil/ ltliitle L' cmileuus LlL' 1.a M a gramática tradicional concentra-se no fenômeno da regência, as noções de valência e transitividade são mais exploradas' pelas graniáticas descritivas. No âmbito dos estudos funcionalistas, esses conceitos podem ser definidos como segue. ' regência verbal é a relação de dependência que se dá entre um termo regente (verbo) e um termo regido (complemento). /" regência é um Fenômeno formal que zipenus informa se o verbo pede um objeto (direto ou indireto); 0 valência verbal pode indicar o número de argumentos que um verbo seleciona (valência quantitativa), suas funções sintáticas (valência sintática) e seus' papéis semânticos (Valência semânticakl ' transilividarlc (do latim transiiirrits : que vai além, que se transmite), em seLi sentido original, denota a trans- ferôncia de uma atividade de Lim agente para um pa- ciente. Embora seja possível encontrariam) material sobre regência nos compêndios gramaticais, não há neles um capitulo destinado exclusivamente à transitividade, nosso objeto de estudo. A distin- ção cntrc verbos transitivos (diretos e indiretos) e intransitivos é comumente abordada na seção que trata de regência. A transitividade reflete a "maneira como um verbo se re- laciona com os Sintagmas Nominais (SN) numa mesma oração" ("FR/ isiç, 2004, p. 298). Para a gramática tradicional, a transiti- vidade é uma propriedade do verbo, c não da oração: são tran- l O lerinu argumgmu ideniilieu um tleiilenlunumindl que mziniúm relação (siniá- nt-a e/ ou semântica) com o verbo
  14. 14. 12 CUNIH - Sou/ i 5¡¡l“"”5 aquêles VÕTbOS CUIO processo se transmite a outr I r ~~ ~ ~ > ' os e e- mcntos, UC 1h _ ' v ~ 1 q H es completam o sentido, Por oposiçao, nos verlms intransitivos a ação não vai além do VCr1')0”(CUNH' e CINT “ r m. 1985.13 . _ . 7 P ç 21. Ou 5C_]í¡, (1L1É1S51f1LdC_80(.1t Liin verbo como tram_ Sitivo ou intransitivo se apoia na presença ou ausência de um Swobeto/ W' -' ^' -- i i _ l (criterio sintatieo) exigido pelo significado do verbo (criterio semântico). Conforme a ideia tradicional de rransitivi- dade um ' ' ' ~ ' i . d Verbo transitivo e aquele que descreve Lima relação entre o'. v . . _ is participantes de tal modo que tim dos participantes age 501775 0 OUÍTO. Um verbo intransitivo é aquele que descreve uma propriedade, um estado_ ou Lima situação que envolve 31391135 Um participante Na visão tradicional portanto os três Y Y ~ . eleme to. d. ' ' ' ~ « n s 1 transitividade (suieito, açao_ Objeto) COOCm-rem_ Apesar da distinção formal rígida entre verbos transitivos e íntransitivos, as gramaticas são unânimes em salientar o fat o de c a 1' ~ 4 qu inlia de demarcaçao entre eles nem sempre pode ser rigorosa, Alguns verbos transitivos podem ser empregados in. [Tamltwamentc, como comer e beber em' "comer came l7e17 _ - er 11111110, o doente não coma nem 176173" (gut) ALI 1971 pi 1(5) ” ' * a . . u . Para Bechara(2007.i1.415), "uin mesmo rerho pode Sm. usado transitiva ' ' ', › , - v e intransitn amentc. principalmente quando o preces, S0 Verbal tem aplicaçao muito xinga". Cita os exemplos; u , Eles comeram maços ttransitivo) . H ~ _ _ __ Lies nao comeram (intransitivo) . «Concluy entao, que a oposição entre trangigm e ¡ntransnp W119” C 9175011-113, c mais pertence ao léxico cio que à gramátc i” i a . C h T' , . “i1 a E 91mm (1985, p. 134) fazem referencia ao papel do Cmllexto “a *WGÚCÃÔ (13 Íralíiitivitlade do verbo: "a análise cia transitividade verbal é feita de acordo com o texto (M150 1 “ ~ w - ' iso a- cárrncntc, o mesmo i"'l'Í . , n Jo pode estar empregado ora íntrnnsiii? 'inumin izimJx c mu: umirvui. ll! um vanicnte, oratransitivzimunte". (Íonc1Lii-sc. então. que a transi- 1'1V1(1i1(1(i mio é uma ivropricdaLle intrinsccn (1o verbo enquanto item lexical, mas está sujeita a Fatores que Liltrapassam o âmbi- to tio Sintagma Verbal (SW. Ainda outro aspecto. (le nature/ a semântica, C0111T111t11 lassiñcação cla iransitividadc do rcrlao menos o de que o objeto direto pode desempenhar ânticos. .Àssim. cssc objeto pode dcsip an. o resultado ou produto para tornar a c categórica: o Fat diferentes papéis sem nar a tucssoa/ coisa que recebe a ¡IÇ : onto para onde a ação se dirige. Said Ali (1971, da ação ou oi fr-rir, quebrar, p. 951 ressalta qtic "alguns verbos como matar, Ca1'21C1C1'172l| T1<SC170I'CX]7T111111”CI''1 atos qtic tlimanam dc tim ser agente e são recebidos por outro ser paciente verbos transi- tivos. Não é possível. contudo, deñnir com t os verbos transitivos. " Alguns "não denotam os pacientes ou recipientes dos atos". Cita, como exemplos: ouvir um, ruído, a1 critério todos pedir dinheiro, escrever uma carta. Pode-se concluir, portanto, que, para efeitos de análise e 11a uma (literença Fundamental entre Lima oração classiñcação. ã(1h11“â11.<111'êiPTOtOÍÍPÍCkLZ la transitiva iurototiivica c Lima oraç HCOITIPEIHlTEKlO (le dois SN_ iiin sujeito-agen- ão e tim objeto paciente que aFetado im) quebrou a iúdraça e _Ivana primeira, o verbo é te que. desencadeia a aç por essa ação, como em O Wim, a m7., na oração intransitiva ivrototitxiczi, empurrou PcdraPoi' sti cito. como em o verbo é acompanhado por apenas um SN suj Joana chorou e Pedro partiu. Vale notar, contudo, que, no LISO cotidiano da língua, muitas orações não representam situações prototípicas, como em joana esta COWL6WL10 e Pedro estuda. Nes- ses casos, embora as orações se apresentem como intransitivas, , ilu- z o pieuiiiivtv ilr mm (nirutiiiíililigiiisliriio. iiiiiolriwnilxinqii('iiwi'rsi'i'1nii> 1mm. ,¡. .«- uiriiiilir. ~.iwi mn mirqivna
  15. 15. 34 CUNHA - SULYA já que ha somente um SN sujeito, cabe perguntar o que joana está comendo c o que Pedro estuda. Embora o significado ler xical (le comer e de estudar implique o elemento nominal que é o alvo da ação, esse elemento não é expresso tlacla a sua ir¡ rulcvâiiua cotntinicativa, aqui, É a ação que é particularmente enititiyatla lim outras palavras_ verbos como comer e ESPM/ lui' admitem tanto uma manifestação transitiva quanto Lima in' transitiva, como podemos perceber, se comparamos as orações acima com joana está comendo pizza e Pedro esmola 'inglês Logo, a transitivitlaile pode ser analisada de Lima perspectiva sintéti- ca, considerando a forma da oração (verbo acompanhado de Lim ou dois SN), e de tinta perspectiva semântica, observeindo o elemento afetatlo pela ação verbal. Pelo que foi visto até agora, o conceito LlL* transitividatlc, tal como elaborado na gramática trazdicional, apresenta ; tlguns pontos tíroblemátieos em sua aplicação aos dados da língua em Liso, entre os quais tlois se destacam: (i) diferentemente do que reza a gramática tradicional, a transitividade não é Lima propriedade inerente de um dado verbo. Dependendo do contexto de uso, um mesmo verbo pode variar entre uma classiñcação transitiva ou intransitiva. O SN que é sintaticamente analisado como objeto direto pela gramática tradicional nem sempre funciona semanticomentt* como paciente (la 'ação verbal, .il-astiindorsc do CASO característico, ou prototípieo; iii) em contraposição a conceituação de verbos transitivos pela gramática tradicional, na avaliação da trzinsitividar de interagem elementos tanto de natureza sintática (presença/ ausência de SN complemento), quanto se- mântica (papel semântico do objeto) e pragmática (uso textual do verbo), 'lhmsltlvitàizle e : UAH contexto» il: axu 35 Tendo examinado o conceito de transitividade verbal da Forma como ele é tratado na gramática tradicional c tendo apre- sentado as críticas que ess abordagem pode suscitar, nos ca- pítulos seguintes deste livro vamos trabalhar com a noção de transitlvitlzitle tal como proposta pela Linguística Funcional norte-americana e pela LSF.
  16. 16. @ãâüã Capítulo 2 / transitividacle scgttndn a Linguística¡ Funcional ttotte-anwricana Uma alternativa de análise para a questão (la transitivicltt- de fornecida pelo quadro teórico da linguística Funcional ¡mrte-amcrieztna. representada ¡trincitaaltnentc por Cixxãn. Hopper. 'Iltntnpsotr Chalc c associados. De acordo com essa abordagem. a transitivitlade é entendida não cnmn uma propria; dade czttegórica dn verbo, como defende a gramática tradicional_ mas como uma propriedade contínua. escalar (ou gradiente). (la nraçãn como um todo. É na oração que se podem observar as relações entre n verbo e settlsl argumentolsl - a gramática da oração, Segundo esse tnntlcln teórico. o lcnôntcttrt da transit ivit (lc üpTCSC|1li1 um compnticntc semântico c um cnmptmentv sintxilicrt Uma «tração transitn. ) (lCSCFCVC tim evento que pn- tettrtatltncnlt' envnlxrt* pcln menus (lnts participantes, ttni ngciv lc qttc é respnttsfnrd ¡vcla çñn, cndiltcatln stntaticzttttetttt' como sujcitn. e um paciente que é afetado pnr essa ação. codificado stnlàtltcitntvttlt' como nltjctn (lirctn. lísscs pdrllCl| idi1ltW sim clmtnzulns (lc . irgtitv1etttlts (ln vorhn. Dn ponto de FISH) semân-
  17. 17. 323 . Ç uma - SouL-x tii<o~~ ". /. i da J, muito tr insitno PrOtOHPJLO r. delintdo pelas proprieda- e: do agente, do paciente e do verbo envolvidos na oração que : odtiicu esse evento. Em princípio, a delimitação (los proprie- adssdp. 3. , .› ___ L esses trLs elementos e uma questao dc grau. Do ponto de vista sintético, todas as orações f e icrbos r que têm um b? '~ ~r r r A - . o t( to LltrLto sao transittvas, as que nao o tem sao intransttlvus Desse modo, se uma oração codiñca um evento semanticamcn- te transitivo, o ugontc* LlU evento é o sujeito Cla oriçío e o pm titn L do mento ( o objeto dirLto da oraçao. Contudo, .i muni- llcstug-ao (liscutsiiui (lc um verbo potencialmente traiisitivo L epcndo de latores pragntatlcos, Conto a perspectiva u partir da qual o lalunte interpreta e comunica o evento narrado. Por exemplo, um mesmo evento pode ser transmitido do ponto de vista do agente responsavel pela ação, como em (i) abitixu, ou do ponto de vista do OlJJCIU 'afetzido por essa ação, como cm (2): L1) O menino quebrou a vidraçu. i2) A vidraça foi (iuebraçla pelo menino. A oração, construída em torno de Lim elemento predicati- xo, tem sido tomada como . i LlHlLlLlLlL' basica de oru iitiz ig io d t , D. L L r Llcscrição sintútit i. Frequentemente, mas nem seitipre, esse elemento prCLllCMH/ O 7 nesse caso, o verbo - é *acompanhado de um ou mais elementos nominais rr- seus 'lfuunjcyuub po¡ r a , CXUWWlO, 11d Ufução O beijueflur voou Itá um elemento predica- llVU (voou) acoiiipanhatlo por um elemento nominal (o lJezjwflur). l. . .7 . ¡ ' , _' _ _ z _ la ortiçao O menino qttelarott a vttlmgii lia um elemento predi- CillHU lltlllUl/ ÍÍ/ lljl tlCUllIPLllÍJÍQLlU dt' LlÚlà CltlllCHlUá HUHIllÍLIIS iU N/ UHIHU e Lt i/ itlrizgrt/ J Segundo LÍliale (1979), o universo CUnCCplLidl humano está dividido em duas indes áreas. :i Llo verbo e a do IIOH1B. Í area do verbo e central e compreende estados (condições, quar 'immiiimttnde u mis comiam» tie iii-n . i9 lidades) e eventos; a área do nome é ijeriierica e compreende HcadastA centralida- "coisas" (objetos físicos e abstrações toi. de do verbo pode ser justificada com base em alguns pontos listados por Cliafe. Primeiramente, nas linguas naturais há sempre Lim verbo scmanticamente presente nos enunciados, o que signinca que a classe dos verbos é um universal linguístico, na medida cm que está presente em todas as línguas conhecidas. Embora o verbo seja comumente acompanhado por um ou mais nomes - seus argumentos r, lia oraçües em que apenas um verbo está presente, como Saiu! , por exemplo. Em segundo lugar, é a itaturc a sentñntica do verbo que determina como a oração deverá ser formada: que nomes podem acompanhar o verbo, que relação sintética esses nomes mantêm corn o verbo (sujeito, objeto ste. ) e que papel semântico (agente, paciente etc. ) esses nomes desempenham. Assim, se o verbo representar uma ação, como em O beijo-Bor voou, o verbo exige que um nome o acotnpanhe, que esse nome estabeleça com ele uma relação de agente e que se refira a um ser animado. Esses cri- térios demonstram que é o verbo que determina a presença e a natureza do nome, e não o contrário. Chata conclui que a ora- çfio é ou um verbo isolonlo, ou um verbo acompanhado por um ou mais nomes. Nesse sentido, Lleserever orações é descrever também todos os tipos do verbo, pois esses constituem o centro semântico, o esquema proposicional da (tração, Logo, o verbo é o ponto de partida da descrição da gramática de uma língua. Os verbos que tlcnotam ações executadas por um agente representam os verbos ijrotolipicus, como punir, t/ otir, comer, ultunir e ewnptirrtir. Os verbos que se afasteittt Llo protótipo são aqueles em que o SN sujeito irão desempenha o papel semâne tico de agente, como 'i/ ev, 'morrem cair, entcrttler e saber, por exemplo. A propriedade fundamental do verbo é que ele sempre vem acompanhado de Lim ou mais SN. Em português, são
  18. 18. 4G Cr Ni m - Snum poucos os rerbos que não cumprem essa exigência, como aque- les que denotam Fenômenos da natureza (cl/ Lover, anoitecer em), por exemplo. A noção revisitada e ampliada de transitividade, formula- da pela Linguística Funcional norte-americana, é fundamental para r) entendimento de como a gramática do verbo e seus arvumentos se manifesta em textos reais reduzidos em situar o p *ãn cle comunica ão. Nas róximas se ões, vamos examinar as Q P aro vostas de Civôn, Ho 1 ›er e Thom ason. lin uistas Funcionar l l l g listas que estudam a transitividadc, hein como analisar a transitivirltitlc em ora 'ões : ln vortuguôs ralado do Brasil, a ›li- Ç l . , l cando a rn msta LlGSSES estudiosos e contra xonclo-a à da ra- l l g mática tradicional. A TRANSITIVIDADE SEMÂNTICA D05 VERBOS: A ANÁLISE DE GIVÓN Givón (2001) descreve a transitividade como um lenôme- nn complexo que envolve os componentes sintético e semântir co O evento transitivo prototípico é LleHnitIo pelas proprietlziçlcs semânticas do agente, ;variante e verbo na OTJÇHI)-CVCHÍO. rcsr pectivamente: a) Agcntividade: ter um agente intencional, ativo; b) Afetameiwto: ter um paciente concreto, atetazlo: c) Perfectividade: envolver um evento concluído, pontual. Civón enicatiza que todos os três traços semântieos são. em princípio, uma questão cle grau. Desse modo, os &rerbos transi- tivos podem ser subclassiñcados de acordo com a mudança fisica (liscernível registrada no estado (lo ivaeiente. São (lc (Íivón V784, g. 7677? os seguintes exemplos. M Iínymsn why/ iv' p um mnicw: : (Bl Ohieto criado He built 1 house 'Ele construiu uma casa'. a. r › - b She made a dress. 'Ela fez um vesllíld- (4) Objeto totalmente destruído: Tl demolished the lmuse (Eles demoliram a casa'. a_ wey ' ' * ' __ w _. ,l ram a í ua'. b. lhey evaporated the water. bles e ñpota c 2 (Sl luclança lísiczi no objeto: u a. She slicetl the salami 'Ela tatiou o salame. - -u < ' -l , lel3. b_ Thcyhleached his hair. Elestnxgiram otabflflíl C l (6) Mudança de lugar LlO Paclemel * ( o celeiro'. a. They moved the barn. Eles mudaram l He rolled the wheelbarrow. *Ele emPmTo” U Cam; 1. nho de mão'. (73 ludnnçzi superficial: A n. §hc vashctl his shirt. 'Ela lavou . i camisa (lclc h He. hathcd lhe baby, 'Ele hanhnu o bebê'. (s) Mudança interna: a Thev heated the solution. ¡Eles aqueceram a solução l). He chilled the meat. [Eles resfriaram a carne'. (9) Mudança com um instrumento implicado: H l merçd the mll llw| “'“°"l' Ele' “lllllullou O n_ e iam ' ' < ' prego lmartttlol'. l h 51K. idçrcd 11m MH float). “Elo thtnou a pnrttlc (3704
  19. 19. LUNHA I SouL-x (IU) M tldançtl com modo implicado: a. They murdered her ("kill with intentiun). t' , A _y las a issttssinaram (matar com intençau). l: Sho smushetl the cup (bretilí completely) 'hlu ospatilotl ; I xíctnra (lqlltjbfurlCulnpltldlllclilvcll Outros Verbm 91W PCTlCHCum sinmticzimente a esse urtipu ou '- › . .› , . - _ ° ' JWSÍÍÊSÉLÀÍ: :t: ::eítjlií: ití: geltfü: lf§iem, Podem, contudo, grau em que a mudança no (llicto lluefbem termos do acessível à observação quer emlterm : um O Wal Êànuela' barra, cntãuy d puguáta: por que O50; ãagenteisujheito. Cat desviuntes aparecem, em muitas línvuas âeãmumamenác e o inglês na ¡TIESDT! classe sint” 'ml- um O O' Portugues v n . mm do verbo trunsinvo proto- tipicu¡ (li»*(¡¡1li›rn(. (1. mms lmss¡bll¡t¡ku)eà dt ruãlwbm. li) 'lrunsitlvitl-t¡ l = '- - . r . . L L É UITLl (IULSÍAU (JL grtlLl, CÉU PZJÍÍL' PUÍKILIL' '-1 percepçar) da mudança no objeto é uma questão de amu, e en w V» A . nr I part( ¡vorque depende de mais de Lmm propriedade; Quando um verbo desviante é codificado sintaticannen- te como um v V ' r - - t' l erbo transitivo prototipico, o usuáno di¡ HÍULILIHÍÍT "L ' ' V; . _ H a t pvtl 1 sutis proplit Llutlts como sendo samu- tziitcs, ;tntllogtts ao protótipo, lzsst- fenômeno (- çunhc, ClLlU LUHIU uxtcnstio nlelklllórlLltl (CIVÓN, 1984 P_ 95) r título tl' -~ -f - k ll“5“= '§d0. Ljamus, primurztinctitc, alguns casos ele Llcsvio que CHVOlVUIH o objeto_ (ll) a. She swam the Channel (: swim LICVOSS the Channel) 'Ela nudou o Canal (= nadar umlvés do Cana” *lulmlnutlittlu u seu) (UMIUALD) ; lu um l). She entered the house (: ãf) ; mo zlzz- ›7ou›é'>. Ela adentrou a casa (: ir parti dentro LlLl casa) (12) u. lle lC(l the Cows (gave them loud). 'Ele alimentou (i5 VLLCJS (tlctrlhea comitltt) h 'They dustetl the crop» (put tltist on tlie crops). *Eles pulver tiram as plantações (pttscratm pó nas plantações). Nas orações em (i l), o objeto direto superficial ('o canal e (a casar) é, de fato, 0 ponto de referência locativo para o mo- vimento espacial do sujeito. indicado pelo uso da preposição (cwrass 'através' e 'ima 'para dentro) Segundo Civón, ao codificar esses eventos com um objeto Lllreto, o falante salienta a mu› done-t¡ no objeto, que é considerado mais importante para a ruulizuçñu (lo evento do que se fosse um sllnplcs ponto de re- lcrência inc-ativo. Assim, enteriwg a hurlse ("adentrar uma casar) é 'apenas nun/ Mg mto a house (lmover-se para dentro de uma enfatiza a alteração da condição da casa de "vazia" o mesmo modo, swimwzing the Channel ('na- mão casa). unas para "ncupad/ a”. D dar o Canal") não é um mero movimento através do Canal, mas uma “conquistzf do Canal. Ou seja, nessas orações o Falante tomu n perspectiva do locativo e o constrói (ou interpreta) como o paciente Lltl *ação verbal, atrgivés tic um processo (lc extensão lntlLllÓrlCu_ Nas (Jrziçócs em (i2), por sua vez. , o ptteicnte sc- IlILlnliCLlITtCiHC mais plnttsívcl é supnmitltx, em genti porque ele é pit-visivel ou lormu tt lvtisc pttm Lim verbo LlCFÍVLKlO de um subsmntlvu (footl/ feezl 'ulimentai/ alimentar', zlztst/ c/Lzst 'pó/ pulve- rizuf). Uma vez que u "verdeideiro" objeto direto está semanti- CdlTlCfHe ou ¡norfemicamente incorporado ao verbo, o recipien tc/ locativu semântico é então analisado como objeto direto.
  20. 20. 44 CUNHA 0 Sotm Logo, a codificação transitiva de (l 1-12) resulta do tato de que a mudança na perspectiva a partir da qual 0 evento é interpre- tado, Juntamente com a previsibilidade do objeto (lireto, torna possível codiñcar sintaticamenteiesses verbos como transitiiins prototípicos. Outros casos de desvio envolvem o sujeito : lo verbo tran- sitivo. Isso se da, cm geral, com verbos de cognição, sensação ou irolição, cujo objeto não registra nenhuma mudança ou impacto obsorvaxiel. De Fato. é o sujeito-expericnciacloi' que registra alguma mudança intorna/ cogiiitixia. Pertencem a essa classe os ierbos var. ouvir, saber, entender, querer, .sentir (sec, hear_ knnu”, uimlersiuimd, wa1vr, .rfcal), que. semanticamente. aproximam-se mais de estados do que de ações. A extensão mctatórica desses verbos para a classe de transitivo prototípico explica-se em termos de o suieito sci' ou um agente ou Lim expericnciador, isto c”, um liumanoranimado cuja importância no evento é alta, C cuio campo perceptual é estendido para o objeto. que é então metatoricamentc interpretado como afeta- do pela ação verbal, O desvio da transitividade prototípica pode-se dar também quando o sujeito c o objeto são igualmente o agente e o pacíenr tc de verbos increntemente recíprocns. Vamos aos exemplos de Civon: (13) a. John met Mary. joão encontrou Maria'. b. John kissed Mary. 'João beijou lVIaria'. Nessas orações, um dos coagentes é analisado como sujei- to/ agente c o outro como objeto/ paciente. Trata-se, outra vez, de uma questão de perspectiva na interpretação do evento: um «(75 parcrtrparitcs e' Considerado como mais importante e é co- Tuiiíiliiiiailldt' c m; muinto: dr nm . - - ' ' ' a de dois LliFicadiJ como sujelm' O “millm 237ml” pel** Pleselíç d d A . - . ' e agentes e a ausencia dc um paciente claramente defini o po scr resolvido dc dois monloâi (i) "rebaixandoli um dos agentes para o status de ¡iiicithtc . - ~ ' * 7' ^ ' como e alinhando a oraçao a transitixidade canonica, em (l 4); (iii ildestransitivhantlo" o verlán e construindo ambos os agentes como sujeitos coordenado? , mm” Cm (l 7)' (i4) Jolin met witli Mary. 'João encontrou Coin lVlHTtñ. il Sl _lolin and ÍVlHW klSSCCl- lltlã” e larla S” llelrlillialni' , › _ -. .- ' -v í '* le no A estrategia (ii iespondcria pela C0(l1l1<. àÇ'l0. CUIIC" português atual, do verbo namorar. tradicionalmente classificar do como transitivo direto (16) _eu namorei muito tempo com: : esse vizinho . , l . ' -- ' › a'- aqLi1.. ,la da outra casa. .. Coipm Discurso c: Ciutwl Lica, p. 226). Logo, o desvio da transitividado prototípica está HSSOCIFr do à semântica lexical dos verbos. Como se vê, a tvroposta (lC Civón concebe a transitividaclc como uma noção gradiente. E . ..- / ' tdano nao dicotomica como na Gramatica Tradicional Cen ra significado lexical do verbo, a transitividade prototípica reflete . - ' ' ' ( d não o afetamento total do objeto. Os ieiluos CUJO Sigmhmrt' . . _ , r ' v” 'r _ . astam implica mudança (lc estado ou localizaçao do objeto se 't do padrão PFOÍOÍÍPÍCO c consequentemente, exibem nicnor grau (lc transitividadc.
  21. 21. 45 CUNHA - Souza Vale observar, contudo, que o gruu de . iletiinienio do objcr to Llepende não só du semântica do verbo, mais também de outros elementos presentes ilil UfLigÕU, como LI CUlHplUlLILlt' du . igño verbal e u (lEHHiltlLlC ou individuiiçüi: do ()l)JL'llJ, por exem- plo. A esse propósito, UUIHILIICIIPSC. (17) 'Hiei build houses'. 'Eles constroem Casas'. (l. b. 'they' ivoultl demolisli tlie house. 'Eles demolíriiim ei casa'. As' orações do exemplo (17) não iisseverain o aleitamento do objeto, jíi que oii a iição verbal não se ilirige ; i uma casa es- pecílieii, refereneiiil (No), oii não se realizou (Hb). Esses pontos se ão retomiidus na seção seguinte. 2. ATRANSITIVIDADE DA ORAÇÃO: A PROPOSTA DE HOPPER E THOMPSON Au ESÍLILlLII' 21 estrutura da narrativa e o modo pelo qual ela se identilieii corn Lleterniinutlus formais giiiiiii-Jtieuis', ilopper e iiílionipsun (N80) tormiilum ii ÍFLIHSlÚVtLlULlC tomo umii noção continua, esculiii', não eiitegóriea. Diferentemente do ponto de vis'- tii LlH gniiiiútieu ULlLllCiUHkil, para esses autores não liñ neeessidiitle (ld OCUFÍÊIIChI dus três elementos 7 sujeito, verbo, objeto 7 pur-u que Llnlii oraiçño seja ÍTLIHSlÉÍViL A triinsitividuilt' é eonecliidu como um complexo de ilez ¡Jtirâinetros sintiírieirseiiiñnticos indcpenr (lentes, que tociilimim diferentes ângulos da transferência (Li Lição em uma POTÇÂU diferente da oração. Embora independentes, os dez traços' da ÍrdnSlÍlViClkKle funcionam juntos' e articuliitlos na lingiiii, o que signilicu que nenhum deles sozinho é suficiente pura Lltltfmllhii' Li [riiiisitividude de uniu oriigñci. São CIEE* 'Jrzivisiiiiizliiiiu 1.» ieii: Limit/ AU! ) Ale tuo Quadro I Jarameiros da iraüsitividade ' - Transltlvldade' Transitividade _ Parâmetros AR¡ _ 33;” i Dari Llpb ires Quis cu mai: Um i_ 2 Cmese N30 N” 5g” _ 3 Asaecto do verbo Perieciivs LNÉO 9949C( V0 A : cntuaiidade do verbo Pontual N30 POWTUB' l_ --i 5 *ntercionaíidade do suieiio “ntercionai Nãc iníeficianâi O Polaridace da oração Añrmaiiva Nêgãlivâ 7 , Vicdalidade da oração Modo real. : Modo Wdltí »- 8 Ageñnv dade do suieiíü AÇQiUVO. Não ágeníllo 9 Ateiamemro cc obieto Aietado Não afetado _à Lio *ndividuacão do obieio lHdlWduBOO NÉOWÕWVWÚUWU (lidw componente ça irunsitividade envolve uma faceta dilverente (ld eficácia ou intensidade com ( Lie a iiçfio é transie- riclii de um ¡vatiicipunte para outro, como ilemonstnido ii seguir. a. Participantes: não pode haver transferência ii menos que dois participantes estejam envolvidos. b. Cinese_ ações podem ser transferidas cle um partici- pzinte 21 outro; estados, não. Assim, algo acontece com Pedro em Eu LiZ/ Jnzcei Pedro, mas não em Eu admiro Pedro. r. Aspecto: uma Llçãü vista do seu ponto final, isto é, LliTlLi Lição perteetivu ou téliea, é mais eficazmente
  22. 22. Ira (JuNii/ i - Souzx transferida para um participante clo que uma ação que não tenlia término. Na oração télica Eu comi. 0 san- duíche, a atividade de comer é apresentada como completa e a transferência totalmente realizada: mas na oração atálica Eu estou. comando o . sanduíche, a [THHSFCTÊWCÍH é realizada apenas parcialmente. Pontualidade: ações realizadas sem Nenhuma fase de transição óbvia entre o inicio e o Fim têm um efeito mais marcado sobre seus pacientes elo que ações que são inerentemente contínuas. Veja-se, por exemplo, o con- traste entre chutar (pontual) e carregar (não pontual). Intencionalidade: o efeito sobre o paciente e' tipica* mente mais aparente quando a ação do agente é aprer sentada como proposital. Contraste, por exemplo, Eu, escrevi'. sem 7101776 (intencional) com E u esqueci seu nome (não intencional). polaridade ações que aconteceram (oração ; iririna- tiva) poclem ser transferidas, ações que não acontecer ram (oração negativa), não. Em O menino não comeu o smfiduíclie, por exemplo, a oração está na negativa, o que indica que a transferência da ação não aconteceu. Modalidade: esse parâmetro refererse à distinção entre a codificação "realis" e “irrealis” ele eventos. Urna ação que não ocorreu, ou que expressa LIITl evento hipotético, ou ainda que é apresentada como tendo ocorrido em um mundo não real, contingente, incerto, é obviamente menos eficaz do que uma ação cuja ocorrência e' de Fato asseverada como correspondendo a um evento real. Em ; Wario vai' cowipvai' um vestido nova, o verbo está no tempo Futuro, o que indica que a ação cle comprar ainda não ocorreu; a oração é mar* cad. : como irreafis. lia11<iiiií! J(1Ll: g tem rUiiicAi/ ,x w MSN li. Agentivídade' participantes que têm agentixritlade alta podem efetuar a transferência (lc uma ação Clã'. Um inotlo que ivarticipantes com làaixa agentiviclatle não porlcni, Assim, a interpretação normal (lejoãn mc a» . viisioii ó : lc Lim evento pcrccptiircl com crüiisCquêllrlilk ¡MW-ccpiíçriç_ mas Ohimü mn iuriisinii piitlcrin sur so- mente uma questão de Lim estado interno Afetamento: o grau em que uma ação é transferida para um paciente é uma função de quão completar mente esse paciente é afetado. Assim. [JOY exemPlQ 0 'iletamento é mais efetivo em Eu 172171'. o leite iodo do que em Eu bebi um pouco alo leite. Indivíduação: esse componente refere-se tanto ao lato LlC o paciente ser (listinto cln zigcntc quanto LI distinção entre o paciente e o Fundo em qtic ClC SC ciicoiiira Assim os rclcrcntcs Llos substantivos que têm ; is propricclzitlcs ? i esquerda no Quadro 2. a seguir. são mais altamente indivicluaclos (lo que BQUClÕS COIT¡ as propriedades à direita: Quadro 2 Propriedades oa individuaÇãU ¡NDIVIDUADO NÃO INDIVIDUADO Lanna* Próprio Wmanc_ animada inanimado Cowmo Abstrato Singular Pluã Comávei incontávei Referencial. deñmdo _l Não referencial í
  23. 23. .t ÍlLNHA' Sou/ A Umn ixgüo pode ser mais ellcanncnte trunsferitlt¡ para um paciente que é individuatlo do que para um que não é; desta llormu, um objeto tletinidt) é considerado como mais completar utente 'afetado do que um objeto intlcñnido. Como explicam Hopper e Thompson t_ 1980, p. 253), em Pedro bebeu a cerveja, há uma implicação de que ele consumiu toda a cerveja tlispo- nível; mas em Pedro bebeu alguma cerveja é dificil trbtci' essa implicação (e. a implicação só seria possível, por exemplo, em uma situação em que houvesse tão pouca cerveja que beber alguma seria equivalente ii acabar comi ela). O mesmo ueontcce com pacientes . inimatlos e inunitnudos: em Eu me CllULjIlHl com Pedro t'- provável que haja Lttn loco dc atenção no elLito do evento em Pedro, ou em ambos os participantes ("em e "Petlr<›"); mas' em Eu me choque¡ com o mesa, é menos' provável que algo tenha acontecido com a mesa, c tnais' PIOVÃVCl que o eleito sobre o gigante Ceu") esteja sendo ressaltado. Considcratla, portanto, no seu sentido litoral f como a iruiislerÕiicLi Lle uma lição tle um partlrljiamte para outro ~ a ilktnátilvltltltlt' PULlU SC¡ (IÊCUIHPUSÍLI ÉIÚ SUÚS PUHÉS CUHÍPUHCII' tes, catla Lima delas tlocalizuntlo uma faceta dessa transferência ein Lima porção (lift-rente da oraç o. (Jada um desses PBFÔJTACIIOS contribui para a ordenação de orações na escala de transitividade, de acordo com o grau de transitívidade que manifestam. Assim, é toda a oração que é classificada corno transitivzi, e não apenas o verbo. Tomadas em conjunto, esses parâmetros permitem que as orações sejam classilicadus como 'rmiis ou vamos transitivus: quanto mais traços de ultu transitivitlatlc uma oração cxilJe, tanto mais transitiva ela C- / oração transitou canônicd f u ¡nuis alti¡ na csculu de transitiutliltle E* aquela t-m que os' dei. traços são marcados jiositivamente. Logo, a . illerição do grau (le trunsitividude de uma 'I nmsmvxiiizitiu c sua; Uurttuxlus de um : l oração é [um arribtijiudrrse un¡ ponto a tada Pari/ narra d: : axu, transitividzide presente na oração (cf, Quadro 1). Cabe observar que os parâmetros que caracterizam a ora- ção transitiva estão relacionados ao evento causal prototípico, definido como um evento em que um agente animado inten- cionalmente causa Lima mudança física e perceptível no estado ou locação de um objeto (SLomN, 1982). São esses os eventos que a criança primeiro percebe e codiñcei gramaticalmente. Há, portanto, uma correlação entre os traços que caractcrizam o evento CuLtSdl ptototípico e os parâmetros que identificam) a oração trunsitiva canônica. O grau de transitividucle de Lima oração reflete o grau ele saliênciai cognitiva di¡ Ação transferida de um agente para um paciente. Logo, a universalidade do oon-iplexo de transitividade parece residir no lato de que os [iarumetrtrs que o compõem refletem elementos eugnitivamenr te salientes, ligados ao modo pelo (jual a experiência humana e' ttpreentlitla A titulo tle ilustração, serão ; tprcsentatlos aqui alguns exemplos de Hopper e 'thompson (1980, p. 253-4): (i8) a. jerry knoclted Sam tlown. 'jerry nocauteou Sam). b. Jerry likes beer. 'Jerry aprecia cerveja'. c. There were no stars in the sky. “Não haivia estrelas no Céu'. d. Susan left. “Susan partiu', Segundo a llormttlação de Hopper e Thompson, (18.1) ocupa lugarmuis alto na escala de trazisitividade [grau JU), uma ver que contem todos os dez traços do complexo. dois purticir pantes (jerry e SLIWL), verbo de ação (ki/ Locked), aspecto perfec- tivo (ação completa), verbo pontual (não clurativo), sujeito in-
  24. 24. CLWHH I SoL/ 'i tencional, oração aiirmatixia, oração realis (modo indicativo), sujeito agente (jeriji), objeto afetado e indíviduado (Sam - ic- lcrencial, liumano. próprio, singular), ocupando o segundo lugar na escala de transitividadc, temos (l 8d), classificada como intransitiva pela gramática tra- dicional, Essa oração contém sete traços (grau 7 de transitivi~ dade): cinese, aspecto pertectiiro_ verbo pontual, sujeito interr cional, polaridade alirmativa, modalidade realis, sujeito agente. (18b) está mais abaixo na escala (grau 5 de transitividade): não tem ação, pertectividade, pontualidade, afetamento e iridi- vidualização doyobjeto. Por último, a oração com menor grau de transitivídade (grau 2) é (18c), que só apresenta os traços mo- dalidade (realis) e perfectívidade. Vale notar que, pela Classificação da gramática tradicional, as três primeiras orações de (l 8) são transitivas, pois apresentam Lim objeto como complemento do verbo: Sam, ceiawja e estrelas, respectivamttnle. Do que (oi exposto, Conclui-se que as abordagens da gra- mática tradicional e da linguística Funcional norte-ainericaiia ao Fenômeno da transitívidade são divergentes: enquanto aque- la trata a transitívidade como uma propriedade inerente e cate- górica do verbo, esta a concebe como Lima propriedade gradien- te da oração como um todo. Há também semellianczis e diferenças entre as abordagens tuncionalisias de CliaFc, Civon e Hopper e Thompson. Eni primeiro lugar, Cliale não formulou Lima proposta üSiíüCiFlCki para a transitividade. como os outros três linguistas. O que os aproxima é o Fato de compartilliarem os mesmos pressupostos teóricos a respeito da relação tormartunção, da rnalcabilidade da língua e da plasticidade da gramática, da origem da gramá- crca no discurso e da defesa de uma Linguística Baseada no Timm/ u irludn 1' wi: riiii/ (Wlric dr um Uso, em que se levam em consideração as determinações do contexto linguístico e da situação extralinguísticzi, Por outro lado, o traballio de Cliaie (l979) sobre a estrutura semântica do verbo em inglês ÍOYHOLPSC um clássico na arca e tcrii servido “como referência para muitos estudos sobre ; i relação entre o verbo e seus complementos nominais. l'o que di7, respeito aos modelos de (livon c Hopper e Thompson, os pontos em comum estão representados pela descrição sintática e semântica da transitivitlade, pelo tratamen- to gradiente, escalar, desse fenômeno, pela utilização da noção de prototipicidade versus desvio, pela consideração de aspectos comunicativos (propósitos interacionais do falante e sua per- cepção das necessidades informativas de seu interlocutor) e cognitivos (apreensão e codincação da experiência liumzina) na manitestação da transitividade. As dilvrcnças Cl('r'C1T| *SCEIOFEIÍU de que Ciron sc concentra nas propricrlades do agente. do ¡vaciciitc c do verbo, c não localiza a oracao como iim Iodo, embora reconheça a interferência de aspectos oracionais sobre o alctaincnlo do objeto. De lato, seu loco priiiilegiaclo dc ana- lise recai sobre a (sulüclassiflcação dos verbos de acordo com o grau de mudança fisica registrada no estado do paciente. 3. ANÁLISE DATRANSITIVIDADE EM DADOS DO PORTUGUÊS FALADO DO BRASIL Nesta¡ scçño, vamos zinaliszii' a traiisitivitlatlc cm orações do iuortuguês do Brasil, aplicando a proposta de Hopper e 'lliomp- son (1980) e confrontando-a corn a da gramática tradicional, e fazendo uso das propriedades semânticas do agente, paciente e verbo na oração-ciento, tal como formuladas por Givón (2001).
  25. 25. «a (Jun-m - Souza Paralelamente aos exemplos do inglês discutidos em (i8) anteriormente, vejamos algumas orações do português, reti- radas de uma narrativa que reconta o lilme Batman, publicaa da no Corpus Discurso E7 Gramática (FURTADO DA CUNHA, 1998), tloravante Corp-Lis D576: (i9) . l. Bdllllilll LlCITLlhULl U PlHgLllnl CUÍH Llnl SUCU. l). Mulher Gato não gostava tlo Batman. c. Esse rio tem Lima llorte correnteza. (l. Então o Pinguim chegou na (esta. Pela formulação ele Hopper e Thompson, a oração em (193) é a que ocupa o ponto nwis alto na escala de transiti› vitlatle (grau 10), pois contém todos os (lex traços do comple- xo. dois participantes (Batman e Pírigitiwa), verbo Lle Lição (clurritboti), .ispectu perliectixio (ação etint-ltiítla), ierlio pontual (ação não tltiratlva), sujeito intencional (Htitvmiit), oração allrinuiiva, oração realis (modo indicativo), sujeito agente (Batman), objeto ; iletatln e llKllVlLlLlLlLlU (o Pinguim¡ 7 subs- taiitivo referencial, humano, próprio, singular). Seguindo a elassilicaçãt) (la gramática tradicional, as três primeiras orar ções em (i9) são transitivas, pois apresentam um objeto como complemento do verbo: o Pinguim, BLUMLIVL e amaforie co# remeztz, respectivamente. Ocupando o segundo lugar na escala ale transitivltlaclc, temos . i oração (Hd), classificada LUlTIU intransitiva pela gramática tradicional. Essa oração ; iptu-senta sete traços LlO tiimplexo (Lgrati 7): verbo tie ação (Cltegott), aspecto perliectie vo (ação concluída), verbo pontual (ação não durativa), Stijcl' to intencional (o Pinguim), polaridade afirmativa, niotlalirlzide realis (modo indicativo) e sujeito agente (o Plnguiwi) 'l ! Llrlsilivltltitlu a m», tuamim ria MAU 55 A oração em (l9b) PÚSlCÍOHÉPSÊ mais abaixo na escala, pois apresenta três traços positivos (grau 3): dois participantes (Mu- lher Gata e Batman), objeto individuado (Batman) e modalida- de realis (modo indicativo). Finalmente, a oração com menor grau de transitividade (grau 2) é a (192), que só apresenta os traços modalidade realis e polaridade afirmativa. Vejamos mais algumas ocorrências. 'lomemos, primeira- mente, os verbos que, pela sua propria semântica, releremrse Ii transferência da atividade de um agente para um paciente que é totalmente afetado, ou seja, os verbos que, em princípio, se- riam prototipieainente transitivos. Uma análise qualitativa do Carpas DEJG, que nos serve como fonte de dados, forneceu Lima divisão preliminar em dois grandes grupos: o das orações com dois participantes expressos e o das orações com apenas um participante expresso. Cada um desses grupos foi posterior mente subtlivitlitlo cle acordo com características manifestas do sujeito e do objeto, como veremos a seguir. i'. Orações com dois participantes expressos Esse tipo cle oração pode abarcar as seguintes combinações: 1. sujeito agente + objeto paciente afetado (oração tran- sitiva prototípicrt); 2. sujeito agente 1- objeto paciente não afetado; S. sujeito agente + objeto não jaaeiente; 4. sujeito não agente + objeto jiaeienle afetado; 9. sujeito não zigente v objeto não paciente. Passemos aos exemplos. No trecho seguinte, a inliormante ntlffkl LUX] LICÍLlCIIÍC Lil. ” CHÍTOI
  26. 26. ol Guina - Souza (20) aí quando meu pai viu que o Carro ia virar. .. ai. .. virar não. .. que ia bater. .. aí. ..segurou a barriga da minha mãe . . e empurrou o banco da frente que minha tia estava. .. o empurrão Foi tão grande que ela entrou pra dentro das Ferragens do carro. .. a1' eu se¡ que. .. e ela Ficou dentro do. .. das ferragens do Carro. .. fratu/ fraturou a perna. .. sabe? Foi uma luta pra tirar ela de dentro do cano. . o motorista. .. primo da minha mãe quebrou. .. o. .. a cara toda. .. o rosto. . sabe? Ficou só os pedaços. .. (Corpus DÊG, p. 222). As duas primeiras orações em negrito apresentam todos os traços de alta transitividade (tipo I), a saber: dois participantes (viwu pai e a barriga da minha mãe, e meu pai e o banco da fYeV/ r te), verbo de ação (segurou e empurrou), aspecto perfectivo (ação concluída), verbo pontual (ação não durativa), sujeito intencio- nal (meu par', em ambos os casos), oração añrmativa, oração realis (modo indicativo), sujeito agente (meu. pai, nas duas ora- ções), objeto afetado e indixriduado (a barriga da rainha mãe e o banco da frente). As duas últimas oraç es em ; negrito têm grau menor (le transitividade porque seu sujeito é não 'agentivo (tipo 4) e não intencional; na verdade. tzmto a tia da iniormzinte quanto o primo da sua mãe sofrem os eleitos da ação verbal em uma parte do seu corpo. Assim, as orações com . segurou. e Pm- purrou. representam as transitivas prototípieas, _já que têm todos os parâmetros dc alta transitividade. locnlizando-se no ponto superior da escala (grau i0), e as orações comfratuitnu t3 quebrou. ¡vosicionzam-se abaixo delas (grau R), por terem os traços agenr tividade e intencionalidade do sujeito Inarcados negativamente. E impoi'tantc ressaltar que a simples presença cle Hgühif intencional c de paciente afetado não é garantia do grau máxi- mo dc Lransitívidadc da oração, como se pode ver em (21), que, *a TtHtiStlHW/ jídti( o rmx ronttnxi/ i: n): um por apresentar verbo não pontual (ação contínual e importe: - tivo (ação habitual). recebe grau 8. embora tenha todos os outros traços do complexo marcados pnsitixvanwcntc (JOIS jaarticipantes (ou e aquilol_ verbo de ação (falaval, sujeito intencional (mui. oração afirmativa, oração rcalls (modo indicativo). sujeito agen- te (cu). objeto efetuado' e individuado (aquilo). (21) mas. .. eu sempre falava aquilo lnrincantlo. .. eu falava que era burro de carga. .. reclamava. .. mas lnrincando. .. no fundo. no Fundo. .. eu ate' gosto de ajudar. .. (COUWLY D551?, p. l73lv O trecho em (22) Contém o tipo Z. Temos, ai', dois partici- PFIHEGS nominais relacionados ao verbo (o jalcnârir) e a pessoa). mas o objeto jaacicnte não é afetado porque a oração é apresen- tada como hipotética, irrealis, cocliñcada pela conjunção con- dicional se. Em outras palavras, se a ação não ocorreu, o objeto irão sofreu mudança de estado. Logo. o afetameiwto do paciew te depende da atuação de outros traços do complexo de transi- tividade, além de agcntividade e cinesc. Essa oração situavse no ponto 7 da escala. sendo marcada negativamente para aicta- mento do objeto. aspecto do verbo e modalidade da oração. (22) sempre todo congresso tem uma nova eleição . . né. . e nesse. .. sim. .. tava tendolã . . né. .. a gente tinha uma chapa que de última hora desistiu um cara lá Ribamar teve uma discussão lá pra irei* se colo- cava um cara no lugar de Ribamar ou se não. .. se o i o nlnclo (ltvcln (le um vcrlxo «ic cnutvcmçío, :ouro mui. ; av criado , m : vcñn an tcrhn_ o não trtnnlorlriarlo, Lomn ALVWHCLC mm m( ntHrüK vcrlwnk (lc agir» llrvivtwr 'msm tirania cssr msn (le alma ciranda. para among-nan rln 'rlncln ; iirtatlrw
  27. 27. 2:1 CUNHA I Sur/ m plenário na sessão indicava a pessoa e tudo mais. .. (CUTPMS DEYG, p. 178). Passemos ao tipo 3, em que o sujeito e' agente mas o obje- to não é paciente, como no exemplo seguinte, retirado de Lim trecho em que t) inllormuntc nurrii a ciitrcgu do prêmio que ganhou mim congresso batista. Em (23) temos u reprodução, em discurso direto, da fala do presidente da associação: (25) eu tjuero o congrcssista modelo. . não é . o cone gressislu que mais participa. .. que tava presente em tudo. .. que tá sempre ali ajudando a algum jovem. .. ii organizar us coisas l. ..I entñu eu observei isso em uma pessoa . ." (Corpus D596, p. N50) Embora envolva agentividitde, a interpretação semântica de observar não implica o caso paciente: o objeto desse verbo não registra nenhuma mudança de estado perceptível. Vale salientar que issu é Lim elemento antilúrico, que se refere a vários comportamentos esperados dc um candidato potencial a con- grcssistu modelo: pairticipação, presença, tlisponibiliducle, orgar nizução ctc. Essa oração tem grau 6 de transitivicladc, sendo marcada negativamente para cinese, pontualidade, atetamento c individuação do objeto. Finalmente, o último tipo do grupo l esta reprcscnttitlo cm (24), em que o sujeito não é agente c o objeto não é paciente: (24) já no último dia. .. eu Fiquei sabendo que ii gente tavu , concorrendo com três igrejas só. .. l e LlÍ CU* meçou . i licar mais animado e Ludo porque eu que- ria esse prêmio de todojeito pra ela. .. ia pra igreja. .. né. .. (Corpus DfsC, p l78). iiii›isii. iritl. iile r m_ LbillHA/ UA de im, 59 O verbo querer, ;issmi como os Vcrbos dc cugazçaa e san- sação, está semanticamente mais próximo de um estado do que de uma ação: tem sujeito experiencial e seu objeto, mesmo não sendo um paciente afetado, é codiñcado como o objeto proto- típíco de uma oração transitiva (levido a um processo de exten- são metiifórica. A oração em negrito em (24) loculimrse no ponto 4 da escala de transitividade, com marc ão negativa dos parâmetros cincsc, intencionalidade, agentividade, pontualidar de, aletamento c individuação do objeto. importante observar que, pela classilicação du gramática tradicional, todas us orações em negrito de (20-24) são igual- mente transitivas. Segundo a formulação dc Hopper e 'i homp- son, essas orações ordenam-se uma escala, apresentando graus diferentes de transitividade Os exemplos analisados até aqui sugerem que as orações transitivas prototípicas não são muito frequentes no discurso espontâneo (2, em um total de 9 orações). Nos dados do Camus DEyG verifica-se uma forte tendência a eliminar o objeto pa- ciente da ação verbal, ou porque ele é recuperável (lo contexto precedente, ou porque sua exata identidade é irrelevante para o que se quer comunicar' Note-se que a eliminação do objeto direto pode acarretar a ausência (o que implica marcação ner gativa) de três parâmetros do complexo de transitividade relu- cionados ao objeto: participantes, afetarnento e individuação do objeto, Isso nos leva ao segundo grupo de orações. / /. Orações com um participante expresso Pertencem a este grupo aquelas orações em quc (1 verba projeta uma moldura semântica transiiiva, mas aprcscnta apenas l Vu, .i t-sst- icspcitu, lniiadii tl. . tjuiili. . Llüvoj
  28. 28. 50 Cum I Sou/ A o argumento sujeito. Em outras palavras, alguns verbos que semanticamente llpedem" dois argumentos podem ocorrer sem o argumento objetos¡ O objeto direto não expresso (ou zero) pode ser de dois tipos: l. objeto PZCIEHÍC anaforico; 2. objeto jaaciente infericlo. O objeto anafórico compreende os objetos contexrualmen- te dados ou recuperáveis, enquanto a categoria objeto inferido compreende os objetos previstos pela estrutura semântica do verbo. Os enunciados (25) e (26) exemplifieam o objeto ; maior rico, ao passo que (27) e (28) ilustram o objeto inferido: (25) ela passa o filme todinho fugindo ou então querendo resolver esse crime. .. nó. .. solucionar. .. querendo prender o assassino. .. JSSÍIW. . ajudar a prender. . mas o que 8I]"(C0l'1714$ DErG, p. 182). (26) ela Foi inclusive devolver Lim. .. Lim casaco de pele que ele tinha dado a ela [. ..l e ela Foi lá deixar esse casaco de pele. .. disse que não ía aceitar. .. né. .. porque sabia que era. .. (Corpus DêrC, p. 276). (27) se você tem vontade de fazer. .. faça. .. se foi' uma (ibrigação você não faça se você não quiser fazer não faça. .. tá entendendo? (Corpus DêC, p. l8l). (28) no dia seguinte . . ele apareceu lá no liotel (jue- rendo seduzir sabe? a a moça . .mas ela não aceitou sabe? (Corpus D576'. p. 243). F Os verbos mic nlienmm entre uma : ndiñciieãzi Lrannnia c t'tn| t7<| l|'¡| são ; vrjiiclcs . .w- vçgv/ /rr/ NArÃI<›r/ rL. iç.7n : Ir um. .. (Most. rtLClldlWl Jnrcinunte ribjvlo direto TtaHftHFidu/ la c sem : entaum da um E' Em (25) e (26), o objeto direto dos verbos solueioizar, prender e aceitar é dado no contexto que imediatamente os precede: esse crime, o assassino e esse casaco da pela, respectiva mente. Em (27), por outro lado, o referente do objeto de fazer. em todas as suas ocorrências, não pode ser recuperado e é ir- relevante para os propósitos comunicativos clo cniinciador. que não tem Lim referente CSPCCÍHCO em mente. Coin base cm nossa experiência, atribuímos Lim argumento obieto ao verbo fazer, muito embora não sejamos capazes Lle identiñcarlojá que ele representa Lim elemento genérico ou não espeeíñco (fazer qualquer coisa). Em (28), por outro lado, a recuperabilidade tlo objeto está aberta para o interlocutor. pois lia rárias possibili- dades de interjaretação do objeto não mencionado no contexto díscursivo. Esse tipo de objeto intíerido um argumento que, não pode ser I'('l21('if)H21(lÔ (semântica. pragmática oLi SlHlHllCêl- mente) a Lim Linico rCÍL-'rrrnre claro. Dentre outras . ilternativas para (ZR). pocleinasc interpretar como rclcrcnte Llo objeto não expresso. u sedução. a jirnposta, a can/ azia etc. Todas essas escoa llias estão simultaneamente presentes. importante observar que o falante é consistente em usar esse tipo de construção 'laberta" naquelas partes da narrativa em que o que interessa é o resultado da ação, e não que argumentos específicos deveriam ocorrer com o verbo. 'lanto em (27) quanto em (28), ;i ênfase recai sobre o evento em si, dai' a não explicitação do objeto di- reto. Dado o nosso conhecimento semântico e jiragmátivo. inierimos o ; irgiimento não expresso. embora ele não possa ser lexicalmentc identiñcarlo. Essa malcabilirlaclr' (lc alternativas de interpretação é uma (las Caracteristicas' da gramãtica obsci» witlzi na intcraçãzi Coinulwicaliva. Os exemplos acima evidenciam que o objeto anafórico é (lado no texto, constituindo um subtópieo discursiva, ou tópir co secundário, ao lado do tópico primário, representado pelo
  29. 29. ez Çumm - sou/ A sujeita* [Juniorme Givón (1984), a printljiztl iuaurtestttçau de tópicos importantes E sua continuidade no Lliseurso. A própria possibilidade de referência anatióriear (lo objeto reflete sua toe picidade. Portanto, ele se afasta do objeto direto PIOIOEÍPÍCO, que é o loco da oração, isto é, a informação nova. Vejam-se os exemplos a seguir, em que o objeto anttfórieo iorma uma cadeia (subjtopica. [KN j e as lreirrts ne. .. elas saiam na tua e . ts casas que estavam¡ assun. .. cscttllttunbadas. .. cias tatu. .. ajeitar vam. .. consertuvam. . pintavam. .. e. .. lintpavam carros ne. . iCo›'p1.tsl)&(I, p.280]. x30) ai jelcj deu um dinheiro sabe? pra ela ir nessa loja. .. lnClLISiVt: nessa loja que eia foi comprar as roupas chiques. .. ela chegou toda mal trajada. .. que ela num tinha roupa né? aí ela começou a olhar. .. e as ven- dedora tudo de olho pensando que ela ia roubar. .. e ela só escolhendo. parece que foi assim. . ou então ela olhou. .. olhou. .. e nao Comprou nessa loja. . tCorpur DÔU, p. 24H lim (29), o objeto anafórieo dos verbos eru ncgrito (trjei- trrwrwz, crmse-rtm/ awt e pmtauawz) e' us casas, mencionado na oração anterior, daí a sua omissão. Em (30), as roupas c' o obje- to irao expresso dos verbos destacados (olhar, roubar, excolhew da, olhou, olhou e comprou). Nos dois casos, temrse uma cadeia tópica em que o SN não expresso é o objeto direto de um. : sequência de verbos. 4 <> input¡ a. - uma _Wi_ . v . i . atuar. .um. .i . WI . . aura. , . Jjnusuutu . m. umiuk tatu xa . tivul stntehtu, u ÍUjJIAU nude a «turu u lumau au ai¡ r_ 'fmmiivitiarltr 1.* iem' coutmtw t/ u um a3 Corn relaçao ao objeto inferuío, sua irrcfevtineitt comu- nicativa está refletida na impossibilidade de recuperação precisa, em muitos casos, (le seu referente: nem o falante nem o ouvinte precisam ser capazes de identificar o referene te particular do objeto direto. Há, portanto, uma diferença importante entre esses dois tipos Lle objeto não expresso. Com relação ao inferido, trata-sc de uma operação de ajuste da transitivitltttle, o Ljue tio acontece com o unafúrico. No prir muito caso, a ausência do objeto direto se deve i1 falta de proeminênciu (liscursivtt desse argumento. Na grande maioria dos casos em que um verbo com uma moldura semântica de dois argumentos ocorre sem referência ao segundo argumen- to, o contexto discursívo é tal que a identidade do item que preencheria a relação gramatical do segundo argumento não foi, e não necessita ser, estabelecida para que o falante atin› ja seu propósito comunicativo. É a ação que e' particularmem te enfatizado. Por outro lado, o objeto anallórict» funciona exatamente no tipo de situação contrária, ou seja, quando a identidade do referente está tão bem e recentemente estaber lecitla que não há possibilidade de contusão com alguma outra entidade. Poderse argumentar, então, que as orações que não explie citam o objeto (grupo ll) são sintaticamente intransitivas, em- bora semanticamente impliquem um objeto da ação verbal, que e' omítido por razões pragmáticas. Está claro que, nesses casos, a oração não terá o grau máximo de transito/ idade, já que o objeto omirido é, via de regra, não individuado ou genérico. É interessante observar alguns casos resitlttais da transie tivitlttde. 'll›t11emos, em primeiro lugar, o verbo Ler, classiliv cado pela Gramática Tradicional como transitivo, iejamrse os exemplos:
  30. 30. M CUNHA I Soum (31) a. [minha ria] fez uma cirurgia na cabeça. .. lá no Valfredom e ai' deu tudo certo. .. mas. .. ela tinha o cabelo lindo. . sabe? mas aí teve que raspar todo. .. (Corpus DEYG, p. 225). (32) sempre todo congresso tem uma nova eleição. .. né. .. e nesse. .. sim. .. tava tendo lá. .. né. .. a gente tinha uma chapa. .. (Corpus DêG, p. 178). Tm' é um rerbo estativu cujo sujeito é o possuidor_ prototi- picamentc humano, e cujo objeto é a coisa possuída. O Fato de o sujeito ser humano é responsável pela codificação da oração com ter sc conformar ao padrão transi vo, embora não haja transferência de atividade. O verbo ter. assim como dar. ocorra cm arranjos sintéticos nitidamente transitivos, em que esses verbos são vazios de signiñcado, como em: 33 você viver assim. .. dando satísla *ao a. .. a tudo. .. é É bom a essoa ter confiam a em você. .. tanto a P mãe. .. como o namora lo. .. qualquer ¡uessoa que conñe cm você. .. (Corpus DfrC, p. 226). (34) eu pensei que [0 congressísta modelo] era Júnior. .. mas no fundo. .. no fundo eu ainda dei uma pen- sadinha que era eu. .. (Corpus DESC, p. 180). A pergunta que se coloca é: ter crmfança e da! uma perua- dmlw são verbos intransitivos ou confauça c pemadinlw são os objetos dos verbos transitivos ter c dar, respectivamente? Noto-sc que tarcorrñuviçu equivale a Conjur, usado depois pela própria in- Formante, c dar uma pemadínha corresponde a 170715117'. Esse é u m excelente caso para o argumento de que a Fronteira entre verbos ae : :rrrr ou' cfc (Emis ¡Iarcrcrpanncs 6 ! TILHÍO tênue. no discurso Con- Fnmsiiíwdarlp 1' mu: mwlurmv da um m. VCi'SaCÍOI1EIl. PafE1 Givón M984. p. 105), Lim sentido de "paciente afetado" e, de algum modo, concedido an produto do ato. quc então codificado sintaticamentc por analogia cornos rerclatleiros nlijctos criados (CF. exemplo na seção l, deste capítulo. Os exemplos discutidos nesta seção refletem algumas possibilidades de manifestação diversificada do Fenômeno da transitividade, aLCIiLlCIKlIJ aos propósitos comunicatívos c cogr nitivos dos usuários da língua.
  31. 31. Capítulo 3 A transitividade segmmdo a Linguística Sistêmica-Funcional A LSF também aborda a lransilividude, mas enfocando outros ; ispectos como veremos aigora. Hzliiiíikly (1985) define ii iinguzigem como Lim sistema semiólico social, como um dos sistemas de significado que compõem a cultura humana. Esse [mu permite uiirnmr que u linguagem, o texto c o conlexto, juntos, io responsáveis pela orgainizaxção e desenvolvimento da experiência¡ humana. Assim, :is formos Iexicogrammuiicais, como ; i lrunsilividaide, são esmLi-. nius em relação às suus Íunrgües sociais. A lransilividade é, então, entendida como ; l caltegorizi gn» ¡n-. uieul relacionada à metuiunção ideaeionui, a qual se refere ii , da experiência! iunmuna (Humana. 1999), isto experiências do mundo real, inclusive do interior representação das ide' de nossa consciência. Isso porque a¡ experiência humana é gw mlmentc entendida como um fluxo de eventos ou ; icontecimen- ros; atos ligados a zigir, dizer, sentir, ser e ter. sendo a iransitivi? dade a responsável pela nwteriaiixançãu dessas antividades através dos tipos (ie processos (verbos), cada um deles modelando uma fatia Liii realidade.

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