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1912- 2001
O Capitão Jorge
 Um dos maiores contadores de histórias
 que o país já conheceu, o autor de
 Gabriela cravo e canela e dezenas de
 outros títulos é dono de uma obra que,
 como nenhuma outra no Brasil, atravessou
 o oceano e os continentes, tornando-se a
 mais traduzida e conhecida no exterior.
 Como o capitão, que sempre viajou muito,
 suas histórias também romperam o mundo
 e divulgaram além-mar as imagens de um
 país exótico, mestiço e místico, povoado
 de quengas, vagabundos e coronéis.
 Suas lembranças e invenções ajudaram a
 mostrar retratos do Brasil ao próprio
 Brasil, com personagens fortes e
 inesquecíveis.
Sucesso Mundial

  A obra literária de Jorge
  Amado conheceu
  inúmeras adaptações para
  cinema, teatro e televisão,
  além de ter sido tema de
  escolas de samba por todo
  o Brasil.
  Seus livros foram
  traduzidos em 55 países,
  em 49 idiomas, existindo
  também exemplares em
  braile e tendo sido um
  dos primeiros autores a
  serem gravados em áudio
  para deficientes visuais.
Primeiro romance de Jorge Amado
(tinha 19 anos), O país do Carnaval faz
uma crítica da imagem festiva e
contraditória do Brasil, a partir do olhar
do personagem Paulo Rigger, um
brasileiro que não se identifica com o
país. O protagonista mantém uma
relação de estranhamento com o Brasil
do Carnaval: acredita que a festa
popular mantém o povo alienado. Os
exageros e a informalidade brasileira
são motivo de espanto, apesar de a
proximidade com o povo durante as
festas nas ruas fazer com que ele se
sinta verdadeiramente brasileiro.
Aturdido pelas contradições, Rigger
                                             O livro recebe elogios
decide voltar para a Europa.
                                             dos críticos e torna-se
                                             um sucesso de
                                             público.
A história tem como pano de fundo
as condições de trabalho nas
plantações de cacau, onde os
trabalhadores são obrigados a aceitar
uma situação de semi-escravidão.
Marcado pelo engajamento do autor
em sua juventude, o romance
conquista pela combinação de crítica
social, narrativa de cunho
biográfico e retrato de época e
lugar.




                                  O livro esgota-se
                                    em um mês
No romance, Jorge Amado tematiza a vida
miserável e promíscua da gente amontoada
num velho sobrado do Pelourinho, em meio a
ratos, baratas e cachorros. Velhos, prostitutas
e homossexuais passam pelas páginas do
                                                   Foi publicado em
livro, onde se ilumina a figura de Linda,
                                                  Portugal e traduzido
jovem que vai se ligar a um líder operário, o        para o alemão,
mecânico Álvaro, iniciando-se, assim, em           espanhol, francês,
projetos de transformação social. Num               inglês, italiano,
comício baiano, Álvaro cai morto, atingido          polonês, russo e
por uma bala disparada pela polícia. Mas                tcheco.
Linda não abandona ideias, nem ideais. Vai
em frente, distribuindo panfletos subversivos,
em cumprimento de sua missão
revolucionária, em busca de um mundo
novo.
“Certa época dediquei-me a reler Jorge Amado e
Graciliano Ramos. Este, exigente, avaro de palavras,
mais voltado para o mundo interior dos personagens
do que para suas ações. Obras primas como Angústia
e Vidas Secas nos chamam para a realidade
sufocante da vida, revelam um dos lados deste Brasil
desigual e áspero. Mas há outros lados e um deles
nos é mostrado pela literatura de Jorge Amado, que
não é menos verdadeira, não é menos brasileira e
nem menos crítica. Só que é invenção de uma outra
personalidade, mais romântica, mais sensual, mais
aberta aos prazeres da vida. O que essa literatura
perde em rigor ganha em vitalidade e fantasia. E
produz páginas que são obras-primas da narração
literária em língua portuguesa.”
                                   Ferreira Gular
Em 1936, Jorge Amado sofre sua
primeira prisão por motivos
políticos: acusado de participar da
"Intentona Comunista”. Publica
“Mar morto”, que recebe o
Prêmio Graça Aranha, da
Academia Brasileira de Letras.
Novela de Rádio
 “O romance Mar Morto fora adaptado
 como novela de rádio,na Rádio
 Nacional do Rio de Janeiro.
 Seguiram-se outras adaptações,
 relevantes também para a formação do
 público de Jorge Amado, quando o
 rádio era o maior meio de
 comunicação de massa no país: em
 1941, “Mar Morto”, pela Rádio El
 Mundo, de
 Buenos Aires; em 1945, as peças
 radiofônicas “Mar Morto” e “Terras
 do sem Fim”.
       (disponível em:
 www2.uefs.br/leguaemeia/2/2_72-85ainda.pdf)
É preso após o golpe de Vargas. Seus
livros, considerados subversivos, são
queimados em plena Salvador por
determinação da Sexta Região Militar.
Segundo as atas militares, foram
queimados 1.694 exemplares de "O
país do carnaval", "Cacau", "Suor",
"Jubiabá", "Mar morto" e "Capitães
da areia". Ficou um ano preso.
Adaptações cinematográficas
               Existe um filme inédito também chamado
               Capitães da Areia, mas nunca exibido no
               Brasil. Filmado em Salvador, em 1969, a
               primeira adaptação do famoso romance do
               escritor baiano para o cinema, leva a assinatura
               do cineasta americano Hall Bartlett, e foi
               lançado em 1971, com o titulo original de “The
               Sandpits Generals”. Foi exibido nos Estados
               Unidos e na Rússia, onde ganhou um festival na
               antiga república soviética e se tornou cult.
CINEMA

                     "Sob a lua, num velho trapiche
                    abandonado as crianças dormem."

           Os "Capitães da Areia" - Pedro Bala, Professor,
           Gato, Sem-Pernas, Boa Vida e Dora são
           personagens que Jorge Amado um dia criou para
           habitarem eternamente na memória de seus
           leitores. Abandonados por suas famílias, eles são
           obrigados a lutar para sobreviver pelas ruas de
           Salvador. Mais atual do que nunca, a história
           destes personagens imortais da literatura mundial
           nos emociona e inspira de forma profunda.

           (http://www.capitaesdaareia.com.br/#sinopse)


                       Assista o trailer:
    2011               http://www.youtube.com/watch?v=VTav_7PbnpU
Revistas (RJ)                    1939
 Jorge Amado retorna ao Rio
 no ano de 1939. Exerce
 intensa atividade política,
 em decorrência das torturas
 de presos e a desarticulação
 do Partido Comunista.
 Torna-se redator-chefe das
 revistas Dom Casmurro e
 Diretrizes. Inicia
 colaboração com a revista
 Vamos ler; que manterá até
 1941. Compõe, com Dorival
 Caymmi e Carlos Lacerda, a
 serenata "Beijos pela noite".
A vida de Luís Carlos Prestes      1942.
  Publicado em Buenos Aires e
  embora editado em espanhol,
  o livro é vendido no Brasil
  clandestinamente.
  Jorge Amado volta ao país, mas
  é preso ao desembarcar.
  Em 1945,o livro é lançado no
  Brasil rebatizado de
  "O cavaleiro da esperança".
Jornais: Hoje e Folha da Manhã      1945

   Neste ano, chefia a redação do
   jornal Hoje, do Partido
   Comunista Brasileiro. Escreve
   também na Folha da Manhã.
   Lança "Bahia de Todos os
   Santos".




           É eleito deputado
           federal pelo PCB.
O gato Malhado e                           1948

a andorinha Sinhá
          Para comemorar o primeiro
         aniversário do filho, escreve a
         história "O gato Malhado e a
              andorinha Sinhá".
           Viaja pela Europa e União
            Soviética, em seu exílio
                   voluntário.



Outras obras infanto-juvenis:
 - A Bola e o Goleiro, 1984
  - O Capeta Carybé, 1986
Gabriela, cravo e canela                        1958
    O livro, publicado em agosto de 1958,
  esgota 20 mil exemplares em apenas duas
 semanas; até dezembro venderia mais de 50
 mil exemplares. Sai o disco "Canto de amor
   à Bahia e quatro acalantos de Gabriela,
  cravo e canela", trazendo leituras de Jorge
    Amado e música de Dorival Caymmi.
Modinha para Gabriela
                         Dorival Caymmi




                                         Jorge
 Quando eu vim pra esse mundo
 Eu não atinava em nada
 Hoje eu sou Gabriela
 Gabriela he! meus camaradas
 Eu nasci assim, eu cresci assim
 Eu sou mesmo assim
 Vou ser sempre assim
 Gabriela, sempre Gabriela
 Quem me batizou, quem me iluminou                                         Caymmi
 Pouco me importou, é assim que eu sou
 Gabriela, sempre Gabriela
 Eu sou sempre igual, não desejo mal
 Amo o natural, etecetera e tal           Ouça na voz de Gal Costa:
 Gabriela, sempre Gabriela                http://www.youtube.com/watch?v=7dxqHqGcRHA
Novela
Em 1975, a Rede Globo
produziu a novela
baseada na obra e a
exibiu no horário das
22h




http://www.youtube.com/watch?v=o5MkXHTRexw&feature=related
CINEMA
            “Naquele ano de 1925, quando floresceu o idílio da
          mulata Gabriela e do árabe Nacib, a estação das chuvas
          tanto se prolongara além do normal e necessário que os
                 fazendeiros, como um bando assustado..."

          Bahia, 1925. Uma das maiores secas da história do Nordeste leva
            para Ilhéus Gabriela (Sônia Braga), uma bela retirante que com
              sua beleza e sensualidade conquista a todos, principalmente
              Nacib (Marcello Mastroianni), dono do bar mais popular da
            cidade, que emprega Gabriela para trabalhar em sua casa e com
            quem tem um caso. O relacionamento dos dois fica tão intenso
           que eles se casam, mas tudo parece desmoronar quando Gabriela
           lhe é infiel com o maior conquistador da cidade. Paralelamente,
            um "coronel" vai ser julgado por ter matado sua mulher com o
                amante. Os outros "coronéis" acham que ele tem de ser
             inocentado, pois houve um forte motivo para o crime, mas os
             tempos mudaram e determinados conceitos do passado estão
                                   sendo enterrados.
   1983   (http://www.interfilmes.com/filme_13433_gabriela.html)
                      Assista :
                      http://www.youtube.com/watch?v=NlQ2aBBpl00
Quincas Berro D’água                                               1959
                Jorge Amado lança na revista Senhor, do Rio de Janeiro, a novela
             "A morte e a morte de Quincas Berro Dágua"; a idéia inicial era que
               este texto, de 98 páginas (datilografadas e escrito em dois dias),
                integrasse o romance "Os pastores da noite". Naquela mesma
                  publicação sairia o conto "De como o mulato Porciúncula
                                  descarregou o seu defunto".

                 Na obra, o autor narra a história das várias mortes de Joaquim
              Soares da Cunha, vulgo Quincas Berro D'água, cidadão exemplar
              que a certa altura da vida decide abandonar a família e a reputação
                         ilibada para juntar-se à malandragem da cidade.
                  Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem vida em seu
                quarto imundo. Sua envergonhada família tenta restituir-lhe a
              compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os
                amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes
                    formais e fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas.
               Levado ao Pelourinho, o finado joga capoeira, abraça meretrizes,
             canta, ri e segue a farra em direção à sua segunda e apoteótica morte.
                                  (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/)
CINEMA
                "Sete palmos de terra não vão me encarcerar.
           Vagueio o sabor das ondas num leito de espumas do mar.
           Nem no céu nem no inferno, no mar é que eu vou morar"

           Este filme estreou em: 21 de Maio de 2010

           Quincas Berro D'Água (Paulo José), o rei dos bordéis,
           botecos e gafieiras da Bahia, é encontrado morto em sua
           cama. Inconformados com sua morte, seus melhores amigos
           “roubam” o corpo e o levam para uma última noite regada à
           festa e muita bebida. Em meio a mil confusões, o ex-
           funcionário público Quincas “vive” a sua segunda e
           definitiva morte, desta vez como sempre sonhou.

           (http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/quincas-berro-d-
           agua/id/16440)



               Assista o trailer:
               http://www.youtube.com/watch?v=Ph14cRyrS3o
    2010
Dona Flor e seus dois maridos
1966
              A história é dividida em 5 partes (cada uma aberta por uma
              lição de culinária de Flor, que é professora desta arte, com
                exceção da quarta parte, aberta por um programa para o
                         concerto de Teodoro) e um intervalo.

               O romance � é resultado de uma historia real ocorrida na
             década de 30 na Bahia com uma senhora que, quando jovem,
               casara com um boêmio, jogador e mulherengo, morto logo
                                  depois do casamento.
                A jovem viúva volta a casar com o honesto comerciante
              português Teodoro, mas algum tempo depois passa a sonhar
              com Vadinho, o marido morto, que lhe aparece exigente de
            amor. Honesta e de uma moral acima de qualquer desvio, Dona
             Flor passa a viver o terrível drama sem saber como resolvê-lo.
             Na vida real, a viúva eterniza o seu drama ao contá�-lo a um
            amigo de Jorge Amado que na ficção se encarrega de resolver o
                                         impasse.
CINEMA
           “Vadinho conhecia-lhe as fraquezas e as expunha ao sol,
             aquela ânsia controlada de tímida, aquele recatado
            desejo fazendo-se violência e mesmo incontinência ao
                            libertar-se na cama.”

           Durante o carnaval de 1943 na Bahia, Vadinho (José Wilker), um
              mulherengo e jogador inveterado, morre repentinamente e sua
            mulher, Dona Flor (Sônia Braga), fica inconsolável, pois apesar
           dele ter vários defeitos era um excelente amante. Mas após algum
             tempo ela se casa com Teodoro Madureira (Mauro Mendonça),
           um farmacêutico que é exatamente o oposto do primeiro marido.
              Ela passa a ter uma vida estável e tranquila, mas tediosa e, de
             tanto "chamar" pelo primeiro marido, ele um dia aparece nu na
            sua cama. Então ela pede ajuda a uma amiga, dizendo que quase
            foi seduzida pelo finado esposo. Um pai de santo se prontifica a
           afastar o espírito de Vadinho, mas existe um problema: no fundo
                   Flor quer que ele fique, pois há um forte desejo que
                                   precisa ser saciado.
                    (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-4280/)

                        Assista o trailer:
    2011                http://www.youtube.com/watch?v=dM4nZGsR-vc
Tenda dos milagres                             1969
               Jorge dizia ter sido este seu melhor romance.
               “apresenta a violência dos brancos diante de
                   rituais de origem africana, e oferece o
                  ingresso para um outro mundo, onde a
                mistura não é só de raças, mas também de
                religiões. É um grito contra o preconceito
                    racial e religioso. E na ânsia de nos
                   apresentar a figura de um certo Pedro
               Archanjo em sua inteireza, o autor encheu-se
                de ambição, quis abarcar o mundo com as
                     pernas, misturou tempos e espaços
                                romanescos.”
                                                (passeiweb.com)
CINEMA

                   “Tenda dos Milagres é um filme
             desconcertante, tem alma de negritude, que
            exala em cada fotograma (...) mas é um tanto
           atravancado em sua narrativa. Paradoxalmente,
             isso dá até um certo charme involuntário ao
             filme, mas ainda assim não deixa de causar
           estranhamento, já que Jorge Amado é o mestre
                da narrativa - e aqui ainda participa da
               produção na adaptação e nos diálogos.”
                                      (Adílson Marcelino, para o blog
                              http://minhainsensatez.blogspot.com.br)




                     Assista um trecho:
    1977             http://www.youtube.com/watch?v=ci4QjFx5F_g
Minissérie
    Em 1985, a Rede Globo levou Tenda dos
               Milagres para a TV.
 “A trama se desenrola a partir das lembranças
do protagonista, que, à beira da morte, relembra
aventuras, festas, amores e sua luta para manter
   vivas na Bahia as culturas negra e mestiça.
  - A história começa em 1930, quando Pedro
 Arcanjo sente-se mal e, desmaiado, é levado às
 pressas para a casa de Cesarina (Ângela Leal).
    Com fortes dores no peito, ele revive seu
passado, fazendo com que a narrativa retorne ao
  ano de 1913. Nessa época, quando os negros
eram discriminados e perseguidos em Salvador,
   a mãe de santo Magé Bassã (Chica Xavier)
revela a Pedro Arcanjo sua missão: ser “a luz de
  seu povo”. Junto com seu pai, Xangô, Magé
   Bassã guia o protagonista em sua missão. A
 partir de então, a história acompanha as ações
  de Pedro Arcanjo em defesa dos negros e sua
 relação com mães e pais de santo, prostitutas e
               mestres de capoeira.”
       (http://memoriaglobo.globo.com)
Tereza Batista,                                            1972
cansada de guerra
                    “No sertão de Sergipe, perto da fronteira com a
                           Bahia, aos treze anos incompletos a órfã
                             Tereza Batista é vendida pela tia a um
                            fazendeiro pedófilo e brutal. Depois de
                             estuprá-la, ele a mantém cativa em sua
                     propriedade. Amadurecida precocemente, e do
                     modo mais doloroso, a menina se tornará uma
                        mulher valente e decidida. Tereza Batista é
                     sem dúvida uma das mais fascinantes heroínas
                         de Jorge Amado, talvez a mais completa e
                       complexa, que reúne os atributos de todas as
                            outras: a valentia de Rosa Palmeirão, a
                        sensualidade de Gabriela, a doçura de dona
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                                                (companhiadasletras.com.br)
Minissérie
   Em 1992, a Rede Globo exibiu a minissérie
  baseada na obra, e que conta a vida de Tereza
       Batista dos 13 aos 27 anos de idade,
 acompanhando a sua transformação de menina
                    em mulher.
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       tia para o temido capitão Justo , um
colecionador de meninas, o capitão encontra em
   Tereza alguém que não se intimida, mesmo
         sendo maltratada e violentada.
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     no armazém de Justo, onde conhece e se
 apaixona por Daniel, seu primeiro amor. Após
    ser flagrado pelo capitão, o casal sente-se
   ameaçado e acaba por matá-lo. Presa, ela vê
      Daniel negar a cumplicidade no crime,
   afirmando que fora seduzido pela jovem. O
 rapaz torna-se, também, sua primeira decepção
                     amorosa.
            (memoriaglobo.globo.com)
Tieta do Agreste                                  1977
           Antonieta pastoreia cabras em Mangue Seco e entrega-se
               a diversos amantes nas dunas da região. A carola
             Perpétua denuncia ao pai, Zé Esteves, as aventuras da
              irmã, e a liberdade da moça escandaliza a pequena
              Sant’Ana do Agreste. Depois de levar uma surra de
               cajado, Tieta é escorraçada de casa pelo pai. (...)
            Relações de poder e corrupção, religiosidade, liberação
              sexual, moda e consumo, conflito entre progresso e
           preservação ambiental são assuntos que, incorporados ao
               enredo do livro, ganham tratamento crítico bem-
            humorado. Essa combinação faz de Tieta uma narrativa
                           experimental e inovadora.
                        por Lilia Moritz Schwarcz disponível em:
                http://www.jorgeamado.com.br/obra.php3?codigo=12587
Novela
         Em 1989/90, a Rede Globo exibiu a novela Tieta.
      ambientada na fictícia cidade de Santana do Agreste, no
 Nordeste brasileiro, a novela tem início quando Tieta (Claudia
 Ohana) é escorraçada da cidade pelo pai, Zé Esteves (Sebastião
 Vasconcelos), irritado com o comportamento liberal da jovem e
influenciado pelas intrigas de sua outra filha, Perpétua (Adriana
  Canabrava). Humilhada e abandonada pela família, ela segue
para São Paulo, fugindo do conservadorismo de sua terra natal.
   Vinte e cinco anos depois, Tieta (Betty Faria) reaparece em
 Santana do Agreste, rica, exuberante e decidida a se vingar das
  pessoas que a maltrataram. No dia de sua chegada, está sendo
rezada uma missa em sua memória. Ela interrompe a celebração,
   chamando a atenção de todos na igreja e desfazendo o mal-
     entendido. A ousada Tieta diz que veio para ficar e acaba
 mudando a rotina de todos os moradores da pequena cidade. Os
  que a condenaram na juventude passam a cortejá-la, movidos
 pela sua fortuna ou atraídos por sua exuberância. Para chocar a
   família, ela se envolve com o sobrinho, o jovem seminarista
  Ricardo (Cássio Gabus Mendes), filho de sua rancorosa irmã
                  Perpétua (agora, Joana Fomm).
                 (http://memoriaglobo.globo.com)


 http://www.youtube.com/watch?v=k33E1C5YqW8&feature=related
CINEMA

                   “Tenda dos Milagres é um filme
             desconcertante, tem alma de negritude, que
            exala em cada fotograma (...) mas é um tanto
           atravancado em sua narrativa. Paradoxalmente,
             isso dá até um certo charme involuntário ao
             filme, mas ainda assim não deixa de causar
           estranhamento, já que Jorge Amado é o mestre
                da narrativa - e aqui ainda participa da
               produção na adaptação e nos diálogos.”
                                      (Adílson Marcelino, para o blog
                              http://minhainsensatez.blogspot.com.br)




                     Assista um trecho:
    1977             http://www.youtube.com/watch?v=ci4QjFx5F_g
Todo dia é o mesmo dia
                    A vida é tão tacanha               É domingo, é fevereiro

A luz               Nada novo sob o sol
                    Tem que se esconder no escuro
                    Quem na luz se banha
                                                       É sete de setembro
                                                       Futebol e carnaval
                                                       Nada muda, é tudo escuro


 de
                    Por debaixo do lençol...           Até onde eu me lembro
                    Nessa terra a dor é grande         Uma dor que é sempre igual...
                    A ambição pequena
                    Carnaval e futebol                 Existe alguém em nós


Tieta               Quem não finge                     Em muitos dentre nós
                    Quem não mente                     Esse alguém
                    Quem mais goza e pena              Que brilha mais do que
                    É que serve de farol...            Milhões de sóis
                                                       E que a escuridão
                    Existe alguém em nós               Conhece também...
                    Em muitos dentre nós
                    Esse alguém                        Existe alguém aqui
                    Que brilha mais do que             Fundo no fundo de você
                    Milhões de sóis                    De mim
                    E que a escuridão                  Que grita para quem quiser ouvir
                    Conhece também...                  Quando canta assim...
Caetano             Existe alguém aqui
Veloso              Fundo no fundo de você             Êta!
                    De mim                             Êta, êta, êta
                    Que grita para quem quiser ouvir   É a lua, é o sol é a luz de Tieta
                    Quando canta assim...              Êta, êta!...(2x)
                                                       (volta ao início)
                    Toda noite é a mesma noite
                    A vida é tão estreita              Êta!
                    Nada de novo ao luar               Êta, êta, êta
                    Todo mundo quer saber              É a lua, é o sol é a luz de Tieta
                    Com quem você se deita             Êta, êta!...(4x)
                    Nada pode prosperar...
 Ouça:
 http://www.youtube.com/watch?v=I7J8grYrW78
Tocaia Grande descreve o processo de formação de uma
 cidade nordestina, nascida sob o signo da violência e da
        disputa de terras, em inícios do século XX.
  Depois de liderar uma tocaia contra o oponente de seu
    patrão, o jagunço Natário da Fonseca recebe alguns
  alqueires próximos ao palco da matança, onde passa a
 cultivar cacau. A chegada de comerciantes, prostitutas,
  tropeiros e ex-escravos ao local dá vida e contornos ao
                           arraial.
     Personagens fortes, independentes e solitários (...).
    Com a prosa leve e bem-humorada de sempre, Jorge
Amado relata a união profunda e os laços de afeto que se
desenvolvem entre os habitantes de Tocaia Grande, e que
  serão responsáveis pelo crescimento do povoado e por
  sua resistência à pressão da Igreja e do poder político-
   econômico para se enquadrar no sistema coronelista.
         (http://www.companhiadasletras.com.br/)
O adeus a Jorge Amado
      Cada vez mais recluso, face a seus
 problemas de saúde, comemora em agosto
   de 2000, com poucos amigos e a família,
     seus 88 anos. Vivia deprimido por se
   encontrar quase sem enxergar, sob dieta
      rigorosa, privando-se do que muito
 gostava: de escrever, de ler um bom livro e
               de um bom prato.
No dia 21 de junho de 2001, Jorge Amado é
internado com uma crise de hiperglicemia e
  tem uma fibrilação cardíaca. Após alguns
  dias, retorna à sua casa, porém, em 06 de
    agosto volta a se sentir mal e falece na
   cidade de Salvador às 19h30min . A seu
pedido, seu corpo foi cremado e suas cinzas    Leia: www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada
      foram espalhadas em torno de uma
     mangueira em sua residência no Rio
                   Vermelho.
Visite!
Leia mais em:
http://www.museulinguaportuguesa.org.br/exposicoes.php
Fontes
http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp
http://www.fundacaojorgeamado.com.br/jorge_biografia.htm
http://jbonline.terra.com.br/destaques/amado/capitao.html
http://www.jorgeamado.com.br/obra.php3?codigo=12615
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT801863-1655,00.html
http://www.correio24horas.com.br/blogs/blog-do-marrom/wp-content/uploads/2011/10/Eliana-
    Pittman-Antonio-Guerreiro.jpg
http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaBrasileira/Modernismo30/Prosa_de_30/Jorge_Amado
    _Dona_Flor_e_seus_Dois_Maridos.htm
http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/jorge_amado/dona_flor.html
http://www2.uefs.br/leguaemeia/2/2_72-85ainda.pdf
www.memoriaglobo.com
www.youtube.com
www.google/images

                                Pesquisa e organização

  Profa. Cláudia Heloísa Cunha Andria
  Licenciada em Letras – Unisantos
  Contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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Jorge Amado, o autor brasileiro mais traduzido

  • 2. O Capitão Jorge Um dos maiores contadores de histórias que o país já conheceu, o autor de Gabriela cravo e canela e dezenas de outros títulos é dono de uma obra que, como nenhuma outra no Brasil, atravessou o oceano e os continentes, tornando-se a mais traduzida e conhecida no exterior. Como o capitão, que sempre viajou muito, suas histórias também romperam o mundo e divulgaram além-mar as imagens de um país exótico, mestiço e místico, povoado de quengas, vagabundos e coronéis. Suas lembranças e invenções ajudaram a mostrar retratos do Brasil ao próprio Brasil, com personagens fortes e inesquecíveis.
  • 3. Sucesso Mundial A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e tendo sido um dos primeiros autores a serem gravados em áudio para deficientes visuais.
  • 4. Primeiro romance de Jorge Amado (tinha 19 anos), O país do Carnaval faz uma crítica da imagem festiva e contraditória do Brasil, a partir do olhar do personagem Paulo Rigger, um brasileiro que não se identifica com o país. O protagonista mantém uma relação de estranhamento com o Brasil do Carnaval: acredita que a festa popular mantém o povo alienado. Os exageros e a informalidade brasileira são motivo de espanto, apesar de a proximidade com o povo durante as festas nas ruas fazer com que ele se sinta verdadeiramente brasileiro. Aturdido pelas contradições, Rigger O livro recebe elogios decide voltar para a Europa. dos críticos e torna-se um sucesso de público.
  • 5. A história tem como pano de fundo as condições de trabalho nas plantações de cacau, onde os trabalhadores são obrigados a aceitar uma situação de semi-escravidão. Marcado pelo engajamento do autor em sua juventude, o romance conquista pela combinação de crítica social, narrativa de cunho biográfico e retrato de época e lugar. O livro esgota-se em um mês
  • 6. No romance, Jorge Amado tematiza a vida miserável e promíscua da gente amontoada num velho sobrado do Pelourinho, em meio a ratos, baratas e cachorros. Velhos, prostitutas e homossexuais passam pelas páginas do Foi publicado em livro, onde se ilumina a figura de Linda, Portugal e traduzido jovem que vai se ligar a um líder operário, o para o alemão, mecânico Álvaro, iniciando-se, assim, em espanhol, francês, projetos de transformação social. Num inglês, italiano, comício baiano, Álvaro cai morto, atingido polonês, russo e por uma bala disparada pela polícia. Mas tcheco. Linda não abandona ideias, nem ideais. Vai em frente, distribuindo panfletos subversivos, em cumprimento de sua missão revolucionária, em busca de um mundo novo.
  • 7.
  • 8. “Certa época dediquei-me a reler Jorge Amado e Graciliano Ramos. Este, exigente, avaro de palavras, mais voltado para o mundo interior dos personagens do que para suas ações. Obras primas como Angústia e Vidas Secas nos chamam para a realidade sufocante da vida, revelam um dos lados deste Brasil desigual e áspero. Mas há outros lados e um deles nos é mostrado pela literatura de Jorge Amado, que não é menos verdadeira, não é menos brasileira e nem menos crítica. Só que é invenção de uma outra personalidade, mais romântica, mais sensual, mais aberta aos prazeres da vida. O que essa literatura perde em rigor ganha em vitalidade e fantasia. E produz páginas que são obras-primas da narração literária em língua portuguesa.” Ferreira Gular
  • 9. Em 1936, Jorge Amado sofre sua primeira prisão por motivos políticos: acusado de participar da "Intentona Comunista”. Publica “Mar morto”, que recebe o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras.
  • 10. Novela de Rádio “O romance Mar Morto fora adaptado como novela de rádio,na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Seguiram-se outras adaptações, relevantes também para a formação do público de Jorge Amado, quando o rádio era o maior meio de comunicação de massa no país: em 1941, “Mar Morto”, pela Rádio El Mundo, de Buenos Aires; em 1945, as peças radiofônicas “Mar Morto” e “Terras do sem Fim”. (disponível em: www2.uefs.br/leguaemeia/2/2_72-85ainda.pdf)
  • 11. É preso após o golpe de Vargas. Seus livros, considerados subversivos, são queimados em plena Salvador por determinação da Sexta Região Militar. Segundo as atas militares, foram queimados 1.694 exemplares de "O país do carnaval", "Cacau", "Suor", "Jubiabá", "Mar morto" e "Capitães da areia". Ficou um ano preso.
  • 12. Adaptações cinematográficas Existe um filme inédito também chamado Capitães da Areia, mas nunca exibido no Brasil. Filmado em Salvador, em 1969, a primeira adaptação do famoso romance do escritor baiano para o cinema, leva a assinatura do cineasta americano Hall Bartlett, e foi lançado em 1971, com o titulo original de “The Sandpits Generals”. Foi exibido nos Estados Unidos e na Rússia, onde ganhou um festival na antiga república soviética e se tornou cult.
  • 13. CINEMA "Sob a lua, num velho trapiche abandonado as crianças dormem." Os "Capitães da Areia" - Pedro Bala, Professor, Gato, Sem-Pernas, Boa Vida e Dora são personagens que Jorge Amado um dia criou para habitarem eternamente na memória de seus leitores. Abandonados por suas famílias, eles são obrigados a lutar para sobreviver pelas ruas de Salvador. Mais atual do que nunca, a história destes personagens imortais da literatura mundial nos emociona e inspira de forma profunda. (http://www.capitaesdaareia.com.br/#sinopse) Assista o trailer: 2011 http://www.youtube.com/watch?v=VTav_7PbnpU
  • 14. Revistas (RJ) 1939 Jorge Amado retorna ao Rio no ano de 1939. Exerce intensa atividade política, em decorrência das torturas de presos e a desarticulação do Partido Comunista. Torna-se redator-chefe das revistas Dom Casmurro e Diretrizes. Inicia colaboração com a revista Vamos ler; que manterá até 1941. Compõe, com Dorival Caymmi e Carlos Lacerda, a serenata "Beijos pela noite".
  • 15. A vida de Luís Carlos Prestes 1942. Publicado em Buenos Aires e embora editado em espanhol, o livro é vendido no Brasil clandestinamente. Jorge Amado volta ao país, mas é preso ao desembarcar. Em 1945,o livro é lançado no Brasil rebatizado de "O cavaleiro da esperança".
  • 16. Jornais: Hoje e Folha da Manhã 1945 Neste ano, chefia a redação do jornal Hoje, do Partido Comunista Brasileiro. Escreve também na Folha da Manhã. Lança "Bahia de Todos os Santos". É eleito deputado federal pelo PCB.
  • 17. O gato Malhado e 1948 a andorinha Sinhá Para comemorar o primeiro aniversário do filho, escreve a história "O gato Malhado e a andorinha Sinhá". Viaja pela Europa e União Soviética, em seu exílio voluntário. Outras obras infanto-juvenis: - A Bola e o Goleiro, 1984 - O Capeta Carybé, 1986
  • 18. Gabriela, cravo e canela 1958 O livro, publicado em agosto de 1958, esgota 20 mil exemplares em apenas duas semanas; até dezembro venderia mais de 50 mil exemplares. Sai o disco "Canto de amor à Bahia e quatro acalantos de Gabriela, cravo e canela", trazendo leituras de Jorge Amado e música de Dorival Caymmi.
  • 19. Modinha para Gabriela Dorival Caymmi Jorge Quando eu vim pra esse mundo Eu não atinava em nada Hoje eu sou Gabriela Gabriela he! meus camaradas Eu nasci assim, eu cresci assim Eu sou mesmo assim Vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela Quem me batizou, quem me iluminou Caymmi Pouco me importou, é assim que eu sou Gabriela, sempre Gabriela Eu sou sempre igual, não desejo mal Amo o natural, etecetera e tal Ouça na voz de Gal Costa: Gabriela, sempre Gabriela http://www.youtube.com/watch?v=7dxqHqGcRHA
  • 20. Novela Em 1975, a Rede Globo produziu a novela baseada na obra e a exibiu no horário das 22h http://www.youtube.com/watch?v=o5MkXHTRexw&feature=related
  • 21. CINEMA “Naquele ano de 1925, quando floresceu o idílio da mulata Gabriela e do árabe Nacib, a estação das chuvas tanto se prolongara além do normal e necessário que os fazendeiros, como um bando assustado..." Bahia, 1925. Uma das maiores secas da história do Nordeste leva para Ilhéus Gabriela (Sônia Braga), uma bela retirante que com sua beleza e sensualidade conquista a todos, principalmente Nacib (Marcello Mastroianni), dono do bar mais popular da cidade, que emprega Gabriela para trabalhar em sua casa e com quem tem um caso. O relacionamento dos dois fica tão intenso que eles se casam, mas tudo parece desmoronar quando Gabriela lhe é infiel com o maior conquistador da cidade. Paralelamente, um "coronel" vai ser julgado por ter matado sua mulher com o amante. Os outros "coronéis" acham que ele tem de ser inocentado, pois houve um forte motivo para o crime, mas os tempos mudaram e determinados conceitos do passado estão sendo enterrados. 1983 (http://www.interfilmes.com/filme_13433_gabriela.html) Assista : http://www.youtube.com/watch?v=NlQ2aBBpl00
  • 22. Quincas Berro D’água 1959 Jorge Amado lança na revista Senhor, do Rio de Janeiro, a novela "A morte e a morte de Quincas Berro Dágua"; a idéia inicial era que este texto, de 98 páginas (datilografadas e escrito em dois dias), integrasse o romance "Os pastores da noite". Naquela mesma publicação sairia o conto "De como o mulato Porciúncula descarregou o seu defunto". Na obra, o autor narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da Cunha, vulgo Quincas Berro D'água, cidadão exemplar que a certa altura da vida decide abandonar a família e a reputação ilibada para juntar-se à malandragem da cidade. Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem vida em seu quarto imundo. Sua envergonhada família tenta restituir-lhe a compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes formais e fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas. Levado ao Pelourinho, o finado joga capoeira, abraça meretrizes, canta, ri e segue a farra em direção à sua segunda e apoteótica morte. (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/)
  • 23. CINEMA "Sete palmos de terra não vão me encarcerar. Vagueio o sabor das ondas num leito de espumas do mar. Nem no céu nem no inferno, no mar é que eu vou morar" Este filme estreou em: 21 de Maio de 2010 Quincas Berro D'Água (Paulo José), o rei dos bordéis, botecos e gafieiras da Bahia, é encontrado morto em sua cama. Inconformados com sua morte, seus melhores amigos “roubam” o corpo e o levam para uma última noite regada à festa e muita bebida. Em meio a mil confusões, o ex- funcionário público Quincas “vive” a sua segunda e definitiva morte, desta vez como sempre sonhou. (http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/quincas-berro-d- agua/id/16440) Assista o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=Ph14cRyrS3o 2010
  • 24. Dona Flor e seus dois maridos 1966 A história é dividida em 5 partes (cada uma aberta por uma lição de culinária de Flor, que é professora desta arte, com exceção da quarta parte, aberta por um programa para o concerto de Teodoro) e um intervalo. O romance � é resultado de uma historia real ocorrida na década de 30 na Bahia com uma senhora que, quando jovem, casara com um boêmio, jogador e mulherengo, morto logo depois do casamento. A jovem viúva volta a casar com o honesto comerciante português Teodoro, mas algum tempo depois passa a sonhar com Vadinho, o marido morto, que lhe aparece exigente de amor. Honesta e de uma moral acima de qualquer desvio, Dona Flor passa a viver o terrível drama sem saber como resolvê-lo. Na vida real, a viúva eterniza o seu drama ao contá�-lo a um amigo de Jorge Amado que na ficção se encarrega de resolver o impasse.
  • 25. CINEMA “Vadinho conhecia-lhe as fraquezas e as expunha ao sol, aquela ânsia controlada de tímida, aquele recatado desejo fazendo-se violência e mesmo incontinência ao libertar-se na cama.” Durante o carnaval de 1943 na Bahia, Vadinho (José Wilker), um mulherengo e jogador inveterado, morre repentinamente e sua mulher, Dona Flor (Sônia Braga), fica inconsolável, pois apesar dele ter vários defeitos era um excelente amante. Mas após algum tempo ela se casa com Teodoro Madureira (Mauro Mendonça), um farmacêutico que é exatamente o oposto do primeiro marido. Ela passa a ter uma vida estável e tranquila, mas tediosa e, de tanto "chamar" pelo primeiro marido, ele um dia aparece nu na sua cama. Então ela pede ajuda a uma amiga, dizendo que quase foi seduzida pelo finado esposo. Um pai de santo se prontifica a afastar o espírito de Vadinho, mas existe um problema: no fundo Flor quer que ele fique, pois há um forte desejo que precisa ser saciado. (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-4280/) Assista o trailer: 2011 http://www.youtube.com/watch?v=dM4nZGsR-vc
  • 26. Tenda dos milagres 1969 Jorge dizia ter sido este seu melhor romance. “apresenta a violência dos brancos diante de rituais de origem africana, e oferece o ingresso para um outro mundo, onde a mistura não é só de raças, mas também de religiões. É um grito contra o preconceito racial e religioso. E na ânsia de nos apresentar a figura de um certo Pedro Archanjo em sua inteireza, o autor encheu-se de ambição, quis abarcar o mundo com as pernas, misturou tempos e espaços romanescos.” (passeiweb.com)
  • 27. CINEMA “Tenda dos Milagres é um filme desconcertante, tem alma de negritude, que exala em cada fotograma (...) mas é um tanto atravancado em sua narrativa. Paradoxalmente, isso dá até um certo charme involuntário ao filme, mas ainda assim não deixa de causar estranhamento, já que Jorge Amado é o mestre da narrativa - e aqui ainda participa da produção na adaptação e nos diálogos.” (Adílson Marcelino, para o blog http://minhainsensatez.blogspot.com.br) Assista um trecho: 1977 http://www.youtube.com/watch?v=ci4QjFx5F_g
  • 28. Minissérie Em 1985, a Rede Globo levou Tenda dos Milagres para a TV. “A trama se desenrola a partir das lembranças do protagonista, que, à beira da morte, relembra aventuras, festas, amores e sua luta para manter vivas na Bahia as culturas negra e mestiça. - A história começa em 1930, quando Pedro Arcanjo sente-se mal e, desmaiado, é levado às pressas para a casa de Cesarina (Ângela Leal). Com fortes dores no peito, ele revive seu passado, fazendo com que a narrativa retorne ao ano de 1913. Nessa época, quando os negros eram discriminados e perseguidos em Salvador, a mãe de santo Magé Bassã (Chica Xavier) revela a Pedro Arcanjo sua missão: ser “a luz de seu povo”. Junto com seu pai, Xangô, Magé Bassã guia o protagonista em sua missão. A partir de então, a história acompanha as ações de Pedro Arcanjo em defesa dos negros e sua relação com mães e pais de santo, prostitutas e mestres de capoeira.” (http://memoriaglobo.globo.com)
  • 29. Tereza Batista, 1972 cansada de guerra “No sertão de Sergipe, perto da fronteira com a Bahia, aos treze anos incompletos a órfã Tereza Batista é vendida pela tia a um fazendeiro pedófilo e brutal. Depois de estuprá-la, ele a mantém cativa em sua propriedade. Amadurecida precocemente, e do modo mais doloroso, a menina se tornará uma mulher valente e decidida. Tereza Batista é sem dúvida uma das mais fascinantes heroínas de Jorge Amado, talvez a mais completa e complexa, que reúne os atributos de todas as outras: a valentia de Rosa Palmeirão, a sensualidade de Gabriela, a doçura de dona Flor, a altivez de Tieta.” (companhiadasletras.com.br)
  • 30. Minissérie Em 1992, a Rede Globo exibiu a minissérie baseada na obra, e que conta a vida de Tereza Batista dos 13 aos 27 anos de idade, acompanhando a sua transformação de menina em mulher. Tereza Batista, ainda criança, é vendida por sua tia para o temido capitão Justo , um colecionador de meninas, o capitão encontra em Tereza alguém que não se intimida, mesmo sendo maltratada e violentada. Por saber ler e escrever, Tereza passa a trabalhar no armazém de Justo, onde conhece e se apaixona por Daniel, seu primeiro amor. Após ser flagrado pelo capitão, o casal sente-se ameaçado e acaba por matá-lo. Presa, ela vê Daniel negar a cumplicidade no crime, afirmando que fora seduzido pela jovem. O rapaz torna-se, também, sua primeira decepção amorosa. (memoriaglobo.globo.com)
  • 31. Tieta do Agreste 1977 Antonieta pastoreia cabras em Mangue Seco e entrega-se a diversos amantes nas dunas da região. A carola Perpétua denuncia ao pai, Zé Esteves, as aventuras da irmã, e a liberdade da moça escandaliza a pequena Sant’Ana do Agreste. Depois de levar uma surra de cajado, Tieta é escorraçada de casa pelo pai. (...) Relações de poder e corrupção, religiosidade, liberação sexual, moda e consumo, conflito entre progresso e preservação ambiental são assuntos que, incorporados ao enredo do livro, ganham tratamento crítico bem- humorado. Essa combinação faz de Tieta uma narrativa experimental e inovadora. por Lilia Moritz Schwarcz disponível em: http://www.jorgeamado.com.br/obra.php3?codigo=12587
  • 32. Novela Em 1989/90, a Rede Globo exibiu a novela Tieta. ambientada na fictícia cidade de Santana do Agreste, no Nordeste brasileiro, a novela tem início quando Tieta (Claudia Ohana) é escorraçada da cidade pelo pai, Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), irritado com o comportamento liberal da jovem e influenciado pelas intrigas de sua outra filha, Perpétua (Adriana Canabrava). Humilhada e abandonada pela família, ela segue para São Paulo, fugindo do conservadorismo de sua terra natal. Vinte e cinco anos depois, Tieta (Betty Faria) reaparece em Santana do Agreste, rica, exuberante e decidida a se vingar das pessoas que a maltrataram. No dia de sua chegada, está sendo rezada uma missa em sua memória. Ela interrompe a celebração, chamando a atenção de todos na igreja e desfazendo o mal- entendido. A ousada Tieta diz que veio para ficar e acaba mudando a rotina de todos os moradores da pequena cidade. Os que a condenaram na juventude passam a cortejá-la, movidos pela sua fortuna ou atraídos por sua exuberância. Para chocar a família, ela se envolve com o sobrinho, o jovem seminarista Ricardo (Cássio Gabus Mendes), filho de sua rancorosa irmã Perpétua (agora, Joana Fomm). (http://memoriaglobo.globo.com) http://www.youtube.com/watch?v=k33E1C5YqW8&feature=related
  • 33. CINEMA “Tenda dos Milagres é um filme desconcertante, tem alma de negritude, que exala em cada fotograma (...) mas é um tanto atravancado em sua narrativa. Paradoxalmente, isso dá até um certo charme involuntário ao filme, mas ainda assim não deixa de causar estranhamento, já que Jorge Amado é o mestre da narrativa - e aqui ainda participa da produção na adaptação e nos diálogos.” (Adílson Marcelino, para o blog http://minhainsensatez.blogspot.com.br) Assista um trecho: 1977 http://www.youtube.com/watch?v=ci4QjFx5F_g
  • 34. Todo dia é o mesmo dia A vida é tão tacanha É domingo, é fevereiro A luz Nada novo sob o sol Tem que se esconder no escuro Quem na luz se banha É sete de setembro Futebol e carnaval Nada muda, é tudo escuro de Por debaixo do lençol... Até onde eu me lembro Nessa terra a dor é grande Uma dor que é sempre igual... A ambição pequena Carnaval e futebol Existe alguém em nós Tieta Quem não finge Em muitos dentre nós Quem não mente Esse alguém Quem mais goza e pena Que brilha mais do que É que serve de farol... Milhões de sóis E que a escuridão Existe alguém em nós Conhece também... Em muitos dentre nós Esse alguém Existe alguém aqui Que brilha mais do que Fundo no fundo de você Milhões de sóis De mim E que a escuridão Que grita para quem quiser ouvir Conhece também... Quando canta assim... Caetano Existe alguém aqui Veloso Fundo no fundo de você Êta! De mim Êta, êta, êta Que grita para quem quiser ouvir É a lua, é o sol é a luz de Tieta Quando canta assim... Êta, êta!...(2x) (volta ao início) Toda noite é a mesma noite A vida é tão estreita Êta! Nada de novo ao luar Êta, êta, êta Todo mundo quer saber É a lua, é o sol é a luz de Tieta Com quem você se deita Êta, êta!...(4x) Nada pode prosperar... Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=I7J8grYrW78
  • 35. Tocaia Grande descreve o processo de formação de uma cidade nordestina, nascida sob o signo da violência e da disputa de terras, em inícios do século XX. Depois de liderar uma tocaia contra o oponente de seu patrão, o jagunço Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao palco da matança, onde passa a cultivar cacau. A chegada de comerciantes, prostitutas, tropeiros e ex-escravos ao local dá vida e contornos ao arraial. Personagens fortes, independentes e solitários (...). Com a prosa leve e bem-humorada de sempre, Jorge Amado relata a união profunda e os laços de afeto que se desenvolvem entre os habitantes de Tocaia Grande, e que serão responsáveis pelo crescimento do povoado e por sua resistência à pressão da Igreja e do poder político- econômico para se enquadrar no sistema coronelista. (http://www.companhiadasletras.com.br/)
  • 36. O adeus a Jorge Amado Cada vez mais recluso, face a seus problemas de saúde, comemora em agosto de 2000, com poucos amigos e a família, seus 88 anos. Vivia deprimido por se encontrar quase sem enxergar, sob dieta rigorosa, privando-se do que muito gostava: de escrever, de ler um bom livro e de um bom prato. No dia 21 de junho de 2001, Jorge Amado é internado com uma crise de hiperglicemia e tem uma fibrilação cardíaca. Após alguns dias, retorna à sua casa, porém, em 06 de agosto volta a se sentir mal e falece na cidade de Salvador às 19h30min . A seu pedido, seu corpo foi cremado e suas cinzas Leia: www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada foram espalhadas em torno de uma mangueira em sua residência no Rio Vermelho.
  • 38. Fontes http://www.releituras.com/jorgeamado_bio.asp http://www.fundacaojorgeamado.com.br/jorge_biografia.htm http://jbonline.terra.com.br/destaques/amado/capitao.html http://www.jorgeamado.com.br/obra.php3?codigo=12615 http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT801863-1655,00.html http://www.correio24horas.com.br/blogs/blog-do-marrom/wp-content/uploads/2011/10/Eliana- Pittman-Antonio-Guerreiro.jpg http://www.jayrus.art.br/Apostilas/LiteraturaBrasileira/Modernismo30/Prosa_de_30/Jorge_Amado _Dona_Flor_e_seus_Dois_Maridos.htm http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/jorge_amado/dona_flor.html http://www2.uefs.br/leguaemeia/2/2_72-85ainda.pdf www.memoriaglobo.com www.youtube.com www.google/images Pesquisa e organização Profa. Cláudia Heloísa Cunha Andria Licenciada em Letras – Unisantos Contato: clauheloisa@yahoo.com.br