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José de Alencar
A trilogia indianista de José de Alencar
1857
O guarani
1865
Iracema
1874
Ubirajara
Passado
histórico
“bom
selvagem”
Símbolo da
nacionalidade
O indígena: herói e modelo
“O Brasil vivia então o auge da euforia
nacionalista que se iniciara com a independência em
1922 e tomara corpo com a implantação da estética
romântica, oficialmente, a partir de 1936. Os escritores
românticos, tanto da prosa quanto da poesia,
assimilaram os ideais nacionalistas do romantismo
europeu e os adaptaram as condições peculiares de
nossa realidade.
Surge então a chamada “cor local”,
particularidade específica do romantismo brasileiro que
consiste em valorizar a nossa natureza tropical, a
nossa linguagem impregnada de influências de dialetos
africanos e expressões indígenas e a idealização
do índio, que era elevado a condição de herói, nos
moldes dos cavaleiros medievais europeus”.
(GEEKIE GAMES)
o campo dos tabajaras
onde fica a taba do pajé Araquém, pai de Iracema
a terra dos potiguaras (ou pitiguaras)
onde fica a taba de Jacaúna
a praia
onde Martim e Iracema se refugiam e onde nasce
Moacir.
Espaços da narrativa
a linguagem do romance
“Verdes mares bravios (6 sílabas)
de minha terra natal, (7)
onde canta a jandaia (6)
nas frondes da carnaúba; (7)
Verdes mares que brilhais (7)
como líquida esmeralda (7)
aos rios do sol nascente, (7)
perlongando as alvas praias (7)
ensombradas de coqueiros; (7)
Serenai, verdes mares, (6)
e alisai docemente (6)
a vaga impetuosa, (6)
para que o barco aventureiro (8)
manso resvale à flor das águas.” (8)
“Chamado de "poema em prosa" pela crítica,
dado o ritmo e cadência de Iracema, mais de um
autor procurou demonstrar o caráter de poesia
do livro. Realmente, sobretudo a belíssima
abertura do livro é marcada por um ritmo
cadenciado, distribuídas em versos de um
poema tradicional”:
a lenda da origem
Em “Iracema” , o amor entre o colonizador Martim e a índia Iracema, faz surgir uma nova nação. Nesta
história narrada em linguagem poética, José de Alencar apresenta metaforicamente as origens do Brasil.
a metáfora do enredo
IRACEMA
indígena
americano
MARTIM
europeu
civilizado
MOACIR
filho da dor
brasileiro
+ “É muito importante notar o valor
alegórico dessa[união]. Ao “possuir”
Iracema, Martim está inconsciente,
completamente seduzido e inebriado.
Esse gesto há de provocar a destruição da
virgem, assim como a invasão do Brasil
pelos portugueses há de provocar a
destruição da floresta virgem americana.
No entanto, assim como Martim não tinha
qualquer intenção de provocar a morte de
sua amada – o faz por paixão – os
destruidores da natureza brasileira o
fizeram de forma inconsciente e
inconsequente. A consciência ecológica
de Alencar vai muito além da ingênua
defesa das nossas matas: percebe com
clareza o seu processo de destruição.”
(Frederico Barbosa)
A idealização romântica concretiza-se quando o
narrador compara Iracema à natureza
“ a virgem leva sempre vantagem: Seus cabelos
são mais negros e mais longos, seu sorriso mais
doce, seu hálito mais perfumado, seus pés mais
rápidos. Iracema é muito mais do que uma mulher.
Não anda, flutua. Toda a natureza rende-lhe
homenagem: da acácia silvestre
aos pássaros, como o sabiá e a ará.
A heroína é o próprio espírito harmonioso da
floresta virgem.”
Idealização romântica
(Cap II)
Ficcção + documento histórico
“José de Alencar recorreu a
circunstâncias históricas, como a rixa
entre os índios tabajaras e pitiguaras e
utilizou personagens reais, como
Martim Soares Moreno e o índio Poti,
que depois viria a adotar o nome cristão
de Antônio Felipe Camarão. Mas
cercou-os de uma fértil imaginação e de
um lirismo próprios da poesia
romântica”
(BARBOSA & BELETTI)
“Na narrativa alencariana, Iracema, a protagonista, é a guardiã do
"Segredo da Jurema" que era uma espécie de alucinógeno que conduz
aquele que bebe a um estado de sonho. Essa bebida só poderia ser
preparada pela virgem Iracema, que designada pelo deus Tupã, era a
responsável pela elaboração da bebida.
Iracema ao "entregar-se" à Martin, perde seu posto de guardiã
do segredo e, por ter traído sua tribo e seu deus, lança a desgraça sobre
a tribo em que nasceu (em confronto, uma grande parte dos tribais é
dizimada).
Pode-se entender o "Segredo da Jurema" como uma metáfora
da alma brasileira que possibilitava ao homem a capacidade de sonhar e
ser feliz em contato com as belezas da natureza (lembremo-nos que o
Indianismo pregava a construção de um herói nacional e o culto do
homem em seu estado natural; o "bom selvagem" de Rosseau) e a própria
identidade cultural indígena, a qual devido à traição de Iracema (é
importante observar a continuidade da obra) tem o ponto de partida para
a dominação branca e cristã”.
(Daniele Ribeiro)
O segredo da Jurema
Indicação de filme
Ficha técnica
Data de lançamento: 1979 (mundial)
Direção: Carlos Coimbra
Música: Vinícius de Morais; Toquinho
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=38Jw4V5odwk
Fontes de pesquisa
TODAS AS IMAGENS UTILIZADAS NESTA APRESENTAÇÃO ESTÃO DISPONÍVEIS NA INTERNET
www.google images
BARBOSA, Frederico. http://fredb.sites.uol.com.br/iracema.html
BARBOSA, Frederico & BELETTI, Silmara. http://fraternidad3.dominiotemporario.com/doc/2007_-_jornal_-_julho.pdf
CEREJA, William Roberto.Português: Linguages, vol 2 Atual Editora, São Paulo 1999.
RIBEIRO, Daniele. Publicado em https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070317170826AADbsm7
GUIA DO ESTUDANTE https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/iracema-resumo-e-analise-do-livro-de-jose-alencar/
PORTAL DAS LETRAS http://www.portrasdasletras.com.br
http://contigo.abril.com.br/famosos/ivani-ribeiro/autora
https://geekiegames.geekie.com.br/blog/resumo-iracema/
http://www.teledramaturgia.com.br/tele/padroeirab.asp
http://paixaoporlivros-vick.blogspot.com/2010/07/senhora-jose-de-alencar.html
http://www.10emtudo.com.br/demo/obras/index_6.html
Organização e Pesquisa
Profª Cláudia Heloísa Cunha Andria
contato: clauheloisa@yahoo.com.br

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A Trilogia Indianista de José de Alencar

  • 2. A trilogia indianista de José de Alencar 1857 O guarani 1865 Iracema 1874 Ubirajara
  • 3. Passado histórico “bom selvagem” Símbolo da nacionalidade O indígena: herói e modelo “O Brasil vivia então o auge da euforia nacionalista que se iniciara com a independência em 1922 e tomara corpo com a implantação da estética romântica, oficialmente, a partir de 1936. Os escritores românticos, tanto da prosa quanto da poesia, assimilaram os ideais nacionalistas do romantismo europeu e os adaptaram as condições peculiares de nossa realidade. Surge então a chamada “cor local”, particularidade específica do romantismo brasileiro que consiste em valorizar a nossa natureza tropical, a nossa linguagem impregnada de influências de dialetos africanos e expressões indígenas e a idealização do índio, que era elevado a condição de herói, nos moldes dos cavaleiros medievais europeus”. (GEEKIE GAMES)
  • 4. o campo dos tabajaras onde fica a taba do pajé Araquém, pai de Iracema a terra dos potiguaras (ou pitiguaras) onde fica a taba de Jacaúna a praia onde Martim e Iracema se refugiam e onde nasce Moacir. Espaços da narrativa
  • 5. a linguagem do romance “Verdes mares bravios (6 sílabas) de minha terra natal, (7) onde canta a jandaia (6) nas frondes da carnaúba; (7) Verdes mares que brilhais (7) como líquida esmeralda (7) aos rios do sol nascente, (7) perlongando as alvas praias (7) ensombradas de coqueiros; (7) Serenai, verdes mares, (6) e alisai docemente (6) a vaga impetuosa, (6) para que o barco aventureiro (8) manso resvale à flor das águas.” (8) “Chamado de "poema em prosa" pela crítica, dado o ritmo e cadência de Iracema, mais de um autor procurou demonstrar o caráter de poesia do livro. Realmente, sobretudo a belíssima abertura do livro é marcada por um ritmo cadenciado, distribuídas em versos de um poema tradicional”:
  • 6. a lenda da origem Em “Iracema” , o amor entre o colonizador Martim e a índia Iracema, faz surgir uma nova nação. Nesta história narrada em linguagem poética, José de Alencar apresenta metaforicamente as origens do Brasil.
  • 7. a metáfora do enredo IRACEMA indígena americano MARTIM europeu civilizado MOACIR filho da dor brasileiro + “É muito importante notar o valor alegórico dessa[união]. Ao “possuir” Iracema, Martim está inconsciente, completamente seduzido e inebriado. Esse gesto há de provocar a destruição da virgem, assim como a invasão do Brasil pelos portugueses há de provocar a destruição da floresta virgem americana. No entanto, assim como Martim não tinha qualquer intenção de provocar a morte de sua amada – o faz por paixão – os destruidores da natureza brasileira o fizeram de forma inconsciente e inconsequente. A consciência ecológica de Alencar vai muito além da ingênua defesa das nossas matas: percebe com clareza o seu processo de destruição.” (Frederico Barbosa)
  • 8. A idealização romântica concretiza-se quando o narrador compara Iracema à natureza “ a virgem leva sempre vantagem: Seus cabelos são mais negros e mais longos, seu sorriso mais doce, seu hálito mais perfumado, seus pés mais rápidos. Iracema é muito mais do que uma mulher. Não anda, flutua. Toda a natureza rende-lhe homenagem: da acácia silvestre aos pássaros, como o sabiá e a ará. A heroína é o próprio espírito harmonioso da floresta virgem.” Idealização romântica
  • 10. Ficcção + documento histórico “José de Alencar recorreu a circunstâncias históricas, como a rixa entre os índios tabajaras e pitiguaras e utilizou personagens reais, como Martim Soares Moreno e o índio Poti, que depois viria a adotar o nome cristão de Antônio Felipe Camarão. Mas cercou-os de uma fértil imaginação e de um lirismo próprios da poesia romântica” (BARBOSA & BELETTI)
  • 11. “Na narrativa alencariana, Iracema, a protagonista, é a guardiã do "Segredo da Jurema" que era uma espécie de alucinógeno que conduz aquele que bebe a um estado de sonho. Essa bebida só poderia ser preparada pela virgem Iracema, que designada pelo deus Tupã, era a responsável pela elaboração da bebida. Iracema ao "entregar-se" à Martin, perde seu posto de guardiã do segredo e, por ter traído sua tribo e seu deus, lança a desgraça sobre a tribo em que nasceu (em confronto, uma grande parte dos tribais é dizimada). Pode-se entender o "Segredo da Jurema" como uma metáfora da alma brasileira que possibilitava ao homem a capacidade de sonhar e ser feliz em contato com as belezas da natureza (lembremo-nos que o Indianismo pregava a construção de um herói nacional e o culto do homem em seu estado natural; o "bom selvagem" de Rosseau) e a própria identidade cultural indígena, a qual devido à traição de Iracema (é importante observar a continuidade da obra) tem o ponto de partida para a dominação branca e cristã”. (Daniele Ribeiro) O segredo da Jurema
  • 12. Indicação de filme Ficha técnica Data de lançamento: 1979 (mundial) Direção: Carlos Coimbra Música: Vinícius de Morais; Toquinho Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=38Jw4V5odwk
  • 13. Fontes de pesquisa TODAS AS IMAGENS UTILIZADAS NESTA APRESENTAÇÃO ESTÃO DISPONÍVEIS NA INTERNET www.google images BARBOSA, Frederico. http://fredb.sites.uol.com.br/iracema.html BARBOSA, Frederico & BELETTI, Silmara. http://fraternidad3.dominiotemporario.com/doc/2007_-_jornal_-_julho.pdf CEREJA, William Roberto.Português: Linguages, vol 2 Atual Editora, São Paulo 1999. RIBEIRO, Daniele. Publicado em https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070317170826AADbsm7 GUIA DO ESTUDANTE https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/iracema-resumo-e-analise-do-livro-de-jose-alencar/ PORTAL DAS LETRAS http://www.portrasdasletras.com.br http://contigo.abril.com.br/famosos/ivani-ribeiro/autora https://geekiegames.geekie.com.br/blog/resumo-iracema/ http://www.teledramaturgia.com.br/tele/padroeirab.asp http://paixaoporlivros-vick.blogspot.com/2010/07/senhora-jose-de-alencar.html http://www.10emtudo.com.br/demo/obras/index_6.html Organização e Pesquisa Profª Cláudia Heloísa Cunha Andria contato: clauheloisa@yahoo.com.br