Newton Kara Junior
Objetivo: documento com informações sufucientes
para permitir que leitores:
- Acessar as observações que você fez
- Repeti...
- Introdução: que pergunta foi feita?
- Métodos: como ela foi estudada?
- Resultados: o que foi achado?
- Discussão: o que...
- Curta e transmitir claramente a pergunta que
você tentará responder com o estudo (porque
você decidiu fazer este estudo)...
 * Planejamento do estudo
Manter-se no objetivo inicial (questão a ser respondida)
Pode ser escrita antes de se começar o...
 Revisão sistemática de tudo o que já foi
publicado antes e demonstrar que um novo
estudo é necessário
 Achar uma “brech...
 Revisão Sistemática: autor propõe uma
pergunta clara, coleta toda informação
relevante, descarta o que for cientificamen...
 Referências
 Evitar falar sobre o que o leitor já sabe
 Explicar o que o leitor não sabe
 Conhecer o públuco alvo par...
- Conhecer sua audiência
- Curta
- Justificar o porque do estudo
- Explicar o motivo de ser importante
- Convencer que é m...
 Bases de dados eletrônicas (internet) 
revolucionou a revisão bibliográfica
 Ferramentas para pesquisa  habilidades
...
 Citações dos artigos publicados no periódico
 Função: quantificar o valor do periódico e
indiretamente dos artigos lá p...
 Fator de impacto do nível do periódico
desejado
 Tecnologia, novidade, dados epidemiológicos
que podem ser extrapolados...
 Se a metodologia utilizada para responder a
pergunta do estudo é fraca e falha  o estudo não
tem como ser consertado
 ...
1) Desenho:
- grupos independentes, paralelos, pareados
- randomização
- mascarado?
- nomear as partes
- diagrama
2) Como foi conduzido:
- Seleção da amostra
- Critérios de esxclusão
- Ética
- Descrição precisa dos materiais utilizados
...
3) Análise dos dados
- valor-p (p<0.05 = 1/20)
- Teste estatístico utilizado
 O texto descreveu que questão estava sendo
respondida, o que estava sendo testado e quão
precisos foram os testes?
 As ...
 Oque?
 Como?
 Porque?
 Quando?
 Onde?
 Resultados
 Discussão
 Título, Resumo, Autores
 Referências
 Responder à pergunta: “o que foi achado?”
 Reportar os resultados da investigação descrita no MM
 Não conter: interpre...
 Caracterizar a amostra e os grupos  Amostra
representativa? / grupos comparáveis e homogênios?
(randomização)
 Evitar:...
 Evitar: qualitativos (grande, somente) 
subjetivo
 Apenas quantitativos (%)
 Tabelas  informativas, fácil de compreender,
autossuficientes
 Estatística  leitor acreditar em você
 Correlacionar seus achados com os dados
descritos na literatura e interpretar o
significado
 Curta e relevante

 Não ...
 Estrutura
 Resumo dos principais achados
 Discussão de possíveis problemas de metodologia
 Comparar seus resultados c...
 Principais erros:
 Repetir dados já expostos nos Resultados
 Acreditar que a MM está imune à críticas
 Citar preferen...
 Principais achados:
 Relembrar o leitor dos achados “chaves”
 Iniciar com 2 ou 3 sentenças que resumem o
estudo  mens...
 MM:
 * problema: tamanho da amostra (clinical trial na
área X estudo piloto (preliminar) que permitirá
que outros autor...
 Estudos prévios:
 Citar apenas estudos relevantes (confirmatórios
e contraditórios)
 Implicações clínicas:
 Caso seus achados mudem a prática clínica 
discutir isso  Não exagerar na definição da
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 Estudos futuros:
 Sugerir estudos adicionais na área
 Conclusões
 Terminar a discussão com um pequena resumo
dos principais achados e suas implicacões
 Muitos lerão o Título, alguns o Resumo e poucos o
Texto.
 Despertar interesse em ler o resto
 Deixar claro o objetivo ...
 Título: conciso (preciso) e descritivo
(informativo)
 Linguagem simples
 Distribuição gratuita
 Estruturado (IMRD)
 Presença ou não de intervenção
 Experimentais X Observacionais
 Experimentais: houve intervenção do
investigador
 Uso ou não de Randomização
 Estudos Controlados Randomizados
 Contr...
 Observacionais:
 Analíticos (coorte, caso controle e transversais)  a
partir de análise dos dados colhidos, inferir
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 Estudo de Coorte
 Exposição  Desfecho
 Estudo de Caso Controle
 Desfecho  Exposição
 Estudo de Coorte
 São acompanhados dois grupos de pacientes que diferem
entre si quanto à presença ou não de uma exposi...
 Estudo de Caso Controle
 * Retrospectivos  pessoas com determinadas
doenças (casos) são comparadas com outras sem a
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 Coorte:
 Vantagens:
 Permitem aferir a incidência (novos casos)
 Determinação do risco relativo  diferença de
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 Caso Controle:
 Vantagens:
 Desfechos raros  OK
 Curta duração e Baixo custo
 Amostra pequena
 Estimativa de risco...
 Estudos Transversais
 Semelhante ao coorte , porém realizando-se todas as
medições em um determinado momento (não exist...
 Estudos Controlados Randomizados (prospectivos)
 A amostra é selecionada de uma população, com uma
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 Revisões Sistemáticas da Literatura / Meta-Análises
  responder a uma pergunta específica
 Análise estatística (Meta-...
“A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu
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 Exercício da medicina  manter-se o mais atualizado
possível (livros X artigos) + saber reconhecer as
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 Uso consciente, explícito e criterioso da melhor
evidência disponível na literatura para se identificar
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 Uso consciente, explícito e criterioso da melhor
evidência disponível na literatura para se identificar
que tratamentos ...
Como aplicar:
 Fazer um questionamento clínico (dúvida)
 Busca na literatura por artigos relevantes que possam
responder...
 Avaliação crítica da literatura: avaliar a literatura
quanto a sua utilidade e aplicabilidade.
 Verificar se os resulta...
Os resultados do estudo são válidos?

Os resultados do estudo são válidos?
 Questionamento bem estruturado? (população;
intervenção; comparação; desfecho)
 Uso consciente, explícito e criterioso da melhor
evidência disponível na literatura para se identificar
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Como escrever um trabalho científico

  1. 1. Newton Kara Junior
  2. 2. Objetivo: documento com informações sufucientes para permitir que leitores: - Acessar as observações que você fez - Repetir o experimento - Determinar se as conclusões são justificadas pelos dados
  3. 3. - Introdução: que pergunta foi feita? - Métodos: como ela foi estudada? - Resultados: o que foi achado? - Discussão: o que estes achados significam?
  4. 4. - Curta e transmitir claramente a pergunta que você tentará responder com o estudo (porque você decidiu fazer este estudo) - Para que o leitor entenda a relevância de sua dúvida  breve revisão da literatura (não é revisão da literatura, apenas citar as referencias necessárias para justificar seu estudo)  partir do que já se sabe para justificar onde que chegar
  5. 5.  * Planejamento do estudo Manter-se no objetivo inicial (questão a ser respondida) Pode ser escrita antes de se começar o estudo Editores não querem publicar (e leitores não querem ler) estudos que simplesmente repitam o que já foi feito inúmeras vezes antes.  Acrescentar informação importante ao que já foi feito (se ancorar em estudos anteriores)
  6. 6.  Revisão sistemática de tudo o que já foi publicado antes e demonstrar que um novo estudo é necessário  Achar uma “brecha” na literatura  mostrar  Convencer que é melhor que os anteriores
  7. 7.  Revisão Sistemática: autor propõe uma pergunta clara, coleta toda informação relevante, descarta o que for cientificamente fraco, sintetisa a informação remanescente e elabora uma conclusão  Elaborar um trabalho: pergunta  revisão da literatura  se a pergunta não puder ser respondida e seu estudo contribuir para a solução realizar o estudo
  8. 8.  Referências  Evitar falar sobre o que o leitor já sabe  Explicar o que o leitor não sabe  Conhecer o públuco alvo para seu estudo (revista)  Breve design do estudo
  9. 9. - Conhecer sua audiência - Curta - Justificar o porque do estudo - Explicar o motivo de ser importante - Convencer que é melhor que os anteriores - Prender o leitor, desde a primeira linha
  10. 10.  Bases de dados eletrônicas (internet)  revolucionou a revisão bibliográfica  Ferramentas para pesquisa  habilidades  Curso: Principais bases de dados, ferramentas para pesquisa
  11. 11.  Citações dos artigos publicados no periódico  Função: quantificar o valor do periódico e indiretamente dos artigos lá publicados
  12. 12.  Fator de impacto do nível do periódico desejado  Tecnologia, novidade, dados epidemiológicos que podem ser extrapolados universalmente, pesquisa básica.
  13. 13.  Se a metodologia utilizada para responder a pergunta do estudo é fraca e falha  o estudo não tem como ser consertado  Planejamento do estudo  Descrever e defender o desenho do estudo  Referências  métodos padrões  Descrever detalhadamente  novos  reprodução
  14. 14. 1) Desenho: - grupos independentes, paralelos, pareados - randomização - mascarado? - nomear as partes - diagrama
  15. 15. 2) Como foi conduzido: - Seleção da amostra - Critérios de esxclusão - Ética - Descrição precisa dos materiais utilizados - Dosagem exata das drogas - Descrição exata do tratamento
  16. 16. 3) Análise dos dados - valor-p (p<0.05 = 1/20) - Teste estatístico utilizado
  17. 17.  O texto descreveu que questão estava sendo respondida, o que estava sendo testado e quão precisos foram os testes?  As medidas foram realizadas, analisadas e interpretadas corretamente?  O experimento pode ser repetido por outro pesquisador?
  18. 18.  Oque?  Como?  Porque?  Quando?  Onde?
  19. 19.  Resultados  Discussão  Título, Resumo, Autores  Referências
  20. 20.  Responder à pergunta: “o que foi achado?”  Reportar os resultados da investigação descrita no MM  Não conter: interpretação/opinião  Palavras  contar estória  Tabelas  resumir evidências  Ilustração  enfatizar achados principais  Estatística  suporte às afirmações
  21. 21.  Caracterizar a amostra e os grupos  Amostra representativa? / grupos comparáveis e homogênios? (randomização)  Evitar: “os resultados estão apresentados nas tabelas 1- 3”  escrever o significado primeiro  Dados (números) ≠ Resultados (signficado dos números)  escrever os resultados e colocar dados na Tabela  iniciar o parágrafo descrevendo os resultado e depois referir à Tabela (indicar o que procurar na Tabela)
  22. 22.  Evitar: qualitativos (grande, somente)  subjetivo  Apenas quantitativos (%)
  23. 23.  Tabelas  informativas, fácil de compreender, autossuficientes  Estatística  leitor acreditar em você
  24. 24.  Correlacionar seus achados com os dados descritos na literatura e interpretar o significado  Curta e relevante   Não precisa analisar toda a literatura  Na dúvida: retire do texto
  25. 25.  Estrutura  Resumo dos principais achados  Discussão de possíveis problemas de metodologia  Comparar seus resultados com estudos prévios  Discussão das implicações clínicas de seus achados  Sugestão de trabalhos futuros  Suscinta conclusão
  26. 26.  Principais erros:  Repetir dados já expostos nos Resultados  Acreditar que a MM está imune à críticas  Citar preferencialmente estudos prévios na conclusão
  27. 27.  Principais achados:  Relembrar o leitor dos achados “chaves”  Iniciar com 2 ou 3 sentenças que resumem o estudo  mensagem  Comentar todos os dados descritos nos Resultados. Apenas discutir dados que estão nos Resultados
  28. 28.  MM:  * problema: tamanho da amostra (clinical trial na área X estudo piloto (preliminar) que permitirá que outros autores desenvolvam estudo semelhante com um poder de investigação correto.  Expliar porque escolheu este desenho de trabalho, se possível, citando estudos com MM semelhante (se adiantar às criticas)  Enfatizar pontos fortes do MM (criticar estudos prévios?)
  29. 29.  Estudos prévios:  Citar apenas estudos relevantes (confirmatórios e contraditórios)
  30. 30.  Implicações clínicas:  Caso seus achados mudem a prática clínica  discutir isso  Não exagerar na definição da importância do estudo (em geral o assunto ainda não terá sido completamente estudado)  pequena contribuição para uma limitada área do conhecimento
  31. 31.  Estudos futuros:  Sugerir estudos adicionais na área
  32. 32.  Conclusões  Terminar a discussão com um pequena resumo dos principais achados e suas implicacões
  33. 33.  Muitos lerão o Título, alguns o Resumo e poucos o Texto.  Despertar interesse em ler o resto  Deixar claro o objetivo do estudo  Escrever pensando no leitor  fazer sua mensagem atingir o maior número de pessoas  Deixar claro sua mensagem
  34. 34.  Título: conciso (preciso) e descritivo (informativo)  Linguagem simples
  35. 35.  Distribuição gratuita  Estruturado (IMRD)
  36. 36.  Presença ou não de intervenção  Experimentais X Observacionais
  37. 37.  Experimentais: houve intervenção do investigador  Uso ou não de Randomização  Estudos Controlados Randomizados  Controlado = grupo controle
  38. 38.  Observacionais:  Analíticos (coorte, caso controle e transversais)  a partir de análise dos dados colhidos, inferir determinadas conclusões  comparação entre grupos  Descritivos (relato de casos)  não há análise
  39. 39.  Estudo de Coorte  Exposição  Desfecho  Estudo de Caso Controle  Desfecho  Exposição
  40. 40.  Estudo de Coorte  São acompanhados dois grupos de pacientes que diferem entre si quanto à presença ou não de uma exposição (vacina, estilo de vida, agente ambiental, etc)  Detectar a frequencia de ocorrência de determinado desfecho clínico (* doenças)  Prospectivos ou retrospectivos, mas sempre partem da exposição e verificam a ocorrência ou não do desfecho em avaliação
  41. 41.  Estudo de Caso Controle  * Retrospectivos  pessoas com determinadas doenças (casos) são comparadas com outras sem a doença (controles), em relação à determinada exposição  Presente  Passado   Avaliar Prognóstico de uma doença
  42. 42.  Coorte:  Vantagens:  Permitem aferir a incidência (novos casos)  Determinação do risco relativo  diferença de ocorrência do desfecho analisado entre expostos e não- expostos  Desvantagens:  Demorados e $  Desfechos raros  X  Perda de aconpanhamento?
  43. 43.  Caso Controle:  Vantagens:  Desfechos raros  OK  Curta duração e Baixo custo  Amostra pequena  Estimativa de risco (razão de chances – odds ratio)  chance da doença se desenvolver nos expostos dividida pela chance dela se desenvolver nos não-expostos  Desvantagens:  * vieses (* viés de seleção: inclusão de controles inadequados; viés de lembrança)
  44. 44.  Estudos Transversais  Semelhante ao coorte , porém realizando-se todas as medições em um determinado momento (não existe período de acompanhamento)   Existência de fatores de risco e a prevelência (casos existentes) de doenças no local naquele período   Validar um teste diagnóstico
  45. 45.  Estudos Controlados Randomizados (prospectivos)  A amostra é selecionada de uma população, com uma característica peculiar presente (uma única variável), sendo, posteriormente dividida em grupos controle e de intervenção  comparar os desfechos de ambos os grupos  Randomização: assegura que cada paciente do estudo tenha a mesma chance de ser incluido em ambos os grupos   Eficácia do tratamento  Custo, Ética, N   Meta-Análise
  46. 46.  Revisões Sistemáticas da Literatura / Meta-Análises   responder a uma pergunta específica  Análise estatística (Meta-Análise)  Levantamento bibliográfico  avaliação crítica  interpretação dos dados  Seleção dos estudos:  Terapeutica  ECR  FR  Caso Controle ou Coorte
  47. 47. “A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original”
  48. 48.  Exercício da medicina  manter-se o mais atualizado possível (livros X artigos) + saber reconhecer as melhores evidências e interpretá-las com visão crítica  Artigos: relevância / rigor metodológico  resposta adequada e confiável ao questionamento clínico?  Medicina Baseada em Evidência
  49. 49.  Uso consciente, explícito e criterioso da melhor evidência disponível na literatura para se identificar que tratamentos e opções devem ser oferecidos e discutidos com os pacientes.
  50. 50.  Uso consciente, explícito e criterioso da melhor evidência disponível na literatura para se identificar que tratamentos e opções devem ser oferecidos e discutidos com os pacientes.   Pesquisas clínicas, com metodologia adequadas, em que foram abordadas questões relevantes na prática médica, como a acurácia e a precisão de testes diagnósticos, ou a eficácia e segurança de intervenções terapeuticas e preventivas.
  51. 51. Como aplicar:  Fazer um questionamento clínico (dúvida)  Busca na literatura por artigos relevantes que possam responder a esse questionamento  Avaliação crítica das evidências disponíveis nos artigos encontrados  Implementar as melhores eviências na prática clínica
  52. 52.  Avaliação crítica da literatura: avaliar a literatura quanto a sua utilidade e aplicabilidade.  Verificar se os resultados do estudo são válidos, e o quanto são significativos. Evoluir de um observador passivo  leitor ativo e crítico das evidências  reconhec er pontos fortes e fracos dos artigos
  53. 53. Os resultados do estudo são válidos? 
  54. 54. Os resultados do estudo são válidos?  Questionamento bem estruturado? (população; intervenção; comparação; desfecho)
  55. 55.  Uso consciente, explícito e criterioso da melhor evidência disponível na literatura para se identificar que tratamentos e opções devem ser oferecidos e discutidos com os pacientes.

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