Asterix pt35 - como obelix caiu no caldeirao

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Asterix pt35 - como obelix caiu no caldeirao

  1. 1. I 'rn " 7 _ _ , u à _ . UMA HISTÓRIA DE ÉáO5Cl›'Ír'. 1'| =W' IILUSTRADA pop. UD uni. z (J/ ,Íâü 47- 'í -À/ T (ñ Í 7, 5:1 ; j L. ; Í* / _:: :x_ í! É Í/ x/ N” X É “ / /_. ' 1.1" V l / . ' . I 2 . - V: A' . V* _r _ N_ › y y_ 3 v A' WA_ w 4 1,¡ Li _ , "V , . 'a L j! ! , a n_ x ÊÀH [I _A x. ; : z 2 . L à . ' UJJEN© j à _/ * @QQ g f- àj-_I »sarro RECO um
  2. 2. 11. _ __, r; Ç' 'Y 'P' ' "mThIJÀAIaAÉ/ V dv w" ' z E* J/ :ãrijíu , ri “ ~ ” íC1%. !Í. ;í
  3. 3. 1966 - Os autores brindam an ! uluro d: Asterix (Folo PARIS MATCH/ Picheric)
  4. 4. A OS LEITORES Como Obelix caiu no caldeirão do dmida quando era pequeno? Esta e' uma pergunta que me fazem com freqüência. Pois uma história pouco conhecida de Goscinny relata em detalhes este episódio na saga de Asterix. Quando este texto foi escrito (em 1965), a história de Asterix era publicada havia seis anos, mais ou menos a idade que ele tem aqui. Foi pensando em todos os leitores de Asterix - grandes e pequenos - que não tiveram a oportunidade de conhecer esta história que tivemos a idéia de apresenta-la sob a forma de álbum. Foi com emoção, alguma nostalgia e sobretudo com muita diversão que voltei a trabalhar sobre um texto de meu velho amigo René Goscinny. Só espero que os leitores sintam tanto prazer em ler esta história quanto eu tive em ilustra-la.
  5. 5. EDITDRES DE ASTERUX NO MUNDO ¡NTEIRO “MCA DO SUL Moóca¡ Datgaud. :fo Sm, - Boa¡ Ommtocx IFwI Lm _ Gvaph Av» nun_ Munmgur Gamer: 7441_ Alvoca oo Su' ALEMANHA DM. : tavwa GmbH_ 905mm» 10 1? 45, 700o Stuuaavl 10. AL-'vmanhn AMSMCA ESPANHOLA Gmn : m Dn'g.1ud_ Alagoa 385. &13 Bavcelovna_ Espanha AUSTRÁLIA Hoddnr Davguua, Rydalmnrc- Buu-Nasa Pam_ 10416 South SUL-et_ Rydnl meu_ N. S.W. 2116, Auatml. ; AusrnIA Duna Vavlaq GmbH, Pmñach 10 12 45, 7%¡ Stungarl 10_ Alemanha BÉLGOOÀ Dargexm üe-Mlun_ 17 Avenue Faul Hçrnn Spank_ 1070 BIhIzVJIG, BMgica aizwaússu : :Fu Eat-non! Lhhuanuu_ Juo4ac~av›rmu. ›s9 A, Room 9109911 Vllmu. , Ln- ruim. : BRÁS". Record Distríbuizbva_ Rua Acgrmtunn 171_ 211121-3!) H0 0-* Jzlnnlru. BI . m auLnAnIA Eamon? Bulgn' 1 Lm . UI Swat» Gota I_ 1421 S613:: Bugévua CANADÁ Duntríbwcfzu m¡ ÍIFAJJ-'I Harum-a. : Pnssz- ! mood Leo Brun-Wu 1m: _ 371 Desaunrrs St , SI. Lauwnl, Mon tre-al_ Ourtxsc HGN 1W2_ Cru-nada Dcsznbuccào r-'ru 'mgua mgwm Gv-"enll Publ-shnna Co Ltd ZX) Learn Rom Don Mills. Onmnn M38 216, Canadá nsrúauca IM contam Edvxínnz Caralho”, 19 16 Shín Ancona_ Jun Ju, Gvung Nnnroo, Repu N ~: .1 da Cotém cantou¡ lzvnri Pubhahnng Nona» Tvnjunska 47, 4111) Zagn-b. Crubcua DINAMARCA Sr-u-Voclag-«I A 'S ¡Gvmpz Eg-nonrl_ VoçNT-. Igtwgnde 11_ 1148 Cop-nm gun K. Dinmnavca IMPÊUIÍO ROMANO (Lannwl Dm: : Vmlgg GmbH_ Po-. thnch 10 12 45, NED Slungzn 10_ Âlefhanhr. ESPANHA Enpam-'vol e Camião G' alho Cargcud_ ÂIR-MH¡ 08313 Bavcsvlonn_ Fnpnnh; ESTONIA Egmom EMDNJ Ur! , Tam¡ Mm 10. Bmmcng A_ 3m Hom_ Tallmn t! 01W. Cadu: : ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Dnmbmçâo »m naun'. ¡ngh-nn u #antena VHF-in Import Lru Bruwlle Inc _ 371 Dv: :uni-w S! _ Sl. Luun-nl_ Mon Véu', Uuñbm: PMN 1W2. Canadá FINLÂNDIA Sanom: Cnzporatnun P08 107_ (D981 Helsmque_ Fmlbndm ORÉCIÀ (Graça . sunga -. - modnmnl Mamomh Comix Ud Ippokraruus M_ 10b0H) Amus, Guam HOLANDA Daruaud Bvnulux. 17 Avamm Pau' Hum¡ Spaszi. , 1070 Bruxelas, Bei-anca Datuuuuzào Butantan_ Burn Kro nan M_ 5126 PT Jllle. Holanda MONO ICON! ! Ilnqlés) Huddw Banana_ ; No Puhhsh-Jli Asmcbees Lld. , um Float_ Tníhoo 1m ding Existe. 2B Tong chocou Strnnç, Ouny Bay_ Hong Kang (Mandarin a Cantonñsl GM! , Fla! C_ 5/1'. Bla-Jr 3_ Site 1, Whampon Garden_ Hunghum KLN, Hong Kong HUNGRIA Eamon! Hungaw Kh. , Fórum¡ ulca 16 B_ 1125 Budamctr, Hungm INOONÉSIA Pt Sinae Hatapan_ J! Draw¡ Saulke 1360. Jacarta Cawano. lndunézí; ITÁLIA Mandaoon 11.1 Bnlwdcws_ 37131 vmar-n. Iria LÉfONlA ¡gmail! Lama Ltd. , Balena Bambis 3_ Room 1812, nana¡ Rign, me» uruAmA Egmum Lhhuama, Juoznpns-»cínu-. S A_ 8001119101811_ Vllmua_ Lituânia LUXEMBURBO Immimerte S: Pau! , nm Ch-: ioch-J Plnnxm 2. Luxemburgo NORUEGA AIS Hgenvm'. Snmlmksgal_ PB 6% S! 0m: P! 013.10r.1a_ Nutu-: ga now¡ mAmxA Hood-ar Dnrgaud. P0 Box 3555. Aucktand 1_ Nova Zündia POLONIA Eamon¡ Pclzra Lld , Plan Mamulu J_ Plbiudskic-trgú “J, M075 Vamo' via. Podóm» ÍÓKTUGAL Mvvribwica-Líbev, Av, Duque* : :Ávila 69. RJC na . 11H) Lam), Ponugn¡ REINO UNIDO Room-v Dàfguufi Mil Road. Dunmn Grmn_ San-meias_ Km¡ ? N13 ZVA_ ¡nglmnna aússu Egmnm Russm Ltd _ Nnvodtuyà Ulnsa 13, no! 123, W817? Moscou. Rusnia SENHA Nm Forum. Voyvodr- Mixica 143. 21W Num Sad, Sêrv-n REPÚBLICA EBLOVACA Egman'. 'vvogrmüu Ncvfeazov. : 5. Bon 2D. ü7 99 Bravmlnvn 27, Flaoútv Cn [alan-ace Estevam D-daktn, R-idavípci Krangzal-a Cmnn 13. 81240 Radoujnzn. Esluvánna SUÉCIA Sevtoiot' ngm Svucvska AB ! Gmuçc [gmoml 217 05 Mulmó, Su-É-cia SUIÇA Dnrg-wd ! Su : MM SA _ En Budmn B_ Le Mont : uv musa-me. Sudan REPÚBLICA ? DECA Egmont CSFR, Hrbhchov. : 45, 118 0D Praga 1_ Reoubhque Tche-ca Tituio mig-nal ! vancés COMMENT DBEUX EST TOMBE DANS LA MARMITE DU DRLHDE QUAND IL ETAIT PETIT Copynght w * by Lms Edvtions Albed René, Gmacinny-Uderzo, 1989. Copyright ~ * da ! Ed-ção Btaaaóelra by Les Editions Albert René, GoscinnvvUd--rlq 1981. Dqnnos exclusivos dv wtf-cação em língua portuguesa para o Bras-I ; àdqukidos pela DISTRlBUIDORA RECORD DE SERVIÇOS DE IMPRENSA SA. Rua Arqunliruu 171 2092138) Rno dv Janeko, FU ~ Tal. : 585201!) qua se nau-ma a propóedade lilorári. ; duma tradução llllp-rgwsñn: (iruñca Editoñulc Bulogna. Nlil-. mo. ltaly. ISBN 8501035216 PEDIDOS PELO REEMBOLSO POSTAL Caixa Postal 23.062 ~ Rio do Jznrvslro. RJ 7 ZEE-SN
  6. 6. :l IRA© í m í: Q W m @E AN®© @RA PÉQMÊNCCJÉ» 15x10 DE RENÉ GOSCINNY DESENHOS DE ALBERT uopnzo coLognoo Pça runennv MEBARKI CONCEPÇAO GRAFICA m: ALBERT unenzo E CRAPULE PRODUCTIONSI Tradução GILSON KO GDKTORR RECORD
  7. 7. .. Wma/ iam «Konami ? tt/ ü duda/ m ¡uuwkçyr ; lutam-ur ¡papa!
  8. 8. .. trt , Iv -, -_. u nasci na pequena aldeia da Ar- mórica de que tantas vezes já lhes falei. Foi lá que aprendi a andar, foi lá que cresci, mas não a muito, é verdade. Sempre fui pe- quenininho, como meu pa¡ e minha mãe. Minha mãe era muito linda, mas tão pe- quena que, dando grandes risadas. meu pai a chamava de minha formiguinha. Ela fin- gia que se zangava, mas acabava rindo tam- bém. E depois preparava a sua especiali- dade culinária: javali assado. Nós éramos muito felizes, assim como os nossos vizinhos.
  9. 9. i ? a u tinha muitos amigos. Chatoto- rix, que queria ser bardo (infe- lizmente, ele conseguiu), Auto- g matíx. cujo pai fabricava nossas annas. e muitos outros que já apresentei a vocês. Mas meu melhor ami- go era o meu vizinhozinho Obclix, filho do escultor (de menires. é claro). Obclix já era um garoto gordo. muito co- milão. muito amável e muito sensível. Sei que vou surpreender vocês. mas Obclix não gostava de brigar; ele era meio fraco. E por isso nossos colegas viviam implicando com ele, c o chamavam de cabeça-de-bagre. Mas Obclix não fazia nada, nem rcagia, apenas sorria pacificamente. Às vezes eu era obri- gado até a defcndõ-lo dos outros. Acho mesmo que foi daí que nasceu a nossa grande amizade. e. durante o recreio. Obe- lix sempre dividia comigo a sua merenda favorita: javali assado. . vv.
  10. 10. v- _ Ii. i m. ? ' cmg-à', 2.; _í. _.«. .. 'Jãdglzâqgãyí . 12% Jég . _ __ a _ a ›, . r ¡ -› _ . I , , . 1 _ u ' “ ' - '. _ . n. r r 1 - › . x' ' , _ . . . Í -i ' _ - . w _ A '. . _ j. . d-
  11. 11. eras» L s . p flfmm as naum naomi-mi¡ - É onúíznÚáeákr? Quan. l 21,'. . l' 1,1', .H 'r-. Lnsur
  12. 12. e eu falei em recreio é porque nós íamos à escola. Sim senhor! .lá existiam escolas, e na nossa o professor era o druida Panoramix. A gente chamava os druidas que cuidavam da nossa educação de druidas sapientes. se bem que, para nos aturar, Panoramix precisasse ser mais pa- ciente que sapientc. Embora, com o tempo, todos nós tenhamos mudado muito, Pa- l noramix tinha o mesmo aspecto fisico dc hoje, com sua longa bar- ba branca e seu belo bigode caido. Ele era muito sábio, e nunca esqueci suas lições: ele nos ensinava geometria (achar o volume dc um menir). aritmética (se um gaulês derruba três romanos, quantos romanos serão dcrrubados por seis gaulcscs? ), geografia (rotas de fuga dos romanos), história (tudo, menos Alesia). ciências naturais (o javali, seus temperos e como prepara-lo) e, evidentemente, gramática, a gaulesa, é claro.
  13. 13. 3 mbora correndo o risco de pare- cer presunçoso, tenho de confes- sar que eu era um aluno exce- lente; aliás, era o primeiro da turma. Mas também devo dizer, com tristeza, que esse não era o caso de Obclix. Sonhador, distraido e travessa, Obelix qua- se sempre tinha problemas com o nosso druida. E, assim, após o término das au- las eu ia quase todos os dias até a casa de Obelix para ajudá-lo a fazer os deveres. Eu me lembro que a mãe dele sempre prepa- rava para nós uma refeição suculenta, que era a sua especialidade: javali assado.
  14. 14. - Úgcãbc, doía mais doía insana, galã ouíguafaúíalrzaà eme? - , mam “if/ W”
  15. 15. , . s vezes os romanos atacavam a _5 _ nossa aldeia. Ai, então, era uma festa! As aulas eram suspensas, porque o druida tinha que 4"' prepararapocão mágica pa- ra nossos pais, que iam alegremente para o combate, seguindo nosso jovem chefe Abracurcix. Eles gritavam "Por Tutatisl", "Por Belenos! " e "Esses romanos são lou- cosl", e lá iam eles. Nós nos sentiamos tristes sendo crianças, pois queríamos seguir nossos pais na car- reira (pelo menos na carreira louca em que eles perseguiam os romanos). É verdade que gostar de brigar o tempo todo não é tão bonito assim, mas eram os romanos que nos atacavam, e. .., bem, é preciso confes- sar: os gauleses adoram uma boa briga e uma grande diversão.
  16. 16. a grande diversão acontecia quando os guerreiros volta- vam. Eles traziam troféus, geralmente capacetes romanos, e se abraçavam e batiam uns nas costas dos outros e se en- gasgavam de tanto rir, só dc pensar na cara que o inimigo fazia ao vê-los se aproximar. E depois, para festejar a vitória, nosso chefe organizava um gran- de banquete. Nele era servido, em grandes quantidades, nosso prato preferido e tradicional: javali assado. Nós gostávamos um bocado dos romanos. . _i ' z- , ' , r . , '. x_r_: . "v ' _, :'A r _ " J ' _ ' ° _ Ç a › _ _ , _ j,
  17. 17. - uaêezo _4
  18. 18. as, certo dia em que os roma- nos atacaram (nossos pais e os outros adultos da aldeia tinham ido lutar, e nossas mães estavam ocupadas em preparar os javalis para a comemoração da vitória). nós. os gauleses mais jovens. estávamos no pátio da escola. sem nin- guém tomando conta, e procurávamos nos divertir. - Que tal a gente fazer uma batalha contra os romanos? - propôs Gomarabix. Gomarabix era o mais forte da turma; um cara durão que só pensava em machneados e galos. Todo mundo gostou da idéia, me- nos eu, que pergtmtei onde ele pretendia en- contrar romanos. - . lá encontrei! - me respondeu Go- marabix. apontando Obelix. - Nós vamos ser os gauleses, e Obelix fica sendo o gros- so da tropa inimiga! Eu não queria, mas todos os meninos gri- taram "Por Tutatlsl", "Por Belenosl" e pularam sobre o pobre Obelix, que olhava para eles muito espantado. É claro que eu o defendi. e. pra falar a verdade, foi uma briga e tanto. Mas, quando a turma se cansou, meu bom amigo Obelix. sentado no chão, tinha um olho roxo, sangrava pelo nariz e chora- mingava. - Desse jeito nâo pode continuar - eu disse para Obelix. - Você tem que aprender a se defender! - Tá bem - respondeu-mc ele. - Mai', como?
  19. 19. _ Õuja' @uma nãnguám 44 meiu arm meu azmíga' f' r/ _MÁJÍP
  20. 20. _- cnsci na pergunta de Obelix e tive uma idéia. Eu sabia que o druida tinha seguido os outros. para ir assistir à batalha contra os romanos. E também sabia que dentro da cabana dele havia um caldeirão de poção mágica. - Nós vamos até a cabana do druida Panoramix - eu disse a Obclix. - Lá, você vai tomar um pouco de poção mágica. Mas só um pouquinho. só pra poder dar uma lição nos nossos colegas. - Dentro da cabana? - gritou Obelix. - Maf é proibido! Tõ com medo! Porque. além do mais. Obclix era medroso.
  21. 21. le não tinha medo, como nós, apenas de que o céu lhe caísse sobre a cabeça, mas também temia os perigos me- nos perigosos. Os romanos, por exemplo. Mas consegui convence-lo. alinal, e Obelix concordou em me seguir, mesmo tremendo todo. Na verdade, nem eu mesmo estava muito tranqüilo. e me sentia co- mo um javali na véspera de uma vitória gaulesa. Mas a aldeia estava quase deserta e nós pudemos nos aproximar da cabana do nosso druida. '4- tglí- 35'¡ . .Mtqlluldiillh
  22. 22. x_ epois de só mais um tiquinho de hesitação. nós entramos. (Foi preciso que eu puxasse Obelix ' pelo braço. Ele dizia que. no â o " fundo, não tinha a menor von- 4. -sx~-›-I" ' 1 tade de dar uma lição nos colegas e que, no fim das contas, eles tinham todo o di- reito de se divertir um pouquinho. ) O interior da cabana estava bem escuro; era muito impressionante: lá dentro tinha foi- ces de ouro, visgo, ervas, caldeirões e ou- tros aparelhos que eu desconhecia. - Vem, vamot' embora! - disse o pobre Obelix, que tremia como vara verde (que treme que nem a outra, só que a ou- tra é amarela). Mas, lá bem no meio da cabana, estava o grande caldeirão, cheio até a borda dc po- ção mágica. Um caldeirão enorme do qual saía um perfume estranho. M_f3,, _:_gi'f. ::n.7.: § v . &Wàêiitvr t”.
  23. 23. Í 5 Írarul/ Íc/ __ 4 ea , 34:22* Í ru _
  24. 24. poção mágica! Ali, dentro do caldeirão! -- sussurrei. Para minha grande surpre- sa, Obelix parou de dar ata- ques: parou até de tremer. Passou a lingua pelos lábios e me disse: - Como ifo feira bem, por Tutatif! Afo que vou provar um pouco! Aproveitando essa ocasião, eu o ajudei a subir até a borda do caldeirão e disse para ele beber um bom gole. enquanto eu toma- va conta em frente à porta. E, ao sair da cabana, quem eu vejo chegar?
  25. 25. ois é, vocês adivinharam: Panoramix, nosso druida! A batalha tinha durado menos do que se previa. (Depois eu soube que os romanos não tinham vindo para lutar. mas para propor uma trégua. Só que quando, finalmente, conseguiram falar, já haviam perdido a batalha. ) - Obelix! - sussurrei para dentro da cabana. - Se esconde depressa! O druida voltou! Eu ouvi um “PLUF" lá dentro, mas não tive tempo de ir ver o que era, porque o druida estava passando perto de mim e entrava em casa, após ter me dado um sorriso. Eu estava um bocado preo- cupado com Obelix.
  26. 26. mão, alguns instantes depois. ouvi um grito de surpresa e vi o druida sair da sua cabana correndo, com meu ami» A go Obelix nos braços. “eu amigo Obelix estava todo mo- - -5 lhado, mas com um ar de muito satisfeito. - É um espanto! - disse o druida. - Encontrei esse garoto maroto no fundo do meu caldeirão de ptwào. e nem mais uma go- ta de poção no caldeirão! Obelix. que alisavu a barriga com uma cara de comente, não per- deu tempo; ele estava com pressa dc ir procurar nossos colegas pa- ra pedir que clcs Ihc dessem a deslorra. _ r/ Ííaz plgaatucÁínÂoÃ/ /Õü que c tão e cleâiatárl. ”
  27. 27. epois daquele dia, ninguém* mais ousou fazer : roça com meu bom Obclix. Foi assim que tudo aconteceu. Bem, agora eu vou deixá-Ios, pois preciso ir encontrar Obclix, que me convidou para jantar. E parece que vamos ter o nosso prato favorito: javali assado! ASTERIX
  28. 28. fim. .. . . . e COMEÇO
  29. 29. Um dia a Verdade ia estourar. Que finalmente a Humanidade saiba tudo sobre esse mistério que a mantém com a respiração suspensa há mais de dois mil anos. Embora ninguém ignore que Obelix caiu no caldeirão de poção mágica quando era pequeno (é, ele já foi pequeno, podem acreditar), ninguém sabia como. Pois bem, chegou a hora! E como Asterix tem grande parte da responsabilidade nesse acontecimento obscuro, pedimos a ele para contar a vocês. Então, fiat lux! : saw 53.o: 433524-5 9 788501 035240 , , /1 r K -. wie N -- : s , . , é ; A JY~Ã . ___. :_ ' _. 1, V_ k / _) J xyxr' / I -x- › “fkJ ' _ f 035-1 P755?" “- . ; k_ j, ; _u _/ ;7., ,,, .~. > , ;'; _,; f*' -í '- '; :_ , _ _ _ 1 ~ (ixf: i3?, _ 7 _V »g3 _ ? -. . 7:- ! N _/7 k r S 7 s . - = À “' É"" 1) *crê/ Rj - ' à' x. . - _v ~' s. í_ ~ '_ › 2 W 2 É. ) 5-5 Jp) ( à “L “ug, e* un e~ u# Q. ; 03524-6

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