Asterix pt33 - os 12 trabalhos de asterix

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Asterix pt33 - os 12 trabalhos de asterix

  1. 1. .ak _ 7 ll 1. x n, , . . / _ 4 r / ›Í4_¡ r | If I . . l_ x . É . . . n . ,x , . z- ; k . t y . _ . L r , x . ... . . x¡ u ¡. . __. , _ . 1 4 x . | J . . _ x w »lu r' . .L › V w; u n u Awx o V'. 'ln E , . . .AA . , . ._ . _i _ Í. ,J 1 . _ . . 1| , , n11. III' Ii, › _ u › r] ÔÍW _ n . 1
  2. 2. !¡Iv 1 N. j: 1 l ¡ -°- t . ¡ l f . l . i 1 's 3 : ax 1 › w “ s “ x. - : l ê z .
  3. 3. René GOSCINNY e Albert UDERZO apresentam: ^Q WQ7TG . m ' 7._ A É] LJ ».2- à” K. ) 2.4» . .JB TT? › . , . u. 44. ' Conforme p filme ¡galizado pelo ESTUDIO IDEIAFIX _ Tradução dc LIGIA MSSALLO eowoníáeconp
  4. 4. _- . _ : _'*. :_. _=. _.: . - ? Ensoxwru . b a A í» ? I ; Á ' 4 "' ” LAVÓANVIH _ e- x «BÀBÂORVÕÍ _ «E / " LIAA : A (CONQVISTA Róívumuf ~› , ÃA/ V . . ~/ "X sloAc. ~ p cama». 'Íg x, PRÓWNCIA ROMxXNzÀ EF›? í=rII~í›f-ã HU alfa 50 entes 'IF Errata: : 'Ieda a Cãr! r: fm QCUDBdZ Dem › n: .'1.'*; ;~, Tutu' fxâãau! uma ¡Hdeia : :UVUHUEE : Jor arrwiuhueis gaulñàljà V' ; Q É? íl'›“. "'(7"-. a_<'r . E Õ JHÍU ÍAÍÉÍ( I Ç* fijçj” ping-j as QLJ¡. ¡r(¡¡(*_¡-›]¡n(f | ef§Í¡'. ~"! ':ÍI'¡ÍlC “. ,)fl“u'_l| '?'J: E415. t_f. 'g_', vp4j5 , '1j_', g'1iIíçj, f§'fq-. ~:, d. ; B3L¡à. ¡¡“¡¡¡¡_ Aüuanuq¡ Lat fânwln* ›_- Pr*: i:: :~: u1h-r alfrziía HW
  5. 5. ALGUNS ç? DOS Nossos *à HEROIS Astenx é o hero-r das aventuras gaulesas Pequeno guerreiro de csptrrro saga? e rntettgéncta vivaaceifa sem vacrtar as mrssóea Denauws que lhe São corrfradas A força snbre-trumana de Aeterix vem da vocês magica do druida Panoramrx. .. Onetrx e o amargo rrrseparavel de Asterix Prufrssàu entregador de naeniras Artura iavatis e boas brigas. übeux está sempre pronto a largar tudo para acomnannar Asterix em novas aventuras seu grande amrgo e Iaeraíix. um càozrnho rncrrvet. corrhectuu por ser defensor da natureza e Dor gamr desesperadamente quandn ve uma arvore sendo derrubada. Panoramix, oveneràvel druida da . aldeia, CLJÍHÊ u ; inrbro r: urn- para Demora-s- magxcas. Sua melhor receita e a nocao uuc da uma terça sobre-humana a quem a toma. Mas Panoramrx tem outras recertas de reserva . Abracurcrx, finalmente. enchem-da tribo. Majestoso. coraroso, colértcc, n ve lho guerreiro é respeitado pelos südttos e temido pelos inimigos. S0 tem mudo de uma cotsa: que o ceu cara em sua ca~ beca. mas como ele proprrü afrrma “Quem mcrrre de véspera é peru ' Chatotonx e cr bardo mais chato da Garra A5 nprnrfxas sobre seu talento não são unàncmes, ele s: : cortstuera genral, mas todos as demais cmnsrderam-no abcrnrnàvel Calado. porem. torna-se um Ótimo companheiro
  6. 6. A Câmera rms leva por uma floresta grande e bela. .. O silêncro . so é quebrado por alguns rrinados dc pássaros. .. . Assim começa o filme Os Doze Trabalhos de r4srerix. Assim contcça este livro (onde só lirlrant os trinado: dc páaszrrosf). Estamm no ano 50 antes de Cristo. quarndo tudu u Gália está ocupada pelos ro- ntatttrs. .. Todail. .. Não. porque em alguma parte da . Armórrca. uma pequena al- deia resiste. .. E AGORA, A vEz oo ClNEMA /
  7. 7. E is aqui os habitantes dessa aldeia que tanto se obstina em resistir aos romanos. reunidos para uma fotografia de família. O personagem encarapitado no escudo se chama Abracurcix. Guerreiro temível. é o chefe incontestável da aldeia. Sua es- posa atende pelo nome de Naftalina (ou Lilina) e tem a mania desagradá- vel. que pode até ser perigosa, de to- mar emprestados o escudo e os carre- gadores de Abracurcix para ir fazer compras na aldeia. Na extrema direi- la temos Chatotorix. o bardo. Talvez por ser muito avançado para a época, seu talento musical é às vezes contes- tado por seus contemporâneos. Prin- cipalmente pelo indivíduo que está a sua esquerda, o ferreiro oficial. Este Automatix, tem a deplorável mania du demonstrar sua discordância dandc grandes murros na cabeça do bardo O cachorrinho que está diante do gru po é Idéiafix, mascote da aldeia u grande amigo de Obelix, o entregado de menircs. A verdade nos obriga : confessar que, na aldeia, só há dua pessoas realmente sensatas: Panora ntix, o druida com _a grande barba branca, e Asterix. E essencialmenv gracas a esses dois homens e à poçâs mágica preparada por Panoramix qu. a aldeia gaulesa pôde resistir até ago ra aos ataques dos romanos.
  8. 8. d: : de tornar ¡nvulncraixcl qucm a bc- be, e Panoramix zabaalccn' periodica- mente seus Cnnciclztdãos. bxccuv Obe- lix. que cam no caldeirão quando cru pequeno c cm «quem os efeitos da pu- cio cc tornaram¡ permanentes. Essa discriminacãn» ¡cm o dom dc enfure- cer nmsso amigo. quc não admite per- der uma ocasião du prm-*ur qualquer coisa qua' tenha um cheiro tão bom quanto a poção mágica. Mas no mo- mento cm quc tcnninamos as apresen- tações. cis que umu coluna do: mma- nos . avança em direção à aldeia. () nb- scrvaklor ¡nuix dcsulcmo pode notar que o cntuswsmr» não parece cer o acn- timcmu que predomina entre os ata- cunlcs. .. Essa provam mugxca [cm a prnpricda-r Zz'
  9. 9. Abaixo, uma cena habitual da região, na época. Vê-se Obelix. louco de ale› gria. precipitar-se sobre os romanos, gritando: "Deixem eles para mim! " No que e' seguido por Asterix, Abra» curcix e o resto da população da al- deia, nos quais é evidente a vontade de distribuir alguns sopapos entre os atacantes. A batalha foi violenta mas. como sempre. de curta duração, e vo- cês podem ver abaixo o resultado fí- nal: armas quebradas e romanos gra- ciosatnenle espalhados. Se nos apro- ximarmos deles. posso garantir que ouviremos dcsiludidas considerações do gênero: "Outra vez! Mais uma der- rotal". "Esses caras não são huma- nosl", "Você tem razão. simples mor- tais não poderiam resistir à legião ro mana! Eles são deusesl", "Não pode- mos lutar contra deusesl". "Vou z Ronta contar a Cesarl". Dito e leito O centutião recolhe suas coisas e par te para Roma. Lá. ele encontra o gran' de homem e, como um bravo militar sem medo, faz seu relatório. Não s: pode dizer que o ditador fica extrema mcntc feliz' com o que ouve. E que r pequena aldeia gaulesa, seus habitan- tes e a poção mágica já esquentatr suas orelhas há bastante tempo. Por via das dúvidas, César convoca ime díatamente seus principais conselhei ros.
  10. 10. O primeiro conselheiro que toma a pa› lavra resume bem a situação: “Ó Ce'- sar. se eles realmente são deuses. a si- tuação é desespcradora! Tomamos tim exemplo concreto: Hercules. Quem imaginaria lutar contra Hercules? " A situação talvez esteja corretamente rc- sumida. mas (Tésar não gosta c come- ca a rugir: “Eu vou provar que esses gaulescs im- becis são mortais! Vou encontra-los e vou propor algumas tarefas que só _ os deuses poderiam realizar. .. Se real- mente são deuses c conseguirem. eu me darei por vencido. .. : Was se são apenas homens, e nada mais do que homens, conhecerão a cólera de Cé- sarE. .."
  11. 11. L ÍFÃWWWWFJWJÊIÊH
  12. 12. diHitt-EMEI ! I Alguns instantes tnais tarde. .. (é o que sc diz sempre nas histórias em quadri- nhos, mas no caso - levando em con- ta os meios de transporte da época - passou-se bem um mês). .. encontra- mos César dialogando com Abracur- eix diante da entrada da aldeia. Gra- ças a nosso gravador escondido numa ânfora. pudemos captar o essencial do que foi dito ttaquela manhã. e que rc- sultou na aposta mais fabulosa que a . Antiguidade conheceu. César: Venho lhe fazer uma propos- ta. gaulês. A resistência que você me opõe faz sombra à ntinha glória! Em Roma. já começam a dcbochar de mim! Alguns dizem que vocês são deu- ses. Se é assim. isso explicaria sua for- ca sobre-humana. Não se pode lutar contra os deuses. Se vocês puderem me provar que são deuses. eu me consi- derarei vencido e deparei as armas. A brucurviar: E como é que você quer. Júlio. que eu e nteus companheiros provetnos que somos deuses? César: Já ouviu falar de Hércules? Abrarsurczlt: Hércules Minus. o mer- cador de ânforas? Íésur: Não! Não! C) deus Hércules. Ele realizou doze trabalhos que lhe va- leram u entrada no Olimpo. pois os deuses o reconheceram como um igual. .. A bracurctlr: Que trabalhei. . Para responder melhor a essa pergun- ta, César abre um pergaminho (cuja reprodução ocupa o ¡ICIIÍIU destas duas páginas) c tenta dar alguns esclareci- mentos a Abracurcix. César: Hércules. .. Ele estrangulou o leão da Nomeia. ntatou a hidra de Ler- na, prendeu o javali do Erimanto, ven- ceu numa corrida a corça dos pés de bronze, matou a flechadas ; Ls aves do Lago Estinfale, domou o touro da Ilha de Creta enviado por Netuno contra Mimos, matou Diomcdes, rei da Trá- cia. 'venceu as Antazonas. limpou as cavalariças de . Augias, matou Gerião. colheu os pontos de ouro do jardim das Hespérides e libertou Teseu dos infcrnos. ..
  13. 13. Obelix, que até aquele momento na- da tinha falado, perguntou: - Bem. e o segundo trabalho? Enquanto César se refaz da surpresa, é a vez de Abracurcíx perguntar ao ro- mano: - E para provar que somos deuses você quer que façamos todas essas bobagens? César: Não exatamente. .. Tudo isso está um pouco fora de moda. .. Pre- pare¡ para vocês, com a ajuda de meus conselheiros, uma nova série de tare» fas. .. Se recusarem. será a prova de que não passam dc um bando de po- bres loucos imbecis! Enfurecidos ao máximo. "Nãol Não somos um bandol", os gauleses acei- tam enfrentar o desafio. César então lhes apresenta aquele que vai ser o árbitro das tarefas, Caius Puptts. Após um “Avc! " muito digno c um “Ate. .." bem gaulês. a reunião de cú- pula terrnina. Júlio César volta para Roma e nossos amigos sc encontram na cabana do chefe Abracurcix para. . trocar idéias. Abracurcíx, que teve tempo dc dar. . uma olhada no rolo onde estavam ref lacionadas as tarefas, perdeu um pou-; e co do entusiasmo. - Pois bem. vejam só. .. Com essas# tarefas. .. Júlio nos pregou uma peça! _ - Eu sempre disse - interveio Pano- ramix - que vocês se entusíasmam primeiro c raciocinarn depois. .. - Mas nós não podíamos ser trata- dos dc bando sem reagir, não é? - Não. Obelix. não. .. Mas afinal de contas. .. Nesse momento. Abraeurcix, provan- do ser um verdadeiro lider. toma a de- cisão que sc impõe: - Asterix, você é o mais esperto dc todos nos. e você, Obelix, o mais fonl te. .. Eu nomcio vocês dois para reali-I zar as tarefas. Voltarcmos a nos en-l contrar em Roma para ver César sc dar por vencido!
  14. 14. Paiaurwniiíx. r› tllultlzl. qnt' commn. : : nn ; vç-trem pruvçuputlt) con: o cnmwua mv L' . w nzz-nnsnm . Jus . irmtitn, atingiu¡ Crllilu a uu-: x um unznl ; lnein de no ; ítu: l1;t_›; it; l l n¡ *Çgllltiil win : e tzcnn lllLlllN hcl. : mu : Hualnil (Cllllli) x iril c cznugíonalnãc) ; ln qt: : tlllhu os dois Iicrols se iíitlyíntli» : u: u . i «auch-t d. : : :idem »uh m' altlziustnx LLI r-uwpnlxuíiu, Obelix. nn crhíitttv. tlàn mit'. nnnto lraanquilru Pgnctc pmcuzu LlJjJLJUlll nn nlnláitiâal. CJÍIr/ JL' ou* rerearun, Aszczlsl' lm/ Lri; (J que' ('). ¡Iz'r': ,'. 'l uni' : um ; ruim 's-: Ilumhtv qua' tiiutlvnr n. . 1mm- lurtln, nm' luilitt ll' kll' numult- tl: Lumiar tllçnnm txnsu p: : . : : ln-CF li Yifltlíldc. t ! Lizotxvrêx tinha plans . .não Uillllttl' Jlgninz-l uma ¡nnu suutial . l pznrltl. : tlm hcrrúix_ mzl~ ¡mcliunenr t: Im: rwnnhn ; nztntulutiai ~t lntcrpÇie : :nnc tuas: descia x: «nu rezillxnçítu. Ne»- re ; multi do ICIEHL', u llíllhltltlf pode HÍC MJÇCW 'rííllltllzitlll essa antuucm - . me ntiu pôde : c: utcunlrad: : . l icznpn z n: : tllull w xt L' . artista L'-. ,.': ll . l Jim cm : mw-I A u* gitwçucn. ¡trirutlri um : ll- gnn¡ . ..uniu pru um habitante da ulrltwn ll'LfllCLlllHCllllkfllíxf ultiglçtt (1 "Ema unctir; uunlriel" 14
  15. 15. Mas Pupus já está avançando. Scm› pre com um ur entusiasmado. Abre o rolo no qua¡ em¡ Encrilu a lista das pro- va» e depois. com »oz . sumida. anun- Cia: - 13cm. para : :primeira prova siganr me. por favor - c' ! uma rumos amigos cm dirccão à floresta. Um estranho personagem st curomra lá. Trata~<c de um grego, rmovcl. na posição dc corredor promo para a Iur- gadzr. a pique dc sair voando num: : ¡rr- a1'- 3". l rancada. - Este é lvlcrínos, vindo de Nlarulonu - explica Pupus. - Ele venceu _todo mundo nos Jogos O| ím~ picos. E mais rápido do que o cavalo, mais rápido do que o rento que sopra na tempestade. Um dc vocês dois dc- vcrá vencê~lo numa corrida. - Vá você. Asterix'. Você é mais rá- pido do que: cu - reconhece Obelix com nbjcrividadc. - Você é mais rá- pido do que o cavalo que sopra na rcmpesradc. .. [É PRÍMEIKA PROVA
  16. 16. Depois dessas palavras. Obelix e Pu- pus : C aifastam. - Nós esperaremos voces do outro lado da Horesta, na li- nha de chegada. Devem dar a partida quando toda a areia da ampulheta ti- ver descido. . Asterix fica a . os com hlerinos, o ma- ratonista, sempre imóvel. sempre na posição de largada. Enquanto espera que toda a areia da ampulheta desça. dando o . sinal da partida, Asterix ten- ta puxar conversa com seu adversário. - Quer dizer então que você e cam- peão olímpico! ... lsso e muito interes- sante. Nós também fazemos jogos na aldeia. lviais, evidentemente. como to- dos bebemos a poção mágica, não é muito interessante. .. Você está ouvin- do o que eu digo? ... Não. .. Bom. .. eu dizia que não é muito interessante, porque chegamos todos ao mesmo tempo e temos de escolher o vencedor por sorteio. Veja bem. eu não preciso beber a poção mágica para correr. eu sempre fui muito rápido na corrida e. .. Ei! Aonde você vai? Espere por mim. ei! !! Mcrinos não escuta nada. Toda a areia linha descido. e ele partiu. Um verda- deiro bólidol Os pássaros que o vêem passar ficam com as penas todas ar- rcpiadas. Então Asterix tira seu cantil de poção mágica. Toma um gole. ..
  17. 17. .. .e vocês vêçm o resultado no centro da página. E muito impressionante. não é? Quem, dc qualquer modo. i'l- cou verdadeiramente impressionado foi Mcrinos. que. varanda o ar como um obus, teve a _surprcsa de ouvir de repente Asicríx lhe dizer: - Puxa, meu velho. parabens pela largada! Vo- cê me surpreendeu. É verdade que cn- quanto nós cimvcrsávamos eu parei de olhar para a ampulheta. c. .. - Ouvin- do isso, hzlcrinos acelera. Soa então uma dupla explosão. Marinas ultra- passou a barreira do som. E Asterix? quase si: ÕÊSCLLÍPQUÓÚ. - Fui colhcr ul- guns cogumelos. .. Também gosto de colher flores. .. - ! Mais ou menos tres- se momento ouve-se um '^Pai'l'l'f! l!" extremamente violento. Ivlcrinc». uca- ba dc atropelar uma árvore. Seu na» ríz fica enorme. Como uma batuta. Do outro lado da floresta. Pupus agita uma bandeirola e Asterix, com muito espirito esportivo. segurando Mcrinos pela mão. atravessa a linha de chega» da como vencedor. - E engraçado - comenta Obelix - a corrida melhorou o perfil do Nlcrinos. Agora ele está com um verdadeiro nuri7 gaulôs. .. _ _ Bem. Asterix desaparece um instante. depois podemos revê-lo ao lado de ; inn Istlerinos que perdeu completamen- _v A - te a impnssibilidade. _- Eu me atraisci -y um pouquinho - dtz nosso amigo É: § Sempre muito flcumático. Pupus faz um traço na lista de provas. - Primeira tarefa cumprida. Passe- mos à sczuíntc. .. . ,”--. _. Jíüan-uvnnhí-. .r- . . .-. _.. .. p_
  18. 18. aeeuuaA PROVA: Aarzwessm o msmo 24.419 LONGE QUE Kame-s, o ? saem/ x . J _ _ . . “f ; Ami m) . 1 3 - À _g kr¡ O ; fm , . “'73 13 _O . ^__ LJ a». v 'as L 'S . . . É - o 131m . x3 u 2 M' 3a' uJVãJ . ' - ¡ , p* u *% - *r* -~ and». _bd_ v. v- u , . a: » n &es; .. r L_= r-3 IS
  19. 19. .abandonando fsvterinos, que acaba de ser ultrapassado por uma tartaruga. Pupue. Asterix e Otaelix chegam chame de um homent que os espera numa pradaria. Um tipo curioso. na verda- de. Exibe um turbante e usa uma bar- ba encaraeolada. :nas o impressionan- te é que seu ombro c u braço direitos são muito tmuito! ) mais dcsenxolvídm que o tvmlpro c o braço esquerdas. Per- ro dele, dois dardos estão ñneados no eltão. C om sua vozinlta clara, prccitxu e neutra. Pupus faz as aprescptuçócs. - Este é Kcrmes. o Persa. E O mais prodigioso lançudm de tlardo que o mundo já siu. Nessa segunda prova. você» devem lançar o dardo mais Ion- gc do que ele. A um gextn de Pupus. Kermes pega um durdo. Ele ainda não olhou para os ttossos dois amigos. Em compen- sação. Obelix mal pôde tirar os olhos 1') do braço c do ombro dírcilm do ud- versário. - Você acha isso bonito. As- terix. esse braco e esse ombro grundec assínf! ... Eu : tão gosto. É melhnr se; como eu, todo bem desenvolvido. .. E muito mais harmonioso. .. Enquanto Obelix tnonolnga assim. Hermes mma fôlego e. com ttmtmovintenm de uma força procligiosn, lança seu dardo. A» terix t: Obelix tentam seguir o vôo do objeto. mas ele desaparece muito rá- pido no céu. Satisfeito. Kermes come- ça a rir. Lá no alto. o dardo segue seu rumo. Sobrextoa mares c terras : ainda desco- nhecidos antes de diminuir a velucida- de. Nesse momento. ele está descen- do- Ai, at! Ha : alguem embaixo. Um ser estranho, aliás, com a cabeça eo- herta de penax. C| UC cuehila diante de casa. bm assobio cstridente c. .. o dar- do se crava bem à sua frente.
  20. 20. =›l'. §i›c«. -.›. rí. .. a 41a: aka-n¡ »za _ m_ ; zrvwafe , -:_›«, ¡:›fo. . 7
  21. 21. Imediatamente o ser estranho se ! evan- tu com um pulo_ brandindtt um mt¡- chudo. e começa a berrar: - Guerra! O inimigo nos declara guerra! (Na ver- dade. o ntacttado se chama mma- 11a tvk. a casa reepee e o ser estranho “pele-xrerttuellta": (Íristcwão Colombo xirá mais tarde para nos explicar tu- do isso. ) Kcrntes, o Persa, seguro de si e de : na vitória. estende o bcgultdo dardo a nossos amigos. - Deixe-nte tentar. Asterix! - Sc você quiser. Obelix. Mas arre- mcsse forte. O mais forte possivel! - Você vai ver! Obelix segura o dardo c o arrcmcssa, sob o olhar irônico de Kermea, que não 'cê no movimento uma força . suti- ciente. Pa55a~sc um tnequctto instante. . O durdo desaparece entre as ttuvens. Asterix, Obelix e Kermes estão lado a lado. tentando &Cültlputlhá-ÍO com os olhos. De repente Asterix se vira e gri- ta: - Cuidado! ... - Kermes também se vira e. .. dá um grande grito de ter~ ror. O durdo lançado por Obelix fez a volta ao mundo e está vindo bem pa- ra cima de Kermes. Este começa a cor- rer. mas o dardo foi arremeseadtn por Obelix com uma tal força (sem pare- cer) que obriga Kermes a correr mui- to tempo para fugir dele. Muitíssittto
  22. 22. tempo. Tamo ¡cmpo que. um atrás do outro. os "viajantes" acabam por che- gar a uldcia ondc os índios -- afeta- dos pela chegada do primeiro dardo v estão brigando como moleques dc rua. Por um nmmcnro. os índios (cn- trc os quais temos a alegria de rccn- nhcccr nosso vclho amigo limpa-pu) ímcrrompcm alma para ver a pasa: :- gcm dc Kcrmcs, sempre purscguidxw pc- lo dardo. Enquanto isso. Pupus cha- ma nnssox amigos mais uma vez.
  23. 23. vocês vzo ameaçava cmuomc, O GERMMHCO. JAM! ? NE* . _ac%; a N a . ..uuJf ff. . M50. u . ..y/ ãc. ; u? M. , _ % , ro Ó CÊ , X17 (.23.. . um» M. . a. . n». í DDV I r . â um r : s , _O Â o 5 . . PC. u 4 117V . #à me n» , _ m »ra e if J/ .h, _ w» r . , m? er _ fa_ a M. .. 2 É , à . Mia,
  24. 24. Recncontranrças nossos amigos no in- rerior de um estádio. Mostrando uma gigantesca porta ao fundo. Pupus cx- plica: - Vocês deverão agora enfren- tar Ciiindríe. o Germànico. Eic entrará por aquela porta. - Voe(- viu, Obelix. o tamanho da porta? (Íilindriu. o Germânieo, deve ser enorme! - Bah! Quanto maiores são. mais gosto deles! ivla» um gongo reuoa e os enorme» ba- tentes du porra começam a se abrir. .. Suspense! Entra então na arena um homcnzinho jovial. vestindo um qui- mono de judoca, com a barriguinha gentil presa por uma faixa preta. - Cilindric. o Germãnico. c- isto? ! - cxeluma . Asterix. - Deixe comigo. Asterix. Eu o liqui- 24 | do depressa e passamos logo a png seguinte. f - Sim, mas cuidado. Deve haver 7 truque. Ele está veslicio de um me¡ muito estranho. .. - Ora! O hábito não fa: o níruide. você vai ver! “ Com passo decidido, Obelix se dir_ para o luperc que está no meio do à ládio. Sempre jovial. o Germànico? inclina diante dele. ,. - Ach! O zenhorr gorrdo brrimef ro! . - Eu não sou gordo! !! _ Furioso, Obelix pula em cima do Gi? mànico, que com um gesto segura! pelo braço c o levanta no ar. Em s* guida. sem larga-Io. fazendo-o vei . sobre sua cabeça. consegue jogar¡ grande carcaça no tupclc.
  25. 25. .Í/
  26. 26. Asterix se aproxima e começa a cort- versar com Cilindrie, que continua a sacudir Obelix animadamcnte. Asterix' (com admiração): Puxa. esse tipo de luta c formidável! Eu nunca tinha visto isso antes. Cilindrit' (contente porém modesto): - Ad! , ju! Eu ubrrendi guiando viz um fiaehem. Um crrande fiachem. muida, muida Ionche. Foeê guerr ex- berrimendarr? / lsIerrLt (entusiasmado e guloso): Mas e claro! Fnqttanto Obelix rola deliniiixtanten- te para fora do tapete. Cilindrie e As- terix ficam frente a frente e o Germâ- nico inicia a aula: - Zerr tnuicla zim- bles. !você usa o vorrea da adferrsár- rio parta fencerr. Guanto mais vorr a adferrsárrio. rrtelhorr. ' - Muito . simples. muito simples. " Você diz isso porque é muito forte¡ - Nein. ¡tem! Eu earranto. Fumê exberrimentarr. Eu afanço parra fr cê, e focê securra o meu mão e usa, meu irorrça. .. Cílindrie avança para Asterix. que p' ga o braço do Germânico e começ' J sacudi-lo. 9 - Assim? * - Ja. ja! Muita pom. Focê corri_ brrettdeu! Mais 'aorrçal Mais rrábidz - E Asterix. aluno obediente, prossé gue sob o olhar perplexo de Obeli' que, mal refeito de suas' emoções. cor' templa a cena com interesse. V
  27. 27. - ! Huíla pcm! Agorra ! ocê me cho- a no rabclc c abrrolk-ita guc eu esmrr onto, c pula na minha pcím. Iwo! cru-na! rvíuíiu. muita pcm! Ja! ... .gorra focé pula na meu parnga! ... - . Assinrl - Ju! .Nluita pem! Focô ; vaga mmhu traço. assim. ja. .. Nluila pcm! l_- gorm eu chá nom pode me mcxcrr. u non dem zaída. Fncõ. .. aquela: inslantc. Cilindric. o (; cm1ã› ico. se interrompe. Não csui nmin : m um pouco jovial. .Acaba dc nc: - : bcr que foi enganado, c é cum um: : oz apagada que conclui: -. . fncê. .. JCÉ ganhou! esse mesmo momento. 1135 nrquihunr cadus. Pupus. impassíxrcl. !raca tuna nova linha na lista das rurefus. tm Ru- ma. enquanto isso. o ambrcmc Irão é ncm um pouco imhassifel (perdão. "impassixç-V). porque César' acaba dc <abcr o rmulladu das prilncirus ¡arc- fas, - Isso não prova nada. [iram ximplcs bobagens. mas' agora. .. Agora. .. Ele» terão dc cuírcnlur as : nccrulotisas du llhu do Prazer! !! - Vamos nos altu- ¡ar um pouco, pois new' nmmcntu Cesar tem um zicewo de rim rlccidida- mcmc histórico. Não somos o» únicos. aalizis. a. ler : esse movimcnto dc rccuu: olhem. uu fundo du russa. a expres- são dos pnhrcs COHSCÍÍILÃYUM . _j_ , Àrxr-¡rx/ EK/ ÍK_ auÊL/ f "Í «A m¡ rsrs 'sv 2314.21'
  28. 28. Fnqtumlo o ri~o dc (Íésar : ainda rc» 50:1. cncornrann» . Asterix. Obelix c Pnpns as nrurgrcns' th: um lago no meio do qua! pode-ss' xcr uma pcqocna ilha. n-loslmnclo u água. Pupus explica: - Vocês ¡é-m dc atravessar o lago. En mn CspL'r; ¡-| o5 do ounro lado. N: : mi nha opinião (c . x prinrciru xe¡ que ele da¡ uma! ). é imposwvel que vocês con- slgam. 1-13 um barco uli. Sirxnm-w”. F Pupus nn cmboru. dcixanrlu «wi- nhos nossos . tmigm. qu: : in1ccliara« mcntc cmburcurxr e começam a rcmzn. i (Jlhc. .Aslan. cxsu prnm é tnna hrincadciru ünnos chcgur logo no nn- Im Inch», - Scjzzmuoa muda-rules_ Obelix. .. .nn~ cn sc mtu'. F «então que Lnn ; uma cxtrzmrdnrrzrn-n- munc nzcloaliuscr inlcrrompc x1 comer- . x3 do» LÍOÍb naun-aux. Os' sons »cm du pcqncnu Ilha no meio do lago, Sun «c comunica¡ u com um Hincronmanv qm- catlsu: iu LIÚHIÍTZIÇÍIO aos rcmudorcx dc Luís Xlll. mínaos dous : nnigos sc ¡xócm a remar com uma rclocidndu ¡nncrc- mam-l. , xwm que cicscmbarcan) (nm samcntc). ~áo : acolhido: po¡ um g po dc garota» dniãtnlàidnlflk. U cc 1iodaílhn. ;¡| i:'¡~. c' cncznnador: flo por lodo lodo. ;nnmtns mnucxju c b bolchn que mam ao ritmo das mc dias. Umn dálx gnrcnm (com nm I« dc mx qua. ¡n-. aix mula. lu¡ adote pulos locntorus dc aeroportos] sc d ge a eles: - Sejam bcm vindo» à Ilha Prazcr. Nos estourou» UNpCrRIDLÍO] vocês. YÇHÍILSIH. ( umcçu. pura ücrix c Úlvclix. nm inesquecível lznrnnnnn algumas g: ms uohrcnxnrn da; rum-x. Uulriis d: cam para cics hmnlwnx rlix mm? ) ct rms ainda 11m na. ; dc hcbcr. L o¡ ruim tpcrcifn'_ n Uhmpuf). Num ç m nmmuns». nm: : dm _Línlolzta : grande saccrdolnsu v w ; aproxima Obelix. I-Ílu c toda ternura c . nei. (mando. :rpm um bcijixzhn. pcrgnn - E agora. hclo guerreiro. que : :c você qucr? ._ - Conwr , iuvuli ~ rcspmlclcn 0h: nanqoilamcnxlc.
  29. 29. _z n. 41m «B . ' ; hmm
  30. 30. sos izirgm. “L cu »ou ctnhoru nrcsrtm] por Tntatisf Nenhum iaxali. c : rindf- onsam chamar' mo dc ilha do Prazer] Ha! Ha! " Pixmania) isso. .Astcrir. com o ! li-IML cniiadtr un uma¡ iior c ni olhos ¡sc-rdidos num sonho cm formi; dc gtrntc, não ouviu um: hate-hoc; tcmpcslttotsu. - Você : :sta nu Ilha do Pru/ cr, u grundu »accrdoliaa pergunta o que u» ci' descia c você desejo comcr? ! - Ora. e clurtr. .. É um pru/ er Conter. - Fsni hcni. c›t; 'r bem. Nos rumo: ircctar c ainlnnsia. _ Hqnô? Nec. ..? Ah. não! Ah. não! Nndu duasua Dorcurizts. tu Litrcro ¡Lz- varli! - Jar Htc disw: não hà juxali» na nos x11 ilha? - Não hu [avalia c -cocés quctcrtr quc cu fiquc para . scntprc irc-sta ilha? ! [issu irão. .. mas dc icito nenhum! !! Nututulntcntc. n» outras gurotm cn- tram nn convcraa: - kscruc aqui. o gordo! Você : roshzr Hicsltlk' truc cn vou cozinhar para vo- 05'. ” - so lrdta qucrcr que cu iaxc os ¡m1- Iosff - l; :trrnmc ; t casa! - L traga os chinclosff. .. A grandu . sacurclotíszt não resiste à cnu- rncrzzçàrw du trírdos casca horrores. Com um dedo cirúrgico. ;aponta o largo pa- ru Obelix: » Fora! Rua! ... - tia nào prctrsu rcpctir o gpto. Obelix. furio- so. s: : dirige para a beira du água a [3215-
  31. 31. _Passando a seu lado. Obclix lhe diz: 7- Mamas, Asterix. Não vatnos pcrdcr ais tempo. Esse lugar é uma 'cs-peitin- *ca. .. - e mergulha no lago. .Asterix. ifquç não parece estar cm seu estado normahrvíra-se para o lugar onde Obe- ¡lÍX desapareceu. D: : um passo hcsituntc 'nessa. díreçào, ma: a grande sacerdo- Iisa, que recuperou . seu encanto c a x oz Ímclodiosa. aproxima-sc dclc. tentado- ra. - Dcbrc-o partir. .. Fique conos- co. .. Nós lhe mostrarctnm todos m 'prazeres do Olimpo. .. . O suspense é intolerável. .Astcríx vui sucumbir? Todo mundo prende a res- ¡píraçãom até o DIOIHCHLLW ctn que . NC Íouvc uma voz grossa c áspcra: - . Astcrixã - E Obelix. E . Asterix, l'i- nalmcnte despertado. mergulha no Ia- go. Seus sentimentos (iCVÍam ser inte- rcssantcs. porque no momento qnc cn- tra nu água, ouve-sc um "p›hhhh" c sob: uma ttuvertt de vapor. como sc ; alguém tivcwe colocado algo muito qucntc dentro da água. Algumas hrziçndas agradnxclntcntc rc- irescuntcs tnais lavngc. rccttcontranms 1105505 umigoc : to lado de Pupus. quc. com um irnço dc cstiictc. risca tnuix um: : linha da lista dc provas. amas de apontar com o dedo um pequeno ¡cm- pio com : irquitctttra inequivocamente cgipcia_ - Agora vocês têm qua: aguentar o IHSUSICIIIÉVCÍ olhar dc Im, o mágico que veio do Egito. ..
  32. 32. Nossos dois amigos entram no templo e scencontram num vasto local que é. evidentemente uma sala de espera. Um sujeito com jeito tranqüilo está ¡resta- lado. lendo um livro. Da sala ao la- do, vem uma voz impressionante: - Por Osíris e por Ápis. olhe bem para mim. .. Agora você é um gato! Sim. um gato! - Ha' um pequeno silêncio. a porta se abre e um curiosopcrsona- gem sai dc quatro, c. antes de ir em- bora, csfrega-se ntiando na perna do sujeito tranqüilo que lia. - O seguin- tc! - O sujeito cm questão se levanta e entra na sala do mágico. , á = . , _ l i í 2 O _N32 : msgs: *i v, ,
  33. 33. .ogo a voz de Íris sc_elev'a dc novo: - Por Osíris e por Apis, olhe para tlm. olhe bem para mim! Por Osíris por Apis. você agora c' um passari- ho! Sim. um passarinho! Iá-se um outro pequeno silêncio in- uietante, cm seguida a porta se abre ntametttc c o tipo tranqüilo de há ouco sa¡ voando. Faz uma volta na tla de espera c sc afasta num longo 3o planado. .. m detalhe, entretanto, intriga Obe- K: - Você viu, Asteríxl. . Ele esta- t voando baixo. É sinal _de chuva e. .. - mas a voz rouca d; Iris ecoa: - O seguinte! _- E a vez deles! :: ndo-os chegar. Iris levanta os olhos. - Dc que se ttata? ... Ah, sim, os dois tulcscs. .. Eu esperava vocês. .. Você, rquçnino, sentc~sc aqui, por favor. .. - e lris coloca Asterix à sua lrcntc. ntão seus olhos ficam brilhantes co- o dois faróis. Tornam-sc ofuscantcs. › Por Osíris e por Apis, olhe bem pa- . mim! - Mas Asterix não o deixa 'osseguin Com admiração. pergun- : - Puxa vida! Como é quc você luz se truque dos olhos? _ - Silêncio, gaulês. - A voz de lris terrível, seu olhar desnorteante. mas stcrix, como bom gaulês, quer antes : mais nada saber “como funciona". ntão, pergunta de novo: - você po- : fazer brilhar um de cada vez? › Silêncio! Concentretno-nos! ... hn. .. onde 'eu estava? Ah. sim! Por siris c por Apis, você agora é um ja- di! ... - Dc noite. deve ser prático para lcr na cama. .- - Você é. .. Você é. .. - Eu sou um jan-ali. .. _ - E isso! Eu sou umjavali! Por Opís c por Asiris. eu sou um javali! - E assim por diante. até o ntomcttto em que Iris, :tão suportando mais, sc lan- ça para fora do templo soltando um grunhido assustador. ..
  34. 34. Deixando de lado Íris transformado em javali. o falso gato e o falso pas- sarinho, .Asterix e Obelix se reúnem a Pupus. que os leva a uma taberna. - A prova seguinte consiste em eo~ tncr a refeição que Mannekenpix. o cozinheiro dos Titãs. preparou para vocês. Nlannekcnpix e belga. Nenhum mortal cottscgttitt tertninar uma de suas refeições. e caberá a vocês comer até a última migalha. Bom apetite! - Ate quc enfim. uma prova íntcres» sainte. Claro que trocês udívinhurum. Foi Obelix quem acabou de fazer esse co- mctttaritt c, esfregando us mãos. en- tra agora na estalagt-tn onde ! Wanna kenpix 0 'acolhe com llil vo¡ cantada. 3-3
  35. 35. - Sabe. eu estava esperando vocês! Ventos começar imediatantetttc u brin- cadeira! - E enquanto Obelix se sert- ta e amarra um guardanapo no pcs- eoço. àrlannekenpix desaparece para os lados da cozinha. Volta logo, tra- zendo um enorme javalí assado. cer- cado de batatas fritas. - O que é is- so? ~ pergunta Obelix apontando as batatas. ' - Ah, isso, cu mesmo inventei! E co- mo se fossem maçãs. mas crescem den- tro da terra. .. cn corto em fatias e fri- to no óleo. .. Acho que vai dar certo! Obelix se atira aohrc Djavuli. que e ra- pidamente verteitlo. Não tem impor- láncia, Nlanttelxcnpix já está de volta com um outro prato. .. A porta¡ da cozinha é de xtuivem. c eu- da vez que ela sc abre ? viannekcnpix entra com um prato cujos ntéritos elo gia con) lirismo. - Isso é carne de boi! ... E boa. a carne de boi. .. Os _can- sos estão bons. gordos! O carneiro. .. Espero que você goste ¡worqttc- prepa- rei um rebanho inteiro. viu"! !.. . Os pci- xes! ... Carne de vaca! l; também de VÍlCla. pois e preciso não <epztrar : Ls l'a~ ntllias! Onteletc de titãs, feita com oi- to dúzias de ovos! . . . Camelo. Você ja experimentar¡ cantelo? Este aqui está formidável. .. - E o desfile de pratos continua. com um Ímprcbsionutllc fun- do musical (mandíbula: u/ Iegrr) pres- Iissimo) amavcltnente fornecido por Obelix.
  36. 36. Lá fora, enquanto isso. já é quase noi- te. mas . Asterix não se inquieta quan- do um Mannekcnpíx transtornado aparece na porta da taberna. - En- tão, ele comeu tudo? - pergunta Pu- pus. E demais para o infeliz cozinhei- ro. que explode em soluços. - Tudo! Ele comeu tudo! Não tenho mais na- da na cozinha. Nada! - Assim que Mannekenpix se afasta. aparece Obe- lix. Um Obelix levemente desaponta- do que pergunta: - Vocês não viram o cozinheiro? Ele sumiu logo depois dos aperitivos. .. - Deixando Manne- kenpix entregue à sua dor. nossos ami- gos e Pupus se dirigem em seguida pa- ra uma gruta no flanco da montanha.
  37. 37. Logo estão diante da entrada da gru- ta, que tem a forma de uma boca tnonstruosa. c Pupus lhes explica cm que consiste a prova seguinte: - Vo- cês precisam penetrar nn untro da hes- ta. - Que besta? - pergunta Asterix. - Como é que ela é? - Eu não . sei. Nunca ninguém voltou de lá - e. com essas palavras. Pupus vai embora. Dentro da gruta a cscuridãu é total. mas não o silêncio. Ouvcm-se rtsos. c aves horríveis. gargalhando fone. pas- sam em vôos rasantcs. Isso faz Obe- lix sc lembrar de alguma coisa: - Sa- be. Asterix. .. - Sci. sim já sei; va¡ chover. as avec estão voando baixo. 37
  38. 38. - Sc eles estão tentando nos assu tar é perda de tempo, porque nos, c mo se salve, só temos tttedo de un coisa: que o ceu caia na nossa cabo e. .. - Cuidado, Obelix! - Dc fato. co um barulho terrivel, uma : máquina s¡ da de um pesadelo quase devora nc sos' dois amigos. - E o que era isso_ Asterix"? - Não sei. ntns estou começando mc irritar! Aliás. gostaria de saber q horas são. .. - NlÊlO-(llü e' doze. - Não vai me dizer que esta com l' me? ! - Ao : treina-dia e doze estou semp com fome! E comeria qualquer cois Entendeu? Qllal-Llucr-CÚÍ-Sal Depois dessas palavras irrompe u grande Lvarullto. _seguido por uma co fusão enorme, e rcencontramos A51 rix c Clbclix. que sairam do antro. besta pelos esgotos. na xiaraitda uma tabernu. em companhia de P pus'. - Queirani desculpar minha curio dade. mas como era essa besta? Pergunta que vale a Pupus a respo: bem-huntorada de Obelix: - Esta boa! - c o pedido especifico que¡ faz ao empregado da taberna: - G: com! Para tnim, um digestivo!
  39. 39. I - _ _fã_
  40. 40. A varanda da tabcrna onde nossox amigos se instalaram dá para uma rua cheia dc personagens curiosos. Todos os ; vassantcs ¡warucctrt estar Inuilo agi- tadm. Há risos cslridcntcs. olho: rc- VÍFRCÍOS 4: gente que anda dc pcs para o ar. Uma tnulhcr passar corremlo, agi- tando os i1fàlçüh. cztct-trcjatntlo como uma galinha ersstrstadat. Está sendo pcrscgtridat por um individuo suspci» Lo. que Lunbe os beim». brandindt) um cnornrc machado. Sum pcrccbcr. cru . ram com um figuram que está tornam» do banho numa bartlrciru carregada 40 por quatro escravos. Por Fim. apcsa de seu temperamento flcumáttco. .›'. < tcrix não consegue ocultar seu cspar to. - Essas pessoas - explica Pupm - sairam todas du Casa quc ljnlouqtu cc. - Casa que enlouquece? - Sim. .âtliás. é preciso que vocês cr trcm la. E a proxima prova - c PL pus mostra um prédio proximo. - l; o qu: : tlcvcntos fazer na (Íusu qu Enlouqucccl' - Alt. c simples, vocês dcvcnr cana(
  41. 41. guir um salvo-cottduto que permitirá passar à prova seguinte. - Ah. bom! Então se truta de uma simples formalidade administrativa? - E isso. Uma formalidade adminis- trativa. Vocês devem conseguir o salvo-conduto A 38. - Certo. Vamos lá. Obelix! -= Dito e feito. e nossos dois amigos entram no prédio. - O que e? - pergunta um contínuo com uma voz desagradável. - Nós temos de eonsegttir o salvo- eonduto A 38. O contínuo coloca a mão em concha na orelha. - Ariatriculztr uma galera? Não. indicaram a vocês o caminho er- rado. E preciso ir ao porto. - Heinl. . - Atlas como Asterix é tão esperto quanto nós. compreende que o continuo é completamente sur- do. c continua pacientemente: : - Não. não queremos matricular uma galera. Nós queremos o salvo- eonduto A 38. - O porto? Vocês o encontrarão em- 4¡ baixo. na cidade. E na beira do mar. .. - Mas nós não queremos o porto! Queremos o salvo-conduto A 3B! - Hein? - O salvo-conduto A 38!! ! - Ei. não gritc não, hein? ! Que falta de modos! Onde vocês pensam que cs- tão. por Júpiter? ! Dirijam-se ao gui- ché l. corredor da esquerda, última porta à direita. Nossos antigos prosseguem e acabam percebendo que. no tal corredor à es- querda, não há nenhuma porta do la- do direito. - Vantos experimentar essa porta aqui - propõe Asterix. e entram nu- ma pequena sala trazia. No meio está um funcionário gordo, sentado num balanço. Uma bela jovem o empurra. Vendo os visitantes. o funcionário in- terrompe o ntovintento. Fica furioso. - Quem deixou vocês entrarem? - Alm. .. estamos procurando o guí› chi' I. - Consultem o mapa. No sexto an- dar! ...
  42. 42. 42
  43. 43. No sexto andar são informados de que é preciso se dirigir ao guíchê 2. Ali. duas funcionárias estão tendo uma conversa animada. - Você a conhece? ... Veja bem. .. lila não tem condições nem para susten- tar um escravo. .. - Senhorita (este é Asterix. que ten- ta chamar a atenção). - Ela revendeu seu escravo Ibero. com o pretexto de que ela mesma pre- fere fazer a arrumação da casa e. .. - Senhorita! (t: .Asterix de novo. que começa a se irritar. ) - O senhor não está vendo que es- tou ocupada? Onde é que eu estava? Ah, sim! 0 pobre Claudius. Você sa- be que ele. .. - Senhorita! !! (A irritação de Aste- rix cresce a olhos vistos. ) - Ah! Por Júpiter! Certas pessoas sabem ser desagradáveis! Que é que o senhor quer? - O salvo-conduto A 38. - O senhor tem o formulario azul? - O formulário azul? Não. - E então, como e que quer conse- guir o salvo-conduto A 38'? - Ii onde é que eu consigo o formu- lário azul? - Guiché l. .. Onde é que eu esta- val. . E. S¡ passagem dos dois gauleses. a li- tania continua: -- O formulário azul? Ah. não! Não é aqui. Procurem no guichê 7. quinto andar. .. Formulário verde. guiehõ t4.. . - As vozes se mis- turatn, entremeadas de frases do gê- nero: - . la disse que o porto e na bct- ra do mar! - Vocês : tão vêem que es- tou ocupado? Por fim, ouve-se um tremendo urro: - Basta! !! - São os nervos de Obe- lix que acabaram de estourar. - Não saite-mos daqui, Asterix. A poção má- gica não pode nos ajudar nesse lugar. Vamos ficar ntalueos e nos tornar es- cravos de César. .. - De jeito nenhum! .lá entendi! Va- mos brigar com as armas deles. Você vai ver. - E Asterix começa a circu- lar pelos guichês reclamando o salvo- conduto A 38, “modíñcado conforme estipulado pela nova circular B 65". papelada que só existe na sua imagi- nação. E o golpe funciona! Em pouco tempo o prédio todo esta em efervescência. com todo mundo procurando o ntistetioso ttovo docu- mento. No saguão. o tumulto atingiu o clímax. Somente o Prefeito parece manter a calma. Asterix aproveita pa- ra lhe dar uma estocada: - Senhor. .. - Ora. estou thcupado! Que deseja? - O salvo-conduto A 38. O Prefeito tira uma plaqueta da toga e. aborrecido. a entrega a Asterix. - Pronto! E vão embora. Há gente tra- balhando aqui! - E enquanto Aste- rix e Obelix saem. ouve-sc o Prefeito dando uma longa gargalhada enlou-
  44. 44. L Pupus que acaba dc anunciar dessa Iorma cm que consiste a prova seguin Ic. Naturalmente. uma ideia ocorre a (Jbclix: » Em vc¡ de mar o fio. por quc não pusmr por baixo? Há um rio- zinho. mas tem um aspecto tranqui- lo. .. - Sim. unas. vejam bem. o riozinho está cheio de crocodilos. São os cro- vêam ' âfvat. sua SERViRA PARA ATmveesAtzeM o oesreimAoairzo. Aau¡ vocês o no : wi- codilos sagrados que foram oferecidos u César pela chefe do governo egípcio, Cleópatra. São animais muito ferozes. - Oh! Eu não gosto de crocodilos! Já experimentei. é ruim. Venha. As- tcrixi Asterix «c aproxima e os dois lrcpam no fio. Nlas não sc improvisa um cqui› lihrisla! /
  45. 45. Eles avançam se contorcendo, com os braços estendidos. O fio balanca. e nossos amigos executam uma série dc passos dc cqnilibrista, mas linalmeru te caem. Asterix sc agarra ao fio c Obelix sc agarra às pernas de Asterix. Ficam se balançando assim durante: al- gum tempo. Um suspiro profundo. uma olhada no abismo e Obelix anun- cia: - Bom. azar. .. Vai ser preciso des- ccr. Você vem. Asterix? - Espere. .. - Asterix tira uma das mãos do fio. segura o cantil da poção mágica e toma um gole. Raios, relâm- pagos. .. - Vamos la! - Ele larga a segunda mão e os dois caem. Passa- sc muito tempo antes que se ouça o duplo "pluf" dos nossos amigos cain› do na água. Imediatamente após se ouvem barulhos de briga. grunhidos terríveis. cstalos furiosos na água e, dominando tudo, os gritos tlc Obelix: - Animais sujos! Tipos incomivcis! - Vindo de baixo. vemos passar cro- codilos com a cara apavorada, voan- do para todos os lados. Testemunhas dignas de fé afirmam ter visto passar também bolsas. carteiras. sapatos. tu- do fcito de couro de crocodilo legiti- mo. Dcvc haver uma parte dc verda- de nisso: dc qualquer modo. o que acontece embaixo é particularmente horrivel. pois, em vez. dc descer. os crocodilos preferem ficar pendurados no fio.
  46. 46. Só resta aos dois gauleses encontrar Pupus. que os aguardava pescando na beira do abismo. - Agora vocês de- vem escalar a montanha mais alta da região. Lá cm cima encontrarão o Vc- nerável da Montanha. Ele lhes propo- rá um enigma. - O velhinho não poderia descer pa- ra nos propor o enigma? - Ora. Obelix. não seja ¡areguiçoso! Vamos embora! - E nossos amigos começam a subir escarpas que se tor- nam cada xvez mais difíccisa quase ver- ticais. Há vento, hà neve. Aguías vêm voar perto deles, e são cnxotadas por Obelix como se fossem insetos vulga- res. Enfim. chega o momento em que Obelix procura um novo apoio mais ulto c não encontra nada. - Sabe. As- terix. acabou a Nlontanha. .. - Um homem se encontra lá. É muito velho. sua voz rouca é a de um ancião. - Sou o Venerávcl da rvíontauha. E vocês. mortais infelizes, vieram para o enigma? - Sim. .. Proponha logo o enigma, Venerável da Montanha. Não está muito quente aqui. por Tutatis! - Vocês sabem, insensatos, que sc não me derem a resposta correta se- rão mergulhados nas profundezas in- fernaís? - Depois de ter vindo até aqui em ci- ma? Ora. essa não! Nós ternos mais o que fazer!
  47. 47. Ó ttlurtuix presunçosos! Um dos tlois. com m nlhm Vündíttlfvs. deverá inc dixer qua? ;z piihu de roupa que fm lavada cum (ñlimpo. o sabão em po dm deusa-sf. .. -Xsteriv v: apresenta como volunta-irio. Alguns instantes mais tarde. aponta pura¡ uma pilha: Aquela! - Sim! 7 x m7 do Vcncrzixvcl se ! ur- nn mais jtwcttt. mais xihreuttc. Ele exi- be então um: : caixa de satbão cm po. - Você conseguiu! Você recçutheccu Olimpo! Os deuses lavzun roupa com (llitnptw. que deixa a rtyttpa. branca e as : nãos macias. muito macias! Ó deu- ses. liam-ts cscutcttlo? hstc tnorial deu a resposta! current! Us dcuxc» ccrttttncntc' ouvirutn. c. du- rante uma breve incursão ao Olimpo. twodcntt» Cütlblttlal' que os rcpetitlos êxitos tlauueles que estão para se tor- nar seus pares começam a : tborrccõ›lt» seriamente. A ponto de Jupiter descu- cadcttt uma violenta tcmpcstttdc. Asterix c Obelix. enquanto isso. des- ceram debaixo de chuva de volta u pla- nície para Uthl! Pupus lltcx antuncâar que klCWCTlülll durmir ali. - Boat ideia 4 di¡ . Asterix. - Estou morto de so- nu. Fntretztnttw, enquanto nossos amigos durmetn a sono solto, estranhos legis)- narios romanos atpztrecem. Obelix. acordado pelo barulho. esfrega as mãos: 70h11! Romano: so' para mimf e se lança contra eles. Porém, o.
  48. 48. uurprcsal. .seus golpes sc perdem no vazio. Obelix se irrita. As apa-triçñcs zombatxt. ~ Não sc cause. pobre mor- tal! No» somos almas pertadas. fantas- mas! Àlntamos dc medo todos que ou sam sc aventurar à noite nesta plani- ctc. .. Plahahztlzalta. .. - Ainda : tão tcrtninou o barulho? - Esta intervenção foi feita por Asterix, furioso por ter sido despertado. - Vo- cês sabem que horas sãcf! ... Agora. es' cutcm hcm! ... Enfrcntanios saccrdo» tisas, mágicos. cozinheiros, funcioná- rios públicos, crocodilos, mas não dor- mimos! Então, se vocês quiserem vol- tar. .. voltem amanhã! E agora. silêncio! !!
  49. 49. (1 tom de Asterix é tal que os fantas- mas. desanimados diante de tanta in- compreensão. preferem retornar ao remo das sombras. Pela ntanhã, encontramos nossos dois _tzztttlescs muito surpresos ao acordar diante de uma escadaria monumental que conduz a um palácio guardado por legionarios nem um potteo fantas- magutteos. - Onde estamos? - per- gunta . Asterix. - Estão em Roma, diante do ¡waláeiu de . Julio Cesar. Júlio Cesar os agitar- da_ - Sabe. Asterix, ou estão acontecen- tln LUÍSLD que não compreendo. ou en- tao esses romanos constroem muito tlepressa. .. - Ora. não tem importância. Vamos, ' militar. leve-nos. c**
  50. 50. aterix e Obelix são então levados à esença de César. Pupus está perto le. com sua lista de tarefas. sua im- ssibílidade e sua vozinha precisa. - (Íesar. .. ele. : executaram todos os tbalhos. superaram todos os obstá- lop, realizaram todas as provas. .. l: inegável. gauleses. os deuses lhes ram favoráveis. .. Mas sua sorte aca- . aqui. em Roma! O circo será sua Lima prova! La vocês serão massa- ados com todos os habitantes da al- ia, que os esperam. .. A11. eles vieram! Que ótimo. .. Vocês todos . serão aniquilados pa» o divertimento de meu povo, e na- ¡ mais fara sombra à minha glória! Em alguma : :avisa a dizer. gaulescs? Nesse ponto nos aproximamos e ve- mos Asterix e Obelix. com ar brinca- Ihâo. que não conseguem deixar de lançar seu famoso lema: - Esses r0- mattos são loucos! E desnecessário dizer que depois dis- so eles não permaneceu¡ nos aposen- tos de (Íésar. E, enquanto o Circo Má- ximo se enche pouco a pouco com uma ntultidào alegre. nossos amigos são levados à prisão, onde encontram os ltabitantes de sua querida aldeia. Todo mundo está contente. Há gritos. risadas, abraços. De repente. vinda do exterior. explode uma tempestade de aplausos. Asterix lança um olhar pela grade que da diretamente para a ure- na: - Cesar acabou de chegar!
  51. 51. Panoramix. que estava num canto me- xendo o conteúdo de um caldeirão, anuncia: - Venham. crianças. está pronto! - Asterix é o primeiro a ter direito a um gole da poção mágica, com o habitual efeito espetacular. Nesse meio tcmpo. em sua tribuna. César interroga o organizador das fes- tividades: - Então. seguiu minhas instruções? - Sim. ó César. Para começar. es- ses infelizes gaulcses deverão enfren- tar os nossos gladiadores mais ferozes. Depois. para os sobreviventes, se hou- ver algum. soitarcmos as feras. Temos leões. tigres, panteras. ursos e até ele- fantes. Um belo programa. O públi» co vai ficar contente. .. - Bem. bem. .. Que seem as trombe- tas, os jogos vão começar. .. - Um gesto de César e um sinal toca. Na pri- são do circo. onde a distribuição ge- ral da poção mágica terminou. o che- fe gaulês Abracurcix, instalado sobre um banquinho. bate palmas para con- seguir um pouco dc silêncio: - Aten- ção. crianças! Vai começar! Eu vou na frente c vocês todos me seguem. Com ordem, por favor. Hà pessoas que vão nos olhar, então. um pouco de digni- dade! Was Obelix não está de modo nenhum¡ de acordo com esta disposição: - E por que você vai entrar primeiro. ó Abracurcix. nosso chefe? - Exatamente porque sou o chefe! ii ? lktüamrnmmüiiirt
  52. 52. Se Abraeurcix pensou encerrar assim a discussão. Obelix imediatamente provou-lhe que sc cnganavu. - Tal- vez você seja nosso chefe, mas nós fi- zemos o trabalho, não é verdade. As- terix? ! - . Asterix prefere não respon- der. mas nem todos têm a sua distin- ção e a sua sabedoria. Sobretudo Au- tomatix, que. .se metendo naquele ins- tante na conversa. dz¡ força à preten- são de Obelix: - ! viais uma razão! Deixe que os outros sc divirtam um pouco! A disputa agora está bem acesa e eontpreendc-se que Ordenalfabetix não_ possa deixar de dar seu palpite: - l: verdade! São . sempre os mesmos que sc divertem! - As testemunhas que, mais tarde. narraram a cena, con- cordam quando dizem que neste mo- mento interveio Naftalina. a mulher do chefe. evocando os costumes e a boa educação. - Quando se é bem- educado, deixa-se passar primeiro as mulheres! Todo mundo grita ao mesmo tempo: - Primeiro as mulheres e as crianças! - E eu - bcrra feteranix do seu can- to - eu sou o decano da aldeia! Eu devo entrar primeiro! Nesse momento, do lado de fora, em seu camorote de honra, Júlio César. tendo a seu lado o digno Pupus, vira- se para o coordenador dos jogos, que aguarda suas ordens: - Que entrem os gladiadores!
  53. 53. Logo que essas palavras são pronun- ciadas, Irombetas soam no imenso Circo rN-liximo. A multidão . se acalma c o silêncio reina (exceto quanto a um vago barulho de gritos que vem do la- do dos gauleses. ..) Na entrada da arena levantam-se as grades de ferro e. com passo grave. em fila indiana. saudades pelo público agora em delírio. os gladíadores fazem sua aparição. impressionantes por sua calma. sua força e sua disciplina, alinham-se diante da tribuna de hon- ra onde se encontra César. A um ges- to, os braços se levantam e com uma (unica voz lançam o famoso brado: “Ave, César! Os que vão morrer tc saúdam! " Agora, César ordena: - Que entrem os gaulescsl Novo som do: trombelas. Do outro la- do da arena. outra grade se levanta lentamente. E depois. .. nada! Nin- guém aparece! As irombeias soam de novo. Desta vez mais insíslcntcs. E os gauleses, por lim. sempre no turbilhão de suas rixas, deságuam na arena. Na frente corre Asterix. seguido por Obe- lix c Panoramíx. Atrás. a desordem é maior. De qualquer modo, não tem nada a ver com a entrada de conde- nados em uma arena onde. teorica- mente. os aguarda um destino fatal. Continua. aliás. uma discussão mui- to fone: - Você quer que eu dê com a mão na sua cara gorda, senhor Or- denalfabctix? - Experimente. senhor Obelix! 54
  54. 54. .. .prmli r . Í . xza &ai; . . _ JLL. , _ A u r .
  55. 55. Durante essa tmca de idêizw. Os gla- diadorc» tcntaram atacar os dois inter- locutores. foram rcpclldos a tabcfcs. como inoporlunos. Rapidamente vê-. xe que os profissio- nms do circo são completamente ultra- passados pelos acontecimentos. Há um que corre perseguido por ldéiafíx, ntuc. manifestamente. tem intenções quanto a seu traseiro rcchoncltudo. Outro e cuçado por Nztftalina. que lhe butt: na cabeça cnm um instrumento contundente que ocupará, a partir dat', um lugar de honra na parafernália da dona-dc-casa perfeita. Enquanto . Asterix e Obelix sc divertem à larga. :rproxintctno-nos dc Chatoto- rix. o bardo. quc está imóvel. com um braço para trás. perto de um gladia- dor assombrada. Eis que seu crítico número um. Automatix. nos imita c chega perto do bardo que, rtcstc ins- tante. abriu a boca. Talvez para cn- toar a grande ária da vitória, Automa- tix levanta o braço. .. e golpcia! Po- ' rent. quando clc solta o golpe. Cha- totorix. rápido como o rulâmpago. co« loca um Lapacctc dc gladiador que tem uma enorme cimeira. Urros de dor de Automatix. grandes risadas dos que acompanharam a cena. Em seu cama- rote. César, conste-mada. olha para Pupus que. sempre muito calmo. está chupando um picolé. .. 56
  56. 56. 58 Alguns sopapos são : ainda galharda- mente distribuídos e logo não hà mais nenhum gladiador 'válido no horizon- te. Abraeurcix, que. por culpa dos car- regadores de escudo. teve alguns pro- blemas de transporte. consegue ser conduzido até a tribuna de César. E com uma voz e uma entonação tipica- mente circenses que toma a palavra - Ó César! Já liquidamos os seus gla- diadorcs. Qual é o proximo número? César - que está com uma aparência di: pessimo humor - se vira para o or- ganizador dos jogos: - As feras! Que entrem as feras! O organizador -- que começa a ter du- Vidas quanto ao futuro de sua carrei- ra - fa¡ um sinal. Soam as trombe- tas. Mas o . som já e menos solene. Pa- rece mais fanfarra de circo do que um anuncio de morte. Cirades de ferro em torno de toda ; : arena se levantam. e leões. tigres. pan- icras, ursos c elefantes entram em cc- na. E o que ocorreu com os gladizidore* recomeça com os animais. E pior ain- da! imediatamente. os animais. qu: entraram na arena com uma autocon- fiança talvez. excessiva. são suhjugai dos por nossos antigos. Umas bofeiadas. um pontapé afetuo- so mas Firme, aqui c acolá, e o jogc termina: os animais estão (tomados.
  57. 57. “JIJI nluíl f* '_I JI ij _nn r_¡ nur¡ IJI IJ! ! l | VHIÂJI¡ IJ! y_ v ~a; ,j, ^¡; *f* " ' q» v 0/1. .4 '-
  58. 58. (x0 0% giílliCbtW sc : shaiwaixi para quc tigre o: pantcrLLx dêem saltos gruciow» po cinta dclcs. Irlrms dançam com ar dig no sob 115 ordem da jovem (c bonita csposa de Vetcranix. A5 icms. tcnd¡ conrprccndítlo pcrfcitamcrttc em qu~ . sentido a historia caminha. assumem espontaneamente as atitudcx imdicitw nais dm animais domuticadt». Os clc rante» fazem o mu: podcm para mon tar u pirâmide viva quc Obelix cut-zu qucton dc rcalírar. ldéiufix brinu: : d. rci da fexta c : av-alga um leão. Em sl¡ mu. o quc acontece ai¡ e' mais comi¡ / ente com um circo de divertiu: : dt que com o sinistro c: xanguinolcntt Circo ? Máximo dc Roma. Tanto mai: que tudo isso é acompanhado por uma tonitruatttc fanfarra de circo c pela: aciamaçtícs c risos do público. O único lugar onde não se tem (mw não sc- tcm mesmo! ) vontade dc rir c' na tribuna dc honra. O organizado¡ está à beira dc uma depressão. Pude- mos ouvi~lo gemer: - Eles mataram o circo! As criqrtçus estão felizes! As pessoas riem! E uma vergonha! Eie~ mataram o verdadeiro circo!
  59. 59. César emáo sc vira para Pupus. Fere tem nas mãos a lina dc proxus. ("ilha ("és-ar c cm seguida. sctnprc impuni- vei. scmprc iuncionzirio-tnodeio. pm- xa tim iTHÇt) iinai na lista. Agora Cesar se iÉYEililZl. Com um gcâ- m de braço. impoc o siiãttrin no cir- co. Em scguida, com 0/ rouca. pro- ciunta: r~ Ciauicscs! iocés trtunfairum cm todas as provas que iitcs iiTiPLix. . Vocês são. portanto. cicusn. e não 34.' pode lutar contra os ticuscsf. .. Vocês são nossos¡ scnimrca. Coloco meu dc: - tino c o cicctitto de Roma¡ em sua» tnáos! E (Êésar tira sua coroa de iOUtOs c a joga por terra. A coroa cai na zirciu. bem am pé: (10.5 gauicscs cine sc agru- param. sorridente» no centro da am: - na. .Aclumaçñcs infindáveis CXPÍOLJCXII, .Asterix c' seus computtheiroi um scggtti- tia posam para o escultor de piuntão. o qiiiii fara umtt ChcltiiIITG-ICCDIUMÇÚU que nunca mais deixara dc provocar indagaçócs a gerações dc itistornado- res.
  60. 60. Uma questão. no entanto, sc coloca: que destino os gauleses vencedores irão reservar àquele que derrotaram ao ("tm dos dozc trabalhos realizados (e co- mo! ) por Asterix e Obelix? No» encontraremos a resposta numa pequena vil/ u romana, cercada de mui- to verde. Júlio (Ícsar ai está. capinan- do c regando as flores. Sim. assim é: a magnanímidade dos gaulcscs permitiu que César se aposen- tasse c fosse viver lá dias calmos. lon- ge das ¡ircoeupaeões e dos perigos do poder. .. - Júlio! Está na tncsa! Venha almo- car! E uma voz feminina que acaba de dar essa ordem. a voz de Cleópatra. E Cé- sar, hoje não mais do que ontem, não seria capaz de desobedecer. Tanto mais porque descobriu talentos até en- tão ignorados em sita companheira. como essa rciiçxão pode servir de tes- temunho: - O minha Cleópatra, vo- cê é uma cozinheira excepcional! ius e tempo de nos alastarntos para saber o que aconteceu aos outros pro- tagomttus desta aventura. Sem grande risco de erro, pode-se apostar que Kcrmcs deve continuar correndo em xolta cio mundo. perse- guido pelo dardo de Obelix; que Man- nekenpix voltou para seu fogão; que - “e” v4-- os crocodilos upavorados retomaram ao rio e que o bravo fencrávcl da ! Montanha continua a gabar os méri- ! os de Olimpo, o sabão em pó dos deu- 58.5. Quanto à Casa que Enlouquece, não há dúvida possível. À nossa volta. a cada dia. há rostos' que testemunham: ela voltou a funcionar num ritmo mais endiabrado do que antes.
  61. 61. E Pupus? O calmo. Ileumático. hones- to Pupus. o que aconteceu com elc? ... Bem, o honesto Caius Pupus escolheu ele mesmo a recompensa por seus bons e leais serviços. Ou seja. decidiu se auto-exilar (f) na Ilha do Pra7er. on- de o vemos em plena ação. completa- mente à ttontade, tendo perdido para sempre sua impassibilidadc. Quanto a nossos amigos gaulescs, Aa- tcríx e Obelix à frente. eles voltaram para a tranqüilidade da sua aldeia. Tudo acabou bem. As coisas do din- a-tlia voltaram à ordem. Panoramix, o druida. voltou a preparação de suas poções. e. para festejar o triunfo. Cha- totorix. o bardo. quis cantar "uma cançãozinha". O que lhe valeu. como de ltábito, acabar amarrado ao pé de uma árvore. E nesta noite, na pequena aldeia que se tornou o centro do universo, os ven- cedores. reunidos cm torno do chefe Abracurcbr. se preparam para cele- brar, com uma festa que se tornou tra- dicional. a realização dos dozc traba- lhos de Asterix. lvlas. .. Esperem. .. Es- 63
  62. 62. "ill perem um instante. .. Vejo entre nos- sos leitores alguém que protesta. .. - O que o senhor diz? Que tudo isso ttão é muito fiel à verdade histórica? Que Julio César ttunca foi vencido pe~ los gauiesesÍh. . Sittt, claro. eu concor- do com o senhor. Mas esta é a grande vantagem do desenho animado. Pode- se dar asas a fantasia. à imaginação, e cotttar absolutamente ttualqtter coi- sa. .. - Então é verdade. Asterix: nos nos tornamos os senhores de Roma? - Oh, você sabe. .. acabamos de fa- lar a respeito. Obelix. .. E só um dese- nho attintado. .. Tudo e permitido. .. - Tudo é permitido? ! Com essas palavras, Obelix desapare- ce. Só Asterix sabe o lugar de seu es- conderijo: “Uma ilha austcra onde ele prepara nossas próximas aventuras, mas sltlthlt! ... isso e segredo".
  63. 63. :strva-mzz TAO FRf-. ISÍUIÍIÊÂO, PÃÃÍ*! ORA¡4ÉX- ! ... I! wo 065m; , você N19 POD; TortmR A PCÇAO M AG nc» l JA' orss 5 MASÊ DE MILVEÍESQPJE Voss CAIU DENTR) DELA. @umdco ERA ^ ' v. -y. Dzgfí; u¡ f ñ ' Ff: .~ t w . _
  64. 64. Í 9.53 : :Q1051 _É 3' BW'““I: v¡ ~ vu = 'únvj'~*#: .~ @Autumn - 9;¡- 0 : arte-Java Í | CT'"'w - . -fia v E'7'u'0E§ -~ Anil-tbm . mas c; »ass ' à». ,Vs-ngm 5g rn- n¡ v4; ~ . .,LÍU1.. J,. D "J 317; t 'a l a n. 'a' a; ¡ l z: em manu os 42;¡ ; km5 1"¡ r"'1'"*. 'v›~ . ¡ -, &dia; 3g rpm yang n_ Gr , r "T ta' *Jíêzfnntn-«Í JI' ; FIL-f QYÃÕÍÚ (Lygya l? ! 'WR . ,~ v' . .u «J-. .u A "K3 vv m . z WPTd-t? í ( v íLnJbllgÍgqjzr_ . v, cg; 933g; - Pau¡ › _ ^ fu. .. em . za @cttfrtua- um mui-tm t" . T . ~ u. .. f* ›. . . ãwgstdtvmê M] : _ CÊÊÍÍÊL ? fé #ao ' 3 ' H v. n ; A4 o ›.2._. ::«: tzn. m a E: mmwgn a a; wrstmszttt . g2- tam' &ÍdíaÊnÚ o m. 2st o tum m turma: : m 1:06:11 59-5353 DE 02477-8

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