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SAÚDE DA FAMÍLIA III
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
VIGILÂNCIA AMBIENTAL
VIGILÂNCIA SANITÁRIA.
Profas Adriana Maria Leite de Macedo, Maria Luiza de
Barba, Tereza Claudia de Andrade Camargo, Cristiane
Novaes, Claudia Alzuguir
Histórico da Vigilância em Saúde
O isolamento é uma das práticas mais antigas de
intervenção social relativa à saúde dos homens
(Rosen, 1994; Scliar, 2002; Brasil, 2005).
Final da Idade Média: organização sanitária das
cidades deslocava-se do isolamento para a
quarentena.
Século XIX: Bacteriologia - novas medidas de
controle de doenças, entre elas a vacinação. Surge,
então, em saúde pública, o conceito de ‘vigilância’,
definido pela específica, mas limitada, função de
observar contatos de pacientes atingidos pelas
denominadas ‘doenças pestilenciais’ (Waldman,
1998).
Histórico da Vigilância em Saúde
A partir de1950: o conceito de ‘vigilância’ é
modificado, deixando de ser aplicado no sentido da
‘observação sistemática de contatos de doentes’,
para ter significado mais amplo, o de
‘acompanhamento sistemático de eventos adversos
à saúde na comunidade’, com o propósito de
aprimorar as medidas de controle (Waldman, 1998).
1963, Alexander Langmuir, conceituou ‘vigilância em
saúde’ como a “observação contínua da distribuição
e tendências da incidência de doenças mediante a
coleta sistemática, consolidação e avaliação de
informes de morbidade e mortalidade, assim como
de outros dados relevantes, e a regular
disseminação dessas informações a todos os que
necessitam conhecê-la” (Brasil, 2005).
Histórico da Vigilância em Saúde
1965: Criação da Unidade de Vigilância
Epidemiológica da Divisão de Doenças
Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde
(OMS).
1960 e 1970: Campanha de erradicação da varíola e
organização do Sistema Nacional de Vigilância
Epidemiológica (1975) e do Sistema de Notificação
Compulsória de Doenças.
1976: Criada a Secretaria Nacional de Vigilância
Sanitária.
1990: Início das discussões sobre vigilância
ambiental, com o advento do Projeto de Estruturação
do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde -
VIGISUS (Brasil, 1998; EPSJV, 2002).
VIGILÂNCIA DA SAÚDE (VS)
Conceitua-se como um conjunto de atividades
voltadas para a identificação, análise,
monitorização, controle e prevenção dos problemas
de saúde de uma comunidade.
A vigilância à saúde engloba as ações coletivas de
saúde, expandindo a possibilidade da utilização da
epidemiologia no planejamento, programação e
avaliação dos serviços de saúde, incluindo ainda
outras áreas do conhecimento.
Na instância local, integram-se as atividades da
vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, saúde
do trabalhador e vigilância ambiental.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
PROJETO VIGISUS
O Projeto VIGISUS visa a estruturação de um sistema de
vigilância em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde,
através de atividades que visam fortalecer a infra-estrutura e
a capacidade técnica dos Estados e Municípios, constando
de quatro áreas programáticas (APs): I) de Estruturação
Sistêmica da Vigilância Epidemiológica; II) de Estruturação
Sistêmica da Vigilância Ambiental; III) de Estruturação das
Ações de Prevenção e Controle de Doenças na Amazônia
Legal e IV) de Estruturação de Ações Voltadas para a
Atenção à Saúde das Populações Indígenas. Prevê-se o
apoio a estudos e pesquisas em linhas temáticas
consideradas prioritárias por cada AP e pela FNS - VIGISUS.
Apresenta manual com diretrizes e procedimentos para
apresentação de projetos de estudos e pesquisas.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
VIGILÂNCIA AMBIENTAL
É definida como um conjunto de ações que
proporciona o conhecimento e a detecção de
qualquer mudança nos fatores determinantes
e condicionantes do meio ambiente que
interferem na saúde humana, com a
finalidade de recomendar e adotar as
medidas de prevenção e controle dos fatores
de risco e das doenças ou agravos. (Portaria
n.º. 410/MS de 10.10.2000).
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
VIGIAGUA
Objetivo geral :
Desenvolver ações de vigilância em saúde ambiental
relacionada à qualidade da água para consumo
humano que garantam à população o acesso à água
em quantidade suficiente e qualidade compatível com
o padrão de potabilidade estabelecido na legislação
vigente, para a promoção da saúde.
Monitoramento da qualidade da água das soluções
alternativas coletivas e individuais, em especial dos
carros-pipa e das cisternas;
Atua em parceria com a Atenção Básica no
desenvolvimento de ações educativas.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
SISAGUA
É um dos principais instrumentos do Programa
Vigiagua, que visa auxiliar o gerenciamento de riscos
à saúde associados à qualidade da água para
consumo humano.
A partir dos dados inseridos ou enviados
rotineiramente pelos profissionais do setor saúde
(Vigilância) e responsáveis pelos serviços de
abastecimento de água (Controle), o Sisagua gera
relatórios com informações que possibilitam conhecer
as características do abastecimento de água no País,
tais como: cobertura populacional da água nos
municípios, nos estados e no Brasil; relatório de
amostras fora do padrão de potabilidade
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Prioridades:
1 - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas
e demais insumos, processos e tecnologias;
2 - alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus
insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites
de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de
medicamentos veterinários;
3 - equipamentos e materiais médico-hospitalares,
odontológicos, hemoterápicos e de diagnóstico
laboratorial e por imagem;
4 - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e
hemoderivados;
radioisótopos para uso diagnóstico in vivo, radiofármacos
e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia;
5 - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto
fumígero, derivado ou não do tabaco.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Vigilância de Agravos Transmissíveis
1. Paralisia flácida aguda
2. Dengue
3. Leptospirose
4. Doença meningocócica
5. Malária
6. Febre maculosa brasileira
7. Leishmaniose visceral
8. Influenza
9. Atendimento antirrábico humano
10. Imunopreviníveis
11. CIEVS
CIEVS - Centro de Informações Estratégicas e Resposta de
Vigilância em Saúde
Doenças emergentes: a dengue, a febre amarela e o cólera
Novas doenças: AIDS, febre hemorrágica pelo vírus ebola,
hantavirose, febre do Nilo ocidental, síndrome respiratória aguda
grave.
Transformações ambientais e ao aumento do fluxo de pessoas e
mercadorias intrínsecas ao processo de globalização.
CIEVS surgiu como uma estratégia da Vigilância em Saúde para
fortalecimento da capacidade de alerta e resposta do Sistema
Único de Saúde frente às emergências em Saúde Pública.
No estado do Rio de Janeiro, o CIEVS foi criado em 2007.
CIEVS - Centro de Informações Estratégicas e Resposta de
Vigilância em Saúde
NOTIFICAÇÃO ONLINE
Notificação Individual
Surtos ou agregados de casos
Eventos ambientais
Doença ou morte em animais
Surtos de infecção hospitalar
DRT - Acidente Trabalho Grave
CIEVS-RJ
Telefones: DISQUE-NOTIFICA – (21) 2333-3852 (fax); (21)
2333-3993 / 2333-3996
PLANTÃO 24 horas – (21) 98596-6553
CIEVS-Rio
Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do
Município do Rio de Janeiro
Telefone: 3971-1708
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Vigilância de Agravos Não Transmissíveis
1. Doenças do aparelho circulatório
2. Diabetes
3. Neoplasias
4. Obesidade
5. Doenças respiratórias crônicas
6. Acidentes e violências
7. Vigitel
Vigitel
O sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para
doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL) faz parte
das ações do Ministério da Saúde para estruturar a vigilância de
doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no país.
Objetivo: Planejar ações e programas que reduzam a ocorrência
e a gravidade destas doenças, melhorando assim a saúde da
população.
Monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e
proteção para doenças crônicas não transmissíveis em todas as
capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Entrevistas telefônicas em amostras da população adulta (18
anos ou mais) residente em domicílios com linha de telefone
fixo. Para os resultados serem representativos de toda a
população, os números telefônicos que entrarão na pesquisa
são sorteados, a partir dos cadastros de telefones existentes
nas capitais do país.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
PIDEMIOLÓGICA
Profas Adriana Maria Leite de Macedo, Maria Luiza de
Barba, Tereza Claudia de Andrade Camargo, Cristiane
Novaes, Claudia Alzuguir
CONCEITO DEVIGILÂNCIA
EPIDEMIOLÓGICA:
• Segundo o ministério da saúde (Lei nº 8.080/90) é:
“Um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção
ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e
condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de
recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das
doenças ou agravos”.
Atividades Desenvolvidas:
a) coleta, consolidação;
b) investigação epidemiológica;
c) interpretação de dados e análise de informação;
d) recomendação e adoção de medidas de controle;
e) avaliação do sistema de vigilância epidemiológica; e
• f) retroalimentação e divulgação de informações.
1. Coleta e consolidação de dados
• O sistema de vigilância epidemiológica trabalha
diversos tipos de dados. Sua base é a notificação de
casos suspeitos e/ou confirmados de doenças,
objetos de notificação compulsória, embora ele
possa, também, utilizar dados de mortalidade ou
dados coletados em prontuários médicos, por
exemplo.
1- Notificação compulsória de casos: trata-se de uma
comunicação oficial, as autoridades sanitárias da
ocorrência de um agravo á saúde , pode ser feita por
médicos, enfermeiras, dentistas, ou leigos.
2- Prontuários médicos: complementam as notificações,
ou dados ainda desconhecidos ou não detectados
por ocasião da notificação, ou para detectar novos
casos.
Fontes de Dados
Fontes de Dados
3- Atestado de óbitos e registros de anatomia
patológica: consta a causa morte, e as doenças
sujeitas ao controle.
4- Resultados laboratóriais: os dados laboratoriais de
boa qualidade, alem de complementar tem recurso
adicional para investigação, ex: liquor .
5- Resultados de bancos de sangue: constituem fonte
de informação sobre a morbidade.
6- Registros de casos e de epidemias: podem ser
objetos de pesquisa domiciliar ou institucional.
Fontes de Dados
7- Inqueritos comunitários: focalizam uma só doença,
por meio de exames laboratoriais, exame físico e
entrevista. Ex. A vacina usada é de qualidade
questionavel ? Há problemas com o modo de
conservação das mesmas? Os grupos de maior risco
realmente estão sendo devidamente cobertos? A
dificuldade em obter dados válidos e confiavéis faz
com que hoje os inqueritos sejam usados como fonte
de informação suplementar.
8- Distribuição de vetores e reservatórios: os controles
de vetores variam de acordo com seu complexo
causal.
Fontes de Dados
9- Dados de uso de produtos biológicos,
farmacológicos, químicos (intoxicações exógenas)
10- Rumores vindo da comunidade, notícias de
jornais e outros meios de comunicação
Muitas vezes, os jornais, a televisão, o rádio ou
as pessoas da comunidade são os primeiros a
tomar conhecimento e alertar as autoridades
sanitárias sobre a possível ocorrência de casos e
epidemias. Essas notícias devem ser levadas em
consideração pelos profissionais de saúde, pois,
se investigadas, são valiosas para identificação de
problemas.
2. Investigação epidemiológica de casos
e epidemias
• Investigação epidemiológica é um trabalho de campo
realizado a partir de casos notificados (clinicamente
declarados ou suspeitos) e de seus contatos. Seus
objetivos principais são:
I. Identificar fonte e modo de transmissão
II. Identificar grupos expostos a maior risco
III. Identificar fatores determinantes
IV. Confirmar o diagnóstico
V. Determinar as principais características
epidemiológicas
5. Avaliação das medidas de controle
O impacto das ações de controle adotadas na
ocorrência de novos casos pode ser avaliado
relacionando-se a medida dessas ocorrências
com alguns parâmetros, que variam com as
ações desenvolvidas, como vacinação contra
tétano e diminuição de casos da doença.
NÍVEIS HIERÁRQUICOS DA VIGILÂNCIA
EPIDEMIOLÓGICA
CENTRAL
INTERMEDIÁRIO:
REGIONAL OU
ESTADUAL
LOCAL
POPULAÇÃO
Na Lei Federal nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que cria
o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica,
destacam-se os seguintes artigos:
• Art. 8º – É dever de todo cidadão comunicar à
autoridade sanitária local a ocorrência de fato,
comprovado ou presumível, de caso de doença
transmissível, sendo obrigatória a médicos e outros
profissionais de saúde, no exercício da profissão,
bem como aos responsáveis por organizações e
estabelecimentos públicos e particulares de saúde e
ensino, a notificação de casos suspeitos ou
confirmados de doenças e agravos.
•Art. 9º – É obrigatório proceder a investigação
epidemiológica pertinente à elucidação do diagnóstico
e tomar medidas de controle cabíveis, no caso das
doenças do elenco de Doenças de Notificação
Compulsória (DNC).
•Art. 14º – A inobservância da presente lei constitui
infração, sujeitando o infrator a penalidades previstas
na Lei nº 6437, de 20/8/1977, artigo 10, itens VI e VII.”
Casos Suspeitos ou Confirmados de Notificação
Obrigatória
• Acidentes por animais
peçonhentos
• Atendimento Anti-Rábico
Humano
• Botulismo
• Carbúnculo ou Antraz
• Caxumba
• Cólera
• Coqueluche
• Dengue
• Difteria
• Doença de Chagas
• Doença
Meningocócica
• Esquistossomose
• Eventos Adversos
Pós-vacinação
• Febre Maculosa
• Febre Amarela
Casos Suspeitos ou Confirmados de Notificação
Obrigatória
• Febre Tifóide
• Hanseníase
• Hantaviroses
• Hepatites Virais
• HIV com gestantes
e crianças
• Leishmaniose
• Leptospirose
• Malária
• Peste
• Poliomielite
• Paralisia Flácida Aguda
• Raiva Humana
• Rubéola
• AIDS
• Tétano
• Tularemia
• Tuberculose
• Varicela
• Varíola
• Sarampo
• Sífilis
BIBLIOGRAFIA
• PEREIRA, M.G. Epidemiologia Teoria e Prática. Rio de
Janeiro, Guanabara Koogan, 1995
• ROUQUAYROL, M.Z. & ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia
&Saúde. 6a ed. Rio de Janeiro, MEDSI, 2003.
• ALMEIDA FILHO,N. $ ROUQUAYROL, M.Z. Introdução à
Epidemiologia moderna. 3a ed. Rio DE Janeiro; MEDSI, 2002.
• IV Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no
Brasil. O Ensino da Epidemiologia. Ver. Bras. Epidemiol. 2005;
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  • 1. SAÚDE DA FAMÍLIA III VIGILÂNCIA EM SAÚDE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Profas Adriana Maria Leite de Macedo, Maria Luiza de Barba, Tereza Claudia de Andrade Camargo, Cristiane Novaes, Claudia Alzuguir
  • 2. Histórico da Vigilância em Saúde O isolamento é uma das práticas mais antigas de intervenção social relativa à saúde dos homens (Rosen, 1994; Scliar, 2002; Brasil, 2005). Final da Idade Média: organização sanitária das cidades deslocava-se do isolamento para a quarentena. Século XIX: Bacteriologia - novas medidas de controle de doenças, entre elas a vacinação. Surge, então, em saúde pública, o conceito de ‘vigilância’, definido pela específica, mas limitada, função de observar contatos de pacientes atingidos pelas denominadas ‘doenças pestilenciais’ (Waldman, 1998).
  • 3. Histórico da Vigilância em Saúde A partir de1950: o conceito de ‘vigilância’ é modificado, deixando de ser aplicado no sentido da ‘observação sistemática de contatos de doentes’, para ter significado mais amplo, o de ‘acompanhamento sistemático de eventos adversos à saúde na comunidade’, com o propósito de aprimorar as medidas de controle (Waldman, 1998). 1963, Alexander Langmuir, conceituou ‘vigilância em saúde’ como a “observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática, consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade, assim como de outros dados relevantes, e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la” (Brasil, 2005).
  • 4. Histórico da Vigilância em Saúde 1965: Criação da Unidade de Vigilância Epidemiológica da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde (OMS). 1960 e 1970: Campanha de erradicação da varíola e organização do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (1975) e do Sistema de Notificação Compulsória de Doenças. 1976: Criada a Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária. 1990: Início das discussões sobre vigilância ambiental, com o advento do Projeto de Estruturação do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde - VIGISUS (Brasil, 1998; EPSJV, 2002).
  • 5. VIGILÂNCIA DA SAÚDE (VS) Conceitua-se como um conjunto de atividades voltadas para a identificação, análise, monitorização, controle e prevenção dos problemas de saúde de uma comunidade. A vigilância à saúde engloba as ações coletivas de saúde, expandindo a possibilidade da utilização da epidemiologia no planejamento, programação e avaliação dos serviços de saúde, incluindo ainda outras áreas do conhecimento. Na instância local, integram-se as atividades da vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, saúde do trabalhador e vigilância ambiental.
  • 6. VIGILÂNCIA EM SAÚDE PROJETO VIGISUS O Projeto VIGISUS visa a estruturação de um sistema de vigilância em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, através de atividades que visam fortalecer a infra-estrutura e a capacidade técnica dos Estados e Municípios, constando de quatro áreas programáticas (APs): I) de Estruturação Sistêmica da Vigilância Epidemiológica; II) de Estruturação Sistêmica da Vigilância Ambiental; III) de Estruturação das Ações de Prevenção e Controle de Doenças na Amazônia Legal e IV) de Estruturação de Ações Voltadas para a Atenção à Saúde das Populações Indígenas. Prevê-se o apoio a estudos e pesquisas em linhas temáticas consideradas prioritárias por cada AP e pela FNS - VIGISUS. Apresenta manual com diretrizes e procedimentos para apresentação de projetos de estudos e pesquisas.
  • 7. VIGILÂNCIA EM SAÚDE VIGILÂNCIA AMBIENTAL É definida como um conjunto de ações que proporciona o conhecimento e a detecção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco e das doenças ou agravos. (Portaria n.º. 410/MS de 10.10.2000).
  • 8. VIGILÂNCIA EM SAÚDE VIGIAGUA Objetivo geral : Desenvolver ações de vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade da água para consumo humano que garantam à população o acesso à água em quantidade suficiente e qualidade compatível com o padrão de potabilidade estabelecido na legislação vigente, para a promoção da saúde. Monitoramento da qualidade da água das soluções alternativas coletivas e individuais, em especial dos carros-pipa e das cisternas; Atua em parceria com a Atenção Básica no desenvolvimento de ações educativas.
  • 9. VIGILÂNCIA EM SAÚDE SISAGUA É um dos principais instrumentos do Programa Vigiagua, que visa auxiliar o gerenciamento de riscos à saúde associados à qualidade da água para consumo humano. A partir dos dados inseridos ou enviados rotineiramente pelos profissionais do setor saúde (Vigilância) e responsáveis pelos serviços de abastecimento de água (Controle), o Sisagua gera relatórios com informações que possibilitam conhecer as características do abastecimento de água no País, tais como: cobertura populacional da água nos municípios, nos estados e no Brasil; relatório de amostras fora do padrão de potabilidade
  • 10. VIGILÂNCIA EM SAÚDE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Prioridades: 1 - medicamentos de uso humano, suas substâncias ativas e demais insumos, processos e tecnologias; 2 - alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários; 3 - equipamentos e materiais médico-hospitalares, odontológicos, hemoterápicos e de diagnóstico laboratorial e por imagem; 4 - imunobiológicos e suas substâncias ativas, sangue e hemoderivados; radioisótopos para uso diagnóstico in vivo, radiofármacos e produtos radioativos utilizados em diagnóstico e terapia; 5 - cigarros, cigarrilhas, charutos e qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco.
  • 11. VIGILÂNCIA EM SAÚDE Vigilância de Agravos Transmissíveis 1. Paralisia flácida aguda 2. Dengue 3. Leptospirose 4. Doença meningocócica 5. Malária 6. Febre maculosa brasileira 7. Leishmaniose visceral 8. Influenza 9. Atendimento antirrábico humano 10. Imunopreviníveis 11. CIEVS
  • 12. CIEVS - Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde Doenças emergentes: a dengue, a febre amarela e o cólera Novas doenças: AIDS, febre hemorrágica pelo vírus ebola, hantavirose, febre do Nilo ocidental, síndrome respiratória aguda grave. Transformações ambientais e ao aumento do fluxo de pessoas e mercadorias intrínsecas ao processo de globalização. CIEVS surgiu como uma estratégia da Vigilância em Saúde para fortalecimento da capacidade de alerta e resposta do Sistema Único de Saúde frente às emergências em Saúde Pública. No estado do Rio de Janeiro, o CIEVS foi criado em 2007.
  • 13. CIEVS - Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde NOTIFICAÇÃO ONLINE Notificação Individual Surtos ou agregados de casos Eventos ambientais Doença ou morte em animais Surtos de infecção hospitalar DRT - Acidente Trabalho Grave CIEVS-RJ Telefones: DISQUE-NOTIFICA – (21) 2333-3852 (fax); (21) 2333-3993 / 2333-3996 PLANTÃO 24 horas – (21) 98596-6553 CIEVS-Rio Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Município do Rio de Janeiro Telefone: 3971-1708
  • 14. VIGILÂNCIA EM SAÚDE Vigilância de Agravos Não Transmissíveis 1. Doenças do aparelho circulatório 2. Diabetes 3. Neoplasias 4. Obesidade 5. Doenças respiratórias crônicas 6. Acidentes e violências 7. Vigitel
  • 15. Vigitel O sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL) faz parte das ações do Ministério da Saúde para estruturar a vigilância de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no país. Objetivo: Planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando assim a saúde da população. Monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Entrevistas telefônicas em amostras da população adulta (18 anos ou mais) residente em domicílios com linha de telefone fixo. Para os resultados serem representativos de toda a população, os números telefônicos que entrarão na pesquisa são sorteados, a partir dos cadastros de telefones existentes nas capitais do país.
  • 16. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA PIDEMIOLÓGICA Profas Adriana Maria Leite de Macedo, Maria Luiza de Barba, Tereza Claudia de Andrade Camargo, Cristiane Novaes, Claudia Alzuguir
  • 17. CONCEITO DEVIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA: • Segundo o ministério da saúde (Lei nº 8.080/90) é: “Um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”.
  • 18.
  • 19. Atividades Desenvolvidas: a) coleta, consolidação; b) investigação epidemiológica; c) interpretação de dados e análise de informação; d) recomendação e adoção de medidas de controle; e) avaliação do sistema de vigilância epidemiológica; e • f) retroalimentação e divulgação de informações.
  • 20. 1. Coleta e consolidação de dados • O sistema de vigilância epidemiológica trabalha diversos tipos de dados. Sua base é a notificação de casos suspeitos e/ou confirmados de doenças, objetos de notificação compulsória, embora ele possa, também, utilizar dados de mortalidade ou dados coletados em prontuários médicos, por exemplo.
  • 21. 1- Notificação compulsória de casos: trata-se de uma comunicação oficial, as autoridades sanitárias da ocorrência de um agravo á saúde , pode ser feita por médicos, enfermeiras, dentistas, ou leigos. 2- Prontuários médicos: complementam as notificações, ou dados ainda desconhecidos ou não detectados por ocasião da notificação, ou para detectar novos casos. Fontes de Dados
  • 22. Fontes de Dados 3- Atestado de óbitos e registros de anatomia patológica: consta a causa morte, e as doenças sujeitas ao controle. 4- Resultados laboratóriais: os dados laboratoriais de boa qualidade, alem de complementar tem recurso adicional para investigação, ex: liquor . 5- Resultados de bancos de sangue: constituem fonte de informação sobre a morbidade. 6- Registros de casos e de epidemias: podem ser objetos de pesquisa domiciliar ou institucional.
  • 23. Fontes de Dados 7- Inqueritos comunitários: focalizam uma só doença, por meio de exames laboratoriais, exame físico e entrevista. Ex. A vacina usada é de qualidade questionavel ? Há problemas com o modo de conservação das mesmas? Os grupos de maior risco realmente estão sendo devidamente cobertos? A dificuldade em obter dados válidos e confiavéis faz com que hoje os inqueritos sejam usados como fonte de informação suplementar. 8- Distribuição de vetores e reservatórios: os controles de vetores variam de acordo com seu complexo causal.
  • 24. Fontes de Dados 9- Dados de uso de produtos biológicos, farmacológicos, químicos (intoxicações exógenas) 10- Rumores vindo da comunidade, notícias de jornais e outros meios de comunicação Muitas vezes, os jornais, a televisão, o rádio ou as pessoas da comunidade são os primeiros a tomar conhecimento e alertar as autoridades sanitárias sobre a possível ocorrência de casos e epidemias. Essas notícias devem ser levadas em consideração pelos profissionais de saúde, pois, se investigadas, são valiosas para identificação de problemas.
  • 25. 2. Investigação epidemiológica de casos e epidemias • Investigação epidemiológica é um trabalho de campo realizado a partir de casos notificados (clinicamente declarados ou suspeitos) e de seus contatos. Seus objetivos principais são: I. Identificar fonte e modo de transmissão II. Identificar grupos expostos a maior risco III. Identificar fatores determinantes IV. Confirmar o diagnóstico V. Determinar as principais características epidemiológicas
  • 26. 5. Avaliação das medidas de controle O impacto das ações de controle adotadas na ocorrência de novos casos pode ser avaliado relacionando-se a medida dessas ocorrências com alguns parâmetros, que variam com as ações desenvolvidas, como vacinação contra tétano e diminuição de casos da doença.
  • 27. NÍVEIS HIERÁRQUICOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA CENTRAL INTERMEDIÁRIO: REGIONAL OU ESTADUAL LOCAL POPULAÇÃO
  • 28. Na Lei Federal nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que cria o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, destacam-se os seguintes artigos: • Art. 8º – É dever de todo cidadão comunicar à autoridade sanitária local a ocorrência de fato, comprovado ou presumível, de caso de doença transmissível, sendo obrigatória a médicos e outros profissionais de saúde, no exercício da profissão, bem como aos responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde e ensino, a notificação de casos suspeitos ou confirmados de doenças e agravos.
  • 29. •Art. 9º – É obrigatório proceder a investigação epidemiológica pertinente à elucidação do diagnóstico e tomar medidas de controle cabíveis, no caso das doenças do elenco de Doenças de Notificação Compulsória (DNC). •Art. 14º – A inobservância da presente lei constitui infração, sujeitando o infrator a penalidades previstas na Lei nº 6437, de 20/8/1977, artigo 10, itens VI e VII.”
  • 30. Casos Suspeitos ou Confirmados de Notificação Obrigatória • Acidentes por animais peçonhentos • Atendimento Anti-Rábico Humano • Botulismo • Carbúnculo ou Antraz • Caxumba • Cólera • Coqueluche • Dengue • Difteria • Doença de Chagas • Doença Meningocócica • Esquistossomose • Eventos Adversos Pós-vacinação • Febre Maculosa • Febre Amarela
  • 31. Casos Suspeitos ou Confirmados de Notificação Obrigatória • Febre Tifóide • Hanseníase • Hantaviroses • Hepatites Virais • HIV com gestantes e crianças • Leishmaniose • Leptospirose • Malária • Peste • Poliomielite • Paralisia Flácida Aguda • Raiva Humana • Rubéola • AIDS • Tétano • Tularemia • Tuberculose • Varicela • Varíola • Sarampo • Sífilis
  • 32. BIBLIOGRAFIA • PEREIRA, M.G. Epidemiologia Teoria e Prática. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1995 • ROUQUAYROL, M.Z. & ALMEIDA FILHO, N. Epidemiologia &Saúde. 6a ed. Rio de Janeiro, MEDSI, 2003. • ALMEIDA FILHO,N. $ ROUQUAYROL, M.Z. Introdução à Epidemiologia moderna. 3a ed. Rio DE Janeiro; MEDSI, 2002. • IV Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil. O Ensino da Epidemiologia. Ver. Bras. Epidemiol. 2005; (8) 11.