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BELO HORIZONTE
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dado no Estádio Nacional de Brasília, em 15 de junho,
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Fortaleza entrou para a história da preparação do país para a Copa
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O Recife é a maior aglomeração urbana do Nordeste e a capital
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Cartão-postal do Brasil por excelência, o Rio de Janeiro é o maior
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  1. 1.  O cenário de referência adotado  neste estudo aponta que a Copa do  Mundo de 2014 vai produzir um  efeito cascata surpreendente nos  investimentos realizados no País.  A economia deslanchará como  uma bola de neve, sendo capaz  de quintuplicar o total de  aportes aplicados diretamente  na concretização do evento e  impactar diversos setores.  Além dos gastos de R$ 22,46  bilhões no Brasil relacionados à  Copa para garantir a infraestrutura,  e a organização (veja quadro nesta  página), a competição deverá  injetar, adicionalmente, R$ 112,79  bilhões na economia brasileira, com  a produção em cadeia de efeitos  indiretos e induzidos. No total,  o País movimentará R$ 142,39  bilhões adicionais no período  2010-2014, gerando 3,63 milhões  de empregos-ano e R$ 63,48 bilhões de renda para a população, o que vai impactar, inevitavelmente, o mercado de consumo interno, como é possível notar na tabela da página 6. Essa produção também deverá ocasionar uma arrecadação tributária adicional de R$ 18,13 bilhões aos cofres de municípios, estados e federação. O impacto direto da Copa do Mundo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é estimado em R$ 64,5 bilhões para o período 2010-2014 valor que corresponde a 2,17%do valor estimado do PIB para 2010, de R$ 2,9 trilhões. Como a Copa do Mundo é um evento pontual, uma parte de seus impactos sistemáticos não será permanente. De fato, uma vez concluídos os investimentos e realizada a Copa, a continuidade
  2. 2. BELO HORIZONTE Uma das primeiras cidades planejadas do país, Belo Horizonte cresceu emoldurada pelas curvas da Serra do Curral e transformou-se numa metrópole de ruas arborizadas e traços arquitetônicos singulares, com destaque para o Complexo da Pampulha e a Praça da Liberdade. Os dois cartões-postais revelam partes da história da capital e de Minas Gerais, um estado que liderou o primeiro movimento pela independência do Brasil: a Inconfidência Mineira, no fim do século 18. E, nesse movimento, surgia Belo Horizonte. Hoje com 1,4 % do PIB nacional e 2,4 milhões de habitantes, a cidade é o centro de uma região metropolitana de 4,5 milhões de habitantes. Ostenta Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de 0,839 – elevado, segundo critérios da ONU –, e abriga o quinto maior parque produtivo da América do Sul. O Mineirão, estádio da cidade para a Copa das Confederações, foi o segundo estádio a ficar pronto, depois do Castelão, em Fortaleza. Entregue oficialmente em 21 de dezembro de 2012, o palco recebeu o primeiro jogo em 3 de fevereiro, no clássico Cruzeiro 2 x 1 Atlético, pelo Campeonato Mineiro. A capital mineira recebeu três confrontos da Copa das Confederações. O primeiro colocou em campo Taiti e a Nigéria, pelo Grupo B, em 17 de junho. O segundo foi em 22 de junho, entre Japão e México. Belo Horizonte recebeu, ainda, a semifinal entre Brasil x Uruguai. Tombada pelo patrimônio histórico de Belo Horizonte, a fachada do Mineirão não sofreu alterações. Mesmo assim, há novidade na área externa: foi construída uma esplanada com 80 mil m² e capacidade para 65 mil pessoas, planejada para ser um espaço de convívio social, além de abrigar atividades de lazer, cultura, esporte, ente outros. O estacionamento do estádio tem 2.925 vagas, sendo 1.884 cobertas e 255 reservadas para pessoas com deficiências, bombeiros, viaturas policiais, motos, bicicletas e veículos de carga e descarga. O estádio tem oito elevadores e duas rampas de acesso. A entrada é controlada por 106 catracas eletrônicas. Três mil operários trabalharam na obra no momento de pico. A nova arena reúne 62.160 assentos – todos cobertos – e conta com 98 camarotes, além de lounges com instalações exclusivas. Cinquenta e quatro banheiros atendem o público em geral, 15 são destinados às áreas de hospitalidade e dez estão na área externa. O sistema de monitoramento conta com 364 câmeras, sendo 170 fixas. Dois telões de LED de 98m² acima dos gols transmitem informações ao público. O custo total da obra foi de R$ 666,3 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal.
  3. 3. O apito inicial para a Copa das Confederações foi dado no Estádio Nacional de Brasília, em 15 de junho, às 16h. A partida, a única do Distrito Federal no torneio, teve a presença da Seleção Brasileira. O adversário foi o Japão, campeão asiático. A partida significou um aperitivo para as sete partidas que a capital federal receberá em 2014, pela Copa do Mundo. A cobertura é uma das inovações tecnológicas do estádio. Funciona como sistema de “roda de bicicleta invertida” e é composta por uma estrutura tensionada com cabos e treliças metálicas revestida por uma membrana que cobre todos os cerca de 71 mil assentos da arena. Um dos destaques da obra é a preocupação com o meio ambiente. Os responsáveis pelo Estádio Nacional buscam o mais alto grau de certificação ambiental concedido pela ONG Green Building Council (CGB), o platinum. Para isso, as ações de sustentabilidade começam com a cobertura, que tem propriedades especiais. A estrutura conta com membrana autolimpante, de tecido revestido de PTFE (politetrafluoretileno) com TiO2 (dióxido de titânio). Isso significa que, quando entra em contato com o sol, ocorre a decomposição de óxidos de nitrogênio (NOx) contidos na atmosfera, provenientes de gases emitidos por veículos e outras fontes. Cada metro quadrado da cobertura retira da atmosfera, por hora, o equivalente aos gases poluentes produzidos por 88 veículos. Com pouco mais de 50 anos, Brasília nasceu da decisão política do presidente Juscelino Kubitschek e ganhou forma pelas mãos do arquiteto Oscar Niemeyer e do urbanista Lúcio Costa. As linhas modernistas da cidade estão registradas em vários pontos, como a Catedral, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.
  4. 4. Fortaleza entrou para a história da preparação do país para a Copa das Confederações: a Arena Castelão, na capital cearense, foi a primeira a ser entregue, em 16 de dezembro de 2012. A partida de estreia de Fortaleza na Copa das Confederações teve a participação da Seleção Brasileira, em 19 de junho, às16h, contra o México. O jogo, com vitória brasileira por 2 x 0, valeu pela segunda rodada do grupo A. O duelo seguinte, em 23 de junho, foi o confronto entre Espanha, campeã da Copa do Mundo da FIFA 2010, e Nigéria. Os dois países integravam o grupo B. O duelo terminou com vitória espanhola por 3 x 0. A capital cearense também sediou a segunda semifinal da Copa das Confederações, em 27 de junho, partida em que a Espanha conseguiu a vaga na decisão ao eliminar a Itália nos pênaltis. Com 63.903 mil assentos, a arena teve investimento de R$ 518,6 milhões, sendo 351,5 milhões de financiamento federal. O Castelão tem um detalhe arquitetônico que chama a atenção: uma “pele de vidro” revestindo parte da fachada. Além da função estética, a estrutura serve para refletir raios solares e amenizar o calor. A mistura de praias paradisíacas numa cidade grande, moderna e agitada faz de Fortaleza um dos principais destinos turísticos do país. Além de boa rede hoteleira, com aproximadamente 15 mil leitos, a movimentação noturna embalada pelo forró e os espetáculos humorísticos são marcas da cidade.
  5. 5. O Recife é a maior aglomeração urbana do Nordeste e a capital mais antiga do Brasil, fundada em 1561. Dos mangues geográficos dos cinco rios que recortam o cenário aos mangues das músicas de Chico Science, o Recife atual mantém-se na posição de vanguarda, com projetos como o Porto Digital, com cerca de cem empresas que fazem da cidade um dos principais polos de tecnologia da informação do país, e com sua produção cultural intensa e original, em que convivem o moderno e o tradicional. Com quase 1,5 milhão de habitantes, à beira-mar e fluvial, a capital se caracteriza por uma feliz combinação de praias, temperatura média de 25 graus, história e cultura que atraem milhões de turistas. O público pernambucano assistiu a três campeões mundiais em campo na Copa das Confederações. Na primeira partida, em 16 de junho, a Espanha, atual vencedora da Copa do Mudo da FIFA (2010), bateu o Uruguai, bicampeão (1930 e 1950), pela primeira rodada do grupo B. O segundo jogo foi em 19 de junho, entre Japão e Itália, tetracampeã do Mundial de futebol (1934, 1938, 1982 e 2006). A partida valeu pela segunda rodada do grupo A e terminou em 4 x 3 para a Azzurra. A última partida, pela rodada decisiva da fase inicial, trouxe a campo duas equipes do grupo B, Uruguai e Taiti, em 23 de junho. O estádio construído em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife, foi entregue em 14 de abril. Orçado em R$ 529,5 milhões, sendo R$ 397,1 milhões de financiamento federal, tem capacidade para 46 mil pessoas, com 4.700 vagas de estacionamento. A arena adota o conceito multiuso para que, depois da Copa, receba shows, convenções e outros eventos.
  6. 6. Cartão-postal do Brasil por excelência, o Rio de Janeiro é o maior destino turístico do país e sinônimo de beleza. Abençoado pela natureza, cercado de montanhas, o Rio é um ícone. O Corcovado, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, Copacabana e Ipanema estão no imaginário do mundo, assim como a bossa nova. Com 6,2 milhões de habitantes, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,842 e temperatura média de 23 graus Celsius, o Rio oferece 28 mil leitos em sua rede de hotéis e variadas atrações para os visitantes. Ex-capital federal, quer que os grandes eventos esportivos que ocorrerão até 2016 sejam o caminho para que seu brilho natural se torne ainda mais intenso. Em seu palco mítico, o Maracanã, o primeiro duelo oficial pelo torneio de campeões ocorreu em 16 de junho, entre México e Itália, com vitória italiana. O confronto valeu pela primeira rodada do Grupo A, o mesmo do Brasil. A partida seguinte foi em 20 de junho, entre Espanha, atual campeã mundial e vencedora da Eurocopa, e Taiti, que levantou a taça da Copa das Nações da Oceania. A final reuniu Brasil x Espanha, em 30 de junho. Da estrutura antiga do estádio ficou apenas a fachada, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Com área construída de 124 mil m² (antes eram 112 mil m²), as reformas tiveram como prioridade garantir conforto e segurança aos espectadores. O acesso aos cinco níveis da arena pode ser feito por meio de 17 elevadores, sendo oito panorâmicos, 12 escadas rolantes, que antes não havia no estádio, além de seis rampas. Nas arquibancadas, um colorido diferente. Os quatro tipos de assentos são em tons de amarelo, azul e branco. Também chamam a atenção os quatro telões, cada um com 98m², suspensos nos quatro cantos da cobertura. O sistema de som da arena reúne 78 alto-falantes dispostos em 26 conjuntos de três caixas, todos fixados na estrutura que dá suporte à cobertura. Outra novidade é a cobertura. O “teto” foi coberto por uma membrana autolimpante e translúcida, que possibilita condições de luz uniforme, inclusive nas áreas superiores das arquibancadas. O investimento total na reforma do Maracanã foi de R$ 808,4 milhões, sendo R$ 400 milhões de financiamento federal.

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