O mito no esporte       Cláudia Maria Arantes de Assis
Objetivo   Mostrar como a mídia potencializa a    criação de ídolo-herói no futebol e    quais as funções que eles têm na...
 Diante do esporte, se torna tarefa difícil permanecer imparcial ou indiferente. Afinal, somos uma comunidade que, princi...
 A história           do esporte surge com os antigos gregos, na busca de superação, almejando a perfeição física e menta...
 NaGrécia antiga a competição estava ligada principalmente a superação de si mesmo e não a derrota do adversário. Hojea ...
 Títuloscomo “Clássico de titãs”, essa expressão simbólica ganha projeção e fortalece o imaginário das pessoas, transform...
 A imagem   do melhor atleta sempre está relacionada à vitória. Além do mais, essa imagem se cria através da comercializa...
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Rei Pelé
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Valdivia „O Mago‟
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 Essevalor mítico dado aos jogadores é tão importante para a mídia enquanto forma de manutenção de audiência quanto para ...
Desmitificação do herói Poroutro lado, quando o „ídolo- herói‟ está associado a maus momentos, o mito começa a ser humani...
Edmundo „O animal‟
Ronaldo
Roberto Baggio
 Mas, mesmo com esses percalços, o futebol em si continua como forma de manutenção de estruturas sociais de dominação, co...
 Não  é possível negar a influência dos meios de comunicação sobre a economia e a administração esportiva, principalmente...
“O Marketing Esportivo tambémse caracteriza por ser uma mídiaalternativa. O esporte, por si só,tem um espaço publicitárior...
“O outro aspecto refere-se àespetacularização do esporte dealto rendimento via meios decomunicação de massaprincipalmente ...
 A mídia vem referendar o mito que se cria no imaginário coletivo, pois é a mídia que potencializa a latência pelo anseio...
Considerações Osatletas transformados em mitos são mais visibilizados que outros que ainda não atingiram o status de „her...
Mas quando isso não acontece, oatleta começa cair em descreditoperante seus torcedores.Assim, podemos perceber que amídia ...
Referências   BETTI, M. A janela de vidro: esporte, televisão e educação.    Campinas: Papirus, 1998   BRACHT, V. Socio...
   Delattre, E.J. (2001). Some reflections on success and    failure in competitive athletics. In: Morgan, W.J., Meier,  ...
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O mito no esporte

  1. 1. O mito no esporte Cláudia Maria Arantes de Assis
  2. 2. Objetivo Mostrar como a mídia potencializa a criação de ídolo-herói no futebol e quais as funções que eles têm na mídia.METODOLOGIA• Pesquisa bibliográfica e em jornais e revistas.
  3. 3.  Diante do esporte, se torna tarefa difícil permanecer imparcial ou indiferente. Afinal, somos uma comunidade que, principalmente em época de Copa do mundo, tenta “partilhar um nome, uma história e uma consciência mútua” (Gusfield in Burke, 1989, p.30)
  4. 4.  A história do esporte surge com os antigos gregos, na busca de superação, almejando a perfeição física e mental, tendo como base o porte atlético, criaram jogos e competições esportivas que até hoje são praticados ou servem de inspiração para as competições contemporâneas.
  5. 5.  NaGrécia antiga a competição estava ligada principalmente a superação de si mesmo e não a derrota do adversário. Hojea vitória versa sobre quebra de recordes, haja vista que a vitória leva o atleta ao reconhecimento social, ao ganho material e ao reconhecimento como ídolo.
  6. 6.  Títuloscomo “Clássico de titãs”, essa expressão simbólica ganha projeção e fortalece o imaginário das pessoas, transformando as batalhas mitológicas em arquétipo da realidade.
  7. 7.  A imagem do melhor atleta sempre está relacionada à vitória. Além do mais, essa imagem se cria através da comercialização de produtos ou campanhas de cunho publicitário ou social, que busca os „melhores‟ atletas para fazer a propaganda do produto.
  8. 8.  ParaBrohm (1993, 1995) a valorização exagerada dos resultados esportivos é uma construção ideológica que circula pela sociedade através do meios midiáticos. Christlieb (2004) e Delattre (2001) afirmam que o esporte não é mais um jogo, é uma função na qual o atleta vislumbra enriquecer, ficar famoso, impressionar as pessoas, etc. E como pano de fundo, temos a mídia que proporciona essa lógica.
  9. 9.  Em nossa sociedade, considerada como a sociedade do espetáculo, o atleta deve trazer uma carga social e histórica grandiosa. Nosso modelo esportivo deve ter alto nível de competitividade, sacrifício, valores, perseverança, trabalho duro, controle, empatia, trabalho em equipe, dentre diversas outras funções.
  10. 10.  “dispostoa morrer em campo. Não importa se está doendo o joelho ou o tornozelo, o que importa é o jogo” (Entrevista com Ronado „O fenômeno‟, O Globo, 12/07/98). Os mitos são criados para validar valores e costumes da sociedade. Servem para dar um suporte „sobrenatural‟ ao sistema de crenças.
  11. 11.  Esse feito é potencializado pela mídia, por causa de sua abrangência. Campbell (1995) diz que o mito é importante, pois é um exemplo a ser seguido pela população. (Ex.: Neymar)
  12. 12. Mito e futebol no Brasil No „ país do futebol‟ o mito no esporte é de extrema importância para os torcedores. Quanto mais o jogador mostrar seus dons em campo, mais consagrado como mito ele será
  13. 13.  Atletasde alto rendimento vêm transformando suas imagens em símbolos de perfeição. Atualmente os atletas são mostrados como modelos de comportamento e beleza física, sempre guiando ou guiados pela mídia. A torcidatambém os reconhece por apelidos muitas vezes „comercializados‟ pela mídia.
  14. 14. Rei Pelé
  15. 15. Ronaldo „O fenômeno‟
  16. 16. Valdivia „O Mago‟
  17. 17. Beckham „O príncipe‟
  18. 18. Adriano „O imperador‟
  19. 19.  Essevalor mítico dado aos jogadores é tão importante para a mídia enquanto forma de manutenção de audiência quanto para as empresas que tentam associar suas marcas ao desempenho do jogador.
  20. 20. Desmitificação do herói Poroutro lado, quando o „ídolo- herói‟ está associado a maus momentos, o mito começa a ser humanizado. Assim, o „herói‟ passa a ser um „simples mortal‟.
  21. 21. Edmundo „O animal‟
  22. 22. Ronaldo
  23. 23. Roberto Baggio
  24. 24.  Mas, mesmo com esses percalços, o futebol em si continua como forma de manutenção de estruturas sociais de dominação, como afirma Roberto Ramos (1984, p.22), quando diz que o futebol “é um belo exemplo de hegemonia cultural. A classe dominante o empurra goela abaixo do proletariado, como uma opção fechada”.
  25. 25.  Não é possível negar a influência dos meios de comunicação sobre a economia e a administração esportiva, principalmente em se tratando de marketing esportivo. Quanto mais popular o atleta, mais fácil fica viabilizar seu contrato de patrocínio ou venda.
  26. 26. “O Marketing Esportivo tambémse caracteriza por ser uma mídiaalternativa. O esporte, por si só,tem um espaço publicitárioreservado em qualquer veículode comunicação, pois as notíciasdo esporte ajudam a vender oveículo (jornal, revista, rádio eTV)” (Melo Neto,1995, p.27).
  27. 27. “O outro aspecto refere-se àespetacularização do esporte dealto rendimento via meios decomunicação de massaprincipalmente à TV. Este processoestá ligado à construção dosgrandes feitos dos heróisesportivos. (...) É na vitória do ídoloque a comunidade reconhece suaparticipação” (Brancht, 1997, pag.115) – Somos quase 200 milhões detreinadores.
  28. 28.  A mídia vem referendar o mito que se cria no imaginário coletivo, pois é a mídia que potencializa a latência pelo anseio dos mitos esportivos. “Podemos perceber isso pois, o esporte transformou-se num espetáculo modelado de forma a ser consumido por telespectadores que procuram um entretenimento excitante, e é parte cada vez maior da indústria do lazer, sendo fator decisivo para isso o papel da mídia, especialmente a televisão” (BETTI, 1998, p. 31).
  29. 29. Considerações Osatletas transformados em mitos são mais visibilizados que outros que ainda não atingiram o status de „herói‟. Assim, a responsabilidade frente ao público também muda, afinal, o „atleta- herói‟ sempre deve voltar „da batalha‟, no caso o jogo, com a vitória e de preferência com a taça em mãos.
  30. 30. Mas quando isso não acontece, oatleta começa cair em descreditoperante seus torcedores.Assim, podemos perceber que amídia não só ajuda a construircarreiras bem sucedidaspotencializando aquilo que o atletatem de melhor, como também ajudaa destruir mostrando fatos públicosou particulares desses atletas.
  31. 31. Referências BETTI, M. A janela de vidro: esporte, televisão e educação. Campinas: Papirus, 1998 BRACHT, V. Sociologia crítica do esporte: uma introdução. Vitória: UFES, 1997 BROHM, J.M. (1993). Las funciones ideológicas del deporte capitalista. In: Materiales de Sociologia del Deporte. Madrid: Las Ediciones de La Piqueta. BROHM, J.M. (1995). La violence suicidaire du sport de compétition: compétitions suicidaires et suicides compétitifs. In: Baillette, F. & Brohm, J.M. (Eds.), Critique de la modernité sportive (pp.). Paris: Les Éditions de la Passion. Christlieb, P.F. (2004). La sociedad mental. Barcelona: Anthropos. Comitê Olímpico Internacional (2001). Carta Olímpica. Lausanne: Comitê Olímpico Internacional.
  32. 32.  Delattre, E.J. (2001). Some reflections on success and failure in competitive athletics. In: Morgan, W.J., Meier, K.V. & Schneider, A.J. (Eds), Ethics in Sport. Champaign: Human Kinetics. GUSFIELD, Joseph, Introduction, in BURKE, Kenneth - On Symbols and Society – Chicago: University Press, 1989. MELO NETO, Francisco Paulo de. Marketing Esportivo. 3.ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1995. RAMOS, Roberto. Futebol: Ideologia do Poder. Petrópolis, RJ: Vozes Ltda, 1984.
  33. 33. Obrigada!!!

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