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Objetivos     Identificação, definição e aperfeiçoamento de              atividades de gerenciamento de risco.Motivação   ...
a) estabelecimento de Decreto instituindo o PDN;Objetivos              b) criação de um Comitê Deliberativo composto por  ...
Programa Estadual de Gestão de Desastres Naturais e de Redução deRiscos GeológicosGRUPO DE AÇÕES
Conceitos de Risco                           Medida de danos ou prejuízos                           potenciais  Política N...
Análise de Risco     R = f ( Evento, Vulnerabilidade, Consequências)Política                                  Dano, Perda,...
Análise de Risco
IPCC, 2012: Summary for Policymakers. In: Managing the Risks of Extreme Events and Disasters toAdvance Climate Change Adap...
Perigo: fenômeno, substância,atividade humana ou condiçãoperigosa que pode causar perdade vidas, ferimentos ou outrosimpac...
Ameaça: estimativa deocorrência e magnitude deum evento adverso,expressa em termos deprobabilidade estatísticade concretiz...
Fonte de risco: elementoque sozinho ou emcombinação tem opotencial intrínseco degerar riscoEvento: ocorrência oumudança de...
Diferença Perigo vs Risco
Diferença Perigo vs Risco             Elemento em Risco
VulnerabilidadeCaracterísticas ecircunstâncias de umacomunidade, sistema oubem que a fazemsuscetível ao efeitos deum perigo.
Vulnerabilidade• Condição intrínseca ao corpo ousistema receptor que, em interação coma magnitude do evento ou acidente,ca...
Vulnerabilidade• Controle: medidaque modifica o riscoNOTA 1 Controle incluiqualquer processo,política, equipamento,prática...
Diadema, 2004        Diadema, 2004Santa Branca, 2011                   Ubatuba
ExposiçãoPessoas, propriedades, sistemas ou outroselementos presentes em zonas perigosasque estão portanto sujeitas a dano...
Dano• Medida que define a intensidade ouseveridade da lesão resultante de umacidente ou evento adverso.• Perda humana, mat...
Gestão ou Gerenciamento de Risco                  Estabelecimento do contexto              Avaliação de risco             ...
Risco vs Desastre●    Risco             ●                          Desastre,                          acidente, evento,   ...
Hierarquia dos desastres
Critérios para reconhecimento de desastres   10ou mais pessoas               I – Desastre de pequeno   mortas;          ...
Desastres Nada Naturais “Se vocês me permitirem, eu diria que os desastres naturais foram extintos quase ao mesmo tempo q...
Desastres Nada Naturais            NÃO NATURAIS   NATURAISSOCIEDADE                                      CHUVAS
Os desastres no Estado de São PauloMortes   Desastres   Afetados   Mortes homicídios dolosos
Consequências dos desastresCONSEQUÊNCIAS POR TIPOS DE EVENTO – 379 registros –01/12/2010 – 30/09/2011R$ 46.293.950        ...
Desastres por tipos de processos            379 registros – 01/12/2010 – 30/09/2011                               Inundaçõ...
A questão da escala              “Entendida como processo, a análise              “Entendida como             a           ...
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A questão da escala                   “não fazemos mais estudos e                   “não fazemos mais estudos             ...
Escalas Resoluções e Níveis de           Gestão de Risco●● Política  Política        >30m 1:100.000 – 1:1.000.000         ...
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Como definir a unidade de paisagem?          Unidade administrativa
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A abordagem da paisagem                               Exprime o conceito geográfico de                               Expri...
A abordagem da paisagem          Define unidades espaciais (a priori)Substrato geológico                   Uso e cobertura...
Seleção de Atributos                   1.Amplitude                   2.Declividade Média                   3.Densidade de ...
Análise Atributos (modelos)
Exemplo
Relação entre áreas de risco em níveis  regional e local - escorregamento              Áreas de              risco escala ...
Relação entre áreas de risco em escalas      regional e local - inundação               Áreas de               risco escal...
Pontos fortes da abordagem da paisagem            em nível regional Unidade tem limites reconhecíveis no terreno;    Uni...
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Palestra apresentada no I Congresso Brasileiro sobre Desastres Naturais, Rio Claro, SP, em maio de 2012

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O Instituto Geológico na prevenção de desastres naturais: método de mapeamento de risco em escala regional

  1. 1. O Instituto Geológico na prevenção de desastres naturais: método de mapeamento de risco em escala regional Claudio José Ferreira Grupo de Pesquisa Congresso Brasileiro sobre Desastres Naturais - Rio Claro, SP - 14 -17 de maio de 2012
  2. 2. Roteiro Atuação do Instituto Geológico em risco e desastresAbordagem da paisagem em nível regional Conceitos de risco e A questão da desastres escala
  3. 3. Histórico Origem: Comissão Geográfica e GeológicaRelatório “Sobre os movimentos das águas observadas no valle do Tietê eTamanduatehy durante a enchente de janeiro de 1887”
  4. 4. Desastres e Acidentes Históricos Monte Serrat, Santos, 1928 Fotos: Poliantéia Santista, 1996, Ed. Caudex, S. Vicente/SP
  5. 5. Desastres e Acidentes Históricos Santos, 1956 Fonte: www.novomilenio.inf.br/santos
  6. 6. Desastres e Acidentes Históricos Caraguatatuba 1967 Fonte: Saulo Gil – Imprensa LivreFotos: Arquivo Agência Estado - AE
  7. 7. O Gerenciamento de Riscos - HISTÓRICO - Ações 1985 - Deslizamentos generalizados na região de Cubatão 1985 - Instalação de Comissão Especial para a Restauração da Serra do Mar1987 - Plano de Contingência para o Polo Industrial deCubatãoVerão de 1987-88 - Acidentes generalizados com mortesna região da Serra do Mar1988 - Relatório “Instabilidades da Serra do Mar -Situações de Risco”
  8. 8. O Gerenciamento de Riscos - HISTÓRICO - Ações Gestão Ambiental e Planejamento Territorial Evitar Conviver Ações de Defesa Civil
  9. 9. O Gerenciamento de Riscos - HISTÓRICO - Ações Gestão Ambiental e Plano Preventivo de Defesa Civil Planejamento Territorial Evitar e mitigar PPDC• Cartas geológico-geotécnicas 1989 - Guarujá 90/92 – Ubatuba 94/96 – São Sebastião • Desenvolvimento e Operação de Planos Preventivos e de Contingência de Defesa 95 - Cubatão Civil 98/05 – SIIGALMapas de risco – 2004 -2012 • identificação e caracterização de áreas de• Instrumentos de Políticas Públicas risco críticas PD municipais GERCO - ZEE Conviver e mitigar UCs CBH Ações de Defesa Civil
  10. 10. Os Planos Preventivos e de ContingênciaArranjo Institucional REDEC CEDEC COMDEC DAEE IG IPT CETESB C E A N PPDC T E Serra do Mar C Planos de Contingência Plano C SAISP Plano Escorregamentos Contingência E Contingência e Inundações R Polo Industrial S Vale Ribeira Áreas de Risco Cubatão M Comitê para Estudos das Ameaças Naturais e Tecnológicas do Estado de São Paulo
  11. 11. O papel do Instituto Geológico Política Estudos e Divulgação e Cursos e Pesquisas Material Treinamentos Educativo Planejamento Gerenciamento Operação e SGIG Desenvolvimento Planos Cartografia de Risco Apoio Técnico - CEDEC Estudo de Novos Mapeamento de Fenômenos Grupo de Pesquisa Áreas de Risco Perigosos - CNPq
  12. 12. Mapeamento de risco- 31 municípios mapeados – 2005 a 2009 + 9 -2012 Aparecida, Caçapava, Pindamonhangaba, Redenção da Serra, Roseira, Taubaté, Guaratinguetá, Tremembé e São José do Rio Preto
  13. 13. Planos Preventivos e de Contingência
  14. 14. OPERAÇÃO VERÃO 2009/2010 (58 ATENDIMENTOS) OPERAÇÃO VERÃO 2009/2010 (58 ATENDIMENTOS)Dezembro/2009 – 11 atendimentos (Santa Branca, São Luiz do Paraitinga,Mauá, Ubatuba, Bofete, Taboão da Serra, Ribeirão Pires, Vargem Grande doSul, Santo Antonio do Pinhal, São Sebastião e Guaratinguetá);Janeiro/2010 – 21 atendimentos (Franco da Rocha, Cunha (2),Guaratinguetá (2), Guararema, Cunha, São Luiz do Paraitinga (2), Bananal,Ribeirão Grande, Santa Branca, Santo André, Mairiporã, Ubatuba, RibeirãoPires, Carapicuíba, Suzano, São Sebastião, Atibaia e São Bernardo doCampo);Fevereiro/2010 – 09 atendimentos (Cajati, Miracatu, Pedro de Toledo,Guapiara, Apiaí, Mogi das Cruzes, Ilhabela, Aparecida e Praia Grande); Março/2010 – 10 atendimentos (Avaré, Poá, Águas de Lindóia, Areias, SãoJosé do Barreiro, São Bernardo do Campo, Mauá, Atibaia, Guaratinguetá eSão Sebastião);Abril/2010 – 07 atendimentos (Santa Branca, Praia Grande, Cubatão, SãoVicente, Mirassol, Ribeirão Pires e Ubatuba). 20 atendimentos extra-plano 20 atendimentos extra-plano 207 áreas vistoriadas 207 áreas vistoriadas
  15. 15. OPERAÇÃO VERÃO 2010 - 2011 29 Atendimentos 23 Municípios 76 Áreas vistoriadasDados das áreas vistoriadas pelo IG
  16. 16. Principais AçõesPrevenção de Desastres Atendimentos Emergenciais
  17. 17. Principais Ações Participação em Operações EspeciaisPrevenção de Desastres Santa Catarina 2009
  18. 18. Principais Ações Participação em Operações Especiais Prevenção de DesastresAlagoas 2010
  19. 19. Articulação institucional e tomada de decisão Programa Estadual de Gestão de Desastres Naturais e de Redução de Riscos Geológicos - FEV. e MAR. 2010 – demanda Governador para Casa Militar e Instituto Geológico - informações sobre: número, gravidade e localização de áreas de risco no Estado de São Paulo; como mapear todas os municípios. - MAR. 2010 – CEDEC consulta COMDECs para apuração preliminar das áreas de risco: 3.690 áreas. - percepção de risco. - JUN. 2010 – Instituto Geológico apresenta a SMA e CMil PropostaHistórico Preliminar do Programa Estadual de Prevenção de DesastresCriação da Naturais e de Redução de Riscos Geológicos.Proposta - JUL. a Dez. 2010 - contatos com dirigentes e técnicos de outras instituições e secretarias de estado. - DEZ. 2010 - informação técnica “A Política Estadual de Mudanças Climáticas e Comunicação Estadual sobre Vulnerabilidade a Desastres Naturais e Plano Estratégico para Ações Emergenciais e Mapeamento de Áreas de Risco (PEMC) e RQA 2010. - JAN. e FEV. 2011 - duas reuniões estratégicas com representantes de todas as instituições envolvidas na proposta CEDEC (Cmil); IG, CPLA, e CETESB (SMA); SHab.; IPT (SDECT); DAEE e SABESP (SSRH). Assuntos: Conteúdo da Proposta; Estratégias de encaminhamento; Minuta de Decreto do PDN; - MAI. e JUN. 2011 – planos e contato CEPAM para ações de capacitação municipal;
  20. 20. Objetivos vislumbrar ações complementares e inovadoras necessárias para ampliar a capacidade do Estado na Prevenção de Desastres.Motivação tratar a prevenção de desastres naturais e redução de riscos geológicos no estado de São Paulo de formaAções ampla e articulada, visando reduzir as vulnerabilidades, minimizar as perdas e ampliar a capacidade de enfrentamento das situações de emergência e os riscos existentesEstratégias
  21. 21. - combater o aumento de perdas e danos associados a fenômenos naturais no Estado de São Paulo;Objetivos - garantir a eficácia dos planos preventivos e de contingência já existentes, e ampliar a capacidade de atuação do Estado em situações de emergência; - equilibrar a capacidade de enfrentamento do Estado de SP diante do número crescente de acidentes e desastres, e face à tendência de intensificação deMotivação eventos climáticos adversos; - articular ações da Defesa Civil com a PEMC e com outras ações e programas de diferentes secretarias de governo; - executar ações complementares ao gerenciamento de desastres e aoAções monitoramento de áreas de risco, incorporando ações de planejamento do território e de erradicação das situações de risco já existentes; - apresentar uma resposta articulada do Governo do Estado de São Paulo às expectativas da população e à cobrança da comunidade técnica, do setorEstratégias judiciário e dos meios de comunicação; - mostrar liderança, consonância e equilíbrio com ações similares em outros estados da federação.
  22. 22. Objetivos Identificação, definição e aperfeiçoamento de atividades de gerenciamento de risco.Motivação Incorporação de atividades que permitam evitar o aparecimento de novas áreas e eliminar, ou minimizar os riscos, na áreas identificadas.Ações incorporação de componentes que melhorem a percepção das comunidades afetadas, aEstratégias comunicação com a sociedade e a melhoria constante da base técnica e dos recursos tecnológicos aplicados no combate aos desastres
  23. 23. a) estabelecimento de Decreto instituindo o PDN;Objetivos b) criação de um Comitê Deliberativo composto por secretários de governo de pastas pertinentes ao assunto; c) constituição de um Grupo de Articulação de AçõesMotivação Executivas (GAAE), com instituições de atuação direta, para formulação de Plano de Trabalho e para o acompanhamento das ações contempladas no PDN; d) dimensionamento e viabilização de recursos humanos eAções financeiros, arranjos interinstitucionais e programas complementares; e) coordenação do GAAE a cargo da CEDEC comEstratégias Secretaria Executiva do IG, em consonância com a PEMC. Comitê Deliberativo CEANTEC Grupo de CEH Articulação de Ações Executivas CEMC
  24. 24. Programa Estadual de Gestão de Desastres Naturais e de Redução deRiscos GeológicosGRUPO DE AÇÕES
  25. 25. Conceitos de Risco Medida de danos ou prejuízos potenciais Política Nacional de Relação existente entre uma Defesa Civil - 1995 ameaça com o grau de vulnerabilidade do sistema receptor a seus efeitosEstratégia Internacional para Redução de Combinação da probabilidade de ocorrência de um evento e suasDesastres – ONU - 2009 consequências negativas ISO 31000Gerenciamento de Risco - Efeito da incerteza sobre objetivos 2009
  26. 26. Análise de Risco R = f ( Evento, Vulnerabilidade, Consequências)Política Dano, Perda, Ameaça VulnerabilidadeNacional PrejuízoISDR- Perigo Vulnerabilidade ExposiçãoONUISO - Fontes Controle Consequência31000 R = P * V *D
  27. 27. Análise de Risco
  28. 28. IPCC, 2012: Summary for Policymakers. In: Managing the Risks of Extreme Events and Disasters toAdvance Climate Change Adaptation [Field, C.B., V. Barros, T.F. Stocker, D. Qin, D.J. Dokken, K.L. Ebi,M.D. Mastrandrea,K.J. Mach, G.-K. Plattner, S.K. Allen, M. Tignor, and P.M. Midgley (eds.)]. A SpecialReport of Working Groups I and II of the Intergovernmental Panel on Climate Change. CambridgeUniversity Press, Cambridge, UK, andNew York, NY, USA, pp. 1-19.
  29. 29. Perigo: fenômeno, substância,atividade humana ou condiçãoperigosa que pode causar perdade vidas, ferimentos ou outrosimpactos na saúde, danos apropriedades, perda de meios desubsistência e serviços,interrupção social e econômicaou danos ambientais
  30. 30. Ameaça: estimativa deocorrência e magnitude deum evento adverso,expressa em termos deprobabilidade estatísticade concretização doevento e da provávelmagnitude de suamanifestação
  31. 31. Fonte de risco: elementoque sozinho ou emcombinação tem opotencial intrínseco degerar riscoEvento: ocorrência oumudança de um conjuntoparticular decircunstâncias
  32. 32. Diferença Perigo vs Risco
  33. 33. Diferença Perigo vs Risco Elemento em Risco
  34. 34. VulnerabilidadeCaracterísticas ecircunstâncias de umacomunidade, sistema oubem que a fazemsuscetível ao efeitos deum perigo.
  35. 35. Vulnerabilidade• Condição intrínseca ao corpo ousistema receptor que, em interação coma magnitude do evento ou acidente,caracteriza os efeitos adversos,medidos em termos de intensidade dosdanos prováveis.• Relação existente entre a magnitudeda ameaça, caso ela se concretize, e aintensidade do dano consequente.
  36. 36. Vulnerabilidade• Controle: medidaque modifica o riscoNOTA 1 Controle incluiqualquer processo,política, equipamento,prática ou outra açãoque modifica o risco
  37. 37. Diadema, 2004 Diadema, 2004Santa Branca, 2011 Ubatuba
  38. 38. ExposiçãoPessoas, propriedades, sistemas ou outroselementos presentes em zonas perigosasque estão portanto sujeitas a danospotenciaisMedidas da exposição podem incluir onúmero de pessoas ou tipos de valorespresentes em uma área. Essa quantidadepode ser combinada com a vulnerabilidadedo elemento exposto a qualquer perigo emparticular para estimar o risco.
  39. 39. Dano• Medida que define a intensidade ouseveridade da lesão resultante de umacidente ou evento adverso.• Perda humana, material ou ambiental,física ou funcional, que pode resultar, casoseja perdido o controle sobre o risco.• Intensidade das perdas humanas,materiais ou ambientais, induzidas àspessoas, comunidades, instituições,instalações e/ou ecossistemas, comoconsequência de um desastre.
  40. 40. Gestão ou Gerenciamento de Risco Estabelecimento do contexto Avaliação de risco Identificação do riscoComunicação Monitoramento e consulta Análise de risco e revisão Apreciação do risco Tratamento do risco
  41. 41. Risco vs Desastre● Risco ● Desastre, acidente, evento, fenômeno● Probabilidade ● O que já ocorreu● Predição ● Acontecido● Previsão● Prognose● Estimativa
  42. 42. Hierarquia dos desastres
  43. 43. Critérios para reconhecimento de desastres 10ou mais pessoas I – Desastre de pequeno mortas; porte ou acidente: < 5% do 100 PIB; ou mais pessoas afetadas; II – Desastre de médio porte: 5 -10% do PIB; Estado de emergência ou calamidade pública; III – Desastre de grande Chamado porte: 10 – 30% do PIB; para assistência internacional. IV – Desastre de muito grande Porte: > 30%. http://www.unisdr.org/disaster -statistics/introduction.htm Fonte: CODAR
  44. 44. Desastres Nada Naturais “Se vocês me permitirem, eu diria que os desastres naturais foram extintos quase ao mesmo tempo que os dinossauros” Joaquin Toro http://blogs.worldbank.org/latinamerica/comment/reply/529, junho 2011 Os desastres aparentam ser cíclicos, mas há um continuum de desigualdade social, de obsolescência planejada, de indiferença e indisposição política, de recusa à renúncia de privilégios e de desencorajamento para a mudança social que os tornam não apenas permanentes, mas recrudescidos. Norma Valencio, dezembro de 2010 Thereis no such thing as a natural disaster, only natural hazards. Disasters often follow natural hazards. ISDR - ONU
  45. 45. Desastres Nada Naturais NÃO NATURAIS NATURAISSOCIEDADE CHUVAS
  46. 46. Os desastres no Estado de São PauloMortes Desastres Afetados Mortes homicídios dolosos
  47. 47. Consequências dos desastresCONSEQUÊNCIAS POR TIPOS DE EVENTO – 379 registros –01/12/2010 – 30/09/2011R$ 46.293.950 R$ 61.662.350 R$ 9.080.000 R$ 4.640.000 R$ 1.648.400 27227 34348 2947 3824 350 48 29 9 10Inundações Escorregamentos Temporais Outros Totais Mortes Afetados Prejuízos
  48. 48. Desastres por tipos de processos 379 registros – 01/12/2010 – 30/09/2011 Inundações 35,1% Alagamentos 23,0% Escorregamentos 19,3% Subsidências 2,1% Erosões lineares 0,8% Erosão fluvial 0,8% Temporais 17,2% Ressacas 1,6% Incêndios Florestais 0,3%
  49. 49. A questão da escala “Entendida como processo, a análise “Entendida como a da escala demanda metodologias que da escala demandaESCALAESCALA enfatizem relações e transformações enfatizem relações e transformações multiescalares, e não apenas uma só multiescalares, e não apenas uma só escala. Reconhece-se o escala. Reconhece-se escalonamento de processos sociais; escalonamento as escalas geográficas não são dadas, as geográficas não são dadas, nem fixas e exibem profunda nem fixas e exibem profunda imbricação mútua.” Fonte: imbricação mútua.” Fonte: Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal Amazônia LegalMapa é o resultado de uma consulta (ou conjunto deMapa é o resultado (ou conjunto deconsultas) dentre centenas de possibilidades em umconsultas) dentre centenas de possibilidades umsistema de informação geográficasistema informação geográfica
  50. 50. Exemplos Uso rural versus dinâmica urbana para o mapeamento de risco TIPOLOGIA SETORIZAÇÃOResidencial-comercial- Densidade Estágio OrdenamentoserviçosGrandes -EquipamentosEspaços Verdes -UrbanosÁreas desocupadas -Loteamentos -
  51. 51. Exemplos Escorregamentos planares versus corridas de massa
  52. 52. A questão da escala “não fazemos mais estudos e “não fazemos mais estudos projetos sobre estáticos mapas em projetos sobre estáticos em papel... A manipulação das papel... A manipulação das informações espaciais e os informações espaciais e os produtos finais operacionais já são produtos finais operacionais já são e serão inexoravelmente digitais. … e serão inexoravelmente digitais. … o que nos permite variar livremente o que nos permite variar livremente ESCALA ESCALA sua escala com o zoom...” Dias sua escala com o zoom...” Dias R.W. MundoGEO 66, 2012. R.W.O mapa é matricial, não vetorial! O conceito deO mapa é matricial, não vetorial! conceito de“resolução” é mais útil que o de escala!“resolução” é mais útil que o de escala!
  53. 53. Escalas Resoluções e Níveis de Gestão de Risco●● Política Política >30m 1:100.000 – 1:1.000.000 >30m 1:100.000 – 1:1.000.000● Planejamento 5-30m 1:100.000 – 1:10.000● Planejamento 5-30m 1:100.000 – 1:10.000●● Gerenciamento Gerenciamento 1-5m 1-5m 1:10.000 – 1:1000 1:10.000 – 1:1000● Intervenção <1m● Intervenção <1m 1:1.000 1:1.000 – 1:100 – 1:100
  54. 54. Tipos de abordagem
  55. 55. Como definir a unidade de paisagem? Unidade administrativa
  56. 56. Como definir a unidade de paisagem? Intersecção de plano de informação do substrato geológico-geomorfológico (UBC) com o plano de informação do uso e cobertura da terra (UHCT). UBC UHCT UTB
  57. 57. A abordagem da paisagem Exprime o conceito geográfico de Exprime conceito de zonalidade através de atributos zonalidade através de atributos UNIDADE UNIDADE ambientais que permitem ambientaisTERRITORIALTERRITORIAL diferenciá-la de outras unidades diferenciá-la de outras unidadesBÁSICA (UTB)BÁSICA (UTB) vizinhas, ao mesmo tempo em que vizinhas, ao mesmo tempo em possui vínculos dinâmicos que a possui vínculos dinâmicos que a articulam a uma complexa rede articulam a uma rede integrada por outras unidades integrada por territoriais. territoriais. Diretrizes Metodológicas para o Zoneamento Ecológico-Econômico do Brasil – 2006 Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal
  58. 58. A abordagem da paisagem Define unidades espaciais (a priori)Substrato geológico Uso e cobertura Unidade Territorial Básica (UTB) Análise de atributos (modelo) Mapa Temático
  59. 59. Seleção de Atributos 1.Amplitude 2.Declividade Média 3.Densidade de DrenagemPerigo 4.Densidade de Lineamentos 5.Excedente Hídrico 6.Uso e Cobertura da Terra 1.Densidade de Ocupação 2.Estágio de Ocupação 3.Ordenamento Urbano 4.Índice Abastecimento de ÁguaVulnerabilidade 5.Índice Coleta de Esgoto 6.Índice Coleta de Lixo 7.Índice Instrução 8.Índice RendaExposição 1.Densidade de População
  60. 60. Análise Atributos (modelos)
  61. 61. Exemplo
  62. 62. Relação entre áreas de risco em níveis regional e local - escorregamento Áreas de risco escala 1:50.000 Áreas/setores de risco escala 1:3.000
  63. 63. Relação entre áreas de risco em escalas regional e local - inundação Áreas de risco escala 1:50.000 Setores de risco escala 1:3.000
  64. 64. Pontos fortes da abordagem da paisagem em nível regional Unidade tem limites reconhecíveis no terreno; Unidade tem limites reconhecíveis no terreno; Uniformiza espacialmente atributos de diferentes Uniformiza espacialmente atributos de diferentes natureza, escalas e resoluções; natureza, escalas e resoluções; Própria para análises multidisciplinares; Própria para análises multidisciplinares; Facilita o processamento de dados: um plano de Facilita o processamento de dados: um plano de informação e uma tabela informação e uma tabela Define número de áreas de risco na região de estudo Define número de áreas de risco na região de estudo Define prioridades para mapeamento de detalhe Define prioridades para mapeamento de detalhe Aplicação em instrumentos de planejamento territorial, Aplicação em instrumentos de planejamento territorial, tais como: zoneamento ecológico-econômico, planos de tais como: zoneamento ecológico-econômico, planos de bacias hidrográficas e planos diretores municipais bacias hidrográficas e planos diretores municipais Escala com maior disponibilidade de dados, Escala com maior disponibilidade de dados, geomorfométricos, censitários e temáticos. geomorfométricos, censitários e temáticos.
  65. 65. Conclusões, à moda do Prof. João Lima Sant´Anna Neto Desastres não são naturais; Desastres não são naturais; Mapeamento de risco, raramente é de risco; Mapeamento de risco, raramente é de risco; Mapeamento de risco não é panacéia (“o fetiche do Mapeamento de risco não é panacéia (“o fetiche do mapeamento de risco”); mapeamento de risco”); A escala é um paradigma envelhecido; A escala é um paradigma envelhecido; As escalas resoluções geográficas não são dadas, nem As escalas resoluções geográficas não são dadas, nem fixas e exibem profunda imbricação mútua; fixas e exibem profunda imbricação mútua; Demanda-se metodologias que enfatizem relações e Demanda-se metodologias que enfatizem relações e transformações multiescalares, e não apenas uma só transformações multiescalares, e não apenas uma só escala. escala.
  66. 66. Muito Obrigado! Claudio José Ferreira ● cferreira@igeologico.sp.gov.br Grupo de PesquisaCongresso Brasileiro sobre Desastres Naturais - Rio Claro, SP - 14 -17 de maio de 2012

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