ORIGEM ANCESTRAL DUQUE ESTRADA

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ORIGEM ANCESTRAL DUQUE ESTRADA

  1. 1. ORIGEM ANCESTRAL DA FAMÍLIA DUQUE ESTRADANenhum homem pode jamais ganhar o cálice a menos que seja conhecido no céu e que sejachamado pelo nome até o cálice.Wolfram von EschenbachOs genealogistas afirmam que a família Duque Estrada descende de um Grimoaldo, sobrinho deCarlos Martel, que, por desavenças com este, procurou refúgio na Espanha depois vindo para oBrasil. Contudo, estes genealogistas estão equivocados. Ainda que os Duque Estrada sejamdescendentes do mordomo mor dos palácios merovíngios, Pepin, o Gordo, de Herstal, porintermédio de Grimoaldo II, os motivos do equívoco estão expostos em seguida.Durante os últimos anos dedicados em tempo integral à busca pelo Santo Graal, descobri porintermédio de autores que se dedicam a este assunto, que o Santo Graal, segundo interpretaçãodestes, seria, como cálice ou vaso, nada mais que uma metáfora para o útero de Maria Madalena.A suposição inequívoca destes autores é a de que Jesus Cristo teria se casado com Madalena e,como resultado, teria engendrado uma linhagem de sangue, a qual, por ser descendente do Graalcomo metáfora para o vaso, cálice ou útero de Madalena, teria, desde então, vindo a ser conhecidacomo LINHAGEM DO SANTO GRAAL.Durante estas pesquisas, dentre outras coisas, e por motivos que não cabem aqui serem explicados,necessitei fazer uma investigação minuciosa sobre a família Bush. Para isto, me vali, dentre outroslivros, de um que versava sobre a biografia de George Herbert Walker Bush. Neste livro, intituladoGeorge Bush: The Unauthorized Biography, os autores, Webster Griffin Tarpley e AnthonChaikin, afirmam que George Herbert Walker Bush costumava comentar ser descendente deHenrique III Plantageneta. Neste contexto, o autores também afirmavam que Bush, por serdescendente daquele rei da Inglaterra, seria também primo, ainda que distante, de Sua Majestade, arainha Elizabeth Alexandra Mary de Windsor, mais conhecida como rainha Elizabeth II.Ora, Plantageneta é o nome da segunda dinastia da Inglaterra, logo depois da dinastia Anglo-normanda fundada por Guilherme, o Conquistador, depois de derrotar o rei inglês Harold nafamosa batalha de Hastings em 1066. Daí por diante, este e seus descendentes se tornaram reis daInglaterra. Eventualmente, uma descendente do rei Guilherme, sua neta Matilda, casaria-se comGeoffroi, conde de Anjou, da mais famosa e poderosa casa européia, a francesa Casa de Anjou −tida em alta conta por Wolfram von Eschenbach em seu romance Parsifal depois musicado porRichard Wagner −, que, por sua vez, era descendente do famoso Carlos Magno, rei da França eImperador do Sacro Império Romano-germânico.Foi durante esta investigação, sobre um possível parentesco entre os Bush e Sua Majestade, que,no ano de 2001, vim a tomar conhecimento de um outro livro que − por versar sobre assunto tãointrigante − tornou-se Best Seller, intitulado The Holy Blood and The Holy Grail, traduzido noBrasil pela Nova Fronteira com o título O Santo Graal e a Linhagem Sagrada. Neste livro osautores dão uma importância muito grande tanto a dinastia Plantageneta quanto a Casa de Anjou,
  2. 2. sugerindo, para falar o mínimo, serem tanto esta Casa quanto aquela dinastia, descendentes deJesus e Madalena.Posteriormente, tomei conhecimento de outro livro Intitulado Bloodline of The Holy Grail (ALinhagem do Santo Graal) − primeiramente publicado na Grã-Bretanha e em outros países e,depois no Brasil, pela Madras Editora −, que também tornara-se Best Seller − novamente pelomesmo instigante tema abordado no livro. Neste, o autor vai tão longe quanto apresentar umagenealogia onde Meroveus, historicamente o fundador da primeira dinastia francesa, a dinastiamerovíngia, era apresentado como descendente de Jesus e Santa Maria Madalena. Mais ainda, oautor deste livro, que fora prefaciado pelo HRH* príncipe Michael de Albany, mencionaexplicitamente que esta linhagem, a linhagem messiânica de Jesus e Maria Madalena, é umalinhagem soberana que existe até hoje no mundo.Ora, neste contexto, tanto o presidente Bush como Sua Majestade, a Rainha, sendo descendentestanto da dinastia Plantageneta, como também, por linha direta ascendente, da Casa de Anjou, dadinastia carolíngia, e através desta, descendente de Carlos Magno, são também descendentes dacasa a qual Carlos Magno pertencia, a Casa de Pepim. Por sua vez, a Casa de Pepim, assumira arealeza francesa por uma usurpação do trono merovíngio, afirmam os historiadores. Contudo, aancestralidade da casa de Pepim, ainda que esta casa fosse a dos prefeitos ou mordomos mor(Mayors) do palácio merovíngio antes da usurpação, era − embora os acadêmicos não mencionem,até mesmo por desconhecimento − também descendente dos reis merovíngios como LaurenceGardner − autor do livro em questão − apresenta nas genealogias do seu livro. Conferindo asgenealogias de Gardner com as acadêmicas e históricas e confirmando-as, me levou a concluir quetanto os Bush como Sua Majestade teriam de ser descendentes de Jesus e Madalena, o que eu vima confirmar e que está demonstrado no meu livro O Mito Jesus – A Linhagem.Por que mencionei os fatos acima? O que tem os Bush, Sua Majestade e estas casas européias tãofamosas a ver com a família Duque Estrada?Ora, as minhas pesquisas apontavam inequivocamente a um padrão repetitivo de coincidênciasgenealógicas e, diante da possibilidade de que estas personalidades pudessem ser descendentes deJesus e Madalena, como eu provei que são, achei por bem estender minhas pesquisas a outraspersonalidades como a princesa Diana, duques, condes, príncipes, presidentes, banqueirosinternacionais, etc. A minha dúvida era: seriam todos de uma mesma família descendente de Jesuse Madalena? Seriam estas famílias todas da LINHAGEM DO SANTO GRAAL? Minhaspesquisas confirmaram academicamente minhas suspeitas. Entretanto, durante estas pesquisasestendidas, não foi senão por um golpe de sorte que, investigando a genealogia de um tal duque naInternet, para minha total surpresa e espanto, ao digitar “duque fulano de tal” no Google, pulou natela do monitor a origem genealógica da família Duque Estrada. O texto na tela afirmava, como jámencionei, ser a família Duque Estrada descendente de um tal de Grimaldo:Segundo alguns autores, o Duque de Estrada procede de Grimaldo, Duque de Brabante eEstralen, o qual, sendo perseguido na França por Carlos Martel, seu tio, no sétimo século,foi para a Espanha onde lutou contra os mouros. Seus descendentes conservaram o título deDuque de Estralen, que se transformou em Duque de Estrada.
  3. 3. A se confirmar esta informação, não só a família Duque Estrada, como também todos os seusdescendentes com outros sobrenomes familiares, seriam descendentes da Casa de Pepin que,dentre seus descendentes encontra-se Carlos Martel, um dos homens mais heróicos da França. Istosignificaria dizer que a família Duque Estrada também seria uma das famílias descendentes deJesus Cristo e Maria Madalena, ou seja, descendente do Santo Graal. Seria possível?Procurando confirmar a informação acima, não encontrei, por mais que procurasse, em lugaralgum, um ducado com o nome de Estralem. Também, ainda que a família da Casa de Pepinpossua várias pessoas com o nome Grimoaldo, não encontrei nenhum Grimoaldo sobrinho deCarlos Martel. Continuando com a pesquisa, pude novamente encontrar menção aos duques deBrabante e Estralem no livro Maricá Meu Amor, de Paulo Batista Machado, no qual consta oseguinte texto:A história de família de presença marcante não só em Maricá, como em todo o Rio deJaneiro, está intimamente ligada a Alexandre Álvares Duarte e Azevedo. Os seus filhossolidificaram os vários ramos de uma mesma árvore, descendentes do grande navegadorFernão de Magalhães e da não menos importante família espanhola Duque Estrada, oriundados Duques de Brabante e Estralen.Em face da falta de informações sobre um tal ducado de Estralem, julguei natural que PauloBatista Machado tenha bebido esta informação em algum livro armorial. Dirigi-me então ao livroArmorial Lusitano do membro da Academia Portuguesa de História, Antônio Machado de Faria,editado em Lisboa, Portugal, pela Editorial Enciclopédia Lda, em 1961. Lá encontrei a mesma einsuficiente informação que se encontra abaixo apresentada:
  4. 4. Não satisfeito, me voltei para outro livro intitulado As Origens dos Apelidos das FamíliasPortuguesas, de Manuel de Sousa que informa o que segue na cópia abaixo:
  5. 5. Em vista da dificuldade de informações precisas, passei a procurar a genealogia do ImortalJoaquim Osório Duque Estrada − imortal não só pela autoria da letra do Hino Nacional Brasileiro,como também, e principalmente, pelo fato de ter ocupado a cadeira número 17 da AcademiaBrasileira de Letras. Eu supus que este Imortal, por ser uma personalidade famosa, talvez, pelomenos, sua genealogia pudesse ser encontrada com mais facilidade. Não deu outra, eu a encontrei,contudo, ainda não conseguira estabelecer uma ligação segura e confiável com a Casa de Pepin.Pela genealogia de Joaquim Osório encontrada por mim, ele era filho de Luís de Azeredo CoutinhoDuque Estrada e neto de Domingos de Azeredo Coutinho Duque Estrada. Em vista dos impasses,deixei esta pesquisa genealógica em banho-maria até que certa feita, qual foi a minha surpresa,quando, encontrei um livro da família Duque Estrada que fora distribuído pela família em virtudedas comemorações do quarto centenário da cidade do Rio de Janeiro. Este livro fora impresso edistribuído para a família por uma pessoa que, na introdução do mesmo, identificava-se como L. C.M. Não me fora difícil identificar esse tal de L. C. M. como Luís Carneiro de Mendonça, marido deZulma nascida Duque Estrada, irmã de Odette Duque Estrada e Álvaro Duque Estrada.O dito Luis Carneiro de Mendonça escrevera na introdução daquele livro que o mesmo havia sidoconcluído pela matriarca da família, Carolina Duque Estrada, a “Tia Carola” − como ele achamava − no ano de 1900, e que havia sido iniciado e legado pelo primeiro Domingos dagenealogia, o avô do autor da letra do Hino Nacional Brasileiro.Constam naquele Livro de Família várias genealogias, dentre elas, uma dos reis de França e outra dosDuques de Brabante, ambas, desde a destruição de Tróia. Estas duas genealogias são importantes porserem ambas descendentes do rei Príamo de Tróia; a dos reis de França apresenta a linhagem ancestralmaterna do rei franco, Faramund, cuja linhagem ancestral paterna é descendente de Jesus e Madalena,ambas, linhagens ancestrais do fundador da dinastia merovíngia, Meroveus; a dos duques de Brabanteé a linhagem ancestral dos Mayors (Prefeitos ou Mordomos-mor) dos palácios merovíngios, ou seja,da Casa de Pepin, que usurpara o trono dos merovíngios redundando na dinastia carolíngia (CarlosMartel e Carlos Magno) que seria seguida pela dinastia capetíngia de Hugo Capeto e depois pelasValois e Bourbon. A genealogia dos duques de Brabante, lá apresentada e intitulada Genealogia dosDuques de Bravancia ou Brabante, que traz o Padre Frei João de Penedo, religioso franciscano,prosseguida dos reis troianos até El- Rei Felippe de Castella em Monarchia Ecclesiastica, Parte 3a,Livro 17, Capítulo 31, Parágrafo 1o, Folha 53, que fora copiada de forma resumida da monumentalobra, Monarchia Ecclesiastica, encontra-se no Apêndice V, cuja conclusão afirma:
  6. 6. Conclui o autor esta genealogia com estas palavras acreditadas como a dos autores queseguiu: Com a elevação da família dos Carolíngios, que é a dos Pepinos, ao trono da França,não se acabou no sangue a dos reis antecedentes, que gozavam a coroa deste grande Estado,porque o rei Clodoveu [Clóvis I] que foi o primeiro que se fez cristão e de Santa Clotildesua mulher, foi filho o rei Clotário ou Lothário I; esse casou sua filha Bathildis [Blitildis]com o duque Anberto [Ansbert ou Ansbertus] de quem foi filho S. Arnaldo [Amoaldo],duque e mordomo mor dos mesmos reis de França, casado com Santa Ita [Ida] que foram ospais de StoArnalpho [Arnulpho] que depois de ser também mordomo mor e casado comDoda [Dobo da Saxônia] foi bispo de Metz em Lorena [Lorraine] e sua mulher se recolheu aum mosteiro. Destes foi filho Ansegiro ou Angegiro [Anseguis], conde Palatino, que casoucom StaBega, duquesa de Bravancia [Brabante], de quem foi também filho o grande Pepino,o Grosso, por sobrenome Erstale, que foi pai de Dragon [Drogon] e Grimoaldo, legítimosfilhos de sua mulher Plectruda [Plectrudes] e de Carlos Martel, filho de sua mancebaAlpeida [Alpaida ou Alpais] de quem foi filho Pepino, o Menor, que foi rei de França pordisposição do rei Childerico ao acabar de reinar e não ter filhos que herdassem o reino; edeste Pepino, o Menor, foi filho o imperador Carlos Magno. Toda esta notícia se podeverificar nos livros e histórias já citadas ou apontadas nesta mesma obra ou neste mesmoescrito, e quem mais longamente quiser conhecer que a família Duque Estradadescende dos nomeados nestas genealogias e que tem o seu solar nas Astúrias, leia D.José Flôres de Olares, Livro 1o, Folha 30, Parágrafo 3o. (Os negritos são meus)Por outro lado, a genealogia dos reis de França, intitulada Genealogia dos Reis de França desde adestruição de Troya até Faramundo 1o, Rei dos Sicambros e Francos, reino de França que traz oPadre Frei João de Penedo na sua Monarchia Ecclesiástica, Parte 2, Cap. 25, Liv. 14, Parg. 1o,Fl. 194 e continua a mesma genealogia da Casa D’ Áustria donde vêm os Imperadores que hámuitos séculos gosam o Império de Allemanha e segue a genealogia até Filippe 2o, 1oRey deCastella descendente destas mesmas casas, o que se vê com toda a clareza na 4aParte, Tomo 4o,Livro 27, Cap. 1o, Parg. 1o, Fls. 194 é a que se encontra descrita abaixo e que confere no todo coma genealogia fornecida por Gardner em seu livro A Linhagem do Santo Graal que também éapresentada a seguir:Principia o autor esta genealogia de Adão e vai continuando a sucçessão e governos,Ducados e Reinados até Cologion [Clodius] [2] filho 3ode Theodomiro [1] que foi 23oReidos Francos, Reino da França, e diz, que deste foi filho Heitor Deyembar de quemdescendem os Duques de Bravancia. Teve Cologion mais outro filho que foi Marcomiro [3],que foi Rei dos Francos 24 annos, e pelo seu valor pessoal venceu os Romanos em CaboAgripina, mas por confiar muito em si, foi ao depois vencido e morto, imperandoValentiniano. Com a sua morte ficaram os Francos derrotados e tributários aos Romanos, eelegeram para seu Vice Rei a Dagoberto [4], irmão de seu Santo Rei Marcomiro e porfalecimento deste a seu filho Genebaldo [5]; morto este, ajuntaram os Francos os seusDuques e Grandes e com todos estes, à satisfação do povo, elegeram a Faramundo [6],Duque de Francônia e descendente por linha recta dos seus antigos Reis, para tomar possedo Reino, como o fez, e posto no throno lançou fóra os Romanos e ficou Senhor de toda aFrança catholica e Bélgica. Estabeleceu o nome de França e de Francezes aos seusnacionaes. Por seu fallecimento tomou posse e reinou seu filho Clodion, e por morte deste,
  7. 7. seu filho Moroveu. Estes dois últimos constam do Cap. 27 do Livro 14odito acima; e diz oCap. 26 por último, que destes continuaram seus successores até a introdução de HugoCapeto; e assim da fim e acaba esta notícia do Livro 14 supradito e continua a mesmagenealogia no Tomo ou Parte 4a, Cap. 27, Parg. 1o, Fla. 196 que diz assim: Por fallecimentode Moroveu reinou seu filho Childerico, e por morte deste seu filho Clodoveo que se fezchristão pelas diligências e instâncias de sua mulher Santa Clotilde e de S. Remigio, Bispode Rems. Teve Clodoveu 4 filhos e a todos 4 corôou Reis, porém Clotário ou Lotário, umdelles, se fez Senhor de todos os reinos e casou uma sua filha chamada Blatilde [Blitildes]com o Duque Amberto [Ansbert] ou Nicanor; deste descende a grande casa dos Carolíngios,que é a que vem dos Pepinos e de Ansegiro ou Angegiro de quem falla o Padre AntonioCarvalho da Costa que continuaremos na genealogia dos Duques de Bravancia.Todas estas genealogias são absoluta e academicamente corretas pois já as conhecia de cor esalteado por serem as genealogias da família pepinida (dos Pepin), ancestral das famílias Bush,Windsor, dos banqueiros Morgan e Rockefeller, dos atores Brad Pitt, Richard Gere, John Waine, ede muitas outras celebridades internacionais cujas genealogias, depois de levantadas e compiladaspor mim, as condensei no mapa genealógico anexo ao meu livro intitulado O Mito Jesus – ALinhagem. Mais ainda, a família pepinida foi uma das mais importantes famílias, senão a maisimportante da Europa, por ter ela forjado a base do que resultou na Europa como a conhecemoshoje, e também, por ser ela a família fundadora do Ducado de Brabante − o mais importanteducado da ancestral Gália-Bélgica ainda existente na atualidade −, ducado este que é o palco do
  8. 8. famoso conto Lohengrin de Wolfram von Eschenbah, depois musicado por Richard Wagner. EmLohengrin, a personagem central é Elza, duquesa de Brabante segundo algumas narrativas, ouduquesa de Bouillon, segundo outras. Contudo, duquesa de Brabante é uma variante de duquesa deBouillon porque, segundo nota número 32 da pág. 391 do livro O Santo Graal e a LinhagemSagrada, o título do ducado de Godffroi de Bouillon − de sangue merovíngio e que fora o grandecomandante da Primeira Cruzada que tomou Jerusalém dos muçulmanos em 1099 − BassaLorraine, foi abandonado em 1190 e os suzeranos passaram a se chamar duques de Brabante.Contudo, restavam-me ainda dúvidas sobre Grimoaldo. Ele é mencionado pelos genealogistascomo tendo buscado refúgio na Espanha por motivo de desavenças com seu tio Carlos Martel eque seu título era duque de Brabante e Estralen; eu jamais encontrara um tal ducado de Estralen eisto a princípio me pareceu uma fabricação, contudo, esta dúvida se desfez por uma observaçãoatenta quando percebi que Pepino, o Gordo, é sempre referido historicamente como Pepino, oGordo de Herstal e, o padre Penedo, refere-se a Othon, filho de Grimoaldo, como duque deEstralen. O fato é que Estralen nada mais é que uma corrupção do original nome toponímico belgaHerstal que alguns grafam Heristal ou Eristala.Nas minhas pesquisas genealógicas identifiquei muitas vezes mudanças de nome desta natureza,por corrupção, devido a fonéticas e grafias diferentes em locais diferentes. Citando alguns poucos,mas bons e emblemáticos exemplos deste tipo de mudança, temos as famílas Delano, Roosevelt,Pierpont e Cabot. Os Delano, descendentes da família hugenote de nome La Noy, tornaram-seDelanoy nos Estados Unidos e por último tiraram o “Y” final tornando-se Delano. Estes, viriam ase unir por casamento com os Rosenvelt holandeses que converteram-se nos Roosevelt quando desua mudança para Nova Amsterdam, hoje Nova York, nos Estados Unidos. Os Pierrepont setornaram Pierpont depois de se unirem por casamento com os Morgan tornando-se os PierpontMorgan do famoso banqueiro internacional John Pierpont Morgan, proprietário do J. P. MorganBank que, eventualmente se uniria como o Chase Manhattan Bank − que já era uma união entre oChase Bank e Manhattan Bank − formando o atual e famoso Morgan Chase Bank, o qual, esteveenvolvido com a quebra da Enron nos Estados Unidos. O embaixador de JFK no Vietnã do Sul,Henry Cabot Lodge, um dos grandes responsáveis pelo forjado incidente do golfo de Tonkin quelançou os Estados Unidos na Guerra do Vietnã, como um presente bem lucrativo para os bancos deMorgan, era descendente da família genovesa Caboto.Retornando ao tema principal, eu já sabia por estudos decorrentes destas pesquisas, que tanto osmerovíngios como os pepinidas, consequentemente também os carolíngios, eram descendentes dos
  9. 9. francos e que os francos eram descendentes dos sicambros que, por sua vez, eram − ainda que oensino acadêmico não admita, a não ser como mitologia* − descendentes do rei Príamo de Tróia.Agora, de posse do Livro de Família da família Duque Estrada, passei a investigar a genealogiacontida naquele livro fornecida pelo padre João de Penedo, iniciada no rei Príamo de Tróia, quemenciona uma história sobre Grimoaldo diferente daquela apontada pelos genealogistas.Pepin II, o Gordo, de Herstal,prefeitodos palácios deAustracia, Neustria eBorgonha, m. 714Plectrudes Alpais(Manceba)Carlos Martel(2) Sonechilde da Baviera(1) Rotrude de Trèves|DrogonGrimaldo IITeodocinda, filha deRabodo, rei da FrígiaAmante incógnitaOthonORIGEM DE TRÓIA|Carlomano de BrabanteEmegarda|Pepin I de Landen, oVelho, senhorde Brabante, prefeito do paláciode Austrasiam. 647Sta. Itta, irmã dobispo deNodoaldo||Grimaldo I|Ildeberto|Sta UrsulaORIGEM MEROVÍNGIADescendência merovíngiado rei Meroveus|Princesa BerthaCarlos MagnoRei da França (771 - 814)Imperador Carlos (800 - 814)|BlitildisAnsbertus Ferreoulus|Amoald de ScheldtPrincesa Dua da Suábia|Arnulf, bispo de MetzDobo da Saxônia|Anseguis (Ansegiro ouAnsegisel)|Begga de BrabanteTheobaldoORIGEM DE TRÓIAClodionMeroveus, fundador daDinastia merovíngiaChildericClovis ILotário (Clotário) I||Meira|Basina II de Turingia|Clotilde da Borgonha|Ingund Aregund|ChilpericFredegunde|Lotário II|Dagoberto IRaintrude|Sigisberto IIImmachilde|Dagoberto IIPepin II, o Baixo Prefeitodo palácio merovíngioRei da França(751 - 768)
  10. 10. Lá, o padre Penedo nos remete a dois Grimoaldos, entretanto, é o Grimoaldo II que nos interessa;como podemos ver na genealogia (ver Apêndice), o sobrinho que por desavenças com CarlosMartel fugiu para Espanha foi Othon, e não, como os genealogistas afirmam, Grimoaldo II quefora assassinado em circunstâncias suspeitas.Ainda que o padre Penedo aponte como causa da morte de Grimoaldo II o descontentamento dopai de sua legítima esposa Teodosinda, o rei Rabodo da Frigia, que mandou assassiná-lo por seurelacionamento ilícito com uma dama que o padre deixa em silêncio, é fácil suspeitarmos que oreal motivo pode muito bem ter sido outro, pois a manceba de Grimoaldo II, que o padre deixa emsilêncio, era a própria segunda esposa de Carlos Martel, Rotrude de Trèves, o que poderia explicarde forma muito mais satisfatória o real motivo do assassinato de Grimoaldo II pelo pai de suaesposa em conluio com o próprio Martel, por ser Grimoaldo II o legítimo herdeiro ao trono daFrança, ao contrário do dito descontentamento. De qualquer forma explica o motivo pelo qualOthon, como legítimo herdeiro ao trono na falta de seu pai, e por ser neto de Pepin de Herstal comsua legítima esposa Plectrudes, se viu em apuros, ameaçado pelo ilegítimo filho do mesmo Pepinde Herstal e sua manceba Alpais, seu tio Carlos Martel, que usurpara o trono para si. Isto explicatambém o fato de Theobaldo, ao contrário do costume da época, ter sido mantido vivo, não porgraça de Martel, mas sim, por diligências de Rotrude de Trèves que, além de esposa de Martel, eratambém, como manceba de Grimoaldo II, a mãe de Theobaldo. É claro que a condição principaldentre as diligências de Rotrude em favor de seu filho Theobaldo era a de que este não reclamassepara si o trono francês competindo com seu padrasto Martel, condição que por este foi honrada atésua morte quando Theobaldo foi assassinado*.Por que toda esta pesquisa em torno da família Duque Estrada?Ora, se todas as pessoas encontradas por mim no mapa genealógico A Vinha do Senhor sãodescendentes de Jesus e, sendo Jesus filho de Deus pela teologia cristã, eu me perguntei: Seriamtodas estas pessoas descendentes de Deus? É lógico, isto me deixou espantado. A teologia cristãafirma que todos somos filhos de Deus. Contudo, esta mesma teologia nos remete a um modelo deDeus imaginário ideal, perfeito, inefável, incognoscível e distante que não combina com o quadroencontrado por mim, que leva em conta, nada mais nada menos, que uma descendência sanguíneadesse Deus por intermédio de Jesus, o que me deixou com duas opções: Jesus não era filho deDeus ou Deus não é o imaginário ideal que as pessoas tanto necessitam. Assim saí a procurar pelosdois, por um Jesus humano compatível com o quadro por mim levantado, ou seja, compatível coma imperfeição daquela descendência sanguínea, ou por um Deus muito bem dizível, cognoscível,próximo e, mais ainda, com sangue correndo em suas veias, do qual Jesus, e os outros Vinha doSenhor e toda a humanidade pudesse descender, o que o distanciaria de forma irreconciliável dateologia cristã. Se assim o for, bem que esse Deus poderia não ser, afinal de contas, um Deus nosentido teológico da palavra, e sim, um deus com letra minúscula, simplesmente, uma entidadealienígena à nossa pseudo cultura, que dirigiu, dirige e continuará dirigindo com mão de ferro euma agenda muitas vezes até mesmo predatória − tipificada por pessoas como os Bush, Morgan,Rockefeller e outros −, nossos destinos, nosso planeta e a nossa humanidade sem que saibamos,afinal, se fomos criados a imagem e semelhança dele, poderiam nosso sangue e o nosso genomaserem o dele? Se for assim, poderíamos criar uma nova teologia, realista, paupável e pragmática,se conseguirmos encontrar a identidade desse deus? E haveria mesmo a necessidade de alguma
  11. 11. teologia? Qual seria a relação entre a humanidade e esse deus? Haveria a necessidade de religiõesintermediárias entre os dois?__________________* Esquecendo-se do fato de que Schilieman transferiu a “lendária” Tróia para o domínio dahistória através de uma leitura atenta da Iíada de Homero que o levou a decobrí-laarqueologicamente. Por outro lado, a capital da França, Paris, tem como origem o nome do“lendário” personagem Páris, que roubou Helena dos gregos ocasionando a Guerra de Tróia,assim como também, na França − cujo nome deriva de um chefe sicambro descendente de Tróia denome Franco que deu origem à tribo dos Francos que, por sua vez, originou o nome França −existe uma cidade com o nome de Troyes, cujo nome deriva de Tróia, onde se deu o Concílio deTroyes, no qual São Bernardo de Clairvaux incorporou oficialmente os Templários como OrdemMonástica e de Cavalaria e que também deu origem ao nome do autor do romance medieval LeConte del Graal (O Conto do Graal), Chrétien de Troyes.APÊNDICEGenealogia dos Duques de Bravancia ou Brabante, que traz o Padre Frei João de Penedo,religioso Franciscano, prosseguida dos Reis Troyanos até El-Rey Felippe de Castella.Historia Ecclesiástica Parte 3a, Liv. 17, Cap. 31, Parg, 1o, Fl. 53.De Pryamo, último Rey dos Troyanos, foi filho Heitor e neto Franco que deu o nome a França;deste foi filho Pryamo 2oque foi pae de Heitor 2oe Polidomo e Brabon ou Bravon de quemveremos se originou o nome de Brabante ou Bravancia e continuaram outros descendentes porlinha recta até Godofredo chamado Carlos na língua nacional, que quer dizer melancólico, e desteprincípio se fez conhecer ao mundo o nome de tanta fama Carlos. Deste Carlos foi filho CarlosInaco, que por forçar uma donzella, temendo a recta justiça de seu pae, fugiu para os Romanos eos acompanhou na guerra contra Mithridates, Rey do Ponto, aonde continuando nas suastravessuras furtou a Germana filha do Proconsul da Arcádia chamado Julio, e voltando fugido paraBruxellas do Ducado de Brabante, teve notícia do fallecimento de seu pae, que era Rey dosTúngaros [Turíngia], foi tomar posse do Reino e mudou o nome da mulher roubada que sechamava Germana em Zavana, como sua mãe. Essa donzella casou com Bravon Silvio na cidadede Loivana, assistindo ao casamento Julio César, que lhe deu toda a terra desde o mar da Noruegaaté Tornai, e o rio Escalda e a Panônia e a Selva Carbonária com o título de Ducado de Bravanciaem memória de Bravon, e depois que Bravon matou a Druon que em Anvers tiranyzavacruelmente aquelles povos, lhe deu César o Marquezado de Anvers e a seu cunhado Octavio, filhotambém de Carlos Inaco e Zavana deu o Reino de Agripina Celonia. Este Octavio depois que seupae faleceu, morreu elle também, e por não deixar successores, passou o Reino de AgripinaCelonia a seu sobrinho Carlos Bravon, filho de Bravon Silvio e Zavana e reinou em AgripinaCelonia e Ducado de Bravancia 50 annos. Casou com a primeira filha do Duque de Turingia dequem teve a Carlos Julio. Este reinou durante 40 annos e foi governador da Gália Bélgica peloImperador Trajano ou Vespasiano. No seu tempo se fizeram christãos os Túngaros eColonocensses pela missão de São Materno; a este succedeu seu filho Carlos Gofredo, e a este seufilho Uberico que gosou dos estados de seu pae com liberdade por ter elle antes de morrerexpulsado os Romanos dos seus domínios; e destes se seguiram outros por linha recta até Carlos
  12. 12. Formozo que casou com uma irmã do Imperador dos Romanos, Valentiniano, e della nasceuLandon (ver nota no final da genealogia) a quem deixou o Reino. Teve mais outro filho que sechamou Austracio, que deu nome de Austracia que é a França Bélgica ou Oriental, e tendo reinado41 annos em Austracia e Borgonha, terras que lhe deu seu pae sem sujeição ou reserva. Seu irmãoLandon falleceu deixando estes Estados ao seu filho Carlos Nazon, que os gosou 12 annos; foicasado com Uvalberga única herdeira do Duque de Turingia e teve della Carlos Ardanio; reinoueste em tempo do Imperador Justiniano e de Childerico e de Clotario da França 50 annos; e seufilho Carlomano, como traz o Padre Pinenele no apêndice de sua grande obra Fl. 13; foi casadocom Emegarda de quem teve a Pepino o antigo que foi Duque de Bravancia e outros Estados,Mordomo Mor dos Reis de Austracia e a quem Clotario fez Príncipe de Palácio de França, lugar detanta grandeza e dependência, que sendo tão grande Senhor ainda que por suas terras dependessedo Rei de França ambiciosamente se sujeitou a elle. Deste Pepino descenderam os que ao depoisforam Reis de França.Foi casado com Santa Ita irmã do Santo Bispo de Nodoaldo e della teve a Grimaldo que gosoutodas as honras de seu pae, mas acabou infelizmente com seu filho Ildeberto a quem El-ReySigisberto por não ter filhos tinha perfilhado para herdar o Reino, e como teve ao depois filhos, apreferência destes, que injustamente quizeram impugnar, foi a causa da morte de ambos. TevePepino mais duas filhas de sua mulher que foram Santa Ursula, que se recolheu a um Mosteiro deMonjas e a quem depois por morte do mesmo Pepino acompanhou Santa Ita sua mãe e acabaramSantas, cujas vidas escreve Surio; e a Santa Bega, Duqueza de Bravancia que casou com Ansegiro,ou Angegiro filho de Arnulpho, Mordomo Mór do Reino de Austracia, neto de Arnaldo DuqueMordomo Mór dos Reis de França e descendente delles, bisneto do Duque Amberto que foi casadocom a Princeza Batilde [Blitildes] filha de El-Rey Clotario [Lotário] 1ode França, 3oneto deClodoveo [Covis] e de Santa Clotilde. Esse Clodoveo [Clóvis] foi o primeiro Rei christão deFrança, como tereis visto na genealogia antecedente, e aqui, diz o autor, neste casamento seajuntou a grande Casa de Bravancia com a que fundou Austracio, hoje Lorena [Lorraine], comtítulo de Ducado, e de presente sujeito ao Reino de França. Arnulpho, pae de Ansegiro ao depoisfoi Bispo de Metz, em Lorena, e sua mulher Doda se recolheu a um convento e acabaram Santos.De Ansegiro e Santa Bega, foi filho Pepino 2opor sobre-nome Estrala, Duque de Bravancia,Conde Palatino, Márquez do Sacro Império Romano, Conde Namurcense e Príncipe de Palácio deFrança, que então era o Rei que existia Senhor de todos os Estados que compunham a grandeMonarchia de França, porem de seu governo e disposição nada sabiam e os Mordomos e Príncipesde Palácio ou Grandes Generaes, que tudo era o mesmo, governavam inteiramente o Rei e o Reinoe por isso diz a chronica, que reinou este Pepino, chamado o grosso, por sobre-nome Estrala por 24annos. Foi casado com Peletruda [Peletrude ou Plectrudes] de quem teve dois filhos, Dragon eGrimoaldo 2oa quem chamam Menor, e como Pepino estivesse muitos annos com essa grandeza epoder, foi o seu filho Dragon governador da Província de Campânia, e por fallecimento deste aofilho, seu neto, com todos os poderes de honras de seu pae; e a Grimaldo por fallecimento de seugrande amigo Norberto a quem tinha posto junto ao Rei fazendo as suas vezes, porque elleactualmente se ocupava na Campanha aonde alcançou o nome de Grande General, e se fez generalde França com todos os poderes e honras. Estava casado Grimaldo com a Princeza Teodocindafilha de Rabodo, Rei da Phigia, e porque elle o afligia muito por continuar na amizade ilícita deuma Dama, que o autor põe em silêncio o nome, e della tinha um filho com o nome Theobaldo,indo Grimaldo visitar a seu pae que se achava enfermo, o Rei da Phrigia, seu sogro, o mandou
  13. 13. matar na viagem por Narnari seu confidente. Soube o grande Pepino a morte de seu filho e estagrande mágoa deve-se crer, foi a causa de se esquecer dos netos filhos de seu filho Grimaldo e deTeodocinda por serem também netos do Rei da Phigia e nomeou a Teobaldo filho natural,como jádisse, de seu filho, General de França com todas as honras de seu pae; e a Carlos Martelo [Martel],que era filho natural do mesmo Pepino e de Alpeida [Alpaida ou Alpais], sua manceba, fezGovernador de Austracia sem attender a opposição que fez a essa eleição sua mulher Peletruda queprocurou desfazê-la já com rogos e já por meio de São Sudibert, que nada pôde vencer. Muito bemantevia ella o que depois succedeu, conhecendo o elevado espírito de seu enteado e por isso otemia. Morto o grande Pepino, ficou sua mulher Peletruda riquíssima e postos seus netos noslugares maiores e de maior dependência não só em Austracia, mas em toda a Casa Real de Françae em todo Reino tinha a maior autoridade e por seu parecer se regia tudo, e o Rei que eraDagoberto estava por tudo que ella obrava, fez ella prender a Carlos Martelo [Martel], seu enteado,de quem se temia e o teve assim até que morreu Dagoberto com quatro annos de reinado; etomando posse do Reino seu filho Daniel, Monge e Sacerdote, que se chamou depois Chilperico 2oRei-manfredo, poderoso oppositor e pretendente dos lugares e honras do Reino, venceu aTheobaldo, filho bastardo de Grimaldo, privou do Generalato e mais títulos e honras e se fezSenhor e Governador de França ou de seu Governo, e querendo acabar com a família de Pepin,unindo a vontade do Rei à sua, entraram por Austracia onde estava Peletrude por Senhora, ecausaram os maiores prejuízos de tal sorte, que para o acommodar foi preciso que ellaprommetesse e desse muito dinheiro; Carlos Martel que já tinha achado meios de sahir da prizão eestava em Soissons, cidade sua em Austracia ajuntou os Austracianos que pôde e na retirada queelles fizeram lhes sahiu ao encontro, combate-os, vence-os, e toma-lhes grande parte de dinheiro earmas, voltando à sua terra vitorioso. Por esta obra, e suas boas qualidades e outros merecimentospessoaes, era amado e seguido de todos; e sendo chamado ao throno por fallecimento deChilperico, Theodorico, filho 2ode Dagoberto, este conhecendo os merecimentos de CarlosMartelo admetiu na sua companhia, e elle depois de fazer com que Reimanfredo renunciasse aoGeneralato com a mais honras que tinha injustamente uzurpado aos filhos de Dragon e Grimaldo,netos do grande Pepino, seu pae, querendo melhoras e reformar o Governo do Reino, ajuntoutodos os grandes, e por elles e pelo Rei foi nomeado Príncipe de França, cousa nunca praticadasenão com filhos de Rei; e como se também incluía nessa eleição o governo da Austracia,Peletrude sua madrasta, vendo as prosperidades com que cada dia mais se engrandeciam seusnetos auzentes, levando consigo sua neta Sichilda, se encaminhou para as margens do Danúbio, elamentando-se entre aquelles povos, queixando-se que sendo ella mulher legítima do grandePepino e Sichilda sua legítima neta, fossem desattendidas, e que Carlos Martelo sendo Bastardo,fosse só attendido e gozasse do Principado da Austracia. Tendo notícia Carlos Martelo doprocedimento de sua madrasta e que trabalhava em revoltar aquelles povos contra elle, passou orio Rheno com a sua gente e atacou os Allemães e Suecos, venceu os Bavegerences e os nãodeixou em paz sem que primeiro lhes entregassem a madrasta e a prima, e recebendo-as as tratoucom a honra que devia, e se recolheu vitorioso e rico a gozar dos lugares e honras de seu grandepae, sendo bastardo, e excluídos os legítimos filhos de Dragon e Grimaldo, que diz o PadreAntonio Carvalho da Costa na sua genealogia, foi pae de Othon Duque de Estralem ou Austracia eque por causa da rebelião dos Austracianos a favor da França ou dos Francezes, se retirou paraHespanha, ajudou D. Pelayo contra os Mouros em muitas batalhas, e no principado de Astúriasfundou a illustre casa e solar do appellido de Duque Estrada, ou Duque de Estrada como deve ser,e esta é a causa porque , diz o mesmo Padre Carvalho, que Othon era primo do Imperador Carlos
  14. 14. Magno, por ser Carlos Martelo meio irmão de Grimaldo por seu pae, e elle pae de Pepino, omenor, que foi Rei de França e de quem foi filho o grande e famoso Carlos Magno, que tambémfoi Rei de França e ao depois Imperador e Duque de Bravancia e mais Estados dos Pepinos quetodos reinaram nelles.Conclui o autor esta genealogia com estas palavras acreditadas como a dos autores que seguiu:Com a elevação da família dos Carolíngios, que é a dos Pepinos, ao trono da França, não seacabou no sangue a dos reis antecedentes, que gozavam a coroa deste grande Estado, porque o reiClodoveu [Clóvis I] que foi o primeiro que se fez cristão e de Santa Clotilde sua mulher, foi filhoo rei Clotário ou Lothário I; esse casou sua filha Bathildis [Blitildis] com o duque Anberto[Ansbert] de quem foi filho S. Arnaldo, duque e mordomo mor dos mesmos reis de França, casadocom Santa Ita [Ida] que foram os pais de StoArnalpho [Arnulpho] que depois de ser tambémmordomo mor e casado com Doda [Dobo da Saxônia] foi bispo de Metz em Lorena [Lorraine] esua mulher se recolheu a um mosteiro. Destes foi filho Ansegiro ou Angegiro [Anseguis], condePalatino, que casou com StaBega, duquesa de Bravancia [Brabante], de quem foi também filho ogrande Pepino, o Grosso, por sobrenome Erstala, que foi pai de Dragon [Drogon] e Grimoaldo,legítimos filhos de sua mulher Plectruda [Plectrudes] e de Carlos Martel, filho de sua mancebaAlpeida [Alpaida] de quem foi filho Pepino, o Menor, que foi rei de França por disposição do reiChilderico ao acabar de reinar e não ter filhos que herdassem o reino; e deste Pepino, o Menor, foifilho o imperador Carlos Magno. Toda esta notícia se pode verificar nos livros e histórias jácitadas ou apontadas nesta mesma obra ou neste mesmo escrito, e quem mais longamentequiser conhecer que a família Duque Estrada descende dos nomeados nestas genealogias e que temo seu solar nas Astúrias, leia D. José Flôres de Olares, Livro 1o, Folha 30, Parágrafo 3o.Nota: Notem que Pepin I, o Velho, Senhor de Brabante, prefeito (mordomo mor) do palácio deAustrácia era também conhecido toponímicamente como Pepin de Landen, o que quer dizer queeste Pepin era de um lugar chamado Landen. Da mesma forma que o filho de Carlos Formoso,Austrácio, deu origem ao local chamado Austrácia, que era a França Bélgica, o filho Landon deuorigem ao local chamado Landon na província de Brabante Flamengo, região de Flandres, de ondeoriginou o nome toponímico de Pepin I, de Landen, o Velho. A diferença entre Landon e Landendeve-se apenas a uma pequena corrupção (ver abaixo).
  15. 15. CONCLUSÃOConcluindo, não foi Grimoaldo – que fora assassinado – quem fugiu de Carlos Martel refugiando-se no principado de Astúrias que depois se tornou reino posteriormente tornando-se Espanha.Quem fugiu de Carlos Martel foi o filho de Grimoaldo, Othon, duque de Estralen que, porcorrupção viria a se tornar no sobrenome Duque Estrada, da família Duque Estrada que édescendente de Othon, filho de Grimoaldo II, que era filho de Pepin, o Gordo, de Herstal (Eristalaou Estralen) que também foi pai de Carlos Martel por intermédio de sua concubina Alpais ouAlpaida. Assim sendo, Grimoaldo era meio irmão de Carlos Martel e não sobrinho como afirmamos genealogistas.Lembremo-nos também que, fora da mitologia graças a Schilieman, e indo mais longe, todas asfamílias mencionadas acima incluindo os Duque Estrada e seus descendentes, são descendentes doRei Príamo de Tróia que, depois da destruição desta cidade na famosa guerra causada pelopríncipe Páris (origem do nome da capital da França) e sua amada, a grega Helena, esposa do ReiMenelau de Esparta, fugiram e fixaram residência no território que atualmente é a França.

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