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   Caracterização de Defeitos Industriais em Tecidos Planos
Lais Kohan, Maurício de Campos Araújo, Regina Aparecida Sanches, Waldir
Mantovani, Júlia Baruque Ramos


Universidade de São Paulo; Curso de Têxtil e Moda (EACH-USP); Av. Arlindo Béttio,
               1000, São Paulo-SP, 03828-000. E-mail: laiskohan@usp.br
Resumo

       Os defeitos em tecido plano são normatizados para se ter um padrão que exige o
limite de freqüência desses defeitos nos tecidos. A categorização dos tipos de defeitos é
comumente realizada, mas ainda se conhece pouco das conseqüências que podem causar
nos processos subseqüentes. A qualidade dentro do processo produtivo é aferida através
desses defeitos, por isso a necessidade de estudá-los sob novas óticas dentro do
pensamento de Gestão de Qualidade Total.

Palavras-chave: defeitos, indústria, tecido plano, qualidade, produção.

1) Definição

       A norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT – NBR 13484
(2004) - Tecidos Planos – Métodos de classificação baseado em inspeção por pontuação
de defeitos, define o defeito como uma não conformidade em tecidos que afeta a
qualidade final.

2) Categorias de Defeitos

       Cotton Incorporated (2009) faz uma classificação de tipos defeitos em tecido
plano de acordo com a qualidade visual, sendo esses classificados em:

2.1)   Defeitos no Urdume (direção vertical)

   Tipos:

   - Fio duplo (entrelaçamento errado, causando aparecimento de fio extra) (Figura 1);




                     Figura 1. Fio Duplo (Cotton Incorporated, 2009)
2




- Alinhavo de urdume (fios estendem-se sobre fios de trama e deveriam estar
entrelaçados);

- Alinhavo de quadro de liços (série de alinhavos em direção ao urdume);

- Falha da maquineta (quebra da armação básica);

- Passamento errado no pente (listra pelo aumento da densidade de fios);

- Passamento errado na malha (alteração na armação básica do tecido);

- Fio partido (ruptura de fio de urdume);

- Falta de fio (falta de um ou mais fios de urdume);

- Risco no pente (espaçamento irregular entre fios de urdume);

- Fio grosso e fio fino (um ou mais fios grossos ou finos do urdume);

- Fio esticado e fio frouxo (um ou mais fios sob alta ou baixa tensão)

- Pontas de fio em excesso (pela emenda de fio de urdume);

- Fio frouxo (urdume com baixa tensão);

- Repuxe (série de laçadas no sentido do urdume);

- Rolo embaraçado (série de listras com variação na tensão dos fios)

- Goma fraca e excesso de goma (pelotas por excesso de goma ou secções por falta
dela)

- Slub de Urdume (aumento diâmetro por adesão de fibras);

- Rombo (grande marca de emenda pelo rompimento de fio)

- Urdume sujo.

2.2) Defeitos na Trama (horizontal)

Tipos:

- Alinhavo de trama (fios estendem-se sobre fios de trama e deveriam estar
entrelaçados);

- Slub de Trama (aumento diâmetro do fio de trama por adesão de fibras) (Figura 2);
3




                      Figura 2. Slub de Trama (TOMAR, 2006)

- Trama Irregular (variação do diâmetro do fio de trama);

- Trama Grossa e trama fina (um ou mais fios grossos ou finos da trama);

- Barramento (barra motivada pela mudança das características físicas do fio de
trama);

- Mistura de algodão (barra ocasionada troca de fios tons diferentes).

- Trama dupla e barra dupla (entrelaçamento errado, causando aparecimento de fio
extra, seu acúmulo pode parecer um barramento);

- Falta de trama (quebra na armação pela falta de trama);

- Trama cortada (marca por falta de uma batida do pente por causa trama cortada).

- Trama curta (série de tramas cortadas seguidas);

- Trama frouxa (fios com tensão insuficiente);

- Laçada na trama e laçada no garfo (aparecimento de uma ou mais laçadas e no
garfo, só aparecem no centro);

- Fiapos na ourela (pontas de fio de trama se estendem na ourela);

- Trama reintroduzida (de forma parcial e irregular no tecido);

- Pontas de Trama (pela emenda de fio de trama);

- Barré (listrado com variação de cor, brilho ou característica física);

- Sombra (barra largura ocasionada pelo aumento de batidas do pente);

- Raleira (barra no sentido pela diminuição do número de batidos do pente).

- Marca de parada (listra fina na largura do tecido pela parada do tear)

- Ralão (barra formada pela falta de inserção de tramas);

- Trama suja.
4

2.3) Defeitos Isolados

Tipos:

- Apelotado, nós (matéria estranha entrelaçada acidentalmente com os fios de
tecido) (Figura 3);




                      Figura 3. Nó (Cotton Incorporated, 2009)

- Neps (irregularidades por problemas na fiação);

- Ourela defeituosa (quebra na estrutura básica da ourela);

- Marca de tempereiro (pequenos furos ou marcas juntos à ourela, pelo deslizamento
de fios de urdume sobre a trama);

- Furo no tecido (buraco que pode ser causado por diversos motivos);

- Tecido sujo (manchas de óleo, graxa e outros);

- Contaminação de fibras (aparecimento em um fio ou no meio do tecido);

- Marca de lançadeira (raleira ou furos do tamanho da lançadeira)

- Esbarro (esgarçamento junto às ourelas e rupturas de fio de urdume);

- Rasgo na ourela (rasgo pelo aumento de tensão, ao “emoldurá-la”).

2.4) Defeitos no Padrão do tecido, Defeitos no Acabamento

Tipos:

- Quebra no padrão de cor;

- Ruga (pressão ou maciez do tecido causa ruga na sanfonização);

- Listra (marca feita pelos cilindros na estamparia);

- Marca de grampo (usado para não dobrar a ourela);

- Buracos dos clips (tecido corre e buracos da ourela invadem outras áreas);
5

   - Dano pela umectação (no processo de umectação ou tingimento, tecido
   permaneceu úmido num rolo ou numa caixa, causando a migração de cor);

   - Dobra por enrolamento;

   - Dobra por compactação, rama (tecido passa por rolos compressores que ajudam a
diminuir o encolhimento e dar estabilidade).

2.5) Defeitos no Tingimento

   Tipos:

   - Listras (devido defeito no corte do cilindro que faz deslizar o corante);




                           Figura 4. (Cotton Incorporated, 2009)

   - Figura fora do encaixe (falta de sincronia de cilindros) (Figura 4);

   - Quebra repentinamente do padrão da estampa (partícula estranha aloja-se fenda do
   cilindro e faz o corante deslizar sobre o tecido);

   - Faixa estreita (dobra no tecido ou enrugado deixa uma marca);

   - Marca de parada (excesso de tinta deixa marca após a parada da máquina);

   - Marca por tecido grosso;

   - Falta de cor (falta de corante deixa estampa com falha);

   - Mancha na coloração (mancha em corante saiu da do desenho gravado);

   - Desenho com diferentes graduações de cores (tingimento foi feito de forma
   desigual ou tecido absorve diferente em certas regiões).
6




3) Causas

       As causas dos defeitos nos tecidos planos são bem variadas e estão descritas no
item anterior especificados em sua maioria por Luna e Brauns (1984) junto com a
especificação de cada tipo de defeito e sua classificação. Elas estão descritas
exemplificando apenas uma das prováveis causas, pois há defeitos em que não se sabe
com precisão.

        Nos defeitos em trama e urdume, em geral, são causados, por uma não
conformidade dos componentes do tear, mostrados em sua estrutura básica (conforme a
Figura 5), como: velocidade do pente, defeito na lançadeira, defeito no guarda-urdume,
sujidade no tear, entre outros, até mau treinamento de operadores. Os fios de
alimentação do tear também podem ter problemas antes da tecelagem, na fiação ou na
preparação do urdume em que podem ocorrer diversas falhas, como: problema com a
titulação do fio, não linearidade do diâmetro, contaminação com fibras diferentes,
poeira e óleo, etc.




              Figura 5. Percurso da Matéria-Prima do Tear (Yamane, 2008)



       Os defeitos isolados também ocorrem por problemas tanto nos teares quanto na
fiação. Nos danos que afetam o padrão do tecido são relacionados à programação da
cartela do tear; no acabamento, problemas com acessórios das máquinas específicas
nessa parte da indústria têxtil, como no processo da rama em algodão que faz a
estiragem em algodão.
7

       Os defeitos no tingimento estão bem caracterizados no site da Cotton
Incorporated    (http://www.cottoninc.com/Standard-Fabric-Defect-Glossary/).      São
caracterizados conforme citados anteriormente por estamparia de cilindros que segundo
Yamane (2008) o maquinário funciona de acordo com um tapete em que é colocado o
tecido e passa por baixo dos cilindros por campo eletromagnético; normalmente,
utilizam de um a dez cilindros e cada um representando uma cor. Os danos ao tecido são
causados por uma não conformidade no relevo do cilindro em que é aplicado corante
(em pasta) e gravado o rapport (desenho).

       Com isso se mostra que as causas são diversas, normalmente associadas ao mau
funcionamento dos maquinários na: fiação, tecelagem, acabamento e tingimento. Cada
defeito ainda tem várias possibilidades de descobrir a origem de como ele foi criado.
Devido a essa incerteza, há a ainda a dificuldade das correções calibragem das
máquinas. Por exemplo, o defeito do fio esticado de urdume, este pode ser causado por:
rolo embaraçado, aglomeração de fios grossos dificultando a passagem do pente,
problema na substituição de fios, mau encostamento das camadas, falha do tecelão;
mostrando a dificuldade de correções por desconhecer a principal origem.



4) Controle de Qualidade

       Segundo Juran (1997) a qualidade nos processos fabris tem sido usada mais
intensamente desde a 2ª Guerra Mundial para conferir às empresas vantagens
competitivas. Isso se iniciou na época durante a guerra em que foram adotadas
exigências para a produção de equipamentos militares nos Estados Unidos. Havia um
setor do governo, chamado Conselho de Produção de Guerra, o qual ajudava no
treinamento de instrumentos estatísticos de controle da produção. A partir daí, já
surgiram os especialistas em qualidade, algumas indústrias adotam o conceito criando
um departamento de Controle de Qualidade.

       Enquanto isso, a produção de outros bens de consumo foi interrompida e gerou a
escassez. A qualidade foi afetada e não preservada mais. A maior garantia das empresas
era em relação ao prazo de entrega dos produtos.

       Com o fim da guerra e a estabilização do mercado de oferta de produtos, a
qualidade passou a ser uma vantagem competitiva. Nesse momento, o Japão foi o país
mais importante em relação à qualidade, passando a investir na indústria e comércio.
Inovador foi o fato de enviar equipes para aprender sobre qualidade em outros países,
8

traduzir livros da área para o japonês e convidar dois especialistas na área nos Estados
Unidos (W. Edwards Deming e Joseph M. Juran). E, assim, iniciaram uma verdadeira
revolução nessa área.

       Mais adiante, segundo Metha e Bhardwaj (1998) não apenas o Japão, mas a
Coréia do Sul, Taiwan e Singapura adotaram o modelo. Estes países conheceram o que
é prosperar no mercado mundial e para eles era a única forma de fornecer produtos de
qualidade, não mais como uma vantagem, mas como a maneira de sobreviver no
mercado.

       O termo qualidade pode ser definido por alguns significados: “característica
superior ou atributo distintivo positivo que faz alguém ou algo sobressair em relação a
outros; virtude; capacidade de atingir o(s) efeito(s) pretendido(s); cumprimento estrito
das normas preestabelecidas de produção “(Dicionário Houaiss, 2009).

       Segundo Rabbit apud Metha e Bhardwaj (1998) da companhia Foxboro, o
conceito de qualidade é a habilidade de exceder a expectativa do consumidor enquanto
mantém um custo competitivo no mercado.

       Na área têxtil e da moda, o conceito de qualidade sob ponto de vista do
consumidor seria um produto adequado ao uso com as seguintes exigências: livre de
defeitos (sem manchas, defeitos no tecido, problema na costura, entre outros); ter
tamanho adequado e ter desempenho adequado depois do uso (resistente à lavagem e
secagem comum, sem perda de cor ou encolhimento, não rasgar, etc.).

       Na indústria têxtil a qualidade é voltada para a inspeção ou revisão, que é o
exame visual de materiais, com princípio de detecção dos defeitos para dar um
“feedback” da do que foi identificado dos problemas às pessoas apropriadas (como, por
exemplo, técnico de qualidade), e determinar as causas. Após isso, realizar um trabalho
em busca da correção. Um exemplo são as confecções que necessitam da revisão de
tecidos para impedir que o tecido com defeito vá para a produção e chegue ao produto
final com a qualidade comprometida.

       Para as confecções é utilizada uma máquina revisadora (Figura 6) com sentido
longitudinal, velocidade controlada, luz direta e perpendicular ao tecido e expressa em
“lux” (100 velas), com temperatura entre 4100-4500K e refletores brancos. O
maquinário deve ser parado para cada marcação.
9




       Figura 6. Máquina de Revisão de Defeitos (MEHTA E BAHARD, 1998)

       A inspeção dos tecidos é feita a partir de rolos que são visualmente verificados e
individualmente graduados no sistema de pontuação que é guiado pelo tamanho do
defeito no sistema de 4 pontos, este sistema foi criado pelo “American Apparel
Maufactures Associations (AAMA)” segundo Mehta e Bahard, 1998; é o mais utilizado
do mundo todo, inclusive no Brasil regulamentado pela ABNT, mas existem outros
métodos (conforme Tabela 1).

       O sistema de 4 pontos é uma representação numérica de acordo com a
quantidade, tamanho e gravidade dos defeitos. As pontuações variam de 1 a 4, sendo
elas: 1 (até 7,5 cm), 2 (7,6 cm a 15 cm), 3 (15,1 a 23 cm) e 4 (acima de 23,1 cm). A
classificação é pela qualidade, assim sendo, o de primeira qualidade caracteriza que tem
até 35 pontos por 100m2 e o de segunda qualidade, o tecido que tem acima de 35 pontos
por 100m2.



Tabela 1. Ordem de Utilização no mercado dos Sistemas de Marcação de Defeitos
(MEHTA E BAHARD, 1998)




       A maioria das pesquisas voltadas para a indústria têxtil é voltada para o
desenvolvimento de uma tecnologia cada vez mais eficiente na automação para
detecção de defeitos. Para exemplificar, há uma máquina totalmente automatizada
(Figura 7) que faz a inspeção e o enrolamento do tecido é produzida pela empresa
italiana Lazzati Franco (2009). Segundo Yen et. al. (2009) faz duas décadas que se
iniciou a comercialização desses equipamentos. Os equipamentos substituem a inspeção
10

manual, a qual era subjetiva e ineficiente, por outra com alta qualidade e alta
velocidade. Segundo Kumar (2002) a inspeção manual era capaz de identificar apenas
70% dos defeitos. A tecnologia nova automatizada, segundo Dorrity et. al. (2002), foi
transferida da inspeção na indústria de papel e vidro para a área têxtil.




            Figura 7. Máquina automática para inspeção e enrolamento de tecidos planos
                                  (Lazzati Franco, 2009)

       As máquinas revisadoras manuais para confecções ainda são comuns
provavelmente por causa do porte dessas empresas na produção industrial brasileira.
Segundo Sebrae (2004), as micro e pequenas empresas (MPE´s) do Estado de São Paulo
correspondiam cerca de 1,544 milhões, enquanto médias e grandes (MGE`s), 30,3 mil
(Tabela 2).

Tabela 2. Evolução das MPE`s e MGE`s no Estado de São Paulo – 2000-2004 (Sebrae-
                                  SP, 2007)




       O sistema de análise de defeitos de tecidos planos, segundo Cotton Incorporated
(2009), é o intermediário entre os vendedores e consumidores, pois os padroniza e exige
o cumprimento de determinados padrões de qualidade.

       O lote deve ser todo revisado quando possui até 1000 m. Quando for maior que
1000 m, deve ser acordada entre o fornecedor e comprador a quantidade admissível de
defeitos. De qualquer maneira, se 20% dos rolos tiverem defeito, deve-se revisar todos
os rolos.
11

       Atualmente a qualidade é atribuída não apenas a um setor de inspeção, mas
como uma expressão global, a Qualidade Total, segundo Mears apud Coltro (1996): “A
Gestão Qualidade Total é um sistema permanente e de longo prazo, voltado para o
alcance da satisfação do cliente através de um processo de melhoria contínua dos
produtos e serviços gerados pela empresa”. Assim sendo mudando o enfoque de gerir
uma empresa e ter como maior foco a satisfação do cliente e não a produtividade como
era antigamente no início da produção industrial.

       Com isso, a inspeção de tecidos é só uma etapa para atingir a qualidade do
produto têxtil. De modo geral a qualidade ainda é atribuída na indústria têxtil focalizada
na detecção do defeito para, depois, ser feita a correção, diferentemente do pensamento
de Gestão de Qualidade Total.

       Assim o próximo passo trata-se de conhecer as conseqüências que podem causar
nos processos de produção subseqüentes aos que originaram o defeito no tecido plano.

5) Referências Bibliográficas


COLTRO, Alex. A Gestão da Qualidade Total e suas Influências na
Competitividade Empresarial. Caderno de Pesquisas em Administração. São Paulo,
Vol 1, Nº 1, 1º semestre, 2006.


COTTON INCORPORATED. Standart Fabric Defect Glossary. Publicado em:
http://www.cottoninc.com/Standard-Fabric-Defect-Glossary/ Acesso em: 12/08/2009
KUMAR, Ajay and PANG, Grantham K. H. Defect Detection in Textured Materials
Using. Optimized Filters, 2006.


DICIONÁRIO              HOUAISS.            Qualidade.           Disponível           em:
http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=qualidade&x=0&y=0&stype=k            Acesso
em: 22/08/2009.


DORRITY, J. L. E VACHTSEVANOS G. On-line Defect Detection for Weaving
Systems Institute of Technology. IEEE Transactions on Systems, Man, and
Cybernetcs, Col. 32, Nº5, October, 2002 553.


KUMAR, Ajay and PANG, Grantham K. H. Defect Detection in Textured Materials
Using. Optimized Filters.
12

JURAN, Joseph M. Qualidade no Século XXI. HSM Management 3 julho-agosto
1997.


LAZZATI         FRANCO.          Checking        Machines          Publicado   em:
http://www.lazzatifranco.it/inglese/inglese.htm Acesso em: 02/06/2009.


LUNA, Liane Cardoso de; BRAUNS, Luciene Gomes. Defeitos em tecidos planos. Rio
de Janeiro, CETIQT/SENAI, 1984, 2 v p.


MEHTHA, Pradip V. e BHARDWAJ, Satish K. Managing Qualit in the apparel
industry. Nacional Institute of Fashion Technology. 1998. Publicado em:
http://books.google.com.br/books?id=PvtKaEzDFkQC&pg=PA18&lpg=PA18&dq=ten
+point+system%2Bdefect&source=bl&ots=lXWP4ELjYC&sig=ScsiL3BT6ICzxVm4q
XRFlzLH5TM&hl=pt-
BR&ei=3wWQSqfqKoKItge04JDPBA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4#
v=onepage&q=&f=false Acesso em: 22/08/2009.


SEBRAE-SP. http://www.sebrae.com.br Onde Estão as Micro e Pequenas Empresas
em São Paulo. 2007.


TOMAR, R. S. 2006. Publicado em:
http://www.textileassociationindia.org/images/Fabric_Defects.pdf
Acesso em: 20/04/2009.


YAMANE, Laura Ayako. Estamparia Têxtil. São Paulo, 2008. Dissertação (Mestrado)
– Programa de pós-graduação da Escola de Comunicação e Artes, Univesidade de São
Paulo, São Paulo, 2008.


YEN, W.M; WONG, W.K.; QIAN, S.Q.; FAN, D.D.; CHAN, L.K. e FUNG, E.H.K.
Fabric Stitching Inspection Using Segmented Window Technique and BP Neural
Networ Research Journal 2009; 79; 24

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Lais Usp Caracterizacao Defeitos

  • 1. 1 Caracterização de Defeitos Industriais em Tecidos Planos Lais Kohan, Maurício de Campos Araújo, Regina Aparecida Sanches, Waldir Mantovani, Júlia Baruque Ramos Universidade de São Paulo; Curso de Têxtil e Moda (EACH-USP); Av. Arlindo Béttio, 1000, São Paulo-SP, 03828-000. E-mail: laiskohan@usp.br Resumo Os defeitos em tecido plano são normatizados para se ter um padrão que exige o limite de freqüência desses defeitos nos tecidos. A categorização dos tipos de defeitos é comumente realizada, mas ainda se conhece pouco das conseqüências que podem causar nos processos subseqüentes. A qualidade dentro do processo produtivo é aferida através desses defeitos, por isso a necessidade de estudá-los sob novas óticas dentro do pensamento de Gestão de Qualidade Total. Palavras-chave: defeitos, indústria, tecido plano, qualidade, produção. 1) Definição A norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT – NBR 13484 (2004) - Tecidos Planos – Métodos de classificação baseado em inspeção por pontuação de defeitos, define o defeito como uma não conformidade em tecidos que afeta a qualidade final. 2) Categorias de Defeitos Cotton Incorporated (2009) faz uma classificação de tipos defeitos em tecido plano de acordo com a qualidade visual, sendo esses classificados em: 2.1) Defeitos no Urdume (direção vertical) Tipos: - Fio duplo (entrelaçamento errado, causando aparecimento de fio extra) (Figura 1); Figura 1. Fio Duplo (Cotton Incorporated, 2009)
  • 2. 2 - Alinhavo de urdume (fios estendem-se sobre fios de trama e deveriam estar entrelaçados); - Alinhavo de quadro de liços (série de alinhavos em direção ao urdume); - Falha da maquineta (quebra da armação básica); - Passamento errado no pente (listra pelo aumento da densidade de fios); - Passamento errado na malha (alteração na armação básica do tecido); - Fio partido (ruptura de fio de urdume); - Falta de fio (falta de um ou mais fios de urdume); - Risco no pente (espaçamento irregular entre fios de urdume); - Fio grosso e fio fino (um ou mais fios grossos ou finos do urdume); - Fio esticado e fio frouxo (um ou mais fios sob alta ou baixa tensão) - Pontas de fio em excesso (pela emenda de fio de urdume); - Fio frouxo (urdume com baixa tensão); - Repuxe (série de laçadas no sentido do urdume); - Rolo embaraçado (série de listras com variação na tensão dos fios) - Goma fraca e excesso de goma (pelotas por excesso de goma ou secções por falta dela) - Slub de Urdume (aumento diâmetro por adesão de fibras); - Rombo (grande marca de emenda pelo rompimento de fio) - Urdume sujo. 2.2) Defeitos na Trama (horizontal) Tipos: - Alinhavo de trama (fios estendem-se sobre fios de trama e deveriam estar entrelaçados); - Slub de Trama (aumento diâmetro do fio de trama por adesão de fibras) (Figura 2);
  • 3. 3 Figura 2. Slub de Trama (TOMAR, 2006) - Trama Irregular (variação do diâmetro do fio de trama); - Trama Grossa e trama fina (um ou mais fios grossos ou finos da trama); - Barramento (barra motivada pela mudança das características físicas do fio de trama); - Mistura de algodão (barra ocasionada troca de fios tons diferentes). - Trama dupla e barra dupla (entrelaçamento errado, causando aparecimento de fio extra, seu acúmulo pode parecer um barramento); - Falta de trama (quebra na armação pela falta de trama); - Trama cortada (marca por falta de uma batida do pente por causa trama cortada). - Trama curta (série de tramas cortadas seguidas); - Trama frouxa (fios com tensão insuficiente); - Laçada na trama e laçada no garfo (aparecimento de uma ou mais laçadas e no garfo, só aparecem no centro); - Fiapos na ourela (pontas de fio de trama se estendem na ourela); - Trama reintroduzida (de forma parcial e irregular no tecido); - Pontas de Trama (pela emenda de fio de trama); - Barré (listrado com variação de cor, brilho ou característica física); - Sombra (barra largura ocasionada pelo aumento de batidas do pente); - Raleira (barra no sentido pela diminuição do número de batidos do pente). - Marca de parada (listra fina na largura do tecido pela parada do tear) - Ralão (barra formada pela falta de inserção de tramas); - Trama suja.
  • 4. 4 2.3) Defeitos Isolados Tipos: - Apelotado, nós (matéria estranha entrelaçada acidentalmente com os fios de tecido) (Figura 3); Figura 3. Nó (Cotton Incorporated, 2009) - Neps (irregularidades por problemas na fiação); - Ourela defeituosa (quebra na estrutura básica da ourela); - Marca de tempereiro (pequenos furos ou marcas juntos à ourela, pelo deslizamento de fios de urdume sobre a trama); - Furo no tecido (buraco que pode ser causado por diversos motivos); - Tecido sujo (manchas de óleo, graxa e outros); - Contaminação de fibras (aparecimento em um fio ou no meio do tecido); - Marca de lançadeira (raleira ou furos do tamanho da lançadeira) - Esbarro (esgarçamento junto às ourelas e rupturas de fio de urdume); - Rasgo na ourela (rasgo pelo aumento de tensão, ao “emoldurá-la”). 2.4) Defeitos no Padrão do tecido, Defeitos no Acabamento Tipos: - Quebra no padrão de cor; - Ruga (pressão ou maciez do tecido causa ruga na sanfonização); - Listra (marca feita pelos cilindros na estamparia); - Marca de grampo (usado para não dobrar a ourela); - Buracos dos clips (tecido corre e buracos da ourela invadem outras áreas);
  • 5. 5 - Dano pela umectação (no processo de umectação ou tingimento, tecido permaneceu úmido num rolo ou numa caixa, causando a migração de cor); - Dobra por enrolamento; - Dobra por compactação, rama (tecido passa por rolos compressores que ajudam a diminuir o encolhimento e dar estabilidade). 2.5) Defeitos no Tingimento Tipos: - Listras (devido defeito no corte do cilindro que faz deslizar o corante); Figura 4. (Cotton Incorporated, 2009) - Figura fora do encaixe (falta de sincronia de cilindros) (Figura 4); - Quebra repentinamente do padrão da estampa (partícula estranha aloja-se fenda do cilindro e faz o corante deslizar sobre o tecido); - Faixa estreita (dobra no tecido ou enrugado deixa uma marca); - Marca de parada (excesso de tinta deixa marca após a parada da máquina); - Marca por tecido grosso; - Falta de cor (falta de corante deixa estampa com falha); - Mancha na coloração (mancha em corante saiu da do desenho gravado); - Desenho com diferentes graduações de cores (tingimento foi feito de forma desigual ou tecido absorve diferente em certas regiões).
  • 6. 6 3) Causas As causas dos defeitos nos tecidos planos são bem variadas e estão descritas no item anterior especificados em sua maioria por Luna e Brauns (1984) junto com a especificação de cada tipo de defeito e sua classificação. Elas estão descritas exemplificando apenas uma das prováveis causas, pois há defeitos em que não se sabe com precisão. Nos defeitos em trama e urdume, em geral, são causados, por uma não conformidade dos componentes do tear, mostrados em sua estrutura básica (conforme a Figura 5), como: velocidade do pente, defeito na lançadeira, defeito no guarda-urdume, sujidade no tear, entre outros, até mau treinamento de operadores. Os fios de alimentação do tear também podem ter problemas antes da tecelagem, na fiação ou na preparação do urdume em que podem ocorrer diversas falhas, como: problema com a titulação do fio, não linearidade do diâmetro, contaminação com fibras diferentes, poeira e óleo, etc. Figura 5. Percurso da Matéria-Prima do Tear (Yamane, 2008) Os defeitos isolados também ocorrem por problemas tanto nos teares quanto na fiação. Nos danos que afetam o padrão do tecido são relacionados à programação da cartela do tear; no acabamento, problemas com acessórios das máquinas específicas nessa parte da indústria têxtil, como no processo da rama em algodão que faz a estiragem em algodão.
  • 7. 7 Os defeitos no tingimento estão bem caracterizados no site da Cotton Incorporated (http://www.cottoninc.com/Standard-Fabric-Defect-Glossary/). São caracterizados conforme citados anteriormente por estamparia de cilindros que segundo Yamane (2008) o maquinário funciona de acordo com um tapete em que é colocado o tecido e passa por baixo dos cilindros por campo eletromagnético; normalmente, utilizam de um a dez cilindros e cada um representando uma cor. Os danos ao tecido são causados por uma não conformidade no relevo do cilindro em que é aplicado corante (em pasta) e gravado o rapport (desenho). Com isso se mostra que as causas são diversas, normalmente associadas ao mau funcionamento dos maquinários na: fiação, tecelagem, acabamento e tingimento. Cada defeito ainda tem várias possibilidades de descobrir a origem de como ele foi criado. Devido a essa incerteza, há a ainda a dificuldade das correções calibragem das máquinas. Por exemplo, o defeito do fio esticado de urdume, este pode ser causado por: rolo embaraçado, aglomeração de fios grossos dificultando a passagem do pente, problema na substituição de fios, mau encostamento das camadas, falha do tecelão; mostrando a dificuldade de correções por desconhecer a principal origem. 4) Controle de Qualidade Segundo Juran (1997) a qualidade nos processos fabris tem sido usada mais intensamente desde a 2ª Guerra Mundial para conferir às empresas vantagens competitivas. Isso se iniciou na época durante a guerra em que foram adotadas exigências para a produção de equipamentos militares nos Estados Unidos. Havia um setor do governo, chamado Conselho de Produção de Guerra, o qual ajudava no treinamento de instrumentos estatísticos de controle da produção. A partir daí, já surgiram os especialistas em qualidade, algumas indústrias adotam o conceito criando um departamento de Controle de Qualidade. Enquanto isso, a produção de outros bens de consumo foi interrompida e gerou a escassez. A qualidade foi afetada e não preservada mais. A maior garantia das empresas era em relação ao prazo de entrega dos produtos. Com o fim da guerra e a estabilização do mercado de oferta de produtos, a qualidade passou a ser uma vantagem competitiva. Nesse momento, o Japão foi o país mais importante em relação à qualidade, passando a investir na indústria e comércio. Inovador foi o fato de enviar equipes para aprender sobre qualidade em outros países,
  • 8. 8 traduzir livros da área para o japonês e convidar dois especialistas na área nos Estados Unidos (W. Edwards Deming e Joseph M. Juran). E, assim, iniciaram uma verdadeira revolução nessa área. Mais adiante, segundo Metha e Bhardwaj (1998) não apenas o Japão, mas a Coréia do Sul, Taiwan e Singapura adotaram o modelo. Estes países conheceram o que é prosperar no mercado mundial e para eles era a única forma de fornecer produtos de qualidade, não mais como uma vantagem, mas como a maneira de sobreviver no mercado. O termo qualidade pode ser definido por alguns significados: “característica superior ou atributo distintivo positivo que faz alguém ou algo sobressair em relação a outros; virtude; capacidade de atingir o(s) efeito(s) pretendido(s); cumprimento estrito das normas preestabelecidas de produção “(Dicionário Houaiss, 2009). Segundo Rabbit apud Metha e Bhardwaj (1998) da companhia Foxboro, o conceito de qualidade é a habilidade de exceder a expectativa do consumidor enquanto mantém um custo competitivo no mercado. Na área têxtil e da moda, o conceito de qualidade sob ponto de vista do consumidor seria um produto adequado ao uso com as seguintes exigências: livre de defeitos (sem manchas, defeitos no tecido, problema na costura, entre outros); ter tamanho adequado e ter desempenho adequado depois do uso (resistente à lavagem e secagem comum, sem perda de cor ou encolhimento, não rasgar, etc.). Na indústria têxtil a qualidade é voltada para a inspeção ou revisão, que é o exame visual de materiais, com princípio de detecção dos defeitos para dar um “feedback” da do que foi identificado dos problemas às pessoas apropriadas (como, por exemplo, técnico de qualidade), e determinar as causas. Após isso, realizar um trabalho em busca da correção. Um exemplo são as confecções que necessitam da revisão de tecidos para impedir que o tecido com defeito vá para a produção e chegue ao produto final com a qualidade comprometida. Para as confecções é utilizada uma máquina revisadora (Figura 6) com sentido longitudinal, velocidade controlada, luz direta e perpendicular ao tecido e expressa em “lux” (100 velas), com temperatura entre 4100-4500K e refletores brancos. O maquinário deve ser parado para cada marcação.
  • 9. 9 Figura 6. Máquina de Revisão de Defeitos (MEHTA E BAHARD, 1998) A inspeção dos tecidos é feita a partir de rolos que são visualmente verificados e individualmente graduados no sistema de pontuação que é guiado pelo tamanho do defeito no sistema de 4 pontos, este sistema foi criado pelo “American Apparel Maufactures Associations (AAMA)” segundo Mehta e Bahard, 1998; é o mais utilizado do mundo todo, inclusive no Brasil regulamentado pela ABNT, mas existem outros métodos (conforme Tabela 1). O sistema de 4 pontos é uma representação numérica de acordo com a quantidade, tamanho e gravidade dos defeitos. As pontuações variam de 1 a 4, sendo elas: 1 (até 7,5 cm), 2 (7,6 cm a 15 cm), 3 (15,1 a 23 cm) e 4 (acima de 23,1 cm). A classificação é pela qualidade, assim sendo, o de primeira qualidade caracteriza que tem até 35 pontos por 100m2 e o de segunda qualidade, o tecido que tem acima de 35 pontos por 100m2. Tabela 1. Ordem de Utilização no mercado dos Sistemas de Marcação de Defeitos (MEHTA E BAHARD, 1998) A maioria das pesquisas voltadas para a indústria têxtil é voltada para o desenvolvimento de uma tecnologia cada vez mais eficiente na automação para detecção de defeitos. Para exemplificar, há uma máquina totalmente automatizada (Figura 7) que faz a inspeção e o enrolamento do tecido é produzida pela empresa italiana Lazzati Franco (2009). Segundo Yen et. al. (2009) faz duas décadas que se iniciou a comercialização desses equipamentos. Os equipamentos substituem a inspeção
  • 10. 10 manual, a qual era subjetiva e ineficiente, por outra com alta qualidade e alta velocidade. Segundo Kumar (2002) a inspeção manual era capaz de identificar apenas 70% dos defeitos. A tecnologia nova automatizada, segundo Dorrity et. al. (2002), foi transferida da inspeção na indústria de papel e vidro para a área têxtil. Figura 7. Máquina automática para inspeção e enrolamento de tecidos planos (Lazzati Franco, 2009) As máquinas revisadoras manuais para confecções ainda são comuns provavelmente por causa do porte dessas empresas na produção industrial brasileira. Segundo Sebrae (2004), as micro e pequenas empresas (MPE´s) do Estado de São Paulo correspondiam cerca de 1,544 milhões, enquanto médias e grandes (MGE`s), 30,3 mil (Tabela 2). Tabela 2. Evolução das MPE`s e MGE`s no Estado de São Paulo – 2000-2004 (Sebrae- SP, 2007) O sistema de análise de defeitos de tecidos planos, segundo Cotton Incorporated (2009), é o intermediário entre os vendedores e consumidores, pois os padroniza e exige o cumprimento de determinados padrões de qualidade. O lote deve ser todo revisado quando possui até 1000 m. Quando for maior que 1000 m, deve ser acordada entre o fornecedor e comprador a quantidade admissível de defeitos. De qualquer maneira, se 20% dos rolos tiverem defeito, deve-se revisar todos os rolos.
  • 11. 11 Atualmente a qualidade é atribuída não apenas a um setor de inspeção, mas como uma expressão global, a Qualidade Total, segundo Mears apud Coltro (1996): “A Gestão Qualidade Total é um sistema permanente e de longo prazo, voltado para o alcance da satisfação do cliente através de um processo de melhoria contínua dos produtos e serviços gerados pela empresa”. Assim sendo mudando o enfoque de gerir uma empresa e ter como maior foco a satisfação do cliente e não a produtividade como era antigamente no início da produção industrial. Com isso, a inspeção de tecidos é só uma etapa para atingir a qualidade do produto têxtil. De modo geral a qualidade ainda é atribuída na indústria têxtil focalizada na detecção do defeito para, depois, ser feita a correção, diferentemente do pensamento de Gestão de Qualidade Total. Assim o próximo passo trata-se de conhecer as conseqüências que podem causar nos processos de produção subseqüentes aos que originaram o defeito no tecido plano. 5) Referências Bibliográficas COLTRO, Alex. A Gestão da Qualidade Total e suas Influências na Competitividade Empresarial. Caderno de Pesquisas em Administração. São Paulo, Vol 1, Nº 1, 1º semestre, 2006. COTTON INCORPORATED. Standart Fabric Defect Glossary. Publicado em: http://www.cottoninc.com/Standard-Fabric-Defect-Glossary/ Acesso em: 12/08/2009 KUMAR, Ajay and PANG, Grantham K. H. Defect Detection in Textured Materials Using. Optimized Filters, 2006. DICIONÁRIO HOUAISS. Qualidade. Disponível em: http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=qualidade&x=0&y=0&stype=k Acesso em: 22/08/2009. DORRITY, J. L. E VACHTSEVANOS G. On-line Defect Detection for Weaving Systems Institute of Technology. IEEE Transactions on Systems, Man, and Cybernetcs, Col. 32, Nº5, October, 2002 553. KUMAR, Ajay and PANG, Grantham K. H. Defect Detection in Textured Materials Using. Optimized Filters.
  • 12. 12 JURAN, Joseph M. Qualidade no Século XXI. HSM Management 3 julho-agosto 1997. LAZZATI FRANCO. Checking Machines Publicado em: http://www.lazzatifranco.it/inglese/inglese.htm Acesso em: 02/06/2009. LUNA, Liane Cardoso de; BRAUNS, Luciene Gomes. Defeitos em tecidos planos. Rio de Janeiro, CETIQT/SENAI, 1984, 2 v p. MEHTHA, Pradip V. e BHARDWAJ, Satish K. Managing Qualit in the apparel industry. Nacional Institute of Fashion Technology. 1998. Publicado em: http://books.google.com.br/books?id=PvtKaEzDFkQC&pg=PA18&lpg=PA18&dq=ten +point+system%2Bdefect&source=bl&ots=lXWP4ELjYC&sig=ScsiL3BT6ICzxVm4q XRFlzLH5TM&hl=pt- BR&ei=3wWQSqfqKoKItge04JDPBA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4# v=onepage&q=&f=false Acesso em: 22/08/2009. SEBRAE-SP. http://www.sebrae.com.br Onde Estão as Micro e Pequenas Empresas em São Paulo. 2007. TOMAR, R. S. 2006. Publicado em: http://www.textileassociationindia.org/images/Fabric_Defects.pdf Acesso em: 20/04/2009. YAMANE, Laura Ayako. Estamparia Têxtil. São Paulo, 2008. Dissertação (Mestrado) – Programa de pós-graduação da Escola de Comunicação e Artes, Univesidade de São Paulo, São Paulo, 2008. YEN, W.M; WONG, W.K.; QIAN, S.Q.; FAN, D.D.; CHAN, L.K. e FUNG, E.H.K. Fabric Stitching Inspection Using Segmented Window Technique and BP Neural Networ Research Journal 2009; 79; 24