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DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO JAÇANÃ/ TREMEMBÉ
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
2017
CIEJA
CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
VILA MARIA/ VILA GUILHERME
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO – 2017
I – IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE
CIEJA: Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos Vila Maria / Vila Guilherme
Diretoria Regional de Educação: Jaçanã / Tremembé
Cód. de End: 47.20.30.026.0
Rua: Francisco Franco Machado, 68 – Vila Sabrina CEP: 02139-020
Fone: 2201.6502
FORMAS DE CONTATO ON-LINE
DECRETO DE CRIAÇÃO: 53.676 de 28/12/12
Parecer do C.M.E.: 10/2002 de 07/11/2002
2
E-mail: ciejasabrina@prefeitura.sp.gov.br
Blog: ciejavilasabrina.blogspot.com
Facebook: Cieja Vila Sabrina
II – REGIME DE FUNCIONAMENTO
No CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme há vagas para o Ensino Fundamental na
modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), em módulos (etapas) sequenciais/
anuais. Atende alunos a partir de 15 anos de idade completos, nos períodos diurno e
noturno, em grupos de classe com até 21 (vinte e um) estudantes, de segunda à sexta-
feira no período das 7h30 às 22h30, de fevereiro a dezembro com no mínimo 200 dias
letivos de encontros diários de 2h15min, e complementação de carga horária com
atividades de efetivo trabalho pedagógico extraclasse (vide Matriz Curricular abaixo).
3
MATRIZ CURRICULAR DOS CIEJAs
Anexo Único da Portaria nº 7.834, de 30 de Novembro de 2016
CROQUI DO CIEJA – LEGENDA
Pavimento Térreo
Hall de Entrada Banheiro Masculino
Circulação Depósito
Depósito Banheiro Feminino
Sala da Coordenação Sala de Aula nº 7
Sala da Direção Sala de Aula nº 8
Xerox Sala de Aula nº 9
Secretaria Sala de Aula de SAAI
Arquivo Sala de Informática nº13
Corredor coberto Depósito de Merenda
Sala dos Professores Lavanderia
Banheiro Feminino Cantina
Banheiro Masculino Espaço Verdejando (Horta)
Cozinha
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CROQUI DO CIEJA - LEGENDA
Pavimento Superior
Sala de Leitura nº 24
Sala de Informática nº 23
Corredor coberto
Sala de Aula nº 22
Sala de Aula nº 21
Sala de Aula nº 20
Sala de Aula nº19
Sala de Aula nº 18
Sala de Aula nº 17
Auditório
6
23
18
17
17
17
17
17
24
17
09
7
8
III – Prólogo
CONVERSA SOBRE O PPP DO CIEJA VILA MARIA/ VILA GUILHERME
• Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
Hoje estamos aqui para entender e discutir sobre o Projeto Político
Pedagógico (PPP) do CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme. De forma simples, o
PPP é um documento que nos orientará para que as metas de aprendizagem e
desenvolvimento da escola sejam alcançadas. Por esse motivo, é importante
que esse encontro seja um momento de diálogo, como muitos outros que
ocorrerão em 2017, onde todos poderão perguntar, tirar suas dúvidas e propor
sugestões para melhorarmos cada vez mais.
Para começarmos é importante explicar que escrevermos o PPP juntos é
fundamental por privilegiar múltiplos olhares. Há algum tempo, reconhecemos
que percorremos um longo caminho, mas ainda há o que se dizer e a fazer,
dado que o PPP não pode ser um documento fechado/ engessado. Há a
necessidade de o deixarmos com uma linguagem acessível para que todos o
entendam, ou seja, ele deve ser vivo e revelar os projetos desenvolvidos e o
momento atual do CIEJA.
Nos anos anteriores, discutimos sobre que tipo de sociedade queremos
construir e quais os valores predominantes nela. Os docentes comentaram que
para respondermos essa pergunta precisamos primeiramente pensar qual o
peso da palavra “valor” em nossa sociedade. Comentamos que precisamos ter
uma sociedade mais tolerante, sermos mais solidários, mais autônomos tendo a
ética como um eixo fundante. Tudo isso ainda é válido até hoje para todos nós
do CIEJA.
Tratamos também da construção de uma Escola que possibilite a
criticidade e a consciência dos direitos e deveres dos alunos/ cidadãos.
Discutimos também sobre o tipo de alunos que desejamos formar. Os
professores levantaram os seguintes pontos: alunos críticos, autônomos,
letrados (valorizando sua leitura de mundo), reflexivos, solidários, tolerantes,
que sejam capazes de reconhecer e valorizar sua identidade, que tenham
consciência de sua capacidade de agir (de fazer intervenções) e de valorizar
questões sobre o outro, o diverso, o que chamamos de forma mais técnica
valorizar questões sobre a alteridade.
• E podemos perguntas também?
• É claro. Pode dizer?
• Meu sobrinho de 17 anos estuda no CIEJA, como posso ajudar
vocês? A comunidade pode estar na escola?
A respeito das relações com a comunidade, é importante haver parcerias,
proximidade, troca, soma... O que acontece na escola tem que ter reflexo na
comunidade (e vice-versa) para haver um sentimento de pertencimento dos
alunos. Nesse contexto, ações que sinalizem e promovam maior proximidade da
comunidade com a escola são elementares, tais como: oficinas, café
comunitário, sessões de Cineclube, projetos propostos pelo CIEJA para a UBS
Vila Sabrina, atividades em parceria com o CEU ou oferecidas pela SME,
parceria com comerciantes da Vila Sabrina e assim por diante.
• Poxa vida! Estarei mais presente nesse ano do que no ano
passado. Colaborar é bom demais!
Explicamos o anexo da Portaria SME 5941/13 porque também é
importante por em seu Art. 30 trazer a seguinte informação: “o Projeto Político
Pedagógico deve conter: Perfil sociocultural da equipe de profissionais e a
indicação de como potencializar os saberes da equipe para a melhoria das
condições de atendimento à comunidade escolar”.
Partindo das discussões acerca do PPP e do disposto no fragmento da
portaria citada, disponibilizamos em 2015 um questionário on-line em nosso
grupo fechado (para docentes e gestores do CIEJA) do Facebook – chamado
Cirkularidades – para que tivéssemos uma visão geral do perfil dos professores
(basta clicar no link abaixo para ter acesso às questões):
https://docs.google.com/forms/d/1v8mK916KHUlp_exHuX7tMl9IPi0PEe3LJOM1_d5q7C8/viewform
Ademais traçamos o perfil dos alunos por meio de um questionário semelhante
ao de cima.
Tais ações têm como objetivo potencializar e redirecionar nossas práticas
pedagógicas e nossas aulas.
Outra questão a ser abordada no CIEJA é a diversidade dado que
atendemos alunos com deficiência (as mais diversas), com dificuldades de
aprendizagem, jovens, adultos e idosos. Devido a essa diversidade, precisamos
10
desmontar frequentemente determinados mitos (alunos com deficiência não
aprendem; todas as pessoas com síndrome de down têm determinado
comportamento) como também desfazer vários estereótipos (“burro velho não
aprende”; “deficiente não entende” etc). Há algum tempo, vimos investindo e
discutindo em nossos espaços de formação e entendemos o quanto é
importante abrirmos espaço em nossas aulas, em nossas rodas de conversas,
debates para a diversidade, afinal, é ela que compõe e enriquece o CIEJA.
Inclusive vale à pena dizer que um de nossos projetos de estudo desse ano se
debruçará sobre esse tema.
A respeito dos conteúdos para atendermos as diferentes necessidades,
lembrando que cada um aprende de uma forma, é importante haver um trabalho
flexibilizado (adaptado) e focando os Direitos à Aprendizagem e ao
Desenvolvimento, onde os professores elaboram e criam atividades pensando
nas potencialidades dos alunos com deficiência e/ ou dificuldade(s) de
aprendizagem tanto para os alunos da manhã quanto para os da noite. Isso
significa que nosso olhar é de notar o que esses alunos conseguem fazer e não
do que são incapazes de realizar. Trabalhamos a partir de uma chave inclusiva
que tenta se afastar ao máximo de uma escola que exclui.
• Meu filho é um aluno com deficiência, ele tem Paralisia Cerebral.
O que vocês e eu podemos fazer para ajudá-lo a aprender a ler,
escrever e fazer contas? Será que ele conseguirá fazer tudo isso
até o final do ano?
• Sua pergunta é muito boa e é importante você propor que NÓS, a
escola e você, tentemos auxiliar seu filho em conjunto. Como
dissemos, é fundamental trabalharmos com atividades
flexibilizadas (adaptadas) e os Direitos à Aprendizagem e ao
Desenvolvimento para os alunos com deficiência. Essas são
geralmente atividades que desenvolvem os mesmos conteúdos
dos alunos regulares (sem deficiência), porém tentamos criar
atividades tendentes ao concreto e um pouco menos “complexas”
do que as oferecidas aos alunos regulares respeitando o que
esses alunos conseguem realizar, porque é importante
respeitarmos também seus tempos. Geralmente o tempo dos
alunos com deficiência é um pouco maior do que dos outros
11
alunos, mas isso não significa que um aluno com deficiência terá
que cursar o mesmo módulo duas, três, quatro, cinco vezes como
muitos familiares gostariam que acontecesse, especialmente
porque o CIEJA é uma escola da Prefeitura do Município de São
Paulo de Ensino Fundamental regular tendo a especificidade de
ser voltada para jovens e adultos com e sem deficiência, onde a
diversidade sempre é valorizada e respeitada.
Sempre em busca de aprimorarmos nosso trabalho, neste ano de
2017, os professores sugeriram que em nossa formação limitemos
o número de autores a serem estudados para haver um maior
aprofundamento. Para nós, teoria e prática caminham juntos, com
vistas a um trabalho pedagógico sólido e que atenda as reais
necessidades de nossos alunos. Outro exemplo disso, é que
também criaremos uma espécie de “banco de dados”, uma
espécie de prateleira online de atividades flexibilizadas
criadas/pensadas para alunos com deficiências e/ou com
dificuldades de aprendizagem. Discutimos também sobre a
importância de considerarmos as hipóteses silábicas em que se
encontram cada aluno para a flexibilização das atividades, ou seja,
o aluno reconhece letras, sílabas, já escreve, esquece algumas
letras quando escreve palavras, lê, compreende o que lê,
necessita do recurso de imagem, ou de material concreto para
uma maior compreensão?
Assim, todos os professores criam/recriam e compartilham suas
atividades e quem se beneficia dessa grande rede são nossos
educandos.
É preciso oferecer, estimular o aluno e ir avançando aos poucos
nesse trabalho pedagógico.
No CIEJA trabalhamos com o ler, o escrever e o raciocinar, mas
não somente com estes aspectos, para nós educar vai muito além
disto. Em outras palavras, se um aluno se desenvolve socialmente
ao longo de um ano, ou se melhora sua oralidade, ou se consegue
se expressar de forma clara e argumentar, ou ainda se desenvolve
sua autonomia, entendemos ocorrer avanços significativos. E para
12
nós, um processo educativo está borbulhando aí, mesmo que o
aluno ainda não tenha se apropriado do sistema de leitura, escrita
ou de resolução de contas formalmente. É importante lembrarmos
que há diferentes deficiências, e que de acordo com o grau pode
haver comprometimento na retenção da memória, ou ainda na
aquisição da leitura e da escrita. Mas aqui no CIEJA valorizamos o
que cada um pode e é capaz de fazer, prevalecendo seu
desenvolvimento nos mais distintos aspectos. Além do mais se o
aluno tiver vontade, disponibilidade e após ser avaliado pela
professora da SRMs (Sala de Recursos Multifuncionais) também
poderá frequentar essas aulas que o estimularão para que se
desenvolva cada vez mais. É fato que todo ser humano tem
capacidade de aprender, e as relações humanas privilegiam essa
aprendizagem, por isso é importante fortalecer a parceria família e
escola.
Desde 2015 discutimos as demandas do ponto de vista legal que devem
estar presentes no CIEJA sendo as seguintes: “História e Cultura Afro-Brasileira
e Indígena”, “Música”, “Educação Ambiental”, “Exibição de Filmes de produção
nacional”, “Direitos Humanos e Cidadania”, “Direitos das Crianças,
Adolescentes e Idosos”, “Direitos e Deveres dos Cidadãos e Orientação para o
Trabalho”.
• E me conte uma coisa: vocês não fazem reuniões entre vocês?
Quando isso acontece?
Realizamos reuniões duas vezes por semana (JEIF) das 13h30min às
16h30min para pensarmos como desenvolver uma prática pedagógica cada vez
mais consistente e coerente a fim de nos fortalecermos do ponto de vista prático
e teórico para abordamos os projetos e os temas de modo significativo. Nessas
reuniões de três horas lemos textos, estudamos, discutimos, compartilhamos
saberes e planejamos, levando-se em conta tudo o que é discutido e voltando-
nos sempre para nossa formação. Há momentos em que os professores
criam/recriam um planejamento quinzenal (quinzenário) que poderá ser
elaborado por área de conhecimento e/ou por professores de um mesmo
módulo dependendo de nossa necessidade e enfoque. Esse quinzenário é um
esmiuçamento do Plano de Ensino Anual. O objetivo desses momentos é
13
construir/desconstruir/reconstruir práticas que atendam os alunos regulares, os
alunos com deficiência e com dificuldades de aprendizagem. A partir do
discutido, sob sugestões dos coordenadores pedagógicos, pensar/criar/construir
práticas que atendam ao replanejamento dos próximos quinze dias. Os
coordenadores pedagógicos assessoram os professores, geralmente,
circulando entre as áreas de conhecimento durante a elaboração desse
documento, sugerindo intervenções, quando e se necessário. Esse é um
momento produtivo e prático de nossa formação.
Os professores no início desse ano pensaram ser importante revisitarmos
temas já estudados e retomando uma fala da nossa Coordenadora Geral Suely
Hatada, “reconhecer para conhecer”, ou melhor, é fundamental resgatarmos o
que vivemos enquanto grupo, o que foi bom, ampliarmos e melhorarmos, e
pensarmos sobre o que não foi tão interessante para continuarmos nossos
percursos. Desse modo, resgatar materiais anteriores, tanto do CIEJA quanto
de outras escolas são fontes de estudo.
Dialogamos também com os educadores que este momento da JEIF
complementa nossa formação, nos dando subsídios para a discussão tanto nos
grupos menores, por área de conhecimento, como no coletivo. Ao nos
aprofundarmos sobre diferentes temas, ao ouvirmos as opiniões dos colegas,
ao trocarmos experiências, a riqueza de linguagem abordada na formação, o
caráter dialógico privilegiado nos encontros, tudo isso enriquece e fortalece o
trabalho efetivamente na sala de aula com nossos alunos. Buscando um
trabalho interdisciplinar. No ano passado, a Coordenação Pedagógica, sugeriu
que a cada bimestre os professores se reunissem por área de conhecimento
“revisitando” o Plano Anual tomando decisões a partir das necessidades dos
alunos, de suas demandas, de seus anseios e apresentassem aos demais
professores seus planos a partir de pequenos mapas conceituais. Assim cada
qual, tem uma visão geral do que cada área está trabalhando podendo opinar,
trocar, apresentar intervenções e desenvolver trabalhos interdisciplinares.
• Vocês trabalham muitos temas aqui na escola. Mas eu gostaria de
saber qual é o papel da família em tudo isso o que vocês estão
falando?
• A família sempre pode estar presente na escola principalmente em
se tratando de alunos menores de idade, com deficiência, com
14
dificuldades de aprendizagem ou sempre que julgarem necessário
independentemente da idade. A participação dos pais e/ ou
responsáveis pode ocorrer no Conselho de Escola – há reuniões
mensais – como também no Conselho de Classe ao final de cada
um dos bimestres. Além disso, há as reuniões de Pais e Mestres
ao final de cada bimestre, sempre mandamos um lembrete e
geralmente telefonamos para os pais e/ou responsáveis, e sempre
que estes desejarem conversar conosco basta virem à escola para
um breve atendimento ou agendarem um horário com os
coordenadores para uma conversa mais prolongada. Duas vezes
por ano ocorre o dia da Família na Escola com atividades dirigidas
a alunos, a seus pais e/ ou responsáveis e à comunidade. Nesses
dias será um enorme prazer contar com a presença de todos aqui.
Além do mais, há várias atividades culturais que desenvolvemos
no CIEJA e que os pais e a comunidade são convidados, por
exemplo, as sessões de cinema chamadas CIEJA Cineclube como
também diversas atividades culturais.
• Eu sou uma aluna do módulo 4 e no ano passado eu estava no
módulo 3. Eu não gostei dessa história de só ter passeio para os
alunos especiais. Você pode me explicar isso?
Alunos do CIEJA participando das
Paralimpíadas no Clube Esperia.
15
• Excelente seu questionamento. Muito obrigado pela pergunta. Mas
você me permite fazer uma pequena correção. Hoje em dia não
dizemos alunos especiais, a melhor forma de ser referir a esses
alunos é aluno com deficiência, pessoa com deficiência.
Esclarecido isso, é importante dizermos que no ano passado
houve uma parceria do CIEJA com o CEU Jaçanã e muitas dessas
atividades eram dirigidas para alunos com deficiência. Isso quer
dizer que o ônibus que vinha buscar esses alunos privilegiava os
estudantes com deficiência. Mas sempre que possível
convidávamos os alunos como um todo a participarem dessas
atividades como ocorreu quando os alunos com deficiência foram
participar das Paralimpíadas no Clube Esperia (imagens acima) ou
quando fomos a uma manhã esportiva no CEU Jaçanã. Nós
convidamos os alunos regulares mas a prioridade eram os alunos
com deficiência uma vez que de modo geral, estes têm
oportunidades menores de ir aos espaços culturais se
compararmos com as pessoas sem deficiência. Em reuniões
conversamos com os professores e todos concordaram em
continuarmos essa parceria com o CEU ou com outras instituições
em que o foco são os alunos com deficiência. Mas é importante
lembrar que houve várias atividades envolvendo todos os alunos
da escola com direito a transporte: Musical - O Fino do Samba,
Visitas a exposições no SESC, Idas ao teatro e por aí vai,
atividades não faltaram para todos.
16
Alunos do CIEJA em exposição do SESC Bom Retiro
Alunos esperando para assistir à peça “A Festa de Abigaiu”
Já que estamos falando de atividades culturais, às vezes
receberemos convites da Secretaria Municipal de Educação para
irmos ao teatro, a alguma exposição, a algum espaço cultural,
enfim, um espaço que promove o prazer estético, a reflexão e a
aprendizagem. Os professores e os gestores do CIEJA
concordaram que continuaremos aceitando esses convites mesmo
que cheguem próximos da realização do evento e que não estejam
tão diretamente relacionados aos projetos desenvolvidos. Nesses
casos daremos uma volta de 90º, 180º e quem sabe até de 360º
graus para adaptarmos a atividade cultural oferecida a nossos
projetos desenvolvidos porque criatividade e flexibilidade sempre é
bom.
Já estou terminando esse tema. Mas antes é importante dizer que
em cada atividade cultural em que o ônibus saia da porta do
CIEJA, deixe os alunos na porta do local a ser visitado e retorne
para a porta do CIEJA combinamos de irem dois acompanhantes
17
da escola. Estes poderão ser dois professores ou na
impossibilidade um professor e um funcionário. Também abrimos a
possibilidade de realizarmos atividades culturais usando transporte
público (ônibus e metrô), como acontecido em anos anteriores.
Tivemos uma riquíssima experiência no ano passado, fomos
assistir a peça: Peer Gynt no Teatro do SESI da Paulista. Como
tínhamos um número significativo de alunos menores e/ou com
deficiência, incorporamos o princípio de “adote um aluno” para
aqueles que são maiores de idade, no sentido de termos ajuda dos
próprios alunos e a solidariedade estar cada vez mais presente no
âmbito escolar, veja as imagens a seguir:
18
Alunos e professores após verem a peça “Peer Gynt”
Caso não haja alunos com deficiência ou estes sejam em número
pequeno, poderemos pensar em um professor para cada módulo
(de quinze a dezoito alunos).
Essa série de atividades culturais ao longo do ano parte do
pressuposto de que o estudado na sala de aula seja visto e
aprendido em outros lugares (museus, espaços culturais,
parques), como também o que é estudado em alguma atividade
cultural possa adentrar e reverberar na sala de aula.
• Eu quero fazer uma pergunta. Sou aluna da escola e você pode
me explicar pra que serve o Conselho de Classe? Não é um blá
blá blá que não serve pra nada?
• Muito pelo contrário: não é um “blá blá blá”. É um exercício
democrático onde predomina a fala e a escuta para refletirmos
sobre o que é produtivo e o que precisa ser melhorado na escola.
O Conselho de Classe Participativo ocorre ao final de cada um dos
bimestres e pedimos que as salas elejam representantes da turma
para participarem desse momento tendo voz ativa/ participativa;
esses representantes trarão demandas e levarão o discutido no
Conselho para seus pares. Os docentes ao chegarem no
19
Conselho de Classe Participativo já digitaram seus conceitos ou
notas que são usados pelos coordenadores pedagógicos para a
elaboração de gráficos a serem analisados e comentados durante
o período do Conselho. Solicitamos também aos professores e
aos alunos escreverem relatórios de suas salas a fim de serem
lidos no início da reunião para abrirmos o diálogo entre todos os
presentes. O que esperamos com esse formato de Conselho de
Classe Participativo são sugestões/ propositivas e soluções de
alunos, dos professores e da equipe gestora para melhorarmos o
processo de ensino-aprendizagem no CIEJA a partir de uma
escuta sensível.
• E como vocês preparam as aulas? Cada um faz do jeito que achar
melhor?
• É claro que não é assim. Há algo que chamamos de “Plano de
Ensino Anual”, é um planejamento anual que bebe na fonte do
documento "Por uma política curricular para a educação básica"
(MEC, 2014) que está focado nos Direitos à Aprendizagem e ao
Desenvolvimento dos alunos e no documento “Educação de
Jovens e Adultos: Princípios e Práticas Pedagógicas – 2015”. No
Plano de Ensino, os professores de cada módulo e/ ou áreas de
conhecimento, apontam quais são os Direitos à Aprendizagem e
ao Desenvolvimento, os temas e os conteúdos de cada módulo a
serem abordados durante o ano letivo. Ao início de cada bimestre,
teremos sempre um momento de parada para revisitarmos esse
Plano e o alterarmos, ampliarmos, reduzirmos a partir da realidade
concreta dos nossos educandos e das necessidades que surgem
na escola. Para uma melhor compreensão, ao final desse texto, no
anexo 1, você encontrará os Planos de todas as áreas do
conhecimento, assim é possível entender direitinho sobre o que
estamos falando.
• Não entendi muito bem o que são esses Direitos à Aprendizagem
e ao Desenvolvimento, você pode me explicar melhor? Os alunos
não vêm para a escola para aprender a ler, escrever e fazer
contas?
20
• O senhor tem razão ao dizer que os alunos vêm para a escola
para aprender a ler, escrever e fazer contas, mas não somente
para isso. Precisamos ampliar o que é ler, escrever e fazer contas
porque hoje em dia é necessário que os alunos sejam críticos,
saibam de seus direitos e de seus deveres, que tenham uma
consciência cidadã/ cidadão. Ao pensarmos em Direitos à
Aprendizagem e ao Desenvolvimento focamos no que os alunos
têm direito a aprender, uma escola que não valoriza apenas o
canônico, o erudito, o clássico, mas sim uma escola que valoriza e
elege o não-canônico, o popular, o rotineiro como objeto de estudo
e saímos do lugar em que educadores determinavam os
conteúdos (enrijecidos) a serem aprendidos, os conteúdos
considerados importantes para os alunos. Na realidade, ao
falarmos de Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento nosso
olhar é inclusivo e social, ou seja, o aluno ocupa um lugar central
dado que é uma escola voltada para a população brasileira, para
os moradores de São Paulo, da região da Vila Sabrina, na Zona
Norte.
Aliado ao Plano de Ensino Anual, criamos Mapas Conceituais (anexo
2). A partir de autoavaliação que os alunos realizaram ao final de 2016, em
relação aos temas e projetos de interesses, obtivemos as seguintes respostas:
1º lugar: 46,3% - Direitos Humanos: Violência contra a mulher.
2º lugar: 37,2% - Inclusão Escolar: Pessoas com deficiência, pessoas
com dificuldades de aprendizagem, idosos na escola.
3º lugar: 33% - Sarau Temático: textos, dramatizações, cantoria.
4º lugar: 33% - Oficinas e Artes.
Projetos estes que serão nossos eixos ao longo do ano a partir do que os
alunos escolherem como os mais significativos para eles.
• Então aquilo de falar de negro e índio acabou na escola? Eu acho
uma perda de tempo ficar falando de negro, racismo, macumba,
capoeira e índio. E eu acho que isso não tem nada a ver com
estudar.
21
• Então, tudo isso que você nos diz é interessante porque reflete o
que a maioria de nossa sociedade diz e pensa. Porém, como
temos um olhar inclusivo é impossível não falarmos dos negros e
indígenas. E você sabe por quê? Os negros e os indígenas
durante muito tempo foram vistos como um povo inferior. Vocês
acham que poderemos dizer que uma pessoa é inferior a outra?
• É claro que não. Sabemos que todos somos seres humanos.
• Por termos uma visão de mundo a partir dos europeus, até hoje,
os negros e os indígenas são discriminados em nossa sociedade e
não têm as mesmas oportunidades que os brancos. Partindo do
pressuposto de que nossa sociedade é conservadora e
preconceituosa é importante que a escola trabalhe sobre essas
questões, desmistificando, ou seja, desmascarando/ revelando a
importância e a contribuição de cada povo em nossa sociedade,
descontruindo estereótipos e valorizando etnias.
Ao negarmos tais questões, apagamos a memória e a identidade
de um povo. Tiramos o direito de acesso ao conhecimento e
dificilmente possibilitaremos mudanças em comportamentos
racistas e discriminatórios presentes em nossa sociedade.
É importante mostrar que há líderes negros no mundo e no Brasil,
que ter a pele escura, o nariz largo e o cabelo crespo não significa
ser feio porque nosso padrão de beleza é o europeu de brancos
de cabelos lisos e olhos claros, que é necessário haver a
identificação de negros com a escola e com a sociedade a fim de
repararmos todo esse processo histórico que lhes foi negado
colocando todos em pé de igualdade.
Agora sua questão sobre macumba e capoeira. Na realidade
existem cultos africanos que precisam ser respeitados e
valorizados a partir de seu aspecto cultural e até mesmo religioso,
tendo um olhar a partir da História das Religiões. É importante
dizermos que a escola brasileira não pode ensinar e divulgar
religiões porque ela é laica, cada um tem sua religião (ou não) e
suas crenças (ou não), mas estas não devem ser conclamadas na
22
escola. Sobre a copeira é uma dança, e é importante saber que ela
foi considerada patrimônio cultural brasileiro devendo ser
valorizada, apreciada e respeitada.
• Que ótimo vocês trabalharem com todos esses temas. Como a
escola mudou desde que eu parei de estudar. Fiquei até com
vontade de vir estudar aqui porque parei na 5ª série!, rs... Nem fala
mais assim, né? Agora é ano, né?
• Então, para você estudar no CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme é
muito fácil. Desde março de 2015 mudamos nosso processo de
cadastramento para que ele seja o mais transparente possível.
Basta você entrar em nosso blog
(http://ciejavilasabrina.blogspot.com.br/), procurar pela aba PARA
ESTUDAR NO CIEJA CLIQUE AQUI e clicar nela. Leia as
informações que se encontram lá e clique em PREENCHA SEU
CADASTRO.
(https://docs.google.com/forms/d/1S6vwfP319ajz3ChdnDumPYZv
Cusd22iWwh89pfaJPEI/viewform), preencha esse formulário e ao
final clique em enviar. A secretaria do CIEJA receberá sua
inscrição com seus dados e entrará na lista organizada
automaticamente por ordem de recebimento e assim que surgir a
vaga no módulo desejado por você e no horário pretendido, algum
funcionário da secretaria entrará em contato por telefone para você
efetivar a matrícula. Caso alguém não tenha acesso à internet,
basta procurar a secretaria da escola para um funcionário da
secretaria realizar esse cadastro. Depois é só vir estudar conosco
e participar desse processo de educação baseada em Direitos à
Aprendizagem e ao Desenvolvimento que tem como eixos a
Democracia, a Cidadania e a Criticidade.
Não podemos nos esquecer de falar sobre a Prova de
Classificação que ocorre todas as quartas-feiras às 9h00 ou às
19h30 para os alunos que não têm como comprovar sua
escolaridade. Essas pessoas só precisam vir à secretaria nesses
dias e horários para que os coordenadores pedagógicos ou algum
funcionário aplique a prova. Nesse mesmo dia a correção da prova
23
será feita como também o cadastro. Aí é só aguardar o contato
futuro da secretaria para efetivar a matrícula.
Enfim, agora é só aguardar por nossas próximas ações no decorrer de
2017: Oficinas de Orientação para os Trabalhos Extraclasse no contraturno com
os professores coordenadores de cada sala para auxiliarem os alunos, o
Itinerário Formativo (IF) também no contraturno voltado para a temática do
trabalho, Projeto de Xadrez, Jogos Matemáticos, CIEJA Cineclube,
AfroeducAÇÃO, Rodas de Leitura e Leituras diversas na sala de leitura,
Assembleia, Parceria com a UBS Vila Sabrina, Horta do CIEJA, Construção de
Terrários, Dia da Família na Escola e Escambo, Festa Junina, Sarau,
Atividades/ Passeios Culturais, Conselho de Classe Participativo, Apresentação
de Trabalhos Extraclasse, Festividade de Término de Curso e muito mais.
• Eu sou aluno daqui e não entendi muito bem como funcionam essas
oficinas de orientação para os trabalhos extraclasse, você pode me
explicar um pouco mais?
• É claro que posso. Vocês sabem que no CIEJA todos os dias os
alunos estudam 2h15min, não é?
• Sim, sabemos.
• Então, é como se "faltasse" 1h45min para completar a carga horária
mínima diária de 4h00 pensando que temos 200 dias letivos.
A partir disso, é necessário haver uma espécie de "compensação" de
horas, ou seja, há anos foi pensado a realização de um trabalho fora
do horário escolar para o cumprimento dessa carga horária. Desde o
início de 2017, os professores têm 1 ou 2 aulas que são de
orientação, explicação, auxílio na elaboração desse trabalho e essa
aula ocorre antes ou depois do seu horário de aula regular.
Por esse motivo é importante que vocês venham a essas oficinas para
tirarem suas dúvidas e terem o acompanhamento para a elaboração
dos trabalhos extraclasse bimestrais. Colocamos nos murais da escola
os horários em que cada professor coordenador de sala tem essa
oficina de orientação, mas qualquer dúvida é só conversar com seu
professor orientador ou conosco. Ficou claro?
• Sim, está claro. Obrigado.
24
• Preciso fazer um elogio para vocês. Gosto do CIEJA porque vocês
são organizados e explicam tudo com paciência e cuidado para nós. A
escola aqui é muito boa.
• Eu queria que você falasse também sobre as sessões de cinema e
essas aulas de leitura do professor Sillas que acontecem aqui.
• No CIEJA desenvolvemos diversas atividades com o intuito de auxiliar
na aprendizagem dos alunos. Uma delas é o CIEJA Cineclube que
ocorre todas as 2as. quartas-feiras do mês das 15:00 às 17:30. A
ideia é passar um filme brasileiro, de preferência um filme mais
autoral e menos comercial, para repertoriarmos os alunos,
professores e comunidade sobre as temáticas estudadas durante os
bimestres.
Temos como objetivo a formação de público e promover o
pensamento crítico e reflexivo a partir de filmes. As sessões são
gratuitas e abertas a todos os que quiserem e puderem vir. Sempre
há algum representante da gestão e professor para realizar esse
trabalho de mediação de filmes. Nesse ano também trabalharemos
com clássicos do cinema para encerrar o semestre, ou seja,
passaremos um filme do Charles Chaplin e um filme que faça parte do
imaginário do mundo do cinema como Cantando na Chuva, A Noviça
Rebelde ou O Mágico de Oz.
O professor Sillas desenvolverá um projeto de Roda Literária todas as
últimas segundas-feiras do mês que proporcionará aos estudantes
novas possibilidades de cultura e exploração de novos conhecimentos
através da leitura.
Já que estamos falando sobre atividades há também as oficinas das
professoras Lourdes e Débora. A professora Débora desenvolve um
projeto de matemática pensando em jogos e atividades lúdicas por
meio do uso de cálculos que acontece todas as 5as. feiras das 12:15
às 13:00. A professora Lourdes desenvolve uma oficina na sala de
leitura para despertar o gosto pelos livros e leitura, algo na linha da
Roda Literária desenvolvida pelo professor Sillas dado que são
parceiros de área do conhecimento.
25
Sessão do CIEJA Cineclube
• Há alguma dúvida, pergunta? Algo que vocês queiram dizer?
• E onde entram os funcionários que trabalham no CIEJA em tudo
isso que vocês estão comentando?
• Os funcionários, inclusive os colaboradores, participam do
processo ensino-aprendizagem como um todo, conhecem nossa
proposta pedagógica, e as atividades desenvolvidas por cada um
favorece nosso trabalho pedagógico. Nossa AVE em uma reunião
de 2015 expôs sua dificuldade de trocar os alunos que usam fralda
no banheiro. Essa demanda surgiu nessa reunião e a gestão do
CIEJA providenciou as adequações nos banheiros (masculino e
feminino) a fim de que nossos alunos sejam tratados com
dignidade dentro da escola.
• Algum comentário mais? Alguma sugestão?
• Para mim foi ótimo ter vindo aqui e aprendido tudo isso sobre o
CIEJA. Eu já gostava daqui, depois de hoje gosto mais ainda.
Parabéns a todos vocês e espero que continuem assim por muitos
anos. Obrigado por terem nos convidado para participar desse
momento. E espero pelo próximo encontro.
• Nós agradecemos pela presença de todos e estamos sempre à
disposição de vocês. Obrigada/o e até a próxima!
26
ALUNOS DO CIEJA: SEU PERFIL
Alguns momentos da confraternização de final de ano oferecida pelo comerciante do Bairro
27
No primeiro semestre de 2015, aplicamos um questionário on-line, a fim de
coletarmos dados sobre o perfil sociocultural dos alunos do CIEJA. Tais dados foram
compartilhados com o grupo de professores e com o Conselho de Escola, tendo como
objetivo repensarmos nossa prática de anos anteriores e dos anos seguintes
delineando novas possibilidades.
A seguir, apresentamos um recorte dessa pesquisa e algumas intervenções
articuladas a partir da mesma.
Conforme dados acima, 62,2% dos alunos pertencem ao sexo feminino e 37,8%
ao sexo masculino. A partir desses dados e de um contato inicial com as turmas,
verificou-se uma necessidade de trabalharmos temas referentes a gênero tendo como
foco a mulher.
Em 2017, a mulher aparecerá fortemente no projeto “Direitos Humanos:
Violência contra a mulher”, como também nos bimestres seguintes porque é
importante que a questão da violência contra a mulher sempre seja retomada e
refletida ao longo do ano letivo. Abordaremos mulheres importantes para o Brasil e
para o mundo, refletiremos sobre ISTs, gravidez precoce, menopausa, câncer de
mama, a violência (tanto física quanto psicológica) contra a mulher, enfim, pensaremos
sobre temas tocantes à mulher na atualidade.
Outros trabalhos permearão nosso fazer pedagógico no decorrer do ano a fim
de provocarmos pequenas fissuras (“grandes utopias”) para jogarmos nosso foco
(reflexivo e de ação) no pluralismo, desnaturalizando conceitos e preconceitos
cristalizados em nossa sociedade machista.
28
Outro dado importante foi detectarmos os bairros onde mais residem nossos
alunos. Com esses dados partimos para um mapeamento do entorno. Colocamos
como meta conhecer, sentir, vivenciar, os quatro primeiros bairros com maior número
de alunos residentes. Mudanças de olhares, desnaturalização de verdades e (pré)
conceitos adquiridos pela falta de conhecimento deveriam ser colocados em xeque.
Para tanto, fizemos um convite a toda a equipe para deixarem aflorar os 5 sentidos
através de um poema criado pelos coordenadores pedagógicos a partir das falas e
ideias sugeridas pelo próprio grupo de professores. Como resultado tivemos o
seguinte convite:
(Re)Conhecer, Identificar, Explorar, Sentir (o cheiro), Pisar, Olhar, Ver, Enxergar,
Ouvir, Escutar, Falar, Anotar, Registrar, Fotografar, Desenhar, Filmar, Coreografar:
Possibilidades diversas.
29
CHÃO: MEU, SEU, NOSSO!
Faremos um diagnóstico:
A 3 Vilas vamos: Maria, Medeiros e Sabrina
Um Jardim deslumbraremos: o quintal do Brasil
Óculos com lentes outras usaremos
Nossos olhares deslocaremos
Tato, olfato, paladar, visão, audição
Em ebulição estarão
Nesses lugares seremos atravessados por nosso PPP
Sinta...
Quais são as condições de vida das pessoas?
Converse...
Com os moradores que dão vida a esse rincão
Pergunte-lhes...
Qual a importância da escola para eles
Delicie-se...
Com as curiosidades do bairro
Identifique...
As áreas de lazer, as atividades culturais, os
equipamentos
Descubra...
O que tem de bom nesse bairro
Procure...
Pelo que precisa ser melhorado
E deixe nossos fios:
O CIEJA esteve aqui!
Marcos Eça e Viviane Moreiras
30
Levando em conta todos esses pressupostos, professores, alunos (convidamos
os alunos para serem nossos guias para o reconhecimento do entorno) e equipe
gestora se dividiram em quatros grandes grupos e cada um deles saiu em direção a
um bairro, a saber:
 Grupo 1: Jardim Brasil (18,9% dos alunos residem nele)
 Grupo 2: Vila Sabrina (18,4% dos alunos moram nesse bairro)
 Grupo 3: Vila Maria (15,9% dos alunos habitam aí)
 Grupo 4: Vila Medeiros (10,9% dos alunos moram na V.M.)
Conhecer onde e em que condições nossos alunos residem, abrem
possibilidades para um trabalho mais humanista e mais próximo da realidade deles, o
recorte do currículo passa a ser voltado a esses alunos, a linguagem elencada e até
mesmo a forma como se dará o processo ensino-aprendizagem terá outros aspectos.
Por isso compreender o universo escolar dos alunos do CIEJA não se restringe
apenas ao processo de aprendizagem em sala de aula. Reconhecer seu contexto
social e dentro dele, o socioeconômico permite compreender e refletir sobre qual
escola queremos, e de que forma podemos exercê-la como meio transformador em
suas vidas e de sua/ minha/ nossa comunidade.
Retomando nosso perfil do aluno, na sequência temos a declaração de cor ou
raça revelando que 46,3% dos alunos se autodeclararam pardos, 11,9% pretos e
36,3% brancos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para
formar a classificação de negros (entendido aqui como categoria), é comum que seja
somada a população preta à população parda para a formação de um grupo.
Baseando-nos nessa informação, temos uma totalidade de 58,2% de estudantes
negros no CIEJA. Tal informação revela a importância de trazermos para a sala de
aula temas ligados a História e a Cultura Afro-brasileira, abordando também questões
étnico-raciais e indígenas valorizando a ancestralidade dessas populações. Tal
informação pode ser observada no gráfico a seguir:
31
Ao longo de 2016, realizamos algumas ações no tocante à temática Étnico-Racial
e Indígena: produção de Mandalas em CDs; Sarau étnico-racial; formação em JEIF
com as formadoras de SME Vanessa Caldeira e Joyce Rodrigues, conversa com os
alunos e o indígena Jaime Myoruna, idas culturais a sessões de cinema
bimestralmente da AfroeducAÇÃO.
Alunos confeccionando mandalas
Acima a formadora Vanessa Caldeira e
ao lado a formadora Joyce Rodrigues, ambas do núcleo étnico-racial da SME.
32
À frente do grupo o indígena Jaime Myoruna após conversa
Alunos e funcionários do CIEJA em sessão de cinema e debate do AfroeducAÇÃO
Perguntamos também sobre a preferência religiosa: 42,8% dos alunos do CIEJA
são evangélicos, 39,8% são católicos e 9,5% declararam não possuir religião. Tal
informação se faz importante para discutirmos entre as áreas como abordarmos
determinados temas tão ricos ao desenvolvimento e ao enriquecimento cultural/ social
de nossos alunos sem ferirmos e/ ou desrespeitarmos a diversidade religiosa presente
na sala de aula, lembrando sempre que a escola é laica.
Passando para o campo profissional, é importante saber se nossos alunos
executam algum trabalho atualmente, bem como sua principal atividade exercida.
54,2% diz exercer algum tipo de trabalho e 30,8% pontuaram estar fora do mercado de
33
trabalho hoje em dia. A EJA tida como um referencial para jovens e adultos, com um
público em sua grande maioria de trabalhadores, requer um currículo que também
aborde temas voltados ao mundo do trabalho como direitos trabalhistas, conquistas
históricas adquiridas entre outros.
Por meio dos gráficos é possível também observarmos que uma grande maioria
dos nossos alunos realizam trabalhos mais braçais, tal informação sinaliza para o
desenvolvimento de práticas que considere e valorize essa realidade. A partir desse
dado há a relevância de desenvolvermos um bimestre voltado para oficinas e/ ou
trabalho (valorização dos saberes dos alunos).
Em se tratando de leitura, perguntamos aos alunos se eles gostam de ler: 83,1%
diz que sim contra 16,9% diz não gostar. Voltando nosso olhar para que escola nós
queremos e o que pretendemos construir com nossos alunos, a leitura se faz como
uma grande aliada para o desenvolvimento de habilidades e competências. Perguntas
como: é possível desenvolver um comportamento leitor nessa parcela de quase 17%?
Quais ações poderiam dar um embasamento para essa ruptura de pensamento?
Partimos do princípio de que o comportamento leitor se adquire a partir da vivência e
do contato com livros, revistas, panfletos, jornais on-line ou impresso. O
desenvolvimento de saraus literários, o empréstimo de livros constante, o gesto de
disponibilizarmos livros e outros suportes de leitura pelos mais diversos espaços vem
para contribuir a uma, quem sabe, mudança no comportamento leitor.
34
Dado que 41,3% de nossos alunos leem jornal impresso, poderemos
desenvolver ações para que os outros alunos também comecem a ler esse gênero
textual e se familiarizem a ele. Poderíamos tentar conseguir doações de jornais dos
dias anteriores a fim de disponibilizarmos nas salas de aula e na Sala de Leitura.
Na sequência os alunos nos informaram que 70,6% utilizam o computador para
navegar na internet. É produtivo termos essa porcentagem dado que essa linguagem
pode ser incorporada em todas as áreas. Agora precisaremos ter ações pontuais nas
aulas de Informática e de Itinerário Formativo para auxiliarmos os 29,4% que ainda
não adquiriram essa prática. É importante que os alunos conheçam a linguagem digital
para que não sejam excluídos da sociedade atual.
35
Como estamos falando de linguagem, poderemos abordar a música de forma
produtiva nos projetos desenvolvidos em 2017 no CIEJA. 96% afirmou ouvir música
dos mais diferentes gêneros (sertanejo: 45,8% e samba: 32,8%). Este fato deve ser
levado em consideração nas áreas de conhecimento tornando as aulas mais
significativas e próximas aos alunos. Analisando os gráficos, podemos afirmar que 9%
de nossos alunos tocam algum tipo de instrumento musical, tal dado se faz importante
se evidenciarmos essas potencialidades podendo resultar em projetos significativos
envolvendo a música para os alunos e para toda a comunidade escolar.
36
De modo geral, os maiores interesses dos alunos são: música com 59,2%,
seguido de televisão com 49,3% e filmes com 43,3%. A respeito da música, o dito no
parágrafo anterior ratifica a importância de incorporarmos a musicalidade em nossos
projetos/ aulas. Na disciplina de Educação Física, por exemplo, a professora poderá
incorporar nas aulas de Educação Física Danças Brasileiras.
Quanto à televisão e aos filmes é importante trazermos essas linguagens de
forma crítica, descontruindo a visão de que expressam verdades absolutas. Na
realidade devemos perceber que são apenas pontos de vista.
37
Conhecer as habilidades eleitas pelos alunos como as mais significativas revela
a diversidade existente dentro do CIEJA e a necessidade de trabalharmos e
potencializarmos essas riquezas. Tudo isso nos mostra o quanto poderemos aprender
e compartilhar saberes no espaço escolar.
Outro dado que vale a pena levantar é o motivo pelo qual os alunos voltaram a
estudar. 44,8% revelam que a principal motivação foi a de conseguir um emprego
melhor, isto é, o mercado de trabalho traz necessidades e obrigações que impõem aos
sujeitos a realização de determinadas tarefas. 42,8% afirmam ter voltado a estudar
para aprender a ler e a escrever, ou melhor, para saírem da condição de “analfabetos”,
nós preferimos dizer alunos com pouca ou nenhuma escolarização. Ter um diploma de
Ensino Fundamental é importante para 27,9% dos alunos, o que indica uma
preocupação burocrática imposta socialmente.
38
Ao analisarmos o gráfico abaixo, constatamos que 64,7% de nossos alunos
estão a mais de 5 anos sem estudar. Por essa razão temos de ter um olhar sensível
em direção a esses estudantes para que se sintam acolhidos no ambiente escolar.
Entretanto, faz-se necessário conscientizarmos esses alunos de que a escola atual
mudou.
A nossa concepção enquanto educadores do CIEJA é a de compartilharmos
conhecimentos, privilegiando a dialogicidade, os Direitos à Aprendizagem e ao
Conhecimento e uma Pedagogia baseada em Projetos. Todos estes pontos devem ser
ditos e explicitados para os discentes o que já ocorreu nos primeiros dias de aula de
2017. Sob o título: “Desconstruir para Construir”, os professores apresentaram aos
alunos os projetos desenvolvidos no ano anterior, convidando-os a realizarem uma
breve reflexão sobre a memória de escola brasileira. Uma escola em que os alunos se
sentam enfileirados e os professores falam o tempo todo para os estudantes
silenciosos sentados em suas carteiras escolares mansamente. No CIEJA os alunos
são convidados o opinarem, a terem voz, a perceberem o que é uma escola
democrática. Os professores desenvolvem uma escuta sensível e valorizam a voz do
aluno que se sente respeitado, valorizado e se identifica com esse processo educativo.
Enfim, são provocados para falar de suas experiências, o que pensam sobre o
mundo, o que sabem de cada tema trabalhado e como podem contribuir para os
projetos e temas estudados ao longo dos bimestres.
39
Do ponto de vista legal, as demandas consideradas importantes para nossos
alunos estão atreladas as questões dos direitos, basta analisarmos o gráfico mais
abaixo onde 29,9% revelam ter interesse em assuntos ligados aos direitos e
deveres dos cidadãos e 19,9% se interessam pelos direitos da criança, do
adolescente e do idoso. Revelando a importância de abordarmos “Os Direitos
Humanos – Violência Contra a Mulher” no 1° Bimestre e no 2º, a “Inclusão Escolar”.
Além disso, em um de nossos PEAs nos debruçarmos sobre a temática da
“Identidade & Diversidade: Inclusão de Adolescentes, Idosos e Pessoas com
Deficiência”.
A respeito da história e cultura afro-brasileiras e indígenas 26,9% manifesta
interesse na temática que precisa estar presente durante o ano letivo também. Esses
dados revelam que as mais diversas áreas do conhecimento devem tratar essas
questões por se relacionarem à identidade, diversidade e formação do povo brasileiro.
As relações humanas são importantes para 58,2% apontados como um dos
fatores que mais contribuem para a melhoria na escola. Na sequência vieram 43,8%
destacando as aulas com objetivos e propostas claras. E 32,3% apontam que
aparelhos eletrônicos e tecnológicos são bem-vindos. Por essa razão decidimos neste
ano em um dos PEAs nos aprofundarmos nas relações entre a “Leitura, Escrita,
Raciocínio Lógico e as Novas Tecnologias”.
Sobre as condições físicas do CIEJA 63,7% alegam serem boas e 34,8%
afirmam serem excelentes; totalizando 98,5% de alunos satisfeitos com o ambiente
físico do CIEJA.
40
Por fim, os alunos consideram importante para a avaliação os trabalhos
realizados em grupo (51,7%), sua participação em sala de aula (46,8%), exercícios
realizados em aula (45,8%) e provas escritas (45,3%). Podemos afirmar que tanto
atividades coletivas quanto individuais contribuem para o processo de ensino/
aprendizagem de nossos alunos.
PROFESSORES: SEU PERFIL
41
Professores confeccionando a capa de seu
caderno e em atividades de interpretação leitora
nos primeiros da organização escolar de 2017.
42
Como realizamos uma pesquisa para determinar o perfil sociocultural dos
alunos do CIEJA, os professores responderam igualmente um questionário on-line a
fim de traçarmos o perfil deles e potencializarmos suas competências. Abaixo
reproduzimos em forma de gráficos alguns dados resultantes desse questionário para
tecermos breves considerações.
14 professores do CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme responderam as perguntas
do questionário. A partir da análise dos dados, percebemos que a maioria dos
professores são mulheres (64,3%) e 35,7% são homens. A nosso ver, no projeto
“Direitos Humanos – Violência Contra a Mulher” haverá uma riqueza no encontro das
historicidades dessas educadoras mulheres, em seus mais diversos papéis ocupados
em nossa sociedade, contribuindo para essa complexa discussão que se proporá a
partir dessa temática.
Ao analisarmos o gráfico acima, temos 42,9% declarados como brancos, 35,7%
como pardos e 21,4% como pretos. Notamos uma diversidade em relação à cor ou
raça o que faz ser importante trazermos a temática “Étnico-Racial e Indígena” em
nossas discussões das JEIFs, Reuniões Pedagógicas e/ ou aulas dado que 57,1%
declarou-se pardo ou preto. Outro dado importante é o de professores e gestão terem
optado estudar em um dos PEAs (Plano Especial de Ação) o tema “Identidade &
Diversidade”, onde a temática étnico-racial e indígena e outras questões serão
desenvolvidas certamente, apesar de não serem exclusivos e centrais desse PEA.
43
A maioria dos professores gosta de assistir à TV, 78,6% afirmou que sim. Isso
indica que uma das matrizes de nosso corpo docente constitui-se pela televisão e que,
de modo crítico, pode ser empregada nos projetos desenvolvidos no CIEJA,
especialmente se focarmos e desenvolvermos um trabalho de leitura crítica sobre os
programas de variedades (58,3%) e os telejornais (50%), programas mais vistos por
eles.
Nosso corpo docente afirmou que gosta de ler, o que pode ser evidenciado em
nossas JEIFs e Reuniões Pedagógicas quando ao lermos textos acadêmicos ou não
acadêmicos, predomina uma leitura crítica, extrapolando o texto e favorecendo o
debate produtivo e enriquecedor. Afirmaram que gostam de ler textos literários
44
(85,7%), científicos/ acadêmicos (78,6%), biografias e autobiografias (42,9%).
Deveremos potencializar os textos lidos pelos professores a fim de que reverberem
nos projetos desenvolvidos em 2017 como também em suas aulas.
JEIF dos professores realizada na biblioteca Álvares Penteado onde o ler e atividades lúdicas na
sala de aula foram um dos aspectos abordados pelos APEs
O gênero jornalístico poderá ser acrescentado a essas leituras, especialmente
ao sabermos que 71,4% dos professores leem jornais pela internet e 7,1% lê tanto
jornal impresso quanto pela internet, totalizando 78,5% dos docentes. Um trabalho
crítico entre o noticiado pela internet e pela TV será interessante especialmente ao
sabermos que 50% dos professores assistem a telejornais.
45
O grupo de professores do CIEJA não tem problema em relação ao uso do
computador. Isto nos permite incorporar as mais diversas linguagens digitais no
cotidiano dos alunos. É excelente o fato de 100% dos professores dizerem que usam o
computador para preparar aulas e realizar pesquisas; e é bom que 92,9% use o
computador para navegar em redes sociais. Mas esse uso talvez não esteja ainda
plenamente potencializado em nossa escola. Seria interessante pensarmos em
projetos envolvendo o uso do celular no CIEJA, como também do facebook/ blog de
nossa escola e do youtube de modo que predominasse movimentos de autoria dos
alunos. Ao final do ano passado propusemos a elaboração de projetos usando a
internet e plataformas semelhantes na criação de trabalhos com os alunos (vide
Propositivas 2017 – anexo 3).
46
O ensino da música torna-se um imperativo nos tempos atuais. Enquanto não
temos o componente curricular “Música”, poderemos potencializar o fato de todos os
professores (100%) ouvir música e gostar de algum gênero musical no sentido de
desenvolverem projetos (podem ser microprojetos) em que os alunos e/ ou
professores toquem algum instrumento musical (na escola temos dois violões, um
cajón e alguns instrumentos de percussão) e outros cantem alguma música. Na
realidade, poderemos pensar em um embrião de coral que se apresentaria no CIEJA,
nas escolas próximas e na comunidade.
Como 92,9% de nossos professores vai tanto ao cinema quanto ao teatro,
essas linguagens artísticas poderão ser incorporadas progressivamente nos projetos e
nas aulas de forma a potencializar a criatividade e a expressão oral e/ ou corporal dos
alunos.
47
Ao analisarmos os dados em relação à escolaridade dos professores, nota-se
que é um corpo docente preocupado em aperfeiçoar-se para realizar um trabalho
educativo profissional de qualidade, uma vez que 42,9% possui especialização em sua
área e 14,3% possui o título de mestre. Além do mais 85,7% fez algum curso de
formação continuada nos últimos 3 anos. E a grande motivação que os levou a estudar
foi melhorar o trabalho como educador/ professor (92,3%), aperfeiçoar-se
profissionalmente como também evoluir na carreira docente (76,9% em cada um dos
itens). Enfim, os dados acima indicam termos professores engajados em sua formação
acadêmica e preocupados com seu fazer pedagógico.
48
Em relação às demandas, a maioria de nossos professores sente-se mais bem
preparado para abordar a “História e Cultura Afro-Brasileira” (50%, razão que
potencializa o desenvolvimento dessa temática tanto nos projetos desenvolvidos ao
longo do ano, como nos PEAs), os “Direitos e Deveres dos Cidadãos” (28,6%) e os
“Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso” (14,3% - podemos relacionar essa
temática ao PEA de “Inclusão Escolar”). Essas temáticas atravessarão os mais
diversos projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo e poderão ser pauta de
debates/ discussões a acontecerem na escola.
A respeito dos instrumentos de avaliação, podemos constatar que os exercícios
(100%) e a participação dos alunos (100%) lideram, seguidos de debates e conversas
(92,9%), ou seja, privilegiamos uma avaliação contínua valorizando práticas em que
haja a voz do aluno e uma escuta sensível do professor e dos outros alunos. As
provas escritas (78,6%) e os trabalhos em grupo (78,6%) também são levados em
conta no processo avaliativo. Importante esclarecermos que as provas escritas são
bimestrais, sendo que as dos 2º e 4º bimestres passam por um processo de realização
envolvendo todos os professores e a coordenação uma vez que propomos uma prova
global de múltipla escolha envolvendo todas as áreas de conhecimento em um
primeiro dia, e uma prova global dissertativa também focando todas essas áreas em
um segundo dia. Cada prova global tem um texto disparador que é a base da
elaboração das questões.
49
Excelente é o fato de 100% de nossos professores dizer que é importante
planejar. Partindo do estudo do documento "Por uma política curricular para a
educação básica" (MEC, 2014) elaboramos uma ficha de preenchimento (um
quinzenário) que representa o planejamento a cada duas semanas de nossa escola.
Com essa ficha o trabalho educativo torna-se mais coerente e estruturado no sentido
de que mesmo havendo uma unidade, favorecemos a diversidade existente em nossa
escola. Inclusive em alguns campos desse documento consta o item “adequações”
para dirigirmos o olhar em direção aos alunos com deficiência e/ ou dificuldades de
aprendizagem.
50
50% dos professores do CIEJA afirmaram que têm dificuldade em organizar e
planejar as atividades para as aulas. Ao analisarmos as respostas notamos que
predomina o argumento em relação à falta de tempo.
Cumpre dizermos que os 50% que não sentem dificuldades frisam a questão do
trabalho em grupo, de temas geradores, da importância de valorizarmos o
conhecimento prévio dos alunos e das orientações dadas ao longo das formações.
Enfim, contradições e dificuldades existem, mas ao analisarmos os dados acima
podemos afirmar que somos um grupo, um grupo que cria, que estuda, que realiza,
que debate e que se vê como um grupo de educadores.
51
E NÓS, OS GESTORES DO CIEJA? NOSSO PLANO DE GESTÃO
Como gestores do CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme primamos sempre por
relações democráticas em todas as instâncias da escola. Por esse motivo,
repensarmos nossas ações levando em conta uma gestão democrática de escuta/ fala
e de corresponsabilidade é uma forma de fortalecermos nossa identidade educacional
e colocarmos em prática nosso PPP.
Ademais valorizamos o respeito e a diversidade, esta entendida como:
diferenças culturais, étnico-raciais, religiosas, de deficiências, as de gênero e as
orientações sexuais. Nos banheiros de professores e de alunos adotamos o seguinte
cartaz tanto para os que se identificam com o gênero feminino, quanto do gênero
masculino (para o masculino basta substituir mulher por homem e fazer as devidas
alterações):
mULHeR
TRANS, CIS, HÉTERO, GAY, BI,
ASSEXUAL, NEGRA, BRANCA,
GORDA, MAGRA, ALTA, BAIXA,
POBRE, RICA:
ESTE É O BANHEIRO DE
TODAS AS MULHERES!
* A Lei 10.948 de 2001 garante a travestis e transexuais o acesso ao banheiro correspondente
a sua identidade de gênero.
A partir desses eixos, a interação é importante entre todos os que trabalham e
estudam no CIEJA porque diversos aspectos sociais são levados em conta em nosso
construir escolar, ou melhor, este processo não é visto de forma mecânica, mas social
e humanista. A interação é importante por melhorar as condições de trabalho de todos
do CIEJA como também por valorizar os profissionais envolvidos nesse processo.
Na realidade, temos como objetivo o bem-estar de todos para que nosso
construir pedagógico seja cada vez mais forte. Ao trazermos o bem-estar de todos
para nossa pauta queremos dizer que trabalhar em um ambiente onde todos se sintam
52
acolhidos, ouvidos, participantes é necessário. Isso quer dizer que todos somos
corresponsáveis por todas as ações do CIEJA.
Temos a mediação como uma questão presente em nosso dia a dia dado que é
por meio dela que solucionamos os conflitos surgidos em nossa escola envolvendo as
múltiplas instâncias.
O trabalho coletivo e autoral também é um de nossos eixos porque os
profissionais levantam questões, trazem problemas, sugerem propositivas, soluções,
alternativas de modo que as práticas pedagógicas se expandem e nosso fazer
pedagógico se torne mais fortalecido e consistente.
As metas do ano passado eram assembleias, rodas de conversa, repertório
sobre um grêmio estudantil, Ágora, cidadania de forma lúdica e conselho de classe
participativo; estas foram alcançadas de forma exitosa. É importante lembrarmos que
todos dentro do espaço escolar são educadores cabendo a cada um a organização
dos tempos, dos recursos e materiais pedagógicos disponíveis, dos espaços (horta,
auditório, sala de leitura, sala de informática – acervo bibliográfico) e dos recursos
midiáticos visando a uma apropriação destes para uma aprendizagem cada vez mais
significativa.
No ano vigente decidimos por uma ação interna de formação de alunos mais
críticos e autônomos com vistas a uma constituição progressiva de assembleias.
Enfim, nosso olhar é democrático primando pela interação, mediação, fala,
escuta, estudo para efetivamente sermos educadores antes de mais nada. Não
devemos esquecer que enquanto servidores públicos temos a responsabilidade de
desenvolvermos ações e respeitarmos o sistema legal dessa rede sócio-psico-
educativa.
53
CONVIVER EM HARMONIA
No CIEJA estudam alunos a partir de 15 anos até quase 80 anos de idade.
Pensando nessa diversidade enorme de faixa etária, de pessoas e de seus valores, é
evidente que, às vezes, surgem conflitos entre os alunos, professores-alunos,
funcionários-alunos.
A maneira como lidamos com esses conflitos é sempre privilegiando e
favorecendo o diálogo. Pedimos que ambas as partes (quem se sentiu ofendido e
quem possivelmente ofendeu) dialoguem perante nossa presença, para os ouvirmos e
tentarmos entender o que gerou o conflito a fim de mediar a situação da melhor forma
possível. Após mediarmos o conflito, realizamos o registro escrito do ocorrido e
pedimos que ambas as partes assinem o documento para que todos os presentes
estabeleçam um compromisso de que o ocorrido não mais se repetirá.
No caso de alunos menores de idade, conversamos com eles e se necessário
entramos em contato com seu responsável legal para que tome conhecimento do
ocorrido.
De modo geral, a fala e a escuta sensível têm nos ajudado a mediar os conflitos
que surgem no CIEJA. Importante lembrarmos que há também a Comissão de
Mediação de Conflitos que pode nos ajudar em diversos momentos ao longo do ano.
54
ENTORNO, ENTORNINHO E ENTORNÃO
O CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme está localizado no centro comercial da Vila
Sabrina. Isto faz com que haja muitas lojas e comércio a nosso redor. É importante
dizermos que somos vizinhos da UBS Vila Sabrina e estabelecemos uma bela parceria
com ela. Uma das dentistas dessa UBS vem ao CIEJA, ministra palestras sobre
higiene bucal, realiza a triagem dos alunos, que autorizam por escrito terem suas
bocas examinadas, e faz os encaminhamentos necessários para estes se tratarem na
rede pública ou particular, se algum aluno preferir. Nesse ano, estamos ampliando
essa parceira porque tanto os profissionais da UBS quanto nós percebemos que
poderíamos ir além no sentido de oferecermos momentos de conversa sobre ISTs
(infecções sexualmente transmissíveis) e uso de drogas lícitas e ilícitas. Realizamos
uma primeira conversa (uma espécie de "projeto piloto") em fevereiro somente com
mulheres pelo motivo de ficarem mais à vontade para falar sobre sexualidade e ISTs.
Agora, a partir de abril, nos encontraremos sempre uma vez por mês dentro do horário
escolar para discutirmos sobre ISTs e o uso de drogas uma vez que essas duas
questões são importantes de serem debatidas na sociedade em geral.
Os funcionários da UBS também ministram palestras sobre temas que
solicitamos a eles em alguns momentos de nosso ano letivo. Mas o interessante é o
fato de pacientes da UBS virem ao CIEJA para desenvolver seu projeto de coral e de
ginástica para a melhor idade que ocorre às sexta-feiras à tarde na Sala de Leitura.
Quando precisam de um espaço maior para reuniões, cedemos nosso Auditório ou
nossa Sala de Leitura.
55
Palestra no CIEJA sobre Higiene Bucal com a Dentista da UBS
Nesse ano exploraremos nosso entorno. Próximo ao CIEJA há a Praça do
Guançã, em vários momentos desenvolvemos atividades esportivas (caminhada,
brincadeiras com bolas e com cordas) nesse espaço por ser grande e agradável.
Um pouco mais longe, mas não impossível há o Clube Thomas Mazzoni e a
Biblioteca Álvares de Azevedo, espaços sempre disponíveis a nos ajudarem em nosso
processo de ensino-aprendizagem. Somente precisamos nos organizar para nos
apropriarmos desses espaços.
56
TECENDO REDES: UM PROJETO PARA TODOS
Agora que vocês conhecem um pouco mais do nosso trabalho, diga-nos o que
achou? O que podemos melhorar?
Estamos sempre abertos ao diálogo e em busca de aprimorarmos nosso
trabalho. É bom demais estabelecermos laços, ampliarmos nossas redes, para isso é
imprescindível que todos e cada um fale, opine, traga sugestões e colabore sempre na
construção-reconstrução do nosso projeto.
O CIEJA é um espaço aberto à diversidade e é nela que somos, crescemos,
aprendemos, ensinamos, aprimoramos a nossa proposta e fazemos uma educação
que agrega, que amplia, que tece redes que necessita de mim, de você, do colega, do
vizinho, da comunidade, enfim: o CIEJA se faz com gente!!!
57
Anexo 1
Planos de Ensino
Os Planos de Ensino foram elaborados pelos professores das áreas de
conhecimento, tomando como base a realidade de nossos alunos e as pesquisas
realizadas em 2015-2016 bem como as demandas que surgiram a partir de um
primeiro contato com os módulos, a partir de suas falas, suas vivências. Como já
mencionamos, os Planos foram delineados a partir dos Direitos à Aprendizagem e
ao Desenvolvimento que prezam pelo reconhecimento e à valorização dos
conhecimentos, saberes e diferentes formas de representação e expressão dos
alunos, com vistas a proporcionar um permanente diálogo entre cada aluno do
CIEJA e a experiência escolar que podemos proporcionar, de forma a ampliá-los e
ressignificá-los.
É importante ressaltarmos que os planos não podem ser engessados,
lineares, mas flexibilizados e dinâmicos. Os planos serão revisitados pelo menos
uma vez no início de cada bimestre para serem afinados a fim de um efetivo
trabalho pedagógico.
58
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1
1º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Direitos Humanos –
Violência contra a
mulher
Refletir criticamente
sobre a mulher na
sociedade atual.
Atuar conscientemente
a fim de acabar com
estereótipos ou evitar
que se perpetuem com
relação ao tema.
Formação e atuação
política: feminismo X
machismo.
Ter acesso às práticas
linguísticas
(alfabetização e
letramento), literárias,
artísticas, festivas,
folclóricas e às
diferentes
manifestações culturais.
Valorizar o ambiente
diverso em sala de aula,
reconhecendo a
multiplicidade de
sentidos no mundo e
diversidades de leituras.
Refletir sobre o uso da
língua, conhecendo as
formas como os sujeitos
se relacionam por meio
dela.
Leitura de imagens que
abordem o papel da
mulher na sociedade.
Textos jornalísticos,
poéticos, biográficos, do
cotidiano, letras de
música e marchinhas de
carnaval que abordem a
temática.
Apreciação de vídeos,
documentários ou
curtas.
Construção coletiva e
individual de listas a
partir da leitura de
imagens.
Discussões a cerca dos
textos lidos, refletindo
sobre sua estrutura e o
papel da língua.
Registro escrito sobre
as apreciações de
vídeos, documentários
ou curtas referentes ao
tema.
Trabalho de pesquisa
biográfico e
autobiográfico.
Fazer uso das
linguagens dos alunos
do CIEJA nas práticas
sociais de produção de
suas identidades,
conhecimentos e
expressões estéticas.
Estimular a autoria e a
criticidade por parte dos
alunos e enfocar
constantemente seus
saberes e
conhecimentos, suas
vivências e
experiências, valores e
atitudes.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
59
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1
1º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Direitos Humanos –
Violência contra a
mulher
Apropriar-se de
estratégias, conceitos
e procedimentos
matemáticos.
Atuar
conscientemente em
relação ao cuidado
com a saúde e o
corpo.
Alfabetizar
numericamente:
números e operações.
Vivenciar diferentes
estratégias de
resolução de
problemas.
Refletir sobre dados
estatísticos com
relação à temática.
Pensar o cuidado com
o corpo e as doenças
que afetam
principalmente as
mulheres.
Situações problema
envolvendo dados
estatísticos com
relação à temática.
Apropriação da função
e uso dos numerais.
Estudo das doenças
que afetam
principalmente as
mulheres e o cuidado
com o corpo.
Leitura de gráficos.
Realizar de forma
mental, associativa e
estrutural algumas
operações
matemáticas.
Escrita espontânea
dos números em sua
função social.
Pesquisa e registro
(listas, cartazes) sobre
dados estatísticos em
relação a violência
contra a mulher e as
doenças que a afetam
diretamente.
Favorecer o
pensamento reflexivo
e crítico.
Trabalhar em equipe
sempre ajudando uns
aos outros.
Valorizar os saberes e
experiências dos
alunos visando
ampliá-los e
ressignificá-los.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
60
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1
1º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Direitos Humanos –
Violência contra a
mulher
Historicidade: a mulher
na sociedade.
Refletir sobre o conceito
de direitos humanos.
Reconhecimento das
práticas culturais:
mulheres e o mercado
de trabalho.
Aspectos gerais da
violência contra as
mulheres.
Desenvolver atitudes e
o reconhecimento da
pluralidade de práticas
culturais, saberes e
linguagens em relação
às mulheres.
Refletir sobre a mulher
ao longo da história.
Conhecer e identificar
os direitos humanos.
Trabalhar com a
desmistificação de
certos discursos com
relação á mulher.
Estudar o conceito de
direitos humanos, bem
como alguns deles.
Refletir sobre as
conquistas das
mulheres ao longo da
história e as situações
de violência às quais
ainda são expostas em
várias culturas.
Ler textos e leis que
amparam as mulheres.
Trabalhar dados
estatísticos e mapas
com relação à violência
e sua incidência em
cada região brasileira.
Rodas de conversa e de
leitura, para pensar e
refletir sobre a temática,
desnaturalizando
discursos
historicamente
construídos.
Localizar dados em
gráficos e mapas.
Realizar pesquisas e
fazer registros a partir
de imagens e vídeos
trabalhados.
Trabalhar em equipe.
Refletir sobre os vários
aspectos da história
visando a
desnaturalização de
discursos.
Abordar uma
multiplicidade de textos:
orais, escritos, digitais,
imagens…
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
61
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1
2º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Inclusão Escolar
Valorização de
saberes e diferentes
linguagens
(adolescentes, idosos
e pessoas com
deficiência).
Desenvolver
interesses e
motivações,
ampliando o convívio
com os diferentes
grupos da
comunidade escolar.
Refletir sobre as leis
que envolvem os
adolescentes, os
idosos e as pessoas
com deficiências.
Refletir sobre o uso da
língua, conhecendo as
formas como os
sujeitos se relacionam
por meio dela.
Valorizar a identidade
sócio cultural de cada
grupo (adolescentes,
os idosos e as
pessoas com
deficiências).
Estudar e refletir sobre
a inclusão escolar por
meio de textos,
vídeos, imagens.
Leitura e
conhecimento de
alguns artigos das leis
que envolvem os
adolescentes, os
idosos e as pessoas
com deficiências.
Refletir sobre os
preconceitos e
estigmas sofridos por
esse grupo de
estudos.
Construção coletiva e
individual de
pequenos textos a
partir da leitura de
imagens e vídeos.
Discussões a cerca
dos textos lidos,
refletindo sobre sua
estrutura e o papel da
língua, bem como o
tema abordado.
Trabalho de pesquisa.
Rodas de leitura e de
conversa.
Considerar os
conhecimentos,
saberes e
experiências de cada
aluno.
Respeitar às
diferenças.
Estimular a autoria e a
criticidade.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1
62
2º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Inclusão Escolar
Apropriação de
estratégias, conceitos
e procedimentos
matemáticos.
Estudar questões
relacionadas a saúde
dos idosos e os tipos
de deficiência.
Refletir sobre o
período da
adolescência e uso de
drogas.
Observar e interpretar
o mundo de forma
crítica fazendo o uso
da matemática,
utilizando as
operações básicas.
Compreender os
vários tipos de
deficiências e refletir
sobre a situações da
saúde dos idosos no
Brasil.
Estudar sobre a
adolescência como
uma etapa do
desenvolvimento
humano e sua relação
com as drogas.
Situações problema
envolvendo análise e
interpretação de
dados estatísticos
com relação a
temática.
Leitura e discussão de
textos, imagens,
filmes e
documentários que
tratem das questões
da saúde dos idosos,
bem como dados
estatísticos; dos tipos
de deficiência e das
questões relacionadas
aos adolescentes.
Trabalhar com dados
de pesquisa
relacionados a
temática do bimestre.
Realizar de forma
mental e estrutural
algumas operações
matemáticas.
Refletir sobre as
questões relacionadas
aos idosos,
adolescentes e
pessoas com
deficiência, fazendo
registros por meio de
cartazes e/ou folhetos.
Respeitar as
diferenças
principalmente em
sala de aula.
Considerar os
conhecimentos,
saberes e
experiências de cada
aluno.
Trabalhar em grupo.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1
2º BIMESTRE
63
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Inclusão Escolar
Historicidade e
valorização de saberes
com relação ao mundo
do trabalho envolvendo
a pessoa com
deficiência.
Conhecer e ter acesso a
fontes de informação
que abordem as
políticas públicas em
relação aos idosos
(aposentadoria),
pessoas com deficiência
e adolescentes.
Refletir sobre exemplos
de superação
(paralimpíadas)
Valorizar os saberes e
a organização de
experiências
pedagógicas que
possibilitem aos
alunos compreender a
importância da
inclusão para além
dos muros da escola.
Refletir sobre o papel
do idoso, do
adolescente e da
pessoa com
deficiência na
sociedade.
Estudar o histórico da
palavra deficiência.
Ler diversos tipos de
textos que abordem
as questões
relacionadas aos
adolescentes, idosos
e pessoas com
deficiência.
Ver trechos de filmes
que tratem das
deficiências, bem
como documentários.
Estudar sobre as
paralimpíadas e os
exemplos de
superação.
Realizar pesquisas
que abordem a
temática.
Procurar entender o
universo inclusivo da
escola por meio de
atividades como por
exemplo entrevistas.
Fazer registros a
cerca das impressões
com relação as mídias
trabalhadas.
Trabalho em equipe.
Respeito as
diferenças.
Valorizar os saberes e
experiências de cada
aluno.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1
3º BIMESTRE
64
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMEN TO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE
A APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Sarau
Trabalhar diferentes
linguagens.
Desenvolver
interesses e
motivações.
Valorizar saberes e
estimular a autoria.
Compreender e
apropriar-se do uso de
várias formas de
linguagem,
favorecedoras de
diferentes práticas
sociais, expressões
estéticas, científicas,
tecnológicas, culturais
e políticas pelo
domínio de seus
códigos e de sua
significação social.
Vivenciar
experiências
intencionalmente
organizadas visando
ampliar o convívio
com os diferentes
grupos da
comunidade escolar.
Ler, estudar e
apreciar diversos
tipos de poesia (de
negros, de
mulheres, indígenas,
nordestinas, enfim...)
Apreciar e ouvir
diferentes tipos de
música que abordem
temáticas diversas.
Pesquisas sobre
poesias e músicas.
Escrita coletiva e
individual de
poemas e ou
músicas como por
exemplo trechos de
rap.
Rodas de leitura.
Estimular a autoria e
a criticidade por parte
dos alunos enfocando
constantemente seus
saberes e
conhecimentos, suas
vivências, valores e
atitudes.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1
3º BIMESTRE
65
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMEN TO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE
A APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Sarau
Apropriar-se de
conceitos e
procedimentos em
diferentes contextos.
Estudar a geometria
e seus aspectos
artísticos.
Trabalhar o sentidos.
Pensar o corpo como
forma de arte seja na
música, na dança ou
no teatro.
A linguagem do
corpo.
Levantar hipóteses e
desenvolver diferentes
estratégias de
resolução de
problemas.
Abordar os
conhecimentos da
Geometria plana e
espacial de modo a
favorecer o
desenvolvimento de
uma forma de pensar
para problematizar os
espaços em que
vivemos.
Entender o corpo e os
sentidos como forma
de linguagem e
manifestação artística.
Trabalhar a
geometria (figuras
planas e espaciais)
e as operações
matemáticas.
Estudar sobre os
órgãos dos sentidos
e sua relação com a
arte.
Entender o corpo
com uma forma de
linguagem e
manifestação
artística.
Realizar cálculos e
situações
problema,
vivenciando
diferentes
estratégias.
Fazer uso dos
conhecimentos
geométricos .
Compreender a
linguagem corporal
e suas
manifestações de
forma prática.
Elaborar cartazes
sobre os sentidos e
relacioná-los com a
arte.
Buscar o
desenvolvimento da
autoestima e
autoconfiança dos
alunos como seres
capazes de produzir
conhecimentos e
saberes, de forma
crítica e criativa.
Incentivar a interação
social, afetiva e
emocional
considerando e
respeitando os
processos de
desenvolvimento de
cada aluno.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1
3º BIMESTRE
66
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMEN TO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E
AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE
A APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Sarau
Reconhecimento das
práticas culturais e a
historicidade dos
saraus.
Preservar patrimônio
imaterial estudando
sobre os tipos de
saraus na cidade de
São Paulo
Refletir sobre os
regionalismo e suas
manifestações
culturais.
Reconhecer a
pluralidade e
historicidade das
práticas culturais,
principalmente os
saraus como forma
de resistência.
Conhecer os tipos
de saraus presentes
na cidade de São
Paulo, bem como as
principais
manifestações
culturais brasileiras.
Estudar os
regionalismos e as
manifestações
culturais das cinco
regiões brasileiras
de forma diversa,
seja por textos,
músicas, vídeos, etc.
Pesquisar sobre os
tipos de saraus
presentes na cidade
de São Paulo.
Estudar o histórico
dos saraus.
Fazer as relações
entre as
manifestações
culturais e sua
localidade no mapa
do Brasil.
Roda de conversa
e leitura sobre as
pesquisas
realizadas a cerca
da temática.
Desenvolver atitudes
tais como o
compromisso com o
outro e o
reconhecimento da
pluralidade de
práticas culturais,
saberes e linguagens.
Valorizar os saberes
e experiências dos
alunos visando sua
ampliação e
ressignificação.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1
4º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE DIREITOS DE AÇÕES DE AVALIAÇÕES EM COMENTÁRIOS SOBRE A
67
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Oficinas e Artes
Valorização de
saberes de cada aluno
e seus talentos
artísticos.
Reflexão crítica á
cerca da arte e da
fotografia
Artesanato e
xilogravuras
Refletir sobre o uso da
língua, conhecendo as
formas como os
sujeitos se relacionam
com ela,
principalmente através
da arte.
Trabalhar com
releituras de obras de
arte.
Estudo de textos,
imagens, fotografias.
Trabalhar legendas
como forma de
escrita, visando o
autoral.
Fazer artesanato e
xilogravuras.
Fotos tiradas pelos
próprios alunos (sua
leitura de mundo).
Mobilizar o
conhecimento através
de diferentes
linguagens.
Estimular a autoria e a
criticidade.
Trabalhar em equipe.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1
4º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE DIREITOS DE AÇÕES DE AVALIAÇÕES EM COMENTÁRIOS SOBRE A
68
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Oficinas e Artes
Reflexão crítica e
apropriação de
estratégias, conceitos
e procedimentos, com
base na temática.
Atuação consciente
com relação ao uso
dos meios naturais e a
preservação do meio
ambiente no uso da
arte. (reciclagem)
Observar e interpretar
o mundo de forma
crítica fazendo o uso
da matemática,
utilizando as
operações básicas.
Estudar o uso de
materiais diversos em
expressões artísticas
visando a preservação
do meio.
Situações problema
envolvendo as quatro
operações .
Pesquisa sobre a
reutilização de
matérias.
Resolver da melhor
forma possível às
situações propostas
envolvendo cálculo
mental e outras
formas de solucioná-
las.
Fazer arte reutilizando
materiais.
Participação e
empenho nas oficinas.
Respeitar as
diferenças e valorizar
os saberes.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1
4º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
69
DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DESENVOLVIMENTO
Oficinas e Artes
Preservar patrimônios
por meio do estudo
das artes.
Historicidade dos
autores trabalhados
nas releituras e suas
contribuições.
Valorizar os saberes e
a organização de
experiências
pedagógicas que
possibilitem aos
alunos compreender a
importância do estudo
das artes e de seus
autores.
Estudar as
manifestações
artísticas regionais.
Realizar pesquisas, ler
textos, imagens,
vídeos e se possível
visitar museus.
Roda de conversa e
leitura sobre as
pesquisas realizadas
a cerca da temática.
Valorizar os saberes e
experiências dos
alunos visando sua
ampliação e
ressignificação
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE - PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1
1º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Direitos Humanos: -Ter acesso às
expressões artísticas
-Situações de
elaboração de cartazes
-Observação, registro e
Valorizar os saberes e
experiências dos alunos
70
Violência contra a mulher
- Mulheres no mercado de
trabalho: na música –
dança – teatro e artes
Plásticas.
- Vida e Obra de Tarsila
do Amaral (Biografia –
Leitura e releituras de
Obras);
- Teoria das Cores;
Primárias, Secundárias e
Terciárias;
- Conceito do Abstrato
(3D) e do Figurativo;
- Técnica do Origami;
- Utilização da régua
(desenhos abstratos e
Figurativos);
- Ornamentação e
decoração de letras.
diversas;
-Desenvolver habilidade
crítica para a leitura e
releitura de imagens e
obras de arte;
-Perceber a escola como
um universo possível para
expressarem seu
discurso, seu olhar sobre
o mundo e suas
produções e criações;
-Saber posicionar-se
individualmente em
relação às produções de
artes visuais, artesanato e
colagens e outros, sendo
capaz de formular críticas
bem fundamentadas;
Apropria-se do verdadeiro
significado dos Direitos
Humanos na sociedade.
ou painéis com o
registro dos elementos
da linguagem visual e
alguns procedimentos e
técnicas utilizadas nos
trabalhos apreciados;
-Realização de
atividades que envolvam
produção individual e
coletiva em que o aluno
possa manifestar seus
temas e assuntos de
interesse, através da
experimentação e
pesquisa de diversos
materiais;
-Situações de produção
individual e coletiva, a
partir de propostas de
trabalho que tragam
desafios de exploração
da criatividade e
autonomia.
análise de como o aluno
faz uso dos materiais, se
os utiliza sem
transformá-los, ou se os
torna adequados às suas
ideias, recortando,
misturando, antes de usá-
los;
-Observação, registro e
análise de como o aluno
percebe e utiliza a
sequencia de
procedimentos na
realização de sua
construção artística;
-Observação, registro e
análise de como o aluno
nomeia as
características físicas
dos materiais e de como
contribui com as ideias
para a sua utilização.
visando ampliá-los e
ressignifica-los;
Desenvolver sua
criatividade, seu gosto
estético, sua
autoconfiança, assim
como aspectos físicos,
intelectuais, emocionais e
perspectivos através de
atividades artísticas.
Perceber a
interdisciplinaridade que
envolve os Projetos
Bimestrais durante o ano
letivo.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE - PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1
2º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO
À APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Inclusão Escolar -Ter acesso às
expressões artísticas
-Situações de elaboração
de cartazes ou painéis
Observação, registro e
análise de como o aluno
Valorizar os saberes e
experiências dos alunos
71
- Artistas plásticos
brasileiros portadores de
deficiência (Biografias e
Obras) – leitura e
releitura de suas obras;
- Ilustração de textos;
- Desenho de
observação e dirigido;
- Técnica de Mosaico
com papeis diversos;
- Faixas decorativas
(abstratas e Figurativas);
- Teoria das cores: cores
Neutras;
- Utilização da régua:
formas Geométricas;
diversas;
-Desenvolver habilidade
crítica para a leitura e
releitura de imagens e
obras de arte;
-Perceber a escola como
um universo possível para
expressarem seu discurso,
seu olhar sobre o mundo e
suas produções e criações;
-Saber posicionar-se
individualmente em relação
às produções de artes
visuais, artesanato e
colagens e outros, sendo
capaz de formular críticas
bem fundamentadas;
- Conhecer e apropriar-se
da importância da Inclusão
Social em seu meio.
com o registro dos
elementos da linguagem
visual e alguns
procedimentos e técnicas
utilizadas nos trabalhos
apreciados;
-Realização de atividades
que envolvam produção
individual e coletiva em
que o aluno possa
manifestar seus temas e
assuntos de interesse,
através da
experimentação e
pesquisa de diversos
materiais;
-Situações de produção
individual e coletiva, a
partir de propostas de
trabalho que tragam
desafios de exploração da
criatividade e autonomia.
faz uso dos materiais,
se os utiliza sem
transformá-los, ou se os
torna adequados às
suas ideias, recortando,
misturando, antes de
usá-los;
-Observação, registro e
análise de como o aluno
percebe e utiliza a
sequencia de
procedimentos na
realização de sua
construção artística;
-Observação, registro e
análise de como o
aluno nomeia as
características físicas
dos materiais e de
como contribui com as
ideias para a sua
utilização.
visando ampliá-los e
ressignifica-los;
Desenvolver sua
criatividade, seu gosto
estético, sua
autoconfiança, assim
como aspectos físicos,
intelectuais, emocionais e
perspectivos através de
atividades artísticas;
Perceber a
interdisciplinaridade que
envolve os Projetos
Bimestrais durante o ano
letivo;
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE – PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1
3º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMEN TO
AVALIAÇÕES EM
DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Sarau
- Estilos musicais: Pesquisa
e apreciação;
-Ter acesso às
expressões artísticas
diversas;
-Situações de elaboração
de cartazes ou painéis
com o registro dos
Observação, registro e
análise de como o
aluno faz uso dos
Valorizar os saberes e
experiências dos alunos
visando ampliá-los e
72
- Dança Circular –
movimento e música;
- Técnica de
sombreamento e texturas
com a utilização do giz de
cera;
- Ilustração de Contos e
Poesias;
- Utilização da régua:
Abstratos com formas
Geométricas.
- O ponto: Técnica do
Pontilhismo.
- Teoria das cores:
Monocromia e Policromia;
- Linhas: Posição, traçado
e formas;
-Desenvolver habilidade
crítica para a leitura e
releitura de imagens e
obras de arte;
-Perceber a escola como
um universo possível para
expressarem seu
discurso, seu olhar sobre
o mundo e suas
produções e criações;
-Saber posicionar-se
individualmente em
relação às produções de
artes visuais, artesanato e
colagens e outros, sendo
capaz de formular críticas
bem fundamentadas;
- Conhecer e apropriar-se
das atividades artísticas
presente em nossa
sociedade.
elementos da linguagem
visual e alguns
procedimentos e técnicas
utilizadas nos trabalhos
apreciados;
-Realização de atividades
que envolvam produção
individual e coletiva em
que o aluno possa
manifestar seus temas e
assuntos de interesse,
através da
experimentação e
pesquisa de diversos
materiais;
-Situações de produção
individual e coletiva, a
partir de propostas de
trabalho que tragam
desafios de exploração da
criatividade e autonomia.
materiais, se os utiliza
sem transformá-los,
ou se os torna
adequados às suas
ideias, recortando,
misturando, antes de
usá-los;
-Observação, registro
e análise de como o
aluno percebe e utiliza
a sequencia de
procedimentos na
realização de sua
construção artística;
-Observação, registro
e análise de como o
aluno nomeia as
características físicas
dos materiais e de
como contribui com
as ideias para a sua
utilização.
ressignifica-los;
Desenvolver sua
criatividade, seu gosto
estético, sua autoconfiança,
assim como aspectos
físicos, intelectuais,
emocionais e perspectivos
através de atividades
artísticas;
Perceber a
interdisciplinaridade que
envolve os Projetos
Bimestrais durante o ano
letivo;
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE – PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1
4º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO
À APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Oficinas e Artes
História da Arte: Cubismo
(Pesquisa, leitura e
releituras de Obras de
Arte);
-Ter acesso às
expressões artísticas
diversas;
-Desenvolver habilidade
-Situações de elaboração
de cartazes ou painéis
com o registro dos
elementos da linguagem
visual e alguns
Observação, registro e
análise de como o aluno
faz uso dos materiais,
se os utiliza sem
transformá-los, ou se os
Valorizar os saberes e
experiências dos alunos
visando ampliá-los e
ressignifica-los;
73
- Utilização da régua:
Abstratos com formas
Geométricas;
- Introdução a Geometria:
A reta (segmento de retas
- posições);
- Artesanato com matérias
recicláveis;
- Colagens com imagens
de revistas e jornais:
- Técnica do Origami;
- Pintura a guache –
técnica de mistura de
cores;
- Desenho de observação
e de Memória.
crítica para a leitura e
releitura de imagens e
obras de arte;
-Perceber a escola como
um universo possível para
expressarem seu
discurso, seu olhar sobre
o mundo e suas
produções e criações;
-Saber posicionar-se
individualmente em
relação às produções de
artes visuais, artesanato e
colagens e outros, sendo
capaz de formular críticas
bem fundamentadas;
- Conhecer e apropriar-se
das atividades artísticas
presente em nossa
sociedade.
procedimentos e técnicas
utilizadas nos trabalhos
apreciados;
-Realização de atividades
que envolvam produção
individual e coletiva em
que o aluno possa
manifestar seus temas e
assuntos de interesse,
através da
experimentação e
pesquisa de diversos
materiais;
-Situações de produção
individual e coletiva, a
partir de propostas de
trabalho que tragam
desafios de exploração da
criatividade e autonomia.
torna adequados às
suas ideias, recortando,
misturando, antes de
usá-los;
-Observação, registro e
análise de como o aluno
percebe e utiliza a
sequencia de
procedimentos na
realização de sua
construção artística;
-Observação, registro e
análise de como o
aluno nomeia as
características físicas
dos materiais e de
como contribui com as
ideias para a sua
utilização.
Desenvolver sua
criatividade, seu gosto
estético, sua
autoconfiança, assim
como aspectos físicos,
intelectuais, emocionais e
perspectivos através de
atividades artísticas;
Perceber a
interdisciplinaridade que
envolve os Projetos
Bimestrais durante o ano
letivo.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: LC MÓDULO: 2
1º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE APRENDIZAGEM
E AO DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Direitos Humanos –
Violência contra a
Mulher
Ter consciência dos
artigos que permeiam a
Declaração Universal
Analisar a forma como a
mulher é vista dentro da
sociedade moderna e
Desenvolver pesquisas
sobre os preconceitos e
violência que a mulher
Considerar as vivências e
experiências trazidas
pelos alunos, como:
74
Compreender aspectos
da linguagem dos
diferentes direitos dos
seres humanos e dos
tipos de violência e
preconceitos que a
mulher sofre na
sociedade.
Conhecer e ter acesso a
fontes de informação
que abordem a violência
contra a mulher.
dos Direitos Humanos.
Desenvolver um olhar
crítico em relação ao
papel da mulher na
sociedade.
Ampliar a concepção
dos direitos da mulher e
de suas formas de
defender-se da violência
que a cerca aplicando-a
seu cotidiano.
sua correlação com sua
evolução no papel que
desempenha na
sociedade nos dias
atuais.
Ler textos de diversos
gêneros que abordem o
tema da Violência
contra a mulher bem
como sua postura e
reflexão crítica diante de
seu cuidado consigo
mesma.
sofre na sociedade
desde seus primórdios
Produzir textos que
expressem a opinião dos
alunos em relação a
seus direitos na
sociedade.
Interpretar os textos
trabalhados sobre os
Direitos Humanos e
Violência contra a
mulher.
Estudar biografias de
mulheres negras.
- Situações em que
sofreram preconceito e
quando seus direitos
não foram garantidos.
- Autoestima dos alunos
em relação à sua
atuação na sociedade
em que vivem.
- Atitudes que garantam
seus direitos na
sociedade.
CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME
PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017
ÁREA DE CONHECIMENTO: CH MÓDULO: 2
1º BIMESTRE
PROJETOS E TEMAS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
DIREITOS DE
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
AÇÕES DE APRENDIZAGEM
E AO DESENVOLVIMENTO
AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
COMENTÁRIOS SOBRE A
APRENDIZAGEM E AO
DESENVOLVIMENTO
Direitos Humanos –
Violência contra a
Mulher
Conhecer os artigos que
permeiam a Declaração
Universal dos Direitos
Humanos;
Apresentar uma
perspectiva histórica dos
diversos tipos de
Produzir textos
espontâneos sobre
autoimagem dos alunos.
Considerar as vivências e
experiências trazidas
pelos alunos, como:
75
Refletir sobre os
aspectos que
influenciam nos direitos
humanos e seu conceito.
Refletir sobre o papel da
mulher na sociedade e
suas conquistas como
uma construção social.
Refletir criticamente
sobre os aspectos que
influenciam na
autoestima das
mulheres no que tange
as violências sofridas em
seu cotidiano.
Refletir e discutir tais artigos
para constatação de que se os
mesmos são garantidos em
nossos dias.
Perceber que nenhuma forma
de preconceito é aceita em
nossa sociedade, nos dias de
hoje, tendo a oportunidade de
rever seus próprios
preconceitos.
Conscientizar-se de forma que
se permita o enfrentamento
situações de preconceito.
Conhecer os aspectos que
influenciam sobre seus
relacionamentos em
consonância à sua realidade.
preconceito e violência
que a mulher sofre na
sociedade a partir de
imagens de diferentes
períodos da história da
humanidade.
Assistir a documentários
e ficções, que abordem
as questões sociais que
abordem a violência
contra a mulher.
Assistir a filmes que
abordem os diversos
papéis da mulher na
sociedade.
Análises de biografias de
mulheres negras e sobre
suas conquistas na
sociedade,
Biografia dos alunos e
de direitos que eles
exercem em seu
cotidiano.
- Situações em que
sofreram preconceito e
violência.
- Autoestima dos alunos
em relação ao papel que
exercem nos espaços
onde frequentam e seus
direitos.
- Hábitos que
influenciam na atitude
dos alunos em seu
cotidiano.
76
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PPP 2017 atualizado

  • 1. DIRETORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO JAÇANÃ/ TREMEMBÉ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2017 CIEJA CENTRO INTEGRADO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS VILA MARIA/ VILA GUILHERME
  • 2. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO – 2017 I – IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE CIEJA: Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos Vila Maria / Vila Guilherme Diretoria Regional de Educação: Jaçanã / Tremembé Cód. de End: 47.20.30.026.0 Rua: Francisco Franco Machado, 68 – Vila Sabrina CEP: 02139-020 Fone: 2201.6502 FORMAS DE CONTATO ON-LINE DECRETO DE CRIAÇÃO: 53.676 de 28/12/12 Parecer do C.M.E.: 10/2002 de 07/11/2002 2 E-mail: ciejasabrina@prefeitura.sp.gov.br Blog: ciejavilasabrina.blogspot.com Facebook: Cieja Vila Sabrina
  • 3. II – REGIME DE FUNCIONAMENTO No CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme há vagas para o Ensino Fundamental na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), em módulos (etapas) sequenciais/ anuais. Atende alunos a partir de 15 anos de idade completos, nos períodos diurno e noturno, em grupos de classe com até 21 (vinte e um) estudantes, de segunda à sexta- feira no período das 7h30 às 22h30, de fevereiro a dezembro com no mínimo 200 dias letivos de encontros diários de 2h15min, e complementação de carga horária com atividades de efetivo trabalho pedagógico extraclasse (vide Matriz Curricular abaixo). 3
  • 4. MATRIZ CURRICULAR DOS CIEJAs Anexo Único da Portaria nº 7.834, de 30 de Novembro de 2016
  • 5. CROQUI DO CIEJA – LEGENDA Pavimento Térreo Hall de Entrada Banheiro Masculino Circulação Depósito Depósito Banheiro Feminino Sala da Coordenação Sala de Aula nº 7 Sala da Direção Sala de Aula nº 8 Xerox Sala de Aula nº 9 Secretaria Sala de Aula de SAAI Arquivo Sala de Informática nº13 Corredor coberto Depósito de Merenda Sala dos Professores Lavanderia Banheiro Feminino Cantina Banheiro Masculino Espaço Verdejando (Horta) Cozinha 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 17 17 17 18 19 20 21 22
  • 6. CROQUI DO CIEJA - LEGENDA Pavimento Superior Sala de Leitura nº 24 Sala de Informática nº 23 Corredor coberto Sala de Aula nº 22 Sala de Aula nº 21 Sala de Aula nº 20 Sala de Aula nº19 Sala de Aula nº 18 Sala de Aula nº 17 Auditório 6 23 18 17 17 17 17 17 24 17 09
  • 7. 7
  • 8. 8
  • 9. III – Prólogo CONVERSA SOBRE O PPP DO CIEJA VILA MARIA/ VILA GUILHERME • Bom dia! Boa tarde! Boa noite! Hoje estamos aqui para entender e discutir sobre o Projeto Político Pedagógico (PPP) do CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme. De forma simples, o PPP é um documento que nos orientará para que as metas de aprendizagem e desenvolvimento da escola sejam alcançadas. Por esse motivo, é importante que esse encontro seja um momento de diálogo, como muitos outros que ocorrerão em 2017, onde todos poderão perguntar, tirar suas dúvidas e propor sugestões para melhorarmos cada vez mais. Para começarmos é importante explicar que escrevermos o PPP juntos é fundamental por privilegiar múltiplos olhares. Há algum tempo, reconhecemos que percorremos um longo caminho, mas ainda há o que se dizer e a fazer, dado que o PPP não pode ser um documento fechado/ engessado. Há a necessidade de o deixarmos com uma linguagem acessível para que todos o entendam, ou seja, ele deve ser vivo e revelar os projetos desenvolvidos e o momento atual do CIEJA. Nos anos anteriores, discutimos sobre que tipo de sociedade queremos construir e quais os valores predominantes nela. Os docentes comentaram que para respondermos essa pergunta precisamos primeiramente pensar qual o peso da palavra “valor” em nossa sociedade. Comentamos que precisamos ter uma sociedade mais tolerante, sermos mais solidários, mais autônomos tendo a ética como um eixo fundante. Tudo isso ainda é válido até hoje para todos nós do CIEJA. Tratamos também da construção de uma Escola que possibilite a criticidade e a consciência dos direitos e deveres dos alunos/ cidadãos. Discutimos também sobre o tipo de alunos que desejamos formar. Os professores levantaram os seguintes pontos: alunos críticos, autônomos, letrados (valorizando sua leitura de mundo), reflexivos, solidários, tolerantes, que sejam capazes de reconhecer e valorizar sua identidade, que tenham consciência de sua capacidade de agir (de fazer intervenções) e de valorizar questões sobre o outro, o diverso, o que chamamos de forma mais técnica valorizar questões sobre a alteridade. • E podemos perguntas também?
  • 10. • É claro. Pode dizer? • Meu sobrinho de 17 anos estuda no CIEJA, como posso ajudar vocês? A comunidade pode estar na escola? A respeito das relações com a comunidade, é importante haver parcerias, proximidade, troca, soma... O que acontece na escola tem que ter reflexo na comunidade (e vice-versa) para haver um sentimento de pertencimento dos alunos. Nesse contexto, ações que sinalizem e promovam maior proximidade da comunidade com a escola são elementares, tais como: oficinas, café comunitário, sessões de Cineclube, projetos propostos pelo CIEJA para a UBS Vila Sabrina, atividades em parceria com o CEU ou oferecidas pela SME, parceria com comerciantes da Vila Sabrina e assim por diante. • Poxa vida! Estarei mais presente nesse ano do que no ano passado. Colaborar é bom demais! Explicamos o anexo da Portaria SME 5941/13 porque também é importante por em seu Art. 30 trazer a seguinte informação: “o Projeto Político Pedagógico deve conter: Perfil sociocultural da equipe de profissionais e a indicação de como potencializar os saberes da equipe para a melhoria das condições de atendimento à comunidade escolar”. Partindo das discussões acerca do PPP e do disposto no fragmento da portaria citada, disponibilizamos em 2015 um questionário on-line em nosso grupo fechado (para docentes e gestores do CIEJA) do Facebook – chamado Cirkularidades – para que tivéssemos uma visão geral do perfil dos professores (basta clicar no link abaixo para ter acesso às questões): https://docs.google.com/forms/d/1v8mK916KHUlp_exHuX7tMl9IPi0PEe3LJOM1_d5q7C8/viewform Ademais traçamos o perfil dos alunos por meio de um questionário semelhante ao de cima. Tais ações têm como objetivo potencializar e redirecionar nossas práticas pedagógicas e nossas aulas. Outra questão a ser abordada no CIEJA é a diversidade dado que atendemos alunos com deficiência (as mais diversas), com dificuldades de aprendizagem, jovens, adultos e idosos. Devido a essa diversidade, precisamos 10
  • 11. desmontar frequentemente determinados mitos (alunos com deficiência não aprendem; todas as pessoas com síndrome de down têm determinado comportamento) como também desfazer vários estereótipos (“burro velho não aprende”; “deficiente não entende” etc). Há algum tempo, vimos investindo e discutindo em nossos espaços de formação e entendemos o quanto é importante abrirmos espaço em nossas aulas, em nossas rodas de conversas, debates para a diversidade, afinal, é ela que compõe e enriquece o CIEJA. Inclusive vale à pena dizer que um de nossos projetos de estudo desse ano se debruçará sobre esse tema. A respeito dos conteúdos para atendermos as diferentes necessidades, lembrando que cada um aprende de uma forma, é importante haver um trabalho flexibilizado (adaptado) e focando os Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento, onde os professores elaboram e criam atividades pensando nas potencialidades dos alunos com deficiência e/ ou dificuldade(s) de aprendizagem tanto para os alunos da manhã quanto para os da noite. Isso significa que nosso olhar é de notar o que esses alunos conseguem fazer e não do que são incapazes de realizar. Trabalhamos a partir de uma chave inclusiva que tenta se afastar ao máximo de uma escola que exclui. • Meu filho é um aluno com deficiência, ele tem Paralisia Cerebral. O que vocês e eu podemos fazer para ajudá-lo a aprender a ler, escrever e fazer contas? Será que ele conseguirá fazer tudo isso até o final do ano? • Sua pergunta é muito boa e é importante você propor que NÓS, a escola e você, tentemos auxiliar seu filho em conjunto. Como dissemos, é fundamental trabalharmos com atividades flexibilizadas (adaptadas) e os Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento para os alunos com deficiência. Essas são geralmente atividades que desenvolvem os mesmos conteúdos dos alunos regulares (sem deficiência), porém tentamos criar atividades tendentes ao concreto e um pouco menos “complexas” do que as oferecidas aos alunos regulares respeitando o que esses alunos conseguem realizar, porque é importante respeitarmos também seus tempos. Geralmente o tempo dos alunos com deficiência é um pouco maior do que dos outros 11
  • 12. alunos, mas isso não significa que um aluno com deficiência terá que cursar o mesmo módulo duas, três, quatro, cinco vezes como muitos familiares gostariam que acontecesse, especialmente porque o CIEJA é uma escola da Prefeitura do Município de São Paulo de Ensino Fundamental regular tendo a especificidade de ser voltada para jovens e adultos com e sem deficiência, onde a diversidade sempre é valorizada e respeitada. Sempre em busca de aprimorarmos nosso trabalho, neste ano de 2017, os professores sugeriram que em nossa formação limitemos o número de autores a serem estudados para haver um maior aprofundamento. Para nós, teoria e prática caminham juntos, com vistas a um trabalho pedagógico sólido e que atenda as reais necessidades de nossos alunos. Outro exemplo disso, é que também criaremos uma espécie de “banco de dados”, uma espécie de prateleira online de atividades flexibilizadas criadas/pensadas para alunos com deficiências e/ou com dificuldades de aprendizagem. Discutimos também sobre a importância de considerarmos as hipóteses silábicas em que se encontram cada aluno para a flexibilização das atividades, ou seja, o aluno reconhece letras, sílabas, já escreve, esquece algumas letras quando escreve palavras, lê, compreende o que lê, necessita do recurso de imagem, ou de material concreto para uma maior compreensão? Assim, todos os professores criam/recriam e compartilham suas atividades e quem se beneficia dessa grande rede são nossos educandos. É preciso oferecer, estimular o aluno e ir avançando aos poucos nesse trabalho pedagógico. No CIEJA trabalhamos com o ler, o escrever e o raciocinar, mas não somente com estes aspectos, para nós educar vai muito além disto. Em outras palavras, se um aluno se desenvolve socialmente ao longo de um ano, ou se melhora sua oralidade, ou se consegue se expressar de forma clara e argumentar, ou ainda se desenvolve sua autonomia, entendemos ocorrer avanços significativos. E para 12
  • 13. nós, um processo educativo está borbulhando aí, mesmo que o aluno ainda não tenha se apropriado do sistema de leitura, escrita ou de resolução de contas formalmente. É importante lembrarmos que há diferentes deficiências, e que de acordo com o grau pode haver comprometimento na retenção da memória, ou ainda na aquisição da leitura e da escrita. Mas aqui no CIEJA valorizamos o que cada um pode e é capaz de fazer, prevalecendo seu desenvolvimento nos mais distintos aspectos. Além do mais se o aluno tiver vontade, disponibilidade e após ser avaliado pela professora da SRMs (Sala de Recursos Multifuncionais) também poderá frequentar essas aulas que o estimularão para que se desenvolva cada vez mais. É fato que todo ser humano tem capacidade de aprender, e as relações humanas privilegiam essa aprendizagem, por isso é importante fortalecer a parceria família e escola. Desde 2015 discutimos as demandas do ponto de vista legal que devem estar presentes no CIEJA sendo as seguintes: “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”, “Música”, “Educação Ambiental”, “Exibição de Filmes de produção nacional”, “Direitos Humanos e Cidadania”, “Direitos das Crianças, Adolescentes e Idosos”, “Direitos e Deveres dos Cidadãos e Orientação para o Trabalho”. • E me conte uma coisa: vocês não fazem reuniões entre vocês? Quando isso acontece? Realizamos reuniões duas vezes por semana (JEIF) das 13h30min às 16h30min para pensarmos como desenvolver uma prática pedagógica cada vez mais consistente e coerente a fim de nos fortalecermos do ponto de vista prático e teórico para abordamos os projetos e os temas de modo significativo. Nessas reuniões de três horas lemos textos, estudamos, discutimos, compartilhamos saberes e planejamos, levando-se em conta tudo o que é discutido e voltando- nos sempre para nossa formação. Há momentos em que os professores criam/recriam um planejamento quinzenal (quinzenário) que poderá ser elaborado por área de conhecimento e/ou por professores de um mesmo módulo dependendo de nossa necessidade e enfoque. Esse quinzenário é um esmiuçamento do Plano de Ensino Anual. O objetivo desses momentos é 13
  • 14. construir/desconstruir/reconstruir práticas que atendam os alunos regulares, os alunos com deficiência e com dificuldades de aprendizagem. A partir do discutido, sob sugestões dos coordenadores pedagógicos, pensar/criar/construir práticas que atendam ao replanejamento dos próximos quinze dias. Os coordenadores pedagógicos assessoram os professores, geralmente, circulando entre as áreas de conhecimento durante a elaboração desse documento, sugerindo intervenções, quando e se necessário. Esse é um momento produtivo e prático de nossa formação. Os professores no início desse ano pensaram ser importante revisitarmos temas já estudados e retomando uma fala da nossa Coordenadora Geral Suely Hatada, “reconhecer para conhecer”, ou melhor, é fundamental resgatarmos o que vivemos enquanto grupo, o que foi bom, ampliarmos e melhorarmos, e pensarmos sobre o que não foi tão interessante para continuarmos nossos percursos. Desse modo, resgatar materiais anteriores, tanto do CIEJA quanto de outras escolas são fontes de estudo. Dialogamos também com os educadores que este momento da JEIF complementa nossa formação, nos dando subsídios para a discussão tanto nos grupos menores, por área de conhecimento, como no coletivo. Ao nos aprofundarmos sobre diferentes temas, ao ouvirmos as opiniões dos colegas, ao trocarmos experiências, a riqueza de linguagem abordada na formação, o caráter dialógico privilegiado nos encontros, tudo isso enriquece e fortalece o trabalho efetivamente na sala de aula com nossos alunos. Buscando um trabalho interdisciplinar. No ano passado, a Coordenação Pedagógica, sugeriu que a cada bimestre os professores se reunissem por área de conhecimento “revisitando” o Plano Anual tomando decisões a partir das necessidades dos alunos, de suas demandas, de seus anseios e apresentassem aos demais professores seus planos a partir de pequenos mapas conceituais. Assim cada qual, tem uma visão geral do que cada área está trabalhando podendo opinar, trocar, apresentar intervenções e desenvolver trabalhos interdisciplinares. • Vocês trabalham muitos temas aqui na escola. Mas eu gostaria de saber qual é o papel da família em tudo isso o que vocês estão falando? • A família sempre pode estar presente na escola principalmente em se tratando de alunos menores de idade, com deficiência, com 14
  • 15. dificuldades de aprendizagem ou sempre que julgarem necessário independentemente da idade. A participação dos pais e/ ou responsáveis pode ocorrer no Conselho de Escola – há reuniões mensais – como também no Conselho de Classe ao final de cada um dos bimestres. Além disso, há as reuniões de Pais e Mestres ao final de cada bimestre, sempre mandamos um lembrete e geralmente telefonamos para os pais e/ou responsáveis, e sempre que estes desejarem conversar conosco basta virem à escola para um breve atendimento ou agendarem um horário com os coordenadores para uma conversa mais prolongada. Duas vezes por ano ocorre o dia da Família na Escola com atividades dirigidas a alunos, a seus pais e/ ou responsáveis e à comunidade. Nesses dias será um enorme prazer contar com a presença de todos aqui. Além do mais, há várias atividades culturais que desenvolvemos no CIEJA e que os pais e a comunidade são convidados, por exemplo, as sessões de cinema chamadas CIEJA Cineclube como também diversas atividades culturais. • Eu sou uma aluna do módulo 4 e no ano passado eu estava no módulo 3. Eu não gostei dessa história de só ter passeio para os alunos especiais. Você pode me explicar isso? Alunos do CIEJA participando das Paralimpíadas no Clube Esperia. 15
  • 16. • Excelente seu questionamento. Muito obrigado pela pergunta. Mas você me permite fazer uma pequena correção. Hoje em dia não dizemos alunos especiais, a melhor forma de ser referir a esses alunos é aluno com deficiência, pessoa com deficiência. Esclarecido isso, é importante dizermos que no ano passado houve uma parceria do CIEJA com o CEU Jaçanã e muitas dessas atividades eram dirigidas para alunos com deficiência. Isso quer dizer que o ônibus que vinha buscar esses alunos privilegiava os estudantes com deficiência. Mas sempre que possível convidávamos os alunos como um todo a participarem dessas atividades como ocorreu quando os alunos com deficiência foram participar das Paralimpíadas no Clube Esperia (imagens acima) ou quando fomos a uma manhã esportiva no CEU Jaçanã. Nós convidamos os alunos regulares mas a prioridade eram os alunos com deficiência uma vez que de modo geral, estes têm oportunidades menores de ir aos espaços culturais se compararmos com as pessoas sem deficiência. Em reuniões conversamos com os professores e todos concordaram em continuarmos essa parceria com o CEU ou com outras instituições em que o foco são os alunos com deficiência. Mas é importante lembrar que houve várias atividades envolvendo todos os alunos da escola com direito a transporte: Musical - O Fino do Samba, Visitas a exposições no SESC, Idas ao teatro e por aí vai, atividades não faltaram para todos. 16
  • 17. Alunos do CIEJA em exposição do SESC Bom Retiro Alunos esperando para assistir à peça “A Festa de Abigaiu” Já que estamos falando de atividades culturais, às vezes receberemos convites da Secretaria Municipal de Educação para irmos ao teatro, a alguma exposição, a algum espaço cultural, enfim, um espaço que promove o prazer estético, a reflexão e a aprendizagem. Os professores e os gestores do CIEJA concordaram que continuaremos aceitando esses convites mesmo que cheguem próximos da realização do evento e que não estejam tão diretamente relacionados aos projetos desenvolvidos. Nesses casos daremos uma volta de 90º, 180º e quem sabe até de 360º graus para adaptarmos a atividade cultural oferecida a nossos projetos desenvolvidos porque criatividade e flexibilidade sempre é bom. Já estou terminando esse tema. Mas antes é importante dizer que em cada atividade cultural em que o ônibus saia da porta do CIEJA, deixe os alunos na porta do local a ser visitado e retorne para a porta do CIEJA combinamos de irem dois acompanhantes 17
  • 18. da escola. Estes poderão ser dois professores ou na impossibilidade um professor e um funcionário. Também abrimos a possibilidade de realizarmos atividades culturais usando transporte público (ônibus e metrô), como acontecido em anos anteriores. Tivemos uma riquíssima experiência no ano passado, fomos assistir a peça: Peer Gynt no Teatro do SESI da Paulista. Como tínhamos um número significativo de alunos menores e/ou com deficiência, incorporamos o princípio de “adote um aluno” para aqueles que são maiores de idade, no sentido de termos ajuda dos próprios alunos e a solidariedade estar cada vez mais presente no âmbito escolar, veja as imagens a seguir: 18
  • 19. Alunos e professores após verem a peça “Peer Gynt” Caso não haja alunos com deficiência ou estes sejam em número pequeno, poderemos pensar em um professor para cada módulo (de quinze a dezoito alunos). Essa série de atividades culturais ao longo do ano parte do pressuposto de que o estudado na sala de aula seja visto e aprendido em outros lugares (museus, espaços culturais, parques), como também o que é estudado em alguma atividade cultural possa adentrar e reverberar na sala de aula. • Eu quero fazer uma pergunta. Sou aluna da escola e você pode me explicar pra que serve o Conselho de Classe? Não é um blá blá blá que não serve pra nada? • Muito pelo contrário: não é um “blá blá blá”. É um exercício democrático onde predomina a fala e a escuta para refletirmos sobre o que é produtivo e o que precisa ser melhorado na escola. O Conselho de Classe Participativo ocorre ao final de cada um dos bimestres e pedimos que as salas elejam representantes da turma para participarem desse momento tendo voz ativa/ participativa; esses representantes trarão demandas e levarão o discutido no Conselho para seus pares. Os docentes ao chegarem no 19
  • 20. Conselho de Classe Participativo já digitaram seus conceitos ou notas que são usados pelos coordenadores pedagógicos para a elaboração de gráficos a serem analisados e comentados durante o período do Conselho. Solicitamos também aos professores e aos alunos escreverem relatórios de suas salas a fim de serem lidos no início da reunião para abrirmos o diálogo entre todos os presentes. O que esperamos com esse formato de Conselho de Classe Participativo são sugestões/ propositivas e soluções de alunos, dos professores e da equipe gestora para melhorarmos o processo de ensino-aprendizagem no CIEJA a partir de uma escuta sensível. • E como vocês preparam as aulas? Cada um faz do jeito que achar melhor? • É claro que não é assim. Há algo que chamamos de “Plano de Ensino Anual”, é um planejamento anual que bebe na fonte do documento "Por uma política curricular para a educação básica" (MEC, 2014) que está focado nos Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento dos alunos e no documento “Educação de Jovens e Adultos: Princípios e Práticas Pedagógicas – 2015”. No Plano de Ensino, os professores de cada módulo e/ ou áreas de conhecimento, apontam quais são os Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento, os temas e os conteúdos de cada módulo a serem abordados durante o ano letivo. Ao início de cada bimestre, teremos sempre um momento de parada para revisitarmos esse Plano e o alterarmos, ampliarmos, reduzirmos a partir da realidade concreta dos nossos educandos e das necessidades que surgem na escola. Para uma melhor compreensão, ao final desse texto, no anexo 1, você encontrará os Planos de todas as áreas do conhecimento, assim é possível entender direitinho sobre o que estamos falando. • Não entendi muito bem o que são esses Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento, você pode me explicar melhor? Os alunos não vêm para a escola para aprender a ler, escrever e fazer contas? 20
  • 21. • O senhor tem razão ao dizer que os alunos vêm para a escola para aprender a ler, escrever e fazer contas, mas não somente para isso. Precisamos ampliar o que é ler, escrever e fazer contas porque hoje em dia é necessário que os alunos sejam críticos, saibam de seus direitos e de seus deveres, que tenham uma consciência cidadã/ cidadão. Ao pensarmos em Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento focamos no que os alunos têm direito a aprender, uma escola que não valoriza apenas o canônico, o erudito, o clássico, mas sim uma escola que valoriza e elege o não-canônico, o popular, o rotineiro como objeto de estudo e saímos do lugar em que educadores determinavam os conteúdos (enrijecidos) a serem aprendidos, os conteúdos considerados importantes para os alunos. Na realidade, ao falarmos de Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento nosso olhar é inclusivo e social, ou seja, o aluno ocupa um lugar central dado que é uma escola voltada para a população brasileira, para os moradores de São Paulo, da região da Vila Sabrina, na Zona Norte. Aliado ao Plano de Ensino Anual, criamos Mapas Conceituais (anexo 2). A partir de autoavaliação que os alunos realizaram ao final de 2016, em relação aos temas e projetos de interesses, obtivemos as seguintes respostas: 1º lugar: 46,3% - Direitos Humanos: Violência contra a mulher. 2º lugar: 37,2% - Inclusão Escolar: Pessoas com deficiência, pessoas com dificuldades de aprendizagem, idosos na escola. 3º lugar: 33% - Sarau Temático: textos, dramatizações, cantoria. 4º lugar: 33% - Oficinas e Artes. Projetos estes que serão nossos eixos ao longo do ano a partir do que os alunos escolherem como os mais significativos para eles. • Então aquilo de falar de negro e índio acabou na escola? Eu acho uma perda de tempo ficar falando de negro, racismo, macumba, capoeira e índio. E eu acho que isso não tem nada a ver com estudar. 21
  • 22. • Então, tudo isso que você nos diz é interessante porque reflete o que a maioria de nossa sociedade diz e pensa. Porém, como temos um olhar inclusivo é impossível não falarmos dos negros e indígenas. E você sabe por quê? Os negros e os indígenas durante muito tempo foram vistos como um povo inferior. Vocês acham que poderemos dizer que uma pessoa é inferior a outra? • É claro que não. Sabemos que todos somos seres humanos. • Por termos uma visão de mundo a partir dos europeus, até hoje, os negros e os indígenas são discriminados em nossa sociedade e não têm as mesmas oportunidades que os brancos. Partindo do pressuposto de que nossa sociedade é conservadora e preconceituosa é importante que a escola trabalhe sobre essas questões, desmistificando, ou seja, desmascarando/ revelando a importância e a contribuição de cada povo em nossa sociedade, descontruindo estereótipos e valorizando etnias. Ao negarmos tais questões, apagamos a memória e a identidade de um povo. Tiramos o direito de acesso ao conhecimento e dificilmente possibilitaremos mudanças em comportamentos racistas e discriminatórios presentes em nossa sociedade. É importante mostrar que há líderes negros no mundo e no Brasil, que ter a pele escura, o nariz largo e o cabelo crespo não significa ser feio porque nosso padrão de beleza é o europeu de brancos de cabelos lisos e olhos claros, que é necessário haver a identificação de negros com a escola e com a sociedade a fim de repararmos todo esse processo histórico que lhes foi negado colocando todos em pé de igualdade. Agora sua questão sobre macumba e capoeira. Na realidade existem cultos africanos que precisam ser respeitados e valorizados a partir de seu aspecto cultural e até mesmo religioso, tendo um olhar a partir da História das Religiões. É importante dizermos que a escola brasileira não pode ensinar e divulgar religiões porque ela é laica, cada um tem sua religião (ou não) e suas crenças (ou não), mas estas não devem ser conclamadas na 22
  • 23. escola. Sobre a copeira é uma dança, e é importante saber que ela foi considerada patrimônio cultural brasileiro devendo ser valorizada, apreciada e respeitada. • Que ótimo vocês trabalharem com todos esses temas. Como a escola mudou desde que eu parei de estudar. Fiquei até com vontade de vir estudar aqui porque parei na 5ª série!, rs... Nem fala mais assim, né? Agora é ano, né? • Então, para você estudar no CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme é muito fácil. Desde março de 2015 mudamos nosso processo de cadastramento para que ele seja o mais transparente possível. Basta você entrar em nosso blog (http://ciejavilasabrina.blogspot.com.br/), procurar pela aba PARA ESTUDAR NO CIEJA CLIQUE AQUI e clicar nela. Leia as informações que se encontram lá e clique em PREENCHA SEU CADASTRO. (https://docs.google.com/forms/d/1S6vwfP319ajz3ChdnDumPYZv Cusd22iWwh89pfaJPEI/viewform), preencha esse formulário e ao final clique em enviar. A secretaria do CIEJA receberá sua inscrição com seus dados e entrará na lista organizada automaticamente por ordem de recebimento e assim que surgir a vaga no módulo desejado por você e no horário pretendido, algum funcionário da secretaria entrará em contato por telefone para você efetivar a matrícula. Caso alguém não tenha acesso à internet, basta procurar a secretaria da escola para um funcionário da secretaria realizar esse cadastro. Depois é só vir estudar conosco e participar desse processo de educação baseada em Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento que tem como eixos a Democracia, a Cidadania e a Criticidade. Não podemos nos esquecer de falar sobre a Prova de Classificação que ocorre todas as quartas-feiras às 9h00 ou às 19h30 para os alunos que não têm como comprovar sua escolaridade. Essas pessoas só precisam vir à secretaria nesses dias e horários para que os coordenadores pedagógicos ou algum funcionário aplique a prova. Nesse mesmo dia a correção da prova 23
  • 24. será feita como também o cadastro. Aí é só aguardar o contato futuro da secretaria para efetivar a matrícula. Enfim, agora é só aguardar por nossas próximas ações no decorrer de 2017: Oficinas de Orientação para os Trabalhos Extraclasse no contraturno com os professores coordenadores de cada sala para auxiliarem os alunos, o Itinerário Formativo (IF) também no contraturno voltado para a temática do trabalho, Projeto de Xadrez, Jogos Matemáticos, CIEJA Cineclube, AfroeducAÇÃO, Rodas de Leitura e Leituras diversas na sala de leitura, Assembleia, Parceria com a UBS Vila Sabrina, Horta do CIEJA, Construção de Terrários, Dia da Família na Escola e Escambo, Festa Junina, Sarau, Atividades/ Passeios Culturais, Conselho de Classe Participativo, Apresentação de Trabalhos Extraclasse, Festividade de Término de Curso e muito mais. • Eu sou aluno daqui e não entendi muito bem como funcionam essas oficinas de orientação para os trabalhos extraclasse, você pode me explicar um pouco mais? • É claro que posso. Vocês sabem que no CIEJA todos os dias os alunos estudam 2h15min, não é? • Sim, sabemos. • Então, é como se "faltasse" 1h45min para completar a carga horária mínima diária de 4h00 pensando que temos 200 dias letivos. A partir disso, é necessário haver uma espécie de "compensação" de horas, ou seja, há anos foi pensado a realização de um trabalho fora do horário escolar para o cumprimento dessa carga horária. Desde o início de 2017, os professores têm 1 ou 2 aulas que são de orientação, explicação, auxílio na elaboração desse trabalho e essa aula ocorre antes ou depois do seu horário de aula regular. Por esse motivo é importante que vocês venham a essas oficinas para tirarem suas dúvidas e terem o acompanhamento para a elaboração dos trabalhos extraclasse bimestrais. Colocamos nos murais da escola os horários em que cada professor coordenador de sala tem essa oficina de orientação, mas qualquer dúvida é só conversar com seu professor orientador ou conosco. Ficou claro? • Sim, está claro. Obrigado. 24
  • 25. • Preciso fazer um elogio para vocês. Gosto do CIEJA porque vocês são organizados e explicam tudo com paciência e cuidado para nós. A escola aqui é muito boa. • Eu queria que você falasse também sobre as sessões de cinema e essas aulas de leitura do professor Sillas que acontecem aqui. • No CIEJA desenvolvemos diversas atividades com o intuito de auxiliar na aprendizagem dos alunos. Uma delas é o CIEJA Cineclube que ocorre todas as 2as. quartas-feiras do mês das 15:00 às 17:30. A ideia é passar um filme brasileiro, de preferência um filme mais autoral e menos comercial, para repertoriarmos os alunos, professores e comunidade sobre as temáticas estudadas durante os bimestres. Temos como objetivo a formação de público e promover o pensamento crítico e reflexivo a partir de filmes. As sessões são gratuitas e abertas a todos os que quiserem e puderem vir. Sempre há algum representante da gestão e professor para realizar esse trabalho de mediação de filmes. Nesse ano também trabalharemos com clássicos do cinema para encerrar o semestre, ou seja, passaremos um filme do Charles Chaplin e um filme que faça parte do imaginário do mundo do cinema como Cantando na Chuva, A Noviça Rebelde ou O Mágico de Oz. O professor Sillas desenvolverá um projeto de Roda Literária todas as últimas segundas-feiras do mês que proporcionará aos estudantes novas possibilidades de cultura e exploração de novos conhecimentos através da leitura. Já que estamos falando sobre atividades há também as oficinas das professoras Lourdes e Débora. A professora Débora desenvolve um projeto de matemática pensando em jogos e atividades lúdicas por meio do uso de cálculos que acontece todas as 5as. feiras das 12:15 às 13:00. A professora Lourdes desenvolve uma oficina na sala de leitura para despertar o gosto pelos livros e leitura, algo na linha da Roda Literária desenvolvida pelo professor Sillas dado que são parceiros de área do conhecimento. 25
  • 26. Sessão do CIEJA Cineclube • Há alguma dúvida, pergunta? Algo que vocês queiram dizer? • E onde entram os funcionários que trabalham no CIEJA em tudo isso que vocês estão comentando? • Os funcionários, inclusive os colaboradores, participam do processo ensino-aprendizagem como um todo, conhecem nossa proposta pedagógica, e as atividades desenvolvidas por cada um favorece nosso trabalho pedagógico. Nossa AVE em uma reunião de 2015 expôs sua dificuldade de trocar os alunos que usam fralda no banheiro. Essa demanda surgiu nessa reunião e a gestão do CIEJA providenciou as adequações nos banheiros (masculino e feminino) a fim de que nossos alunos sejam tratados com dignidade dentro da escola. • Algum comentário mais? Alguma sugestão? • Para mim foi ótimo ter vindo aqui e aprendido tudo isso sobre o CIEJA. Eu já gostava daqui, depois de hoje gosto mais ainda. Parabéns a todos vocês e espero que continuem assim por muitos anos. Obrigado por terem nos convidado para participar desse momento. E espero pelo próximo encontro. • Nós agradecemos pela presença de todos e estamos sempre à disposição de vocês. Obrigada/o e até a próxima! 26
  • 27. ALUNOS DO CIEJA: SEU PERFIL Alguns momentos da confraternização de final de ano oferecida pelo comerciante do Bairro 27
  • 28. No primeiro semestre de 2015, aplicamos um questionário on-line, a fim de coletarmos dados sobre o perfil sociocultural dos alunos do CIEJA. Tais dados foram compartilhados com o grupo de professores e com o Conselho de Escola, tendo como objetivo repensarmos nossa prática de anos anteriores e dos anos seguintes delineando novas possibilidades. A seguir, apresentamos um recorte dessa pesquisa e algumas intervenções articuladas a partir da mesma. Conforme dados acima, 62,2% dos alunos pertencem ao sexo feminino e 37,8% ao sexo masculino. A partir desses dados e de um contato inicial com as turmas, verificou-se uma necessidade de trabalharmos temas referentes a gênero tendo como foco a mulher. Em 2017, a mulher aparecerá fortemente no projeto “Direitos Humanos: Violência contra a mulher”, como também nos bimestres seguintes porque é importante que a questão da violência contra a mulher sempre seja retomada e refletida ao longo do ano letivo. Abordaremos mulheres importantes para o Brasil e para o mundo, refletiremos sobre ISTs, gravidez precoce, menopausa, câncer de mama, a violência (tanto física quanto psicológica) contra a mulher, enfim, pensaremos sobre temas tocantes à mulher na atualidade. Outros trabalhos permearão nosso fazer pedagógico no decorrer do ano a fim de provocarmos pequenas fissuras (“grandes utopias”) para jogarmos nosso foco (reflexivo e de ação) no pluralismo, desnaturalizando conceitos e preconceitos cristalizados em nossa sociedade machista. 28
  • 29. Outro dado importante foi detectarmos os bairros onde mais residem nossos alunos. Com esses dados partimos para um mapeamento do entorno. Colocamos como meta conhecer, sentir, vivenciar, os quatro primeiros bairros com maior número de alunos residentes. Mudanças de olhares, desnaturalização de verdades e (pré) conceitos adquiridos pela falta de conhecimento deveriam ser colocados em xeque. Para tanto, fizemos um convite a toda a equipe para deixarem aflorar os 5 sentidos através de um poema criado pelos coordenadores pedagógicos a partir das falas e ideias sugeridas pelo próprio grupo de professores. Como resultado tivemos o seguinte convite: (Re)Conhecer, Identificar, Explorar, Sentir (o cheiro), Pisar, Olhar, Ver, Enxergar, Ouvir, Escutar, Falar, Anotar, Registrar, Fotografar, Desenhar, Filmar, Coreografar: Possibilidades diversas. 29
  • 30. CHÃO: MEU, SEU, NOSSO! Faremos um diagnóstico: A 3 Vilas vamos: Maria, Medeiros e Sabrina Um Jardim deslumbraremos: o quintal do Brasil Óculos com lentes outras usaremos Nossos olhares deslocaremos Tato, olfato, paladar, visão, audição Em ebulição estarão Nesses lugares seremos atravessados por nosso PPP Sinta... Quais são as condições de vida das pessoas? Converse... Com os moradores que dão vida a esse rincão Pergunte-lhes... Qual a importância da escola para eles Delicie-se... Com as curiosidades do bairro Identifique... As áreas de lazer, as atividades culturais, os equipamentos Descubra... O que tem de bom nesse bairro Procure... Pelo que precisa ser melhorado E deixe nossos fios: O CIEJA esteve aqui! Marcos Eça e Viviane Moreiras 30
  • 31. Levando em conta todos esses pressupostos, professores, alunos (convidamos os alunos para serem nossos guias para o reconhecimento do entorno) e equipe gestora se dividiram em quatros grandes grupos e cada um deles saiu em direção a um bairro, a saber:  Grupo 1: Jardim Brasil (18,9% dos alunos residem nele)  Grupo 2: Vila Sabrina (18,4% dos alunos moram nesse bairro)  Grupo 3: Vila Maria (15,9% dos alunos habitam aí)  Grupo 4: Vila Medeiros (10,9% dos alunos moram na V.M.) Conhecer onde e em que condições nossos alunos residem, abrem possibilidades para um trabalho mais humanista e mais próximo da realidade deles, o recorte do currículo passa a ser voltado a esses alunos, a linguagem elencada e até mesmo a forma como se dará o processo ensino-aprendizagem terá outros aspectos. Por isso compreender o universo escolar dos alunos do CIEJA não se restringe apenas ao processo de aprendizagem em sala de aula. Reconhecer seu contexto social e dentro dele, o socioeconômico permite compreender e refletir sobre qual escola queremos, e de que forma podemos exercê-la como meio transformador em suas vidas e de sua/ minha/ nossa comunidade. Retomando nosso perfil do aluno, na sequência temos a declaração de cor ou raça revelando que 46,3% dos alunos se autodeclararam pardos, 11,9% pretos e 36,3% brancos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para formar a classificação de negros (entendido aqui como categoria), é comum que seja somada a população preta à população parda para a formação de um grupo. Baseando-nos nessa informação, temos uma totalidade de 58,2% de estudantes negros no CIEJA. Tal informação revela a importância de trazermos para a sala de aula temas ligados a História e a Cultura Afro-brasileira, abordando também questões étnico-raciais e indígenas valorizando a ancestralidade dessas populações. Tal informação pode ser observada no gráfico a seguir: 31
  • 32. Ao longo de 2016, realizamos algumas ações no tocante à temática Étnico-Racial e Indígena: produção de Mandalas em CDs; Sarau étnico-racial; formação em JEIF com as formadoras de SME Vanessa Caldeira e Joyce Rodrigues, conversa com os alunos e o indígena Jaime Myoruna, idas culturais a sessões de cinema bimestralmente da AfroeducAÇÃO. Alunos confeccionando mandalas Acima a formadora Vanessa Caldeira e ao lado a formadora Joyce Rodrigues, ambas do núcleo étnico-racial da SME. 32
  • 33. À frente do grupo o indígena Jaime Myoruna após conversa Alunos e funcionários do CIEJA em sessão de cinema e debate do AfroeducAÇÃO Perguntamos também sobre a preferência religiosa: 42,8% dos alunos do CIEJA são evangélicos, 39,8% são católicos e 9,5% declararam não possuir religião. Tal informação se faz importante para discutirmos entre as áreas como abordarmos determinados temas tão ricos ao desenvolvimento e ao enriquecimento cultural/ social de nossos alunos sem ferirmos e/ ou desrespeitarmos a diversidade religiosa presente na sala de aula, lembrando sempre que a escola é laica. Passando para o campo profissional, é importante saber se nossos alunos executam algum trabalho atualmente, bem como sua principal atividade exercida. 54,2% diz exercer algum tipo de trabalho e 30,8% pontuaram estar fora do mercado de 33
  • 34. trabalho hoje em dia. A EJA tida como um referencial para jovens e adultos, com um público em sua grande maioria de trabalhadores, requer um currículo que também aborde temas voltados ao mundo do trabalho como direitos trabalhistas, conquistas históricas adquiridas entre outros. Por meio dos gráficos é possível também observarmos que uma grande maioria dos nossos alunos realizam trabalhos mais braçais, tal informação sinaliza para o desenvolvimento de práticas que considere e valorize essa realidade. A partir desse dado há a relevância de desenvolvermos um bimestre voltado para oficinas e/ ou trabalho (valorização dos saberes dos alunos). Em se tratando de leitura, perguntamos aos alunos se eles gostam de ler: 83,1% diz que sim contra 16,9% diz não gostar. Voltando nosso olhar para que escola nós queremos e o que pretendemos construir com nossos alunos, a leitura se faz como uma grande aliada para o desenvolvimento de habilidades e competências. Perguntas como: é possível desenvolver um comportamento leitor nessa parcela de quase 17%? Quais ações poderiam dar um embasamento para essa ruptura de pensamento? Partimos do princípio de que o comportamento leitor se adquire a partir da vivência e do contato com livros, revistas, panfletos, jornais on-line ou impresso. O desenvolvimento de saraus literários, o empréstimo de livros constante, o gesto de disponibilizarmos livros e outros suportes de leitura pelos mais diversos espaços vem para contribuir a uma, quem sabe, mudança no comportamento leitor. 34
  • 35. Dado que 41,3% de nossos alunos leem jornal impresso, poderemos desenvolver ações para que os outros alunos também comecem a ler esse gênero textual e se familiarizem a ele. Poderíamos tentar conseguir doações de jornais dos dias anteriores a fim de disponibilizarmos nas salas de aula e na Sala de Leitura. Na sequência os alunos nos informaram que 70,6% utilizam o computador para navegar na internet. É produtivo termos essa porcentagem dado que essa linguagem pode ser incorporada em todas as áreas. Agora precisaremos ter ações pontuais nas aulas de Informática e de Itinerário Formativo para auxiliarmos os 29,4% que ainda não adquiriram essa prática. É importante que os alunos conheçam a linguagem digital para que não sejam excluídos da sociedade atual. 35
  • 36. Como estamos falando de linguagem, poderemos abordar a música de forma produtiva nos projetos desenvolvidos em 2017 no CIEJA. 96% afirmou ouvir música dos mais diferentes gêneros (sertanejo: 45,8% e samba: 32,8%). Este fato deve ser levado em consideração nas áreas de conhecimento tornando as aulas mais significativas e próximas aos alunos. Analisando os gráficos, podemos afirmar que 9% de nossos alunos tocam algum tipo de instrumento musical, tal dado se faz importante se evidenciarmos essas potencialidades podendo resultar em projetos significativos envolvendo a música para os alunos e para toda a comunidade escolar. 36
  • 37. De modo geral, os maiores interesses dos alunos são: música com 59,2%, seguido de televisão com 49,3% e filmes com 43,3%. A respeito da música, o dito no parágrafo anterior ratifica a importância de incorporarmos a musicalidade em nossos projetos/ aulas. Na disciplina de Educação Física, por exemplo, a professora poderá incorporar nas aulas de Educação Física Danças Brasileiras. Quanto à televisão e aos filmes é importante trazermos essas linguagens de forma crítica, descontruindo a visão de que expressam verdades absolutas. Na realidade devemos perceber que são apenas pontos de vista. 37
  • 38. Conhecer as habilidades eleitas pelos alunos como as mais significativas revela a diversidade existente dentro do CIEJA e a necessidade de trabalharmos e potencializarmos essas riquezas. Tudo isso nos mostra o quanto poderemos aprender e compartilhar saberes no espaço escolar. Outro dado que vale a pena levantar é o motivo pelo qual os alunos voltaram a estudar. 44,8% revelam que a principal motivação foi a de conseguir um emprego melhor, isto é, o mercado de trabalho traz necessidades e obrigações que impõem aos sujeitos a realização de determinadas tarefas. 42,8% afirmam ter voltado a estudar para aprender a ler e a escrever, ou melhor, para saírem da condição de “analfabetos”, nós preferimos dizer alunos com pouca ou nenhuma escolarização. Ter um diploma de Ensino Fundamental é importante para 27,9% dos alunos, o que indica uma preocupação burocrática imposta socialmente. 38
  • 39. Ao analisarmos o gráfico abaixo, constatamos que 64,7% de nossos alunos estão a mais de 5 anos sem estudar. Por essa razão temos de ter um olhar sensível em direção a esses estudantes para que se sintam acolhidos no ambiente escolar. Entretanto, faz-se necessário conscientizarmos esses alunos de que a escola atual mudou. A nossa concepção enquanto educadores do CIEJA é a de compartilharmos conhecimentos, privilegiando a dialogicidade, os Direitos à Aprendizagem e ao Conhecimento e uma Pedagogia baseada em Projetos. Todos estes pontos devem ser ditos e explicitados para os discentes o que já ocorreu nos primeiros dias de aula de 2017. Sob o título: “Desconstruir para Construir”, os professores apresentaram aos alunos os projetos desenvolvidos no ano anterior, convidando-os a realizarem uma breve reflexão sobre a memória de escola brasileira. Uma escola em que os alunos se sentam enfileirados e os professores falam o tempo todo para os estudantes silenciosos sentados em suas carteiras escolares mansamente. No CIEJA os alunos são convidados o opinarem, a terem voz, a perceberem o que é uma escola democrática. Os professores desenvolvem uma escuta sensível e valorizam a voz do aluno que se sente respeitado, valorizado e se identifica com esse processo educativo. Enfim, são provocados para falar de suas experiências, o que pensam sobre o mundo, o que sabem de cada tema trabalhado e como podem contribuir para os projetos e temas estudados ao longo dos bimestres. 39
  • 40. Do ponto de vista legal, as demandas consideradas importantes para nossos alunos estão atreladas as questões dos direitos, basta analisarmos o gráfico mais abaixo onde 29,9% revelam ter interesse em assuntos ligados aos direitos e deveres dos cidadãos e 19,9% se interessam pelos direitos da criança, do adolescente e do idoso. Revelando a importância de abordarmos “Os Direitos Humanos – Violência Contra a Mulher” no 1° Bimestre e no 2º, a “Inclusão Escolar”. Além disso, em um de nossos PEAs nos debruçarmos sobre a temática da “Identidade & Diversidade: Inclusão de Adolescentes, Idosos e Pessoas com Deficiência”. A respeito da história e cultura afro-brasileiras e indígenas 26,9% manifesta interesse na temática que precisa estar presente durante o ano letivo também. Esses dados revelam que as mais diversas áreas do conhecimento devem tratar essas questões por se relacionarem à identidade, diversidade e formação do povo brasileiro. As relações humanas são importantes para 58,2% apontados como um dos fatores que mais contribuem para a melhoria na escola. Na sequência vieram 43,8% destacando as aulas com objetivos e propostas claras. E 32,3% apontam que aparelhos eletrônicos e tecnológicos são bem-vindos. Por essa razão decidimos neste ano em um dos PEAs nos aprofundarmos nas relações entre a “Leitura, Escrita, Raciocínio Lógico e as Novas Tecnologias”. Sobre as condições físicas do CIEJA 63,7% alegam serem boas e 34,8% afirmam serem excelentes; totalizando 98,5% de alunos satisfeitos com o ambiente físico do CIEJA. 40
  • 41. Por fim, os alunos consideram importante para a avaliação os trabalhos realizados em grupo (51,7%), sua participação em sala de aula (46,8%), exercícios realizados em aula (45,8%) e provas escritas (45,3%). Podemos afirmar que tanto atividades coletivas quanto individuais contribuem para o processo de ensino/ aprendizagem de nossos alunos. PROFESSORES: SEU PERFIL 41
  • 42. Professores confeccionando a capa de seu caderno e em atividades de interpretação leitora nos primeiros da organização escolar de 2017. 42
  • 43. Como realizamos uma pesquisa para determinar o perfil sociocultural dos alunos do CIEJA, os professores responderam igualmente um questionário on-line a fim de traçarmos o perfil deles e potencializarmos suas competências. Abaixo reproduzimos em forma de gráficos alguns dados resultantes desse questionário para tecermos breves considerações. 14 professores do CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme responderam as perguntas do questionário. A partir da análise dos dados, percebemos que a maioria dos professores são mulheres (64,3%) e 35,7% são homens. A nosso ver, no projeto “Direitos Humanos – Violência Contra a Mulher” haverá uma riqueza no encontro das historicidades dessas educadoras mulheres, em seus mais diversos papéis ocupados em nossa sociedade, contribuindo para essa complexa discussão que se proporá a partir dessa temática. Ao analisarmos o gráfico acima, temos 42,9% declarados como brancos, 35,7% como pardos e 21,4% como pretos. Notamos uma diversidade em relação à cor ou raça o que faz ser importante trazermos a temática “Étnico-Racial e Indígena” em nossas discussões das JEIFs, Reuniões Pedagógicas e/ ou aulas dado que 57,1% declarou-se pardo ou preto. Outro dado importante é o de professores e gestão terem optado estudar em um dos PEAs (Plano Especial de Ação) o tema “Identidade & Diversidade”, onde a temática étnico-racial e indígena e outras questões serão desenvolvidas certamente, apesar de não serem exclusivos e centrais desse PEA. 43
  • 44. A maioria dos professores gosta de assistir à TV, 78,6% afirmou que sim. Isso indica que uma das matrizes de nosso corpo docente constitui-se pela televisão e que, de modo crítico, pode ser empregada nos projetos desenvolvidos no CIEJA, especialmente se focarmos e desenvolvermos um trabalho de leitura crítica sobre os programas de variedades (58,3%) e os telejornais (50%), programas mais vistos por eles. Nosso corpo docente afirmou que gosta de ler, o que pode ser evidenciado em nossas JEIFs e Reuniões Pedagógicas quando ao lermos textos acadêmicos ou não acadêmicos, predomina uma leitura crítica, extrapolando o texto e favorecendo o debate produtivo e enriquecedor. Afirmaram que gostam de ler textos literários 44
  • 45. (85,7%), científicos/ acadêmicos (78,6%), biografias e autobiografias (42,9%). Deveremos potencializar os textos lidos pelos professores a fim de que reverberem nos projetos desenvolvidos em 2017 como também em suas aulas. JEIF dos professores realizada na biblioteca Álvares Penteado onde o ler e atividades lúdicas na sala de aula foram um dos aspectos abordados pelos APEs O gênero jornalístico poderá ser acrescentado a essas leituras, especialmente ao sabermos que 71,4% dos professores leem jornais pela internet e 7,1% lê tanto jornal impresso quanto pela internet, totalizando 78,5% dos docentes. Um trabalho crítico entre o noticiado pela internet e pela TV será interessante especialmente ao sabermos que 50% dos professores assistem a telejornais. 45
  • 46. O grupo de professores do CIEJA não tem problema em relação ao uso do computador. Isto nos permite incorporar as mais diversas linguagens digitais no cotidiano dos alunos. É excelente o fato de 100% dos professores dizerem que usam o computador para preparar aulas e realizar pesquisas; e é bom que 92,9% use o computador para navegar em redes sociais. Mas esse uso talvez não esteja ainda plenamente potencializado em nossa escola. Seria interessante pensarmos em projetos envolvendo o uso do celular no CIEJA, como também do facebook/ blog de nossa escola e do youtube de modo que predominasse movimentos de autoria dos alunos. Ao final do ano passado propusemos a elaboração de projetos usando a internet e plataformas semelhantes na criação de trabalhos com os alunos (vide Propositivas 2017 – anexo 3). 46
  • 47. O ensino da música torna-se um imperativo nos tempos atuais. Enquanto não temos o componente curricular “Música”, poderemos potencializar o fato de todos os professores (100%) ouvir música e gostar de algum gênero musical no sentido de desenvolverem projetos (podem ser microprojetos) em que os alunos e/ ou professores toquem algum instrumento musical (na escola temos dois violões, um cajón e alguns instrumentos de percussão) e outros cantem alguma música. Na realidade, poderemos pensar em um embrião de coral que se apresentaria no CIEJA, nas escolas próximas e na comunidade. Como 92,9% de nossos professores vai tanto ao cinema quanto ao teatro, essas linguagens artísticas poderão ser incorporadas progressivamente nos projetos e nas aulas de forma a potencializar a criatividade e a expressão oral e/ ou corporal dos alunos. 47
  • 48. Ao analisarmos os dados em relação à escolaridade dos professores, nota-se que é um corpo docente preocupado em aperfeiçoar-se para realizar um trabalho educativo profissional de qualidade, uma vez que 42,9% possui especialização em sua área e 14,3% possui o título de mestre. Além do mais 85,7% fez algum curso de formação continuada nos últimos 3 anos. E a grande motivação que os levou a estudar foi melhorar o trabalho como educador/ professor (92,3%), aperfeiçoar-se profissionalmente como também evoluir na carreira docente (76,9% em cada um dos itens). Enfim, os dados acima indicam termos professores engajados em sua formação acadêmica e preocupados com seu fazer pedagógico. 48
  • 49. Em relação às demandas, a maioria de nossos professores sente-se mais bem preparado para abordar a “História e Cultura Afro-Brasileira” (50%, razão que potencializa o desenvolvimento dessa temática tanto nos projetos desenvolvidos ao longo do ano, como nos PEAs), os “Direitos e Deveres dos Cidadãos” (28,6%) e os “Direitos da Criança, do Adolescente e do Idoso” (14,3% - podemos relacionar essa temática ao PEA de “Inclusão Escolar”). Essas temáticas atravessarão os mais diversos projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo e poderão ser pauta de debates/ discussões a acontecerem na escola. A respeito dos instrumentos de avaliação, podemos constatar que os exercícios (100%) e a participação dos alunos (100%) lideram, seguidos de debates e conversas (92,9%), ou seja, privilegiamos uma avaliação contínua valorizando práticas em que haja a voz do aluno e uma escuta sensível do professor e dos outros alunos. As provas escritas (78,6%) e os trabalhos em grupo (78,6%) também são levados em conta no processo avaliativo. Importante esclarecermos que as provas escritas são bimestrais, sendo que as dos 2º e 4º bimestres passam por um processo de realização envolvendo todos os professores e a coordenação uma vez que propomos uma prova global de múltipla escolha envolvendo todas as áreas de conhecimento em um primeiro dia, e uma prova global dissertativa também focando todas essas áreas em um segundo dia. Cada prova global tem um texto disparador que é a base da elaboração das questões. 49
  • 50. Excelente é o fato de 100% de nossos professores dizer que é importante planejar. Partindo do estudo do documento "Por uma política curricular para a educação básica" (MEC, 2014) elaboramos uma ficha de preenchimento (um quinzenário) que representa o planejamento a cada duas semanas de nossa escola. Com essa ficha o trabalho educativo torna-se mais coerente e estruturado no sentido de que mesmo havendo uma unidade, favorecemos a diversidade existente em nossa escola. Inclusive em alguns campos desse documento consta o item “adequações” para dirigirmos o olhar em direção aos alunos com deficiência e/ ou dificuldades de aprendizagem. 50
  • 51. 50% dos professores do CIEJA afirmaram que têm dificuldade em organizar e planejar as atividades para as aulas. Ao analisarmos as respostas notamos que predomina o argumento em relação à falta de tempo. Cumpre dizermos que os 50% que não sentem dificuldades frisam a questão do trabalho em grupo, de temas geradores, da importância de valorizarmos o conhecimento prévio dos alunos e das orientações dadas ao longo das formações. Enfim, contradições e dificuldades existem, mas ao analisarmos os dados acima podemos afirmar que somos um grupo, um grupo que cria, que estuda, que realiza, que debate e que se vê como um grupo de educadores. 51
  • 52. E NÓS, OS GESTORES DO CIEJA? NOSSO PLANO DE GESTÃO Como gestores do CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme primamos sempre por relações democráticas em todas as instâncias da escola. Por esse motivo, repensarmos nossas ações levando em conta uma gestão democrática de escuta/ fala e de corresponsabilidade é uma forma de fortalecermos nossa identidade educacional e colocarmos em prática nosso PPP. Ademais valorizamos o respeito e a diversidade, esta entendida como: diferenças culturais, étnico-raciais, religiosas, de deficiências, as de gênero e as orientações sexuais. Nos banheiros de professores e de alunos adotamos o seguinte cartaz tanto para os que se identificam com o gênero feminino, quanto do gênero masculino (para o masculino basta substituir mulher por homem e fazer as devidas alterações): mULHeR TRANS, CIS, HÉTERO, GAY, BI, ASSEXUAL, NEGRA, BRANCA, GORDA, MAGRA, ALTA, BAIXA, POBRE, RICA: ESTE É O BANHEIRO DE TODAS AS MULHERES! * A Lei 10.948 de 2001 garante a travestis e transexuais o acesso ao banheiro correspondente a sua identidade de gênero. A partir desses eixos, a interação é importante entre todos os que trabalham e estudam no CIEJA porque diversos aspectos sociais são levados em conta em nosso construir escolar, ou melhor, este processo não é visto de forma mecânica, mas social e humanista. A interação é importante por melhorar as condições de trabalho de todos do CIEJA como também por valorizar os profissionais envolvidos nesse processo. Na realidade, temos como objetivo o bem-estar de todos para que nosso construir pedagógico seja cada vez mais forte. Ao trazermos o bem-estar de todos para nossa pauta queremos dizer que trabalhar em um ambiente onde todos se sintam 52
  • 53. acolhidos, ouvidos, participantes é necessário. Isso quer dizer que todos somos corresponsáveis por todas as ações do CIEJA. Temos a mediação como uma questão presente em nosso dia a dia dado que é por meio dela que solucionamos os conflitos surgidos em nossa escola envolvendo as múltiplas instâncias. O trabalho coletivo e autoral também é um de nossos eixos porque os profissionais levantam questões, trazem problemas, sugerem propositivas, soluções, alternativas de modo que as práticas pedagógicas se expandem e nosso fazer pedagógico se torne mais fortalecido e consistente. As metas do ano passado eram assembleias, rodas de conversa, repertório sobre um grêmio estudantil, Ágora, cidadania de forma lúdica e conselho de classe participativo; estas foram alcançadas de forma exitosa. É importante lembrarmos que todos dentro do espaço escolar são educadores cabendo a cada um a organização dos tempos, dos recursos e materiais pedagógicos disponíveis, dos espaços (horta, auditório, sala de leitura, sala de informática – acervo bibliográfico) e dos recursos midiáticos visando a uma apropriação destes para uma aprendizagem cada vez mais significativa. No ano vigente decidimos por uma ação interna de formação de alunos mais críticos e autônomos com vistas a uma constituição progressiva de assembleias. Enfim, nosso olhar é democrático primando pela interação, mediação, fala, escuta, estudo para efetivamente sermos educadores antes de mais nada. Não devemos esquecer que enquanto servidores públicos temos a responsabilidade de desenvolvermos ações e respeitarmos o sistema legal dessa rede sócio-psico- educativa. 53
  • 54. CONVIVER EM HARMONIA No CIEJA estudam alunos a partir de 15 anos até quase 80 anos de idade. Pensando nessa diversidade enorme de faixa etária, de pessoas e de seus valores, é evidente que, às vezes, surgem conflitos entre os alunos, professores-alunos, funcionários-alunos. A maneira como lidamos com esses conflitos é sempre privilegiando e favorecendo o diálogo. Pedimos que ambas as partes (quem se sentiu ofendido e quem possivelmente ofendeu) dialoguem perante nossa presença, para os ouvirmos e tentarmos entender o que gerou o conflito a fim de mediar a situação da melhor forma possível. Após mediarmos o conflito, realizamos o registro escrito do ocorrido e pedimos que ambas as partes assinem o documento para que todos os presentes estabeleçam um compromisso de que o ocorrido não mais se repetirá. No caso de alunos menores de idade, conversamos com eles e se necessário entramos em contato com seu responsável legal para que tome conhecimento do ocorrido. De modo geral, a fala e a escuta sensível têm nos ajudado a mediar os conflitos que surgem no CIEJA. Importante lembrarmos que há também a Comissão de Mediação de Conflitos que pode nos ajudar em diversos momentos ao longo do ano. 54
  • 55. ENTORNO, ENTORNINHO E ENTORNÃO O CIEJA Vila Maria/ Vila Guilherme está localizado no centro comercial da Vila Sabrina. Isto faz com que haja muitas lojas e comércio a nosso redor. É importante dizermos que somos vizinhos da UBS Vila Sabrina e estabelecemos uma bela parceria com ela. Uma das dentistas dessa UBS vem ao CIEJA, ministra palestras sobre higiene bucal, realiza a triagem dos alunos, que autorizam por escrito terem suas bocas examinadas, e faz os encaminhamentos necessários para estes se tratarem na rede pública ou particular, se algum aluno preferir. Nesse ano, estamos ampliando essa parceira porque tanto os profissionais da UBS quanto nós percebemos que poderíamos ir além no sentido de oferecermos momentos de conversa sobre ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) e uso de drogas lícitas e ilícitas. Realizamos uma primeira conversa (uma espécie de "projeto piloto") em fevereiro somente com mulheres pelo motivo de ficarem mais à vontade para falar sobre sexualidade e ISTs. Agora, a partir de abril, nos encontraremos sempre uma vez por mês dentro do horário escolar para discutirmos sobre ISTs e o uso de drogas uma vez que essas duas questões são importantes de serem debatidas na sociedade em geral. Os funcionários da UBS também ministram palestras sobre temas que solicitamos a eles em alguns momentos de nosso ano letivo. Mas o interessante é o fato de pacientes da UBS virem ao CIEJA para desenvolver seu projeto de coral e de ginástica para a melhor idade que ocorre às sexta-feiras à tarde na Sala de Leitura. Quando precisam de um espaço maior para reuniões, cedemos nosso Auditório ou nossa Sala de Leitura. 55 Palestra no CIEJA sobre Higiene Bucal com a Dentista da UBS
  • 56. Nesse ano exploraremos nosso entorno. Próximo ao CIEJA há a Praça do Guançã, em vários momentos desenvolvemos atividades esportivas (caminhada, brincadeiras com bolas e com cordas) nesse espaço por ser grande e agradável. Um pouco mais longe, mas não impossível há o Clube Thomas Mazzoni e a Biblioteca Álvares de Azevedo, espaços sempre disponíveis a nos ajudarem em nosso processo de ensino-aprendizagem. Somente precisamos nos organizar para nos apropriarmos desses espaços. 56
  • 57. TECENDO REDES: UM PROJETO PARA TODOS Agora que vocês conhecem um pouco mais do nosso trabalho, diga-nos o que achou? O que podemos melhorar? Estamos sempre abertos ao diálogo e em busca de aprimorarmos nosso trabalho. É bom demais estabelecermos laços, ampliarmos nossas redes, para isso é imprescindível que todos e cada um fale, opine, traga sugestões e colabore sempre na construção-reconstrução do nosso projeto. O CIEJA é um espaço aberto à diversidade e é nela que somos, crescemos, aprendemos, ensinamos, aprimoramos a nossa proposta e fazemos uma educação que agrega, que amplia, que tece redes que necessita de mim, de você, do colega, do vizinho, da comunidade, enfim: o CIEJA se faz com gente!!! 57
  • 58. Anexo 1 Planos de Ensino Os Planos de Ensino foram elaborados pelos professores das áreas de conhecimento, tomando como base a realidade de nossos alunos e as pesquisas realizadas em 2015-2016 bem como as demandas que surgiram a partir de um primeiro contato com os módulos, a partir de suas falas, suas vivências. Como já mencionamos, os Planos foram delineados a partir dos Direitos à Aprendizagem e ao Desenvolvimento que prezam pelo reconhecimento e à valorização dos conhecimentos, saberes e diferentes formas de representação e expressão dos alunos, com vistas a proporcionar um permanente diálogo entre cada aluno do CIEJA e a experiência escolar que podemos proporcionar, de forma a ampliá-los e ressignificá-los. É importante ressaltarmos que os planos não podem ser engessados, lineares, mas flexibilizados e dinâmicos. Os planos serão revisitados pelo menos uma vez no início de cada bimestre para serem afinados a fim de um efetivo trabalho pedagógico. 58
  • 59. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1 1º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Direitos Humanos – Violência contra a mulher Refletir criticamente sobre a mulher na sociedade atual. Atuar conscientemente a fim de acabar com estereótipos ou evitar que se perpetuem com relação ao tema. Formação e atuação política: feminismo X machismo. Ter acesso às práticas linguísticas (alfabetização e letramento), literárias, artísticas, festivas, folclóricas e às diferentes manifestações culturais. Valorizar o ambiente diverso em sala de aula, reconhecendo a multiplicidade de sentidos no mundo e diversidades de leituras. Refletir sobre o uso da língua, conhecendo as formas como os sujeitos se relacionam por meio dela. Leitura de imagens que abordem o papel da mulher na sociedade. Textos jornalísticos, poéticos, biográficos, do cotidiano, letras de música e marchinhas de carnaval que abordem a temática. Apreciação de vídeos, documentários ou curtas. Construção coletiva e individual de listas a partir da leitura de imagens. Discussões a cerca dos textos lidos, refletindo sobre sua estrutura e o papel da língua. Registro escrito sobre as apreciações de vídeos, documentários ou curtas referentes ao tema. Trabalho de pesquisa biográfico e autobiográfico. Fazer uso das linguagens dos alunos do CIEJA nas práticas sociais de produção de suas identidades, conhecimentos e expressões estéticas. Estimular a autoria e a criticidade por parte dos alunos e enfocar constantemente seus saberes e conhecimentos, suas vivências e experiências, valores e atitudes. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME 59
  • 60. PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1 1º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Direitos Humanos – Violência contra a mulher Apropriar-se de estratégias, conceitos e procedimentos matemáticos. Atuar conscientemente em relação ao cuidado com a saúde e o corpo. Alfabetizar numericamente: números e operações. Vivenciar diferentes estratégias de resolução de problemas. Refletir sobre dados estatísticos com relação à temática. Pensar o cuidado com o corpo e as doenças que afetam principalmente as mulheres. Situações problema envolvendo dados estatísticos com relação à temática. Apropriação da função e uso dos numerais. Estudo das doenças que afetam principalmente as mulheres e o cuidado com o corpo. Leitura de gráficos. Realizar de forma mental, associativa e estrutural algumas operações matemáticas. Escrita espontânea dos números em sua função social. Pesquisa e registro (listas, cartazes) sobre dados estatísticos em relação a violência contra a mulher e as doenças que a afetam diretamente. Favorecer o pensamento reflexivo e crítico. Trabalhar em equipe sempre ajudando uns aos outros. Valorizar os saberes e experiências dos alunos visando ampliá-los e ressignificá-los. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME 60
  • 61. PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1 1º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Direitos Humanos – Violência contra a mulher Historicidade: a mulher na sociedade. Refletir sobre o conceito de direitos humanos. Reconhecimento das práticas culturais: mulheres e o mercado de trabalho. Aspectos gerais da violência contra as mulheres. Desenvolver atitudes e o reconhecimento da pluralidade de práticas culturais, saberes e linguagens em relação às mulheres. Refletir sobre a mulher ao longo da história. Conhecer e identificar os direitos humanos. Trabalhar com a desmistificação de certos discursos com relação á mulher. Estudar o conceito de direitos humanos, bem como alguns deles. Refletir sobre as conquistas das mulheres ao longo da história e as situações de violência às quais ainda são expostas em várias culturas. Ler textos e leis que amparam as mulheres. Trabalhar dados estatísticos e mapas com relação à violência e sua incidência em cada região brasileira. Rodas de conversa e de leitura, para pensar e refletir sobre a temática, desnaturalizando discursos historicamente construídos. Localizar dados em gráficos e mapas. Realizar pesquisas e fazer registros a partir de imagens e vídeos trabalhados. Trabalhar em equipe. Refletir sobre os vários aspectos da história visando a desnaturalização de discursos. Abordar uma multiplicidade de textos: orais, escritos, digitais, imagens… CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 61
  • 62. ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1 2º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Inclusão Escolar Valorização de saberes e diferentes linguagens (adolescentes, idosos e pessoas com deficiência). Desenvolver interesses e motivações, ampliando o convívio com os diferentes grupos da comunidade escolar. Refletir sobre as leis que envolvem os adolescentes, os idosos e as pessoas com deficiências. Refletir sobre o uso da língua, conhecendo as formas como os sujeitos se relacionam por meio dela. Valorizar a identidade sócio cultural de cada grupo (adolescentes, os idosos e as pessoas com deficiências). Estudar e refletir sobre a inclusão escolar por meio de textos, vídeos, imagens. Leitura e conhecimento de alguns artigos das leis que envolvem os adolescentes, os idosos e as pessoas com deficiências. Refletir sobre os preconceitos e estigmas sofridos por esse grupo de estudos. Construção coletiva e individual de pequenos textos a partir da leitura de imagens e vídeos. Discussões a cerca dos textos lidos, refletindo sobre sua estrutura e o papel da língua, bem como o tema abordado. Trabalho de pesquisa. Rodas de leitura e de conversa. Considerar os conhecimentos, saberes e experiências de cada aluno. Respeitar às diferenças. Estimular a autoria e a criticidade. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1 62
  • 63. 2º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Inclusão Escolar Apropriação de estratégias, conceitos e procedimentos matemáticos. Estudar questões relacionadas a saúde dos idosos e os tipos de deficiência. Refletir sobre o período da adolescência e uso de drogas. Observar e interpretar o mundo de forma crítica fazendo o uso da matemática, utilizando as operações básicas. Compreender os vários tipos de deficiências e refletir sobre a situações da saúde dos idosos no Brasil. Estudar sobre a adolescência como uma etapa do desenvolvimento humano e sua relação com as drogas. Situações problema envolvendo análise e interpretação de dados estatísticos com relação a temática. Leitura e discussão de textos, imagens, filmes e documentários que tratem das questões da saúde dos idosos, bem como dados estatísticos; dos tipos de deficiência e das questões relacionadas aos adolescentes. Trabalhar com dados de pesquisa relacionados a temática do bimestre. Realizar de forma mental e estrutural algumas operações matemáticas. Refletir sobre as questões relacionadas aos idosos, adolescentes e pessoas com deficiência, fazendo registros por meio de cartazes e/ou folhetos. Respeitar as diferenças principalmente em sala de aula. Considerar os conhecimentos, saberes e experiências de cada aluno. Trabalhar em grupo. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1 2º BIMESTRE 63
  • 64. PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Inclusão Escolar Historicidade e valorização de saberes com relação ao mundo do trabalho envolvendo a pessoa com deficiência. Conhecer e ter acesso a fontes de informação que abordem as políticas públicas em relação aos idosos (aposentadoria), pessoas com deficiência e adolescentes. Refletir sobre exemplos de superação (paralimpíadas) Valorizar os saberes e a organização de experiências pedagógicas que possibilitem aos alunos compreender a importância da inclusão para além dos muros da escola. Refletir sobre o papel do idoso, do adolescente e da pessoa com deficiência na sociedade. Estudar o histórico da palavra deficiência. Ler diversos tipos de textos que abordem as questões relacionadas aos adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Ver trechos de filmes que tratem das deficiências, bem como documentários. Estudar sobre as paralimpíadas e os exemplos de superação. Realizar pesquisas que abordem a temática. Procurar entender o universo inclusivo da escola por meio de atividades como por exemplo entrevistas. Fazer registros a cerca das impressões com relação as mídias trabalhadas. Trabalho em equipe. Respeito as diferenças. Valorizar os saberes e experiências de cada aluno. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1 3º BIMESTRE 64
  • 65. PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMEN TO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Sarau Trabalhar diferentes linguagens. Desenvolver interesses e motivações. Valorizar saberes e estimular a autoria. Compreender e apropriar-se do uso de várias formas de linguagem, favorecedoras de diferentes práticas sociais, expressões estéticas, científicas, tecnológicas, culturais e políticas pelo domínio de seus códigos e de sua significação social. Vivenciar experiências intencionalmente organizadas visando ampliar o convívio com os diferentes grupos da comunidade escolar. Ler, estudar e apreciar diversos tipos de poesia (de negros, de mulheres, indígenas, nordestinas, enfim...) Apreciar e ouvir diferentes tipos de música que abordem temáticas diversas. Pesquisas sobre poesias e músicas. Escrita coletiva e individual de poemas e ou músicas como por exemplo trechos de rap. Rodas de leitura. Estimular a autoria e a criticidade por parte dos alunos enfocando constantemente seus saberes e conhecimentos, suas vivências, valores e atitudes. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1 3º BIMESTRE 65
  • 66. PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMEN TO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Sarau Apropriar-se de conceitos e procedimentos em diferentes contextos. Estudar a geometria e seus aspectos artísticos. Trabalhar o sentidos. Pensar o corpo como forma de arte seja na música, na dança ou no teatro. A linguagem do corpo. Levantar hipóteses e desenvolver diferentes estratégias de resolução de problemas. Abordar os conhecimentos da Geometria plana e espacial de modo a favorecer o desenvolvimento de uma forma de pensar para problematizar os espaços em que vivemos. Entender o corpo e os sentidos como forma de linguagem e manifestação artística. Trabalhar a geometria (figuras planas e espaciais) e as operações matemáticas. Estudar sobre os órgãos dos sentidos e sua relação com a arte. Entender o corpo com uma forma de linguagem e manifestação artística. Realizar cálculos e situações problema, vivenciando diferentes estratégias. Fazer uso dos conhecimentos geométricos . Compreender a linguagem corporal e suas manifestações de forma prática. Elaborar cartazes sobre os sentidos e relacioná-los com a arte. Buscar o desenvolvimento da autoestima e autoconfiança dos alunos como seres capazes de produzir conhecimentos e saberes, de forma crítica e criativa. Incentivar a interação social, afetiva e emocional considerando e respeitando os processos de desenvolvimento de cada aluno. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1 3º BIMESTRE 66
  • 67. PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMEN TO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Sarau Reconhecimento das práticas culturais e a historicidade dos saraus. Preservar patrimônio imaterial estudando sobre os tipos de saraus na cidade de São Paulo Refletir sobre os regionalismo e suas manifestações culturais. Reconhecer a pluralidade e historicidade das práticas culturais, principalmente os saraus como forma de resistência. Conhecer os tipos de saraus presentes na cidade de São Paulo, bem como as principais manifestações culturais brasileiras. Estudar os regionalismos e as manifestações culturais das cinco regiões brasileiras de forma diversa, seja por textos, músicas, vídeos, etc. Pesquisar sobre os tipos de saraus presentes na cidade de São Paulo. Estudar o histórico dos saraus. Fazer as relações entre as manifestações culturais e sua localidade no mapa do Brasil. Roda de conversa e leitura sobre as pesquisas realizadas a cerca da temática. Desenvolver atitudes tais como o compromisso com o outro e o reconhecimento da pluralidade de práticas culturais, saberes e linguagens. Valorizar os saberes e experiências dos alunos visando sua ampliação e ressignificação. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS E CÓDIGOS MÓDULOS: 1 4º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE DIREITOS DE AÇÕES DE AVALIAÇÕES EM COMENTÁRIOS SOBRE A 67
  • 68. APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Oficinas e Artes Valorização de saberes de cada aluno e seus talentos artísticos. Reflexão crítica á cerca da arte e da fotografia Artesanato e xilogravuras Refletir sobre o uso da língua, conhecendo as formas como os sujeitos se relacionam com ela, principalmente através da arte. Trabalhar com releituras de obras de arte. Estudo de textos, imagens, fotografias. Trabalhar legendas como forma de escrita, visando o autoral. Fazer artesanato e xilogravuras. Fotos tiradas pelos próprios alunos (sua leitura de mundo). Mobilizar o conhecimento através de diferentes linguagens. Estimular a autoria e a criticidade. Trabalhar em equipe. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA MÓDULOS: 1 4º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE DIREITOS DE AÇÕES DE AVALIAÇÕES EM COMENTÁRIOS SOBRE A 68
  • 69. APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Oficinas e Artes Reflexão crítica e apropriação de estratégias, conceitos e procedimentos, com base na temática. Atuação consciente com relação ao uso dos meios naturais e a preservação do meio ambiente no uso da arte. (reciclagem) Observar e interpretar o mundo de forma crítica fazendo o uso da matemática, utilizando as operações básicas. Estudar o uso de materiais diversos em expressões artísticas visando a preservação do meio. Situações problema envolvendo as quatro operações . Pesquisa sobre a reutilização de matérias. Resolver da melhor forma possível às situações propostas envolvendo cálculo mental e outras formas de solucioná- las. Fazer arte reutilizando materiais. Participação e empenho nas oficinas. Respeitar as diferenças e valorizar os saberes. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS MÓDULOS: 1 4º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO 69
  • 70. DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DESENVOLVIMENTO Oficinas e Artes Preservar patrimônios por meio do estudo das artes. Historicidade dos autores trabalhados nas releituras e suas contribuições. Valorizar os saberes e a organização de experiências pedagógicas que possibilitem aos alunos compreender a importância do estudo das artes e de seus autores. Estudar as manifestações artísticas regionais. Realizar pesquisas, ler textos, imagens, vídeos e se possível visitar museus. Roda de conversa e leitura sobre as pesquisas realizadas a cerca da temática. Valorizar os saberes e experiências dos alunos visando sua ampliação e ressignificação CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE - PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1 1º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Direitos Humanos: -Ter acesso às expressões artísticas -Situações de elaboração de cartazes -Observação, registro e Valorizar os saberes e experiências dos alunos 70
  • 71. Violência contra a mulher - Mulheres no mercado de trabalho: na música – dança – teatro e artes Plásticas. - Vida e Obra de Tarsila do Amaral (Biografia – Leitura e releituras de Obras); - Teoria das Cores; Primárias, Secundárias e Terciárias; - Conceito do Abstrato (3D) e do Figurativo; - Técnica do Origami; - Utilização da régua (desenhos abstratos e Figurativos); - Ornamentação e decoração de letras. diversas; -Desenvolver habilidade crítica para a leitura e releitura de imagens e obras de arte; -Perceber a escola como um universo possível para expressarem seu discurso, seu olhar sobre o mundo e suas produções e criações; -Saber posicionar-se individualmente em relação às produções de artes visuais, artesanato e colagens e outros, sendo capaz de formular críticas bem fundamentadas; Apropria-se do verdadeiro significado dos Direitos Humanos na sociedade. ou painéis com o registro dos elementos da linguagem visual e alguns procedimentos e técnicas utilizadas nos trabalhos apreciados; -Realização de atividades que envolvam produção individual e coletiva em que o aluno possa manifestar seus temas e assuntos de interesse, através da experimentação e pesquisa de diversos materiais; -Situações de produção individual e coletiva, a partir de propostas de trabalho que tragam desafios de exploração da criatividade e autonomia. análise de como o aluno faz uso dos materiais, se os utiliza sem transformá-los, ou se os torna adequados às suas ideias, recortando, misturando, antes de usá- los; -Observação, registro e análise de como o aluno percebe e utiliza a sequencia de procedimentos na realização de sua construção artística; -Observação, registro e análise de como o aluno nomeia as características físicas dos materiais e de como contribui com as ideias para a sua utilização. visando ampliá-los e ressignifica-los; Desenvolver sua criatividade, seu gosto estético, sua autoconfiança, assim como aspectos físicos, intelectuais, emocionais e perspectivos através de atividades artísticas. Perceber a interdisciplinaridade que envolve os Projetos Bimestrais durante o ano letivo. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE - PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1 2º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Inclusão Escolar -Ter acesso às expressões artísticas -Situações de elaboração de cartazes ou painéis Observação, registro e análise de como o aluno Valorizar os saberes e experiências dos alunos 71
  • 72. - Artistas plásticos brasileiros portadores de deficiência (Biografias e Obras) – leitura e releitura de suas obras; - Ilustração de textos; - Desenho de observação e dirigido; - Técnica de Mosaico com papeis diversos; - Faixas decorativas (abstratas e Figurativas); - Teoria das cores: cores Neutras; - Utilização da régua: formas Geométricas; diversas; -Desenvolver habilidade crítica para a leitura e releitura de imagens e obras de arte; -Perceber a escola como um universo possível para expressarem seu discurso, seu olhar sobre o mundo e suas produções e criações; -Saber posicionar-se individualmente em relação às produções de artes visuais, artesanato e colagens e outros, sendo capaz de formular críticas bem fundamentadas; - Conhecer e apropriar-se da importância da Inclusão Social em seu meio. com o registro dos elementos da linguagem visual e alguns procedimentos e técnicas utilizadas nos trabalhos apreciados; -Realização de atividades que envolvam produção individual e coletiva em que o aluno possa manifestar seus temas e assuntos de interesse, através da experimentação e pesquisa de diversos materiais; -Situações de produção individual e coletiva, a partir de propostas de trabalho que tragam desafios de exploração da criatividade e autonomia. faz uso dos materiais, se os utiliza sem transformá-los, ou se os torna adequados às suas ideias, recortando, misturando, antes de usá-los; -Observação, registro e análise de como o aluno percebe e utiliza a sequencia de procedimentos na realização de sua construção artística; -Observação, registro e análise de como o aluno nomeia as características físicas dos materiais e de como contribui com as ideias para a sua utilização. visando ampliá-los e ressignifica-los; Desenvolver sua criatividade, seu gosto estético, sua autoconfiança, assim como aspectos físicos, intelectuais, emocionais e perspectivos através de atividades artísticas; Perceber a interdisciplinaridade que envolve os Projetos Bimestrais durante o ano letivo; CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE – PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1 3º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMEN TO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Sarau - Estilos musicais: Pesquisa e apreciação; -Ter acesso às expressões artísticas diversas; -Situações de elaboração de cartazes ou painéis com o registro dos Observação, registro e análise de como o aluno faz uso dos Valorizar os saberes e experiências dos alunos visando ampliá-los e 72
  • 73. - Dança Circular – movimento e música; - Técnica de sombreamento e texturas com a utilização do giz de cera; - Ilustração de Contos e Poesias; - Utilização da régua: Abstratos com formas Geométricas. - O ponto: Técnica do Pontilhismo. - Teoria das cores: Monocromia e Policromia; - Linhas: Posição, traçado e formas; -Desenvolver habilidade crítica para a leitura e releitura de imagens e obras de arte; -Perceber a escola como um universo possível para expressarem seu discurso, seu olhar sobre o mundo e suas produções e criações; -Saber posicionar-se individualmente em relação às produções de artes visuais, artesanato e colagens e outros, sendo capaz de formular críticas bem fundamentadas; - Conhecer e apropriar-se das atividades artísticas presente em nossa sociedade. elementos da linguagem visual e alguns procedimentos e técnicas utilizadas nos trabalhos apreciados; -Realização de atividades que envolvam produção individual e coletiva em que o aluno possa manifestar seus temas e assuntos de interesse, através da experimentação e pesquisa de diversos materiais; -Situações de produção individual e coletiva, a partir de propostas de trabalho que tragam desafios de exploração da criatividade e autonomia. materiais, se os utiliza sem transformá-los, ou se os torna adequados às suas ideias, recortando, misturando, antes de usá-los; -Observação, registro e análise de como o aluno percebe e utiliza a sequencia de procedimentos na realização de sua construção artística; -Observação, registro e análise de como o aluno nomeia as características físicas dos materiais e de como contribui com as ideias para a sua utilização. ressignifica-los; Desenvolver sua criatividade, seu gosto estético, sua autoconfiança, assim como aspectos físicos, intelectuais, emocionais e perspectivos através de atividades artísticas; Perceber a interdisciplinaridade que envolve os Projetos Bimestrais durante o ano letivo; CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: ARTE – PROFESSORA KARIN MÓDULOS: 1 4º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Oficinas e Artes História da Arte: Cubismo (Pesquisa, leitura e releituras de Obras de Arte); -Ter acesso às expressões artísticas diversas; -Desenvolver habilidade -Situações de elaboração de cartazes ou painéis com o registro dos elementos da linguagem visual e alguns Observação, registro e análise de como o aluno faz uso dos materiais, se os utiliza sem transformá-los, ou se os Valorizar os saberes e experiências dos alunos visando ampliá-los e ressignifica-los; 73
  • 74. - Utilização da régua: Abstratos com formas Geométricas; - Introdução a Geometria: A reta (segmento de retas - posições); - Artesanato com matérias recicláveis; - Colagens com imagens de revistas e jornais: - Técnica do Origami; - Pintura a guache – técnica de mistura de cores; - Desenho de observação e de Memória. crítica para a leitura e releitura de imagens e obras de arte; -Perceber a escola como um universo possível para expressarem seu discurso, seu olhar sobre o mundo e suas produções e criações; -Saber posicionar-se individualmente em relação às produções de artes visuais, artesanato e colagens e outros, sendo capaz de formular críticas bem fundamentadas; - Conhecer e apropriar-se das atividades artísticas presente em nossa sociedade. procedimentos e técnicas utilizadas nos trabalhos apreciados; -Realização de atividades que envolvam produção individual e coletiva em que o aluno possa manifestar seus temas e assuntos de interesse, através da experimentação e pesquisa de diversos materiais; -Situações de produção individual e coletiva, a partir de propostas de trabalho que tragam desafios de exploração da criatividade e autonomia. torna adequados às suas ideias, recortando, misturando, antes de usá-los; -Observação, registro e análise de como o aluno percebe e utiliza a sequencia de procedimentos na realização de sua construção artística; -Observação, registro e análise de como o aluno nomeia as características físicas dos materiais e de como contribui com as ideias para a sua utilização. Desenvolver sua criatividade, seu gosto estético, sua autoconfiança, assim como aspectos físicos, intelectuais, emocionais e perspectivos através de atividades artísticas; Perceber a interdisciplinaridade que envolve os Projetos Bimestrais durante o ano letivo. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: LC MÓDULO: 2 1º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Direitos Humanos – Violência contra a Mulher Ter consciência dos artigos que permeiam a Declaração Universal Analisar a forma como a mulher é vista dentro da sociedade moderna e Desenvolver pesquisas sobre os preconceitos e violência que a mulher Considerar as vivências e experiências trazidas pelos alunos, como: 74
  • 75. Compreender aspectos da linguagem dos diferentes direitos dos seres humanos e dos tipos de violência e preconceitos que a mulher sofre na sociedade. Conhecer e ter acesso a fontes de informação que abordem a violência contra a mulher. dos Direitos Humanos. Desenvolver um olhar crítico em relação ao papel da mulher na sociedade. Ampliar a concepção dos direitos da mulher e de suas formas de defender-se da violência que a cerca aplicando-a seu cotidiano. sua correlação com sua evolução no papel que desempenha na sociedade nos dias atuais. Ler textos de diversos gêneros que abordem o tema da Violência contra a mulher bem como sua postura e reflexão crítica diante de seu cuidado consigo mesma. sofre na sociedade desde seus primórdios Produzir textos que expressem a opinião dos alunos em relação a seus direitos na sociedade. Interpretar os textos trabalhados sobre os Direitos Humanos e Violência contra a mulher. Estudar biografias de mulheres negras. - Situações em que sofreram preconceito e quando seus direitos não foram garantidos. - Autoestima dos alunos em relação à sua atuação na sociedade em que vivem. - Atitudes que garantam seus direitos na sociedade. CIEJA VILA MARIA / VILA GUILHERME PLANO DE ENSINO ANUAL – 2017 ÁREA DE CONHECIMENTO: CH MÓDULO: 2 1º BIMESTRE PROJETOS E TEMAS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO DIREITOS DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AÇÕES DE APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÕES EM DIREÇÃO À APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO COMENTÁRIOS SOBRE A APRENDIZAGEM E AO DESENVOLVIMENTO Direitos Humanos – Violência contra a Mulher Conhecer os artigos que permeiam a Declaração Universal dos Direitos Humanos; Apresentar uma perspectiva histórica dos diversos tipos de Produzir textos espontâneos sobre autoimagem dos alunos. Considerar as vivências e experiências trazidas pelos alunos, como: 75
  • 76. Refletir sobre os aspectos que influenciam nos direitos humanos e seu conceito. Refletir sobre o papel da mulher na sociedade e suas conquistas como uma construção social. Refletir criticamente sobre os aspectos que influenciam na autoestima das mulheres no que tange as violências sofridas em seu cotidiano. Refletir e discutir tais artigos para constatação de que se os mesmos são garantidos em nossos dias. Perceber que nenhuma forma de preconceito é aceita em nossa sociedade, nos dias de hoje, tendo a oportunidade de rever seus próprios preconceitos. Conscientizar-se de forma que se permita o enfrentamento situações de preconceito. Conhecer os aspectos que influenciam sobre seus relacionamentos em consonância à sua realidade. preconceito e violência que a mulher sofre na sociedade a partir de imagens de diferentes períodos da história da humanidade. Assistir a documentários e ficções, que abordem as questões sociais que abordem a violência contra a mulher. Assistir a filmes que abordem os diversos papéis da mulher na sociedade. Análises de biografias de mulheres negras e sobre suas conquistas na sociedade, Biografia dos alunos e de direitos que eles exercem em seu cotidiano. - Situações em que sofreram preconceito e violência. - Autoestima dos alunos em relação ao papel que exercem nos espaços onde frequentam e seus direitos. - Hábitos que influenciam na atitude dos alunos em seu cotidiano. 76