Depois de um longo dia de trabalho, Hasã chegou em sua casa e deitou
no seu sofá predileto. Era um homem solitário. Apesar...
Hasã e Iara estavam conversando e beliscando alguns petiscos numa enorme
mesa. Tudo era novidade para ele. O que não era n...
Depois de algum tempo, ele voltou a sonhar com a princesa Iara, visto
que não conseguia tirá-la da mente. Só que, dessa ve...
Em um antigo vilarejo, vivia um homem chamado Zlem, que era sempre
chamado para as batalhas. Só que ele tinha um pensament...
Zlem sentia-se muito feliz naquela atmosfera pacífica. Passava horas ali,
ouvindo os pássaros e os insetos com suas belas ...
Aquela moça não era uma jovem comum. Era uma princesa em busca de um
guerreiro experiente para ajudar a proteger seu reino...
Depois, Zlem passou a ensinar aqueles guerreiros a batalharem com leveza e
bom raciocínio. A grande batalha foi inevitável...
Eu estava caminhando em meio às matas, e a neblina cobria tudo,
enquanto eu me arrastava entre lamas e espinhos. Caminhava...
parecia que estava sendo preparado e testado para experimentar um tipo de
sentimento nunca sentido antes. Um amor que o co...
CRISTIANO
Havia um homem na idade media chamado Cristiano. E
naquele tempo tudo se resolvia na base da espada ou do dinhei...
Cristiano fosse conhecido como um grande poeta. Então aquela
moça foi com sua mãe até uma cidade mais populosa, dizendo qu...
Coisas do
passado
Eu só quero voltar ao passado, e
acordar em uma primavera ensolarada. Quero ouvir os
pássaros cantando c...
Crônica Sobre: Como enganamos a nós
mesmos.
Amanhã será frustrado
Certo rapaz era apaixonado por uma moça, mas nunca se se...
Agora que o rapaz já está bem aparentado, ele deve aproveitar a
oportunidade que surgir, e não repetir o mesmo erro. Afina...
A batalha das
formigas
Havia dois formigueiros que passou a receber visitas alienígenas. E
esses seres estranhos traziam e...
Cirzam gritou a última formiga, que ficou aterrorizada. Então
Cirzam disse logo:
_Não tenha medo! Eu só quero conversar. E...
Japi
Havia em um lugarejo um cachorrinho muito esperto chamado Japi.
Ele chegou bem pequeno na casa dos seus donos, que er...
Na volta, eles desceram do ônibus, e faltavam uns três quilômetros
para chegarem ao sítio. Parece que Japi tinha sexto sen...
Martim e a lagartixa
Martim era um garoto muito tímido, por isso ele vivia
isoladamente. Ele ficava no seu quarto de barri...
abandonou sua antiga companheira, Martim e seus amigos tratavam-na
como mais uma companheira.
Os três grilos músicos
Em um...
segundo seus pensamentos! Sabe o que aconteceu? Eles despencaram em
um buraco e foram escorregando terra adentro, sem sabe...
Os três peixinhos e a bondosa tartaruga
Havia três peixinhos muito sapecas. Certo dia eles decidiram
fazer uma longa viage...
salvou, porque ele já estava passando mal naquela profundidade. Então
ela o levou para a superfície.
Aquela tartaruga se r...
O faxineiro e as baratas
Havia um pequeno hotel, e nele trabalhava um faxineiro. Ele
limpava tudo direitinho, só não conse...
Depois aquele bondoso faxineiro encontrou uma companheira que
também amava todos os seres. Eles eram bem parecidos no modo...
Aventureiros do espaço
Os astronautas saíram à procura de planetas desconhecidos, chegando ao
espaço viram um brilho estra...
seus enganos. Com isso os astronautas perceberam que tinham apenas entrado em
uma dimensão psíquica.
Eles perceberam que t...
A Sentinela
Downey era um dos astronautas que sairia em uma missão espacial. Esses
astronautas tinha o objetivo de investi...
Nessa nova dimensão Downey foi atraído de cara por uma sentinela; uma doce
criatura responsável por proteger revelações qu...
Downey tentava de tudo, mas nada acontecia. Downey também não tinha
forças suficientes para retira-la daquele local. Mesmo...
A árvore do encontro
Em um domingo ensolarado, Ramon levantou bem cedo e saiu para
apreciar o nascimento do sol e a beleza...
Depois de alguns minutos, Elena avistou uma bela arvore que se
destacavam por suas belas flores. Do mesmo modo, Ramon tamb...
Apesar de ser apenas uma cobaia, Cínesy se sentia em casa naquele
planeta. Com pouco tempo eles aprenderam a se comunicar ...
A diva extraterrestre de
Oncatoriá
Gêne era um poeta desconhecido que gostava de envolver a si mesmo com suas
imaginações e seus dramas fictícios, como se fo...
Então a diva resolveu ficar por ali algum tempo e conviver de maneira simples
e tradicional ao lado de Gêne, buscando ness...
Então ela foi direta ao ponto; perguntou para Gêne porque ele não sentia
nenhuma atração por ela. Ele então respondeu que ...
Dessa vez a diva de Oncatoriá não explorava a força sentimental, mas passou a
ser produzida espontaneamente por causa do a...
Enfim, a noite foi cedendo lugar ao dia, E assim ele avistou o
navio partindo. A dor e o desespero veio como flecha, que o...
A abelhinha mensageira
Em um lindo vale, havia uma colmeia onde as abelhinhas trabalhavam com
muita alegria e satisfação, ...
Por fim, a noite chegou e, naquela escuridão, Sendy ouvia todo tipo de sons
estranhos e aterrorizantes. Além disso, a qual...
até formar a mensagem que ela queria transmitir ao rei. E quando fizeram a
impressão, lá estava à mensagem da abelhinha!
E...
Portal da fantasia
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Portal da fantasia

354 visualizações

Publicada em

Contos e Histórias

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
354
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
45
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Portal da fantasia

  1. 1. Depois de um longo dia de trabalho, Hasã chegou em sua casa e deitou no seu sofá predileto. Era um homem solitário. Apesar de seus 36 anos, ainda não tinha encontrado alguém que lhe chamasse a atenção amorosamente. Hasã gostava muito de ler contos e poesias românticas, adorava músicas e teatro. Deitado no sofá, ele colocava seus pensamentos em dia ou, vez ou outra, tentava tirar um cochilo. De repente, começou a chover, e o som da chuva e a brisa refrescante ajudaram Hasã a cair num sono profundo. Naquele estágio profundo do sono, ele passou a sonhar como nunca havia sonhado antes. Hasã se via naquele sofá, quando foi abduzido por uma luz azul. Assim, ele foi parar num reino que tinha aspectos medievais. Tanto nas construções quando nas vestimentas. Mas, ao contrario do que se imaginava, esse era um reino do futuro. Ali havia certos equipamentos tecnológicos que as pessoas de sua época não poderiam nem sequer imaginar. Hasã se viu outra vez diante de um enorme castelo. E de lá descia uma princesa com um vestido iluminado. A parte radiante do vestido foi se abrindo, revelando outro vestido tradicional. Depois, a princesa pediu a todos que os deixassem a sós naquele palácio. Então, a princesa, que se chamava Iara, passou a interrogar Hasã a respeito de tudo em sua vida: seus sonhos, planos, desejos e sentimentos.
  2. 2. Hasã e Iara estavam conversando e beliscando alguns petiscos numa enorme mesa. Tudo era novidade para ele. O que não era novidade era apenas o som do piano que ecoava por um grande corredor. Depois que Iara ficou a par de tudo que Hasã pensava, planejava e sonhava, ela ficou muito mais achegada a ele. E, assim, ela o convidou para passear pelo castelo e depois caminhar entre os grandes becos que entremeavam os jardins. Em seguida, a princesa Iara mostrou tudo que havia de melhor para Hasã, e ele ficou de queixo caído com tantas maravilhas. Hasã também avistou um lindo rio de águas cristalinas muito bem preservado. Então, convidou Iara para pescar. Ele queria pescar de forma tradicional, já que imaginava que ali havia diversos equipamentos avançado de pesca. Então Iara sorridentemente lhe disse que eles não usavam nada moderno para fazer suas pescarias e que a forma tradicional era mais divertida. Desse modo, ambos partiram em direção às nascentes do rio, pescando e se divertindo. E ao aproximarem das nascentes, encontraram lindíssimas cachoeiras. Hasã não perdeu tempo! Logo foi se banhar. Rapidamente Iara foi atrás. No fim da tarde, subiram em uma passarela para observar o pôr do sol. Depois, voltaram para o castelo e foram jantar. Terminando o jantar, Iara levou Hasã ao teatro e depois a um concerto. No concerto, Hasã ficou impressionado com a variedade de instrumentos. Havia instrumentos musicais de várias gerações. Em seguida, foram para um salão de baile. Iara pediu uma música especial para os dois dançarem juntinhos. A canção era muito linda, portanto, tocou profundamente o coração de Hasã. Ao dançarem, ambos passaram a olhar um nos olhos do outro com sentimento. De repente, a princesa o beijou. Enquanto eles se beijavam, Hasã percebeu que Iara estava chorando e, alguns momentos depois, perguntou a razão. Iara respondeu que estava chegando a hora dele partir. Disse-lhe que ficaria sempre à sua espera, porque surgiriam novas oportunidades de Hasã chegar até aquele reino. Ouvindo isso, ele agarrou a cintura da princesa e a beijou ardentemente. Enquanto isso foi chegando uma luz azul e o cobriu. E assim Hasã acordou na manhã seguinte, bem na hora de tomar um banho e sair para seu trabalho rotineiro.
  3. 3. Depois de algum tempo, ele voltou a sonhar com a princesa Iara, visto que não conseguia tirá-la da mente. Só que, dessa vez, não foi para um reino distante. Ele a viu em uma parte desconhecida do seu próprio país. Então, resolveu arriscar, procurando por aquelas regiões vistas em sonhos. Após semanas de procura, ele chegou ao lugar exato que tinha visto em sonho. Era um lugarejo bem afastado das cidades, porém muito bonito. Ao passar diante de uma árvore, Hasã foi tirar um breve cochilo. Então outra vez, aquela luz azul em seu sonho o levou até uma casinha simples com flores na janela. Quando acordou, ficou com aquela imagem em sua mente. Hasã percorria todas aquelas vilas tentando avistar uma casa semelhante a do seu sonho. Por fim, ele a encontrou. Era como um retrato daquela casinha vista por ele em um dos seus sonhos. Então, chegou diante daquela simples morada e começou a bater palmas. Depois de alguns minutos, saiu um velhinho para recebê-lo. Rapidamente, Hasã perguntou ao velhinho se ele morava sozinho. O velho então respondeu que morava com sua neta. Depois ele passou a comentar com Hasã a respeito dela. Disse que era uma jovem solitária e que nunca havia interessado por ninguém, visto que esperava por uma pessoa especial que teria encontrado através dos sonhos. O senhor chegou a comentar que estava preocupado com a sua neta. Quando a moça chegou foi uma grande surpresa! Ela e Hasã se reconheceram mutuamente. Então, ambos se abraçaram e beijaram como um casal apaixonado que se conhecia há muito tempo; deixando o pobre velhinho sem entender nada. Depois, Hasã vendeu sua antiga casa e comprou um grande terreno naquela região, onde a natureza ainda era mantida quase intacta. Foi comprando mais e mais terras ali para manter preservado aquele belo local. Hasã casou-se com a moça que também tinha o mesmo nome da princesa que havia encontrado naquele castelo, em um reino distante. Por fim, eles viveram felizes e realizados naquele lugarejo paradisíaco. Até hoje, só não entenderam o mistério de seus sonhos… e como eles os aproximaram. Que sejam então apenas mistérios do amor.
  4. 4. Em um antigo vilarejo, vivia um homem chamado Zlem, que era sempre chamado para as batalhas. Só que ele tinha um pensamento e uma promessa: jamais feriria alguém. Naqueles tempos, porém, tudo se resolvia através da espada. E com esse pensamento, Zlem saiu pelo vale, procurando e refletindo, a fim de descobrir um meio de defender sua nação sem derramamento de sangue. Ele amava andar por todos aqueles relvados e deitar debaixo dos ipês floridos.
  5. 5. Zlem sentia-se muito feliz naquela atmosfera pacífica. Passava horas ali, ouvindo os pássaros e os insetos com suas belas manifestações sonoras. Mas por saber que a qualquer momento ele poderia ser chamado para a batalha, permanecia pensativo, voltando constantemente para o seu dilema. Enfim, quando Zlem conseguiu se distrair um pouco, viu passar diante dos seus olhos uma preciosidade: uma linda e majestosa borboleta. Não era uma simples borboleta! Ela era enorme, dona de um colorido magnífico. Encantado, Zlem partiu na direção dela, querendo vê-la bem de pertinho. Apesar de ser muito esperto, ele não conseguia tocá-la. A borboleta o intrigava. Ela chegava bem pertinho dele, parecia que queria brincar e fazer hora com ele. Ela ficava ao seu alcance, mas desviava facilmente de suas investidas, ainda agindo e se movimentando com certo grau de delicadeza. Todos os dias em que Zlem ia passear naquela colina, sempre encontrava a borboleta. Ela chamava a atenção, como se quisesse lhe ensinar algo. Dia após dia, ele estava lá, tentando alcançá-la. Assim, já nem estava mais lembrando daquilo que o preocupava. A cada dia que passava, Zlem ficava mais fissurado por aquela borboleta. Ele corria, saltava e nada. Com muita tranquilidade e leveza, ela desviava de seus avanços. Então, Zlem começou a pensar: “Se eu fosse como essa borboleta, eu venceria as lutas sem golpear os meus ‘inimigos’”. Daquele dia em diante, Zlem passou a observar como a borboleta escapava de suas investidas. Ele aprendeu que ela não se preocupava, nem sentia medo, mas encarava tudo como uma diversão. Por isso, ela raciocinava melhor para se esquivar dos seus ataques. Cada dia que passava, Zlem aprendia mais e mais com aquela tranquila borboleta. E agindo com calma e diligência, assim como agia a borboleta, ele conseguiu capturá-la. E quando ele a segurou e estendeu suas asas para fazer sua observação, foi chegando uma moça de longas tranças e com vestidos de cores nítidas e perfeitas, semelhantes às flores dos ipês.
  6. 6. Aquela moça não era uma jovem comum. Era uma princesa em busca de um guerreiro experiente para ajudar a proteger seu reino. Então, ela foi chegando de mansinho e disse para Zlem: _ Há muito tempo estou à procura de um guerreiro para defender meu reino. Mas que não seja um simples lutador e, sim, alguém que batalhe sem carregar o peso do ódio. Não suporto mais ver os guerreiros enlouquecidos pelo excesso de fúria. _ Esta borboleta é de minha estima e foi treinada para escolher meu guerreiro e meu companheiro. Então, Zlem soltou a borboleta e ela pousou no ombro da jovem princesa. Depois, ela foi se aproximando lentamente de Zlem e o abraçou calorosamente. A princesa chegou a chorar de tanta emoção! Havia procurado em várias partes do mundo, mas não havia encontrado ninguém semelhante à Zlem. E a princesa ficou ainda mais surpresa com o dilema de Zlem, que era o de lutar sem ferir seus adversários. Ele lhe disse que estava muito feliz e satisfeito, pois tinha aprendido com a borboleta a maneira como agiria. Depois, Zlem chamou a princesa para caminhar um pouco por aquelas colinas e vales floridos. Tanto Zlem quanto a princesa tinham o mesmo ponto de vista e maneira de apreciar a natureza. A linda princesa ficava cada vez mais impressionada e entusiasmada com as atitudes pacíficas de Zlem. No fim daquela tarde, eles subiram em uma mangueira para contemplar o pôr do sol. O clima estava perfeito, com a brisa leve tocando suas faces, os pássaros cantando e o sol se pondo lentamente naquela tarde avermelhada. Era um paraíso para os dois pombinhos! Por fim, eles se deram as mãos, e o fim de tarde foi selado com o já esperado beijo. Depois daquela maravilhosa tarde, Zlem foi para a sua casinha e a princesa retornou à sua comitiva. Então, no outro dia, logo cedo, eles partiram em direção ao reino da princesa. E, chegando lá, Zlem foi recebido com honras e festividades. Depois, foi testado por alguns dos guerreiros do reino e, usando o que tinha aprendido com a borboleta, lutou com alegria, calma e sabedoria. E com toda essa tranquilidade, venceu-os facilmente, fazendo com que tropeçassem devido às suas próprias distrações e atos impensados de fúria.
  7. 7. Depois, Zlem passou a ensinar aqueles guerreiros a batalharem com leveza e bom raciocínio. A grande batalha foi inevitável, mas eles conseguiram vencer. Todos aqueles adversários ficaram pasmados com a maneira deles lutarem e, ao mesmo tempo, comovidos pelo fato de não derramarem uma gota de sangue. Zlem assumiu o comando do reino e passou a dialogar com seus adversários, para tomar decisões sobre todos os assuntos pendentes e fazer justiça. Zlem tinha muito amor pelas pessoas e, assim, ele preferia ficar no prejuízo e evitar batalhas desnecessárias a ganhar disputas e perder amizades. Com essas atitudes, ele desfrutava da paz e do companheirismo de todos. Zlem tinha uma relação muito próxima até com os antigos inimigos daquele reino. Ele mudou suas maneiras de pensar por agir com humildade e respeito. O reinado de Zlem crescia e se fortalecia sem o emprego da violência. Todos naquelas proximidades aprendiam com ele como curtir a vida, desfrutar da natureza e das relações fraternais e amorosas. Todas aquelas pessoas se divertiam, celebrando a vida por aqueles campos e seus belos jardins naturais. No reinado de Zlem, as pessoas tinham um compromisso de cuidar uma das outras e tratar bem seus animais. Havia também o incentivo para que se plantassem todas as espécies de árvores, e que os jardins e as hortas fossem bem cuidados. Zlem andava sempre acompanhado pela linda princesa, e ele era muito apaixonado por ela. O seu casamento foi magnífico; as festividades duraram uma semana. E por causa dos seus grandes laços de amizades, tiveram uma verdadeira multidão de convidados. Não houve nenhum cerimonial como esse! Zlem era um homem de fé. Por isso, fazia tudo que estava de acordo com os princípios de Deus. Ele evitava discussões, desafios, tudo que levava à degradação da sociedade. Zlem valorizava a todos, e tratava-os de modo único, fazendo as pessoas se sentirem especiais para ele. Seu reinado era prestigiado, mesmo assim ele sentia-se igual a todos.
  8. 8. Eu estava caminhando em meio às matas, e a neblina cobria tudo, enquanto eu me arrastava entre lamas e espinhos. Caminhava… e caminhava… mas não chegava a lugar algum. Parecia que eu estava preso em um estado anormal. De repente vi um brilho, e quando cheguei mais perto percebi que havia um colar e uma chave sobre uma caixinha dourada. Ao pegar o colar e a chave, me senti como se houvesse um aprimoramento dos meus sentidos. Era como se todas as histórias, poemas e poesias de amor estivessem em minha mente. Depois disso, a cada passo que eu dava, eu sentia como se estivesse me aproximando de algo sobrenatural em relação a sentimentos e emoções. À medida que eu caminhava, não importando a direção que tomasse,
  9. 9. parecia que estava sendo preparado e testado para experimentar um tipo de sentimento nunca sentido antes. Um amor que o coração humano não poderia suportar sem um treinamento. E, prosseguindo com esses secretos testes, sentia todo o tipo de sentimentos maximizados. Passei dias nessa luta, sem entender absolutamente nada. Depois de algum tempo, já pensando que estava perdido para sempre, encontrei uma cachoeira de águas azuis. Visualizando aquela cena estranha, pensei que estava delirando. Mas, na verdade, eu não tinha certeza de nada. Bastou entrar naquela cachoeira para me ver em outro lugar. Um lugar que ia além de todas as minhas fantasias. Era bem cedinho quando deparei com uma casinha que tinha seu telhado coberto de trepadeiras floridas. Bati na porta já sentindo o aroma do café da manhã. Fui bem recebido por aquelas pessoas, ou seres da minha imaginação. Eu não sabia se era outro planeta, algum lugar na terra, ou um mundo psíquico. Então, fiquei naquela casinha por alguns dias. Todos naquela comunidade estavam fazendo preparativos para uma grande celebração. Eles esperavam sua rainha, ou um ser superdotado. Mas aquele povo já era superdotado; seus sentimentos eram dez vezes mais avançados. Depois disso, saí por aqueles vilarejos em busca de explicações. E foi numa daquelas singelas pracinhas que encontrei a rainha que estava chegando. Que surpreendente! Nunca poderia descrever tanta beleza e meiguice! O meu coração parecia que estava se dissolvendo ao som de sua voz. Também ela era uma sublime cantora, e com suas canções elevava minhas emoções ao extremo. E, para minha grande surpresa, ela disse que estava à minha espera, e que todos aqueles preparativos eram para celebrar nosso encontro. Até hoje, não sei onde realmente fui parar. Só sei que experimentei o mais elevado sentimento, e provei de uma alegria que nunca conseguirei explicar.
  10. 10. CRISTIANO Havia um homem na idade media chamado Cristiano. E naquele tempo tudo se resolvia na base da espada ou do dinheiro. O homem para ser famoso naquela época, tinha que ter bens ou bravura. E por esses meios eram disputadas as mulheres. Mas Cristiano não gostava de lutas, e nem tinha muitos bens. Ele era um homem de bom coração, educado e muito respeitoso. Cristiano ainda tinha uma grande fraqueza, ele era muito mais sentimentalista que os outros. A maioria dos homens daquela época era rude por natureza, não apenas porque tinham medo de demonstrar suas emoções. Cristiano vivia em outro mundo. O mundo do romantismo. Cristiano sofria por amar alguém que para ele era inacessível. Ele não tinha riquezas nem era um homem de fama. E sabia que a família de sua amada nunca o aceitaria. Mesmo assim, para revelar seu amor ele passou a escrever cartas para a sua amada. E suas declarações eram feitas na forma de poemas, poesias, versos, etc. Cristiano escrevia e derramava suas lágrimas sem um pingo de esperança. E tudo que ele escrevia, vinha dos seus mais profundos e verdadeiros sentimentos. E quando aquela moça recebia suas cartas, ela ficava muito impressionada com sua maneira de descrever o seu amor. E com certeza era totalmente diferente do que outros homens poderiam citar. E assim toda à tardinha Cristiano escrevia e jogava aquelas cartas pela janela de sua querida. E quando a moça pegava para ler, ainda estava úmida por causa das lágrimas de Cristiano. Dia após dia moça ficava mais apaixonada e surpresa com aqueles belos versos. A pobre moça também não podia nem se aproximar de Cristiano, porque era o seu pai que decidia tudo. Ela sabendo que ele precisava de certo status, a única chance era fazer com que
  11. 11. Cristiano fosse conhecido como um grande poeta. Então aquela moça foi com sua mãe até uma cidade mais populosa, dizendo que iria comprar roupas. Chegando à grande cidade ela despistou e se afastou da sua mãe para levar aquele material a uma impressora. Ela pegou todo o dinheiro que era para comprar roupas e deu ao dono daquela antiga impressora para montar um livro com os poemas de Cristiano. Depois mandou anunciar a toda cidade. Com pouco tempo aquele livro fez muito sucesso. Depois aquela moça mandou uma carta através de sua serva de sua confiança para avisar Cristiano sobre tudo que estava acontecendo. Inclusive sobre o sentimento dela por ele. Então Cristiano foi até à cidade para requerer os seus direitos autorais, e continuar com sua obra que foi indicada pela moça. Ela explicou através daquela carta tudo que ele deveria fazer. E assim ele conseguiu status e fama. Podendo então viver feliz com sua amada, e compartilhar sua maneira de ser.
  12. 12. Coisas do passado Eu só quero voltar ao passado, e acordar em uma primavera ensolarada. Quero ouvir os pássaros cantando com todo vigor! Depois caminhar pelas colinas, sentindo o doce perfume que vem de um jardim intacto, formado unicamente pela natureza. Poder avistar ao longe um solitário castelo, ouvindo o som suave do piano. Quero ver as donzelas colhendo uvas, e cantar sem medo depois de saborear um bom vinho ao fim do dia. Deitar sobre a grama e contar histórias, observando as estrelas e o esplendoroso luar. Quero ouvir os assobios das plantas vibrando com o vento, e o acalentador chiado da cachoeira.
  13. 13. Crônica Sobre: Como enganamos a nós mesmos. Amanhã será frustrado Certo rapaz era apaixonado por uma moça, mas nunca se sentia pronto para ver se tinha chances com ela. Ele pensava: “Preciso melhorar meu visual primeiro, depois não vai faltar oportunidades de me declarar para ela.” Então ele começou a frequentar academia, fez clareamento dentário e até correções plásticas. Diariamente ele a observava, mas nunca achava que já poderia tocar no assunto; falar qual era sua intenção e quais sentimentos tinha por ela. Todos os dias ele chegava muito triste em casa, mesmo assim sempre seguia confiante no futuro. Ele teve várias oportunidades com ela, mas sempre deixava o assunto para outro dia, pensando que estaria com uma melhor aparência. Por mais que estava forte e bem aparentado, ali estava sua ferida. Ele nunca estava pronto; sempre vendo em si algo que precisaria ser ajustado e melhorado. E assim sentia cada vez mais incapaz e solitário, tornando-se antissocial. Nada mais fazia sentido para ele, porque o que ele mais desejava não poderia ter. Ele vivia desejando pelo menos toca-la, ou demonstrar um simples gesto de afeto. Cada vez sentia mais arrasado, mas sempre via no amanhã sua grande chance. E quando ele passou a sentir-se pronto para ter aquele papo com ela, ela já estava namorando um cara que não tinha nenhum porte físico, nem era tão bem aparentado. Mas ele era bom de conversa e autoconfiante. Não deixava nada para depois, nem deixava algo em sua vida sem decisão. Aquele rapaz perdeu sua grande chance por causa de algo que a moça nem se importava. Amanham não será melhor! Sempre quando você está bem arrumado, se achado o máximo, ai que ninguém nos nota. Então ficamos contrariados, e às vezes pensamos que a nossa chance foi jogada no lixo. ‘As grandes oportunidades Românticas podem surgir quando menos esperamos’. Momentos que nos deixam totalmente abismados e surpresos. Dependendo do assunto; hoje será o melhor momento. Não sabemos o que acontecerá amanhã.
  14. 14. Agora que o rapaz já está bem aparentado, ele deve aproveitar a oportunidade que surgir, e não repetir o mesmo erro. Afinal, aparência não é tudo. E a natureza sabe recompensar as falhas. Por isso considero todos iguais; Temos defeitos e qualidades preciosas.
  15. 15. A batalha das formigas Havia dois formigueiros que passou a receber visitas alienígenas. E esses seres estranhos traziam equipamentos tecnológicos e armas para as formigas. Esses seres não eram bons, eles treinavam e incitavam toda espécie para batalhas. Depois eles gravavam as lutas para passarem em seus programas de TV. Nesses programas passavam batalhas de vários seres influenciados por esses ETs. Então foi passado o tempo, todas aquelas formigas já estavam fazendo parte de um exercito. Dia após dias forjavam armas cada vez mais poderosas. E quando esses exércitos de formigas se deparavam em algum caminho era guerra na certa. Mas, como os dois exércitos de formigas estavam bem preparados, terminavam a batalha empatada. Mesmo assim, muitas dessas formigas morriam. Coitadas! Esses seres vieram unicamente para tirar a paz. Eles falavam que o formigueiro “rival” iria atacar só para fazerem as pobres formigas se prepararem para a guerra. E assim faziam com o outro formigueiro, criando situações para a rivalidade e violência. Todas aquelas formigas eram de paz, só queriam cortar suas folhinhas, não deixando faltar o alimento. Mas ,aqueles seres às enganavam, fazendo as formigas entrar em conflitos para satisfazerem seus desejos egoístas. Deixando-os famosos com seus programas de TV. Ainda bem que em um desses formigueiros, tinha uma formiga muito esperta e desconfiada. Essa formiga chamava-se Cirzam. Que passou a investigar aquele acontecimento. Ela saiu escondida até o formigueiro “rival”, depois de caminhar por horas chegou ao seu destino. Cirzam chegou sorrateiramente para não levantar suspeitas e ser atacada. Cirzam ficou escondido até à noite, ele esperou até que ficasse para traz apenas uma daquelas formigas.
  16. 16. Cirzam gritou a última formiga, que ficou aterrorizada. Então Cirzam disse logo: _Não tenha medo! Eu só quero conversar. E assim Cirzam perguntou: _Porque vocês querem nos atacar? A formiga ainda um pouco atrapalhada disse: _O que? _São vocês que querem nos exterminar Cirzam respondeu: _Nós não queremos, desconfio daqueles alies. São eles que estão causando todas essas discórdias! Vamos nos reunir e botar eles para correrem. E assim aquelas formigas reuniram secretamente e partiram para cima daqueles seres maliciosos e prevaleceram. Então aqueles seres causadores de discórdias tiveram de fugir. Depois disso, aquelas formigas fizeram um testamento de amizade para passarem de geração a geração, para que nunca mais fossem enganadas. Assim voltou reinar a paz naquele vale, e as formigas ficaram ainda mais unidas e felizes. Depois houve casamentos, e foram formados novos formigueiros. Todos estão evoluindo como uma irmandade fraternal.
  17. 17. Japi Havia em um lugarejo um cachorrinho muito esperto chamado Japi. Ele chegou bem pequeno na casa dos seus donos, que eram um casal e uma criança. O cachorrinho crescia junto com a criança; todos os dias eram divertidos. No terreno, tinha uma lavoura, e Japi adorava dormir debaixo do pé de café. Mas, depois de certo tempo, seus donos, que moravam em terras alheias, conseguiram comprar um sítio num lugar chamado Passatempo. Foi muito divertida aquela mudança. Colocaram Japi e o gato na charrete e partiram. Chegando ao sítio, a primeira coisa que aquela criança observou foi o pequeno pomar. Japi e o menino, que já tinha uns quatro anos, eram inseparáveis. E ali brincavam com toda a paz e tranquilidade. E passaram o tempo em passatempo, até que a criança já estava com sete anos. E Japi já era um cão em sua meia idade. Japi era preto com manchas brancas. Ou será o contrário? Ele era muito brincalhão, mas o pobrezinho nem imaginava o que iria ocorrer. Ele era muito apegado aos seus donos, e eles estavam se preparando para uma viagem. Dessa vez, Japi ficaria para trás. Então, aquela família, na expectava da viagem, nem sequer pensava em Japi. Apenas pediram ao vizinho que o alimentasse. Assim, eles partiram para São Paulo, e Japi foi ficando para trás. Ele ainda olhava para a estrada com aqueles olhos brilhando e cheios de esperanças. Dia após dia, Japi ficava deitado perto da porteira esperando a volta dos seus donos. Passado mais ou menos um mês, Japi parou de se alimentar de tanta tristeza. E à noite uivava sem parar, deixando a vizinhança comovida com o seu sofrimento. Depois de passada a euforia da viagem, seus donos começaram a lembrar de Japi e a sentir saudade. E, assim, decidiram voltar.
  18. 18. Na volta, eles desceram do ônibus, e faltavam uns três quilômetros para chegarem ao sítio. Parece que Japi tinha sexto sentido. Foi extraordinário! De repente, ele levantou todo renitente e partiu em disparada. Como Japi percebeu que seus donos estavam chegando? Seria o seu faro bastante apurado? Foi uma grande surpresa quando o garoto avistou Japi. Também o casal não conteve as lágrimas, por causa da saudade e do remorso. Mas para Japi tudo era festa. Cachorros não guardam mágoas. Japi sofreu, mas também foi muito feliz. O amor daquela família por Japi só crescia, e eles nunca mais o deixaram para trás. Depois, Japi teve mais dois companheiros: Palinha e Leão. E toda a vizinhança o tratava com muito carinho.
  19. 19. Martim e a lagartixa Martim era um garoto muito tímido, por isso ele vivia isoladamente. Ele ficava no seu quarto de barriga para cima, imaginando coisas e tentando sonhar com um mundo que suprisse suas expectativas. Mas, Martim não estava tão sozinho como ele imaginava, além de Deus e os anjos que sempre o guardava, tinha também uma lagartixa. A lagartixa sempre passava correndo pelas paredes, como se estivesse brincando. Martim só observava aquela lagartixa feliz, que não reclamava de sua vida, mesmo estando sempre sozinha. Na verdade, ela não estava sozinha, ela tinha a companhia de Martim. Martim tentou muitas vezes acaricia-a. Mas, como ela era muito medrosa fugia sempre. Apesar de ela gostar da companhia de Martim, ela não se aproximava. Quando Martim ia chegando perto ela começava a tremer. Mas quando Martim estava dormindo, ela sentia-se mais segura e chegava bem perto. Em uma noite bem fria, ela chegou a entrar debaixo do cobertor, dando um susto em Martim. Depois Martim passou a reparar suas atitudes, ele viu que era muito parecido com aquela lagartixa no seu jeito de agir. Ele passou a perceber que ele afastava das pessoas, como aquela lagartixa fugia dele, por medo. Para tirar o medo daquela lagartixa, ele resolveu fazer uma armadilha para capturara-a e mostrar para ela que não precisava ter medo, e assim ele fez. Ficou pertinho daquela lagartixa por uma semana, até que ela perdesse o temor. Martim começou a pensar: “Eu devo confiar mais nas pessoas também, e tentar dialogar mais”. “Se eu ficar quieto no meu canto, cada vez terei mais dificuldades para me expressar”. Assim, Martim passou a ser mais comunicativo e expressar seus sentimentos. Com pouco tempo ele já tinha vários amigos, mas, ele nunca
  20. 20. abandonou sua antiga companheira, Martim e seus amigos tratavam-na como mais uma companheira. Os três grilos músicos Em uma terra muito distante, viviam três grilos músicos. Eles eram muitos talentosos, mas ninguém ali dava valor. Por mais que caprichassem nas suas composições e arranjos, não despertavam nenhum interesse. Um desses grilos era o Crytz. Ele era muito bom na flauta. Também tinha outro grilo chamado Zirem, que era um excelente guitarrista. E Jax era o pianista. Um dia, os três decidiram que iriam para outros lugares à procura de público e da oportunidade de mostrar seus trabalhos musicais. Assim, levantaram bem cedinho e saíram... Prosseguiram em sua jornada, vila após vila sem nenhum sucesso. Eles continuaram batalhando pelos seus sonhos. Afinal, sabiam que eram bons. Seguindo em viagem, começaram a notar que estavam muito distantes e que não encontravam mais nenhum vilarejo por perto. Mesmo assim eles não desistiram... E cada vez passava por lugares mais estranhos e sombrios. O pior estava por vir… Porque o sol estava se pondo e, naquele lugar, não havia nenhuma casa por perto. E eles tinham de caminhar no escuro. É verdade que os grilos estavam tremendos de medo! Mesmo assim prosseguiram em sua jornada. De repente, aconteceu uma tragédia,
  21. 21. segundo seus pensamentos! Sabe o que aconteceu? Eles despencaram em um buraco e foram escorregando terra adentro, sem saber aonde iriam parar. Adivinhe que lugar era esse! Era um enorme formigueiro. Coitados daqueles grilos! Além de muitos assustados, foram presos e arrastados por aquelas formigas. Zirem pensava consigo mesmo: “Pronto! Esse é o nosso fim.” Crytz já estava tão sem esperança que já tinha até perdido o medo. Mas o coitado do Jax não parava de tremer. Então, os três foram levados até a rainha e ficaram pasmados com a multidão de formigas. Crytz, que já não estava se importando com mais nada, passou a imaginar aquelas formigas enlouquecidas ouvindo suas musicas. Ao chegarem diante da rainha, ela lhes perguntou: _Quais são seus últimos desejos? Crytz respondeu: _Queremos fazer um show… somos músicos e ninguém nos deu oportunidade de mostrar nossos talentos. Em seguida, a rainha saltou de alegria e disse: _Que bom! Aqui não tem nenhum músico. Vou dar a vocês apenas uma chance, mas, se me decepcionarem… vocês já eram. Em pouco tempo, aqueles grilos sem perspectivas estavam num palco, diante de milhões de ouvintes ansiosos. O show foi um sucesso. Todas aquelas formigas pulavam e dançavam ao som de suas músicas. E eles foram tratados com o devido valor. Que bom que eles não desistiram! Muitas vezes temos de fazer sacrifícios para alcançar nossos objetivos... Além do mais, uma cigarra não faz sucesso em sua própria casa, porque todas são cantoras. Assim também foi a histórias dos grilos.
  22. 22. Os três peixinhos e a bondosa tartaruga Havia três peixinhos muito sapecas. Certo dia eles decidiram fazer uma longa viagem, querendo conhecer o mar. Os seus pais sempre avisavam para nunca se afastarem daquela região do rio. E também diziam: “Cada ser tem um lugar apropriado”. Mas essas palavras entravam por um ouvido e saíam por outro. Eles decidiram se arriscar na grande aventura e partiram em viagem… Cada peixinho tinha uma coloração diferente. Urbe era azul com pintas vermelhas, Símia era cor de rosa com manchas amarelas e Jobim era prateado. Urbe, que era mais obstinado, saiu na frente, Jobim e Símia o seguiam rio abaixo. Tudo parecia muito fácil, porque a própria correnteza do rio os levava. Eles ficavam cada vez mais entusiasmados, e o rio mais forte e cheio de novidades. E assim eles nem percebiam o quanto já estavam longe dos seus pais. A partir de certa distância, eles começaram a perceber os problemas. Além do lixo e do esgoto, começaram a surgir predadores. As águas se tornaram cada vez mais turvas, e já não dava para ver mais nada. Somente ouviam alguns gemidos e barulhos muitos estranhos. Coitada da Símia! Ela tremia de medo, mas, para Urbe e Jobim, tudo era farra. Eles estavam adorando aquele momento de adrenalina. De repente, os três passaram a ouvir um barulho muito sinistro. E aquele barulho vinha do fundo do rio. Eles faziam de tudo para ver o que estava acontecendo. Jobim e Símia queriam voltar, mas a correnteza era forte demais. Enquanto isso, seus pais “arrancavam suas escamas” de tanta preocupação. O pior de tudo era que eles não faziam a mínima ideia de onde seus filhos estavam. Voltando aos rebeldes… Urbe resolveu descer mais fundo para ver de onde saía aquele som horripilante. Quanto mais o peixinho descia, mais escuro ficava e ele também não estava preparado para suportar a pressão naquela profundidade. Mas, para a sorte de Urbe, era apenas uma tartaruga. Mesmo assim, foi um tremendo susto. A tartaruga ainda o
  23. 23. salvou, porque ele já estava passando mal naquela profundidade. Então ela o levou para a superfície. Aquela tartaruga se reuniu com eles e contou todos os perigos e segredos do mar. E falou para eles: “Vocês não podem nem se aproximar das águas do mar.” Eles eram peixes de água doce e não sobreviveria dali adiante. Ela também fez com que eles pensassem no quanto seus pais estavam sofrendo. Então, a tartaruga resolveu lhes dar uma força para voltarem ao lar. Ela ia à frente abrindo espaço na correnteza para os peixinhos poderem passar. Mas aquela viagem de volta era muito cansativa. Enfim, apesar de tantas lutas, eles conseguiram voltar. Estavam só imaginando quais seriam seus castigos pela desobediência. Mas seus pais viram que eles tinham aprendido uma grande lição. Então, eles disseram: _ Aconselhamos vocês porque todos nos já passamos por essa situação… Depois se despediram daquela bondosa e experiente tartaruga, pois ali também não era seu lar. Porque cada ser tem um lugar determinado segundo suas espécies.
  24. 24. O faxineiro e as baratas Havia um pequeno hotel, e nele trabalhava um faxineiro. Ele limpava tudo direitinho, só não conseguia dar fim às baratas. Ele corria atrás delas com a vassoura, mas elas escapavam por entre as gretas. O faxineiro furioso fazia de tudo para espantar ou acabar com aquelas baratas. Ele jogava água, inseticida, etc. Mesmo assim não conseguiu extermina-las. Um dia o faxineiro ficou doente, e foi deixado sozinho em um daqueles quartos. Passou vários dias e ninguém foi lhe visitar. E, enquanto ele estava ali parado as baratas faziam a festa. O pobre faxineiro olhava para elas só reparando o modo delas agirem. Com o tempo ele foi acostumando com a presença delas. Às vezes ficava até mais feliz com suas "visitas". Mesmo assim ele ficava imaginando que faria com aquelas baratas. O dono do hotel não podia nem sonhar que havia baratas, imaginem só os usuários daquele hotel. Mas o faxineiro percebia a organização delas, e sabia que elas só queriam viver. Afinal, elas não estavam ali com propósito de incomodar ou causar estragos. Com o tempo o faxineiro ficou até apegado a elas, e passou a estima- las. Certo dia ele levantou bem disposto, visto que sua saúde estava restaurada. Então ele teve uma ideia: Ele fez uma armadilha para capturara-as. Depois do êxito, ao invés de elimina-las, ele construiu uma casinha para elas e levou para a floresta. La ele procurou um lugar bem seguro para aquelas baratas, e construiu uma cabana para proteger ainda mais a casinha delas. E ele não às abandonou, ele levava alimentos todos os dias até que elas se adaptassem com o novo estilo de vida. Com o tempo àquelas baratas não comiam mais restos, aprendeu a colher seus alimentos na natureza. Elas cresciam e se multiplicava com muito mais saúde.
  25. 25. Depois aquele bondoso faxineiro encontrou uma companheira que também amava todos os seres. Eles eram bem parecidos no modo de pensar. Depois do casamento, eles construíram uma casa naquelas proximidades. Eles sempre faziam uma visita às baratas, e faziam agrados, trazendo um pouco de doce. Depois o faxineiro teve filhos, e passavam para eles importantes ensinamentos. Ele dizia: "Todos os seres que vivem tem seu propósito no planeta." Cada ser vivente deve ter seu lugar reservado, e nós podemos estabelecer um espaço para cada um deles.
  26. 26. Aventureiros do espaço Os astronautas saíram à procura de planetas desconhecidos, chegando ao espaço viram um brilho estranho que chamavam suas atenções. Como eles eram muitos curiosos e dispostos a fazerem novas descobertas, partiram na direção daquela luz. Então eles passaram por aquele portal luminoso, e perceberam que tinha ido para outra dimensão. E nenhum aparelho funcionava mais, porque estavam fora da realidade. Nessa outra dimensão havia um planeta paradisíaco, com tudo que atraiam suas atenções. Mas, tudo ali não passava de ilusões criadas por enormes seres espaciais. Havia mulheres, riquezas, e substancias que causavam bem estar. Esses seres faziam de tudo para mantê-los ali, Para retirar deles o conhecimento e suas forças psíquicas. Mas, apesar dos astronautas acharem tudo ali maravilhoso, eles tinham a incumbência de relatar suas descobertas. A vontade de contar o que tinha presenciado ardia em seus corações. Também eles queriam levar aquelas substâncias que causavam sensações de prazer para laboratórios e ver suas utilidades na medicina. E com esse desejo começaram a procurar uma saída para voltar à realidade e ao seu planeta de origem. Quando eles entraram na espaçonave tudo modificou, Porque aqueles seres perceberam que não conseguiriam manter eles ali com apenas
  27. 27. seus enganos. Com isso os astronautas perceberam que tinham apenas entrado em uma dimensão psíquica. Eles perceberam que teria uma batalha mental contra aqueles S E P (Seres espaciais psíquicos). E para atingir aqueles seres, eles passaram a imaginar coisas aterrorizantes ou comuns que eram desconhecidos para eles. E assim deixaram aqueles seres perplexos, Fazendo desconstruir aquela dimensão mental. Então os astronautas voltaram e relataram suas descobertas e aventuras, deixando o povo impressionado. Mas nada amedrontava esses aventureiros do espaço, tudo isso os deixou mais curiosos e dispostos a fazerem novas descobertas e enfrentar seres desconhecidos.
  28. 28. A Sentinela Downey era um dos astronautas que sairia em uma missão espacial. Esses astronautas tinha o objetivo de investigar fenômenos sobrenaturais que estavam acontecendo no espaço. Certas aberturas luminosas apareciam em vários lugares no universo, e parece que levavam a outra dimensão. Desse modo Downey e os outros astronautas saíram à procura desses fenômenos. E foi em uma de suas investidas em direção a uma daquelas aberturas luminosas, que foram parar em outra dimensão.
  29. 29. Nessa nova dimensão Downey foi atraído de cara por uma sentinela; uma doce criatura responsável por proteger revelações que só poderia ser reveladas ao escolhido. Downey não sabia que aquele meigo ser em forma de mulher seria uma guardiã poderosa. Todos os astronautas estavam fotografando e coletando amostras de tudo que era novidade. Ali havia uma população forte e avançada em quase todas as áreas. Parecia estar centenas de anos à frente da época atual. Downey estava se sentindo em casa, tudo que ele queria era passar o tempo ao lado daquela sentinela. A sentinela que tinha seu nome gravado na região do pescoço podia ser chamada de Stenvinn. Aquele pobre ser permanecia naquele local dia e noite sem entender claramente qual era a razão. Tudo em Stenvinn era encantador, mas, o que mais chamava a atenção era os seus olhos. Downey nem sonhava que aquela moça era semelhante a uma máquina sem demonstrar ou compreender nenhum tipo de sentimento. Parecia que Stenvinn foi criada para obedecer apenas um propósito: guardar o grande segredo, ou a suprema revelação. Downey se apaixonou perdidamente por Stenvinn, mas ela não tinha a percepção de nada. Não entendia o que Downey sentia por ela, pois não conhecia nenhum tipo de sentimento ou emoções. Apesar de Stenvinn mostrar ser um ser frio, Downey não se distanciava dela. Stenvinn só falava de coisas simples, não tinha nenhum envolvimento social. Downey insistia para ela sair daquela quadra, mas Stenvinn nem mudava o passo. Às vezes Downey não continha as lágrimas! Stenvinn só observava sem entender nada. Downey até tentou esquece-a e desistir daquele amor, mas, sempre se lembrava do seu modo doce de agir, sua serenidade e inocência. Por fim Downey passou a insistir mais e mais, sentindo que tinha a missão de ensiná-la sobre tudo que ela desconhecia. Principalmente sobre o amor. Porem parecia que Stenvinn tinha um bloqueio que a impedia de absorver novos conhecimentos. Ela só compreendia as ordens que recebia de suas próprias programações psíquicas.
  30. 30. Downey tentava de tudo, mas nada acontecia. Downey também não tinha forças suficientes para retira-la daquele local. Mesmo com tanto sofrimento e desesperança, Downey se apegava cada vez mais a aquela sentinela. Por fim Downey ficou bem de frente para Stenvinn, e assim… olho no olho permaneceu por alguns minutos. Depois eles notaram que não poderiam mais desviar o olhar. Então algo sobrenatural passou a acontecer. E através desse fenômeno ouve uma fusão em seus conhecimentos, desse modo segredos foram revelados mutuamente. Downey recebeu o avançado conhecimento, e Stenvinn passou a ter conhecimentos humanos. Agora Stenvinn já podia entender o que Downey estava sentindo. Tanto Stenvinn quanto Downey fazia parte dos escolhidos. Depois daquele encontro sobrenatural ouve uma evolução mútua. Tornaram-se seres avançados em todas as áreas; do sentimental ao conhecimento tecnológico. O amor aflorou-se cada vez mais entre Downey e Stenvinn. Surgindo sentimentos que um humano como eu não poderia explicar.
  31. 31. A árvore do encontro Em um domingo ensolarado, Ramon levantou bem cedo e saiu para apreciar o nascimento do sol e a beleza natural daquela região. Depois de apreciar o belo nascer do sol, ele passou a observar as plantas, os pássaros e as singelas e delicadas flores silvestres. Ramon sempre agradecia a Deus por aquele clima agradável e por tanta beleza. Ramon adorava observar o lago e o pequeno riacho que cortava o vilarejo. Depois disso ele sentou em uma pedra e começou a pensar: _Está tudo maravilhoso, Pena que não tem ninguém para compartilhar esses belos momentos comigo. _todos estão muito ocupados cuidando de suas vidas, Ninguém compreende meus pensamentos! Com certeza, Ramon se sentia um pouco solitário, mesmo naquele lugar perfeito. Até mesmo Adão no paraíso sentiu falta de uma companheira! E Deus viu que não era bom que o homem vivesse só. Um pouco a diante, uma moça chamada Elena também tinha levantado mais cedo para caminhar no bosque. Ela admirava aquelas paisagens com muita alegria e satisfação. Mas, Elena também sentia falta da alguém para conversar, ou apenas saber que havia outra pessoa sentindo a mesma emoção.
  32. 32. Depois de alguns minutos, Elena avistou uma bela arvore que se destacavam por suas belas flores. Do mesmo modo, Ramon também avistou, e foi ver aquela bela planta de pertinho. Sendo assim, os dois admiradores da natureza acabaram se encontrando diante daquele marco; a árvore florida. Com apenas um olhar, eles podiam compreender a sensação e a emoção que cada um sentia naquele belo amanhecer de domingo. Tudo ganhou ainda mais vida e cores, por dividirem aqueles momentos lado-a-lado. Por fim, Elena e Ramon tinha um encontro marcado todos os domingos de manhã, eles encontravam diante daquela arvore, que por assim dizer… os uniu. Dessa maneira, seus momentos de apreciação e recreação passaram a ser mais completos. E aquele laço de amor e amizade fortalecia cada vez mais, e assim eles tinham motivos de sobra para serem cada vez mais grados ao bom Deus. Cínesy & Sayan Em uma reunião entre um grupo de cientistas alies, resolveu mandar uma espaçonave à terra para abduzir um humano para fazer suas pesquisas. Mas, quando chegaram aqui na terra não puderam capturar um humano, porque sua nave era muito pequena. Eles desconheciam o tamanho dos humanos. Então eles decidiram abduzir outra criatura inteligente. Nesse momento uma formiguinha solitária estava passando por ali. Essa formiga se chamava Cínesy. Então eles capturaram Cínesy e levaram para o seu planeta. Cínesy era uma formiga muito sábia e destemida. Porem, não importava muito com o que acontecia em seu redor. Cínesy estava adorando a viagem, curtindo as novidades sem nenhuma preocupação.
  33. 33. Apesar de ser apenas uma cobaia, Cínesy se sentia em casa naquele planeta. Com pouco tempo eles aprenderam a se comunicar com Cínesy. Assim puderam terminar as pesquisas mais rapidamente. Cínesy ensinava tudo que sabia para aqueles alies. Principalmente como estocar alimentos. Depois de um tempo Cínesy foi dispensado daquela pesquisa, se quisesse poderia voltar para a terra. Mas Cínesy queria também fazer suas pesquisas, por isso resolveu ficar por ali algum tempo. Cínesy andou por todos aqueles campos menos habitados, e depois foi para a parte mais populosa. E foi percorrendo a parte central daquela metrópole, que Cínesy encontrou uma cantora chamada Sayang. Cínesy adorava ouvir Sayang cantar, porem ele era o único que apreciava seu trabalho musical. Nenhum daqueles alies gostavam de suas canções, por isso Sayang estava muito triste. Cínesy estava cada vez mais sensibilizado com o drama de Sayang. Ele não compreendia o gosto musical daqueles seres, visto que para ele Sayang era uma cantora perfeita. Foi assim que Cínesy teve uma ideia: Convidar Sayang para fazer um show na terra. E assim aconteceu; pouco a pouco a fama de Sayang crescia. Todas as formigas tornaram admiradoras de Sayang. Desse modo ela ficou muito feliz e grata a Cínesy. Cínesy também adorava cantar, por isso resolveu formar um por com Sayang. Então a dupla imbatível Cínesy e Sayang fez muito sucesso. Mas, para que seus shows não ficassem muito rotineiros, eles começaram a viajar para outros planetas. E assim estão viajando, cantando e encantando quase todo tipo de publico.
  34. 34. A diva extraterrestre de Oncatoriá
  35. 35. Gêne era um poeta desconhecido que gostava de envolver a si mesmo com suas imaginações e seus dramas fictícios, como se fosse um roteirista de séries de romances. Gêne morava sozinho, e passava o tempo brincando com seus próprios sentimentos. Ele se achava imbatível, acreditando que dominava completamente o seu frágil coração. Mas, em uma noite muito escura aconteceu algo que modificou sua vida. Gêne já estava em sua cama quando passou a notar acontecimentos estranhos. Era noite de lua nova e ventava muito forte. Ventava como nunca tinha ventado antes! Depois tudo começou a vibrar de forma violenta, causando até uma sensação de dormência. Além disso, alguns metais começaram a flutuar e superaquecer. Então Gêne saiu logo de dentro de sua casa e foi ver o que estava acontecendo lá fora. E assim, ele viu um clarão, e dentro dessa luz descia uma diva extraterrestre com um longo vestido de cor verde neon. Era uma criatura encantadora! E de fato era sua função. Parece que os sentimentos de suas vítimas era a sua fonte de vida. Ela tinha a capacidade de fazer o sentimento humano ultrapassar os seus limites. Essa diva interestrelar vinha de uma parte do universo chamado de Oncatoriá. Diante de sua nave abria algo como um portal semelhante a um buraco negro, e assim desaparecia misteriosamente sem deixar nenhum vestígio. Ela queria levar Gêne ao êxtase sentimental, pra depois absorver esses sentimentos em forma de dados metafísicos. Mas Gêne era tão diferente que seus truques de sedução não surtiam nenhum efeito. O que mais importava para gene em uma alma feminina era o companheirismo, o cuidado mútuo, e uma boa linha de raciocínio. Acho que é por isso que ele vivia sozinho; ninguém pensava como ele. A diva oncatoriana nuca desistia, ela queria ganhar o seu amor. Agora a história havia mudado, e era questão de honra para ela conquista-lo, visto que dessa vez seus planos estavam falhando. Foi uma reviravolta na vida dos dois, coisas surpreendentes estavam acontecendo em suas vidas. Gêne tendo em sua humilde casa a presença daquela criatura encantadora, e a diva se sentindo fracassada perante Gêne.
  36. 36. Então a diva resolveu ficar por ali algum tempo e conviver de maneira simples e tradicional ao lado de Gêne, buscando nessa longa convivência conhece-lo melhor, e assim, tentar conquista-lo, visto que não conseguiu simplesmente encanta-o como em uma fabula de sereias. Gêne como não tinha quase nada para fazer, caminhava junto com a diva por aquelas proximidades. Por onde ele andava, ela o seguia. E assim ela acompanhava seu dia a dia; nas colheitas, nas pequenas plantações e em suas horas destinadas à poesia e contos sentimentais. Gêne já estava acostumando com a presença da criatura de Oncatoriá. Eles até passavam o tempo juntos papeando sobre suas vidas. A diva que disse que se chamava Anvita, contava algumas coisas de seu planeta, mas, nunca revelava seus verdadeiros propósitos. Parece que a flecha virou contra o arqueiro! Pois, não era Gêne que estava sendo de certa forma encantado. Mas, a diva Anvita se apegava cada vez mais a Gêne. Pela primeira vez, ela estava conhecendo de verdade o sentimento conhecido como: “o amor”. Anvita nunca tinha sentido algo assim antes, ela nunca tinha perdido a ponta de corda como se dizem. Mas, dessa vez ela não tinha mais o controle da situação. Apesar de o seu grande poder e sabedoria, foi vencida facilmente pelo jeitão simples de Gêne. Com o passar do tempo, Anvita perdeu a sua maneira oncatoriana de agir, e passou a se harmonizar com o estilo de vida humana. Deixou seus trajeis pomposos e passou a se vestir como uma camponesa. Gêne vendo que ela não iria embora tão cedo pediu Anvita para levá-lo em seu planeta. Gêne estava bem curioso, mais ele nunca demostrava, fingia ser um homem simples e que não importava com nada, mas em sua mente estava tendo muitas ideias. E assim Gêne passou alguns meses em Oncatoriá. E secretamente procurava entender tudo sobre o antigo estilo de veda de Anvita. Ele ria muito das Histórias de sedução da diva. Ela pelo contrario ficava mais impressionada e queria entender porque Gêne agia assim.
  37. 37. Então ela foi direta ao ponto; perguntou para Gêne porque ele não sentia nenhuma atração por ela. Ele então respondeu que não deixava os olhos o enganar, e que todas as coisas externas são apenas design atrativo, mas que a matéria é tudo igual. O que diferencia e o caráter, modo de expressar sentimentos, seus raciocínios e seu estilo pessoal. Gêne estava se apegando a ela por causa do tempo que tinha passado juntos, visto que já compartilhava de uma história. Assim Gêne resolveu fazer um teste para ver o quanto ela gostava dele, ou se ela queria apenas absorver a força gerada pelos seus sentimentos. Dessa maneira Gêne pediu Anvita para leva-lo de volta ao seu lar, e depois desaparecer de sua vida. E por um instante Gêne se escondeu para ver a reação da diva. Então ele passou a repara-la de longe. Para a surpresa de Gêne, aconteceu algo que o tocou profundamente! De repente, Anvita ficou pálida e perdeu suas forças. Ela caiu desamparada, e nem podia se mover. Apenas lágrimas de variadas cores escorriam dos seus delicados olhos. Gêne então ficou desesperado! E quando ele a tocou ficou ainda mais assustado, pois, o corpo de Anvita estava se congelando. E assim, ele a pegou em seus braços e a levou até o quarto, e tentava aquece-la com algumas mantas. Cada vez mais aumentava o seu desespero, visto que ela ficava cada vez mais fraca e gélida. A situação complicou ainda mais quando o corpo da diva oncatoriana passou a se desfazer. E assim começou despertar no coração de Gêne fortes sentimentos por Anvita. E olhando para o rosto pálido dela, começou a relembrar dos momentos que haviam compartilhado juntos. Por fim, Gêne a abraçou fortemente, e passou a olhar para Anvita com olhos cheios de ternura. E assim começou a desenvolver sentimentos de amor por ela. E movido por impulso, desespero ou instinto a beijou. Depois daquele beijo a diva recuperou suas forças, além dela ficar sabendo do amor da parte de Gêne, ela recebeu poder que foram adicionados a ela por causa da elevação dos sentimentos de Gêne.
  38. 38. Dessa vez a diva de Oncatoriá não explorava a força sentimental, mas passou a ser produzida espontaneamente por causa do amor entre eles. Ela nunca tinha recebido antes tanto poder, mas agora estava conhecendo a força de sentimentos profundos e verdadeiros. Movida pela força desse amor, a diva ficava cada vez mais linda. E a sua beleza não precisava seguir padrões estéticos. Porque a beleza não está somente no corpo, mas, em toda forma de agir, expressar e articular. Por fim Gêne e Anvita encontraram a verdadeira felicidade! Eles viajavam por vários lugares no universo levando seus conhecimentos e absorvendo mais sabedoria através de novas experiências, em convivência com outros seres. Um cavaleiro em disparada Saiu um cavaleiro em disparada, cortando caminhos na escuridão da noite, em busca do seu alvo: o brilho da esperança. O seu cavalo veloz acelerava como os batimentos do seu coração, no desespero de alcançar seu grande amor. A incerteza era como um vulto, uma figura abstrata de um sonho incompreensível. Em toda velocidade sentindo se imóvel, como se nunca alcançaria o porto. Nem o tempo passava, nem alcançava seu objetivo. Parecia que apenas vagueava em outro plano, no vácuo de sua confusão mental.
  39. 39. Enfim, a noite foi cedendo lugar ao dia, E assim ele avistou o navio partindo. A dor e o desespero veio como flecha, que o atingiu sem piedade. De repente ele saltou do cavalo, e deitou na grama empoeirada da beira da estrada. Visto que a luz da clara da esperança havia se apagado, vendo o navio partir. De repente ele ouve um suspiro, e ao lado estava uma moça encolhida, encostada ao pé de uma arvore. Mesmo sofrida ela sentia que aquela viagem não seria a solução dos seus problemas. O destino deu outra chance ao cavaleiro, pois aquela jovem era seu grande amor. Então ele foi chegando de mansinho e sentou-se de frente para ela, observando atentamente qual seria a sua reação. Um reparava no sofrimento do outro, numa incerteza sem fim. Aos poucos eles foram se aproximando, e às vezes as lágrimas davam lugar a um modesto sorriso. Enfim sem nenhuma palavra eles se abraçaram, e abraçaram- se com todo ardor de um amor infinito. E nesse infinito, a esperança brilhou feito uma chuva de estrelas cintilantes. Depois de uma boa conversa, todas as feridas foram sanadas, e eles voltaram flutuando sobre o tapete vermelho da sublime paixão.
  40. 40. A abelhinha mensageira Em um lindo vale, havia uma colmeia onde as abelhinhas trabalhavam com muita alegria e satisfação, contribuindo na polinização e não deixando faltar mel. Porém, chegou naquela região um grande enxame de abelhas estrangeiras, que foram trazidas por algum apicultor ganancioso e sem entendimento, visto que essas abelhas não harmonizavam com aquele ecossistema. E, assim, começaram a causar problemas. Essas abelhas começaram a invadir as outras colmeias, destruindo e tentando escravizar as pobres abelhinhas daquela região. Preocupada com a situação, a rainha convocou todas as abelhas da colmeia para encontrar a abelha mais sábia e incumbi-la de uma missão. Uma abelhinha chamada Sendy foi escolhida e designada para levar uma mensagem ao rei humano Agdabb. Essa mensagem era um pedido de socorro, considerando-se que o rei era muito bondoso e que gostava de manter a ordem e se preocupava com tudo ao seu redor. A rainha das abelhas tinha muita esperança acerca do rei, mesmo sendo um humano. Sendy, então, saiu a toda velocidade, visto que já estava sendo perseguida por algumas daquelas abelhas opressoras. Sendy tinha um longo caminho a percorrer e, com certeza, seria um grande desafio! Depois de certo tempo, estando em alta velocidade, ela conseguiu despistar aquelas valentonas, passando por dentro de uma grande floresta. Mesmo estando livre, Sendy ainda estava muito assustada, voando em alta velocidade. Desse modo, não percebeu que havia ali adiante uma teia de aranha. Assim, ela atingiu o ponto central daquela armadilha, ficando presa bem no meio da teia. Vejam que sufoco! Além do perigo iminente de ser devorada, ainda estava preocupada com sua colmeia, tendo em mente que ela poderia esta sendo destruída ou escravizada pelas abelhas invasoras.
  41. 41. Por fim, a noite chegou e, naquela escuridão, Sendy ouvia todo tipo de sons estranhos e aterrorizantes. Além disso, a qualquer momento a aranha poderia aparecer. Aquela noite foi para Sendy a mais longa de sua vida. Logo de manhã, uma formiga que sempre passava por ali viu Sendy grudada na teia e ficou comovida. Então, a amorosa formiga decidiu fazer o que era possível para tentar libertá-la. Essa prestativa formiga chamava-se Xuí. Xuí foi cortando fio por fio daquela imensa teia, tomando cuidado para não se prender a ela também. Quando se aproximava do meio-dia, faltavam apenas três fios para serem cortados. De repente, a aranha aparece! Ela fica furiosa por ver sua armadilha arruinada! Xuí, que era muito esperto, cortou primeiro os fios que davam acesso ao local em que Sendy estava presa. Xuí corria contra o tempo, visto que a aranha se aproximava cada vez mais. Foi um momento de desespero para Sendy e Xuí! Por uma questão de segundos, Xuí conseguiu libertar Sendy. A aranha em um ataque de fúria partiu na direção de Xuí. Ele corria muito! Mas, a aranha era bem mais veloz. Quando a aranha estava quase alcançando Xuí, Sendy passou velozmente e agarrou Xuí em um voo rasante. Então, Sendy deixou Xuí em um lugar seguro e o agradeceu. Depois de uma longa viagem, e de muitas aventuras além dessa, Sendy conseguiu chegar até o castelo do rei Agdabb. Mas não seria tão fácil para ela transmitir aquela mensagem. Como um humano iria compreender aquela mensagem em forma de zumbido? Além disso, os servos do rei não a deixavam se aproximar. Eles tentavam espantá-la com seus enormes abanadores. Mesmo com tantas dificuldades, Sendy nunca desistia nem se esquecia de seu compromisso. Com muito esforço e tempo, ela encontrou um modo de fazer seu pedido de ajuda, ou transmitir a mensagem de sua rainha. O rei Agdabb tinha uma espécie de tabuleiro, onde ele montava seus textos que seriam prensados ao papel, como foi nas primeiras impressões. Sendy, de modo inexplicável, aprendeu o significado daquelas pecinhas ou letras. Também aprendeu a formar palavras, frases e assim por diante. O rei, então, deixou seu texto montado para ser impresso no dia seguinte. Assim, a abelhinha passou a noite movendo as pecinhas ou letrinhas de metal,
  42. 42. até formar a mensagem que ela queria transmitir ao rei. E quando fizeram a impressão, lá estava à mensagem da abelhinha! Então, quando o rei foi dar uma conferida no seu texto antes de enviá-lo para alguém, se surpreendeu com aquele pedido de ajuda. Enquanto Agdabb lia, a abelhinha o rodeava dando alguns sinais. E, assim, o rei ficou por dentro de tudo que estava acontecendo. Agdabb mandou seus súditos capturar aquelas abelhas invasoras e levá-las para um lugar bem distante, para que não voltassem mais a incomodar as moradoras naturais daquele lindo e harmonioso vale. Desse modo, a paz voltou a reinar, e tudo prosperava no reino do solidário Agdabb. Autor: Cidinei Milagres Barbosa

×