SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 18
Baixar para ler offline
Universidade Católica de Goiás.
                   Curso: Mestrado
Disciplina: Abordagens Contemporâneas na Educação.
    Professoras: Marilía Goveia e Elianda Tiballi
            Tema: Formação de professores

     Aluna: Maria Aparecida Candine de Brito

   AS REFORMAS NAS DIRETRIZES
  CURRICULARES PARA FORMAÇÃO
  DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO
      BÁSICA - AUTONOMIA, OU
      ADAPTAÇÃO AO SISTEMA
      NEOLIBERAL VIGENTE ?
Resumo
A formação de professores está hoje no centro dos acontecimentos do mundo da
educação, suscitando aprovações e divergências e apontando para a necessidade
de se fazerem reformas na área. Os motivos dessas reformas estão ligados, para
alguns, aos resultados negativos do desempenho escolar, que não têm atendido
às exigências do mundo do trabalho. Este texto analisa as Diretrizes Curriculares
para formação dos professores do ensino básico, e suas ligações às exigências
dos organismos multilaterais, que visam atender ao processo de
globalização/mundialização. A partir dessa lógica procuram-se identificar os
postulados de base da reforma, o quadro conceitual, os aportes metodológicos
que vêm dando suporte ao processo. O texto apresenta alguns eixos que
sustentam as reformas na formação de professores, tais como: a pedagogia das
competências, a profissionalização, a ênfase na formação prática/certificação de
experiências, a formação contínua, analisando a importância de cada um no
contexto da educação. Para finalizar, analisaremos algumas alternativas
apresentadas como saídas Para esse momento em que a educação é assumida
como mercadoria, o papel que movimentos sociais, sindicatos, organizações não
governamentais têm desempenhado mediante a conferências, seminários,
debates, publicações que apontam saídas viáveis para esse mundo
mercantilizado.
O cenário das reformas:
As mudanças que ocorreram na estrutura da sociedade, no
processo de trabalho principalmente a partir da década de 90, com a
introdução de novas tecnologias e com o esgotamento do fordismo, que
dominou o mundo por um século, passaram a exigir a formação de um
outro trabalhador, mais flexível, eficiente e polivalente.


Segundo Oliveira (2003 p.102):

O modelo de exploração anterior, que exigia um trabalhador fragmentado,
rotativo para executar tarefas rotativas e treinado rapidamente pela
empresa, cede lugar a um modelo de exploração que requer um
trabalhador, com habilidades de comunicação, de abstração, de visão
de conjunto, de integração e de flexibilidade para acompanhar o próprio
avanço ciêntífico tecnológico da empresa, o qual se dá por forças dos
padrões de competitividade seletivos exigidos no mercado global.
Machado (2000) afirma:



•   “O neoliberalismo pode ser identificado como um sistema de
    idéias, que reinventa o liberalismo clássico, introduzindo
    formulações e propostas caracterizadas pelo conservadorismo
    político”. Há também a idéia de que o neoliberalismo é uma
    estratégia de organização da produção e da vida social, na medida em
    que o keynesianismo deixou de ser interessante para os donos do
    capital e que era preciso, para sair da crise, que o Estado deixasse
      de intervir diretamente na economia, subordinando assim todas
     as relações sociais à lógica do mercado.
Oliveira (2003) indica a existência de uma relação direta
entre a mundialização e as reformas na educação e a
especifica da seguinte forma:

     O impacto sobre a organização do trabalho passa a exigir
maior qualificação do trabalhador;

      Os governos aumentam as despesas com a educação, a fim
de ter um sistema educacional bem estruturado;

    A comparação entre os diferentes países sobre a qualidade
dos sistemas educacionais força os sistemas a buscarem os
mesmos padrões;

    A utilização da informática, da educação a distância, como
forma de baratear os custos e atingir maior número de pessoas;

    A Internet como forma de globalizar as informações e a
educação.
Anos 90: Os embates entre concepções de educação e formação:



Criação do Sistema Nacional de Educação a Distância, com a instalação de
aparelhos de TV em cada escola, com o objetivo de "preparar os professores
para que eles possam ensinar melhor"; a melhoria da qualidade dos 58
milhões de livros didáticos distribuídos anualmente para as escolas; a
reforma do currículo para melhorar o conteúdo do ensino, com o
estabelecimento de matérias obrigatórias em todo o território nacional; e a
avaliação das escolas por meio de testes, premiando aquelas com melhor
desempenho. são medidas que objetivam adequar o Brasil à nova ordem,
bases para a reforma educativa que tem na avaliação a chave-mestra que abre
caminho para todas as políticas: de formação, de financiamento, de
descentralização e gestão de recursos.
A L.D.B - (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)

                   Lei nº9.394 de 20-12-96:



Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, lei nº 9.394, aprovada
em 20/12/96. Essa lei, ao criar, no artigo 21, uma nova estrutura para
educação escolar constituída de apenas dois níveis de escolarização:
educação básica e a educação superior alteram também a formação do
professor. Foi criada outra localização institucional destinada à
formação inicial do profissional da educação para atuar na educação
básica. Segundo o artigo 62 da LDB, toda a formação de docentes para
educação infantil, ensino fundamental e ensino médio deve ocorrer em
nível superior, em cursos de graduação plena, em Universidades e
Institutos Superiores de Educação.
Segundo Silva Júnior (2002 p.66-67):

Estas mudanças         expressam-se em uma concepção
organizativa    de educação superior fundadas em diagnóstico
de crise deste nível de ensino produzidos no contexto dos
dogmas da        eficiência, da     eficácia,
competência e da excelência do provado e do mercado;da
diferenciação institucional      e    da competitividade
empresarial; da ciência na condição de mercadoria e da
minimização e centralização do Estado.


 Cabe então perguntar: Até que ponto as
Diretrizes para Formação de Professores, levam
a autonomia, ou a adaptação do sistema em
funcionamento?
 As competências como eixo nuclearizador:




  O Art.3º faz referencia à observação dos princípios norteadores do
preparo par o exercício profissional dos professores e aponta como um
dos princípios, a consideração da “competência como concepção
nuclear do curso”.

O artigo 4º estabelece que: na concepção, no desenvolvimento e na
abrangência dos cursos de formação é fundamental que se busque:
I - considerar o conjunto das competências necessárias à atuação
profissional;
Formação prática /validação das experiências:
O CNE/CPI/2002 e Parecer CNE/CP de 28/2001 Art. 1º, constitui-se
em outro elemento das reformas na formação de professores, estando
intimamente ligado aos demais.

Dewey (1979) tem sido um dos grandes inspiradores do pragmatismo
(modelo de formação com ênfase na prática), formulou uma filosofia
educacional empírica que propôs a aplicação deu método científico em
situações de aprendizagem que se caracteriza por uma contínua
experiência. Segundo o autor a verdade está dentro do sujeito, na
experiência, ou seja, está no próprio homem e na sua relação com a
natureza. Só se consegue apanhar a realidade na experiência, na
 própria vida do sujeito, o conhecimento só é verdadeiro se for útil
(Dewey. 1979:17, 26).
O escolanovismo é fortemente influenciado pelas idéias de John Dewey,
de quem Anísio Teixeira é interlocutor no Brasil. A educação brasileira
é atingida por essa forma de pensar. Segundo Severino (2001, p.122),
nos ideários escolanovistas, que emergem como contraponto à
educação tradicional jesuítica, a qual influencia por séculos a escola
brasileira. Porém, ao reconhecer a contribuição dessa teoria para a
filosofia da educação, Severino (2001, p. 124) aponta uma crítica ao
reducionismo que percebe na mesma: O construtivismo traz grande
contribuição à Filosofia da Educação, sobretudo no plano
epistemológico, ao comprovar que o conhecimento não se dá por
intuição ou representação, mas mediante a construção conceitual.
[...] Mas sua proposta filosófica educacional esbarra na redução da
educação ao processo ensino/ aprendizagem, naturalizando-o por
demais, não levando em conta as especificidades políticas das
relações sociais aí envolvidas.
Para Severino (2001 p. 128): [...]



A Filosofia da Educação precisa implementar uma reflexão
epistemológica sobre si mesma. [...]. Seu papel é descrever e debater
a construção do objeto-educação, pelo sujeito. Sua dupla missão é
se justificar e também rearticular os esforços da ciência, para
que estes se justifiquem, avaliem e legitimem a atividade epistêmica
  como processo tecido no texto/contexto da realidade
histórico-cultural. Nessa perspectiva, cabe à filosofia da
educação empenhar-se na construção de uma imagem de homem
como sujeito da educação, buscando uma visão integradora que
leve em consideração a historicidade desse ser.
A formação contínua:



No âmbito da formação continuada, as políticas atuais têm reforçado a
concepção pragmatista e conteudista da formação de professores.
Nesta, cabe destacar, a redução da concepção de formação contínua a
programas como os Parâmetros em Ação e a Rede de Formadores, sob
 patrocínio do MEC em articulação com municípios e algumas
instituições formadoras, e os programas de formação inicial à distância,
utilizando-se de mídias interativas e novas tecnologias. Pressionados
pelo art. 87, § 4º da LDB nº 9.394/96 que estabelece que "Até o fim da
Década da Educação somente serão admitidos professores habilitados em 
nível  superior ou formados por treinamento em serviço.
•   A formação continuada é uma das dimensões importantes para a
    materialização de uma política global para o profissional da
    educação, articulada à formação inicial e a condições de trabalho,
    salário e carreira, e deve ser entendida como:
•   Continuidade da formação profissional, proporcionando
    novas reflexões sobre a ação profissional e novo meios para
    desenvolver e aprimorar o trabalho pedagógico; um
    processo de construção permanente do conhecimento e
    desenvolvimento profissional, a partir da formação inicial e
    vista como uma proposta mais ampla, de humanização, na qual
     o homem integral, omnilateral, produzindo-se a si mesmo,
    também se produz em interação com o coletivo. (ANFOPE,
    1998).
Considerações finais, ou a possibilidade de mudança:

O papel do professor é fundamental e a sua formação assume uma
função central nas políticas educacionais. Esse profissional precisa
ser preparado para contribuir com o ajuste da educação às exigências
do capital. Desta forma, “é o mundo econômico que vai determinar
os conteúdos de ensino e atribuir sentido prático aos saberes
escolares” (Ramos, 2001).

As reformas nas diretrizes curriculares para formação de
professores, dentro dessa lógica pragmatista e profissionalizante,
podem servir para, na realidade, submeter à formação à
racionalidade que facilita uma dominação, com a quebra de toda a
resistência, por meio da formação de indivíduos que respondam
como autômatos às exigências do mercado, mas que não tenham
desenvolvido as capacidades críticas que contribuam para buscar a
utilização dos conhecimentos como uma forma de emancipação.
Os educadores e suas entidades representados pela ANFOPE
   ANPED,CEDES enviaram ao Conselho Nacional de Educação um
 documento visando a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais
                    para os cursos de Pedagogia:

Revisão urgente da LDB (Art. 64) e Resolução 01/99;

Revisão da LDB e das diretrizes para formação de professores;

Revisão dos Artigos 29 a 32 da Minuta de Resolução que estabelecem
cursos de formação pós-graduada;

Aumento significativo do número de vagas nas IES públicas e uma
política de motivação da juventude universitária para os cursos de
licenciaturas;

Política acadêmica de direcionamento de recursos orçamentários;

Articulação dos cursos de formação de professores;

Aprovação urgente do piso salarial nacional;
Definição de uma política de formação continuada articulada à
formação inicial;

 garantir a ampla participação das IES, estudantes, professores,
entidades da área educacional e sistemas de ensino;

Desenvolvimento de processos de avaliação institucional;

Um estudo rigoroso do número de vagas ofertadas nestas instituições;

 Socialização dos dados relativos aos cursos de pedagogia;
Gadotti (1998, p. 90) que alia ao papel social de professores e
    professoras esperança em um futuro melhor para a educação brasileira:



•     Ao novo educador compete refazer a educação, reinventá-la,
      criar as condições objetivas para que uma educação realmente
      democrática seja possível, criar uma alternativa pedagógica que
      favoreça o aparecimento de um novo tipo de pessoas, solidárias,
      preocupadas em superar o individualismo criado pela exploração
      do trabalho.

•     Esse novo projeto, essa nova alternativa, não poderá ser elaborado
      nos gabinetes dos tecnoburocratas da educação. Não virá em forma
      de lei nem reforma. Se ela for possível amanhã é somente
      porque, hoje, ela está sendo pensada pelos educadores que se
      reeducam juntos. Essa reeducação dos educadores já começou. Ela
      é possível e necessária.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Pedagogia Tradicional
Pedagogia TradicionalPedagogia Tradicional
Pedagogia Tradicionalhtona
 
Tendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasTendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasMarcelo Assis
 
Organização e gestão da escola
Organização e gestão da escolaOrganização e gestão da escola
Organização e gestão da escolaUlisses Vakirtzis
 
Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval Saviani
Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval SavianiPedagogia Histórico-Crítica de Dermeval Saviani
Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval SavianiNatalia Ribeiro
 
Fundamentos do currículo
Fundamentos do currículoFundamentos do currículo
Fundamentos do currículoSelmy Araujo
 
Pedagogia Progressista
Pedagogia ProgressistaPedagogia Progressista
Pedagogia ProgressistaFabio Lemes
 
Tendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasTendências Pedagógicas
Tendências Pedagógicaspaulamotta
 
Pedagogia progressista libertadora
Pedagogia progressista libertadoraPedagogia progressista libertadora
Pedagogia progressista libertadoraThales Rocha
 
TENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR
TENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLARTENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR
TENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLARAndrea Maria de Jesus
 
3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...
3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...
3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...Paulo Lima
 
DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICADESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICAcarolnacari
 
Teorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagemTeorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagemThais1976
 
Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)
Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)
Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)Thiago Manfredi
 
"Tendências pedagógicas"
"Tendências pedagógicas""Tendências pedagógicas"
"Tendências pedagógicas"Cléo Lima
 

Mais procurados (20)

Aula Sociologia da educação
Aula Sociologia da educaçãoAula Sociologia da educação
Aula Sociologia da educação
 
Dermeval Saviani
Dermeval Saviani Dermeval Saviani
Dermeval Saviani
 
Pedagogia Tradicional
Pedagogia TradicionalPedagogia Tradicional
Pedagogia Tradicional
 
Pierre bourdieu
Pierre bourdieuPierre bourdieu
Pierre bourdieu
 
Tendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasTendências Pedagógicas
Tendências Pedagógicas
 
Organização e gestão da escola
Organização e gestão da escolaOrganização e gestão da escola
Organização e gestão da escola
 
Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval Saviani
Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval SavianiPedagogia Histórico-Crítica de Dermeval Saviani
Pedagogia Histórico-Crítica de Dermeval Saviani
 
Fundamentos do currículo
Fundamentos do currículoFundamentos do currículo
Fundamentos do currículo
 
Pedagogia Progressista
Pedagogia ProgressistaPedagogia Progressista
Pedagogia Progressista
 
Tendências Pedagógicas
Tendências PedagógicasTendências Pedagógicas
Tendências Pedagógicas
 
durkheim
durkheimdurkheim
durkheim
 
Escola, cultura e sociedade
Escola, cultura e sociedadeEscola, cultura e sociedade
Escola, cultura e sociedade
 
Pedagogia progressista libertadora
Pedagogia progressista libertadoraPedagogia progressista libertadora
Pedagogia progressista libertadora
 
TENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR
TENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLARTENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR
TENDÊNCIAS PEDAGOGICAS NA PRÁTICA ESCOLAR
 
3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...
3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...
3. Gestão escolar democrática e gestão escolar participativa - Prof. Dr. Paul...
 
DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICADESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
DESAFIO COTIDIANO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA
 
Resenha
ResenhaResenha
Resenha
 
Teorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagemTeorias da aprendizagem
Teorias da aprendizagem
 
Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)
Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)
Pedagogia crítico social dos conteúdos (final)
 
"Tendências pedagógicas"
"Tendências pedagógicas""Tendências pedagógicas"
"Tendências pedagógicas"
 

Destaque

A década de 50 - Anos 50
A década de 50 - Anos 50A década de 50 - Anos 50
A década de 50 - Anos 50Carine Gusso
 
REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica
REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica
REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica Iasmin Marinho
 
Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30
Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30
Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30Willian Abreu
 
Enfermagem moderna no Brasil
Enfermagem moderna no BrasilEnfermagem moderna no Brasil
Enfermagem moderna no BrasilPedro Miguel
 
Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980
Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980
Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980vallmachado
 
Historia da Educacao no Brasil
Historia da Educacao no BrasilHistoria da Educacao no Brasil
Historia da Educacao no Brasilleticiacapelao
 

Destaque (7)

A década de 50 - Anos 50
A década de 50 - Anos 50A década de 50 - Anos 50
A década de 50 - Anos 50
 
REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica
REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica
REFORMAS EDUCATIVAS NO BRASIL: uma aproximação histórica
 
Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30
Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30
Reformas Educacionais Século XX décadas 20 e 30
 
Enfermagem moderna no Brasil
Enfermagem moderna no BrasilEnfermagem moderna no Brasil
Enfermagem moderna no Brasil
 
Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980
Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980
Reformas da Educacao Profissional - anos 1920 a 1980
 
Uepa 2009 pronto tcc
Uepa 2009 pronto tccUepa 2009 pronto tcc
Uepa 2009 pronto tcc
 
Historia da Educacao no Brasil
Historia da Educacao no BrasilHistoria da Educacao no Brasil
Historia da Educacao no Brasil
 

Semelhante a AS REFORMAS NAS DIRETRIZES CURRICULARES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA - AUTONOMIA, OU ADAPTAÇÃO AO SISTEMA NEOLIBERAL VIGENTE ?

Cobescanabeatriz
CobescanabeatrizCobescanabeatriz
Cobescanabeatrizguestc8ef07
 
Cobescanabeatriz
CobescanabeatrizCobescanabeatriz
CobescanabeatrizAna Beatriz
 
A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...
A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...
A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...VIRGÍLIO ALBERTO S. PINTO
 
Parametros curriculares pcns
Parametros curriculares pcnsParametros curriculares pcns
Parametros curriculares pcnspibidsociais
 
Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...
Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...
Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...Marcelo Sabbatini
 
Modelos e práticas de formação de professores na Europa e no Brasil
Modelos e práticas de formação de professores na Europa e no BrasilModelos e práticas de formação de professores na Europa e no Brasil
Modelos e práticas de formação de professores na Europa e no BrasilAlan Ciriaco
 
Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...
Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...
Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...Francielle Camargo
 
Linhares, célia os professores e a reinvencao da escola
Linhares, célia   os professores e a reinvencao da escolaLinhares, célia   os professores e a reinvencao da escola
Linhares, célia os professores e a reinvencao da escolamarcaocampos
 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕES
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕESEDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕES
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕESWaleska Medeiros de Souza
 
COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE Vanda Pere...
COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL  NA CONTEMPORANEIDADE  Vanda Pere...COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL  NA CONTEMPORANEIDADE  Vanda Pere...
COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE Vanda Pere...christianceapcursos
 
O curriculo e a educação ambiental
O curriculo e a educação ambientalO curriculo e a educação ambiental
O curriculo e a educação ambientalSara Cristina
 
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIOR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIORFORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIOR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIORProfessorPrincipiante
 
O currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emO currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emInge Suhr
 
Artigo formação de profesores
Artigo formação de profesoresArtigo formação de profesores
Artigo formação de profesoresUESLENE PONTES
 
Material rem apoio para os oe[1]
Material   rem apoio para os oe[1]Material   rem apoio para os oe[1]
Material rem apoio para os oe[1]pactoensinomedioufu
 
Gestão da educação escolar unieubra
Gestão da educação escolar   unieubraGestão da educação escolar   unieubra
Gestão da educação escolar unieubraunieubra
 
06 gest edu_esc
06 gest edu_esc06 gest edu_esc
06 gest edu_escBricio29
 

Semelhante a AS REFORMAS NAS DIRETRIZES CURRICULARES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA - AUTONOMIA, OU ADAPTAÇÃO AO SISTEMA NEOLIBERAL VIGENTE ? (20)

Cobescanabeatriz
CobescanabeatrizCobescanabeatriz
Cobescanabeatriz
 
Cobescanabeatriz
CobescanabeatrizCobescanabeatriz
Cobescanabeatriz
 
PPC
PPCPPC
PPC
 
A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...
A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...
A avaliação da_escola_pública_-_entre_qualidade_do_mercado_e_a_qualidade_soci...
 
Parametros curriculares pcns
Parametros curriculares pcnsParametros curriculares pcns
Parametros curriculares pcns
 
Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...
Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...
Mira e Marques - Tecnicismo, neotecnicismo e práticas pedagógicas no cotidian...
 
Modelos e práticas de formação de professores na Europa e no Brasil
Modelos e práticas de formação de professores na Europa e no BrasilModelos e práticas de formação de professores na Europa e no Brasil
Modelos e práticas de formação de professores na Europa e no Brasil
 
Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...
Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...
Escolas gerenciadas: planos de desenvolvimento e projetos político -pedagógic...
 
Problemática
ProblemáticaProblemática
Problemática
 
Linhares, célia os professores e a reinvencao da escola
Linhares, célia   os professores e a reinvencao da escolaLinhares, célia   os professores e a reinvencao da escola
Linhares, célia os professores e a reinvencao da escola
 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕES
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕESEDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕES
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PROGRAMA ESCOLA DE GESTORES, ALGUMAS PERCEPÇÕES
 
COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE Vanda Pere...
COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL  NA CONTEMPORANEIDADE  Vanda Pere...COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL  NA CONTEMPORANEIDADE  Vanda Pere...
COMPETÊNCIA DOCENTE FRENTE À DEMANDA SOCIAL NA CONTEMPORANEIDADE Vanda Pere...
 
O curriculo e a educação ambiental
O curriculo e a educação ambientalO curriculo e a educação ambiental
O curriculo e a educação ambiental
 
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIOR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIORFORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIOR
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORESDA EDUCAÇÃO SUPERIOR
 
O currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emO currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado em
 
Blog
BlogBlog
Blog
 
Artigo formação de profesores
Artigo formação de profesoresArtigo formação de profesores
Artigo formação de profesores
 
Material rem apoio para os oe[1]
Material   rem apoio para os oe[1]Material   rem apoio para os oe[1]
Material rem apoio para os oe[1]
 
Gestão da educação escolar unieubra
Gestão da educação escolar   unieubraGestão da educação escolar   unieubra
Gestão da educação escolar unieubra
 
06 gest edu_esc
06 gest edu_esc06 gest edu_esc
06 gest edu_esc
 

Último

Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdfHORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdfSandra Pratas
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
NOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOM
NOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOMNOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOM
NOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOMHenrique Pontes
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...azulassessoria9
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...azulassessoria9
 
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...nexocan937
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas BrasileirosMary Alvarenga
 
Modelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das ReligiõesModelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das ReligiõesGilbraz Aragão
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Romero Britto - biografia 6º ano (1).pptx
Romero Britto - biografia 6º ano (1).pptxRomero Britto - biografia 6º ano (1).pptx
Romero Britto - biografia 6º ano (1).pptxLuisCarlosAlves10
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdfHORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdfSandra Pratas
 
Livro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdf
Livro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdfLivro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdf
Livro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdfRafaela Vieira
 
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdfAula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdfaulasgege
 
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.azulassessoria9
 
Modernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e AméricaModernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e Américawilson778875
 
19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil
19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil
19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do BrasilMary Alvarenga
 
Ler e compreender 7º ano - Aula 7 - 1º Bimestre
Ler e compreender 7º ano -  Aula 7 - 1º BimestreLer e compreender 7º ano -  Aula 7 - 1º Bimestre
Ler e compreender 7º ano - Aula 7 - 1º BimestreProfaCintiaDosSantos
 
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxAULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxGislaineDuresCruz
 

Último (20)

Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Segunda Série (Primeiro Trimestre)
 
MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)
MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)
MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS (MID)
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdfHORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24RITA CALAIM_2023_24.pdf
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
NOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOM
NOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOMNOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOM
NOVA ORDEM MUNDIAL - Conceitos básicos na NOM
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
 
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
Com base no excerto acima, escreva um texto explicando como a estrutura socia...
 
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
 
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona  - Povos Indigenas BrasileirosMini livro sanfona  - Povos Indigenas Brasileiros
Mini livro sanfona - Povos Indigenas Brasileiros
 
Modelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das ReligiõesModelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das Religiões
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
Romero Britto - biografia 6º ano (1).pptx
Romero Britto - biografia 6º ano (1).pptxRomero Britto - biografia 6º ano (1).pptx
Romero Britto - biografia 6º ano (1).pptx
 
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdfHORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdf
HORA DO CONTO_BECRE D. CARLOS I_2023_24pdf
 
Livro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdf
Livro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdfLivro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdf
Livro de bio celular e molecular Junqueira e Carneiro.pdf
 
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdfAula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
Aula - 1º Ano - Ciência, Pesquisa e Sociologia.pdf
 
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
 
Modernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e AméricaModernidade perspectiva sobre a África e América
Modernidade perspectiva sobre a África e América
 
19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil
19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil
19 de abril - Dia dos Povos Indígenas do Brasil
 
Ler e compreender 7º ano - Aula 7 - 1º Bimestre
Ler e compreender 7º ano -  Aula 7 - 1º BimestreLer e compreender 7º ano -  Aula 7 - 1º Bimestre
Ler e compreender 7º ano - Aula 7 - 1º Bimestre
 
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxAULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
 

AS REFORMAS NAS DIRETRIZES CURRICULARES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA - AUTONOMIA, OU ADAPTAÇÃO AO SISTEMA NEOLIBERAL VIGENTE ?

  • 1. Universidade Católica de Goiás. Curso: Mestrado Disciplina: Abordagens Contemporâneas na Educação. Professoras: Marilía Goveia e Elianda Tiballi Tema: Formação de professores Aluna: Maria Aparecida Candine de Brito AS REFORMAS NAS DIRETRIZES CURRICULARES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA - AUTONOMIA, OU ADAPTAÇÃO AO SISTEMA NEOLIBERAL VIGENTE ?
  • 2. Resumo A formação de professores está hoje no centro dos acontecimentos do mundo da educação, suscitando aprovações e divergências e apontando para a necessidade de se fazerem reformas na área. Os motivos dessas reformas estão ligados, para alguns, aos resultados negativos do desempenho escolar, que não têm atendido às exigências do mundo do trabalho. Este texto analisa as Diretrizes Curriculares para formação dos professores do ensino básico, e suas ligações às exigências dos organismos multilaterais, que visam atender ao processo de globalização/mundialização. A partir dessa lógica procuram-se identificar os postulados de base da reforma, o quadro conceitual, os aportes metodológicos que vêm dando suporte ao processo. O texto apresenta alguns eixos que sustentam as reformas na formação de professores, tais como: a pedagogia das competências, a profissionalização, a ênfase na formação prática/certificação de experiências, a formação contínua, analisando a importância de cada um no contexto da educação. Para finalizar, analisaremos algumas alternativas apresentadas como saídas Para esse momento em que a educação é assumida como mercadoria, o papel que movimentos sociais, sindicatos, organizações não governamentais têm desempenhado mediante a conferências, seminários, debates, publicações que apontam saídas viáveis para esse mundo mercantilizado.
  • 3. O cenário das reformas: As mudanças que ocorreram na estrutura da sociedade, no processo de trabalho principalmente a partir da década de 90, com a introdução de novas tecnologias e com o esgotamento do fordismo, que dominou o mundo por um século, passaram a exigir a formação de um outro trabalhador, mais flexível, eficiente e polivalente. Segundo Oliveira (2003 p.102): O modelo de exploração anterior, que exigia um trabalhador fragmentado, rotativo para executar tarefas rotativas e treinado rapidamente pela empresa, cede lugar a um modelo de exploração que requer um trabalhador, com habilidades de comunicação, de abstração, de visão de conjunto, de integração e de flexibilidade para acompanhar o próprio avanço ciêntífico tecnológico da empresa, o qual se dá por forças dos padrões de competitividade seletivos exigidos no mercado global.
  • 4. Machado (2000) afirma: • “O neoliberalismo pode ser identificado como um sistema de idéias, que reinventa o liberalismo clássico, introduzindo formulações e propostas caracterizadas pelo conservadorismo político”. Há também a idéia de que o neoliberalismo é uma estratégia de organização da produção e da vida social, na medida em que o keynesianismo deixou de ser interessante para os donos do capital e que era preciso, para sair da crise, que o Estado deixasse de intervir diretamente na economia, subordinando assim todas as relações sociais à lógica do mercado.
  • 5. Oliveira (2003) indica a existência de uma relação direta entre a mundialização e as reformas na educação e a especifica da seguinte forma:  O impacto sobre a organização do trabalho passa a exigir maior qualificação do trabalhador;  Os governos aumentam as despesas com a educação, a fim de ter um sistema educacional bem estruturado;  A comparação entre os diferentes países sobre a qualidade dos sistemas educacionais força os sistemas a buscarem os mesmos padrões;  A utilização da informática, da educação a distância, como forma de baratear os custos e atingir maior número de pessoas;  A Internet como forma de globalizar as informações e a educação.
  • 6. Anos 90: Os embates entre concepções de educação e formação: Criação do Sistema Nacional de Educação a Distância, com a instalação de aparelhos de TV em cada escola, com o objetivo de "preparar os professores para que eles possam ensinar melhor"; a melhoria da qualidade dos 58 milhões de livros didáticos distribuídos anualmente para as escolas; a reforma do currículo para melhorar o conteúdo do ensino, com o estabelecimento de matérias obrigatórias em todo o território nacional; e a avaliação das escolas por meio de testes, premiando aquelas com melhor desempenho. são medidas que objetivam adequar o Brasil à nova ordem, bases para a reforma educativa que tem na avaliação a chave-mestra que abre caminho para todas as políticas: de formação, de financiamento, de descentralização e gestão de recursos.
  • 7. A L.D.B - (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) Lei nº9.394 de 20-12-96: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, lei nº 9.394, aprovada em 20/12/96. Essa lei, ao criar, no artigo 21, uma nova estrutura para educação escolar constituída de apenas dois níveis de escolarização: educação básica e a educação superior alteram também a formação do professor. Foi criada outra localização institucional destinada à formação inicial do profissional da educação para atuar na educação básica. Segundo o artigo 62 da LDB, toda a formação de docentes para educação infantil, ensino fundamental e ensino médio deve ocorrer em nível superior, em cursos de graduação plena, em Universidades e Institutos Superiores de Educação.
  • 8. Segundo Silva Júnior (2002 p.66-67): Estas mudanças expressam-se em uma concepção organizativa de educação superior fundadas em diagnóstico de crise deste nível de ensino produzidos no contexto dos dogmas da eficiência, da eficácia, competência e da excelência do provado e do mercado;da diferenciação institucional e da competitividade empresarial; da ciência na condição de mercadoria e da minimização e centralização do Estado. Cabe então perguntar: Até que ponto as Diretrizes para Formação de Professores, levam a autonomia, ou a adaptação do sistema em funcionamento?
  • 9.  As competências como eixo nuclearizador: O Art.3º faz referencia à observação dos princípios norteadores do preparo par o exercício profissional dos professores e aponta como um dos princípios, a consideração da “competência como concepção nuclear do curso”. O artigo 4º estabelece que: na concepção, no desenvolvimento e na abrangência dos cursos de formação é fundamental que se busque: I - considerar o conjunto das competências necessárias à atuação profissional;
  • 10. Formação prática /validação das experiências: O CNE/CPI/2002 e Parecer CNE/CP de 28/2001 Art. 1º, constitui-se em outro elemento das reformas na formação de professores, estando intimamente ligado aos demais. Dewey (1979) tem sido um dos grandes inspiradores do pragmatismo (modelo de formação com ênfase na prática), formulou uma filosofia educacional empírica que propôs a aplicação deu método científico em situações de aprendizagem que se caracteriza por uma contínua experiência. Segundo o autor a verdade está dentro do sujeito, na experiência, ou seja, está no próprio homem e na sua relação com a natureza. Só se consegue apanhar a realidade na experiência, na própria vida do sujeito, o conhecimento só é verdadeiro se for útil (Dewey. 1979:17, 26).
  • 11. O escolanovismo é fortemente influenciado pelas idéias de John Dewey, de quem Anísio Teixeira é interlocutor no Brasil. A educação brasileira é atingida por essa forma de pensar. Segundo Severino (2001, p.122), nos ideários escolanovistas, que emergem como contraponto à educação tradicional jesuítica, a qual influencia por séculos a escola brasileira. Porém, ao reconhecer a contribuição dessa teoria para a filosofia da educação, Severino (2001, p. 124) aponta uma crítica ao reducionismo que percebe na mesma: O construtivismo traz grande contribuição à Filosofia da Educação, sobretudo no plano epistemológico, ao comprovar que o conhecimento não se dá por intuição ou representação, mas mediante a construção conceitual. [...] Mas sua proposta filosófica educacional esbarra na redução da educação ao processo ensino/ aprendizagem, naturalizando-o por demais, não levando em conta as especificidades políticas das relações sociais aí envolvidas.
  • 12. Para Severino (2001 p. 128): [...] A Filosofia da Educação precisa implementar uma reflexão epistemológica sobre si mesma. [...]. Seu papel é descrever e debater a construção do objeto-educação, pelo sujeito. Sua dupla missão é se justificar e também rearticular os esforços da ciência, para que estes se justifiquem, avaliem e legitimem a atividade epistêmica como processo tecido no texto/contexto da realidade histórico-cultural. Nessa perspectiva, cabe à filosofia da educação empenhar-se na construção de uma imagem de homem como sujeito da educação, buscando uma visão integradora que leve em consideração a historicidade desse ser.
  • 13. A formação contínua: No âmbito da formação continuada, as políticas atuais têm reforçado a concepção pragmatista e conteudista da formação de professores. Nesta, cabe destacar, a redução da concepção de formação contínua a programas como os Parâmetros em Ação e a Rede de Formadores, sob patrocínio do MEC em articulação com municípios e algumas instituições formadoras, e os programas de formação inicial à distância, utilizando-se de mídias interativas e novas tecnologias. Pressionados pelo art. 87, § 4º da LDB nº 9.394/96 que estabelece que "Até o fim da Década da Educação somente serão admitidos professores habilitados em  nível  superior ou formados por treinamento em serviço.
  • 14. A formação continuada é uma das dimensões importantes para a materialização de uma política global para o profissional da educação, articulada à formação inicial e a condições de trabalho, salário e carreira, e deve ser entendida como: • Continuidade da formação profissional, proporcionando novas reflexões sobre a ação profissional e novo meios para desenvolver e aprimorar o trabalho pedagógico; um processo de construção permanente do conhecimento e desenvolvimento profissional, a partir da formação inicial e vista como uma proposta mais ampla, de humanização, na qual o homem integral, omnilateral, produzindo-se a si mesmo, também se produz em interação com o coletivo. (ANFOPE, 1998).
  • 15. Considerações finais, ou a possibilidade de mudança: O papel do professor é fundamental e a sua formação assume uma função central nas políticas educacionais. Esse profissional precisa ser preparado para contribuir com o ajuste da educação às exigências do capital. Desta forma, “é o mundo econômico que vai determinar os conteúdos de ensino e atribuir sentido prático aos saberes escolares” (Ramos, 2001). As reformas nas diretrizes curriculares para formação de professores, dentro dessa lógica pragmatista e profissionalizante, podem servir para, na realidade, submeter à formação à racionalidade que facilita uma dominação, com a quebra de toda a resistência, por meio da formação de indivíduos que respondam como autômatos às exigências do mercado, mas que não tenham desenvolvido as capacidades críticas que contribuam para buscar a utilização dos conhecimentos como uma forma de emancipação.
  • 16. Os educadores e suas entidades representados pela ANFOPE ANPED,CEDES enviaram ao Conselho Nacional de Educação um documento visando a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Pedagogia: Revisão urgente da LDB (Art. 64) e Resolução 01/99; Revisão da LDB e das diretrizes para formação de professores; Revisão dos Artigos 29 a 32 da Minuta de Resolução que estabelecem cursos de formação pós-graduada; Aumento significativo do número de vagas nas IES públicas e uma política de motivação da juventude universitária para os cursos de licenciaturas; Política acadêmica de direcionamento de recursos orçamentários; Articulação dos cursos de formação de professores; Aprovação urgente do piso salarial nacional;
  • 17. Definição de uma política de formação continuada articulada à formação inicial;  garantir a ampla participação das IES, estudantes, professores, entidades da área educacional e sistemas de ensino; Desenvolvimento de processos de avaliação institucional; Um estudo rigoroso do número de vagas ofertadas nestas instituições;  Socialização dos dados relativos aos cursos de pedagogia;
  • 18. Gadotti (1998, p. 90) que alia ao papel social de professores e professoras esperança em um futuro melhor para a educação brasileira: • Ao novo educador compete refazer a educação, reinventá-la, criar as condições objetivas para que uma educação realmente democrática seja possível, criar uma alternativa pedagógica que favoreça o aparecimento de um novo tipo de pessoas, solidárias, preocupadas em superar o individualismo criado pela exploração do trabalho. • Esse novo projeto, essa nova alternativa, não poderá ser elaborado nos gabinetes dos tecnoburocratas da educação. Não virá em forma de lei nem reforma. Se ela for possível amanhã é somente porque, hoje, ela está sendo pensada pelos educadores que se reeducam juntos. Essa reeducação dos educadores já começou. Ela é possível e necessária.