Exames contrastados

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Exames contrastados

  1. 1. 01 (FALTA O TÍTULO DO EVENTO): EXAMES CONTRASTADOS Autores: JÚNIOR, Joás Gonzaga De Oliveira*; NETO, José Elicio De Oliveira*; OLIVEIRA, Irla Carla Da Silva Dantas*; OLIVEIRA , Jamille Dos Santos *; SANTANA, Marcos Antônio Carregosa*; SOUZA, Géssica Caroline Lime*; Orientador: Profº MSc. Fábio Augusto Rodrigues da Nóbrega RESUMO O exame contrastado de Raios-X é indicado quando há necessidade de se investigar órgãos e estruturas que não sejam visualizados pela técnica radiográfica simples. Esses órgãos e estruturas tornam-se visíveis pela ingestão ou injeção de substâncias chamadas de contrastes, que são opacos à radiação. Elementos pesados, como por exemplo, o iodo e o bário podem ser injetados ou ingeridos e absorvem os raios-X, aumentando o contraste da imagem e facilitando o exame morfo-funcional da área examinada. PALAVRAS-CHAVE: imagem; exames contrastados; benefícios; reação adversa. ABSTRACT The contrast examination of X-rays is indicated when there is need to investigate organs and structures that are not displayed by simple radiographic technique. These organs and structures become visible by the ingestion or injection of substances called contrasts, which are opaque to radiation. Heavy elements such as iodine and barium can be injected or swallowed and absorbed X-rays, increasing the image *Aluno (a) do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Tiradentes.
  2. 2. 02 contrast and facilitating the examination of the morphological and functional area examined. KEYWORDS: image, contrast studies; benefits; adverse reaction. 1. INTRODUÇÃO Os meios de contrastes são compostos que vem sendo utilizados há muito tempo, (PINHO et al 2009), desde então eles vem acompanhando a modernidade, passando por um grande processo de evolução e atualizando cada vez mais os métodos de imagem (TRINDADE et al 2007). Essas substâncias são introduzidas nos pacientes por via oral ou intravenosa, elas podem causar danos chamados reações adversas, que alteram a corrente sanguínea. Partindo disso precauções devem ser tomadas com pacientes, e com o próprio contraste, evitando assim as reações adversas.,(PINHO et al 2009). Existem vários tipos de contrastes ativos para exames, porém, os mais utilizados são o bário e o iodo, mas há duvidas entre autores sobre qual dos dois é o melhor para uso nos exames, a literatura não define qual deles é o mais eficiente e que causa menores números de complicações (SIMÕES et al 2003). Mesmo que cada um seja para finalidades diferentes, parte dos autores define o bário como o melhor contraste para visualização de patologias no trato gastrointestinal. Os estudos e experimentos feitos com o bário são poucos, mas comprovado que quando extrapolados para a cavidade peritoneal, torna-se caso clinico (MARSICO et al 2001); o contraste iodado usado na cavidade peritoneal pode ser iônico ou não iônico (PINHO et al 2009), mas estes também tem complicações, as que mais destacam-se são a nefrotoxidade e a reação alérgica (SIMÃO & GUILLAUMON72004), o contraste iodado iônico se dissolve quando entra em contato com soluções aquosas, gerando íons cátions e ânions, já o contraste iodado não iônico não se dissolve, mas agem em moléculas de água por meio de interações intermoleculares (PINHO; GEWEHR et al 2009), desse modo, ele acaba apresentando menor número de nefrotoxidade e reação *Aluno (a) do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Tiradentes.
  3. 3. 03 alérgica, porem, a necessidade de encontrar novos meios de contrates, sem estes fenômenos indesejáveis tornou-se constante (SIMÃO & GUILLAUMON 2004). No entanto o risco de reação adversa é grande, referente aos tipos de contrastes citados acima, eles podem variar desde inflamação à necrose podendo chegar a óbito (SIMÕES et al 2003). 2.DESENVOLVIMENTO Os agentes de contrastes devem satisfazer algumas condições que justifique o seu amplo uso na prática clínica. Devem ser de baixa toxidade, fácil administração sem modificação clínica, eliminação fácil e fornecer o contraste adequado. Quanto as vias de administração, podem ser: oral- quando o meio de contraste é ingerido pela boca; parenteral- quando o meio de contraste é ministrado por vias endovenosas ou artérias; endocavitário- quando o meio de contraste é ministrado por orifícios naturais que se comunicam com o meio externo. (Ex: uretra, reto, útero, etc); intracavitário- quando o meio de contraste é ministrado via parede da cavidade em questão. (Ex: fístula). Os meios de contraste utilizados nos exames de Radiologia e Diagnóstico por Imagem são fabricados utilizando basicamente três substâncias com diferentes utilidades: o bário, o iodo e o gadolínio. Os contrastes a base de bário são utilizados por via oral em exames que se deseja demonstrar melhor o tubo digestivo (ex.: esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso) nos exames de raio-X e tomografia computadorizada. Estes, não são absorvidos pelo organismo e são eliminados juntamente com as fezes, tornando-as esbranquiçadas por alguns dias após o exame ter sido realizado. Dificilmente causam efeitos colaterais, sendo o maior problema, o gosto um pouco desagradável, o que pode ser disfarçado misturando-se grosélia ou outro concentrado para sucos. Os contrastes a base de iodo podem ser utilizados por via oral ou na veia. Quando utilizados por via oral, servem para demonstrar melhor o tubo digestivo, porém, diferentemente do bário, o iodo é parcialmente absorvido pelo organismo. Já quando *Aluno (a) do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Tiradentes.
  4. 4. 04 utilizado na veia, eles servem para demonstrar melhor os diversos órgãos internos do corpo, bem como veias, artérias e alguns tipos de lesões.Ao serem injetados na veia, eventualmente podem causar algumas sensações que são consideradas sem maior importância, como calor no corpo, leve aceleração dos batimentos cardíacos, vontade de urinar, náuseas, vômitos e gosto ruim na boca. Porém, além destas sensações consideradas normais, eventualmente podem ocorrer alergias leves e raramente alergias graves (para termos uma comparação, é o mesmo risco que se tem quando utilizamos uma injeção de Benzetacil®). Além disso, estes contrastes também podem desencadear crise de “falta de ar” em pacientes com asma. Sendo assim, qualquer história de asma ou de alergia a alimentos, medicações ou a ocorrência desses sintomas em exames que tenham sido realizados previamente devem ser informados ao médico antes da realização de um novo exame. Em alguns casos específicos, medicações antialérgicas podem ser utilizadas antes dos exames para reduzir o risco de alguma reação, as quais devem ser sempre prescritas por um médico especialista. Existem, basicamente, dois tipos de contraste a base de iodo: os iônicos e nãoiônicos. Os primeiros, por serem mais antigos, causam mais sintomas e têm maior risco de ocasionar alergias. Já os não-iônicos, são contrastes de última geração e raramente causam reações alérgicas (na Irion Radiologia, somente são utilizados contrastes não-iônicos por via venosa). Já os contrastes a base de gadolínio são utilizados apenas na veia em exames de ressonância magnética. São contrastes extremamente seguros e que dificilmente causam alergias e raramente têm contraindicações. Segundo (LEAL et al 2006) médicos e pacientes tem uma porcentagem de medo e dúvidas, quando trata-se da aplicação em exames utilizando meio de contraste, porém, (DAMAS 2006) diz que essa substância deve ser somente aplicada pelo médico que tenha conhecimento do assunto.(DAMAS 2006) afirma que quando houver dúvidas sobre perfuração de vísceras jamais deve ser usado o bário, (BONTRAGER 2003) revela que deve ser usado contraste iodado no caso de dúvida de perfuração na área gástrica. *Aluno (a) do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Tiradentes.
  5. 5. 05 3.CONCLUSÃO Diante do exposto, constata-se que o tecnólogo em radiologia desempenha importante papel no serviço de diagnóstico por imagem, atuando no cuidado ao paciente antes, durante e após o procedimento. Eventos graves são imprevisíveis e podem ocorrer mesmo com a aplicação de ações preventivas. À vista disso, é importante a detecção precoce de reações adversas relacionadas ao uso do contraste iodado, para imediata intervenção, minimizando o dano e promovendo a facilidade do diagnóstico. 4.REFERÊNCIAS BONTRAGER, Kenneth L. - Tratado de Técnica Radiológica – Editora Guanabara Koogan – 5ª Edição – 2003 – Rio de Janeiro. DAMAS F. K. Tratado prático de radiologia, Editora yendis São Caetano do Sul-SP 2006. HENRIQUE, Carlos L. et al; Disponível <http://www.nova.med.br/portugues/exames/raiox/raiox_contrastado.htm>. em: 25 mai. 2013. em: Acesso LEAL R; FRANZA G; SANTOS L. A; SIQUEIRA A. Posicionamento em exames contrastados, P. Editora escolar. 2006. MARSICO, A. G; HADDAD, R; CARVALHO, S. E.C; ASSIS, G. P; JR, MARTINELLI, I; MARTINS, G. M. Efeitos do sulfato de bário na cavidade pleural de rato, Rev. Col. Bras. Cir. Vol. 28 no 5 Rio de janeiro Set./out. 2001. *Aluno (a) do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Tiradentes.
  6. 6. 06 PINHO, P. E. K; GEWERHR, M. P; SILVA, P. W. C; BARISIN, A; JR, TILLY, G. J; SOBOLL, S. D. Radiologia Brasileira: Avaliação de meios de contraste submetidos à radiação ionizante, Radiol. Bras. Vol. 42 no. 5 São Paulo Sept./oct.2009. SANTOS, Gelvis Cardoso. Manual de Radiologia: Fundamentos e Técnicas. São Paulo: Yendis, 2009. SANTOS, X. C; TOSCANO, A. S; SOUZA, A. M. Radiologia medica: anatomia, fraturas e contrastados, São Paulo-Martinari 2007. SIMÃO, R. J; GUILLAUMON, T. A. Radiologia brasileira, Estudo angiográfico de fistula arteriovenosa utilizando gás carbônico como meio de contraste, radiol. Bras. Vol. 37 no. 6 São Paulo nov./dez.2004. SIMÕES, B. P. M; GRECA, H. F; PEDRAZZANI, M; JR. MELLO, S. O. I; CAVALCANTE, K. F. M; SOUZA, V. R. D; KIMURA, Y. L. Acta cirúrgica brasileira:Estudo comparativo dos meios de contrastes baritado e iodado-iônico e nãoiônico no trato respiratório de ratos, Acta cir. Bras. Vol. 18 no. 5 São Paulo Sept./oct.2003. TRINDADE, R; SUMI, V. D; KRAVETZ, L. W; REBELO, C. E. P; FONTANA, F; JR. REIS, G. C. Radiologia Brasileira: Avaliação do conhecimento de médicos nãoradiologistas sobre as reações adversas aos contrastes iodados, Radiol. Bras. Vol. 40 no. 5 São Paulo Sept./oct.2007. *Aluno (a) do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia da Universidade Tiradentes.

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