Comunicação Interna - 7 erros que as empresas insistem em cometer

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Uma reflexão sobre as práticas de comunicação interna em empresas de todos os portes.
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Comunicação Interna - 7 erros que as empresas insistem em cometer

  1. 1. COMUNICAÇÃO INTERNA 7 ERROS QUE AS EMPRESAS INSISTEM EM COMETER Cícero Nogueira | Junho de 2014
  2. 2. De uns tempos para cá, temos visto boas iniciativas das empresas brasileiras para romper com o modelo tradicional de gestão. É o momento em que cresce a utilização de conceitos como Gestão à Vista, Gestão 3.0, Gestão Descentralizada etc. Este movimento perpassa, inegavelmente, os processos de comunicação interna, uma vez que a tendência é tornar tudo mais transparente e promover o engajamento dos colaboradores. Basta ver a quantidade de assessorias, consultorias e profissionais especializados em Endomarketing e comunicação interna, oferecendo o que há de mais moderno para empresas de todos os portes de norte a sul do país. Contudo, ainda existem alguns equívocos que as empresas insistem em cometer quando se trata de dialogar com a comunidade interna. A seguir, veja 7 erros muito comuns:
  3. 3. 1º CONFUNDIR COMUNICAÇÃO COM GESTÃO O papel da comunicação interna é ajudar a empresa a criar identidade, vínculo emocional e engajamento. Não é de sua alçada resolver questões de clima organizacional. Com frequência os líderes procuram o departamento de Comunicação para fazer um texto ou peça publicitária para motivar seus liderados e até para reparar danos de uma má gestão. Não pense que haverá efetividade ao tentar apagar fogo usando um texto ou uma imagem bonita. E os times dentro do grande time são reflexos de seus líderes, portanto se os líderes desmotivam, não é a comunicação que irá motivar. A área de comunicação interna deve sim trabalhar lado a lado com o RH e os gestores, porém oferecendo técnicas e meios de viabilizar as estratégias ligadas à missão, visão e valores daquela organização, e não se colocando como única responsável pela satisfação dos colaboradores.
  4. 4. 2º NÃO PRIORIZAR O PÚBLICO INTERNO Para um bom clima organizacional, é preciso que todos estejam engajados; ou seja, que acreditem na causa e estejam dispostos a lutar por ela. Muitas empresas perdem a oportunidade de envolver seus colaboradores por atropelar o fluxo e comunicar antes para o mercado. Não é desagradável saber sobre decisões importantes da empresa por meio de um portal de notícias? Como acreditar numa organização que não se importa em falar antes para os “estranhos” do que para mim, que sou seu colaborador? Onde fica nosso vínculo emocional?
  5. 5. 3º EXCLUIR OS COLABORADORES DA COMUNICAÇÃO EXTERNA Se muitas empresas não priorizam a comunidade interna, há outras tantas que esquecem que seu discurso interno precisa estar alinhado com o que se diz para o mercado. E isso só é possível quando se fala a verdade. Obviamente, numa peça publicitária as coisas tendem a ser mais poéticas. Mas, o que está sendo dito é o que os colaboradores percebem no dia a dia corporativo? Por isso, é muito importante considerar a comunidade interna quando se está construindo uma estratégia de comunicação externa (aliás, todos os públicos precisam ser considerados, o que chamamos de Comunicação Integrada).
  6. 6. 4º NÃO ENVOLVER AS LIDERANÇAS Não existe comunicação interna sem a atuação ativa das lideranças. As equipes só conseguirão valorizar a comunicação e reservar alguns minutos de seu tempo para acessar a intranet ou olhar o jornal mural se os líderes mostrarem que isso é importante. Esta é uma máxima que cai como uma luva para as áreas operacionais. Os trabalhadores de chão de fábrica ou áreas técnicas tendem a ser mais cobrados por produtividade, por isso, é preciso que suas lideranças vejam valor em tê-los bem informados e engajados.
  7. 7. 5º FALAR E NÃO OUVIR A unilateralidade na comunicação interna, lamentavelmente, ainda é encontrada em empresas de vários portes. A questão é: se tudo está bem, se há um bom clima organizacional, se as pessoas são valorizadas e estão engajadas nos objetivos estratégicos, porque não ouvir o elas têm a dizer? E não se trata apenas da “caixinha de sugestões”. A intranet precisa ser a mais 2.0 possível, os veículos (revistas, jornais, murais etc) precisam dar espaço para publicações dos colaboradores, os eventos internos precisam envolver mais gente da “base da pirâmide”... E por aí vai. A comunicação interna, cada vez mais, tem que ser uma via de mão dupla.
  8. 8. 6º CONSIDERAR COMUNICAÇÃO COMO PERDA DE TEMPO As lideranças mais tradicionais tendem a ver os minutos gastos com leitura de notícias no portal corporativo, acesso a SMS enviados pelo pessoal de comunicação e outras ações, como fatores que atrapalham a produtividade de seus liderados. Este pensamento é uma herança do Brasil colônia. A quantidade de retrabalho que é feito diariamente nas empresas que não têm cultura de comunicação deveria ser a preocupação destes líderes.
  9. 9. 7º EXCESSO DE COMUNICADOS Na ânsia de jogar as informações para frente, muitas vezes são emitidos dezenas de e-mails dos mais variados assuntos para a comunidade interna num único dia. Isso é apenas disponibilizar informação e não pensar na fixação das mensagens, no propósito do que se está informando. Quantidade e qualidade precisam ser balanceadas o tempo todo. Tem coisas que precisam ser enviadas por e-mail, mas tem assuntos que são oportunidades para cada gestor chamar sua equipe e bater um papo de cinco minutos. E tem coisas que merecem um vídeo ou uma mensagem de voz enviada pelo presidente; e tem comunicados que merecem outdoor ou TV corporativa. E também tem coisas que não merecem nenhuma ação – é preciso avaliar o impacto e a importância das mensagens e não pecar pelo excesso. O que não dá é para jogar informação para frente e achar que com isso está comunicando.
  10. 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FORMANCHUK, Alejandro. Comunicación interna 2.0: un desafío cultural. Buenos Aires: Edición Formanchuk & Asociados, 2011. CURVELLO, João José Azevedo. Comunicação Interna e Cultura Organizacional. Brasília: Casa das Musas, 2012. KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Relações públicas e modernidade: novos paradigmas na comunicação organizacional. São Paulo: Summus, 1997. CARRAMENHA, Bruno / CAPPELLANO, Thatiana / MANSI, Viviane. Comunicação com empregados – A comunicação Interna sem fronteira. São Paulo: In House, 2013.
  11. 11. ciceronetwork@hotmail.com

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