O GESTOR ESCOLAR E SUAS COMPETÊNCIAS NA SOCIEDADE ATUAL

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O presente estudo apresenta uma abordagem acerca do gestor escolar e suas competências na sociedade atual, como novo desafio para a gestão da escola pública, buscando a compreensão da ligação entre a mesma e as demandas da comunidade e da sociedade, a visualização da escola como espaço de convivência onde se aprendem juntos, e o entendimento da democracia como fator essencial na educação e vice-versa. O trabalho tem como objetivos promover a discussão e o estudo sobre o gestor escolar e suas competências na sociedade atual, refletindo sobre a função social da escola e a ligação entre a democracia e a escola. Para que possamos alcançar tais objetivos, contamos com a pesquisa bibliografia em livros e periódicos que tratam sobre o assunto para fundamentarmos o que ainda para nós é apenas hipóteses. Autores como Turibio (2012), Noleto e Silva (2012) e Lopes (2008), nos foram muito úteis neste percurso de estudos. Esperamos que o mesmo contribua para a compreensão do trabalho do gestor escolar diante das mudanças ocorridas em nossa sociedade.

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O GESTOR ESCOLAR E SUAS COMPETÊNCIAS NA SOCIEDADE ATUAL

  1. 1. Revista Ciências da Educação 1 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 O GESTOR ESCOLAR E SUAS COMPETÊNCIAS NA SOCIEDADE ATUAL. Maria Luiza Rocha dos Santos¹ André Luiz Coelho Chaves2 RESUMO O presente estudo apresenta uma abordagem acerca do gestor escolar e suas competências na sociedade atual, como novo desafio para a gestão da escola pública, buscando a compreensão da ligação entre a mesma e as demandas da comunidade e da sociedade, a visualização da escola como espaço de convivência onde se aprendem juntos, e o entendimento da democracia como fator essencial na educação e vice-versa. O trabalho tem como objetivos promover a discussão e o estudo sobre o gestor escolar e suas competências na sociedade atual, refletindo sobre a função social da escola e a ligação entre a democracia e a escola. Para que possamos alcançar tais objetivos, contamos com a pesquisa bibliografia em livros e periódicos que tratam sobre o assunto para fundamentarmos o que ainda para nós é apenas hipóteses. Autores como Turibio (2012), Noleto e Silva (2012) e Lopes (2008), nos foram muito úteis neste percurso de estudos. Esperamos que o mesmo contribua para a compreensão do trabalho do gestor escolar diante das mudanças ocorridas em nossa sociedade. PALAVRAS CHAVES: Gestão. Escola. Democracia. RESUMEN En este trabajo se presenta un enfoque sobre la gestión de la escuela y sus habilidades en la sociedad actual, como un nuevo reto para la gestión de las escuelas públicas, tratando de entender la conexión entre ésta y las demandas de la comunidad y la sociedad, de ver la escuela como de la vida donde aprenden juntos, y la comprensión de la democracia como un factor esencial en la educación y viceversa. El trabajo tiene como objetivo estimular el debate y estudio sobre la gestión de la escuela y sus habilidades en la sociedad actual, reflexionando sobre la función social de la escuela y el vínculo entre la democracia y la escuela. Para nosotros, para lograr estos objetivos, nos basamos en la literatura de investigación en libros y revistas que tratan el tema de fundamentarmos lo que para nosotros es todavía sólo hipotética. Autores como Toribio (2012), y Noleto Silva (2012) y Lopes (2008), fueron de gran utilidad en este curso de estudio. Esperamos que contribuya a la comprensión de la obra del director de la escuela a los cambios que se producen en nuestra sociedad.
  2. 2. Revista Ciências da Educação 2 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 PALABRAS CLAVE: Gestión. School. Democracia. ¹Graduada em Pedagogia pela Universidade Lutera do Brasil – ULBRA e especializando-se em Gestão Educacional e Coordenação pelo CESAMA. E-mail: luizaarapiraca@yahoo.com.br. 2 Mestrando em Ciências da Educação pela UNASUR-PY; Bel. em Teologia pelo CESUMAR-PR; Psicopedagogo pelo CESAMA-AL; Pedagogo pela UNOPAR-PR, E-mail: professorandrechaves@gmail.com
  3. 3. Revista Ciências da Educação 3 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 1. INTRODUÇÃO Numa sociedade democrática, a escola cumpre importante papel de assegurar a todos a igualdade de condições para a permanência bem-sucedida na instituição escolar. Nossa legislação (Constituição F. de 1988 e LDB, Lei nº 9394/96) define que isso deve ser feito dentro de um contexto de gestão democrático, principio básico de organização do ensino público. A escola é um lugar onde atuam diferentes pessoas e vontade e, portanto, nela são exercidos diferentes papéis. Gestores, professores, corpos técnicos administrativos e alunos, juntos, constituem a comunidade escolar. Se as pessoas têm diferentes papéis na escola, sua gestão não é uma tarefa isolada da equipe dirigente, o diretor e sim coletiva, onde poderão discutir seus anseios quanto ao futuro da escola, essa é a busca do bem comum. Desta forma, o gestor é aquele que volta suas ações para os bons resultados da educação e esse objetivo é buscado pela divisão de tarefas e integração de ideias e ações de forma a se solidificar um grande compromisso com as famílias e comunidades envolvidas. É nesse pensamento, que pretendemos realizar um estudo sobre os desafios da gestão escolar e suas competências na sociedade nos dias atuais tendo como foco três pontos principais: A função social da escola, a democracia e a escola e o processo de interação família-escola como fator fundamental na aprendizagem e na formação do dos futuros cidadão desta sociedade. No primeiro momento, faremos uma reflexão sobre a função social da escola, buscando compreender as ligações existentes entre ela e a demanda da comunidade. Em seguida abordaremos o tema escola e democracia, por ser este, dois temas que guardam entre si uma estreita relação, estará tratando de democracia como um valor (algo importante e real) e como um processo (algo que se vive e é produto daquilo que fazemos), procurando estabelecer ligações entre uma coisa e outra buscando entender como a democracia implica na educação e como o conhecimento escolar contribui para a democracia. E por fim discutiremos sobre como anda a relação família-escola, como fato principal de aprendizagem, buscando visualizar a escola como espaço de
  4. 4. Revista Ciências da Educação 4 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 convivência social entre pais/mestres/alunos/comunidade, onde todos aprendem com os outros e sem essa elação não há aprendizagem significativa, o que refletirá também na sociedade, visto que a escola é a responsável juntamente com a família pela formação dos cidadãos e que farão parte da organização da mesma. Para que possamos alcançar tais objetivos, contarmos com a pesquisa bibliografia em livros e periódicos que tratem sobre o assunto para fundamentarmos o que ainda para nós é apenas hipóteses. Esperamos que esse estudo contribua para os futuros leitores aprofundarem seus conhecimentos sobre o que se referi a escola, comunidade e família e o novo desafio na gestão escolar diante das exigências que são postas pela sociedade atual. 2. FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA A Escola e a Sociedade Para compreender a função social da escola, é importante situá-la no mundo moderno, observando os múltiplos papeis exercidos por ela ao longo do tempo. A primeira vista verificamos que, mesmo cumprindo a tarefa básica de possibilitar o acesso ao saber, sua função social apresenta variações em diferentes momentos da historia, expressando diferenças entre sociedades, países, povos e regiões. O conhecimento hoje é entendido como um valor especial, mais até do que bens matérias. No passado a grande maioria dos países queria principalmente deixar terras, patrimônios e riquezas materiais como herança a seus filhos, hoje muitos percebem que o melhor a oferecer é propiciar conhecimentos, por meio de uma boa formação geral, e maneiras de continuar adquirindo mais conhecimentos, num processo de educação permanente. Esta nova relação das pessoas com o conhecimento traz duas consequências para a escola brasileira. Uma reforça a importância da escola e de sua função social nesse momento, já que ela ainda é a porta de entrada da maioria da população para o acesso ao mundo de conhecimento, pois é através do conhecimento que o individuo vai se socializar e compreender a realidade ao qual está inserido,
  5. 5. Revista Ciências da Educação 5 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 adquirindo as condições necessárias para também ser inserido no mercado de trabalho, que vem crescendo consideravelmente, devido ao desenvolvimento da economia em todo o mundo, com isso a cada dia torna-se mais exigente quanto à qualificação dos profissionais. E a escola precisa formar cidadãos que tenham uma visão crítica frente às questões que irá encontrar ao ser inserido na sociedade e no mercado de trabalho. Turibio (2012, p. 02), ressalta que: Apesar das transformações sofridas no decorrer da história, a escola representa a instituição que a humanidade elegeu para socializar o saber sistematizado. Isso denota afirmar que é o lugar onde, por princípio, é difundido o conhecimento que a sociedade estima necessário transmitir às novas gerações. Nenhuma outra forma de aparelhamento foi capaz de substituí-la. A outra consequência, aliada à perspectiva democratizadora que já consideramos é a necessidade de a escola repensar profundamente a respeito de sua organização, sua gestão, sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e as formas de ensinar, ou seja, o seu jeito de fazer escola. A sua função social que permanece é ensinar bem e preparar os indivíduos para exercer a cidadania e o trabalho no contexto de uma sociedade complexa. Diante da responsabilidade, é imprescindível se ter o entendimento da importância do trabalho a ser realizado dentro da escola e do desafio de ser uma instituição comprometida com a evolução não só dos educandos, mas também da sociedade, já que é responsável pela formação dos futuros cidadãos da mesma. ‘‘(...) Dessa concepção positiva da escola, como uma instituição social, limitada na sua ação educativa, pela pluralidade e diversidade das forças que concorrem ao movimento das sociedades, resulta a necessidade de um sistema de instituições susceptíveis de lhe alargar os limites e o raio de ação (...). Cada escola seja qual for o sue grau, dos jardins às universidades, deve, pois, reunir em torno de si as famílias dos alunos, estimulando as iniciativas dos pais em favor da educação (...). (Trechos extraídos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova). Vivemos nos dias atuais em uma sociedade muito competitiva, em que exige
  6. 6. Revista Ciências da Educação 6 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 cada vez mais novos conhecimentos, pois quem estiver melhor capacitado para enfrentar os desafios que encontrarão em cotidiano, no que se refere ao estudo como ao trabalho terão mais chances de vivenciarem às novas relações sociais atribuídas pela sociedade. Desta forma, a escola deve então refletir sobre a formação de seu aluno de forma que encontre os meios para ajudá-lo a encontrar o caminho que o leve a alcançar a realização dos sonhos e projetos que deseja para a sua vida. A escola deve resgatar o poder político da população para elaboração de valores sociais calcada na emancipação humana conectada a vontade democrática (FREITAS, et al, 2012 p. 04) 3. ESCOLA E DEMOCRACIA Ao nos referirmos à democracia, logo reportamos ao principio de direitos, de igualdade, que deve existir em uma sociedade democrática. Todos são iguais e têm os mesmos direitos e devem ser respeitados, por isso se esse entendimento ocorre na escola, levaremos durante a nossa vida e a escola, assim como a família é o local onde acontece a socialização. É onde se percebe que existe um mundo além da nossa casa, do nosso ambiente familiar, que é preciso aprender a interagir com pessoas diferentes, mas com os mesmos direitos e que fazem parte da mesma sociedade. O desafio de transformar a escola num espaço onde se vivencia a plenitude da democracia implica a construção de uma política pública que contemple a participação efetiva não só da família como dos diversos atores sociais do universo escolar, dos conselhos, e como tal a família e a escola emergem assim como duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos dos indivíduos, compartilhando no seu crescimento físico, intelectual, emocional e social (FREITAS, et al, 2012). Entendemos então, que é na escola, no convívio diário, que crianças e jovens aprendem a respeitar os limites de cada um, percebendo que cada um tem as suas necessidades, que são diferentes das suas. Cada um tem seus direitos que devem ser respeitados e que esse faz parte da convivência social. 4. A RELAÇÃO FAMÍLIA - ESCOLA
  7. 7. Revista Ciências da Educação 7 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 É fundamental que a família e a escola aprendam a caminhar juntas a falarem a mesma língua buscando a qualidade da educação pública. No Brasil, a própria Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determinam a participação dos pais para a efetivação do processo da gestão democrática nas escolas. Pode-se assim traduzir a busca pela promoção de uma parceria permanente entre família e escola como um esforço com interesses mútuos envolvidos num caminho de colaboração de mão dupla. É lógico afirmar que o equilíbrio do processo educacional depende atualmente do papel complementar desempenhado pelas famílias e pela escola, uma em relação à outra. Na perspectiva da escola, há atualmente um reconhecimento de que a educação de uma criança ou adolescente é uma difícil tarefa que requer um esforço conjunto com as famílias; e já não se admite como há alguns anos atrás que se transfira a responsabilidade da culpa pelo fracasso nesta tarefa da escola para as famílias, ou da família para a escola. A família não é somente o berço da cultura e a base da sociedade futura, mas é também o centro da vida social. A educação bem sucedida da criança na família é que vai servir de apoio à sua criatividade e ao seu comportamento produtivo quando for adulto. A família tem sido, é e será a influência mais poderosa para o desenvolvimento da personalidade e do caráter das pessoas. Assim, pode-se dizer que a criança precisa sentir que faz parte de uma família e que essa família possa dar a ela o necessário para que cresça e viva como um verdadeiro cidadão (NOLETO e SILVA, 2011 p. 04). Assim, é fundamental que a escola e a família tenham uma relação consciente da s suas responsabilidades e possam juntas interagir para que o aluno se sinta seguro e tenha o apoio que precisa para ter um bom desenvolvimento, não só cognitivo, mas afetivo e social, pois é certo, como afirma Noleto e Silva (2012, p. 4), família não é apenas o berço da cultura e a base da sociedade futura, mas é também o centro da vida social. A educação bem desenvolvida da criança na família é que servirá de apoio à sua criatividade e ao seu comportamento produtivo quando estiver na idade adulta. É no ambiente familiar que a criança recebe influências no desenvolvimento da sua personalidade e do seu caráter, por isso é importante que a família ofereça
  8. 8. Revista Ciências da Educação 8 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 segurança e o que for preciso para que a mesma cresça e se torne um cidadão consciente do seu papel dentro da sociedade. Mas, para que de fato isso aconteça a família precisa participar também da vida escolar do seu filho, estando presente e participando das atividades e eventos realizados no ambiente escolar, buscando sempre o conhecimento sobre o aprendizado, assim como o comportamento, as dificuldades, estimulando e ajudando o mesmo a superá-las, com isso a criança segura para lidar com suas limitações e inseguranças. Considera-se, que os laços afetivos, estruturados e consolidados tanto na escola como na família permitem que os indivíduos lidem com conflitos, aproximações e situações oriundas destes vínculos, aprendendo a resolver os problemas de maneira conjunta ou separada. Nesse processo, os estágios diferenciados de desenvolvimento, característicos dos membros da família e também dos segmentos distintos da escola, constituem fatores essenciais na direção de provocar mudanças nos papéis da pessoa em desenvolvimento, com repercussões diretas na sua experiência psicológica dependendo do nível de desenvolvimento (NOLETO e SILVA, 2012, p. 5). Mas, os pais precisam entender que é necessário permitir que os filhos tenham a sua autonomia e iniciativas, pois muitas vezes tendem a executar as tarefas do filho, se responsabilizando pelas suas atividades e acabam prejudicando a sua aprendizagem, pois quando vão executá-las sozinho não conseguem. Por isso é fundamental a interação da escola com os pais, na participação dos mesmos no planejamento, nas reuniões do conselho, nas discussões sobre a aprendizagem, sempre com o intuito de encontrar meios de ajudar nesse processo. 5. OS PRINCIPAIS DESAFIOS DO GESTOR DEMOCRÁTICO NA SOCIEDADE ATUAL A sociedade vem passando ao longo do tempo por mudanças que tem atingido várias áreas, dentre esta a educação, onde a escola tem enfrentado desafios diante dessas transformações, exigindo uma nova postura e um trabalho diferenciado do gestor escolar dentro de uma gestão democrática, aberta a participação da comunidade e compromissada com a formação do novo cidadão, uma formação libertadora.
  9. 9. Revista Ciências da Educação 9 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 Lopes (2008, p.3), ressalta que: A gestão escolar é uma dimensão, um enfoque de atuação, um meio e não um fim em si mesmo, uma vez que o objetivo final da gestão é a aprendizagem efetiva e significativa dos alunos, de modo que, no cotidiano que vivenciam na escola, desenvolvam as competências que a sociedade demanda, dentre as quais se evidenciam: pensar criativamente; analisar informações e proposições diversas, de forma contextualizada; expressar ideias, com clareza, tanto oralmente, como por escrito; empregar a aritmética e a estatística para resolver problemas; ser capaz de tomar decisões fundamentadas e resolver conflitos, dentre muitas outras competências necessárias para a prática de cidadania responsável. Portanto, o processo de gestão escolar deve estar voltado para garantir que os alunos aprendam sobre o seu mundo e sobre si mesmo em relação a esse mundo, adquiram conhecimentos úteis e aprendam a trabalhar com informações de complexidades gradativas e contraditórias da realidade social, econômica, política e científica, como condição para o exercício da cidadania responsável. Acreditamos que um dos desafios está justamente no trabalho coletivo, pois sabemos que só o gestor não pode se responsabilizar pelo bom andamento da escola, sua gestão tem que ocorrer em harmonia com a equipe da escola, assumindo também as suas responsabilidades, para tanto o gestor precisa estar preparado para assumir o seu papel e consciente das dificuldades que enfrentará dentro desse contexto. Repensar a escola como um espaço democrático de troca e produção de conhecimento que é o grande desafio que os profissionais da educação, especificamente o Gestor Escolar, deverão enfrentar neste novo contexto educacional, pois o Gestor Escolar é o maior articulador deste processo e possui um papel fundamental na organização do processo de democratização escolar (ALONSO, 1988, p. 11). Assim, é importante que a gestão promova a interação entre escola, comunidade, professor e educando, numa troca mútua, todos engajados em um só objetivo uma educação de qualidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS
  10. 10. Revista Ciências da Educação 10 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 A escola sendo uma da mais importante instituição da sociedade vem assumindo um papel que vai além de passar conhecimentos, mas o de educar para transformar a realidade vivida pelo educando de forma que ele adquira a consciência da sua importância enquanto sujeito e cidadão de uma sociedade que vem mudado ao longo dos anos e para isso exige também do gestor da escola uma nova disposição e uma nova visão do que seja gerir um ambiente escolar que alcance de fato a demanda que lhes são postas no seu dia a dia e no que a sociedade exige do mesmo. Desta forma, entendemos que para se obter o resultado que se deseja dentro da escola diante de toda a discussão que envolve o tema da gestão escolar, é que a mesma acontece dentro de um contexto em que o trabalho em equipe, coletivo, que todos partilhem do mesmo entendimento, a fim de alcançar os mesmos objetivos. A sociedade que o gestor escolar nos dias atuais tenha uma visão além da sala de aula, dos conteúdos programados, mas consiga enxergar que é preciso educar e formar cidadão que terão a capacidade de serem inseridos dentro da sociedade consciente do seu papel e capaz de construir a sua própria história, enfrentando os desafios e contribuindo para a organização da mesma. Assim, fazemos referência a Paula e Schneckenberg (2008, p. 12), pois ressaltam a importância de uma conscientização e de um compromisso dos profissionais para que atuem e assumam responsabilidades como se fosse uma equipe com objetivo de superar desafios, unidos, transformar o cotidiano da escola. Para efetivar a implantação de uma gestão democrática, nota-se que há algumas resistências por parte dos membros da equipe que comanda a escola, onde possui uma postura mais tradicional, com o poder centralizado. Quanto aos pais e comunidade, ainda, existe uma concepção errônea de participação, sendo que estes vêm à escola apenas quando são chamados para assinatura de boletins ou problema de comportamento do aluno, e não para se inteirar dos acontecimentos que ocorre diariamente. O compromisso tem que ser assumido por todos e de acordo com as autoras referenciadas, esse processo ocorrerá ao longo do tempo e não imediatamente como muitas vezes se espera, mas em um processo contínuo que vai se ampliando com o decorrer do trabalho e do nível de conscientização dos profissionais
  11. 11. Revista Ciências da Educação 11 Maceió, ano I, vol. 02, n. 01, Abr./Jun. 2014 envolvidos. REFERÊNCIAS BRASIL, Constituição Federal de 1988. BRASIL. Congresso nacional. Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20/20/96 FREITAS, Maria Iriane Pereira. SANTOS, Maria Jaqueline dos. GOMES, Maria José de M. LIMA, Nadijane M. S. de. Escola e Sociedade: uma análise da função social da escola. Artigo produzido pelas alunas do 2º período do curso de Licanciatura em Pedagogia da Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul - FAMASUL, sob a orientação do Prof. Ms. Marlon Oliveira. Semestre Letivo de 2012. LOPES, Tatiana Raquel Wilde. Os principais desafios do gestor democrático na atualidade. 2008. Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.com/administracao/os- principais-desafios-gestor- democratico-na-atualidade.htm. Acesso em 10/02/2014. NOLETO, Leovani Carneiro. SILVA, Naira Caetano da. A importância da família na escola para o desenvolvimento do ensino aprendizagem. PAULA, Roseli Lopes de. SCHNECKENBER, Marisa. Gestão escolar democrática: desafio para o gestor do século XXI. Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 3, nº1, março de 2008. ISSN 1980-6116. http://www.unicentro.br - Ciências Humanas. Disponível em: http://www.horacio.pro.br/fmp/2012-1/estagio/gestaodemocratica.pdf. Acesso em 20/02/2014. TURIBIO. Aline Cambui. A função social da escola. 2012. Disponível em: http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/14360/a-funcao-social-da- escola#ixzz2tgxRDOJc. Acesso em: 12/02/2014.

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