ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL – EVA          SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPINGEmpreendedor: Shopping Center Mooca Empreend...
2APRESENTAÇÃOO presente Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) trata da reinstalação deSubestação de transformação de energ...
3    2.2 - EVA (Estudo de Viabilidade Ambiental) para utilidades com tensão nominal    de 69kV a 230kV (“...)”.•      Obje...
4Apresentar a justificativa de execução, as alternativas de diretrizes e aidentificação e análise dos eventuais impactos a...
5    ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL – EVA: SUBESTAÇÃO MOOCA                                              PLAZA SHOPPING  ...
6    6.2               GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA ............................................................. 47    6.3   ...
7    8.2                INTERFERÊNCIAS COM INFRAESTRUTURAS URBANAS .............................. 82            8.2.1     ...
8ÍNDICE DE FIGURASFigura 1 – LOCALIZAÇÃO DA SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPING ....... 19Figura 2 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO EMPRE...
9Figura 19 – RESULTADOS DE DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO – PLANO C     – 88KV ................................................
10ÍNDICE DE ANEXOSANEXO 01   IMPLANTAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO ......................................... 98ANEXO 02   PR...
11SUMÁRIOO presente EVA visa apresentar o projeto de adequação das instalações na tensãode subtransmissão, em 88-138kV par...
12desmatado, onde, há mais de 40 anos se desenvolvia a atividade industrial e comentorno dotado de infra-estrutura urbana ...
13geração de campo elétrico e magnético, a ocorrência de risco de contaminação dosolo e dos corpos d’água, a ocorrência de...
141     INFORMAÇÕES GERAIS1.1   IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR    Nome Fantasia: Mooca Plaza Shopping    Razão Social: Shop...
151.2    IDENTIFICAÇÃO   DAS   EMPRESAS RESPONSÁVEIS   PELA   ELABORAÇÃO   DO   ESTUDO   DE       VIABILIDADE AMBIENTAL - ...
16      Engenheiro Mecânico e Eletricista Prof. Duílio Moreira Leite – CREA/SP      600126479.• Produção de mapas e imagen...
17         •     Implantação do Ramal de entrada pela área de servidão entre os               imóveis de números 1040 e 10...
18de subtransmissão caminhando pela área de servidão existente entre os números1040 e 1070 da Avenida Dianópolis.As caract...
19  Brasil                      São Paulo Figura 1 – LOCALIZAÇÃO DA SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPINGA localização geográfic...
20 Figura 2 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO (1) Subestação de transformação; (2) Ramal de subtransmissão; (3) Linha d...
211.6   CRONOGRAMATabela 2 – Cronograma das obras de implantação da Subestação e Ramal de Subtransmissão.
222     CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO2.1     CONCEPÇÃO GERAL2.1.1      Principais Características da SubestaçãoA nova e...
23 Figura 3- IMPLANTAÇÃO ESQUEMÁTICAO escopo de execução dos serviços divide-se em duas atividades principais:       •    ...
242.2.1    Ramal de Subtransmissão Aéreo de Entrada da SubestaçãoO Ramal de Subtransmissão de alta tensão que alimentará a...
25Características técnicas do Ramal de Subtransmissão Figura 4 – PERFIL A-A RAC MOOCA PLAZA SHOPPINGA 5-6 (Atual RAC Ford ...
26 Figura 5 – PERFIL DAS ESTRUTURAS DE TRANSMISSÃOO Ramal de Subtransmissão é composto por 3 estruturas, sendo uma do tipo...
27•   Diâmetro do cabo condutor: 0,01829m;•   Tipo do cabo pára-raios: CAA 134,6MCM (LEGHORN);•   Diâmetro do cabo pára-ra...
28Figura 6 – DISPOSIÇÃO GEOMÉTRICA DOS CABOS – SEÇÃO TRANSVERSAL •   Parâmetros meteorológicos para cálculo da ampacidade ...
29                                             Potências Máximas Transmitidas                   Nº de Condutores          ...
30 Figura 7 – ESQUEMA GERAL DOS BLOCOS DE COROAMENTO DAS ESTACAS – ESTRUTURAS DE TRANSMISSÃODimensionamento dos Blocos:  •...
312.2.1.3 Procedimento de Lançamento dos Cabos Condutores e Pára-RaiosO procedimento para o lançamento dos cabos pára-raio...
322.2.2.1 Acessos, Uso do Solo e Entorno da Subestação                                         Edifícios residenciais     ...
332.2.2.3 Execução das FundaçõesAs fundações da Subestação propriamente dita e das estruturas de transmissão serão dotipo ...
34A interligação entre a sala de cubículos e as diversas cabines de transformação do novoempreendimento, se dará pela vias...
35Figura 10- DISTÂNCIA DA SUBESTAÇÃO ÀS EDIFICAÇÕES LINDEIRAS
36 Figura 11 – CORTE TRANSVERSAL DA SUBESTAÇÃO2.2.2.6 Normas de Segurança no Trabalho:O projeto da Subestação atenderá aos...
37Será também cedido um espaço neste mesmo canteiro para abrigar as instalaçõesprovisórias da empresa que realizar a monta...
383   ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS, URBANÍSTICAS E LOCACIONAISA demanda de carga prevista para o projeto de implantação total...
39Figura 12 – SITUAÇÃO PRETENDIDA PARA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO
404    PROJETOS CO-LOCALIZADOSA Área de Influência Direta do empreendimento, aí contempladas todas as edificações,vias e e...
41• melhorar as condições ambientais por meio da: a) manutenção das áreas verdes  existentes; b) criação de áreas verdes; ...
425   ASPECTOS JURÍDICOS – LEGISLAÇÃO•   Lei Federal nº 3.924, de 26/07/1961, que dispõe sobre os monumentos arqueológicos...
43    regeneração da Mata Atlântica em cumprimento ao disposto no artigo 60, do Decreto    n° 750, de 10.02.93, na Resoluç...
44•   Resolução SMA n° 34 / 2003, que dispõe sobre as medidas necessárias à proteção    do patrimônio arqueológico e pré-h...
456      DIAGNÓSTICO AMBIENTAL    Figura 13 – ÁREA DE INFLUÊNCIA DA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO    (1) Subestação...
46•     Especificidades da região.6.1    ANÁLISE DO AMBIENTE ELETROMAGNÉTICOFoi considerado que o ponto de tomada de energ...
476.2   GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIAA área em estudo localiza-se sobre terrenos sedimentares da Formação Resende,unidade perte...
48Figura 14 – MAPA GEOLÓGICO DA AID (Fonte: Emplasa, 1980)LEGENDA    Local emQuaternário        Aluviões fluviais: argila,...
496.3   RECURSOS HÍDRICOSO terreno em estudo encontra-se na cota 775 m acima do nível do mar, próximo aodivisor de águas r...
506.4   FAUNA SINANTRÓPICAAnimais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeitoda vontade ...
516.7   PATRIMÔNIOS ARQUEOLÓGICOS, CULTURAIS E HISTÓRICOS.Não foram identificados na Área de Influência Direta patrimônios...
52          •   Setor 7: Armazenamento de Tambores;          •   Setor 8: Antiga área de Pintura (complementação do Setor ...
53No Setor 8 foi observada contaminação na água subterrânea pelos compostos xilenos,1,2,4-trimetilbenzeno, 1,3,5-trimetilb...
54metas de remediação. Deverá ser realizado o monitoramento para comprovar a eficiênciada remediação, através de 4 campanh...
55da presença de óleo adsorvido, foi tratado com peróxido de hidrogênio e reagente ORC,e, após o tratamento, utilizado par...
56PM-23A, PM-74, PM-75B, PM-80 e PM-82; que sejam evitadas obras que interceptem oaquífero freático local; a análise de to...
577     IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAISNeste Item são avaliados os principais impactos resultantes da imp...
587.3       IMPACTOS AMBIENTAIS POTENCIAISAs        ações   potencialmente   impactantes    nas   fases   de   obras   e  ...
59O único manejo necessário será a poda em alguns exemplares cuja autorização serárequisitada pelo empreendedor à Subprefe...
60  Estacas                                   não haverá geração de solo, pois serão do                                   ...
617.8       IMPACTOS DECORRENTES         DA   OPERAÇÃO   DA   SUBESTAÇÃO   E   DO   RAMAL   DE          SUBTRANSMISSÃOA op...
62Dianópolis vizinhas à faixa de servidão. Porém em virtude das características deconstrução da Subestação, com os transfo...
63Dessa forma, o impacto de operação quanto à geração de ruído de baixa e médiafreqüência é negativo, permanente, adverso,...
64Figura 16 – PLANOS DE ESTUDO DOS CAMPOS ELÉTRICO E MAGNÉTICO
Estudo de Viabilidade Ambiental  Mooca Plaza Shopping
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  1. 1. ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL – EVA SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPINGEmpreendedor: Shopping Center Mooca Empreendimento S.A.Empresa responsável: FMP Engenharia Ltda.Março de 2011
  2. 2. 2APRESENTAÇÃOO presente Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) trata da reinstalação deSubestação de transformação de energia no terreno anteriormente ocupado pelaFord Motors do Brasil, na Rua Capitão Pacheco Chaves, 313, Parque da Mooca,São Paulo, para o novo uso como alimentação do futuro Mooca Plaza Shopping, quesubstituirá a antiga unidade fabril que outrora ocupou este terreno. Foi desenvolvidoem conformidade a Resolução N.º 61/CADES/2001, de 05 de outubro de 2001, quedispõe sobre o Licenciamento Ambiental no âmbito da SVMA – Secretaria Municipaldo Verde e Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Paulo.O artigo 1º da referida resolução estabelece a obrigação do prévio licenciamentoambiental pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente da PrefeituraMunicipal de São Paulo – SVMA/PMSP para a implantação, ampliação ou reformade empreendimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, consideradosefetiva ou potencialmente poluidores ou degradadores do meio ambiente, e queocasionem impactos ambientais locais, aí incluídos aqueles relacionados em seuAnexo I, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis.Portanto, o presente EVA, visa à obtenção da Licença Ambiental exigida nestestermos, considerando, ainda, as disposições do Capítulo II, da Portaria 80/2005, daSecretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo, asaber:“(...) II - Do licenciamento Ambiental1 - Sujeitam-se ao licenciamento ambiental na SVMA a reforma com ampliação datensão ou da corrente nominal ou a implantação de novas unidades de Linhas deTransmissão e Subestações dos sistemas de geração, de Subtransmissão e dedistribuição de energia elétrica, localizadas no Município de São Paulo, com tensãonominal igual ou superior a 69 kV.2 - O licenciamento ambiental de que trata o Item anterior se dará nos termos daResolução 61/CADES/2001, com a prévia apresentação dos seguintes estudosambientais: 2.1 - EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório) para utilidades com tensão nominal superior a 230kV;
  3. 3. 3 2.2 - EVA (Estudo de Viabilidade Ambiental) para utilidades com tensão nominal de 69kV a 230kV (“...)”.• Objeto do Estudo de Viabilidade AmbientalConstitui objeto do presente Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) a implantaçãode Subestação de energia para atender à demanda decorrente do novo uso a serdesenvolvido no terreno da antiga fábrica da Ford Motors do Brasil, constituído deempreendimento comercial composto pelo Shopping Center e conjunto de edifícioscomerciais. Para suprir esta nova demanda, deverão ser instalados um Ramal deSubtransmissão e uma Subestação de energia na tensão de 88-138kV e a potênciainstalada de 2x20MVA, aproveitando a mesma condição locacional da antigaentrada de energia que alimentara a unidade fabril, tanto para a posição daSubestação propriamente dita, quanto para o caminhamento do Ramal deSubtransmissão.A alimentação para as cabines e os circuitos de distribuição será efetuada por meiode rede subterrânea operando em tensão de 13,8kV.Desta forma, o presente EVA deverá ser objeto de avaliação e deliberação peloDepartamento de Controle da Qualidade Ambiental - DECONT, da SVMA,previamente à concessão da licença ambiental solicitada.Os objetivos a serem alcançados com a elaboração deste EVA são:• Objetivo Geral Estudar a Viabilidade Ambiental para a emissão de licença ambiental para a implantação da nova entrada de energia por meio de Subestação de transformação da Avenida Henry Ford, 1787, atual Rua Capitão Pacheco Chaves, 313, Parque da Mooca no município de São Paulo.• Objetivos Específicos Elaborar a avaliação ambiental do empreendimento, considerando o cronograma das obras; Selecionar o melhor local e a tecnologia mais apropriada para a implantação do empreendimento visando à otimização do espaço, vis-à-vis com a proximidade dos novos usos com as cargas instaladas;
  4. 4. 4Apresentar a justificativa de execução, as alternativas de diretrizes e aidentificação e análise dos eventuais impactos ambientais advindos dos novosusos a serem desenvolvidos no local;Elaborar uma avaliação ambiental integrada e definir medidas mitigadoras ecompensatórias que contribuam para a sua viabilidade ambiental;Subsidiar o processo de Licenciamento Ambiental no âmbito do DECONT /SVMApara a obtenção da Licença Ambiental da Subestação; e,Promover consultas aos órgãos municipais e outros agentes participantes doprocesso de avaliação ambiental, bem como aos órgãos municipais competentespara a obtenção de autorização para o funcionamento do empreendimento,visando a aperfeiçoar a concepção do projeto e a avaliação de custos ebenefícios sociais, ambientais e econômicos.
  5. 5. 5 ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL – EVA: SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPING ÍNDICEAPRESENTAÇÃO ...................................................................................................... 2ÍNDICE DE FIGURAS ................................................................................................. 8ÍNDICE DE TABELAS ................................................................................................ 9ÍNDICE DE ANEXOS ................................................................................................ 10SUMÁRIO ................................................................................................................. 111 INFORMAÇÕES GERAIS .................................................................................. 14 1.1 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR ...................................................... 14 1.2 IDENTIFICAÇÃO DAS EMPRESAS RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇÃO DO ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL - EVA............................................................... 15 1.3 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................................... 16 1.4 JUSTIFICATIVAS E OBJETIVOS DO EMPREENDIMENTO .............................. 17 1.5 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DA SUBESTAÇÃO ....................................... 17 1.6 CRONOGRAMA ..................................................................................... 212 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................................. 22 2.1 CONCEPÇÃO GERAL ............................................................................. 22 2.1.1 Principais Características da Subestação ..................................... 22 2.1.2 Implantação da Subestação e Ramal de Subtransmissão ........... 22 2.2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ................................................................ 23 2.2.1 Ramal de Subtransmissão Aéreo de Entrada da Subestação...... 24 2.2.2 Características e Implantação da Subestação .............................. 31 2.2.3 Obras de Implantação ...................................................................... 363 ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS, URBANÍSTICAS E LOCACIONAIS ........ 384 PROJETOS CO-LOCALIZADOS ....................................................................... 405 ASPECTOS JURÍDICOS – LEGISLAÇÃO ........................................................ 426 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL ............................................................................. 45 6.1 ANÁLISE DO AMBIENTE ELETROMAGNÉTICO ........................................... 46
  6. 6. 6 6.2 GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA ............................................................. 47 6.3 RECURSOS HÍDRICOS ........................................................................... 49 6.4 FAUNA SINANTRÓPICA .......................................................................... 50 6.5 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E TENDÊNCIAS ........................................... 50 6.6 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NÃO GOVERNAMENTAIS .................................. 50 6.7 PATRIMÔNIOS ARQUEOLÓGICOS, CULTURAIS E HISTÓRICOS.................... 51 6.8 ÁREAS CONTAMINADAS ........................................................................ 51 6.9 VIAS DE ACESSO E SISTEMAS DE TRANSPORTE ...................................... 567 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS ..................... 57 7.1 AÇÕES NA FASE DE IMPLANTAÇÃO: ....................................................... 57 7.2 AÇÕES NA FASE DE OPERAÇÃO ............................................................ 57 7.3 IMPACTOS AMBIENTAIS POTENCIAIS ...................................................... 58 7.3.1 Impactos Potenciais na Fase de Implantação ............................... 58 7.3.2 Impactos de Operação da Subestação e do Ramal de Subtransmissão ............................................................................... 58 7.4 SUPRESSÃO ARBÓREA ......................................................................... 58 7.5 INTERFERÊNCIAS COM INFRAESTRUTURAS URBANAS .............................. 59 7.6 IMPACTOS DECORRENTES DA IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO ................ 59 7.6.1 Impermeabilização do Solo, Erosão e Assoreamento de Corpos D’água ............................................................................................... 59 7.6.2 Geração de Material Excedente Decorrente das Obras da Subestação ....................................................................................... 59 7.7 INTERFERÊNCIA NA AVIFAUNA E FAUNA SINANTRÓPICA ........................... 60 7.8 IMPACTOS DECORRENTES DA OPERAÇÃO DA SUBESTAÇÃO E DO RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO.................................................................................................... 61 7.8.1 Impactos na Paisagem Urbana e no Uso do Solo ......................... 61 7.8.2 Geração de Vibrações e Ruídos de Baixa e Média Freqüência.... 61 7.8.3 Impacto Decorrente das Emissões de Campo Elétrico e Eletromagnético ............................................................................... 63 7.8.4 Risco de Contaminação do Solo e Corpos D’Água por Vazamentos de Transformadores................................................... 78 7.8.5 Risco de Acidentes e Incidentes com Trabalhadores .................. 788 MEDIDAS PREVENTIVAS, MITIGADORAS, DE RECUPERAÇÃO E/OU COMPENSATÓRIAS .......................................................................................... 80 8.1 SUPRESSÃO ARBÓREA ......................................................................... 82
  7. 7. 7 8.2 INTERFERÊNCIAS COM INFRAESTRUTURAS URBANAS .............................. 82 8.2.1 Impactos no Sistema Viário Devido às Obras de implantação da Subestação e do Ramal de Subtransmissão ................................. 82 8.2.2 Interferências da instalação do Ramal nas Infraestruturas Urbanas ............................................................................................. 82 8.3 IMPACTOS DECORRENTES DA OBRA DE IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO .. 82 8.3.1 Medidas Mitigadoras Para Impermeabilização do Solo, Erosão e Assoreamento de Corpos D’água................................................... 82 8.3.2 Medidas de Controle da Geração, Transporte e Destinação dos Resíduos ........................................................................................... 83 8.4 INTERFERÊNCIA NA AVIFAUNA E FAUNA SINANTRÓPICA .......................... 86 8.5 IMPACTOS DECORRENTES DA OPERAÇÃO DA SUBESTAÇÃO E DO RAMAL DE SUBTRASMISSÃO ...................................................................................................... 87 8.5.1 Impactos na Paisagem Urbana e no Uso do Solo ......................... 87 8.5.2 Geração de Ruídos de Baixa e Média Freqüência......................... 87 8.5.3 Medidas Mitigadoras para o Impacto Decorrente das Emissões Eletromagnéticas ............................................................................. 87 8.5.4 Risco de Contaminação do Solo e Corpos D’Água por Vazamentos de Óleo Isolante dos Transformadores .................... 88 8.5.5 Risco de Acidentes e Incidentes com Trabalhadores .................. 88 8.6 SÍNTESE DOS IMPACTOS E MEDIDAS MITIGADORAS E COMPENSATÓRIAS .. 909 PLANOS E PROGRAMAS AMBIENTAIS DE MONITORAMENTO E ACOMPANHAMENTO ....................................................................................... 93 9.1 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS E PLANO DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA 93 9.2 PROGRAMA DE CONTROLE E MONITORAMENTO AMBIENTAL .................... 9410 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ............................................................. 96
  8. 8. 8ÍNDICE DE FIGURASFigura 1 – LOCALIZAÇÃO DA SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPING ....... 19Figura 2 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................. 20Figura 3- IMPLANTAÇÃO ESQUEMÁTICA ............................................................ 23Figura 4 – PERFIL A-A RAC MOOCA PLAZA SHOPPINGA 5-6 (Atual RAC Ford Ipiranga 5-6) ...................................................................................................... 25Figura 5 – PERFIL DAS ESTRUTURAS DE TRANSMISSÃO ................................ 26Figura 6 – DISPOSIÇÃO GEOMÉTRICA DOS CABOS – SEÇÃO TRANSVERSAL ........................................................................................................................... 28Figura 7 – ESQUEMA GERAL DOS BLOCOS DE COROAMENTO DAS ESTACAS – ESTRUTURAS DE TRANSMISSÃO ............................................................. 30Figura 8 – ARRANJO GERAL (PLANTA BAIXA DO TÉRREO DA SUBESTAÇÃO) ........................................................................................................................... 31Figura 9 – CARACTERIZAÇÃO DO ENTORNO DA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO ......................................................................................... 32Figura 10- DISTÂNCIA DA SUBESTAÇÃO ÀS EDIFICAÇÕES LINDEIRAS ......... 35Figura 11 – CORTE TRANSVERSAL DA SUBESTAÇÃO ...................................... 36Figura 12 – SITUAÇÃO PRETENDIDA PARA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO ......................................................................................... 39Figura 13 – ÁREA DE INFLUÊNCIA DA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO ......................................................................................... 45Figura 14 – MAPA GEOLÓGICO DA AID (Fonte: Emplasa, 1980)........................ 48Figura 15 – TRECHO DO MAPA DO IBGE ............................................................. 49Figura 16 – PLANOS DE ESTUDO DOS CAMPOS ELÉTRICO E MAGNÉTICO ... 64Figura 17 – RESULTADOS DE DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO – PLANO A – 88KV ............................................................................................................... 65Figura 18 – RESULTADOS DE DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO – PLANO A – 88KV ............................................................................................................... 66
  9. 9. 9Figura 19 – RESULTADOS DE DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO – PLANO C – 88KV ............................................................................................................... 67Figura 20 – RESULTADOS DE DENSIDADE DE FLUXO MAGNÉTICO – PLANO C – 88KV ............................................................................................................... 68Figura 21 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO A – 88KV.............. 69Figura 22 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO B – 88KV.............. 70Figura 23 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO C – 88KV.............. 71Figura 24 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO D – 88 KV............. 72Figura 25 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO A – 138 KV........... 73Figura 26 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO B – 138 KV........... 74Figura 27 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO C – 138 KV........... 75Figura 28 – RESULTADOS DE CAMPO ELÉTRICO – PLANO D – 138 KV........... 76ÍNDICE DE TABELASTabela 1 – Coordenadas do empreendimento (Projeção Cartográfica UTM - Datum Planimétrico SAD69 - Fuso 23k - Hemisfério Sul) ............................. 20Tabela 2 – Cronograma das obras de implantação da Subestação e Ramal de Subtransmissão. .............................................................................................. 21Tabela 3 – Potências de transmissão. ................................................................... 29Tabela 4 – Síntese das medidas de ordem preventiva, mitigadora, de controle e/ou compensatórias. ...................................................................................... 81Tabela 5 – Classificação dos resíduos da construção pela resolução CONAMA 307/2002. ........................................................................................................... 85Tabela 6 – Matriz de Impactos Ambientais............................................................ 92
  10. 10. 10ÍNDICE DE ANEXOSANEXO 01 IMPLANTAÇÃO GERAL DO EMPREENDIMENTO ......................................... 98ANEXO 02 PROJETO EXECUTIVO DA SUBESTAÇÃO ............................................... 100ANEXO 03 PROJETO ELETROMECÂNICO DO RAMAL DE CONSUMIDOR..................... 118ANEXO 04 DIAGRAMA UNIFILAR .......................................................................... 120ANEXO 05 FOLHA DE DADOS DO TRANSFORMADOR (WEG) ................................... 122ANEXO 06 ENSAIO NÍVEL DE RUÍDO (WEG) .......................................................... 127ANEXO 07 RELATÓRIO DE ESTUDOS DOS CAMPOS ELÉTRICO E MAGNÉTICO........... 129ANEXO 08 ART – ANOTAÇÕES DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA .......................... 155
  11. 11. 11SUMÁRIOO presente EVA visa apresentar o projeto de adequação das instalações na tensãode subtransmissão, em 88-138kV para atendimento das instalações do Mooca PlazaShopping, que anteriormente atendiam as instalações da fábrica da Ford Motors doBrasil na área, na tensão de 88kV e com potência instalada de 3x12,5MVA,totalizando 37,5MVA e com carga contratada de 14MW.A instalação da Subestação Mooca Plaza Shopping e do Ramal Aéreo para tomadade energia na Linha de Transmissão de Alta Tensão - LTA Sul-Wilson visa a atendera necessidade de potência para o empreendimento em implantação no terrenosituado no Rua Capitão Pacheco Chaves, 313, Parque da Mooca.A potência a ser contratada para atendimento da carga atual de energia a serinstalada, será: Primeiro ano 9,0MW Terceiro ano 14,0MW Quinto ano 22,0MWPortanto, se faz necessária a implantação de uma Subestação com 2x20MVA emcondições normais e 2x25MVA em condições de ventilação forçada, sendo umtransformador em operação regular e outro em regime de contingência. Estaimplantação busca garantir o suprimento de energia para as atividades comerciais ede prestação de serviços previstas para o local.Para a localização do empreendimento considerou-se a demanda de comércio e deatividade de prestação de serviços, traduzidas pelo flagrante déficit habitacional, decomércio e serviços existentes naquela região. Por outro lado, a existência doterreno objeto do presente licenciamento, cuja localização, tamanho e condiçãotopográfica, se adéquam, perfeitamente, às exigências técnicas exigíveis paraprojetos desta natureza, constitui adequada solução para o atendimento aoapontado déficit.Foi ainda levada em consideração área e o traçado de menor supressão possível deexemplares arbóreos, uma vez que foi selecionado um terreno previamente
  12. 12. 12desmatado, onde, há mais de 40 anos se desenvolvia a atividade industrial e comentorno dotado de infra-estrutura urbana consolidada, quer seja no que diz respeitoao sistema viário e à disponibilidade de transporte público, quer seja quanto àdisponibilidade de infra-estrutura urbana, traduzida em serviços urbanos e estruturade saneamento básico, aí contemplados o abastecimento de água, o esgotamentosanitário e a drenagem de águas pluviais.Como pontos de controle mais vulneráveis para a instalação da Subestação e doRamal, foram considerados os edifícios residenciais e prédios industriais instaladosao lado da faixa de servidão do Ramal de Subtransmissão e o prédio do shopping eestacionamentos, que fazem divisa com a Subestação. Os estudos do campo eletro-magnético conforme analisado no Item 7.5.3 não demonstraram interferênciassignificativas para esta escolha locacional.Os estudos de impacto foram desenvolvidos com base em uma Área de InfluênciaDireta onde foram considerados todos os edifícios do entorno a uma distância de100 metros da Subestação e do Ramal.Na fase de construção do Ramal Aéreo de Subtransmissão, o principal impacto sedará em um trecho de aproximadamente 135 metros ao longo da faixa de servidãoentre os imóveis de números 1040 e 1070 da Avenida Dianópolis, com areadequação e manutenção a ser realizada nas estruturas do Ramal deSubtransmissão, sendo uma na tomada de energia na LTA Sul-Wilson, da AESEletropaulo, e duas na própria área de servidão. Para mitigar este impacto, queconsiste apenas na transposição dos cabos a serem substituídos do Ramal deSubtransmissão, previamente à readequação do ramal, serão realizadas consultas esolicitações de diretrizes, assim como providenciada a documentação pertinente decompetência da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) e da Companhia deEngenharia de Tráfego (CET). Os demais interessados serão previamenteinformados da realização destas intervenções e das respectivas interferências.Não haverá supressão da arborização existente atualmente na faixa de Servidão.Será autuado processo de poda dos exemplares que interferem na rede elétrica naSubprefeitura do Ipiranga.Quanto à fase de operação, os principais impactos ocorrerão sobre a paisagemurbana e o uso do solo, a geração de vibração e ruído de média e alta freqüência, a
  13. 13. 13geração de campo elétrico e magnético, a ocorrência de risco de contaminação dosolo e dos corpos d’água, a ocorrência de risco de acidentes e incidentes comtrabalhadores. Em contrapartida, porém, identifica-se o impacto positivo deatendimento a antiga demanda por comércio e serviços na região, destacando-secomo principal benefício, a reabilitação de área urbana central, com a implantaçãode empreendimento moderno e compacto cuja principal característica será areabilitação urbana da região.Entre outras medidas mitigadoras e preventivas, foi selecionada a área que atendaaos objetivos do empreendimento com o menor impacto ambiental. Ruídos evibrações, bem como o risco a usuários e freqüentadores do empreendimento serãomitigados com a utilização de transformadores de tecnologia avançada e com aimplantação de anteparos físicos no entorno da Subestação.As medidas mitigadoras propostas neste estudo deverão ser aplicadas durante oprojeto, simultaneamente à instalação e à operação da Subestação e do Ramal deSubtransmissão com a finalidade de reduzir ao máximo seus eventuais impactos.Como programas de monitoramento, deverão ser analisadas, constantemente, ascondições dos solos e das águas subterrâneas na área de implantação daSubestação, as emissões de ruído dos transformadores, bem como, ser efetuado omonitoramento de emissões eletromagnéticas.Assim, conclui-se que o empreendimento é ambientalmente viável, desde queaplicadas as medidas mitigadoras, compensatórias e de monitoramento ambientalora apresentadas neste estudo.
  14. 14. 141 INFORMAÇÕES GERAIS1.1 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR Nome Fantasia: Mooca Plaza Shopping Razão Social: Shopping Center Mooca Empreendimento Imobiliário S.A. Endereço para correspondência do empreendedor: Av. Borges de Medeiros, 633, 1º Andar, Leblon, Rio de Janeiro, RJ; Telefone: (11) 2062-6042 Inscrição Estadual: CNPJ: 07.785.392/0002-71 Representante legal (nome, fone, fax e e-mail) Nome: Claudio Jordani Filho E-mail: claudio.jordani@construtorasaojose.com.br Fone: (11) 3065-4444 Pessoa de contato (nome, fone, fax e e-mail) Nome: Cyro da Silva Lafemina E-mail: cyro.silva@construtorasaojose.com.br Fone: (11) 2062-6042 Representantes da contratada: Nome: Fernando Miragaia Peruzzo E-mail: fmp.engenharia@uol.com.br Fone: (11) 9332-7550
  15. 15. 151.2 IDENTIFICAÇÃO DAS EMPRESAS RESPONSÁVEIS PELA ELABORAÇÃO DO ESTUDO DE VIABILIDADE AMBIENTAL - EVA Razão Social: FMP Engenharia Ltda. Endereço: Rua José Simões Neves, 180, Jardim Mosteiro, Itanhaém, SP, 11740- 000 Telefone: (11) 9332-7550 C.N.P.J: 07.716.725/0001-20 Representante legal: Nome: Fernando Miragaia Peruzzo Email: fmp.engenharia@uol.com.br Fone: (11) 9332-7550Será apresentada a anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do coordenadorda equipe de especialistas, conforme Parágrafo 2º do Art.19, Cap. III, da Lei nº.9509/97.Equipe técnica:• Coordenação e Responsável Técnico: Engenheiro Fernando Miragaia Peruzzo, CREA/SP 0600428169 Engenheiro Eletricista Pós – Graduado em Gestão de Negócios de Energia Elétrica – USP/FGV Pós – Graduado em Gestão Ambiental em Negócios no Setor Energético – IEE/USP• Especialista em Construção Civil e Edificações: Engenheiro Civil Dario Rocha Miragaia Peruzzo – CREA/SP 5061979904.• Especialista em Meio Ambiente Biótico: Vegetação e Fauna: Engenheiro Florestal Roberto Winter Caracas – CREA/SP 5062528130.• Especialista em Impactos dos Campos Elétrico e Magnético:
  16. 16. 16 Engenheiro Mecânico e Eletricista Prof. Duílio Moreira Leite – CREA/SP 600126479.• Produção de mapas e imagens: Arquiteta e Urbanista: Mariah Rocha Peruzzo.Anotações de Responsabilidade Técnica 1. Responsável Técnico pelo EVA; 2. Responsável Técnico pelos projetos e laudos de manejo vegetal; 3. Responsável Técnico pelo Diagnóstico e Análise do Campo Magnético.Organizações contratadas que contribuíram para a elaboração do EVA:Encontre Engenharia Ltda. Ministro Ferreira Alves, n° 294 sala A – São Paulo / SP Telefone: (11) 5565-0808 - Fax: (11) 5565-0809 CNPJ: 60.534.286/0001-17 - Inscrição Municipal CCM: 9.621.342-6RWC Ambiental Ltda. Rua Itapirapuã, nº 119 - CEP 01440-040 – São Paulo / SP Telefone: (11) 3483-1279 / (11) 9193-8997 / (11) 9128-8997 CNPJ: 10.878.592/0001-00 - Inscrição Municipal: CCM 3.924.503-91.3 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTOTrata-se da implantação de nova entrada de energia para o Mooca Plaza Shopping,que está sendo empreendido na Rua Henry Ford, 1787, atual Rua Capitão PachecoChaves, 313, Parque da Mooca, em 88-138kV, a fim de atender o consumo do novoempreendimento, cujo fornecimento está projetado em 13,8kV.O escopo do projeto prevê a execução das obras divididas em duas atividadesprincipais: • Construção de Subestação na tensão de 88-138kV no interior do terreno;
  17. 17. 17 • Implantação do Ramal de entrada pela área de servidão entre os imóveis de números 1040 e 1070 da Avenida Dianópolis, com caminhamento de 135m até a tomada na LTA Sul-Wilson, contemplando a readequação das três estruturas do ramal existente.1.4 JUSTIFICATIVAS E OBJETIVOS DO EMPREENDIMENTOO terreno anteriormente ocupado pela Ford Motors do Brasil possuía cabine deentrada composta por 3x12,5MVA, com entrada de 88-138kV e saída de 13,8kVpara a alimentação das diversas cabines que existiam na planta fabrilCom a proposta da recente implantação do empreendimento comercial, constituídodo Mooca Plaza Shopping e futuramente de edifícios comerciais, a carga previstaindica uma demanda estimada de 22.000kW na fase final do projeto. Portanto, se faznecessária a implantação de uma Subestação com 2x20MVA, sendo umtransformador operando em regime constante e outro para uso em contingência.Nesse sentido, o empreendedor contratou o projeto para readequação do Ramal deSubtransmissão e construção de nova Subestação de energia. Por meio de consultaà concessionária de energia e de reuniões técnicas multidisciplinares foram obtidasas seguintes conclusões: 1. Pelas condições físicas e de localização do terreno, torna-se mais viável a reutilização do ramal existente na tensão de 88kV, readequando-o para as tensões de 88-138kV; 2. O local mais apropriado encontrado tem mesma localização onde se encontrava a antiga Subestação da Ford Motors do Brasil, já que será possível aproveitar a faixa de servidão existente entre os números 1040 e 1070 da Avenida Dianópolis. A utilização desta área não obrigará o empreendedor a encontrar novo terreno para o caminhamento do Ramal de Subtransmissão, aproveitando, inclusive, o contexto da vegetação, que necessitará, apenas, de poda para a nova implantação.1.5 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DA SUBESTAÇÃOO local definido para a implantação da nova Subestação de transformação encontra-se inserido na área do terreno do Rua Capitão Pacheco Chaves, 313, com o ramal
  18. 18. 18de subtransmissão caminhando pela área de servidão existente entre os números1040 e 1070 da Avenida Dianópolis.As características do local e do entorno são apresentadas a seguir: • A área do Mooca Plaza Shopping possuirá dois acessos, sendo o principal pelo Rua Capitão Pacheco Chaves, 313 e o secundário pela Av. Henry Ford. O prédio que abrigará a Subestação estará destacado da edificação do shopping propriamente dito, na porção mais ao norte da área. O acesso à Subestação dar-se-á pelo arruamento interno do estacionamento do shopping, como pode ser conferido no Anexo 01 – Implantação Geral do Empreendimento; • A área apresenta posicionamento estratégico no interior do terreno, mantendo eqüidistância entre o Shopping Center e o núcleo de prédios residenciais; • A área de servidão, por já existir na antiga entrada de energia da Ford Motors do Brasil, será aproveitada em função da sua proximidade com a LTA Sul- Wilson e permitirá o aproveitando das características já apresentadas, com a minoração na necessidade de manejo vegetal, somente com poda dos exemplares existentes; • O Ramal apresenta uma distância de 135 metros, na direção norte-sul, atravessando a faixa de servidão entre os imóveis de números 1040 e 1070 da Avenida Dianópolis, cruzando esta mesma avenida e atingindo a faixa de segurança da LTA Sul-Wilson.A solução adotada constitui a alternativa de menor impacto ambiental e de menorcusto, pelos motivos acima apontados. A localização da Subestação no contextoregional é apresentada a seguir:
  19. 19. 19 Brasil São Paulo Figura 1 – LOCALIZAÇÃO DA SUBESTAÇÃO MOOCA PLAZA SHOPPINGA localização geográfica da Subestação encontra-se representada na Figura 2 e temsuas coordenadas explicitadas na Tabela 1 a seguir.
  20. 20. 20 Figura 2 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO (1) Subestação de transformação; (2) Ramal de subtransmissão; (3) Linha de transmissão de alta tensão (LTA) Sul – Wilson.Tabela 1 – Coordenadas do empreendimento (Projeção Cartográfica UTM - Datum PlanimétricoSAD69 - Fuso 23k - Hemisfério Sul)
  21. 21. 211.6 CRONOGRAMATabela 2 – Cronograma das obras de implantação da Subestação e Ramal de Subtransmissão.
  22. 22. 222 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO2.1 CONCEPÇÃO GERAL2.1.1 Principais Características da SubestaçãoA nova entrada de energia para o Mooca Plaza Shopping será constituído de umaSubestação para em 88-138kV, com 2 transformadores de 20MVA para atender umademanda final estimada de 7,5MW no primeiro ano da implantação, 9,0MW no segundoano, 14,0MW no terceiro e quarto ano e 22MW a partir do quinto ano. Um transformadorirá operar em regime constante e outro para uso em contingência. As característicastécnicas que identificam o porte do empreendimento em questão são apresentadas nositens a seguir.2.1.2 Implantação da Subestação e Ramal de SubtransmissãoConforme já citado no Item 1.4, objetivo de obter o melhor aproveitamento do terrenodisponível e condições ambientais mais favoráveis, optou-se pela implantaçãoapresentada na Figura 3. O projeto executivo de implantação encontra-se anexado a esterelatório (Anexo 02)
  23. 23. 23 Figura 3- IMPLANTAÇÃO ESQUEMÁTICAO escopo de execução dos serviços divide-se em duas atividades principais: • Construção de Subestação na tensão de 88-138/13,8kV; • Readequação e modernização do Ramal de Subtransmissão já existente da, já descomissionada, Ford Motors do Brasil pela área de servidão entre os imóveis de números 1040 e 1070 da Avenida Dianópolis.2.2 CARACTERÍSTICAS TÉCNICASSão apresentadas a seguir as principais características técnicas da nova entrada deenergia do Mooca Plaza Shopping: Subestação e Ramal de Subtransmissão.
  24. 24. 242.2.1 Ramal de Subtransmissão Aéreo de Entrada da SubestaçãoO Ramal de Subtransmissão de alta tensão que alimentará a nova Subestação, como jácitado, derivará da linha de transmissão de alta tensão (LTA) Sul-Wilson, do sistemapertencente à AES Eletropaulo. No Anexo 03 é apresentado o Projeto Eletromecânico doRamal de Consumidor.O caminhamento do ramal continuará no mesmo caminhamento da antiga Subestaçãoda Ford Motors do Brasil, ou seja, pela faixa de servidão já existente entre os imóveis denúmeros 1040 e 1070 da Avenida Dianópolis, cruzando esta mesma avenida, e seguindopor faixa de servidão paralela ao imóvel de número 1239 e atingindo a LTA Sul-Wilson.Este caminhamento visa a aproveitar as características originais da entrada de energiada Ford Motors do Brasil, minorando a necessidade de manejo vegetal e outrosimpactos.Nas Figuras 04 e 05 a seguir são apresentadas o perfil esquemático do Ramal deSubtransmissão e as estruturas a serem readequadas.
  25. 25. 25Características técnicas do Ramal de Subtransmissão Figura 4 – PERFIL A-A RAC MOOCA PLAZA SHOPPINGA 5-6 (Atual RAC Ford Ipiranga 5-6) Escala vertical 1:200 Escala Horizontal 1:1000
  26. 26. 26 Figura 5 – PERFIL DAS ESTRUTURAS DE TRANSMISSÃOO Ramal de Subtransmissão é composto por 3 estruturas, sendo uma do tipo EAP eduas do tipo EAR, já existentes que, por estarem desativadas, serão readequadas paraatender as necessidades técnicas do projeto.O Anexo 03 apresenta o projeto eletromecânico do Ramal de Subtransmissão ondedestacamos as seguintes características eletromecânicas: • Tipo do cabo condutor: CAA 336,4MCM (LINNET);
  27. 27. 27• Diâmetro do cabo condutor: 0,01829m;• Tipo do cabo pára-raios: CAA 134,6MCM (LEGHORN);• Diâmetro do cabo pára-raios: 0,01345m;• Tensão de operação: 88kV;• Tensão de projeto: 138kV;• Disposição geométrica dos cabos na faixa: vide seção transversal conforme figura 6 abaixo.
  28. 28. 28Figura 6 – DISPOSIÇÃO GEOMÉTRICA DOS CABOS – SEÇÃO TRANSVERSAL • Parâmetros meteorológicos para cálculo da ampacidade dos cabos: o Tempo: com sol; o Temperatura ambiente = 25ºC; o Vento = 0,61m/s.
  29. 29. 29 Potências Máximas Transmitidas Nº de Condutores Temperatura média do cabo = Temperatura máxima do cabo = Ramal 40º C 75º C por fase Correntes por Potência por Correntes por Potência por condutor (A) circuito (MVA) condutor (A) circuito (MVA) 88-138 kV 88 kV 138 kV 88-138 kV 88 kV 138 kV Mooca Plaza 1 291 44 70 547 83 131 ShoppingTabela 3 – Potências de transmissão.2.2.1.1 Condições de carregamento dos circuitosA alimentação das subestações de distribuição para o Shopping será por circuitos comcabos blindados, em dutos subterrâneos e anexos a estrutura do prédio na tensão de13,8kVA alimentação de energia as cargas será efetuado por Subestação na tensão13,8kV/220-127V próximas aos centros de carga, subestações blindadas localizadas nacobertura do prédio.2.2.1.2 Execução das Fundações das Estruturas de SubtransmissãoCada estrutura de subtransmissão possui quatro apoios fixados por meio de parafusos àStubs, que são peças metálicas concretadas juntamente com os blocos de coroamentodas estacas.Cada um dos blocos de coroamento possuirá quatro estacas conforme apresentado naFigura 07 a seguir.
  30. 30. 30 Figura 7 – ESQUEMA GERAL DOS BLOCOS DE COROAMENTO DAS ESTACAS – ESTRUTURAS DE TRANSMISSÃODimensionamento dos Blocos: • Diâmetro das estacas: 26 cm • Dimensões do bloco são definidas: o Distância entre estacas = 2,5*0,26 = 0,65 m, adotado 0,70 m; o Comprimento (a): (2,5*0,26 + 2.c)= 1,17 m; adotado 1,20 m; o Altura (h) = [(0,85x1.41)/2x0,50 m - adotado h=0,70 m; • Volume de escavação para cada bloco: 2,53 m³; • Volume de reaterro para cada bloco: 1,53 m³.
  31. 31. 312.2.1.3 Procedimento de Lançamento dos Cabos Condutores e Pára-RaiosO procedimento para o lançamento dos cabos pára-raios e, posteriormente, os caboscondutores na travessia sobre a via de acesso aos prédios no entorno, será a instalaçãode estruturas provisórias especiais, tipo cavalete, para que os cabos condutores e pararaios não venham a interferir no funcionamento destas infra-estruturas.2.2.1.4 Paralelismo com Outras Linhas de TransmissãoNão há outras linhas de transmissão paralelas ao novo ramal a ser implantado.2.2.2 Características e Implantação da Subestação Figura 8 – ARRANJO GERAL (PLANTA BAIXA DO TÉRREO DA SUBESTAÇÃO)
  32. 32. 322.2.2.1 Acessos, Uso do Solo e Entorno da Subestação Edifícios residenciais Residências unifamiliares Residências unifamiliares 900 1010 1040 1070 1278 Figura 9 – CARACTERIZAÇÃO DO ENTORNO DA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO 900 – La Place Motel 1070 - A Azevedo Industria de Comércio e Óleo Ltda. 1010 – Espacial Suprimentos de Informática Ltda. 1278 – Votorantim Metais – Centro de Distribuição 1040 – Jomaço Ferro e Aço Ltda.2.2.2.2 Topografia e Movimento de TerraNão haverá necessidade de grande movimento de solo, já que o projeto arquitetônico doMooca Plaza Shopping previu manter a topografia original do terreno, que é bastanteplana em função de sua ocupação pretérita.Na faixa de servidão também não haverá movimento de terra. Haverá pequenaquantidade de solo excedente em função da execução das fundações e infra-estrutura deconcreto que sustentarão as estruturas metálicas de transmissão e a subestaçãopropriamente dita.
  33. 33. 332.2.2.3 Execução das FundaçõesAs fundações da Subestação propriamente dita e das estruturas de transmissão serão dotipo pré-moldadas de concreto, cravadas no solo sem necessidade escavação e bota-fora de solo excedente.2.2.2.4 Contenção de Óleo Mineral IsolanteO sistema de contenção de vazamento de óleo isolante dar-se-á com a instalação depoço de contenção de óleo isolante, com capacidade volumétrica de conter todo o óleodos transformadores em eventuais vazamentos. Destaca-se, ainda, que ostransformadores atuais são providos de sistemas e válvulas de segurança, de forma aaliviar a sobre-pressão interna.A dimensão do poço será de 2,24 m x 3,7 m com profundidade de 1,5 m com capacidadepara 12,44 m3.2.2.2.5 Instalação da SubestaçãoConforme apresentado na Implantação Geral do Empreendimento, Anexo 01, aedificação que abrigará a Subestação será construída em estrutura de concreto armadoe alvenaria e possuirá três pavimentos, sendo um térreo, abrigado; 1º pavimento,também abrigado; e cobertura, não abrigada, também chamada de 2º pavimento noprojeto executivo.A estrutura deverá está projetada em concreto armado com lajes nos tetos. A vedaçãoserá efetuada em alvenaria de blocos de concreto, com emboço e pintura texturizada.Deverá ser provida de iluminação e ventilação naturais, através de esquadrias metálicase de portas metálicas, de abrir para fora.O térreo abrigará os dois transformadores de tensão e a cabine de comando, sendo estaisolada por paredes da área dos transformadores.A cabine de comando foi projetada e será construída na forma necessária para abrigar osequipamentos: painéis, cubículos 13,8 kV, quadros, bateria e carregador (os quaisdeverão ser apoiados em rodapés), no andar térreo da Subestação.Sob os cubículos de 13,8 kV e painéis, deverão ser construídas canaletas de cabos paraentrada e saídas dos alimentadores de média tensão e cabos de comando.
  34. 34. 34A interligação entre a sala de cubículos e as diversas cabines de transformação do novoempreendimento, se dará pela vias internas do terreno, por meio de eletrodutosgalvanizados.A sala dos cubículos/painéis/quadros e do operador deverá ter piso em concretodesempenado, com acabamento em placas de piso vinílico de 3,2mm, para tráfegopesado.O 1º e 2º pavimentos abrigarão as entradas dos dois circuitos provenientes do Ramal deSubtransmissão, acondicionando as chaves seccionadoras. Cada uma dos circuitosocupará separadamente os pavimentos.Estas informações podem ser conferidas nas diferentes folhas do Projeto Executivoapresentado no Anexo 02.
  35. 35. 35Figura 10- DISTÂNCIA DA SUBESTAÇÃO ÀS EDIFICAÇÕES LINDEIRAS
  36. 36. 36 Figura 11 – CORTE TRANSVERSAL DA SUBESTAÇÃO2.2.2.6 Normas de Segurança no Trabalho:O projeto da Subestação atenderá aos requisitos da Norma NR10 quanto à segurança detrabalhadores e inspetores.2.2.3 Obras de Implantação2.2.3.1 Canteiro de ObrasA obra civil da Subestação, bem como as fundações das estruturas do Ramal deSubtransmissão serão executados pela mesma construtora que está realizando as obrasdo Mooca Plaza Shopping; portanto, será utilizada a mesma estrutura de canteiros deobra.
  37. 37. 37Será também cedido um espaço neste mesmo canteiro para abrigar as instalaçõesprovisórias da empresa que realizar a montagem eletromecânica do Ramal deSubtransmissão e Subestação, sendo todas estas instalações provisórias locadas dentrodo terreno da antiga Ford Motors do Brasil, atual Mooca Plaza Shopping.2.2.3.2 Previsão de Mão-de-Obra EmpregadaA mão-de-obra associada à execução e operação da nova entrada de energia édeterminada em função da seqüência da obra, sendo: Montagem eletro mecânica: 20 pessoas Execução de obras civis: 10 pessoas Operação da nova entrada de energia: 02 pessoas2.2.3.3 Horário de Funcionamento das ObrasO horário de operação do canteiro de obras da Subestação em área interna ao MoocaPlaza Shopping é das 7:00 às 17:00 horas, de segunda a sábado. As obras deimplantação das torres serão realizadas em períodos acordados com os órgãos decontrole de vias públicas e trânsito do município de São Paulo.
  38. 38. 383 ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS, URBANÍSTICAS E LOCACIONAISA demanda de carga prevista para o projeto de implantação total do empreendimentoque é de 22.000 kW indica a necessidade de atendimento em tensão de subtransmissão.Nesta condição a melhor alternativa foi a da readequação do Ramal já existente eimplantação de nova subestação compacta e semi abrigada. Destaca-se que na épocade operação da unidade fabril da Ford Motors do Brasil no local a potência instalada erade 37,5 MVA, muito próximo do valor atual que será de 40 MW.Para qualquer outra opção seria necessária a desapropriação de área de servidão para aimplantação do ramal de subtransmissão que acarretaria muito mais impacto no entorno.Na opção adotada, não serão gerados novos impactos, apenas o gerenciamento dosimpactos existentes.Para atendimento em tensão de distribuição para a carga requerida seriam necessáriosinvestimentos e plano de obras no sistema elétrico de distribuição, que acarretariagrandes impactos na região considerada.O local selecionado para a instalação da Subestação dentro do perímetro doempreendimento e próximo à entrada de energia foi considerada a de menor geração deimpactos para a região, de assegurar maior segurança operacional e melhor opção decustos.
  39. 39. 39Figura 12 – SITUAÇÃO PRETENDIDA PARA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO
  40. 40. 404 PROJETOS CO-LOCALIZADOSA Área de Influência Direta do empreendimento, aí contempladas todas as edificações,vias e espaços a uma distância de 100 metros do limite da Subestação ou Ramal deSubtransmissão foi analisada, levando-se em conta, como a Área de Influência Indiretado empreendimento, a Subprefeitura da Mooca. Desta forma, foram analisados osprojetos co-localizados, compreendidos pelo Plano Regional Estratégico – PRE daSubprefeitura Mooca, da Lei Municipal nº 13.885/2004.Próximo à área do empreendimento está prevista a realização da Operação Urbana aolongo da via férrea. A maior influência desta Operação Urbana sobre o entorno doempreendimento será a implantação de um Parque Linear ao longo do ramal ferroviárioparalelo à Avenida Presidente Wilson. Esta intervenção urbana não prevê a utilização,mesmo que parcial, do terreno do empreendimento. Entretanto, causará influênciabenéfica direta sobre o empreendimento e este, complementarmente, influenciará,beneficamente o parque linear previsto nos projetos de urbanização pública da região,com impacto positivo, uma vez que tendem a favorecer a acessibilidade e a intensificar asua economia, contribuindo com os preceitos básicos de desenvolvimento previstos pelopoder público municipal para o tradicional Bairro da Mooca.Com efeito, o Plano Regional Estratégico e o Plano Urbanístico Ambiental daSubprefeitura da Mooca, apresentam como objetivos:• recuperação do ambiente urbano, em especial das áreas degradadas;• melhoria da circulação e dos transportes;• reversão da valorização imobiliária e recuperação da função residencial;• transformação do perfil econômico e social, por meio de ações que induzam o fomento à pluralidade econômica, a inclusão social, a segurança urbana e o fomento à cultura;• estimular a diversidade de usos e a diversidade social;• assegurar o direito á moradia digna para a população que vive em cortiços, favelas e ocupações irregulares da região;• priorizar a oferta de equipamentos setoriais na região; e,
  41. 41. 41• melhorar as condições ambientais por meio da: a) manutenção das áreas verdes existentes; b) criação de áreas verdes; c) criação de áreas permeáveis, eliminando os riscos ambientais (inundações, deslizamentos, desabamentos e outros); e, d) recuperação de áreas contaminadas.Inequivocamente, um empreendimento do porte daquele ora proposto para o local, emterreno contíguo a um parque, não só atende a todos os objetivos preconizados no PlanoRegional Estratégico e o Plano Urbanístico Ambiental da Subprefeitura da Mooca, comotambém, constitui importante vetor de indução para o desenvolvimento e recuperação dobairro.
  42. 42. 425 ASPECTOS JURÍDICOS – LEGISLAÇÃO• Lei Federal nº 3.924, de 26/07/1961, que dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos, denominando-os, bem como dispõe das escavações arqueológicas;• Lei 4.771/1965, que define as Áreas e Vegetação de Preservação Permanente;• Lei Estadual n° 118/73, com redação alterada pela Lei Estadual 13.542/09, que determina que a supressão de vegetação e intervenções em áreas consideradas de Preservação Permanente necessita de autorização expedida pela CETESB;• Lei Municipal nº 10.365 / 1987 e Decreto Municipal nº 26.535/1998, que disciplina o corte e a poda de vegetação de porte arbóreo existente no Município de São Paulo;• Portaria IPHAN nº 07, de 01/12/1988, que estabelece procedimentos necessários à comunicação prévia, às permissões e às autorizações para pesquisas e escavações arqueológicas em sítios arqueológicos previstas na Lei Federal n° 3.924, de 26.07.61;• Decreto Estadual nº 30.443/1989 e Decreto Estadual nº 39.743/1994, que considera patrimônio ambiental e declara imunes de corte exemplares arbóreos, situados no Município de São Paulo;• Resolução Nº 05/CONPRESP/1991 – resolve, nos termos e para os fins da Lei nº 10.032/85, com as alterações introduzidas pela Lei no 10.236/86, tombar "ex-officio" os bens por esta resolução discriminados.• Lei Estadual nº 7.663, de 30/12/1991, estabelece normas de orientação à Política Estadual de Recursos Hídricos e ao Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos;• Lei Municipal 11.380 / 93 e seu Decreto Regulamentador 41.633/02, para execução de movimento de terra, solicitando a licença expedida pela Subprefeitura;• Decreto Federal n° 750, de 10.02.93, que dispõe sobre o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica, e dá outras providências;• Resolução Conjunta SMA/IBAMA-SP nº 1, de 17.02.94, definição da vegetação primária e secundária nos estágios pioneiro, inicial, médio e avançado de
  43. 43. 43 regeneração da Mata Atlântica em cumprimento ao disposto no artigo 60, do Decreto n° 750, de 10.02.93, na Resolução CONAMA n° 10, de 10.10.93, e a fim de orientar os procedimentos de licenciamento de exploração da vegetação nativa no Estado de São Paulo;• Portaria DEPRN nº 44, de 25.09.95, disciplina os procedimentos para a autorização do corte de árvores isoladas (Revogada pela Portaria DEPRN nº 30/06);• Portaria DEPRN nº 36, de 13/07/1995, define os tipos de documentos emitidos pelo DEPRN e suas respectivas finalidades;• Decreto Estadual nº 41.258, de 31/10/1996, regulamenta as outorgas de direto de uso dos recursos hídricos;• Portaria DEPRN nº 17, de 30.03.98, estabelece documentação inicial a ser entregue pelo interessado e novos procedimentos para processos de licenciamento no âmbito do DEPRN;• Decreto nº 46.076 / 2001, que dispõe sobre as medidas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de risco e que deve auxiliar na elaboração do Plano de Emergências;• Lei Federal nº 10.257 de 10 de Julho de 2001, Estatuto das Cidades;• Resolução n.º 61 /CADES/2001, de 05 de outubro de 2001, dispõe sobre a aprovação do Relatório Final da Comissão Especial de Estudos sobre a Competência do Município de São Paulo para o Licenciamento Ambiental na 46ª Reunião Ordinária do CADES;• Resolução no. 14/ CONPRESP /2001 – Abertura do processo de tombamento dos três Marcos Quilométricos localizados no Município de São Paulo;• Resolução CONAMA nº 303 de 20/03/2002, dispõe sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente – APP;• Lei Municipal nº 13.430 de 13 de Setembro de 2002, institui o Plano Diretor Estratégico e o Sistema de Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Urbano do Município de São Paulo;• Resolução CONAMA nº 307 / 2002, quanto à classificação dos resíduos gerados na Repotenciação da Subestação;
  44. 44. 44• Resolução SMA n° 34 / 2003, que dispõe sobre as medidas necessárias à proteção do patrimônio arqueológico e pré-histórico;• Resolução SMA nº 34, de 27/08/2003, que dispõe das medidas necessárias à proteção do patrimônio arqueológico e pré-histórico quando do licenciamento ambiental de empreendimento e atividades potencialmente causadores de significativo impacto ambiental, sujeitos à apresentação de EIA/RIMA.• Lei Municipal 13.885 de 25/08/2004, Estabelece normas complementares ao Plano Diretor Estratégico, institui os Planos Regionais Estratégicos das Subprefeituras, dispõe sobre o parcelamento, disciplina e ordena o Uso e Ocupação do Solo do Município de São Paulo;• Resolução Conjunta SMA-SERHS nº 1, de 23/02/2005, regula procedimentos para Licenciamento Ambiental Integrado às Outorgas de Recursos Hídricos;• Portaria nº 80 / SVMA / 2005, que estabelece as condições para implantação e operação de linhas de transmissão e subestações de energia elétrica no Município de São Paulo;• Resolução CONAMA n° 369/2006, que dispõe sobre os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente – APP;• Portaria 26/SVMA-G/2008, ou a que vier a substituí-la, para a supressão da vegetação existente dentro da área do empreendimento, solicitando a manifestação técnica junto à Divisão Técnica de Proteção e Avaliação Ambiental do DEPAVE/DPAA da SVMA;• Lei Municipal nº 14.933/2009, que institui a Política de Mudança do Clima no município de São Paulo.
  45. 45. 456 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL Figura 13 – ÁREA DE INFLUÊNCIA DA SUBESTAÇÃO E RAMAL DE SUBTRANSMISSÃO (1) Subestação de transformação; (2) Ramal de subtransmissão; (3) Linha de transmissão de alta tensão (LTA) Sul – Wilson. (4) AID – Área de Influência DiretaPara a caracterização ambiental da AID foram considerados os seguintes componentes:• Ambiente Eletromagnético após a instalação da Subestação e Ramal;• Características Geológicas e Geotécnicas;• Ruídos e Vibrações decorrentes das obras e operação da Subestação;• Caracterização da Vegetação existente na Área Afetada pelo empreendimento;• Impactos na fauna e flora local;• Uso e Ocupação do Solo no entorno da Subestação; e,
  46. 46. 46• Especificidades da região.6.1 ANÁLISE DO AMBIENTE ELETROMAGNÉTICOFoi considerado que o ponto de tomada de energia na LTA Sul – Wilson 5-6 da AESEletropaulo, já é monitorado pela concessionária de energia e controlado pela SVMA.Os demais equipamentos do Ramal de Subtransmissão e Subestação de Energia serãoreadequados na faixa onde está implantado o ramal de subtransmissão que alimentava aantiga unidade fabril da Ford Motors do Brasil, cujo terreno está dando lugar ao novoempreendimento do Mooca Plaza Shopping. Em vista disto, não foi realizada medição decampo elétrico e magnético. Propõe-se que esta medição seja efetuada na fase inicial deoperação de modo a comprovar os estudos realizados na atual fase.A aproximadamente 135 metros da LTA Sul – Wilson 5-6, em local onde estava instaladaa subestação da Ford Motors do Brasil, a futura Subestação para atender a demanda deenergia do Mooca Plaza Shopping, será implantada em tensão primária de 138-88/13,8kV.Com o objetivo de identificar impactos de emissões de campo elétrico e magnético nasdivisas da faixa de servidão do trajeto do ramal de subtransmissão e no interior do MoocaPlaza Shopping.Para identificar o atendimento aos limites estabelecidos de impacto de campo elétrico a1,5 m do solo inferior a 4,17 kV/m e de campo eletromagnético para os locais depermanência de pessoas por 4 horas ou mais, a 1, 5 m do Solo de 3 µT como valormédio em 24 horas e para os locais de acesso ao público em geral de 83,3 µT comovalor máximo em qualquer circunstância apresenta-se a seguir os planos para os quaisforam desenvolvidos os estudos.Plano A Após a tomada de energia entres os números 1189 e 1239 da Avenida Dianópolis, ambos residenciais;Plano B Entre o nº 1040, Distribuidora de Ferro e Aço e o nº 1070 Distribuidora de óleos vegetais;Plano C Estacionamentos do futuro Shopping na entrada de energia da subestação;Plano D Corte transversal na subestação.
  47. 47. 476.2 GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIAA área em estudo localiza-se sobre terrenos sedimentares da Formação Resende,unidade pertencente à Bacia Sedimentar de São Paulo. Adjacentes a esta unidade, nota-se a presença de sedimentos quaternários, conforme mostra a Figura 14.A Formação Resende possui idade oligocênica atribuída por Melo et al.(1986), Riccomini(1989), Lima & Melo (1989) e Lima et al. (1994) através de análises palinológicas18 ecorresponde a depósitos de leques aluviais, sendo representada predominantemente porconglomerados, brechas e diamictitos na fácies proximal e lamitos com ocorrências ounão de lentes arenosas na fácies distal. Além deste tipo de sistema deposicional, naFormação Resende também são encontrados conglomerados de sistema fluvialentrelaçado.Os sedimentos quaternários correspondem a depósitos aluviais distribuídos ao longo dasdrenagens regionais e sobrepostos aos sedimentos da Formação Resende. Sãocaracterizados por grãos mal selecionados, com granulometria variando de cascalho atéargila, passando por silte e areia fina, média e grossa, háarredondamento/retrabalhamento dos grãos e seixos de quartzo em função daintensidade do transporte sofrido por eles, comum presença de matéria orgânicaencontrada nas argilas orgânicas, além de estruturas como estratificações cruzadas nasareias.
  48. 48. 48Figura 14 – MAPA GEOLÓGICO DA AID (Fonte: Emplasa, 1980)LEGENDA Local emQuaternário Aluviões fluviais: argila, areia ePateógeno - Neógeno Formação Resende: diamictito, conglomerados, Ferrovia Sentido da drenagem superficial
  49. 49. 496.3 RECURSOS HÍDRICOSO terreno em estudo encontra-se na cota 775 m acima do nível do mar, próximo aodivisor de águas regional (cota 800 m onde se situa o reservatório de águas da Sabesp),entre as bacias dos Rios Tamanduteí e da Mooca. Ressalta-se que, nesta região, odivisor de águas é coincidente com o traçado da Av. Paes de Barros.De acordo com a Figura 17, o imóvel encontra-se na sub-bacia de córrego, cujo nomenão foi possível identificar, que deságua na margem direita do Rio da Mooca, contribuinteda margem direita do Rio Tamanduateí.Estima-se que o fluxo subterrâneo nesta região tenha sentido NW-SE, em concordânciacom a topografia local. Figura 15 – TRECHO DO MAPA DO IBGE Escala original 1:50.000
  50. 50. 506.4 FAUNA SINANTRÓPICAAnimais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, a despeitoda vontade deste. Estes animais são atraídos pela disponibilidade de alimento e abrigo,que na maioria das vezes é conseqüência direta da ação humana.Destaca-se, dentre os animais sinantrópicos, aqueles que podem transmitir doenças,causar agravos à saúde do homem ou de outros animais, e que estão presentes nacidade de São Paulo, tais como: Abelha; Aranha; Barata; Carrapato; Escorpião; Formiga;Lacraia ou Centopéia; Morcego; Mosca; Mosquito; Pombo; Pulga; Rato; Taturana eVespa.6.5 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO E TENDÊNCIASO Bairro da Mooca constitui um dos mais tradicionais bairros da Capital paulista, queteve seu desenvolvimento alcançado com a intensificação da imigração italiana em SãoPaulo.Entretanto, após um grande surto de desenvolvimento, com grande ocupação urbana,tanto de uso residencial como de uso industrial, especialmente ao longo do ramalferroviário, ocorreu um esvaziamento do uso industrial, com o gradativo e preocupanteabandono dos galpões industriais de áreas tradicionalmente ocupadas anteriormente.O Plano Regional Estratégico e o Plano Urbanístico Ambiental da Subprefeitura daMooca têm por objetivo a recuperação urbana deste bairro, com a ocupação de áreasdotadas de infra-estrutura urbana, adequando o uso do solo atual às demandas dapopulação e à realidade da metrópole.Neste sentido, os planos acima citados preconizam, entre outros benefícios, aimplantação de um parque ao longo da via férrea, com a disponibilidade de proporcionarárea verde e de lazer à população do bairro. A implantação de um centro comercial e deserviços em área anexa ao parque, como proposto no projeto ora em análise,complementa os objetivos de desenvolvimento, de recuperação urbana e de revitalizaçãode área hoje subutilizada.6.6 ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NÃO GOVERNAMENTAISNão foram identificadas Organizações Sociais Não Governamentais na Área deInfluência Direta.
  51. 51. 516.7 PATRIMÔNIOS ARQUEOLÓGICOS, CULTURAIS E HISTÓRICOS.Não foram identificados na Área de Influência Direta patrimônios arqueológicos, culturaise históricos.6.8 ÁREAS CONTAMINADASO terreno no qual se encontra em implantação o Mooca Plaza Shopping é consideradoárea contaminada, de acordo com a Relação de Áreas Contaminadas e Reabilitadas noEstado de São Paulo, referente ao mês de novembro de 2009, publicada pelaCompanhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.A área foi utilizada pela empresa Ford Motors do Brasil entre os anos de 1953 e 2000,para o desenvolvimento da atividade de fabricação de caminhões.Os serviços de avaliação da qualidade do solo e da água subterrânea no local tiveraminício durante a desativação de antigos tanques de combustível, quando se verificoucontaminação do solo.Em 2004 foi realizada Investigação Confirmatória, na qual foram avaliadas as áreas deprodução; SAO; estamparia; armazenagem; infiltração (incluindo armazenamento decapacitores e transformadores e subestação elétrica); e ETE. Os resultados daInvestigação Confirmatória indicaram contaminação por Bifenilas Policloradas – PCBs nosolo e por compostos orgânicos (fenantreno e Hidrocarbonetos Totais de Petróleo – TPH)e metais (arsênio, chumbo, manganês e mercúrio) na água subterrânea, além dapresença de fase livre em alguns poços de monitoramento.Em prosseguimento ao gerenciamento da contaminação, entre agosto de 2004 e agostode 2005, foi realizada a etapa de Investigação Detalhada. Nesta etapa a área da FordMotors do Brasil foi dividida em 8 setores em função das atividades desenvolvidasanteriormente no local, denominados: • Setor 1: Armazenamento de Transformadores e Capacitores; • Setor 2: Subestação Elétrica; • Setor 3: Tanques Semi Enterrados; • Setor 4: Tanques Aéreos; • Setor 5: Casa de Tintas; • Setor 6: Estoque de Estampos;
  52. 52. 52 • Setor 7: Armazenamento de Tambores; • Setor 8: Antiga área de Pintura (complementação do Setor 5), sendo que o Setor 1 da antiga fábrica da Ford Motors do Brasil não pertence à área objeto do empreendimento Mooca Plaza Shopping.Na área na qual se pretende a instalação da Subestação Elétrica (antigo Setor 2) foramrealizadas sondagens rasas na base dos 3 transformadores existentes no setor, paraanálise de PCBs e TPH e instalados 3 poços de monitoramento de água subterrânea.No solo foi observada contaminação por PCBs na amostra TR-02-01 (1,2 mg/Kg) e TPHna amostra TR-01-06 (17.000 mg/Kg). Na água subterrânea foi verificada contaminaçãopor PCBs no poço PM-27 (0,12 µg/L). Também foi observada a presença de óleosobrenadante junto ao transformador TR-01. A análise de rico não verificou riscos paraPCBs em ambiente externo através da água subterrânea e no cenário hipotético deingestão de água subterrânea.Neste setor foram removidos 0,5 m³ de solo ao redor do ponto próximo ao transformadorTR-02, onde foi observada a contaminação por PCBs.Em 2007, foi realizada uma avaliação complementar do solo impactado por PCBs. Osresultados analíticos indicaram concentração máxima de 0,673 mg/kg para a amostra S-26 coletada junto ao transformador TR-03, superior ao valor de intervenção da CETESB.Diante destes resultados, entre os meses de março e setembro de 2007, foi efetuada aremoção do solo e da brita impactados por PCB e TPH no entorno dos transformadores,totalizando 985 m³ (considerando também os resíduos removidos do Setor 1). Osresíduos foram destinados para incineração.No Setor 3 foi observada a presença de fase livre e fase dissolvida de hidrocarbonetos,tendo sido instalados sistemas de Extração Multifásica – MPE e Air Sparging – AS, paraeliminação destes impactos na água subterrânea. Os sistemas promoveram a eliminaçãode toda a fase livre residual.No Setor 4 foi efetuada a remoção da tubulação usada para transporte do óleo dieselpara os tanques do Setor 3. O óleo residual nas tubulações (1.000 L) e no interior dostanques (600 L) e a camada de brita dos diques de contenção (150 m³), contendo óleodiesel, foram removidos.Os resultados analíticos indicaram contaminação no solo pelo composto benzo(a)pirenoe na água subterrânea por benzeno e TPH.
  53. 53. 53No Setor 8 foi observada contaminação na água subterrânea pelos compostos xilenos,1,2,4-trimetilbenzeno, 1,3,5-trimetilbenzeno, etilbenzeno, naftaleno e TPH. Para reduçãodas concentrações neste setor fora empregadas a técnica de remediação MPE/AS eOxidação Química, tendo sido realizadas 4 campanhas de injeção de Reagente Fenton.As Campanhas de Monitoramento Analítico das Águas Subterrâneas tiveram início emjunho de 2008. Na 1ª campanha, no Setor 2, não foi detectada contaminação. No Setor 3foi detectada iridiscência de produto nos poços de monitoramento PM-14, PM-15 e PM-47. Nestes poços foi identificada, através dos resultados analíticos, contaminação porTPH. Também foi observada contaminação por TPH em poços de monitoramentolocalizados nos setores 4 (PM-18) e 8 (PM-22, PM-23, e PM-75).Os resultados analíticos da 2ª campanha de monitoramento analítico da águasubterrânea no Setor 8 indicaram a presença dos compostos orgânicos n-propilbenzeno,1,3,5-trimetilbenzeno, 1,2,3-trimetilbenzeno e naftaleno em concentrações superiores aosvalores de intervenção considerados (US-EPA e CETESB). Foi observado risco tóxicopara o composto naftaleno na via de exposição ingestão de água subterrânea.Nas campanhas de monitoramento realizadas até janeiro de 2009 foi observadapresença de contaminação por TPH nos setores 3, 4 e 8. Desta forma, foi realizado umestudo de tratabilidade, por meio da utilização de produtos que possibilitam a redução damassa dos contaminantes (ORC, peróxido de hidrogênio, e solução de fertilizantes NPK),sendo que o ORC (Oxygen Release Compound) apresentou os melhores resultados.Os estudos de Avaliação Ambiental, relacionados com o gerenciamento da contaminaçãona área do Shopping Mooca, estão sendo acompanhados pela equipe do Grupo TécnicoPermanente de Áreas Contaminadas – GTAC, do Departamento de Controle daQualidade Ambiental – DECONT, por meio do Processo Administrativo nº 2008-0.323.415-1.O GTAC se manifestou a respeito dos trabalhos apresentados por meio do ParecerTécnico nº 107/GTAC/2009, o qual conclui que a execução do empreendimentopretendido no local é possível desde que as obras não interfiram no processo deremediação e que seja evitado o contato dos trabalhadores com a água subterrâneacontaminada, por meio do uso de EPIs. Adicionalmente, o GTAC condicionou aimplantação do Shopping à operação contínua do sistema de remediação a serimplantado e à manutenção da rede de monitoramento necessária para a avaliação daeficiência deste sistema. A ocupação do imóvel será permitida depois de atingidas as
  54. 54. 54metas de remediação. Deverá ser realizado o monitoramento para comprovar a eficiênciada remediação, através de 4 campanhas de amostragens semestrais, coincidentes comos períodos de maior (março/abril) e menor (setembro/outubro) elevação do aqüíferofreático.Com o objetivo de avaliar o desenvolvimento das atividades de remediação na área doShopping foi emitido o Comunique-se nº 219/DECONT-2/09, o qual solicita aapresentação dos resultados da campanha de monitoramento realizada após a aplicaçãode ORC e peróxido de hidrogênio, dos resultados da análise do solo removido e tratadocom ORC e de nova proposta de remediação da água subterrânea, caso os resultadosobtidos não sejam satisfatórios.De acordo com os documentos protocolados no GTAC em 2010, no Setor 8 foi realizada,em março de 2009, uma avaliação complementar da qualidade do solo, na qual foramverificadas elevadas concentrações de VOCs in situ nos pontos de medições situados aolado dos poços de monitoramento PM-22 e PM-75A. Foi coletada uma amostra de solonas proximidades do PM-75A, cuja concentração de TPH foi de 2.802 mg/kg, inferior aovalor de intervenção.Em maio de 2009 foi realizada injeção do produto O-SOX nos poços de monitoramentoPM-14, PM-15 e PM-47 do Setor 3. No entorno dos poços de injeção foi realizada aabertura de duas valas, nas quais foi adicionado o produto ORC. O solo removido foitratado com peróxido de hidrogênio e, após o tratamento, utilizado para cobertura dascavas. A campanha de monitoramento da eficiência do processo de remediação,realizada em setembro de 2009, indicou que as concentrações de TPH permaneciamacima do valor de intervenção.Em novembro de 2009 foi realizada uma ação de escavação no entorno dos poços demonitoramento PM-14, PM-15 e PM-47. Por meio das cavas abertas, foi injetadoReagente Fenton no solo e na água subterrânea expostos. O solo removido foi tratadocom Reagente Fenton e, após o tratamento, utilizado para cobertura das cavas abertas.Os resultados da campanha de monitoramento da eficiência do processo de remediação,realizada em dezembro de 2009, indicaram que em todos os poços foram verificadasconcentrações de TPH inferiores ao valor de intervenção.No Setor 4 foram realizados, em maio e julho de 2009, estudos de tratabilidade com ORCe uma ação de escavação no entorno do PM-18, com tratamento da água subterrânea edo solo expostos na cava aberta com ORC. O solo removido, que apresentava indícios
  55. 55. 55da presença de óleo adsorvido, foi tratado com peróxido de hidrogênio e reagente ORC,e, após o tratamento, utilizado para cobertura das cavas abertas. Em novembro de 2009foi realizada campanha de injeção de Reagente Fenton. As campanhas demonitoramento da eficiência dos processos de remediação, realizadas em setembro edezembro de 2009, indicaram concentrações de TPH inferiores ao valor de intervenção.Em fevereiro de 2010 foi realizada nova campanha de monitoramento, a qual indicou queas concentrações de TPH nos poços dos setores 3 e 4 permaneciam abaixo do valor deintervenção.No Setor 8 foi realizada em julho de 2009 uma ação de escavação no entorno dos poçosPM-22 e PM-75A, com tratamento do solo e da água subterrânea expostos na cavaaberta com ORC e peróxido de hidrogênio. Adicionalmente foi efetuada a instalação de 3novos poços de monitoramento. A campanha de monitoramento da eficiência desteprocesso de remediação, realizada em setembro de 2009, indicou as concentrações deTPH acima do valor de intervenção (PM-75B e PM-82) e de naftaleno superiores à metade remediação para a via de exposição ingestão de água subterrânea (PM-75B, PM-80 ePM-82).Em novembro de 2009 foi realizada nova ação de escavação no entorno dos poços PM-75B, PM-80 e PM-82. O solo e a água subterrânea expostos na cava aberta foramtratados com o Reagente Fenton. O solo removido do entorno do poço PM-82, queapresentava indícios tácteis visuais e odor foi tratado com Reagente Fenton. Em janeirode 2010 foi realizada campanha de injeção de Reagente Fenton, em 21 poços de injeçãoinstalados e nos poços PM-22B, PM-23A, PM-75B, PM-80 e PM-82. A campanha demonitoramento da eficiência destes processos de remediação, realizada em fevereiro de2010, indicou as concentrações de TPH acima do valor de intervenção e de naftalenosuperiores à meta de remediação para ingestão de água subterrânea nos poços demonitoramento PM-75B e PM-82.Considerando que dentre os parâmetros químicos contemplados na avaliação de risco àsaúde humana, não foram detectadas concentrações superiores às metas de remediaçãocalculadas para as vias hipotéticas futuras que se completarão, como a inalação devapores orgânicos provenientes da água subterrâneas em ambientes fechados, e que asocorrências anômalas de TPH são pontuais e apresentam padrão de redução,recomenda-se: o monitoramento analítico semestral para os parâmetros químicos VOCse TPH, a ser realizado de modo global, contemplando os poços PM-10, PM-20, PM-22B,
  56. 56. 56PM-23A, PM-74, PM-75B, PM-80 e PM-82; que sejam evitadas obras que interceptem oaquífero freático local; a análise de todo solo gerado durante as escavações paradeterminação de sua utilização e destinação; e a restrição da utilização das águassubterrâneas do aqüífero freático em toda a área dos terrenos avaliados. As campanhasde monitoramento estão previstas para serem realizadas nos meses de setembro de2010, março e setembro de 2011 e março de 2012.6.9 VIAS DE ACESSO E SISTEMAS DE TRANSPORTEA Rua Capitão Pacheco e Chaves pode ser considerado o principal acesso ao terrenoque dará lugar ao empreendimento do Mooca Plaza Shopping. A oeste, esta via permiteo acesso à Avenida do Estado e à Av. Presidente Wilson.No sentido leste pode-se acessar a Av. Paes de Barros, importante via dentro docontexto do bairro da Mooca.No sentido norte-sul, existem as Avenidas Henry Ford e Dianópolis, em um contexto deinterligação mais local, seguem paralelas à linha ferroviária da CPTM.
  57. 57. 577 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAISNeste Item são avaliados os principais impactos resultantes da implantação e operaçãoda Subestação e Ramal de Subtransmissão.As principais ações potencialmente geradoras de impactos nas fases de implantação eoperação do empreendimento são:7.1 AÇÕES NA FASE DE IMPLANTAÇÃO: • Limpeza do terreno; • Instalação e operação de canteiro de obras; • Movimentação de máquinas e veículos; • Terraplenagem e movimento de terra; • Poda de vegetação arbórea; • Execução de escavações; • Construção da edificação da Subestação; • Instalação do Ramal de Subtransmissão; • Transferência de energia para os novos cabos; • O canteiro de obras será implantado no próprio terreno onde se está edificando o novo empreendimento, Mooca Plaza Shopping, com instalações para um contingente de 20 trabalhadores. As instalações sanitárias serão conectadas à rede pública de esgoto.7.2 AÇÕES NA FASE DE OPERAÇÃO • Operação da Subestação e do Ramal de Subtransmissão.
  58. 58. 587.3 IMPACTOS AMBIENTAIS POTENCIAISAs ações potencialmente impactantes nas fases de obras e operação doempreendimento poderão gerar os seguintes impactos ambientais7.3.1 Impactos Potenciais na Fase de Implantação • Poda Arbórea; • Interferências com Infra-estruturas Urbanas decorrentes das Obras; • Impermeabilização do Solo, Erosão e Assoreamento de Corpos d’água; • Geração de resíduos e materiais decorrentes da obra de implantação da Subestação e Ramal de Subtransmissão. • Interferência na avifauna e fauna sinantrópica7.3.2 Impactos de Operação da Subestação e do Ramal de Subtransmissão • Alteração da Paisagem Urbana e no Uso do Solo; • Geração de Vibração e Ruído de Média e Alta Freqüência durante a operação; • Geração de Campo Elétrico e Magnético; • Risco de contaminação do solo e corpos d’água por vazamentos de transformadores; • Risco de acidentes e incidentes com trabalhadores; • Aumento da oferta de serviços e empregos na região.A seguir serão analisados e avaliados cada um dos impactos potenciais decorrentes doempreendimento.7.4 SUPRESSÃO ARBÓREAO projeto de caminhamento, conforme já mencionado no presente estudo, foi elaboradoconsiderando o máximo aproveitamento das características da antiga entrada de energiaque alimentava a Ford Motors do Brasil.Com esta premissa, foi possível conceber a readequação do Ramal de Subtransmissãode maneira a não necessitar de supressão de exemplares arbóreos.
  59. 59. 59O único manejo necessário será a poda em alguns exemplares cuja autorização serárequisitada pelo empreendedor à Subprefeitura do Ipiranga.7.5 INTERFERÊNCIAS COM INFRAESTRUTURAS URBANAS a) Impactos no Sistema Viário Devido às Obras de implantação e operação da Subestação e do Ramal de Subtransmissão; b) Interferências da instalação da Subestação e Ramal nas Infraestruturas Urbanas7.6 IMPACTOS DECORRENTES DA IMPLANTAÇÃO DA SUBESTAÇÃO7.6.1 Impermeabilização do Solo, Erosão e Assoreamento de Corpos D’águaNão se aplica ao presente estudo, já que as características da antiga entrada de energiada Ford Motors do Brasil estão sendo mantidas, sem qualquer alteração na topografia doterreno de implantação da Subestação ou na área de servidão do Ramal deSubtransmissão.7.6.2 Geração de Material Excedente Decorrente das Obras da SubestaçãoMaterial para Bota - Fora e Resíduos DiversosDurante as obras de implantação da Subestação não deverão ser geradas grandesquantidades de resíduos da construção civil, uma vez que a obra será executada sobre atopografia pré-existente e o solo removido para execução das fundações será reutilizadono nivelamento do terreno Os resíduos possivelmente gerados serão compostos pelasquatro classes contidas na Resolução CONAMA Nº. 307/2002.Devido à baixa quantidade a ser gerada, este impacto é considerado adverso de baixa amédia magnitude, imediato, porém temporário e de impacto regional.Uma vez que o terreno já se encontra aplainado, o movimento de terra necessário para aimplantação será apenas decorrente da execução das fundações da edificação, aSubestação propriamente dita, as fundações e bases das estruturas de transmissão doRamal de Subtransmissão, possíveis reaterros e da instalação da caixa de óleo.A movimentação do solo foi devidamente calculada em função do projeto executivo daSubestação e Ramal de Subtransmissão, e estão descriminados conforme dados abaixo. Caixa de óleo 40,82 m³
  60. 60. 60 Estacas não haverá geração de solo, pois serão do tipo pré-moldadas de concreto Infraestruturas 45,00 m³ Bases das estruturas de transmissão 7,59 m³ Total de movimento de terra 93,41 m³ Reaterro e aplainamento 28,40 m³ MATERIAL EXCEDENTE 65,61 m³O impacto decorrente da Geração de Material Excedente é negativo considerado demédia importância, e o material excedente deverá seguir a destinação adequada paralocais devidamente licenciados. Além disso, poderá ocorrer dispersão de materialparticulado, em decorrência da movimentação do solo durante a fase de obras, porém depouca importância.7.7 INTERFERÊNCIA NA AVIFAUNA E FAUNA SINANTRÓPICAAs concessionárias de energia elétrica registram incidentes em subestações de energiacom aves de médio porte, principalmente, Pombos em área urbana próximas de locaisonde é oferecido alimento fácil e Anus em regiões de plantação de cereais e de maiorporte, Urubus e locais próximos de matadouros. Tais ocorrências não são observadas nolocal de implantação do Empreendimento (Subestação e Ramal). Mesmo assim, seráimplantada de imediato os protetores pré-formados de pássaros no ramal desubtransmissão em execução.Além do disposto anteriormente, são registrados também incidentes em subestações deenergia com gatos e gambás devido à presença de áreas urbanas e, no limite destas.Está situação será reduzida no empreendimento devido à utilização de telas e grades deproteção nas ventilações do prédio da Subestação.Além do risco de morte por parte dos animais, existe o risco de doenças dostrabalhadores ocasionadas pelo contato destes com tais animais.Este impacto é considerado adverso, de baixa a média magnitude, permanente e deimpacto regional. Medidas para prevenção deverão ser adotadas.
  61. 61. 617.8 IMPACTOS DECORRENTES DA OPERAÇÃO DA SUBESTAÇÃO E DO RAMAL DE SUBTRANSMISSÃOA operação da Subestação e Ramal de Subtransmissão poderá apresentar os seguintesimpactos ambientais potenciais decorrentes de sua operação examinados a seguir: • Alteração da Paisagem Urbana; • Alteração no Uso do Solo; • Geração de Ruído de Média e Baixa Freqüência durante a operação; • Geração de Campo Elétrico e Magnético; • Risco de contaminação do solo e corpos d’água por vazamentos de transformadores; • Risco de acidentes e incidente com trabalhadores.7.8.1 Impactos na Paisagem Urbana e no Uso do SoloAo tratar-se do Ramal de Subtransmissão, não haverá qualquer impacto adicional já queo caminhamento será o mesmo utilizado pela entrada de energia da Ford Motors doBrasil por mais de 50 anos.Quanto ao impacto causado pela construção do prédio que abrigará a subestação, nãopode ser analisado sem considerar o complexo comercial como um todo, em função daimplantação do Mooca Plaza Shopping, substituindo o antigo uso fabril.Neste cenário o impacto é extremamente positivo já que a unidade já não se prestavamais ao uso industrial, reconvertendo o terreno a um uso de maior necessidade regional,considerando ainda o melhor aspecto visual e aos novos índices urbanísticosconsiderados adequados atualmente.7.8.2 Geração de Vibrações e Ruídos de Baixa e Média FreqüênciaA geração de ruído e vibrações em decorrência ao tráfego de caminhões e utilização demaquinas durante a instalação da Subestação e Ramal deverá impactar negativamente oentorno das obras, sendo este considerado de média relevância, temporário e imediatoNão deverá existir interferência significativa do ruído da operação da subestação emrelação ao entorno. Os imóveis suscetíveis a sofrer algum incômodo pela operação dosequipamentos poderiam ser o próprio shopping e as instalações comerciais da Avenida
  62. 62. 62Dianópolis vizinhas à faixa de servidão. Porém em virtude das características deconstrução da Subestação, com os transformadores abrigados, e a distância aosimóveis, reduzirão significantemente a intensidade de ruído. Ressalta-se ainda que o tipode ocupação destes vizinhos mitigue a suscetibilidade aos usuários, já que possuem usoexclusivamente comercial.São dois os tipos de ruído provenientes da operação de subestações de energia elétrica: • Ruído de baixa freqüência, proveniente da vibração do ferro do transformador, emitido na freqüência da rede elétrica, no caso previsto para 60 hz; • Ruído de média freqüência, proveniente dos ventiladores instalados na parte externa dos transformadores, cuja função é provocar uma ventilação forçada nos radiadores de óleo para resfriá-los quando atingem temperaturas elevadas prejudiciais ao funcionamento e/ou aos componentes deste.O ruído proveniente de freqüências mais baixas é o mais difícil de ser mitigado, porapresentar comprimento de onda muito alto. Já as freqüências médias e altas são maisfáceis de serem mitigadas, mediante a instalação de atenuadores de ruído.A Caramuru, fornecedora dos transformadores, prevê no projeto um nível de ruídomáximo de 71db nas condições de Ventilação Natural (freqüência baixa), e 73db nascondições Ventilação Forçada (freqüências baixas e médias), atendendo a NBR 5.356,que orienta os projetos construtivos de Transformadores de Potência definindo a emissãomáxima de ruídos na faixa de 77db na fonte. Nos ensaios realizados com transformadorsemelhante ao que foi projetado para ao Mooca Plaza Shopping, os ensaiosdemonstraram que os níveis acima citados foram atendidos e o ruído perceptível noambiente durante os ensaios foi de 48db.A Norma Técnica para Avaliação do Ruído em áreas habitadas, visando o conforto dacomunidade, é a NBR 10.151, e os níveis máximos esperados para área mista,predominantemente residencial são de 50db no período noturno e 55db no períododiurno.Considerando que estes níveis de ruídos são esperados próximo da fonte geradora(transformadores), a distância da fonte aos prédios lindeiros o fato de não existiremresidências contíguas à área da subestação e ainda as características construtivas dasubestação que será abrigada por construção de concreto, considerou-se que nãohaverá impacto do ruído gerado pelos transformadores ao entorno do empreendimento.
  63. 63. 63Dessa forma, o impacto de operação quanto à geração de ruído de baixa e médiafreqüência é negativo, permanente, adverso, imediato e atuará somente a nível local,sendo considerado de pequena relevância. O nível de ruído futuro é mitigável e suaabsorção será ampliada com o posicionamento adequado dos transformadores.7.8.3 Impacto Decorrente das Emissões de Campo Elétrico e Eletromagnético7.8.3.1 Cálculo Matemático Teórico dos Campos Elétrico e MagnéticoOs cálculos dos campos elétricos e magnéticos nas imediações do Ramal e da futuraSubestação a ser construída no local serão feitos com base em softwares desenvolvidospela PROELCO, especificamente para essa finalidade.De modo a comprovar a precisão dos mesmos, as ilustrações apresentadas a seguircomparam os valores de campo elétrico e magnético calculados com essa metodologiacom os valores publicados pelo CIGRE para algumas configurações de torres de altatensão.7.8.3.2 Pontos Analisados para os Campos Elétrico e Magnético.A Figura 16 a seguir indica a localização da SE e RAMAIS com destaque aoposicionamento das áreas para cálculo dos campos.
  64. 64. 64Figura 16 – PLANOS DE ESTUDO DOS CAMPOS ELÉTRICO E MAGNÉTICO

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