Patologia das fundaçõe desafios para melhoria - jarbas milititsky

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Patologia das fundaçõe desafios para melhoria - jarbas milititsky

  1. 1. PATOLOGIA DAS FUNDAÇÕES: DESAFIOS PARA MELHORIA Jarbas Milititsky milititsky CONSULTORIA GEOTÉCNICA ENGENHEIROS ASSOCIADOS S/S LTDA milititsky@milititsky.com.br
  2. 2. APRESENTAÇÃO  Objetivo  Introdução  Investigação do subsolo  Análise e Projeto  Execução  Eventos pós-conclusão da fundação  Degradação  Comentários finais
  3. 3. 1. OBJETIVO Apresentar o tema considerando sua abrangência e as medidas e ações necessárias para sua prevenção e solução. Tem como objetivo maior apontar os DESAFIOS PARA MELHORIA nos itens de maior incidência de patologias para motivar a discussão no meio profissional e melhorar a qualidade da prática.
  4. 4. ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES “Conceber, projetar, especificar, executar e garantir a segurança na forma de transferir economicamente cargas de estruturas ao meio natural existente.”
  5. 5. 2. INTRODUÇÃO Fases da vida da obra onde os problemas podem ocorrer ou serem originados e as medidas e ações necessárias para sua prevenção e solução:  CARACTERIZAÇÃO DO COMPORTAMENTO DO SOLO,  ANÁLISE E PROJETO,  EXECUÇÃO,  EVENTOS PÓS-CONCLUSÃO,  DEGRADAÇÃO DOS MATERIAIS DAS FUNDAÇÕES
  6. 6. 3. INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO Aspectos relacionados com a investigação das características do subsolo são as causas mais freqüentes de problemas de fundações. Estatística francesa (Logeais, 1982) mostra que em dois mil casos estudados naquele país, cerca de 80% dos problemas foram decorrentes do desconhecimento das características do solo. Patologias decorrentes de incertezas quanto às condições do subsolo podem ser resultado da simples ausência de investigação, de uma investigação ineficiente, de uma investigação com falhas ou ainda da má interpretação dos resultados das sondagens.
  7. 7. Table 1 Commercial in situ testing techniques (modified from Schnaid et al, 2004) Category Test Designation Measurements Common Applications Non- destructive or semi- destructive tests Geophysical Tests: Seismic Refraction Surface Waves Cross hole Test Down hole Test SR SASW CHT DHT P-waves from surface R-waves from surface P & S waves in boreholes P & S waves with depth Ground characterization Small strain stiffness, Go Pressuremeter Test Pre-bored Self-boring PMT SBPM G, (ψ x ε) curve G, (ψ x ε) curve Shear modulus, G Shear strength In situ horizontal stress Consolidation properties Plate loading test PLT (L x δ) curve Stiffness and strength Invasive penetration tests Cone penetration Test Electric Piezocone CPT CPTU qc , fs qc , fs , u Soil profiling Shear strength Relative density Consolidation properties Standard Penetration Test (energy control) SPT Penetration (N value) Soil profiling Internal friction angle, φ´ Flat Dilatometer Test DMT po , p1 Stiffness Shear strength Vane Shear Test VST Torque Undrained shear strength, su Combined tests (Invasive + Non- destructive) Cone pressuremeter CPMT qc , fs , (+u), G, (ψ x ε) Soil profiling Shear modulus, G Shear strength Consolidation properties Seismic cone SCPT qc, fs, Vp, Vs, (+u) Soil profiling Shear strength Small strain stiffness, Go Consolidation properties Resistivity cone RCPT qc, fs, ρ Soil profiling Shear strength Soil porosity Seismic dilatometer po, p1, Vp, Vs Stiffness (G and Go) Shear strength
  8. 8. •Investigação do subsolo para obras correntes no Brasil é sinônimo de execução de sondagens de simples reconhecimento; •Os profissionais encarregados da etapa de “caracterização de comportamento” em geral não são especialistas em fundações, muitas vezes não são engenheiros, não acompanham o desenvolvimento de todos os eventos que dão origem às fundações construídas; •Grandes contratantes (DNIT, PETROBRÁS) fornecem/solicitam/exigem apenas sondagens de simples reconhecimento nos projetos;
  9. 9. 3.1. AUSÊNCIA DE INVESTIGAÇÃO DO SUBSOLO Típico de obras de pequeno porte, em geral por motivos econômicos, mas também presente em obras de porte médio, a ausência de investigação de subsolo é prática inaceitável. A normalização vigente (ABNT NBR 6122/2010; ABNT NBR 8036/1983) e o bom senso devem nortear o tipo de programa de investigação, número mínimo de furos de sondagem e profundidade de exploração. Problemas típicos decorrentes de ausência de investigação para os diferentes tipos de fundação são apresentados na Tabela 1.
  10. 10. Tipo de fundação Problemas típicos decorrentes Fundações diretas •Tensões de contato excessivas, incompatíveis com as reais características do solo, resultando em recalques inadmissíveis ou ruptura. • Fundações em solos/aterros heterogêneos, provocando recalques diferenciais. •Fundações sobre solos compressíveis sem estudos de recalques, resultando grandes deformações. •Fundações apoiadas em materiais de comportamento muito diferente, sem junta, ocasionando o aparecimento de recalques diferenciais. •Fundações apoiadas em crosta dura sobre solos moles, sem análise de recalques, ocasionando a ruptura ou grandes deslocamentos da fundação. Fundações profundas •Estacas de tipo inadequado ao subsolo, resultando mau comportamento. •Geometria inadequada, comprimento ou diâmetros inferiores aos necessários. •Estacas apoiadas em camadas resistentes sobre solos moles, com recalques incompatíveis com a obra. •Ocorrência de atrito negativo não previsto, reduzindo a carga admissível nominal adotada para a estaca. Tabela 1 - Problemas típicos decorrentes de ausência de investigação para os diferentes tipos de fundações.
  11. 11. 3.2. INVESTIGAÇÃO INSUFICIENTE Realizado o programa de investigação, o mesmo se mostra inadequado à identificação de aspectos que acabam comprometendo o comportamento da fundação projetada. Casos típicos rotineiros deste grupo são os seguintes: Número insuficiente de sondagens ou ensaios para áreas extensas ou de subsolo variado, eventualmente cobrindo diferentes unidades geotécnicas (causa comum de problema em obras correntes, pela extrapolação indevida de informações).
  12. 12. O uso de normas (ABNT NBR 8036/1983), visita ao local da obra, inspeção às estruturas vizinhas, experiência e o bom senso devem servir de guia para evitar problemas desta natureza.
  13. 13. Profundidade de investigação insuficiente, não caracterizando camadas de comportamento distinto, em geral de pior desempenho, também solicitadas pelo carregamento. Propriedades de comportamento não determinadas por necessitar ensaios especiais (compressibilidade, expansibilidade, colapsibilidade, etc.). Situações com grande variação de propriedades ou ocorrência localizada de anomalia ou situação não identificada.
  14. 14. 3.3. INVESTIGAÇÃO COM FALHAS Durante o processo de investigação poderão ocorrer problemas que comprometem os resultados obtidos e utilizados em projeto. Na realização de sondagem são relativamente comuns as seguintes:
  15. 15.  Erro na localização do local da obra (ensaio feito em local diferente),  Localização dos furos incompleta,  Adoção de procedimentos indevidos ou ensaio não padronizado,  Uso de equipamento com defeito ou fora da especificação,  Falta de nivelamento dos furos em relação à referência bem identificada e permanente,  Descrição equivocada do tipo de solo, entre outros.
  16. 16. Neste título também se enquadram os procedimentos fraudulentos de geração de resultados ou multiplicação de furos de sondagem (apresentação de relatórios de serviços não realizados).
  17. 17. BOA PRÁTICA RECOMENDADA - O planejamento de um programa de investigação deve ser concebido por um engenheiro/profissional geotécnico experiente que possa conjugar os custos à complexidade ou dificuldades do projeto. - A conjugação de diferentes métodos e ensaios de campo & laboratório, usados de forma racional, conjugados com experiência prévia com o material constituem prática adequada e segura. - Ensaios realizados por técnicos, usando equipamentos calibrados e procedimentos normalizados.
  18. 18. Para evitar este grupo de problemas, é essencial a contratação de serviços de empresas comprovadamente idôneas e supervisão nos trabalhos de campo por parte do contratante.
  19. 19. 3.5. INTERPRETAÇÃO INADEQUADA DOS DADOS DO PROGRAMA DE INVESTIGAÇÃO Os problemas deste grupo podem ser enquadrados em: Análise e Projeto, no qual o projetista necessariamente adota um modelo para descrever o subsolo, com propriedades de comportamento representativo das diversas camadas.
  20. 20. DESAFIOS PARA MELHORIA  Entendimentos de todos os envolvidos na área que a sondagem de simples reconhecimento se constitui num ensaio, deve ser executado por técnicos treinados, com equipamento padrão e calibrado  Formação de técnicos para realização de ensaio de SPT  Calibração dos equipamentos SPT (energia)  Planejamento de verdadeiro programa de investigação anterior ao inicio dos projetos  Disseminação da cultura de realização de ensaios especiais (disponibilizar os ensaios)
  21. 21. ANÁLISE E PROJETO Fundações profundas – situação atual Os processos utilizados na solução dos problemas na prática brasileira variam de acordo com a complexidade dos mesmos, região do país, prática local, forma de contratação, entre outros, podendo ser:  Empíricos ou uso de cargas nominais nas estacas, caso das obras pequenas e regiões sem desenvolvimento importante;  Correlação com ensaios de SPT (prática mais comum e obras maiores) – mudança de paradigma com a contribuição de Nelson Aoki e Dirceu Veloso;  Correlação com ensaios de CPT;
  22. 22.  Uso de formulação analítica para casos de cargas especiais;  Disponibilidade de métodos numéricos sofisticados (usados em geral na comparação entre soluções, analise paramétrica, etc., por falta de dados em projetos correntes e mesmo em projetos mais complexos).  Notável o crescimento e a qualificação de profissionais e avanço do conhecimento de propriedades de comportamento de solos regionais e da disponibilizarão de ferramentas sofisticadas propiciados pelos Programas de Pós Graduação em Geotécnica, especialmente nas regiões Sudeste, Sul, Centro Oeste e Nordeste.
  23. 23. Fundações superficiais – situação atual Os processos utilizados na solução dos problemas correntes na prática brasileira variam de acordo com a complexidade dos mesmos, região do país, prática local, entre outros, podendo ser: •Valores típicos locais •Uso dos valores da tabela da NBR 6122/ 2010 •Uso de valores retirados de livros ou publicações •Correlação com ensaios de SPT (prática mais comum e obras maiores) •Correlação com ensaios de CPT (raro); •Provas de carga em placa (raro) •Ensaios de laboratório (raro)
  24. 24. 4. ANÁLISE E PROJETO Os problemas que podem ser originados nesta etapa da vida de uma fundação podem ser apresentados de acordo com a seguinte classificação:  Relativos ao comportamento do solo sob carga;  Relativos a mecanismos de transferencia de solicitações;  Desconhecimento do comportamento real das fundações;  Relativos à estrutura de fundação  Relacionados às especificações construtivas, ou sua ausência.
  25. 25. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Aspecto importante a ser enfatizado é aquele que caracteriza os chamados “Métodos de Determinação ou Cálculo de Capacidade de Carga de Estacas”.  Ao contrário de métodos teóricos bem estabelecidos (mecânica dos meios contínuos), TODOS os demais métodos utilizados na previsão de capacidade de carga de estacas são resultados de correlações empíricas entre valores medidos de características ou propriedades (ou contagem de valores de Nspt) através de ensaios de campo ou de laboratório e resultados de ensaios de carregamento (em geral provas de carga estáticas).
  26. 26. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Os métodos são resultado de experiências e praticas regionais, relacionados entre outros com as seguintes variáveis ou aspectos:  - propriedades características dos materiais locais,  - métodos de investigação do subsolo  - métodos e detalhes executivos dos diferentes tipos de estacas,  - efeitos destes métodos executivos nas propriedades e condições dos solos anteriores à execução das estacas,  - tipo de ensaio de carregamento e definição de “carga de ruptura” adotada (diferente nas diversas normas e práticas),
  27. 27. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Todos os métodos, inclusive aqueles desenvolvidos em regiões cuja prática é a de utilização de propriedades de comportamento obtidas em laboratório com ensaios em amostras coletadas no local, até aquelas correlacionando ensaios de campo (Cone, SPT, pressiômetro) incluem fatores de “ajustamento” empíricos.
  28. 28. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Para que não haja dúvidas quanto à variabilidade dos efeitos da execução de fundações nas propriedades dos solos e variabilidade das relações entre estas propriedades e as parcelas de resistência das estacas, apresenta-se como exemplo o caso de estacas Hélice Continua executadas em solos argilosos saturados, em que a prática em muitos países é de relacionar a resistência lateral das estacas Fs ao valor da resistência não drenada Su através da expressão  Fs= α Su  Onde  Fs = resistência lateral unitária  α = fator de correlação  Su = resistência não drenada da argila (coesão)
  29. 29. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Na Figura a seguir (Clemente ET AL, 2000) são apresentados valores de (alfa) α resultantes de ensaios em estacas Hélice Continua (CFA) que deveriam ser utilizados na equação para que fossem obtidos os valores adequados aos resultados das provas de carga. Nos métodos de cálculo estão presente valores de α constantes, o que não corresponde aos resultados experimentais.
  30. 30. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Na Figura apresenta-se a variação obtida por Coleman and Arcement (2002) da relação de α e Su para resultados de ensaios em estacas Hélice Continua, com a gama de valores de resistência não drenada, usada para o estabelecimento de um método de cálculo destas estacas em solos argilosos saturados
  31. 31. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  A dispersão obtida em ensaios em estacas quando comparados valores de Nspt para South California Limestone, de acordo com Frizzi e Meyer, 2000, é apresentada na Figura 5.7. Fica clara a variabilidade das relações entre resistências e Nspt.
  32. 32. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Existem inúmeras propostas de métodos na prática profissional, com fatores de ajuste e coeficientes de segurança indicados por seus autores. Quando os métodos são utilizados em projeto, as previsões obtidas são diversas, para um mesmo perfil de sondagem. Dependendo do tipo de solo e de estaca, alguns mostram resultados mais “conservadores” e outros mais “otimistas”. Não existem métodos melhores ou piores, eles são resultantes da experiência de seus autores em determinado universo e devem ser avaliados por provas de carga para o ajuste de representatividade.  Quando os métodos são utilizados em universo de resultados de provas de carga que não fora usadas em sua determinação, a variabilidade entre valores medidos e previstos é significativa, Nas figuras abaixo apresentam-se resultados de publicações nacionais e internacionais mostrando estes efeitos ou condição .
  33. 33. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Na Figura, (Colement e Arcement, 2000) são apresentados resultados de previsão x desempenho obtido em provas de carga estáticas usando o método preconizado pelo FHWA, 1999.
  34. 34. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Na prática brasileira são utilizados métodos de correlação entre Nspt e resistência lateral e de ponta para vários tipos de estacas. Nas Figuras a seguir, Lobo (2005) apresenta comparações para diferentes tipos de estacas e a variabilidade dos métodos de previsão.
  35. 35. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Diagrama de dispersão: carga total medida versus carga total prevista – estacas cravadas pré-moldadas (Lobo,2005) 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 Qurup - Medido (kN) Qu-Previsto(kN) PC's que atingiram mais de 90% da carga de ruptura PC's que atingiram menos de 90% da carga de ruptura 100% Superior (1:2) Situaçäo Ideal (1:1) 100% Inferior (2:1)
  36. 36. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Diagrama de dispersão: carga total medida versus carga total prevista – estacas cravadas metálicas (Lobo,2005) 0 500 1000 1500 2000 2500 0 500 1000 1500 2000 2500 Qurup - Medido (kN) Qu-Previsto(kN) PC's que atingiram mais de 90% da carga de ruptura PC's que atingiram menos de 90% da carga de ruptura 100% Superior (1:2) Situaçäo Ideal (1:1) 100% Inferior (2:1)
  37. 37. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Diagrama de dispersão: carga total medida versus carga total prevista – estacas hélice contínua (Lobo,2005) 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 Qurup - Medido (kN) Qu-Previsto(kN) PC's que atingiram mais de 90% da carga de ruptura PC's que atingiram menos de 90% da carga de ruptura 100% Superior (1:2) Situaçäo Ideal (1:1) 100% Inferior (2:1)
  38. 38. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Diagrama de dispersão: carga total medida versus carga total prevista – estacas escavadas (Lobo,2005) 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 Qurup - Medido (kN) Qu-Previsto(kN) PC's que atingiram mais de 90% da carga de ruptura PC's que atingiram menos de 90% da carga de ruptura 100% Superior (1:2) Situaçäo Ideal (1:1) 100% Inferior (2:1)
  39. 39. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Comparação entre métodos - estacas escavadas (Lobo,2005) 0 10 20 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6 1,8 2 3 5 Carga Prevista / Carga Medida Frequência Método Proposto Aoki & Velloso (1975) Décourt & Quaresma (1978) Metodo Proposto: M=0,92 ; σ=0,61 Aoki-Velloso: M=1,18 ; σ=0,87 Decourt-Quaresma:M=1,04 ; σ=0,61
  40. 40. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  É também relevante observar que quando são ensaiadas estacas idênticas, executadas pelo mesmo processo, equipamento e local, com mesma geometria, dependendo do tipo de estaca os resultados também apresentam variabilidade. Diferenças de comportamento resultam não somente da variabilidade natural do solo, mas dos efeitos de detalhes construtivos não controláveis no desempenho das estacas sob carga. A Figura de Mandolini mostra a variabilidade entre estacas supostamente idênticas quando ensaiadas em provas de carga estática.
  41. 41. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Mandolini 2005 – Curso sobre Estacas Hélice Continua – Resultados de 9 provas de carga estáticas mostrando a variabilidade de comportamento de estacas idênticas quando ensaiadas
  42. 42. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Ensaios em estacas escavadas de grande diâmetro de mesma geometria executadas com processos diferentes apresentando dispersão de resposta, Fleming and Sliwinski,1977
  43. 43. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  No projeto de grandes obras, com um universo de dados referente aos solos a serem utilizados nas “Fórmulas de cálculo”, é usual a adoção de perfil característico de projeto, com valores mínimos ou médios de ocorrência. O desempenho das fundações executadas vai ter uma variabilidade decorrente destas condições de propriedades de comportamento original dos materiais nos quais as estacas foram executadas, adicionado à variabilidade acima referida. Alguns projetistas “acreditam” (confiam) que os perfis de sondagem são a adequada representação das características do subsolo em sua área de influência, somados ao fato que aceitam os cálculos como “determinações rigorosas” da capacidade de carga das estacas.
  44. 44. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  A partir desta condição acabam projetando as fundações com especificação de comprimentos fixos de projeto com base nos resultados do cálculo nas áreas de influência restrita das sondagens (estacas com mesmo diâmetro, para mesma carga, com comprimentos definidos para diferentes pontos da obra, sem exigência de atingir determinado nível de resistência ou outro indicador mensurável de adequação da profundidade de execução naquele ponto).
  45. 45. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  RESULTADOS DE ENSAIOS EM ESTACAS DO MESMO BLOCO
  46. 46. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Como resultado das considerações anteriormente descritas, é necessária a escolha e utilização de fatores de segurança representativos do nível de incerteza e variabilidade inerente das “previsões”, além da consideração do processo que resultou na adoção de determinada carga de trabalho de fundações profundas. Por exemplo, se a determinação dos valores de projeto foi resultante de provas de carga estáticas, realizadas anteriormente ao início do estaqueamento, em área bem caracterizada geotecnicamente, o fator de segurança certamente poderá ser reduzido em relação a projeto desenvolvido usando correlações empíricas baseadas em ensaios de campo (cone ou SPT).
  47. 47. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Outros aspectos que devem ser considerados na adoção de fatores de segurança são relacionados com os riscos dos efeitos de eventual colapso da fundação e as incertezas quanto aos carregamentos extremos efetivamente possíveis de ocorrer.  Caso real em que estacas tipo Hélice Continua foram projetadas com base em correlação com Nspt e adotados fatores de segurança 1,3 para a resistência lateral e 2 para ponta.Ao serem ensaiadas mostraram desempenho insatisfatório pela variabilidade dos resultados obtidos (fator de segurança nos ensaios definida como >2 por contrato).
  48. 48. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Vários foram os ensaios com resistência de ponta praticamente nula, decorrente de procedimentos construtivos adotados na execução das estacas, como mostrado na tabela a seguir apresentada. O resultado prático foi desastroso pela repercussão dos efeitos dos resultados dos ensaios, com impactos econômicos e nos prazos de obra.
  49. 49. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Tabela 02 – Estacas ensaiadas Resultados dos ensaios estacas hélice continua
  50. 50. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Para o projeto de estacas cravadas ainda existem situações em que os projetistas ou executantes preveem a capacidade de carga das estacas usando as chamadas “Fórmulas dinâmicas” (Dinamarqueses, Engineering News Record, etc.). Desde a década de 50 existe consenso no meio técnico que tais fórmulas não apresentam confiabilidade necessária. Negas especificadas podem se constituir em controle construtivo mas não permitem a determinação da capacidade de carga de estacas.
  51. 51. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Equipamentos de cravação distintos apresentam eficiência variada (casos de obras com variação entre 25 e 65% de eficiência), resultando em diferentes comprimentos cravados com pilões de mesmo peso em equipamentos de queda livre, para mesma nega especificada, e consequentemente diferentes capacidades de carga,
  52. 52. Confiabilidade da previsão da capacidade de carga de estacas  Comparações entre previsões de capacidade de carga de estacas cravadas com métodos baseados na “nega” (fórmulas dinâmicas) e valores medidos de desempenho sob carga , Bilfinger, Santos and Hachich – 2013
  53. 53. VARIABILIDADE DO SUBSOLO  Nas Figuras 101 a 102 a e 103 a são apresentados perfis de sondagens SPT em local de projeto de Parque de Aerogeradores, onde torres com 120 m de altura devem ter suas fundações projetadas e executadas de forma segura.  Na Figura 101a são apresentados os resultados dos perfis com grande variabilidade de valores de Nspt com 4 sondagens realizadas em circulo de 18 m de diâmetro. Os 4 perfis foram executados face à variabilidade das condições construtivas encontradas nesta base.
  54. 54. VARIABILIDADE DO SUBSOLO  Na Figura 101a são apresentados os resultados dos perfis com grande variabilidade de valores de Nspt com 4 sondagens realizadas em circulo de 18 m de diâmetro. Os 4 perfis foram executados face à variabilidade das condições construtivas encontradas nesta base.
  55. 55. VARIABILIDADE DO SUBSOLO  Na figura 102a são apresentados os valores de Nspt característicos de outra base no mesmo parque, com menor dispersão de valores, conforme expectativa em sondagens realizadas em circulo com 18 m de diâmetro.
  56. 56. VARIABILIDADE DO SUBSOLO  Na figura 103a é feita a comparação entre dois perfis de resistência neste mesmo parque, mostrando a enorme diferença de ocorrência de horizontes resistentes com a profundidade.
  57. 57. VARIABILIDADE DO SUBSOLO  Uma ocorrência não rara em projetos de fundações profundas se refere a soluções definidas com a utilização de fórmulas de cálculo sem que a questão da exequibilidade executiva das estacas seja levada em consideração. Projetos elaborados com cálculo realizado com estacas projetadas para atingir horizontes de materiais nos quais as mesmas não tem condições de atingir, seja por insuficiência ou impossibilidade de uso de necessária energia e potência de equipamentos, seja por impossibilidade física do sistema, e acabam resultando em condições inseguras de fundações (estacas projetadas com penetração em horizontes de resistência incompatível com o sistema construtivo escolhido).
  58. 58. VARIABILIDADE DO SUBSOLO  Questões referentes aos efeitos de carregamentos cíclicos, resultando em fadiga, típicos de fundações de equipamentos industriais e bases de Aerogeradores constituem fontes de patologias em longo prazo quando não considerados em projeto,  Finalmente ressalte-se que o comportamento de fundações profundas quando solicitadas com cargas com crescimento rápido e evolução lenta, ou choques, tem respostas diversas, devendo ser estudado cada caso com a devida cautela por se constituir em área de expertise limitada em nosso meio profissional
  59. 59. 4.1. PROBLEMAS ENVOLVENDO O COMPORTAMENTO DO SOLO  Adoção de perfil de projeto “otimista” (super- estimativa do comportamento), sem a caracterização adequada de todas as situações representativas do subsolo, como por exemplo, a localização de camadas menos resistentes ou compressíveis [Figura 4.1 (a) e (b)], presença de lençol d´água, etc
  60. 60. Figura 4.1. Perfis (a) otimista e (b) real do solo. (a) (b)
  61. 61.  Representação inadequada do comportamento do solo pelo uso de correlações empíricas ou semi- empíricas não aplicáveis à situação em questão. Erros na estimativa das propriedades de comportamento do solo pela extrapolação indevida da faixa de ocorrência da correlação, resultando valores excessivamente altos ou baixos, mas não adequados à situação considerada. Dois exemplos característicos desta prática são:
  62. 62. a) a))Estimativa da resistência ao cisalhamento não-drenada de depósitos de argila mole através de medidas de NSPT, cujos valores de penetração podem ser iguais ou próximos de zero. A resistência “medida” através do ensaio que apresenta valores da ordem de 1 ou 2 ou mesmo 1/60 não tem significância, ou seja, os valores medidos de penetração não podem e não devem ser diretamente utilizados na previsão da magnitude da resistência ao cisalhamento não-drenada; b) b) Extrapolação da penetração dos ensaios SPT em rochas alteradas (NSPT> 100) para posterior estimativa da tensão admissível ou de resistência de ponta no caso de fundações profundas.
  63. 63. 4.2. PROBLEMAS ENVOLVENDO OS MECANISMOS DE INTERAÇÃO SOLO-ESTRUTURA 1. Quando uma fundação transfere carga ao solo e esta transferência é considerada de forma isolada, a existência ou ocorrência de outra solicitação altera as tensões na massa de solo. Nas situações em que ocorre sobreposição de esforços de fundações superficiais na massa de solo, sem avaliação adequada de seu efeito, os resultados obtidos na análise são não representativos. Os esforços sobrepostos podem ser originados na obra sendo projetada ou eventualmente produzidos pela implantação posterior de edificação junto à estrutura já existente (Figura 4.2). A Figura 1.2 (c) é um exemplo característico deste fenômeno.
  64. 64. 2. Grupos de estacas apoiadas sobre camadas competentes pouco espessas, sobrepostas a camadas argilosas moles, podem romper em casos onde é desconsiderada a camada de solo mole abaixo da ponta das estacas na análise de capacidade de suporte [Figura 4.3 (a)]. Por outro lado, casos onde somente é feita a verificação de capacidade de carga, sem a análise de recalques da camada compressível inferior, devido ao acréscimo de tensões provocado pelo conjunto de estacas, podem conduzir a recalques incompatíveis com a estrutura [Figura 4.3 (b)].
  65. 65. (a)
  66. 66. (b) Figura 4.3. Grupo de estacas apoiado em camada competente sobre solo mole: (a) ruptura; (b) problemas de recalque.
  67. 67. 3. Estimativa de tensões admissíveis com base em resultados de placa, sendo estas extrapoladas para grandes áreas carregadas, como a base de silos ou tanques, nos quais o bulbo de tensões atinge camadas mais profundas e maiores tensões de confinamento, ou camadas de comportamento distinto à profundidade [Figuras 4.4(a) e 4.4(b)]. As previsões resultam inadequadas pelo comportamento distinto do caso real.
  68. 68. (a) Figura 4.4. Estimativa de tensões admissíveis com base em resultados de placa, sendo estas extrapoladas para grandes áreas carregadas, nos quais o bulbo de tensões (a) atinge camadas de comportamento distinto (solo heterogêneo) à profundidade .
  69. 69. 6. Desconsideração da ocorrência do efeito do “atrito negativo” em estacas. Esta situação é típica de horizontes com aterros recentes sobre solos moles, rebaixamento de lençol freático ou estaqueamento executado em solos moles sensíveis à cravação de estacas. O deslocamento relativo das camadas de solo em relação ao corpo das estacas provoca uma condição de carregamento nas fundações e não de resistência às cargas externas. A adoção de valores obtidos através do simples cálculo de capacidade de carga da estaca, com toda a parcela de atrito considerada como contribuinte, conduz a valores superdimensionados e inseguros de capacidade de carga (ver Figura 4.7).
  70. 70. Figura 4.7. Atrito negativo.
  71. 71. 7. Situação de “atrito negativo”, ou solos em adensamento, sobre estacas inclinadas, provocando solicitações de flexão nos elementos de fundação, para as quais as mesmas não foram dimensionadas (Broms et al., 1976, Narashima et al., 1994, Lopes e Mota, 1999).
  72. 72. 8. Existência de condição geométrica caracterizando aterro assimétrico sobre camadas sub- superficiais de solos moles, provocando o aparecimento de solicitações horizontais atuantes nas estacas em profundidade (“Efeito Tschebotarioff” – Tschebotarioff, 1962, 1967; Velloso & Lopes, 2002), como mostrado na Figura 4.8, não levado em consideração no cálculo e provocando seu comprometimento.
  73. 73. Figura 4.8. Condição geométrica caracterizando aterro assimétrico sobre camadas sub- superficiais de solos moles, provocando o aparecimento de solicitações horizontais atuantes nas estacas em profundidade (“Efeito Tschebotarioff”).
  74. 74. 9. Uso de modelos simplificados indevidos, como no caso de fundações profundas tracionadas verificadas pelo método de cálculo do cone de arrancamento, utilizado em fundações superficiais. Como a cinemática de ruptura é diferente no caso das fundações profundas, acaba resultando valores superiores aos reais, e condição insegura (Figura 4.9).
  75. 75. Figura 4.9. Uso do modelo do cone de arrancamento em fundações profundas tracionadas.
  76. 76. 10. Cálculo de tração de grupo de estacas a partir da soma das cargas de ruptura das estacas consideradas individualmente, resultando valores superiores ao real (Figura 4.10). A cinemática de ruptura do grupo é diferente, em muitos casos resultando em valor inferior ao somatório das cargas individuais.
  77. 77. Figura 4.10. Tração em grupo de estacas.
  78. 78. 11. Falta de travamento em duas direções no topo de estacas isoladas esbeltas, na presença de solos das camadas superficiais e sub-superficiais de baixa resistência, resultando em comprimentos de flambagem maiores que os considerados para os pilares (Figura 4.11), induzindo instabilidade estrutural.
  79. 79. Figura 4.11. Comprimento de flambagem real do pilar sobre estaca isolada sem travamento nas duas direções, diferente do cálculo.
  80. 80. 12. Utilização de cargas de trabalho nominais sem verificação de flambagem de estacas muito esbeltas em solos moles, caso dos trilhos e perfis simples, estacas constituídas de tubos ou estacas raiz (Figura 4.12). Nestas condições pode ocorrer o fenômeno de instabilidade por flambagem, usualmente não considerado em peças totalmente enterradas (Davisson & Robinson, 1965; Azevedo Júnior et al., 1990).
  81. 81. Figura 4.12. Flambagem de estacas esbeltas em solos moles.
  82. 82. 4.3. PROBLEMAS ENVOLVENDO O DESCONHECIMENTO DO COMPORTAMENTO REAL DAS FUNDAÇÕES 1. Adoção de sistemas de fundações diferentes na mesma estrutura, devido a características de variação de cargas, ou variabilidade de profundidade das camadas resistentes do sub-solo, ou condições locais restritas de acesso, sem adoção de junta de comportamento ou avaliação adequada de compatibilidade de recalques dos diferentes tipos de fundação. Este tipo de procedimento acaba resultando em recalques diferenciais e danos na estrutura (Figura 4.13).
  83. 83. Figura 4.13. Sistema de fundações diferentes originados por cargas diferentes, não separados por junta, provocando recalques diferenciais.
  84. 84. 2. Adoção de valores de capacidade de carga de fundações profundas obtidos por correlações com ensaios de penetração sem observar valores limites de resistência para atrito lateral e resistência de ponta, pela extrapolação para valores elevados ou com profundidades dos elementos de fundação impossíveis de serem atingidos. Os resultados obtidos são incompatíveis com os reais e provocam o mau comportamento das fundações submetidas a cargas mais elevadas, superiores àquelas que podem ser transferidas ao solo.
  85. 85. 3. Adoção de fundações profundas para as cargas da estrutura de pavilhões, com presença de aterros compactados assentes sobre camadas compressíveis, e elementos leves internos assentes sobre o piso, apoiado diretamente no aterro. O aterro provoca adensamento das camadas compressíveis e consequentemente recalques em todas as instalações executadas no aterro, deformando o piso, as paredes e outras estruturas apoiadas no piso, com o aparecimento de trincamento ou deformações indesejáveis, como exemplificado na Figura 4.14.
  86. 86. Caso típico foi a construção dos pavilhões da CEASA (Figura 4.15) em Porto Alegre, na década de 70, com estacas tipo Franki suportando a estrutura da cobertura e paredes externas, construída em local com presença de espessa camada de argila mole, sobre a qual foi colocado aterro de grande espessura executado com material selecionado e requisitos de compactação rigorosos. As divisórias internas foram apoiadas no piso, em concreto armado, e apresentaram recalques maiores que 30 cm em menos de 10 anos, provocando problemas nas fundações e também nas instalações enterradas no aterro, que apresentaram problemas de desempenho. Exemplos de ocorrência de aterros de argilas moles são freqüentes na costa brasileira, na Baixada Santista, na Baixada Fluminense, na cidade de Recife, entre outros.
  87. 87. Figura 4.14. Fundações profundas para as cargas da estrutura de pavilhões (pequenos recalques), com presença de aterros compactados assentes sobre camadas compressíveis (grandes recalques).
  88. 88. Figura 4.15. CEASA Porto Alegre.
  89. 89. 4. Níveis muito desiguais de carregamento numa mesma estrutura, típico de torres com cargas elevadas e região circundante com carregamento significativamente inferior, ambas com mesmo tipo de fundação, sem junta de comportamento ou pilares da junta apoiados na mesma fundação, resultando recalques diferenciais e trincamento da estrutura (Figura 4.17).
  90. 90. Figura 4.17. Níveis diferentes de carregamento sem junta.
  91. 91. 5. Uso de elementos de fundação como reforço, no caso de fundações profundas com problema construtivo, sem a avaliação do possível efeito no conjunto do novo elemento executado, ou dos deslocamentos necessários à mobilização de resistência, ou rigidez no caso de esforços horizontais (Figura 4.18).
  92. 92. Figura 4.18. Reforço com problemas.
  93. 93. 4.4. PROBLEMAS ENVOLVENDO A ESTRUTURA DE FUNDAÇÃO 1. Erro na determinação das cargas atuantes nas fundações, típicas de obras de pequeno porte sem projeto adequado, ou projetistas sem experiência (não qualificados) em situações especiais, tais como estruturas pré-moldadas, obras de arte, industrias, silos, torres altas, estruturas submetidas a efeitos dinâmicos ou choques.
  94. 94. 2. Fundação projetada apenas para a condição de carga final atuante, especialmente crítica em casos de estruturas pré- moldadas, estruturas com etapas construtivas e outras nas quais condições intermediárias são mais críticas para as fundações.
  95. 95. 3. Erros decorrentes de indicação apenas de cargas máximas em casos de fundações em estacas com solicitações de compressão e momentos atuantes. Muitas vezes o projetista das fundações recebe as cargas de outro profissional e resolve o problema para a condição conhecida e informada. A falta de consideração da condição de carregamento vertical mínimo pode levar à solução inadequada (Figura 4.20). Exemplo desta situação é a de reservatórios metálicos elevados sob ação do vento, com fundações calculadas e verificadas apenas com a condição do reservatório cheio. A situação do reservatório vazio implica em alteração das cargas limites, em geral caracterizado como crítica para os elementos de fundação em tração.
  96. 96. Figura 4.20. Uso apenas de cargas máximas em situação com momentos nas fundações.
  97. 97. 4. Erros no dimensionamento de elementos estruturais das fundações, tais como vigas de equilíbrio, estacas com cargas horizontais inadequadamente armadas, uso de vigas de grande rigidez calculadas como vigas contínuas, resultando solicitações equivocadamente distribuídas (Figura 4.21).
  98. 98. Figura 4.21. Desconsideração da rigidez das estruturas de fundação resultando solicitações incorretas.
  99. 99. 5. Armaduras de estacas de concreto armado tracionadas, calculadas sem a verificação de fissuração do concreto (ABNT NBR 6118, 2003). A ocorrência de abertura de fissuras em meio agressivo pode acarretar a degradação da armadura, projetada apenas para a condição de solicitações atuantes. 6. Uso de emendas “padrão” em estacas metálicas, não verificadas para a condição de carregamento de tração a que as mesmas são submetidas, acarretando sua instabilidade;
  100. 100. 7. Adoção de solução estrutural na qual os esforços horizontais não são equilibrados pelas fundações. Os mesmos são considerados equivocadamente suportados pela estrutura apoiada nas fundações (Figura 4.22), ou seja, projeto sem a verificação da estabilidade global;
  101. 101. Figura 4.22. Esforços horizontais não equilibrados.
  102. 102. 8. Falta de detalhamento estrutural adequado, tais como a ligação da armadura de estacas tracionadas ao bloco de coroamento {moldadas in loco [Figura 4.23 (a)], pré- moldadas de concreto e metálicas [Figura 4.23 (b)], resultando em ausência de transferência de carga às fundações, detalhamento de recobrimento insuficiente para a situação (ABNT NBR 6118, 2003), especialmente relevante em casos de ambiente agressivo, ou mesmo ausência de detalhamento, resultando em degradação da armadura e dano ao desempenho na condição de longo prazo}. Detalhes adequados do bloco de coroamento e da ancoragem de estacas metálicas são apresentados nas Figuras 4.23 (c).
  103. 103. (a)
  104. 104. (a)  Erro de Projeto – bloco sobre estacas
  105. 105. (b)
  106. 106. (c) Figura 4.23. Falha de detalhamento da ancoragem de estacas tracionadas: a) estacas moldadas in loco; (b) pré-moldadas de concreto e metálicas; (c) detalhamento adequado: ilustrações.
  107. 107. 9. Uso de armaduras muito densas no projeto, causando dificuldades construtivas como falta de integridade ou ausência de recobrimento, especialmente em fundações profundas (Figura 4.24), que resultam em problemas de falhas nos elementos ou suscetibilidade em ambiente agressivo;
  108. 108. Figura 4.24. Armaduras muito densas causando falta de integridade ou ausência de recobrimento (caso típico da estaca raiz)
  109. 109. 10. Ausência de verificação da situação “como construído” ou “as built” das fundações em estacas, com relação ao dimensionamento dos blocos e vigas de equilíbrio projetadas. É comum a execução resultando em excentricidades significativas, provocando alteração nas solicitações, que podem tornar o projeto original inseguro;
  110. 110. 11. Uso das solicitações obtidas ao nível do terreno para o dimensionamento de fundações enterradas, sem a consideração das alterações, como por exemplo, o possível aumento dos momentos atuantes (Figura 4.25).
  111. 111. Figura 4.25. Uso de momentos do nível do solo em fundações enterradas.
  112. 112. 4.5. PROBLEMAS ENVOLVENDO AS ESPECIFICAÇÕES CONSTRUTIVAS As especificações construtivas devem atender aos critérios de projetos tanto de fundações diretas quanto profundas.
  113. 113. 1. Fundações diretas – problemas podem ser causados pela ausência de indicações precisas com relação a: - cota de assentamento das fundações, resultando na implantação das sapatas na profundidade equivalente à sua altura ou definida no canteiro, e inadequada às condições de ocorrência do solo (Figura 4.26);
  114. 114. Figura 4.26. Efeito da falta de identificação da cota de assentamento de fundações diretas.
  115. 115. - tipo e características do solo a ser encontrado e onde as fundações deverão ser assentadas, implicando na definição destas características a cargo dos executantes, em geral não qualificados tecnicamente para a tarefa; - ordem de execução no caso de elementos adjacentes em cotas diferentes, condição na qual o elemento destinado à cota inferior deve ser implantado primeiro, para evitar o descalçamento do elemento da cota superior (item 6.4.5 da ABNT NBR 6122/96, ilustrado na Figura 4.27);
  116. 116. Figura 4.27. Falta de indicação de ordem de execução de sapatas adjacentes em níveis de implantação diferentes.
  117. 117. - tensão admissível do solo adotada em projeto, sem a devida identificação na obra das condições a serem satisfeitas pelo material na base das fundações; - características do concreto (resistência e trabalhabilidade), condição indispensável para a obtenção de elemento estrutural íntegro e de resistência adequada ao problema; - recobrimento das armaduras, dando origem a elementos expostos ou nãoprotegidos e degradáveis a médio e longo prazo (Figura 4.28).
  118. 118. Figura 4.28. Recobrimento de armadura não especificado.
  119. 119. 2. Fundações profundas – nos projetos correntes são comuns problemas decorrentes da ausência de indicações referentes a: - profundidades mínimas de projeto, deixando a definição ao executante, normalmente não habilitado para a decisão, e permitindo que ocorram situações em que as cargas não são transmitidas adequadamente ao solo; - peso mínimo ou características do martelo/equipamento de cravação nas estacas cravadas, resultando em elementos com insuficiência de embutimento no solo competente;
  120. 120. - características mínimas do equipamento de execução, tais como comprimentos mínimos de ferramentas ou acessórios, torque, etc., resultando na incapacidade de execução até as profundidades necessárias e elementos de menor capacidade de carga;
  121. 121. - tensões e características dos materiais das estacas, resultando em elementos construídos com materiais com resistência menor que a necessária ou problemas de integridade pela inadequação dos materiais utilizados; - detalhamento de emendas, especialmente importante nos elementos submetidos a solicitações de tração, transversais ou momentos, resultando em resistência limitada ou inadequada e insegurança estrutural;
  122. 122. - exigência de controle de comportamento de estacas (levantamento) quando da cravação de elementos adjacentes em blocos com muitas estacas, muito importante nas estacas de deslocamento, ou seja, naquelas em cuja execução é deslocada massa significativa de solo, resultando em danos às estacas ou redução significativa da resistência de ponta das mesmas; - proteção à erosão em locais sujeitos a esta condição, tendo como consequencia a médio e longo prazo o alívio significativo de tensão e mesmo redução da resistência lateral, possibilidade de flambagem em elementos esbeltos ou mesmo a instabilidade geral e colapso da fundação.
  123. 123. 3. Geral - falta de indicação das cargas consideradas no projeto bem como sua origem (data e identificação da planta de carga nas fundações, se recebida de outro profissional); em algumas circunstâncias ocorrem mudanças de projeto e conseqüentemente das cargas, não informadas ao projetista das fundações, ocasionando situação de insegurança ou inadequação da solução projetada; - ausência da indicação da referência e localização das sondagens ou ensaios executados nos quais o projeto se baseou, podendo ocorrer alterações na geometria do terreno (aterros ou cortes) modificando as condições de projeto, como comprimentos mínimos ou máximos, entre outros.
  124. 124.  REVISAO DE PROJETO ?? Uma forma de superar boa parte dos problemas enquadrados no item Análise e Projeto seria o uso da prática de “Revisão de Projeto”, adotada largamente em obras especiais, situações onde programas de qualidade total ou de certificação ou de seguro exijam. (A PARTIR DE QUE COMPLEXIDADE SERIA DESEJÁVEL ?) DESAFIO PARA MELHORIA
  125. 125. DESAFIOS PARA MELHORIA  Uso de novos conceitos na utilização de resultados Nspt (trabalho realizado) para previsão de cargas limites (conceitos e abordagem Aoki, Schnaid, Odebrecht, Lobo)  Incluir previsão de deslocamentos de fundações estaqueadas em projetos mais complexos  Uso de abordagem probabilística na previsão /estimativa da segurança;  Realização de pré-qualificação de estacas em obras complexas e publicação dos resultados, aumentando o conhecimento sobre comportamento de diferentes soluções de fundações;
  126. 126. DESAFIOS PARA MELHORIA FUNDACÕES DIRETAS  Estabelecimento de valores básicos regionais para solos típicos, com disseminação da informação  Mudança da prática dos processos de investigação, com determinação de propriedades de deformabilidade dos materiais
  127. 127. MUDANÇAMUDANÇA DE PARADIGMA  Ampliar o uso ainda incipiente de tratamento de solo em grandes áreas (refinarias, retroáreas de cais, encontros de pontes) para solução de fundações
  128. 128. 5 -PROBLEMAS CONSTRUTIVOS As falhas de execução constituem o segundo maior responsável pelos problemas de comportamento das fundações. O sucesso da solução completa, envolvendo concepção e construção de uma fundação, depende não somente de uma caracterização conveniente das condições do subsolo e de cálculo e projeto adequado da solução a implantar, mas também de especificações precisas e detalhadas de materiais e procedimentos executivos adequados e em conformidade com a boa prática, uso de processos construtivos apropriados executados com pessoal experiente e equipamento adequado, acompanhados de supervisão e controle construtivo rigoroso.
  129. 129. Como garantimos que uma fundação profunda apresenta condições executivas adequadas e terá comportamento seguro? Em casos especiais existe a necessidade de realização de ensaios complementares nas fundações para aceitação ou comprovação de adequação e segurança [e.g. Estacas - prova de carga estática [ABNT NBR 12131 (1991)], Estacas – ensaio de carregamento dinâmico [ABNT NBR 13208 (1994)] ou verificação de integridade (PIT)].
  130. 130. 5.1. FUNDAÇÕES PROFUNDAS Uma estaca nem sempre é executada conforme as condições definidas no projeto, pois depende da variabilidade das condições de campo. Além da possibilidade de variação das características do subsolo identificadas na etapa de investigação, existem limitações de capacidade de equipamento e de geometria (comprimentos e diâmetros, por exemplo) e as condições de campo muitas vezes obrigam a mudanças substanciais no projeto original.
  131. 131. Fundações por estacas exigem uma comunicação eficiente entre o projetista e o executante, de forma a garantir que as reais condições construtivas sejam checadas, avaliadas, observadas e o projeto verificado e aprovado para a condição real executada.
  132. 132. 5.1.1. PROBLEMAS GENÉRICOS Problemas que ocorrem nas fundações profundas e que são comuns a mais de um tipo de procedimento construtivo.  Erros de locação.  Erros ou desvios de execução.  Erros de diâmetro ou lado do elemento.  Inclinação final executada em desacordo com o projeto.  Falta de limpeza adequada da cabeça da estaca para vinculação ao bloco.
  133. 133.  Ausência ou posição incorreta de armadura de fretagem de projeto no bloco ou topo do elemento de fundação, quando necessária.  Posicionamento indevido de armadura ou falta de efetiva vinculação nos casos de estacas tracionadas, não transmitindo a solicitação às estacas.  Características do concreto inadequadas – problema típico das estacas moldadas “in situ”, responsáveis por inúmeros problemas construtivos e também de degradação.
  134. 134. Erro de locação!
  135. 135. Vinculação deficiente Estaca/Bloco
  136. 136. Estaca apoiada em matacão
  137. 137. Estaca apoiada em matacão
  138. 138. Estaca apoiada em matacão
  139. 139. 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS As estacas executadas por cravação de elementos na massa de solo podem ter os seguintes problemas:  Falta de energia de cravação, resultando elementos cravados aquém das necessidades ABNT NBR-6122 (1996) especifica peso mínimo de martelo relacionado com o peso da estaca sendo cravada, e energia especificada nas estacas tipo Franki.  Excesso de energia de cravação, ou pelo uso de martelos muito mais pesados que o adequado em relação ao elemento sendo cravado ou altura de queda excessiva, provocando danos estruturais aos elementos de fundações.
  140. 140. 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS Figura – Aspecto de ruptura de estacas próximo às emendas
  141. 141. 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS Figura – Aspecto visual de estacas quebradas em decorrência de rotação do fuste durante a cravação
  142. 142. 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS Figura – Aspecto de ruptura de estacas em decorrência da falta de maturidade do concreto
  143. 143. Figura – Problemas decorrentes de falhas de vibração na confecção das estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  144. 144. Figura – Ruptura localizada provavelmente por mistura de desmoldante e concreto 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  145. 145. Figura – Cravação da armadura longitudinal nas estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  146. 146. Figura 1.52 – Ruptura localizada em decorrência de mau posicionamento da armadura transversal 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  147. 147. Figura – Falta de estribos na estaca 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  148. 148. Figura – Concentração de armadura 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  149. 149. Figura – Aspecto da ruptura da cabeça de estacas por falta de anel metálico 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  150. 150. Figura – Rupturas devidas ao afunilamento da armadura dos arranques 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  151. 151. Figura – Ruptura devido a problema de posição da armadura 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  152. 152. Figura – Cobrimento insuficiente da armadura 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  153. 153. Figura – Estrangulamento da emenda 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  154. 154. Figura – Fretagem insuficiente 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  155. 155. Figura – Ajustes não adequados efetuados em capacetes metálicos 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  156. 156. Figura – Ajustes defeituosos efetuado em capacete metálico e ruptura de cabeça de estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  157. 157. Figura – Capacetes com medidas incompatíveis com as estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  158. 158. Figura – Modelos de capacetes metálicos com medidas internas insuficientes em relação às dimensões das estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  159. 159. Figura – Ruptura e estacas devidas à incompatibilidade de medidas internas dos capacetes metálicos 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  160. 160. Figura – Eixo do martelo excêntrico ao eixo da estaca e ruptura da mesma por flexo-compressão 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  161. 161. Figura – Cabeça de estaca rompida em decorrência de excentricidade do golpe aplicado pelo martelo 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  162. 162. Figura – Aspecto de cabeças de estacas que sofreram ruptura durante o processo de cravação 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  163. 163. Figura – Cravação do elemento superior pelo interior do elemento inferior 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  164. 164. Figura – Estacas quebradas em decorrência de atuação de esforços no processo de manobras de bate-estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  165. 165. Figura – Aspecto de danos por conseqüência da existência de ângulos na seção transversal das estacas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  166. 166. Figura – Fissuras longitudinais em estacas em processo de cravação 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  167. 167. Figura – Trincas transversais existentes antes da cravação 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  168. 168. Figura – Trincas pré-cravação transversais concentradas 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  169. 169. Figura – Trinca longitudinal pré-cravação 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  170. 170. Figura – Esmagamento da cabeça de estacas durante o processo de cravação 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  171. 171. Figura – Fissuras e/ou trincas decorrentes de falta de cobrimento da armadura transversal 5.1.2. ESTACAS CRAVADAS
  172. 172. Pré-moldadas Figura – Estacas rompidas na cravação (exumação)
  173. 173. Pré-moldadas Figura – Estacas rompidas na cravação (exumação)
  174. 174. Figura – Danos na cravação
  175. 175. Figura – Estacas danificadas na descarga (antes da cravação)
  176. 176.  Compactação do solo, especialmente os granulares nas estacas cravadas com deslocamento de solo, como as pré- moldadas de concreto e tipo Franki, induzindo comprimentos diferenciados em blocos com grande número de estacas e até impossibilitando execução com espaçamento inicial de projeto.  Levantamento de elementos já cravados pela execução de novos elementos, típico de blocos com várias estacas que provocam deslocamento do solo na cravação (Franki, pré-moldada de concreto, tubulares de ponta fechada).  Falsa nega – após obtenção de nega na cravação, ao verificar a penetração na recravação, a estaca penetra facilmente. Este fenômeno pode ter origem em vários mecanismos de comportamento do solo, tais como a geração de poro-pressões negativas durante a cravação ou relaxação do solo.
  177. 177. De acordo com a boa prática, em situações novas, as estacas devem sempre ser recravadas após 24 horas, para verificação de desempenho.  Geração de elevação da pressão neutra em solos argilosos saturados, podendo resultar, no caso de grupos de estacas muito próximas a taludes, na ruptura dos mesmos.
  178. 178. 5.1.3. ESTACAS ESCAVADAS O grupo que pode ser denominado como o das estacas escavadas, aquelas em que ocorre a retirada do solo para sua confecção, tem seus problemas correntes discutidos na seqüência:
  179. 179.  Problemas de integridade ou continuidade. A concretagem deve ser executada de forma compatível (material e processo) com o sistema construtivo, com supervisão estrita para garantir a qualidade da estaca.  Presença de armadura pesada ou mal posicionada, dificultando a concretagem de estacas, especialmente as de diâmetro inferior a 50 cm. Deve-se ter cuidado especial nas estacas de grande diâmetro armadas quando é colocado enrijecimento na armadura, muitas vezes dificultando ou prejudicando a concretagem.  Limpeza de base inadequada, resultando em comprometimento do contato entre o concreto e o material abaixo dele, com a conseqüente redução da resistência de ponta da estaca.  Presença de água na perfuração por ocasião da concretagem, sem o emprego de lama bentonítica, resultando em elemento com problema de integridade ou baixa resistência.
  180. 180.  Instabilidade das paredes de escavação não protegida durante a concretagem e interferência na continuidade da estaca, comprometendo seu desempenho.  Execução de estaca próxima a elemento recentemente concretado, em condição de solos instáveis ou pouco resistentes, afetando sua integridade.  Presença de situação de artesianismo (água sob pressão), dificultando e comprometendo a concretagem, ou impedindo procedimento usual de execução. Situações de artesianismo são de difícil identificação na fase de investigação de subsolo; ensaios de piezocone são recomendados para esta finalidade em locais de possível ocorrência.
  181. 181.  Redução de resistência lateral das estacas pelo amolgamento do solo devido ao movimento de colocação do revestimento, ou colocação do revestimento após o uso inicial de lama fortemente contaminada ou ainda, uso intencional de lama como lubrificante entre o revestimento e o material lateral para facilitar a retirada do revestimento.  Falta de integridade do fuste ao ser utilizado concreto com baixa trabalhabilidade (abatimento reduzido) em estacas armadas, com a armadura impedindo o contato do concreto com o solo e resultando redução de resistência.
  182. 182. Escavadas  Concretagem com água no solo sem fluido estabilizante (problema de integridade garantido !!!)
  183. 183. Escavadas com Lama Bentonítica Figura – Contaminação do concreto com falta de integridade da secção
  184. 184. Escavadas com Lama Bentonítica Figura – Contaminação do concreto
  185. 185. Escavadas com revestimento (água presente) Figura –
  186. 186. Escavadas com revestimento Figura –
  187. 187. Escavadas com Lama Bentonítica Figura –
  188. 188. Escavadas com Lama Bentonítica Figura –
  189. 189. Figura – Strauss com problema de continuidade
  190. 190. Outras Estacas: Franki Standard Figura – Exumação das estacas com falhas
  191. 191. Franki Standard Figura – Exumação das estacas com estrangulamento
  192. 192. Franki Standard Figura – Estacas Franki exumadas com descontinuidade (levantamento do fuste)
  193. 193. Metálicas Figura – Estacas metálicas com danos na ponta
  194. 194. Hélice Contínua As estacas hélice contínua tem uso relativamente recente no Brasil, tendo sido muito rápida e intensa sua disseminação, resultando em inúmeros executantes sem a devida experiência. Os problemas desse tipo de fundação profunda decorrentes do processo construtivo ou do concreto utilizado (fundamental) são:  Remoção de solo durante o processo de introdução do trado, aliviando as tensões horizontais existentes quando da execução da estaca e reduzindo consideravelmente a resistência lateral antes verificada.  Equipamentos sem capacidade para atingir profundidade de projeto (torque insuficiente ou haste curta), resultando em estacas de resistência inferior à projetada.
  195. 195. Hélice Contínua – concreto é essencial para a execução de estaca confiável . Concreto inadequado, com trabalhabilidade e agregado graúdo em desacordo com a boa prática e necessidades de bombeamento (slump 22 ±2) e consumo baixo de cimento (< 400kg ci/m³) - Indícios de potenciais problemas no estado fresco: - A) agregados separados da argamassa nas suas bordas ou no topo - B) ocorrência do fenômeno do “borbulhamento” da água com carregamento de finos no topo da estaca recém executada Indícios de potenciais problemas no estado endurecido: A) no topo da estaca observa-se uma argamassa praticamente sem agregados graúdos e de aspecto poroso, com baixíssima resistência B) na superfície observa-se a presença de grande quantidade de bolhas
  196. 196. Hélice Contínua – motivos dos problemas com concreto  .  Consumo de cimento inferior a 400 kg/m3. Fornecedores consideram o Fck 20 MPa como característica mais importante e reduzem a quantidade de cimento (inaceitável)  Descontrole na adição de água no ato do recebimento do concreto na obra para ajuste do “slump”  Emprego de cimentos fabricados com escórias “vitrificadas”, agravantes dos efeitos de exudação do traço do concreto  Falta do uso de aditivo incorporador de ar para correção de granulometria dos agregados  Falta de finos no concreto
  197. 197. Hélice Contínua Figura – Concreto Heterogêneo com segregação de agregados no topo e nas bordas
  198. 198. Hélice Contínua Figura – Exsudação no topo da estaca recém executada
  199. 199. Hélice Contínua Figura – Estaca Hélice com argamassa de baixa resistência nos seus 2,00m de extensão a partir do topo
  200. 200. Hélice Contínua Figura – Detalhe de afundamento na região central do topo da estaca hélice, com presença de material poroso e fraco nos seus primeiros 1,50m a partir do topo.
  201. 201. Hélice Contínua  Figura – Material de baixa resistência próximo ao topo da estaca
  202. 202. Hélice Contínua .  Descontinuidade causada por execução sem controle, com velocidade excessiva de subida do trado.  Efeito de desconfinamento do concreto fresco pela execução de estaca próxima (casos de efeitos com rebaixamento do topo do concreto de estaca já executada afastada mais de 5 m em argilas muito moles – necessária observação);  Execução da estaca com procedimento “modificado”, retirando o solo para inserção de armadura e concretagem, resultando em estaca escavada executada com equipamento de HC sem limpeza de base e desconfinamento do solo (redução drástica de capacidade de carga)
  203. 203. Hélice Contínua  Dificuldade ou impossibilidade de colocação da armadura projetada por problemas em seu detalhamento, baixa trabalhabilidade do concreto ou agregado lamelar ou demora no processo.  Dano na estaca provocado pela colocação de armadura de forma inadequada (choque ou uso de equipamento mecanizado impróprio, como pá carregadeira ou retro-escavadeira). Em solos muito moles, já foi verificada por inspeção a posição da armadura fora do corpo da estaca devido a procedimentos impróprios.  Execução de concretagem não pressurizada até o topo da estaca, provocando descontinuidade ou falha no corpo do elemento.
  204. 204. Hélice Contínua Figura – Exumação das estacas com problemas de descontinuidade
  205. 205. Hélice Contínua Figura – Estacas com redução de seção
  206. 206. Hélice Contínua Figura – Estacas HC executadas em aterro de lixão
  207. 207. Hélice Contínua Figura – Estaca HC com estrangulamento ao longo do fuste (Viviane Sipriano, 2007)
  208. 208. Hélice Contínua Figura – Estaca HC: Placas de argila mole aderidas ao fuste da estaca. (Viviane Sipriano, 2007)
  209. 209. Hélice Contínua Figura – Estaca HC: Verificação do contato concreto-solo na ponta da estaca. (Viviane Sipriano, 2007)
  210. 210. Raiz Figura – Estrangulamento de seção
  211. 211. Raiz Figura – Estacas com descontinuidade do fuste
  212. 212. Raiz Figura – Estacas raiz
  213. 213. Strauss Figura – Estacas com falhas de concretagem
  214. 214. 5.2. MÉTODOS DE CONTROLE E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE ESTACAS - Ensaios de integridade - Ensaios dinâmicos - Provas de carga
  215. 215. 5.2.2. ENSAIOS DE INTEGRIDADE Existem procedimentos técnicos disponíveis para a verificação da integridade estrutural de fundações profundas, cujo uso pode eliminar dúvidas sobre as condições obtidas no processo construtivo. Os ensaios de verificação de integridade tipo PIT (Pile Integrity Testing), tornaram-se rotineiros em obras de responsabilidade na prática Internacional. O baixo custo e a facilidade de execução do ensaio permitem testar qualquer quantidade de elementos, até mesmo todas as estacas executadas, e detectar padrões de anomalias ou conformidade. As estacas pré-moldadas de concreto são as de maior facilidade de interpretação dos resultados obtidos, pela condição de constância de geometria e propriedade do material.
  216. 216. A análise de ensaios de integridade em estacas moldadas “in situ” requer boa qualificação e muita experiência, uma vez que variações na seção e/ou nas características do material da estaca podem não se constituir em comprometimento dos elementos de fundação, mas serem considerados como “elementos com falha” ou não qualificados. Nesta circunstância, inspeção visual ou ensaios de carregamento devem ser utilizado para melhor definir a adequação dos elementos assinalados desta forma.
  217. 217. Um bom programa de avaliação de qualidade de um estaqueamento, além do controle construtivo minucioso, deve começar com a execução de controle de integridade, até para a escolha dos elementos a serem inspecionados por escavação ou testados em provas de carga estáticas ou ensaios dinâmicos. É relevante indicar a necessidade de utilização de empresas qualificadas, com pessoal treinado e especializado, como requisito mínimo para atingir a condição de confiabilidade necessária nos resultados dos ensaios dinâmicos.
  218. 218. A experiência Internacional mostra que se constitui em prática corrente e regular a certificação dos serviços de fundações, com a realização de ensaios de acompanhamento e controle dos materiais e processos, bem como verificação de integridade e desempenho das fundações prontas. Os procedimentos modernos de ensaio (PDA – Pile Driving Analyzer e PIT – Pile Integrity Testing) permitem a identificação de problemas de integridade e caracterizam cargas mobilizadas de forma rápida e econômica, podendo se constituir em elementos importantes no processo de garantia de qualidade das fundações, e ter seu uso mais disseminado em nosso meio.
  219. 219. PROVAS DE CARGA Quando ocorrem dúvidas sobre a real condição executiva das fundações profundas no que se refere à sua capacidade de transferência de carga ao solo, devem ser realizadas provas de carga ou ensaios estáticos, ABNT NBR 12131/2006, ou dinâmicos, ABNT NBR 13208/2007. Sua interpretação permite determinar a condição real de execução das mesmas. Estes ensaios (PCE) se constituem na única forma de provar o desempenho de uma estaca sob carga. Ensaios dinâmicos devem ser realizados e interpretados por pessoal qualificado, sendo desejável sua calibração com ensaios estáticos.
  220. 220. •Ampliação do uso de provas de carga instrumentadas em obras especiais •Realização de pesquisas em campos experimentais com a divulgação ampla dos resultados, investigando efeitos de procedimentos construtivos, tempo na resposta das estacas •Estudo de efeitos de estabilização dos solos na resposta de fundações diretas •Oferecimento de diferentes procedimentos para realização de ensaios ( explosivos, células de carga na base, transmissão de dados em tempo real aos interessados) Desafios
  221. 221. NBR 6122-2010 ABNT Norma de projeto e execução de fundações. Apresenta obrigatoriedade de realização de provas de carga estáticas e / ou ensaios dinâmicos em estacas
  222. 222. DESAFIOS PARA MELHORIA  Melhoria da confiabilidade dos ensaios  Planejamento do programa de avaliação e controle antes do início da execução das fundações  Entendimento do real significado de “não conformidades” X problemas em ensaios de integridade  Limitar as “interpretações indevidas” dos ensaios
  223. 223. Fundações diretas – problemas construtivos  Solo amolgado após escavação  Falta de limpeza da base  Presença de agua na base  Apoio em camada de solo não apropriada  Sapatas na mesma profundidade não apoiadas em material de mesmo comportamento  Concretagem com problemas
  224. 224. 6. EVENTOS PÓS-CONCLUSÃO DA FUNDAÇÃO Existem casos em que ao final da construção a fundação apresentava adequado comportamento e, devido à “Eventos Pós-Conclusão”, tem alterado sua segurança e estabilidade.
  225. 225. 6.1. MOVIMENTO DA MASSA DE SOLO DECORRENTE DE FATORES EXTERNOS Inúmeros problemas de fundações são decorrentes de movimentação ou instabilidade da massa de solo do qual depende a estabilidade de fundações, provocada por fatores que não estão necessariamente relacionados com o carregamento transmitido pelas fundações. Deslocamentos do solo podem ser causados por várias atividades relacionadas com construções, entre elas incluem- se: escavações, explosões, rebaixamento de lençol freático, tráfego pesado, demolições, cravação de estacas, compactação vibratória de solos.
  226. 226. Exemplos
  227. 227. Exemplos
  228. 228. Exemplos
  229. 229. Exemplos
  230. 230. Exemplos
  231. 231. Exemplos
  232. 232. Exemplos
  233. 233. Exemplos
  234. 234. Exemplos
  235. 235. Escavação não escorada junto à fundação
  236. 236. Ruptura de canalização em aterro, causando solapamento geral do mesmo(prédio com fundações por estacas)
  237. 237. Muro de gabiões solapado -
  238. 238. Muro de gabiões rompido com execução de aterro para melhorar estabilidade à montante
  239. 239. Fluxo intenso causador do acidente
  240. 240. Reservatório em fundações diretas apoiado em solo colapsível
  241. 241. 6.1. Caso de má condução da implantação - projeto  Sequencia construtiva projetada
  242. 242. 6.1. Escavação realizada em desacordo com projeto
  243. 243. 6.1. Instabilidades localizadas
  244. 244. 6.1. Caso real
  245. 245. 6.1. Situação pós temporal
  246. 246. 6.1. Situação do vizinho
  247. 247. 6.1. Efeito inicial na alvenaria do vizinho
  248. 248. 6.1. Separação do piso
  249. 249. 6.1. Caso real
  250. 250. 6.1. Caso real – ruptura da parede
  251. 251. 6.1. Situação pós acidente
  252. 252. 6.1. Colapso!!!!
  253. 253. 6.1. Caso real – situação pós acidente
  254. 254. 6.1. Vista geral pós acidente
  255. 255. 6.1. Caso real
  256. 256. DESAFIOS PARA MELHORIA  Avaliar sempre os possíveis efeitos da instalação de obra nova nas estruturas vizinhas  Programar acompanhamento  Usar solução com menores efeitos ou mais seguras
  257. 257. 7. DEGRADAÇÃO Todos os projetos de engenharia com elementos enterrados ou em contato com o solo e água devem considerar os aspectos de permanência e integridade estrutural em longo prazo. A etapa de investigação do subsolo a presença de materiais agressivos ou contaminantes deve ser identificada para ser considerada adequadamente na solução do problema. As fundações de unidades industriais são casos típicos de ocorrência de problemas de degradação. Seu projeto necessita informações referentes aos processos e elementos envolvidos. Na fase de investigação do subsolo que as questões ambientais existentes devem ser identificadas.
  258. 258. Na presença de aterros com rejeitos industriais, locais de depósito de elementos potencialmente agressivos ou de natureza desconhecida, é necessária uma avaliação abrangente das potenciais substâncias agressivas. Setores tipicamente objeto de problemas especiais são os de Celulose e Papel, Química e Petroquímica, Fertilizantes, Laticínios, Açucareira e Vitivinícola.
  259. 259. DESAFIO - Estudar sempre a agressividade em obras industriais e/ou em área possivelmente agressiva
  260. 260. Manutenção Especificações relativas à conservação deveriam ser entregues ao proprietário/Cliente, contendo informações sobre as partes críticas da estrutura que eventualmente requeiram inspeção regular, bem como a freqüência da inspeção. Não é prática comum no Brasil, nem existem programas sistemáticos de órgãos proprietários de obras. Em geral as ações somente ocorrem com a evidência de risco de colapso iminente DESAFIO – adoção de prática regular de inspeção e manutenção pelos proprietários
  261. 261. DESAFIO  Promover uma mudança de cultura geral, valorizando a boa engenharia e educando as futuras gerações para que não ocorra a “fossilização”da situação atual  Novas gerações não podem aprender com a má prática vigente!!!!
  262. 262. DESAFIOS  Ampliar a utilização de controle de recalques de obras para conhecimento do verdadeiro desempenho das fundações reais, não somente em casos de problemas  Publicar os casos históricos conhecidos
  263. 263. 10. COMENTÁRIOS FINAIS
  264. 264. a) Os desafios aqui apresentados para motivar a discussão no meio técnico deveriam ser “enfrentados” por todos os segmentos envolvidos na solução de problemas de fundações b) Registros e o reconhecimento da degradação da qualidade de serviços de investigação não tem sido acompanhados de iniciativas objetivas de melhoria do setor!!! c) Equipamentos modernos mais potentes e de alta produtividade executiva com utilização sem conhecimento e experiência poderão resultar em aumento das patologias e mesmo em acidentes graves d) A melhoria do uso, interpretação e disseminação dos ensaios de integridade podem promover uma melhoria na qualidade das fundações.
  265. 265. e) Licitação de obras sem projeto de engenharia completo, em que os proponentes apresentam, na forma de estudo preliminar ou anteprojeto, as soluções consideradas “padrão”. Ao serem contratadas as obras, os custos da solução ficam limitados ao valor da proposta e acabam, contrariamente à boa técnica e ao bom senso, condicionando a solução executada!! A revisão dos projetos por profissional qualificado nestes casos é essencial .
  266. 266.  “O conhecimento geotécnico e o controle de execução são mais importantes para satisfazer os requisitos fundamentais de segurança de uma fundação do que a precisão dos modelos de cálculo e os coeficientes de segurança adotados”. - EUROCODE 7  Investigação do subsolo - Contratação de empresas, locações executadas com equipes de topografia, supervisão de execução dos ensaios, uso de equipamentos calibrados, relatórios de acordo com a normalização e equipes treinadas são essenciais nesta etapa.  Projetos com especificações claras e objetivas e seu atendimento são fundamentais para sucesso na execução de fundações.
  267. 267.  Supervisão de construção deve ser parte da implantação de fundações: a inspeção, o controle e os ensaios necessários à supervisão devem seguir o estabelecido na fase de projeto com limites de aceitabilidade, com detalhamento dos elementos a serem observados, tanto no que se refere ao solo quanto a materiais, procedimentos e efeitos da construção nas estruturas adjacentes,de acordo com os graus de complexidade e risco da obra.
  268. 268.  Durante a execução das fundações, os registros construtivos e de controle devem ser comunicados ao projetista para avaliação das reais condições da obra.  No caso de dúvida ou “não conformidade”, reforços executados durante a etapa de construção das fundações são menos traumáticos que posteriores intervenções.  NBR 6122/2010 ABNT define ensaios obrigatórios em estacas, de acordo com a carga e tipo e numero de estacas do projeto. Deve ser observada sob pena de responsabilidade...
  269. 269. REFERÊNCIAS Milititsky, J. Consoli, N., Schnaid, F. – 2006 – Patologia das Fundações, Oficina dos Textos, 199 pp, São Paulo. Milititsky, J. Consoli, N., Schnaid, F. – 2015 – Patologia das Fundações, 2ª Ed.Oficina dos Textos, 299 pp, São Paulo. Gonçalves, C. Bernardes, G., Neves, L. – 2010 – Estacas Pré-Fabricadas de Concreto – Quebras, Vibrações e Ruídos, ABCIC, 444 pp, São Paulo.
  270. 270. Esperando que tenham aproveitado e apreciado a apresentação MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

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