Doença de chagas

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Trabalho sobre a Doença de Chagas.

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Doença de chagas

  1. 1. Trypanossoma cruzi Doença de Chagas " Não vai demorar que passemos adiante uma grande e bela ciência, que faz arte em defesa da vida."
  2. 2. Doença de Chagas Trypanossoma cruzi
  3. 3. História A história da doença de Chagas se inicia com uma tripla descoberta, no interior de Minas Gerais. Em abril de 1909, Carlos Chagas (1878-1934), pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), comunicou ao mundo científico a descoberta de uma nova doença humana. Seu agente causal (o protozoário que denominou de Trypanosoma cruzi , em homenagem ao mestre Oswaldo Cruz) e o inseto que o transmitia (triatomíneo conhecido como “barbeiro”) também haviam sido por ele identificados, ao final de 1908. O “feito” de Chagas, considerado único na história da medicina, constitui um marco decisivo na história da ciência e da saúde brasileira.
  4. 4. Carlos Ribeiro Justiniano Chagas Nasceu no dia 9 de julho de 1878. No dia 14 de abril de 1909 , o cientista Carlos Chagas encontrou o protozoário Trypanossoma cruzi no sangue de uma menina febril de 2 anos de idade, chamada Berenice, moradora da cidade de Lassance (MG). Carlos Chagas faleceu em 8 de novembro de 1934 , vítima de morte súbita.
  5. 5. Descrição A doença de Chagas (DC) é uma das consequências da infecção humana produzida pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi. Na ocorrência da doença, observam-se duas fases clínicas: uma aguda, que pode ou não ser identificada, podendo evoluir para uma fase crônica. No Brasil, atualmente predominam os casos crônicos decorrentes de infecção por via vetorial, com aproximadamente três milhões de indivíduos infectados. No entanto, nos últimos anos, a ocorrência de doença de Chagas aguda (DCA) tem sido observada em diferentes estados, em especial na região da Amazônia.
  6. 6. Etiologia A doença é causada pelo protozoário T. cruzi, caracterizado pela presença de um flagelo. No sangue dos vertebrados, o T. cruzi se apresenta sob a forma de tripomastigota, que é extremamente móvel, e, nos tecidos, como amastigotas. No tubo digestivo dos insetos vetores, ocorre um ciclo com a transformação do parasito, dando origem as formas infectantes presentes nas fezes do inseto.
  7. 7. Morfologia T. cruzi • Amastigota – fase intracelular, sem organelas de locomoção, com pouco citoplasma e núcleo grande. O cinetoplasto fica ao lado do núcleo e é um pouco menor que ele. Está presente na fase crônica da doença. Figura : formas amastigotas intracelulares do Trypanosoma cruzi
  8. 8. Morfologia T. cruzi • Epimastigota – é a forma encontrada no tubo digestivo do vetor, não é infectante para os vertebrados. Tem forma fusiforme e apresenta o cinetoplasto junto ao núcleo. Possui flagelo e membrana ondulante. Figura : formas epimastigotas do Trypanosoma cruzi
  9. 9. Morfologia T. cruzi • Tripomastigota – fase extracelular, que circula no sangue. Apresenta flagelo e membrana ondulante em toda a extensão lateral do parasito. O cinetoplasto se localiza na extremidade posterior do parasito.  Figura : Tripomastigota de Trypanosoma cruzi . Seta preta - cinetoplasto; vermelha - núcleo ; azul - membrana ondulante; verde - flagelo.
  10. 10. É Hora de Batata Quente!!!  
  11. 11. Doença de Chagas Agente Etiológico : Trypanosoma cruzi Vetores Triatoma infestans Panstrongylus Rhodnius Protozoário flagelado Barbeiros hematófagos
  12. 12. Transmissão A transmissão do T. cruzi para o homem ocorre por meio de um vetor – os triatomíneos. Porém esses triatomíneos apenas transmitem o parasito se estiverem infectados e isso acontece quando eles se alimentam em um dos numerosos hospedeiros. Ou seja, se os mamíferos de uma determinada área apresentar altas taxas de infecção por T. cruzi, há probabilidade do vetor se infectar e, portanto, infectar o próximo mamífero (incluindo o homem), no qual se alimentar.
  13. 13. Ciclo Biológico da Doença Barbeiro transmissor Triatoma infestans Local da picada Fezes contaminadas Fibras cardíacas Ninhos de tripanossoma Hemácias Tripanossoma no sangue Picada
  14. 14. É Hora de Batata Quente!!!
  15. 15. Formas de Transmissão Picada do Inseto Contaminado
  16. 16. Formas de Transmissão Transmissão vertical: De mãe para o filho durante a gestação
  17. 17. Formas de Transmissão Transmissão por leite materno
  18. 18. Formas de Transmissão Transfusão Sanguínea
  19. 19. Formas de Transmissão Transmissão por via oral
  20. 20. Formas de Transmissão Transmissão por acidentes laboratoriais
  21. 21. Formas de Transmissão Transmissão por transplante de órgãos
  22. 22. Transmissibilidade O parasito só é transmitido através do sangue, órgãos ou placenta. A maioria dos indivíduos com infecção pelo T. cruzi alberga o parasito nos tecidos e sangue, durante toda a vida, o que significa que devem ser excluídos das doações de sangue e de órgãos.
  23. 23. Formas de Transmissão Período de incubação • Transmissão vetorial – de 4 a 15 dias. • Transmissão transfusional – de 30 a 40 dias ou mais. • Transmissão vertical – pode ser transmitida em qualquer período da gestação ou durante o parto. • Transmissão oral – de 3 a 22 dias. • Transmissão acidental – até, aproximadamente, 20 dias.
  24. 24. Epidemiologia • Estima-se que existam até 18 milhões de pessoas com esta doença, entre os 100 milhões que constituem a população de risco, distribuída por 18 países americanos. • Dos infectados, cerca de 20 000 morrem a cada ano. Mapa da incidência da doença de Chagas
  25. 25. Epidemiologia Brasil Fonte: SVS/MS *Até 02/10/2010 - Dados preliminares sujeito a revisão
  26. 26. É Hora de Batata Quente!!!
  27. 27. Aspectos Clínicos Após a entrada do parasito no organismo, basicamente ocorrem duas etapas fundamentais na infecção humana pelo T. cruzi: Fase aguda (inicial) – predomina o parasito circulante na corrente sanguínea, em quantidades expressivas. As manifestações de doença febril podem persistir por até 12 semanas. Nesta fase, os sinais e sintomas podem desaparecer espontaneamente evoluindo para a fase crônica ou progredir para formas agudas graves que podem levar ao óbito.
  28. 28. Manifestações Clínicas Fase Aguda • Maior parte assintomática • Chagoma • Romaña • Febre • Minigoencefalite • Miocardite • Cefaléia Sinal de Romaña
  29. 29. Aspectos Clínicos Fase crônica – existem raros parasitas circulantes na corrente sangüínea. Inicialmente, esta fase é assintomática e sem sinais de comprometimento cardíaco e/ou digestivo. Pode apresentar-se como uma das seguintes formas: • Forma indeterminada • Forma cardíaca • Forma digestiva • Forma associada (cardiodigestiva)
  30. 30. Manifestações Clínicas Fase Crônica • Infecção crônica com baixas parasitemias • Aumento do coração, dilatação dos ventrículos, e/ou miosite no esôfago, côlon ou intestino delgado • Destruição dos gânglios é compensado por aumento da massa muscular levando a megaesôfago, megacôlon. Cardiomegalia
  31. 31. Diagnóstico Laboratorial • Pesquisa a fresco do trypanossom a • Lâmina Corada de gota espessa ou esfregaço • Xenodiagnóstico <ul><li>Exames Parasitológicos </li></ul>
  32. 32. ESFREGAÇO SANGUINEO Esfregaço de sangue Hemácia Tripanossoma entre as hemácias
  33. 33. Diagnóstico Laboratorial II. Exames sorológicos • Anticorpos IgG • Anticorpos IgM • Hemoaglutinação • Elisa ELISA
  34. 34. Diagnóstico Laboratorial III.Diagnóstico molecular • PCR ( reação em cadeia da polimerase)
  35. 35. É Hora de Batata Quente!!!
  36. 36. Critérios de Cura Não existem critérios clínicos que possibilitem definir com exatidão a cura de pacientes com DC. Conforme o critério sorológico, a cura é a negativação sorológica, que ocorre, na maioria dos casos, em até 5 anos após o tratamento. Recomenda-se realizar exames sorológicos convencionais (IgG) a cada 6 meses ou anualmente, por 5 anos, devendo-se encerrar a pesquisa quando dois exames sucessivos forem não reagentes.
  37. 37. Tratamento Nifurtimox benzonidazol O tratamento específico dos casos leves, sem complicações, e das formas indeterminadas, pode ser feito em unidade ambulatorial (unidade básica de saúde, unidade de saúde da família, centros de saúde) por médico generalista que conheça as particularidades do medicamento e da doença de Chagas, sendo referenciados para unidades de saúde de maior complexidade os casos que apresentam complicações, como: cardiopatia aguda grave, sangramento digestivo, intolerância ou reações adversas ao Beznidazol (dermopatia grave, neuropatia, lesões em mucosa, hipoplasia medular). Onde Tratar
  38. 38. Profilaxia Construção de casas apropriadas; Educação sanitária da população; Exposição dos colchões ao sol; Manter o quintal limpo; Não manter dentro de casa animais de sangue quente.
  39. 39. Profilaxia Proteger portas e janelas com telas Proteger camas com cortinados Combate ao vetor Destruição das casas de pau-a-pique (criadouro dos barbeiros)
  40. 42. Vídeo sobre transmissão da Doença de Chagas
  41. 43. Alunas: Cheyza F.S. Rodrigues Renata Alves Ferreira Renata Pereira Mendes Lidiane Fernandes de Assis Silva

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