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POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
Aluno: Cleverton Duarte Epormucena Prof°: Flávia Diniz Roldão Disc: Saúde Mental
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
INTRODUÇÃO
O objetivo deste texto esta focado na vida e no espaço onde o trabalhador atua,
aponta para a fundamental importância de prevenção e intervenção na saúde
do trabalhador o qual é a peça principal para o funcionamento de uma empresa.
O presente texto procura mostrar o interesse que devemos ter pelo bem estar
do trabalhador, buscando identifica-lo na situação do trabalho e entendê-lo
como dinâmica.
O texto apresenta três vertentes que podem ser identificadas quanto a forma de
abordagem dessa problemática:
1° O estresse
2° A psicopatologia do trabalho
3° A epidemiologia do trabalho
O texto também mostra a importância do trabalho na construção da identidade
e na sua relação com o mundo e de forma crítica aponta a medicina como mãe
abandonada a qual não reconhece a psicologia como sua cria...
E por fim o texto mostra a importância da prática clínica em saúde do
trabalhador e tal prática permitirá a inclusão da categoria trabalho como
categoria de análise, visto que com o levantamento da história clínica, não
somente da doença mais do doente como sujeito ‘’bio-psico-social’’ se saberá
onde o processo de adoecimento se instala.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA
TERAPÊUTICA?
RELAÇÃO SAÚDE –TRABALHO: UM OLHAR HISTÓRICO
No inicio saúde física não se separava da saúde mental, a relação saúde-
trabalho são reconhecidas desde a antiguidade mais só começaram a ser
tratadas de forma objetiva após a revolução industrial no século XIX.
Estado e economia passaram a se preocupar com as condições de saúde e
higiene da população, motivadas pelo crescimento acelerado dos centros
urbanos houve a necessidade de manter um padrão de população.
Com o espantoso crescimento, homens, mulheres e crianças passaram a
compor a força do trabalho nas fábricas em função da necessidade de
sobrevivência pelo poder econômico instituído.
Os empregadores pouco se interessavam pela saúde daqueles que
compunham a sua força de trabalho que lhe garantiam a produção e lucro, pois
não havia regulamentação sobre o trabalho e trabalhador.
Haviam longos turnos nos trabalhos de 12 á 16 horas, também inadequação
das estruturas físicas e funcionais da fábricas.
Estes ambientes aglomerados favoreciam um grande número de doenças, além
de mortes e mutilações sem falar do crescimento urbano desordenado que
colocava pessoas em ricos.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA
TERAPÊUTICA?
RELAÇÃO SAÚDE –TRABALHO: UM OLHAR HISTÓRICO
Estes fatores levaram à necessidade de um maior controle social por parte do estado
envolvendo planejamento urbano, saúde, higiene, moradia e normatização do
trabalho especialmente nas fábricas.
Em 1833 foi introduzido a medicina fabril revelando a preocupação com a saúde do
empregado através da regulamentação de medidas de segurança e higiene no
trabalho e preocupação médica expandindo assim o espaço para o trabalho da
medicina social.
Agora a saúde do trabalhador esta voltada para a prevenção e pesquisa das causas
dos problemas através da identificação de agentes etiológicos relacionados aos
acidentes de trabalho, a partir dai se construía o entendimento e o espaço para
estudo e entendimento do trabalhador.
A visão trazida pela área de higiene do trabalho trouxe a visão de se preocupar com
as doenças decorrentes do trabalho e a partir de então as doenças relacionadas ao
trabalho passam a ser consideradas como doenças do trabalho e não doenças do
trabalhador.
Lado positivo: Favorece a prevenção e o controle de alguns destes problemas
como segurança e higiene.
Lado negativo: Por outro lado ao colocar o problema no trabalho, afasta o sujeito
da ação retirando o indivíduo do foco, o problema passa a ser tratado coletivamente,
alienando o sujeito do seu processo de adoecimento.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
SAÚDE DO TRABALHADOR E O MINISTÉRIO DA SAÚDE
Apesar de esforços das duas últimas décadas de trazer a saúde do trabalhador
para o ministério da saúde ainda estão desarticuladas e pouco eficazes talvez
porque a saúde do trabalhador comparece em nível federal, em três ministérios.
1° Ministério do trabalho: Responsável pela fiscalização e normatização.
2° Ministério da previdência: Responsável pelo afastamento, aposentadoria.
3° Ministério da saúde: Responsável pela politica de saúde, prevenção e
intervenção. ( Sistema Único de Saúde)
Tiago 5:4-6: 4 Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores
que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos
ouvidos do Senhor dos exércitos.
5 Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos
corações no dia da matança.
6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resiste.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
O MODELO MÉDICO E A PSICOLOGIA
O modelo médico trabalha com a semiologia dos sintomas apresentados pelo
paciente e o que sentem são relidos em termos de sinais/signos naturais e
índices, de forma que a queixa e o paciente obscurecem, para que permaneça o
que pode ser traduzido em termos do saber médico.
Os sintomas apresentados pelo paciente são traduzidos para a linguagem
médica e vão resultar o seu estado clínico.
O doente desaparece para dar lugar a doença e a doença omite o seu ser, o
verdadeiro paciente torna-se a doença, a doença passa a ter vida e o paciente
perde o nome.
A doença agora não é do trabalhador é do trabalho, é este que esta doente, e
quem convive com ele também adoece, o trabalhador é afastado do seu
contexto ficando desiludido e sentindo-se incapaz e perdendo sua identidade.
Isaías 45:4 Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei
pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses.
João 15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos
nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que
tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.
semiologia(Medicina) - Meio e modos de se examinar um paciente. (linguistica) - Ciencia que tem como objeto de estudo os
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
O MODELO MÉDICO E A PSICOLOGIA
O trabalho é um construtor de identidade, não se pode
descarta-lo ao diagnosticar doenças e os sofrimentos do
trabalho, vemos três pontos que devem ser ressaltados neste
item:
1° O reconhecimento de que o trabalho pode provocar ou
desencadear o adoecimento.
2° Ao afastar o sujeito da ação, considerando o agravo como
doença do trabalho, ao excluir o trabalhador do centro do
problema, este passa a ser tratado coletivamente, numa forma
de alienação do sujeito do seu processo de adoecimento.
3° O modelo adotado na prática clínica distancia ainda mais o
sujeito da doença, desconsiderando o contexto, inclusive do
trabalho, e a história, onde se deveria adotar uma análise
mais psicossocial do adoecimento e da proposta de cura
fica obscura.
Hebreus 4:12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e
mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e
penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e
medulas, e é apta para discernir os pensamentos e
intenções do coração.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO EM DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO:
Uma proposta de pratica clínica
A OMS, via a saúde como ‘’estado de completo bem-estar físico e mental’’ mais
observou a complexidade do termo quando se refere à área mental.
Hoje a OMS atualizou o conceito para ‘’estado de completo bem-estar físico,
psíquico e social’’, mais ainda há questões a serem estudadas como: Doenças
do trabalho, vemos que a dificuldade de operação continua em vista do
conceito do sofrimento psíquico decorrente do trabalho aumentarem a cada
ano.
É importante saber a ocupação e condição social do paciente para entender
o seu adoecimento.
Segundo a OMS, transtornos mentais menores ocorrem em 30% dos pacientes
é a terceira maior incidência nos casos de auxílio-doença por incapacidade de
trabalho, a ler e dor são as maiores causas de afastamento pelo INSS.
Gênesis 2:18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-
lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
Salmos 68:6 Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão
presos em grilhões;
Eclesiastes 4:9-10 Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do
seu trabalho.
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver
só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
SÍNDROME DE BURNOUT
Definição de Maslach & Jackson: Reação à tenção emocional crônica gerada
a partir do contato direto e excessivo com os outros, particularmente quanto
estes envolvem cuidado.
Serviços que trazem esta categoria de risco: Serviços que tem contato direto
com seu usuários ou clientes: profissionais da saúde e educação, policiais e
agentes penitenciários, etc...
Obs: Sabendo que envolver-se é uma questão inerente ao trabalho, como lidar
com a tensão gerada entre envolver-se afetivamente e não completar o circuito
afetivo?
Provérbios 25:17 Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que
se não enfade de ti, e passe a te odiar.
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
SÍNDROME DE BURNOUT
sintomas
Um trabalhador que entra em Burnout sofre ansiedade, melancolia, baixa auto-
estima, sentimento de exaustão física e emocional, isto acaba gerando
resultados negativos como:
1° Compromete suas relações afetivas e sociais.
2° Compromete sua vida no sentido que quando esta em casa pensa no
trabalho e quando no trabalho não vê a hora de voltar para casa.
Obs: Não devemos tratar uma situação como essa sem considerar os aspectos
objetivos e subjetivos desta relação não considerando o trabalho como cerne
da questão, (aqui entra a escuta Clínica onde interpreta os sinais e sintomas do
paciente segundo o saber médico). Não se busca algo além do diagnóstico.
Ramazzini: É importante saber o que esse sujeito faz e como vive, para
entender o seu processo de adoecimento e poder projetar o seu processo de
cura.
No âmbito ministerial o que deve se fazer com líderes que já não suportam
mais seu ambiente congregacional?
POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA
PRÁTICA TERAPÊUTICA?
SITUAÇÕES CLÍNICAS
O trabalho como uma atividade social complexa exige do trabalhador
ADAPTAÇÃO E ENFRENTAMENTO DE CONFLITOS, diante das quais ele
pode sucumbir ao aspecto mais doloroso da dupla possibilidade ” prazer e
sofrimento’’ , “saúde e doença”, se as condições do trabalhador forem
desfavoráveis existem várias possibilidade entre elas o adoecimento.
O texto apresenta uma crítica: Á psicologia foi forjada no modelo médico;
segundo, que os profissionais da área de saúde, de maneira geral, não tem o
ouvido preparado para a escuta para às dimensões do trabalho presentes na
queixa, quer na fase de diagnóstico, quer na fase de intervenção terapêutica ou
psicoterapêutica.
Tiago 1:19 Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para
ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
CONCLUSÃO
O texto procura mostra o indivíduo como um
construtor de sua identidade através de sua relação
diária com sua própria vida, todo ser humano tem a
necessidade de estabelecer uma visão positiva de si
mesmo para que a partir dai possa construir ou
reconstruir sua identidade.
Também o texto procura mostrar esta ausência da
categoria trabalho como um todo, em particular a
psicologia clínica como foco em sua preocupação
com a saúde do trabalhador onde tanto a
importância da doença do trabalho como a doença
do trabalhador devem ser a prioridade para que se
busquem melhoras consideráveis com relação a
saúde.

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Por onde passa o trabalho na prática terapêutica

  • 1. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? Aluno: Cleverton Duarte Epormucena Prof°: Flávia Diniz Roldão Disc: Saúde Mental
  • 2. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? INTRODUÇÃO O objetivo deste texto esta focado na vida e no espaço onde o trabalhador atua, aponta para a fundamental importância de prevenção e intervenção na saúde do trabalhador o qual é a peça principal para o funcionamento de uma empresa. O presente texto procura mostrar o interesse que devemos ter pelo bem estar do trabalhador, buscando identifica-lo na situação do trabalho e entendê-lo como dinâmica. O texto apresenta três vertentes que podem ser identificadas quanto a forma de abordagem dessa problemática: 1° O estresse 2° A psicopatologia do trabalho 3° A epidemiologia do trabalho O texto também mostra a importância do trabalho na construção da identidade e na sua relação com o mundo e de forma crítica aponta a medicina como mãe abandonada a qual não reconhece a psicologia como sua cria... E por fim o texto mostra a importância da prática clínica em saúde do trabalhador e tal prática permitirá a inclusão da categoria trabalho como categoria de análise, visto que com o levantamento da história clínica, não somente da doença mais do doente como sujeito ‘’bio-psico-social’’ se saberá onde o processo de adoecimento se instala.
  • 3. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? RELAÇÃO SAÚDE –TRABALHO: UM OLHAR HISTÓRICO No inicio saúde física não se separava da saúde mental, a relação saúde- trabalho são reconhecidas desde a antiguidade mais só começaram a ser tratadas de forma objetiva após a revolução industrial no século XIX. Estado e economia passaram a se preocupar com as condições de saúde e higiene da população, motivadas pelo crescimento acelerado dos centros urbanos houve a necessidade de manter um padrão de população. Com o espantoso crescimento, homens, mulheres e crianças passaram a compor a força do trabalho nas fábricas em função da necessidade de sobrevivência pelo poder econômico instituído. Os empregadores pouco se interessavam pela saúde daqueles que compunham a sua força de trabalho que lhe garantiam a produção e lucro, pois não havia regulamentação sobre o trabalho e trabalhador. Haviam longos turnos nos trabalhos de 12 á 16 horas, também inadequação das estruturas físicas e funcionais da fábricas. Estes ambientes aglomerados favoreciam um grande número de doenças, além de mortes e mutilações sem falar do crescimento urbano desordenado que colocava pessoas em ricos.
  • 4. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? RELAÇÃO SAÚDE –TRABALHO: UM OLHAR HISTÓRICO Estes fatores levaram à necessidade de um maior controle social por parte do estado envolvendo planejamento urbano, saúde, higiene, moradia e normatização do trabalho especialmente nas fábricas. Em 1833 foi introduzido a medicina fabril revelando a preocupação com a saúde do empregado através da regulamentação de medidas de segurança e higiene no trabalho e preocupação médica expandindo assim o espaço para o trabalho da medicina social. Agora a saúde do trabalhador esta voltada para a prevenção e pesquisa das causas dos problemas através da identificação de agentes etiológicos relacionados aos acidentes de trabalho, a partir dai se construía o entendimento e o espaço para estudo e entendimento do trabalhador. A visão trazida pela área de higiene do trabalho trouxe a visão de se preocupar com as doenças decorrentes do trabalho e a partir de então as doenças relacionadas ao trabalho passam a ser consideradas como doenças do trabalho e não doenças do trabalhador. Lado positivo: Favorece a prevenção e o controle de alguns destes problemas como segurança e higiene. Lado negativo: Por outro lado ao colocar o problema no trabalho, afasta o sujeito da ação retirando o indivíduo do foco, o problema passa a ser tratado coletivamente, alienando o sujeito do seu processo de adoecimento.
  • 5. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? SAÚDE DO TRABALHADOR E O MINISTÉRIO DA SAÚDE Apesar de esforços das duas últimas décadas de trazer a saúde do trabalhador para o ministério da saúde ainda estão desarticuladas e pouco eficazes talvez porque a saúde do trabalhador comparece em nível federal, em três ministérios. 1° Ministério do trabalho: Responsável pela fiscalização e normatização. 2° Ministério da previdência: Responsável pelo afastamento, aposentadoria. 3° Ministério da saúde: Responsável pela politica de saúde, prevenção e intervenção. ( Sistema Único de Saúde) Tiago 5:4-6: 4 Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos. 5 Deliciosamente vivestes sobre a terra, e vos deleitastes; cevastes os vossos corações no dia da matança. 6 Condenastes e matastes o justo; ele não vos resiste.
  • 6. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? O MODELO MÉDICO E A PSICOLOGIA O modelo médico trabalha com a semiologia dos sintomas apresentados pelo paciente e o que sentem são relidos em termos de sinais/signos naturais e índices, de forma que a queixa e o paciente obscurecem, para que permaneça o que pode ser traduzido em termos do saber médico. Os sintomas apresentados pelo paciente são traduzidos para a linguagem médica e vão resultar o seu estado clínico. O doente desaparece para dar lugar a doença e a doença omite o seu ser, o verdadeiro paciente torna-se a doença, a doença passa a ter vida e o paciente perde o nome. A doença agora não é do trabalhador é do trabalho, é este que esta doente, e quem convive com ele também adoece, o trabalhador é afastado do seu contexto ficando desiludido e sentindo-se incapaz e perdendo sua identidade. Isaías 45:4 Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses. João 15:16 Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. semiologia(Medicina) - Meio e modos de se examinar um paciente. (linguistica) - Ciencia que tem como objeto de estudo os
  • 7. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? O MODELO MÉDICO E A PSICOLOGIA O trabalho é um construtor de identidade, não se pode descarta-lo ao diagnosticar doenças e os sofrimentos do trabalho, vemos três pontos que devem ser ressaltados neste item: 1° O reconhecimento de que o trabalho pode provocar ou desencadear o adoecimento. 2° Ao afastar o sujeito da ação, considerando o agravo como doença do trabalho, ao excluir o trabalhador do centro do problema, este passa a ser tratado coletivamente, numa forma de alienação do sujeito do seu processo de adoecimento. 3° O modelo adotado na prática clínica distancia ainda mais o sujeito da doença, desconsiderando o contexto, inclusive do trabalho, e a história, onde se deveria adotar uma análise mais psicossocial do adoecimento e da proposta de cura fica obscura. Hebreus 4:12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
  • 8. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO EM DOENÇAS RELACIONADAS AO TRABALHO: Uma proposta de pratica clínica A OMS, via a saúde como ‘’estado de completo bem-estar físico e mental’’ mais observou a complexidade do termo quando se refere à área mental. Hoje a OMS atualizou o conceito para ‘’estado de completo bem-estar físico, psíquico e social’’, mais ainda há questões a serem estudadas como: Doenças do trabalho, vemos que a dificuldade de operação continua em vista do conceito do sofrimento psíquico decorrente do trabalho aumentarem a cada ano. É importante saber a ocupação e condição social do paciente para entender o seu adoecimento. Segundo a OMS, transtornos mentais menores ocorrem em 30% dos pacientes é a terceira maior incidência nos casos de auxílio-doença por incapacidade de trabalho, a ler e dor são as maiores causas de afastamento pelo INSS. Gênesis 2:18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far- lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Salmos 68:6 Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; Eclesiastes 4:9-10 Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
  • 9. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? SÍNDROME DE BURNOUT Definição de Maslach & Jackson: Reação à tenção emocional crônica gerada a partir do contato direto e excessivo com os outros, particularmente quanto estes envolvem cuidado. Serviços que trazem esta categoria de risco: Serviços que tem contato direto com seu usuários ou clientes: profissionais da saúde e educação, policiais e agentes penitenciários, etc... Obs: Sabendo que envolver-se é uma questão inerente ao trabalho, como lidar com a tensão gerada entre envolver-se afetivamente e não completar o circuito afetivo? Provérbios 25:17 Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.
  • 10. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? SÍNDROME DE BURNOUT sintomas Um trabalhador que entra em Burnout sofre ansiedade, melancolia, baixa auto- estima, sentimento de exaustão física e emocional, isto acaba gerando resultados negativos como: 1° Compromete suas relações afetivas e sociais. 2° Compromete sua vida no sentido que quando esta em casa pensa no trabalho e quando no trabalho não vê a hora de voltar para casa. Obs: Não devemos tratar uma situação como essa sem considerar os aspectos objetivos e subjetivos desta relação não considerando o trabalho como cerne da questão, (aqui entra a escuta Clínica onde interpreta os sinais e sintomas do paciente segundo o saber médico). Não se busca algo além do diagnóstico. Ramazzini: É importante saber o que esse sujeito faz e como vive, para entender o seu processo de adoecimento e poder projetar o seu processo de cura. No âmbito ministerial o que deve se fazer com líderes que já não suportam mais seu ambiente congregacional?
  • 11.
  • 12. POR ONDE PASSA A CATEGORIA TRABALHO NA PRÁTICA TERAPÊUTICA? SITUAÇÕES CLÍNICAS O trabalho como uma atividade social complexa exige do trabalhador ADAPTAÇÃO E ENFRENTAMENTO DE CONFLITOS, diante das quais ele pode sucumbir ao aspecto mais doloroso da dupla possibilidade ” prazer e sofrimento’’ , “saúde e doença”, se as condições do trabalhador forem desfavoráveis existem várias possibilidade entre elas o adoecimento. O texto apresenta uma crítica: Á psicologia foi forjada no modelo médico; segundo, que os profissionais da área de saúde, de maneira geral, não tem o ouvido preparado para a escuta para às dimensões do trabalho presentes na queixa, quer na fase de diagnóstico, quer na fase de intervenção terapêutica ou psicoterapêutica. Tiago 1:19 Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.
  • 13. CONCLUSÃO O texto procura mostra o indivíduo como um construtor de sua identidade através de sua relação diária com sua própria vida, todo ser humano tem a necessidade de estabelecer uma visão positiva de si mesmo para que a partir dai possa construir ou reconstruir sua identidade. Também o texto procura mostrar esta ausência da categoria trabalho como um todo, em particular a psicologia clínica como foco em sua preocupação com a saúde do trabalhador onde tanto a importância da doença do trabalho como a doença do trabalhador devem ser a prioridade para que se busquem melhoras consideráveis com relação a saúde.