Métodos de análise de imagens egípcias <ul><li>Prof. Marcio Sant´Anna dos Santos </li></ul><ul><li>Outubro/2008 </li></ul>
<ul><li>1ª parte: Teoria </li></ul>
Os métodos de análise <ul><li>A tipologia de Wilkinson </li></ul><ul><li>O método de Jacques Amount  </li></ul>
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Exemplo da utilização dos métodos de análise descritos <ul><li>Para demonstrar o uso destes dois métodos, utilizaremos a i...
Tipologia de Wilkinson <ul><li>Pela tipologia de Wilkinson podemos fazer a seguinte análise: Tutankhamon é representado em...
Método de Jacques Amount <ul><li>Já pelos modos descritos no método de Jacques Amount uma das possíveis análises seria: </...
<ul><li>2ª parte: Prática </li></ul>
Analisar as imagens de acordo com os métodos apresentados
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas <ul><li>AUMONT, Jacques.  A  Imagem .  Campinas: Papirus Editora, 2002. </li></ul><ul><li>WILKI...
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Métodos de análise de imagens egípcias completo

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Métodos de análise de imagens egípcias completo

  1. 1. Métodos de análise de imagens egípcias <ul><li>Prof. Marcio Sant´Anna dos Santos </li></ul><ul><li>Outubro/2008 </li></ul>
  2. 2. <ul><li>1ª parte: Teoria </li></ul>
  3. 3. Os métodos de análise <ul><li>A tipologia de Wilkinson </li></ul><ul><li>O método de Jacques Amount </li></ul>
  4. 4. A tipologia de Wilkinson <ul><li>A tipologia de Wilkinson é um método de análise das imagens egípcias desenvolvido pelo egiptólogo Richard H. Wilkinson que se baseia em nove critérios para analisar a imagem (dimensão, tipo de material, cor, números, forma, ações, gestos, localização e uso dos hieróglifos). Tais critérios devem ter seus significados interpretados para a construção da análise total da imagem. Vale lembrar aqui que as imagens não possuem obrigatoriamente todos os nove critérios apresentados neste método para serem analisados. </li></ul>
  5. 5. O método de Jacques Amount <ul><li>O outro método que cabe observar é o desenvolvido por Jacques Amount no livro A Imagem . De acordo com este pesquisador, podemos atribuir três valores a uma imagem: </li></ul><ul><ul><li>1. Um valor de representação: a imagem faz uma representação concreta daquilo que retrata. Por exemplo, o Sol como fonte de calor e luz; </li></ul></ul><ul><ul><li>2. Um valor simbólico: a representação simbólica de algo abstrato que depende da aceitação social deste símbolo que esta sendo representado na imagem. O sol como divindade maior no mito de criação egípcio </li></ul></ul><ul><ul><li>3. Um valor de signo: quando a imagem representa um conteúdo que não é visualizado através de caracteres. A cor dourada representando atributos do Sol em uma imagem. </li></ul></ul><ul><li>A partir daí teremos três modos de analisar esta imagem de acordo com o método de Jacques Amount: </li></ul><ul><ul><li>1. O modo simbólico: encontrado nas imagens mítico-religiosas, é um tipo de representação que expressa a legitimidade do poder (do faraó ou da divindade) através do acesso ao sagrado; </li></ul></ul><ul><ul><li>2. O modo epistemológico: a imagem traz informações sobre o mundo que podem ser utilizadas para o aprendizado de algumas classes sociais (sacerdotes, por exemplo) ou da população como um todo; </li></ul></ul><ul><ul><li>3. O modo estético: a imagem tem a função de agradar a seu espectador. No caso egípcio, tal função era alcançada através da monumentalidade que impressionava os observadores. </li></ul></ul>
  6. 6. Exemplo da utilização dos métodos de análise descritos <ul><li>Para demonstrar o uso destes dois métodos, utilizaremos a imagem abaixo que representa o faraó Tutankhamon comandando tropas egípcias e subjugando inimigos com seu carro de guerra. Esta imagem encontra-se na lateral de uma pequena arca (cerca de 50 cm de altura) pertencente ao faraó e encontrada em sua tumba em 1922 por Howard Carter. </li></ul>
  7. 7. Tipologia de Wilkinson <ul><li>Pela tipologia de Wilkinson podemos fazer a seguinte análise: Tutankhamon é representado em um tamanho bem maior que os outros personagens (dimensão) e seu carro sozinho varre uma grande quantidade de inimigos (número), isso demonstra a importância fundamental do monarca como dirigente do exército. Essa cena plana (forma) está gravada em uma das faces laterais de uma arca (localização) de marfim e folhada a ouro (tipo de material) que pertenceu ao rei e tem o predomínio da cor dourada, que remete à divindade do monarca (cores). O faraó, com seu carro de guerra, submete muitos inimigos, enquanto soldados egípcios cortam os braços esquerdos dos adversários caídos. Também avançam sobre os derrotados cães e tropas de arqueiros e condutores de carros de guerra. Enquanto isso, alguns homens abanam o monarca (gestos e ação). Entre o arco do rei e seu rosto está o cartucho com seu nome (uso dos hieróglifos), identificando o proprietário desta arca. </li></ul>
  8. 8. Método de Jacques Amount <ul><li>Já pelos modos descritos no método de Jacques Amount uma das possíveis análises seria: </li></ul><ul><li>1. Modo simbólico: A cena apresenta o faraó Tutankhamon em seu carro de guerra conduzindo arqueiros, soldados de infantaria e condutores de carros contra inimigos. Tal imagem representa o rei como mantenedor da ordem contra as forças do caos simbolizadas pelos inimigos que estão sendo derrotados. </li></ul><ul><li>2. Modo epistemológico: O faraó como divindade é o responsável por manter a ordem contra o caos, protegendo seu reino e seus súditos. Ele também tem as divindades a seu lado (representadas pela deusa abutre Nekhabit e por Rá – o sol – sobre a cabeça do rei), o que demonstra legitimidade do poder. </li></ul><ul><li>3. Modo estético: A imagem diferencia através das cores os egípcios e seus inimigos (representados com a pele de cor negra, talvez núbios). Como está gravada em uma arca de propriedade do faraó, a figura procura ressaltar toda a grandiosidade da batalha tendo o faraó como figura principal. Isso deveria causar a noção da amplitude do poder real e de seu alcance. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>2ª parte: Prática </li></ul>
  10. 10. Analisar as imagens de acordo com os métodos apresentados
  11. 17. Referências Bibliográficas <ul><li>AUMONT, Jacques. A Imagem . Campinas: Papirus Editora, 2002. </li></ul><ul><li>WILKINSON, Richard H. Reading Egyptian Art: A Hieroglyphic Guide to Ancient Egyptian Painting and Sculpture . Londres: Thames & Hudson, 1996. </li></ul><ul><li>______________________. Symbol & Magic in Egyptian Art . Londres: Thames & Hudson, 1994. </li></ul>

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