Apostila tópicos de crítica textual bíblica -

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Apostila tópicos de crítica textual bíblica -

  1. 1. TÓPICOS DE CRÍTICA TEXTUAL Celso do Rosário Brasil Gonçalves
  2. 2. “REVELAÇÃO E INSPIRAÇÃO” A REVELAÇÃO BÍBLICA acontece quando Deus torna conhecidos seus pensamentos, suas intenções, seus desígnios, seus mistérios (Isaías 55.9,9; Romanos 11.33-34; Apocalipse 1.1). “Revelação” deriva do latim “revelo” e significa “descobrir, desvendar, tirar o véu.” Logo, “revelação” quer dizer “descobrimento, manifestação de algo que estava escondido”. A palavra grega para “revelação” é “apocalipse”. “Inspiração” é uma palavra de origem latina que deriva do verbo “inspiro” e significa “soprar para dentro”. O apóstolo Paulo escreveu que toda a Escritura é divinamente INSPIRADA (em grego: THEOPNEUSTOS = “bafejada” ou “soprada” por Deus). Este texto ensina a cerca da autoridade de toda a Escritura Sagrada. Sabemos que Deus é o auto das Escrituras. Logo, a Bíblia não pode conter erros, porque Deus não pode errar. Quando falamos em erros bíblicos, estes são devidos às falhas humanas. Assim, podemos confiar em tudo o que a Bíblia ensina por causa da sua autoria divina. Deus mesmo prometeu manter a Sua Palavra totalmente isenta de erros: “As Palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada em forno de barro, purificadas sete vezes” (Salmo 12.6). Se as “Palavras do Senhor são puras” significa que elas não foram contaminadas com erros ou mentiras humanas. A evidência irrefutável de que a Bíblia tem origem divina está baseada no fato do seu poder de transformar vidas humanas. 1
  3. 3. AS LÍNGUAS BÍBLICAS Em quantas línguas a Bíblia foi escrita originalmente? Muitos pensam que a Bíblia foi escrita (originalmente) em duas línguas: O hebraico (Antigo Testamento) e o grego (Novo Testamento). Contudo, há uma terceira língua usada no registro bíblico – O aramaico. (I) O Aramaico O aramaico foi a língua popular de Babilônia e da Assíria. Há documentos que citam o aramaico desde 1.100 a.C. Durante os reinados de Saul e Davi os estados aramaicos ou sírios são mencionados (I Samuel 14.47; II Samuel 8.3-9; 10.6-8). O aramaico foi trazido para a Palestina porque os assírios implantavam sua língua nas nações conquistadas. Isso aconteceu, por exemplo, depois que eles venceram Israel. II Reis 17.24 fala que entre os povos trazidos para Samaria a fim de povoar a terra devastada, encontravam-se aramaicos de Hamate. O aramaico tornou o idioma usado nas relações internacionais de toda a Ásia, e na Palestina expandiuse tanto a ponto de suplantar o próprio hebraico. De acordo dom II Reis 18.26, quando Senaqueribe invadiu Judá no fim do século VIII a.C., os oficiais judeus que dominavam tão bem o aramaico, pediram ao general assírio que lhes falassem em aramaico. Além disso, durante os setenta anos do cativeiro babilônico os judeus se esqueceram muito do hebraico, adotando em seu lugar o aramaico. Ao retornarem do cativeiro continuaram falando o aramaico, como se depreende do texto de Neemias 8.1-3 e 8. Não podemos deixar de mencionar que o aramaico era a língua falada por Jesus (Marcos 5.41; 7.34; 15.34). Jesus falava, provavelmente, o aramaico na conversação diária, mas no ensino público e nas discussões com os fariseus a língua usada era o grego. Atualmente o aramaico está quase desaparecendo como língua falada, pois somente é conservado, por camponeses sírios de Malula e aldeias vizinhas de Damasco. Alguns textos do Antigo Testamento escritos em aramaico são: (1) A expressão “Jegar-Saaduta” de Gênesis 31.47 (Almeida Corrigida); 2
  4. 4. (2) O verso de Jeremias 10.11; (3) Alguns trechos de Esdras: 4.8 a 6.18; 722-26; (4) Partes do livro de Daniel, entre os capítulos 2.4 a 7.28. (II) O Hebraico A língua hebraica foi a língua dos hebreus ou israelitas desde a sua entrada em Canaã. A atual escrita hebraica (chamada “hebraico quadrado”) é copiada do aramaico e entrou em uso pouco antes da nossa era, em substituição ao hebraico arcaico. Os targuns1 o denominam de “língua sagrada” (Isaías 19.18), e no Antigo Testamento é chamado “a língua de Canaã” ou a “língua dos judeus” (Isaías 36.13; II Reis 18.16-18). De acordo com Neemias 13.24, cerca de 430 a.C, o hebraico era a língua falada em Jerusalém, porém, muito antes do tempo de Cristo foi substituída pelo aramaico. O alfabeto hebraico consta apenas de consoantes, em número de 22. O hebraico é escrito da direita para a esquerda como o árabe e algumas outras línguas semitas. A Academia do Idioma Hebraico tem registrado o uso de cerca de 30.000 palavras. Quando os judeus perceberam que o hebraico estava em declínio como língua falada, e que sua leitura correta ia perder-se, criaram um sistema de vocalização. Esse trabalho foi feito pelos massoretas, por isso o texto hebraico usado hoje se chama massorético. (III) O Grego bíblico O Novo Testamento foi escrito na “coinê”2, língua na qual foi traduzido o Velho Testamento hebraico pelos Setenta. Com exceção da Epístola aos Hebreus e da linguagem de Lucas (Evangelho e Atos) que se encontram num coinê mais literário, os outros escritos pertencem à língua mais comum ou coinê vulgar. Características da linguagem do Novo Testamento Se fosse possível caracterizar a coinê, a língua em que foi escrito o Novo Testamento, sintetizando-a em uma palavra a melhor seria “simplificação”. Esta conclusão é facilmente deduzida estudando as suas características: 1 Tradução ou paráfrase de partes do Velho Testamento em aramaico para os judeus da Palestina que não entendiam mais o hebraico. 2 O grego comum no qual foi escrito o Novo Testamento. O termo “coinê” significa a língua comum do povo entre os anos 330 a.C e 330 A.D. 3
  5. 5. (1) Substituição dos casos pelas preposições; (2) Tendência para simplificar a morfologia e a sintaxe; (3) Uso escasso de orações subordinadas, tendo preferência pelas coordenadas ligadas “e”; (4) Eliminação do dual e uso parcimonioso do modo optativo; aparecimento apenas 67 vezes no Novo Testamento; (5) Uso mais frequente do artigo; (6) Simplificação das riquíssimas formas verbais do grego clássico; (7) Mudança de sentido de muitas palavras do grego clássico, por influência religiosa, tais como: batizar, justiça, graça, amor, glória, carne, cruz, mundo, crer, espírito, cálice, dia, etc. (8) As formas diminutivas se tornam mais comuns; (9) Emprego mais generalizado de construções perifrásticas nos verbos; (10) Os adjetivos são mais usados no grau superlativo do que no comparativo; (11) Preferência pela ordem mais direta, pois no grego clássico predomina a ordem inversa; (12) Emprego frequente dos pronomes sujeitos, em casos dispensáveis por estarem eles subentendidos nas desinências verbais; (13) Idêntico valor fonético para as vogais gregas; (14) Emprego de vários latinismos, tais como: Legião, centurião, denário, colônia, flagelo, etc. (15) Uso frequente do presente histórico nas narrativas; (16) Uso de palavras que são empréstimos diretos do aramaico, a exemplo de: geena, Eli Eli, Hosana, Litóstrotos (gabatá), Satã, Talita cumi, Rabi, Maranata. (17) Frequência de hebraísmos, tais como: “filhos da luz”, “filhos da perdição”... Apenas a carta aos Hebreus, o Evangelho de Lucas e alguns trechos de Paulo são escritos num estilo mais literário. O vocabulário mais rico não é o de Paulo, mas sim o de Lucas, que emprega 250 palavras novas no Evangelho e, mais ou menos 500, em Atos. Se a linguagem mais polida e mais erudita é a de Lucas, a mais pobre e menos aprimorada, quanto ao estilo, é a de Marcos e a de João, especialmente no Apocalipse. 4
  6. 6. A origem da escrita e os livros primitivos Tem sido difícil determinar com exatidão onde, como e quando a escrita teve a sua origem. Dentre os povos antigos, dois dos que mais se destacaram, no desenvolvimento da escrita, foram os babilônios e os egípcios. Os babilônios criaram a escrita cuneiforme, assim denominada por consistir de pequenas cunhas, feitas especialmente em pedras, enquanto os egípcios usavam pequenas figuras para representar objetos e ideias, os famosos hieróglifos. A escrita cuneiforme foi decifrada pelo oficial inglês Henrique Rawlinson, após 18 anos de trabalho intenso. A escrita hieroglífica foi decifrada por Champolion, famoso egiptólogo francês. A origem do alfabeto De modo geral aceita-se que o alfabeto de 22 letras foi inventado pelos fenícios, levado por estes aos gregos e depois aos latinos. “A escrita é muito antiga na Palestina... O trabalho dos arqueólogos nos mostra muitos exemplos de escrita antes de Moisés” (The Ancestry of Our English Bible, página 13, Ira M. Price). Escavações arqueológicas em Ur têm provado que Abraão era cidadão de uma metrópole altamente civilizada. Nas escolas de Ur os meninos aprendiam leitura, escrita, aritmética e geografia. Estudiosos modernos, baseados em evidências, sustentam que Moisés escolheu a escrita fonética para escrever o Pentateuco. O arqueólogo W. F. Albright datou esta escrita do início do século XV a.C. (tempo de Moisés). Êxodo 17.8-14 – Esta é a primeira vez que se fala em escrever no Velho Testamento. “A coisa importante é que Deus tinha uma língua alfabética simples, pronta para registrar a divina revelação, em vez do difícil e incômodo cuneiforme de Babilônia e Assíria, ou o complexo hieróglifo do Egito.” 5
  7. 7. Tipos de escrita Na antiguidade havia dois tipos de escrita em grego: (1) O cursivo, escrita rápida, empregado em escritos não literários, tais como: cartas, pedidos, recibos. Neste tipo de escrita eram comuns as contrações e abreviações. (2) O uncial, usado mais em obras literárias, caracteriza-se por serem as letras maiores e separadas umas das outras. Assemelha-se às nossas letras maiúsculas. Os manuscritos bíblicos apresentam estes dois tipos de escrita, embora os principais s encontrem em letras unciais. No início do século IX A.D. houve uma reforma na maneira de escrever e uma escrita com letras pequenas, chamadas minúsculas, era usada na produção de livros. Letras minúsculas, economizando tempo e material, faziam com que os livros ficassem mais baratos e pudessem ser adquiridos por maior número de pessoas. Nos manuscritos bíblicos primitivos, normalmente, nenhum espaço era deixado entre as palavras e até o século VIII a pontuação era escassamente usada. De acordo com J. Angus em “História, Doutrina e Interpretação da Bíblia” volume I, página 39, somente no século VIII é que foram introduzidos nos manuscritos alguns sinais de pontuação e no século IX introduziram o ponto de interrogação e a vírgula. Alguns sentidos distintos têm surgido quando uma simples vírgula é mudada de lugar: (1) “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso” (2) “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso” (3) “Ressuscitou, não está aqui” (4) “Ressuscitou não, está aqui” POR QUE UMA TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM LINGUAGEM ATUAL? “A Bíblia foi, em primeiro lugar, uma tradição oral que podia ser entendida por todos... quanto ao grego, que foi utilizado para redigir o Novo Testamento. Naquele momento, havia dois tipos de grego: um mais acadêmico, chamado de grego clássico que era usado pelos filósofos e grandes pensadores, e 6
  8. 8. o outro era o grego utilizado pelas pessoas comuns, chamado de KOINÉ. O Novo Testamento foi escrito em grego koiné, para que a pessoa comum, sem uma grande educação, pudesse entender a mensagem de Deus com facilidade. Na tradição cristã, muitas vezes, tem ocorrido um fenômeno ao contrário, no qual a tradução da Bíblia foi feita usando-se uma linguagem difícil e arcaica... Da mesma forma que os idiomas originais eram de fácil compreensão para os primeiros ouvintes e leitores, hoje é muito importante oferecer, ao mundo, traduções da Bíblia que utilizem uma linguagem compreensível para a pessoa comum... Isso não significa banalizar a linguagem, nem usar palavras toscas, da rua. Mas significa, sim, oferecer uma tradução com um vocabulário simples e uma construção semântica fácil de ser compreendida. Isto não sugere uma tradução simplista; porém, que seja uma tradução de fácil compreesão para que a pessoa – sem preparo e estudos bíblicos – possa ter acesso à mensagem libertadora e de e de esperança da Palavra de Deus. O Mundo hoje carece de traduções que “comuniquem” a mensagem poderosa da salvação de Cristo!”3 CRÍTICA TEXTUAL Crítica textual pode ser definida como a disciplina que procura restaurar o texto original de um documento que foi alterado no processo de cópia e recópia. Sabemos que mesmo com os métodos modernos de impressão, onde revisões e leitura de provas reduzem ao mínimo os erros, estes frequentemente aparecem. Antes da invenção da imprensa, quando qualquer cópia de um documento tinha que ser feita à mão, os erros eram muito mais comuns. Quando existe o autógrafo4, torna-se fácil a correção, comparando-se a cópia ou cópias com o original. 3 A revista “A Bíblia no Brasil” da Sociedade Bíblica do Brasil, de Julho a Setembro de 2013 – Artigo escrito por Esteban Voth, teólogo, biblista e coordenador de tradução da Área das Américas das Sociedades Bíblicas Unidas. 4 Autógrafo: é o escrito do próprio punho do escritor bíblico (o escrito original). 7
  9. 9. Contudo, sabemos que os autógrafos bíblicos não mais existem e também que as cópias diferem entre si em muitos pormenores. A crítica textual é uma disciplina bastante antiga, pois a história nos relata que em 274 a.C. Zenodato de Éfeso fez uma comparação de muitos manuscritos da Ilíada e da Odisséia com a finalidade de restaurar o texto original. Orígenes de Alexandria começou um estudo crítico de todo o Velho Testamento em Hebraico e de diversas traduções gregas. Sua monumental obra – a Hexapla – foi, durante muitos anos, consultada por intelectuais da Patrística na Biblioteca de Cesaréia, até sua destruição no sétimo século pelas hordas islâmicas. Há duas espécies de crítica bíblica: (1) Alta Crítica É aquela que se preocupa em estudar o autor do livro, o tempo, o lugar e as circunstâncias em que ele foi escrito, a sua validade histórica, etc. A expressão “Alta crítica” tem dado motivos a objeções, por parecer indicar algo de superioridade, achando, alguns que uma designação mais própria seria “Crítica Histórica”. (2) Baixa Crítica Estuda a linguagem (vocabulário, questões de gramática), a história da transmissão do texto, incluindo as tentativas para restaurar o texto do autógrafo original. O material com que trabalham os críticos textuais da Bíblia inclui não somente as cópias dos manuscritos nas línguas originais, mas também antigas traduções e citações da Bíblia pelos “Pais da Igreja”. Quando os manuscritos que contêm a Bíblia no idioma original diferem entre si em algum pormenor, o modo diferente que aparece em cada manuscrito chama-se “variante”. A finalidade primordial da Crítica Textual seria determinar que “variante” tem mais possibilidade de ser a original. O trabalho dos Massoretas O hebraico, como era originalmente escrito, constava apenas de consoantes, sendo os sons vocálicos supridos pelo leitor. Por exemplo, as consoantes portuguesas “p t t”, nas palavras: “pateta, patota e patote” e ainda “b r d”: “barda, bardo, borda e bordo”. Quando o hebraico foi deixando de ser uma língua falada (Já no tempo de Cristo não era uma língua viva) muito mais difícil ficou a pronúncia correta das consoantes sem sinais vocálicos. Vejamos um exemplo bíblico: Em Hebreus 11.21 diz-se que Jacó “adorou encostado à ponta do seu bordão5”. Ao passo que em Gênesis 47.31 lemos que ele “inclinou-se sobre a cabeceira da cama”. A palavra hebraica para 5 Bordão; Cajado, bastão, vara, pau grosso. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Ele se apoiou na sua BENGALA” (Hebreus 11.21). 8
  10. 10. designar “cama” e “bordão” consta de três consoantes: M T H, as quais no texto hebraico são lidas com as vogais assim: M(i)T(a)H = Cama; o autor da epístola aos Hebreus tirou sua citação da Septuaginta, cujos tradutores, leram a palavra desta maneira: M(a)T(e)H = Bordão. Os massoretas eram os escribas judeus que se dedicaram a preservar e cuidar do manejo do texto hebraico do Velho Testamento. ÀS vezes o termo também é empregado para o comentarista judeu do livro sagrado. Eles substituíram os escribas (Sopherins) por volta mais ou menos do ano 500 A.D. e prosseguiram em seu dedicado trabalho até o ano 1.000 A.D. Os massoretas tinham publicado manuais (chamados de “massora”) que serviam de orientação para copiar o texto. Desde que o trabalho dos massoretas era transmitir o texto fielmente como o tinham recebido, não faziam nele nenhuma alteração. Onde presumiam que tinha havido algum erro de transcrição, ou onde uma palavra não estava mais em uso polido, colocavam a palavra certa ou preferível, na margem. Neste caso, a palavra correta ou preferida e tencionavam que fosse lida, chamavam “QERÊ”6 = “O que deve ser lido”, mas as suas vogais eram postas sob as consoantes da palavra no texto inviolável (esta era chamada de KETHIBI = o escrito). O Tetragrama Sagrado Para o Nome de Deus Um dos casos mais famosos de “QERÊ” é o tetragrama usado para Deus. Deus é designado na Bíblia por vários nomes, porém o mais comum era aquele que o designava por quatro consoantes hebraicas, o “iod”, o “hê”, o “vau” e novamente o “hê”, conhecidas como “Y H W H”, algumas vezes também transliteradas em J H V H. Os judeus eram excessivamente respeitosos para com o nome da Divindade, assim para evitar que alguém o profanasse, pronunciando-o, usavam em seu lugar “ADONAI” = o Senhor. Os massoretas colocaram sob o tetragrama do texto hebraico consonantal as vogais “a”, “o” e “a” da palavra “Adonai”. 6 QERÊ – Designação dada pelos massoretas à forma correta que deia estar no texto, mas foi trocada por outra errada pelos copistas. Qerê significa “o que deve ser lido”. 9
  11. 11. No tempo da Reforma Protestante (Idade Média) quando se intensificou o estudo das línguas originais da Bíblia apareceu a palavra “Jeová”, até aquele tempo inexistente. Portanto, os massoretas inventaram um sistema de 10 sinais com variação para as vogais: a, e, i, o u. O objetivo destes sinais era preservar a pronuncia do texto, pois como já foi dito, o hebraico já era uma língua morta. O nome de Deus vem na Bíblia, apenas no Antigo Testamento hebraico. Segundo André Chouraqui 7o tetragrama surge 6823 vezes na Bíblia. Na língua hebraica é escrito da direita para a esquerda da seguinte forma: ‫ .יהוה‬Estas letras equivalem no nosso alfabeto a “YHWH” e são chamadas de tetragrama por serem quatro letras. Onde lemos Senhor, grande parte das vezes pode substituir por YHWH, porque é o que realmente está escrito no original: um Nome próprio e não um título. Ao escrever a língua hebraica os autores bíblicos escreviam apenas consoantes, pois o alfabeto não possuía vogais. Isso não dificultava a leitura porque a afinidade com a língua permitia saber qual a pronúncia em cada palavra. Assim, no original hebraico o tetragrama eram apenas quatro consoantes. Os israelitas conheciam a pronúncia correta do Nome e, quando se deparavam como ele por escrito, intuitivamente sabiam como pronunciar. O terceiro dos Dez Mandamentos diz: “ Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão. ”(Êxodo 20.7). Devido à interpretação distorcida deste mandamento, surgiu a superstição de que era errado falar o Nome de Deus em voz alta. Quando se deparavam num texto com o tetragrama, pronunciava-se o termo hebraico Adonai (Senhor). Este facto, unido a que o hebraico se tinha deixado de usar na conversação diária, desde o cativeiro babilónico, contribuíram para que se fosse perdendo a pronúncia hebraica original do Nome. Para assegurar que a pronúncia da língua hebraica não se perdesse, judeus eruditos, na segunda metade do primeiro milénio da EC criaram um sistema de pontos que representavam as vogais. Estes rodeavam as consoantes de modo que o texto original ficava intacto e era preservada a pronúncia. No caso do Nome de Deus, como para não falarem o Nome em voz alta pronunciava-se como Adonai (Senhor), introduziram-se no Tetragrama as vogais de Adonai para lembrar que deveria ser usado esse título em vez do Nome. Um judeu leria Adonai, mas um gentio ao ter acesso ao texto leria o Nome como as vogais de Adonai, ficando algo como Iehouah que originaria o termo Jehovah ou Jeová, em português. Embora retendo as consoantes originais do Nome divino, foi uma deturpação da sua pronúncia original. Esta pronúncia do tetragrama é defendida especialmente pelo grupo religioso denominado “Testemunhas de Jeová”, também conhecido por “Sociedade Torre de Vigia”. “Podemos afirmar com a autoridade da palavra de Deus que o tetragrama não se pronuncia “JEOVÁ” e nem ele aparece no texto grego do novo testamento. A palavra “JEOVÁ” é uma corruptela da palavra hebraica “Yehowah”. O nome “JEOVÁ” foi divulgado largamente depois dos reformadores na Idade Moderna em substituição à palavra hebraica YAHWEH. A própria STV admite que o nome “JEOVÁ” não aparece no texto hebraico do Velho Testamento e que pronúncia do tetragrama YHWH não é Jeová, quando fez esta declaração: “Portanto, é evidente que a pronúncia original do nome de Deus não mais é conhecida. Nem é realmente importante. Se fosse, o próprio Deus se teria certificado de que fosse preservada 7 André Chouraqui, “A Bíblia, No Principio (Génesis)”, Pág. 10
  12. 12. para o nosso uso. O importante é usar o nome de Deus segundo a pronúncia convencional no nosso próprio idioma”. (O Nome Divino Que Durará Para Sempre, p.7).”8 Os Livros Apócrifos Etimologia = "oculto", "não canônico" 1.1. Significado da palavra CÂNON e CANÔNICO a) CÂNON - (de origem semítica, na língua hebraica "qãneh" em Ez 40.3; e no grego grega: "kanón" em Gl 6.16"), tem sido traduzido em nossas versões em português como, " regra", "norma". - Significado literal: vara ou instrumento de medir. - Significado figurado: Regra ou critérios que comprovam a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos; Lista dos Escritos Sagrados; Sinônimo das ESCRITURAS - como a regra de fé e ação investida de autoridade divina. - Outros significados: Credo formulado (a doutrina da Igreja em Geral); Regras eclesiásticas (lista ou série de procedimentos) b) CANÔNICO - Que está de acordo com o cânon. Em relação aos 66 livros da Bíblia chamada hebraica e da Bíblica "evangélica", é o mesmo que dizer, inspirado por Deus. 1.2. Significado da palavra PSEUDOEPÍGRAFO - Literalmente significa "escritos falsos" Os apócrifos não são necessariamente escritos falsos, mas, sim não canônicos, embora, também contenham ensinos errados ou hereges. 2 - DIFERENÇAS ENTRE AS BÍBLIAS HEBRAICAS, PROTESTANTES E CATÓLICAS 2.A) Diferenças Básicas 1. Bíblia Hebraica – [a Bíblia dos judeus] a) Contêm somente os 39 livros do V.T. b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo. 8 Esequias Soares da Silva TESTEMUNHAS DE JEOVÁ Comentário Exegético e Explicativo Vol.1, pág. 100. 11
  13. 13. c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata [versão Católica Romana) 2. Bíblia Protestante – a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T. b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos 3. Bíblia Católica a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T. b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos. Como os apócrifos acabaram sendo incluídos na versão Católica Romana? 1. Os judeus rejeitaram de modo uniforme os livros apócrifos, por isto não se encontram na Bíblia Hebraica; 2. Os apócrifos foram escritos depois do livro de Malaquias, ou seja, depois do Velho Testamento estar concluído. 3. O período é de 300 a.C. e 100 depois de Cristo. Este é o período da Helenização, onde os gregos tentarão impor a cultura pagã grega no mundo todo. 4. Nesta época a Bíblia hebraica foi traduzida em Alexandria, para o grego, e nesta versão chamada LXX ou septuaginta, foram incluídas alguns livros apócrifos. 5. No segundo século depois de Cristo, as primeiras Bíblias em latim, foram traduzidas não da Bíblia Hebraica, mas da Septuaginta, a versão grega, que tinha incluído os apócrifos no Velho Testamento. 6. A Vulgata, a versão oficial da igreja católica, feita por Jerônimo, distinguia entre: - libris canonice = Livros canônicos e - libris ecclesiastici = Livros apócrifos 7. No Concílio de Cartago (397), onde a igreja Romana já estava bem solidificada, foi resolvido aceitar os livros apócrifos como próprios para leitura religiosa, embora, não fossem canônicos. 8. Foi somente em 1548, como mais um dogma herético, que a Roma reconheceu os livros apócrifos como de igual valor aos livros 66 livros canônicos. Com exceção de 3 e 4 Esdras e da Oração de Manassés. 9. Os reformadores rejeitaram completamente os apócrifos como canônicos. 3 - RAZÕES POR QUE OS LIVROS APÓCRIFOS FORAM REJEITADOS 3.1a) Não estão de acordo com os critérios usados para aceitação dos livros canônicos. 1) O Pentateuco [os primeiros cinco livros da Bíblia] serve de critério na aceitação de todos os outros livros da Bíblia. Se os livros apócrifos não concordam com o Pentateuco eles não são inspirados. (Is 8.20; Mt.5.18-19) 2) Se João, o evangelista tivesse escrito algo que contradisse o que Moisés escreveu, o evangelho de João deveria ser rejeitado como não inspirado, por Deus não se contradiz; 3) Os livros apócrifos contradizem Moisés e os outros profetas, várias vezes; 4) Nem Cristo nem os apóstolos citaram os apócrifos; 12
  14. 14. 5) São Jerônimo os rejeitou porque não foram escrito em hebraico (com exceção de Eclesiástico, Tobias, e 1 Macabeus ) 6) Foi a igreja católica no concílio de Trento Em 1548 d.C. que colocou os 12 livros apócrifos como inspirados. 7) O verdadeiro teste de canonicidade é o testemunho que Deus, O Espírito Santo dá a autoridade de Sua própria Palavra. - Na sua boa providência Deus fez que seu povo reconhece a Sua Palavra e recebesse a Sua Palavra. - Assim como revelou sua Palavra as autores Bíblicos, também, agiu soberanamente para que os livros canônicos fosse como de autoria Divina. 3.2) Os Apócrifos Não São Inspirados. - Razões. 1. Seus ensinos baseados em histórias fictícias, lendárias e absurdas - Tobias 6.1-4 - "Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre. E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias, espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse disse-lhe: Pega-lhe pelas guerras, e puxa-o para ti. Tendo assim feito, puxou-o para terra, e o começou a palpitar a seus pés 2. Ensina erros doutrinários - tais como: a) Orações pelos mortos b) Falsas curas c) Queimar o coração de um peixe para expulsar o demônio [fetiçaria] d) Salvação por esmolas e obras; e) Alteração dos destino das almas após a morte. f) A falsa doutrina do purgatório 3. Por estas razões a igreja católica aceita os livros apócrifos, porque eles dão uma falsa base para seus ensinos heréticos. 4. - ENSINOS HERÉTICOS PELOS QUAIS OS LIVROS APÓCRIFOS FORAM REJEITADOS 4.1o) Ensinam Artes Mágicas ou de Feitiçaria como método de exorcismo a) Tobias 6.5-9 - "Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda, porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe: Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirão estas partes do peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas , o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, 13
  15. 15. tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam mais a chegar a eles. E o fel fel é bom para untar os olhos que têm algumas névoas, e sararão" b) Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda espécie de demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar o demônio. c) Deus jamais iria mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu, como usar os métodos da macumba e da bruxaria para expulsar demônios. d) Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mt 12.26). e) Um dos sinais apostólicos era a expulsão de demônios, e a única coisas que tiveram de usar foi o nome de Jesus (Mc 16.17; At 16.18) 4.2) Ensinam que Esmolas e Boas Obras - Limpam os Pecados e Salvam a Alma a) Tobias 12.8, 9 - "É boa a oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna". Eclesiástico 3.33 - "A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados" b) Este é o primeiro ensino de Satanás, o mais terrível, e se encontrar basicamente em todas as seitas heréticas. c) A Salvação por obras destrói todo o valor da obra vicária de Cristo em favor do pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados, nós não precisamos do sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do sangue como um único meio de remissão e perdão de pecados: - Hb 9:11, 12, 22 - "Mas Cristo... por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido um eterna redenção ...sem derramamento de sangue não há remissão." - I Pe 1:18, 19 - "sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo," d) Contradiz Bíblia toda. Ela declara que somente pela graça de Deus e o sangue de Cristo o homem pode alcançar justificação e completa redenção: - Romanos 3.20, 24, 24 e 29 - "Ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei.. sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. A quem Deus propôs no seu sangue.... Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei". 4.3) Ensinam o Perdão dos pecados através das orações a) Eclesiástico 3.4 - "O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias". b) O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra que a ninguém pode salvar. Somente a oração de confissão e arrependimento baseadas na fé no sacrifício vicário de Cristo traz o perdão (Pv. 28.13; I Jo 1.9; I Jo 2.1,2). 14
  16. 16. 4.4) Ensinam a Oração Pelos Mortos a) 2 Macabeus 12:43-46 - "e tendo feto uma coleta, mandou 12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados". b) É neste texto falso, de um livro não canônico, que contradiz toda a Bíblia, que a Igreja Católica Romana baseia sua falta e herege doutrina do purgatório. c) Este é novamente um ensino Satânico para desviar o homem da redenção exclusiva pelo sangue de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de um lugar inventado pela mente doentia e apostata dos teólogos católicos romanos. d) Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e outros para a Salvação eterna - não existe meio de mudar o destinos de alguém após a sua morte. Veja Mt. 7:13,13; Lc 16.26 4.5) Ensinam a Existência de um Lugar Chamado PURGATÓRIO a) Este é o ensino Satânico inventado pela Igreja Católica Romana, de que o homem, mesmo morrendo perdido, pode ter uma Segunda chance de Salvação. b) Sabedoria 3.1-4 - "As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade". c) A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na ultima parte deste texto, onde diz: " E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade". - Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica para entrar na imortalidade. - Isto é uma deturpação do próprio texto do livro apócrifo. De modo, que a igreja Católica é capaz de qualquer desonestidade textual, para manter suas heresias. - Até porque, ganha muito dinheiro com as indulgências e missas rezadas pelos mortos. d) Leia atentamente as seguinte textos das Escrituras, que mostram a impossibilidade do purgatório : I Jo 1.7; Hb 9.22; Lc 23.40-43; I6: 19-31; I Co 15:55-58; I Ts 4:12-17; Ap 14:13; Ec 12:7; Fp 1:23; Sl 49:7-8; II Tm 2:11-13; At 10:43) 15
  17. 17. 4.6) Nos Livros Apócrifos Os Anjos Mentem a) Tobias 5.15-19 - "E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e to reconduzirei. Tobias respondeu: Peço-te que me digas de que família e de tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: Procuras saber a família do mercenário, ou o mesmo mercenário que vá com teu filho? Mas para que te não ponhas em cuidados,, eu sou Azarias, filho do grande Ananias. E Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas peço-te que te não ofendas por eu desejar conhecer a tua geração. b) Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei santa de Deus. Todos os anjos de Deus, foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua identidade. Veja Lc 1.19 4.7) Mulher que Jejuava Todos os Dias de Sua Vida a) Judite 8:5,6 - "e no andar superior de sua casa tinha feito para si um quarto retirado, no qual se conservava recolhida com as suas criadas, e, trazendo um cilício sobre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto nos sábados, e nas neomênias, d nas festas da casa de Israel" b) Este texto legendário tem sido usado por romana relacionado com a canonização dos "santos" de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos os dias da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais. c) O livro de Judite é claramente um produção humana, uma lenda inspirada pelo Diabo, para escravizar os homens aos ensinos da igreja Católica Romana. 4.8) Ensinam Atitudes Anticristãs, como: VINGANÇA, CRUELDADE E EGOÍSMO a) VINGANÇA - Judite 9:2 b) CRUELDADE e EGOÍSMO - Eclesiástico 12:6 c) Contraria o que a Bíblia diz sobre: - Vingança (Rm 12.19, 17) - Crueldade e Egoísmo ( Pv. 25:21,22; Rm 12:20; Jo 6:5; Mt 6:44-48) 4.9) A igreja Católica tenta defender a IMACULADA CONCEIÇÃO baseando em uma deturpação dos apócrifos (Sabedoria 8:9,20) - Contradizendo: Lc. 1.30-35; Sl 51:5; Rm 3:23) 5. CONCLUSÃO: - Temos todas as razões para rejeitar os livros apócrifos. 5.1. Eles são um poderoso instrumento de Satanás para semear heresias destrutivas. 5.2. A igreja Católica Romana os abraçou, porque não podia apoiar suas heresias nos livros canônicos, então, como é falsa até a raiz, apelou para livros que são fontes de falsidades e heresias. 16
  18. 18. 5.3. Satanás tem usado de todos os meios e artimanhas para confundir a doutrina Bíblica, mas os eleitos terão a luz do Espírito Santo e não se deixaram enganar. 5.4. A Bíblia completa se compõe de 66 livros, que são a Única, Verdadeira e Comprovada Palavra de Deus. Pela leitura atente da Bíblia se conclui da existência de outros livros que se perderam, mas estão mencionados nos livros canônicos. Dizem os eruditos, que destes pelo menos 16 foram citados nas seguintes passagens: Josué 10.13, II Samuel 1.18, I Reis 4.32,33; 11.41;14.29; II Reis 1.18; II Crônicas 29.29; 9.19, 12.15; 20.34; 26.22; Judas 14,15. Estes livros foram escritos para situações especiais com aplicações locais e em virtude destas circunstâncias não foram introduzidos no cânon. Suas mensagens, embora úteis para necessidades locais, não foram reputados de transcendental importância para as gerações futuras. Em relação aos livros apócrifos, São Jerônimo, que foi o primeiro a usar o termo “apócrifo” rejeitou estes livros com toda a veemência, porque eles não se achavam na Bíblia Hebraica dos judeus. Diz ele que estes livros por não se acharem no cânon hebraico deveriam ser postos entre os apócrifos, e usados somente para edificação, e não para confirmar doutrinas da igreja. PROBLEMAS DE TRADUÇÃO Há um pensamento em latim que diz: “Omnis tradctor, traditor” (=”Todo tradutor é um traidor”). Essa afirmação revela com clareza os inúmeros problemas relacionados com a tradução de um texto. Este provérbio latino também pode ser aplicado aos tradutores bíblicos, que muitas vezes não conseguem transmitir a mensagem exata que se encontra no original (grego ou hebraico). Se é difícil atualmente, numa tradução, exprimir a idéia de outra língua, muito mais difícil é fazer com uma língua “morta” há muitos séculos e de civilização completamente diferente. Diante dos problemas de tradução, o ideal seria que todos pudessem ler a Bíblia nos idiomas originais, mas este ideal é utópico ou simplesmente privilégio de um pequeno grupo de eruditos. 17
  19. 19. É difícil traduzir o hebraico para uma língua moderna porque ele apresenta características muito próprias e uma estrutura bastante diferente das línguas ocidentais. O tradutor do hebraico fica, muitas vezes, confuso se deve manter a índole da língua original ou construir as frases com os meios mais complexos das línguas modernas. Embora o hebraico seja uma língua pobre em números, pois a Academias do Idioma Hebraico registra cerca de 30.000 palavras e no Velho Testamento haja apenas 7.704 vocábulos diferentes, Genesius nos informa que há oito diferentes termos hebraicos para “conselho”, doze para “trevas”; vinte e dois para “destruição”, dez para “lei” e vinte e três para “riqueza”. Esta diversidade de palavras para transmitir a mesma ideia apresenta, por vezes, sérios dilemas para o tradutor. O grego para nós, de cultura latina, seria mais fácil porque seu alfabeto se assemelha mais ao nosso e também por causa da decisiva influência grega na cultura de todos os povos, pois suas múltiplas palavras se tornaram mais familiares a todos nós. Deve-se, porém ter em mente que o grego é um idioma bastante complexo em sua estrutura gramatical, enquanto o hebraico neste aspecto é uma língua ímpar, singela, portanto fácil de ser aprendida. Sem dúvida, as línguas usadas para a transmissão da Palavra de Deus original – hebraico, aramaico e grego – possuem, cada uma, expressões que, muitas vezes, não há tradução para as línguas atuais. No hebraico, aramaico e grego, uma palavra pode ter diversas significações em contextos diferentes e, infelizmente, nem sempre os tradutores levaram em consideração esta circunstância. Os seguintes exemplos ilustram bem as diversas dificuldades enfrentadas por aqueles que se dedicam a verter a Palavra de Deus para outra língua: (01) A simples transposição de um sinal ou a leitura do texto consonantal com diferentes sinais vocálicos podem alterar totalmente o sentido da frase. Por exemplo, Gênesis 49.21, apresenta duas traduções diferentes: (a) “Naftali é um veado solto...” ou (b) “Naftali é uma árvore frondosa...” (02) Há versos na Bíblia, diante dos quais, os tradutores ficam confusos, porque não conseguem traduzi-los com clareza e objetividade. Por exemplo, I Crônicas 26.18: “Em Parbar ao ocidente, quatro junto ao caminho, dois junto a Parbar”. A Authorized Standard Version traz uma nota, ao pé da página, explicando que é difícil saber o significado do verso. Há várias conteturas para o significado de “Parbar”, porém, nenhuma é plenamente satisfatória. (03) Gênesis 4.7 – “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E se não fizeres o bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás”. As dificuldades apresentadas por este verso intrigam até mesmo os eruditos. 18
  20. 20. Há uma tradução que reza: “Sem dúvida se agires bem, serás forte, mas se agires mal, o pecado jazerá à porta, e ele a ti pretenderá, mas governa acima dele”. 9 Não é fácil apresentar em português uma tradução clara deste texto e que transmita a ideia exata do original hebraico. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Se tivesse feito o que é certo, você estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, à sua espera. Ele quer dominá-lo, mas você precisa vencê-lo”. Uma possível tradução pode ser esta: “Se você for bom, poderá reerguê-lo ( o semblante), mas se não for, opecado como um animal bravio está à sua porta, ansioso para dominá-lo, mas você poderá vencê-lo”. (04) Isaías 7.14 – “... Eis que uma virgem conceberá, e dará luz um filho...”. A Septuaginta traduziu o termo hebraico “almah” por virgem, quando a tradução exata deveria ser: “moça” ou “mulher jovem”. Ora, se oprofeta Isaías se referisse a uma “virgem” ele teria usado o termo “bethulah” e não “almah”. A Revised Standard Version e a New English Bible traduzem Isaías 7.14 por “a young woman”, transmitindo assim um melhor sentido do original. A Nova Tradução na Linguagem de hoje traz o termo “a jovem...”. (05) Falta de equivalência entre palavras Há palavras tanto no hebraico quanto no grego para as quais não se encontra uma equivalência exata nas línguas modernas. Por exemplo a palavra “glória” como tradução do grego: “doxa”, nem de longe transmite a amplitude do significado original, pois “doxa” descreve a revelação do caráter e presença de Deus na pessoa e na obra de Jesus Cristo. (06) Idiotismo “Idiotismos” são expressões, cujas estruturas semânticas e gramaticais são totalmente diferentes, por isso, cada palavra não pode ser traduzida isoladamente, pois as partes não transmitem a ideia da expressão. Vejamos alguns exemplos de idiotismos encontrados em nossa tradução em Português: (a) Gênesis 3.8 – “Viração do dia” (significa: “tarde10”, “tardinha” ou “parte fresca do dia”. 9 Tradução de Lázaro Ludovico Zamenhof para o Esperanto. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. 10 19
  21. 21. (b) Mateus 6.3 – “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita”. Este verso foi correta e claramente traduzido na NTLH, 11assim: “Faça de tal maneira que o seu mais íntimo amigo nada saiba sobre isto”. (c) Mateus 23.32 – “Enchei vós, pois, a medida de vossos pais”. O sentido original é: “...Terminem o que vossos pais começaram”. (d) Marcos 2.19 – “Os filhos das bodas”. Significa: “Os convidados para o casamento” ou “amigos do noivo”. (e) Marcos 10.5 – “Por causa da dureza do vosso coração...”. Significa: “Por causa da sua mente fechada...”. (f) Atos 2.30 – “O fruto de seus lombos” - Isto é: “Seus descendentes”. (g) Romanos 12.20 – “Amontoarás brasas de fogo sobre sua cabeça...” – Significa: “...Farás com que ele se envergonhe da sua atitude.” Ou como afirma a NTLH: “ ...Você o fará queimar de remorso e vergonha.”. (h) I Pedro 1.13 – “Cingindo os lombos do vosso entendimento...” - Ou seja “Vocês devem estar pronto para pensar...” ou ainda: “...estejam prontos para agir...” (NTLH). (07) Construções Nominais Os gregos expressavam acontecimentos por meio de construções nominais, enquanto em português nos expressamos muito melhor por verbos. Note bem as seguintes construções nominais: (a) “A vontade de Deus” (Efésios 1.1) = “Deus deseja”. (b) “A fundação do Mundo” (Efésios 1.4) = “Deus criou o Mundo”. (c) “O Espírito Santo da promessa” (Efésios 1.13) = “Deus promete o Espírito Santo.”. (d) “O Senhor do sábado” (Marcos 2.28) = “Aquele que comanda o sábado”. Há outras frases que devem ser levadas em consideração: “Filhos da desobediência” (Efésios 2.2). Indicando pessoas que desobedecem a Deus. “Filhos da ira” (Efésios 2.3). Ou seja, pessoas que experimentarão a ira de Deus ou aqueles que serão julgados por Deus. 11 NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje. 20
  22. 22. Portanto, “filhos de...” é u semitismo que identifica pessoas que são caracterizadas pelo termo que se segue. Um trecho que merece a nossa atenção é Filipenses 2.1,2, que na Versão Revista e Atualizada diz: “Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.” De acordo com a índole do português, uma melhor tradução seria: “Não é verdade que a vida em Cristo os faz fortes? Que o seu amor os conforta? Que devemos participar do Espírito de Deus? Que é bom cultivar a bondade e misericórdia uns com os outros? Se é assim façam-me feliz, tendo o mesmo pensamento, participando do mesmo amor e sendo unidos de alma e de mente.” (08) DIFICULDADES NAS TRADUÇÕES POR CAUSA DAS DIFERENTES LÍNGUAS, LUGARES, CULTURA, COSTUMES, ÉPOCAS, ETC. Só é possível compreender e sentir bem a Bíblia se a pessoa pensasse e sentisse como os israelitas. Seria útil os tradutores estarem familiarizados com as circunstâncias, o tempo e o lugar em que algo foi escrito. Por exemplo, na Bíblia, o “coração” é considerado como a sede do pensamento e não da sensibilidade, e os rins a sede dos sentidos. Só assim se pode compreender as expressões: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações” (Jeremias 17.9,10) “...E todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações” (Apocalipse 2.23) “...Só tu (Senhor) conheces o coração de todos os filhos dos homens” 21
  23. 23. (I Reis 8.39) “...Pois tu, ó justo Deus, provas os corações e os rins” (Salmo 7.9) A combinação dos rins e coração indica que Deus examina a totalidade de uma pessoa (sentimentos e pensamentos). O uso dos órgãos do corpo humano em relação às emoções humanas revela que os escritores bíblicos tinham uma compreensão de totalidade da natureza humana. A falta de vogais no texto do Velho Testamento, antes do trabalho dos massoretas tem trazido alguns problemas de tradução. Por exemplo, Hebreus 11.21, diz que Jacó “adorou encostado à ponta de seu bordão,” mas em Gênesis 47.31 está escrito “inclinou-se sobre a cabeceira da cama”. A palavra hebraica para designar “cama” e “bordão” consta de três consoantes “MTH”, as quais no texto hebraico são lidas com as vogais assim “M i T a H” = “cama”. O autor de hebreus tirou sua citação da septuaginta, cujos tradutores leram as três consoantes hebraicas como: “M e T e H” = “bordão”. A expressão bíblica “reino dos céus” significa “reino de Deus”, em virtude do seguinte: Os judeus por causa da relutância ou quase tabu em usar o nome de Deus, substituíram-no por “céus”. Ora, “céus” indica um lugar, enquanto “Deus” designa um ser. Pelo fato da língua hebraica ser pobre em vocábulos, seus escritores tinham dificuldades em diferenciar os verbos “amar”, “querer”, “estimar”, “apreciar”, “gostar “ e seus antônimos: “odiar”, “depreciar”, “desgostar”, “desestimar”. Esta afirmação nos ajudará a compreender a frase de Jesus em Lucas 14.26: “Se alguém vir a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo”. Se considerarmos que na língua que Jesus estava falando “odiar” ou “aborrecer” tem o mesmo sentido que “estimar menos” ou “amar menos”, o texto torna-se perfeitamente compreensível. (09) PROBLEMAS SEMÂNTICOS a Semântica é a parte da Gramática que estuda a mudança do significado das palavras através do tempo. Sabemos que as palavras mudam por causas históricas. Por exemplo, a palavra “virtude” que era para os gregos “a valentia do guerreiro, a coragem do batalhador”, passou a significar, segundo o pensamento cristão, “o conjunto de todas as boas qualidades morais, disposição para fazer o bem e o que é justo.” “Batizar” era para os gregos “enfiar na água”, “mergulhar”, “imergir”. Tanto é que o historiador judeu Flávio Josefo falando da destruição de Jerusalém afirmou que “ eles afundaram, isto é, batizaram a cidade”. Outro exemplo de mudança semântica ocorre com a palavra “horta”, que nas edições de 1878 e 1886 de João Ferreira de Almeida, aparece como significando “jardim”: 22
  24. 24. “E Jeová Deus plantou uma horta em Éden” (Gênesis 2.8). “...E a árvore da vida no meio da horta” (Gênesis 2.0) “... De toda árvore da horta...” (Gênesis 2.16; 3.3,8). A palavra “horta” está significando “o jardim do Éden”. Ninguém, hoje, ouvindo falar de “horta” vai saber que se trata de “jardim” ou “paraíso”, porque sofreu transformação semântica, embora tenhamos ainda o termo “horto” , no masculino com o sentido de “jardim”. Outra palavra que perdeu totalmente o seu sentido foi “solteira”. Nas duas versões bíblicas acima citadas, este termo aparece, em várias passagens, com o sentido de “meretriz”, “prostituta”, “pecadora”. Veja por exemplo, os seguintes textos: “Faria, pois ele a nossa irmã como uma solteira?” (Gênesis 34.31). “Onde está a solteira (prostituta) que estava no caminho?” (Gênesis 38.21). “... em casa de uma mulher solteira (prostituta), cujo nome era Raabe.” (Josué 2.1). Nesses exemplos a palavra “solteira” aparece com o sentido de “meretriz, rameira, marafona”> Em versões mais recentes, esse termo foi mudado, porque a palavra sofreu mudança de sentido, não mais traduzindo a ideia original. Logo, só compreenderemos bem certas expressões bíblicas se tivermos em mente, que as palavras sofrem mudança de sentido no decorrer dos anos. Por exemplo, em João 2.4, quando Jesus se dirige a Maria, sua mãe, com a palavra “mulher”, para nós, atualmente, não nos parece um tratamento muito digno, mas na linguagem daquele tempo, a palavra “mulher” era igual ao nosso vocábulo “senhora”. (10) DIGNIDADE DE LINGUAGEM O seguinte exemplo ilustra bem a falta de dignidade na linguagem: “Então Pedro respondeu: Vá para o inferno com o seu dinheiro”. (Atos 8.20 - O Novo Testamento na Linguagem de Hoje). Em nosso idioma, a expressão “vá para o inferno” não nos parece feliz, porque lhe faltou dignidade de linguagem. O texto grego nos mostra que a expressão “ir para o inferno” é “apollimi” (“perder-se”, “perecer”). Tanto que na Versão Revista e Corrigida reza: “... o teu dinheiro seja contigo para a perdição...” A New English Bible traduz esta passagem da seguinte maneira: “You and Money... may you come to a bad end.”. Para nós é muito difícil aceitarmos a ideia de que Pedro tenha mandado alguém para o inferno. 23
  25. 25. (11) EQUIVALÊNCIA DINÂMICA E FORMAL Os tradutores necessitam estar bem cientes de que uma equivalência formal não transmite, muitas vezes, o exato sentido do texto original, deve haver, o que na linguagem técnica dos tradutores se chama equivalência dinâmica. Por exemplo, a palavra grega “sarks”= “carne”, numa tradução formal será traduzida por “carne”, mas numa tradução dinâmica poderá ser traduzida de modo diferente. Veja: a) II Coríntios 7.5, será traduzida por “povo”. b) Romanos 11.14, por “judeus”. c) Atos 2.17, por “homens” em geral. d) Romanos 8.3, por “natureza humana”. (12) LÍNGUAS PRIMITIVAS QUE APRESENTAM DIFICULDADES MUITO ESPECIAIS. Línguas muito primitivas, como algumas africanas, por serem pobres em palavras, não podem exprimir ensinos cristãos acerca do amor, da graça, da fé, da salvação. Descobrir palavras exatas que expressem as verdades encontradas nos manuscritos hebraicos e gregos é tarefa difícil para os tradutores de qualquer língua, mas estas se multiplicam quando as línguas são de cunho completamente diferente ou ainda, quando a língua é falada por pessoas de cultura muito rudimentar. Veja os seguintes exemplos: Os Uduks, que vivem na fronteira da Etiópia, não compreendiam o significado de “turbar-se”, “preocupar-se” até que os missionários descobriram a curiosa frase: “ter calafrios no fígado”. Assim, na língua uduk, João 14.1 aparece assim: “Não tenhais calafrios no fígado, credes em Deus, crede também em mim.” Os índios Cuicatecs, do México, atrapalhavam-se com a palavra “adorar” porque estava além de sua compreensão. Mas compreenderam a ideia quando foi traduzida por “menear a cauda perante Deus” – como um cão faz na presença de seu dono. Para a tribo Gbeapo, da Libéria, a palavra “paz” teve de ser traduzida por “meu coração se assenta”, ao passo que para os índios Zapotecs, do México, foi traduzida “o coração posto em sossego.” Para os Miskitos, da Nicarágua e Honduras, “amor” é “dor no coração”. Assim, João 3.16 foi traduzido da seguinte maneira: “Deus de tal maneira teve dor no coração, que deu Seu Filho Unigênito”. 24
  26. 26. 25

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