Celma de Sousa Andrade
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celma.wadson@hotmail.com
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Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educaç...
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Relato de experiência de um trabalho realizado em um agrupamento da Educação Infantil no município de Goiânia

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Projeto "Pequenos Clics: o olhar das crianças na fotografia"

  1. 1. Celma de Sousa Andrade Fonseca celma.wadson@hotmail.com cmei13demaio.blogspot.com
  2. 2. “Muitas vezes, a ação do adulto no contato com a criança é de intervenção, mudando o significado que ela estava dando a sua experiência, atuando sobre a sua ação, seja movendo-a do lugar onde está, seja chamando sua atenção com suas palavras, dando nomes ao que faz, impedindo o curso do movimento e de tantas outras formas”. Daniela Guimarães (2011)
  3. 3. PROJETOS DE TRABALHO COM CRIANÇAS DEPROJETOS DE TRABALHO COM CRIANÇAS DE ZERO A TRÊS ANOS: ELEMENTOS FUNDANTESZERO A TRÊS ANOS: ELEMENTOS FUNDANTES “A primeira infância é uma etapa que se inicia dominada pelos instintos e reflexos que possibilitam as primeiras adaptações e que se estende pela descoberta do ambiente geral e pelo início da atividade simbólica” (Barbosa, 2012, p.58).
  4. 4. Torna-se necessário que no desenvolvimento dos projetos de trabalho os profissionais conheçam as especificidades do grupo de crianças e principalmente suas necessidades apontadas principalmente nas relações afetivas, entre adultos e outras crianças.
  5. 5. Quando um bebê chega à creche, traz consigo uma experiência um modo de viver e de manifestar-se, de conhecer e de construir o mundo. Uma das tarefas da escola infantil é a de auxiliar as crianças muito pequenas a aperfeiçoar essas estratégias e a adquirir novas.
  6. 6. Primeira infância – de zero a três anos – etapa que se inicia dominada pelos instintos e reflexos que possibilitam as primeiras adaptações e que estende pela descoberta do ambiente em geral e pelo início da atividade simbólica .
  7. 7. Projetos com bebês têm seus temas derivados basicamente da observação, da leitura que a professora realiza do grupo e de cada criança. Atenção ao modo como as crianças agem e procurar dar significado à suas manifestações. É a partir dessa observação que ela vai encontrar os temas, os problemas, as questões referentes aos projetos.
  8. 8. Uma das tarefas fundamentais da professora é a de organizar o espaço interno (da sala de aula) e externo (do pátio). Esse espaço deve incentivar e estruturar as experiências corporais, afetivas, sociais e as das linguagens da criança.
  9. 9. Familiarização com o ambiente, que deve estar bem-estruturado, mas que seja flexível e passível de mudanças. Os materiais devem modificar-se ao longo do ano, acompanhando a trajetória do grupo, as novas aquisições, as necessidades, os interesses.
  10. 10. O ambiente deve ser visto como uma professora auxiliar que pode ser uma provocadora de aprendizagens. Materiais como: caixas, instalações, tendas, tapetes, almofadas, cestas para jogos de manipulação, materiais vindos da natureza, bonecos, brinquedos de construção, trapos de pano, bolas de tamanhos e materiais diversos, entre outros.
  11. 11. Um projeto pode se iniciar durante as atividades de exploração dos materiais da sala. A professora observa e anota – data, criança, espaço, materiais, canais sensoriais, tipo de jogo – e, após um período inicial de observação, pode preparar um projeto.
  12. 12. O apontamento quanto ao interesse das crianças no uso da máquina fotográfica foi observado durante uma atividade no espaço externo em que as crianças se divertiam em um delicioso banho de “aspersor”. Enquanto as crianças em seus risos e gritos de euforia davam mostras ao prazer sentido pela água fria, eu registrava cada momento não perdendo o foco e que representasse o momento vivido. Durante esta atividade a Rhaab aproximou-se e pediu para que ela pudesse tirar a fotos dos colegas, sua fala foi um indicativo enquanto possibilidade de um projeto que sistematizasse diferentes linguagens, pois ampliaria os conhecimentos prévios das crianças sobre o significado do registro fotográfico no cotidiano do CMEI e uso da tecnologia.
  13. 13. Nessa idade, as coisas importantes da vida a serem descobertas e conhecidas são: a procura do olhar, o ser correspondido, o sorrir, a conversa, o pegar (contato motor), o contato físico, a retenção de um objeto (dar, oferecer), o imitar, o esconder, jogos de linguagem, de manipulação, músicas, saída para o meio exterior, festas, a vida em grupo.
  14. 14. Nós professoras precisamos oferecer um “monte” de possibilidades de expressão com muitos materiais e em múltiplas linguagens (...), pois possuir muitas linguagens significa apresentar muitas possibilidades para exprimir- se.
  15. 15. PROJETOS DE TRABALHO COM CRIANÇAS DEPROJETOS DE TRABALHO COM CRIANÇAS DE ZERO A TRÊS ANOS: BARBOSA; HORN (2008)ZERO A TRÊS ANOS: BARBOSA; HORN (2008)  Definição do problema: relações de troca (objetos, pessoas, meio); observação sistemática (individual e coletiva); intencionalidade.  Mapeamento do percurso: organização do ambiente (espaço físico, materiais e relações); experiência e vivência das diferentes linguagens; Pesquisa da professora.  Coleta de informações: Observar e registrar dados relevantes (fotos, vídeos); Partir das experiências das crianças (potencialidades e experiências); Envolvimento da família, comunidade e instituição; Papel da professora é mais determinante.  Organização das informações: Registro da professora.  Documentação e comunicação: Relato reflexivo da professora; Exposição de diferentes materiais; Relato da família.
  16. 16. PROJ ETOPROJ ETO “PEQUENOS“PEQUENOS CLI CS”CLI CS”
  17. 17. Durante os trabalhos desenvolvidos na instituição os registros fazem parte da prática do trabalho pedagógico e a fotografia é um dos possíveis recursos que dão suporte para estes registros, pois dão mostras da participação das crianças nas atividades propostas. As crianças sinalizaram curiosidade quando eram fotografadas, dizendo “professora tira a foto” e interesse em registrar, elas mesmas, os momentos vividos da instituição em que diziam: “deixa eu tirar”.
  18. 18. Valorizar a participação das crianças nos registros fotográficos em diferentes momentos e contextos dando visibilidade aos interesses e aprendizagens, trabalhando a fotografia das vivências a partir do olhar das crianças.
  19. 19. O projeto “Pequenos Clics” mostra a possibilidade de trabalhar a fotografia, com crianças de zero a três anos, a partir da exploração dos registros produzidos, da máquina fotográfica enquanto recurso tecnológico de interesse das crianças. Desenvolvido no CMEI 13 de Maio, no agrupamento “EI-BC” (crianças com idade de 1 ano a 2 anos e 11 meses) no período de outubro a dezembro de 2012.
  20. 20. Assim em uma atividade demos início ao projeto trazendo a máquina fotográfica digital para ser explorada pelas crianças que atentas viam as imagens surgindo na tela digital do objeto.
  21. 21. A avaliação inicial do projeto se deu pela observação atenta junto das crianças e dos significados que elas deram ao trabalho com o projeto, o que foi visível nas brincadeiras em que o grupo passou utilizar diferentes objetos para representar a vivência com o uso da máquina fotográfica.   
  22. 22. Conceituamos do porquê de tirarmos fotografias das crianças em diferentes atividades, explicando que utilizamos estes registros para compor a história das crianças no CMEI 13 de Maio que é socializada com as famílias e comunidade. Estes representam as vivências e experiências do cotidiano da instituição, ou seja, a história de um grupo.
  23. 23. Apreciar as fotografias foi uma experiência importante para as crianças. Avaliamos o significado que as crianças deram para os registros produzidos, relembrando momentos e situações significativas.
  24. 24. Com as máquinas fotográficas nas mãos a significação da palavra “clic” foi logo aprendida. Aconteceu uma “profusão” de fotografias imaginárias e novas descobertas: a presença de imagens de animais no brinquedo, dos conhecimentos necessários para vê-los como a proximidade do olho em um pequeno orifício, além do uso da cordinha no braço para evitar que a máquina caísse.
  25. 25. A literatura e o vídeo foram outras linguagens trabalhadas para significar o projeto, assim a obra literária e o desenho animado “A Fotografia”, de Maurício de Sousa, contribuiu com o trabalho.
  26. 26. As crianças se prepararam para serem fotografadas. Escolheram acessórios, um novo conceito para o grupo, que é o uso de objetos para enfeitar o corpo como: pulseiras, colares, chapéus e outros.
  27. 27. Depois dos preparativos convidamos as crianças a fazerem “poses” com seus acessórios que também foram alternados de acordo com interesse do grupo.
  28. 28. Com imagens impressas do primeiro registro fotográfico realizado pelas crianças, elas relembraram do uso da máquina fotográfica e os processos que vivenciaram. E ajudaram a fixar as fotografias no painel fazendo a comunicação do projeto, socializando com famílias e colegas dos outros agrupamentos.
  29. 29. Nossos “fotógrafos” de plantão não perdiam um só movimento!
  30. 30. A profissão de fotografo foi trabalhada na literatura “Clic Clic” apresentamos às crianças Sebastião Salgado, um dos profissionais brasileiros mais premiados no mundo. E conheceram os trabalhos de outros profissionais dando significado às crianças de que as imagens que elas observavam na exploração de jornais e revistas se tratava do trabalho de um profissional de fotografia.
  31. 31. Nossos fotógrafos se “arriscaram” explorando paisagens, assim como Sebastião Salgado e no Parque da Lagoa fizeram suas descobertas. Tudo, tudo muito registrado.
  32. 32. Um novo instrumento de conhecimento foi trazido para a rodinha: uma máquina analógica, que foi vista com ressalvas por ainda não fazer parte do conhecimento das crianças que foram logo perguntando por onde veriam as imagens para fotografarem. As crianças recorreram às aprendizagens quanto ao uso da máquina: postura, foco, olhar no ponto para visualizar a imagem. assim como fizeram com as máquinas de brinquedo ajudando os colegas que ainda não seguravam a máquina corretamente dizendo “não é assim não, é assim ô”.
  33. 33. As experiências vivenciadas pela turminha com o projeto “Pequenos Clics” foram chegando ao fim diante do encerramento do ano letivo. Avaliamos que propiciamos situações significativas que levaram as crianças a se perceberem participantes dos processos, da autonomia pelas escolhas, as trocas afetivas observadas a cada encontro, como o caso do Heitor e a Ana Cláudia que trocaram de papéis para serem fotografados.
  34. 34. O encerramento aconteceu na Mostra Artística e Cultural do CMEI com a presença das famílias e comunidade. Os registros do projeto foram organizados em biombos e relato impresso com cópia para as famílias.
  35. 35. Por fim paramos mais um pouquinho para as últimas poses do semestre com gostinho de quero mais. Agora resta aguardar os próximos
  36. 36. “Defendo a importância de dar voz às crianças, sustento que elas estão permanentemente falando, dizendo, expressando, por inúmeros meios, seus sentimentos, percepções, emoções, momentos, pensamentos, mesmo sem consciência de fazê-lo. Sustento a necessidade de ouvir as crianças e não querer enquadrá-las, isto também diz respeito à importância de nos determos e percebermos nossos próprios sentimentos e percepções – nossos e delas. Sustento a necessidade de olhar e ouvir as crianças e compreender suas mensagens, refiro-me às crianças de fora e às crianças de dentro, às crianças das memórias e às crianças do momento atual, às crianças destas e de qualquer cultura. Adriana Friedmann – Linguagens e Culturas Infantis
  37. 37. Referências BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, 2010. BARBOSA, Maria Carmem Silveira. Trabalhando com projetos pedagógicos. In: REDIN, Marita Martins [et all]. Planejamento, práticas e projetos pedagógicos na Educação Infantil . Porto Alegre: Mediação, 2012. BARBOSA, Maria Carmem Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Mediação, 2008. GOBBI, Márcia Aparecida. Num click: meninos e meninas nas fotografias. In: MARTINS FILHO, Altino José; PRADO, Patrícia Dias (Orgs.). Das pesquisas com crianças: à complexidade da infância. Campinas, SP: Autores Associados, 2011. p. 129-157. GOIÂNIA, SME. Infâncias e Crianças em Cena: por uma política de educação infantil para o município de Goiânia. Goiânia: SME, 2012. GOIÂNIA, Centro de Formação dos Profissionais da Educação. Síntese coletiva do GTE da Educação Infantil. Goiânia, 2012. GOIÂNIA, Centro Municipal de Educação Infantil 13 de Maio. Proposta Político Pedagógica. Goiânia, 2013. GUIMARÃES, Daniela. Relações entre bebês e adultos na creche: o cuidado como ética. São Paulo: Cortez, 2011. OSTETTO, Luciana Esmeralda. Planejamento na educação infantil: mais que a atividade, a criança em foco. In: OSTETTO, Luciana Esmeralda. Encontros e encantamentos na educação infantil. Campinas, SP: Papirus, 2010. p. 175-200. Revista Nova Escola, agosto 2012.

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