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filoaulaMaquiavel

  1. 1. Maquiavel
  2. 2. Quando um povo corrompido logra a ser livre dificilmente conserva a liberdade.
  3. 3. A verdade na política A política só tem um fim: o poder. E não importam os meios para o sucesso. O bem estar do estado justifica qualquer tipo de ação. A necessidade sobrepuja a ética. Política e ética são coisas distinta.
  4. 4. Ideias políticas no O Príncipe
  5. 5. Certamente não se pode chamar de virtude: trair, matar, não ter boa fé, nem piedade e religião. Condições com as quais se pode conquistar a soberania, mas não a gloria.
  6. 6. Minha intensão é escrever coisas uteis a quem as ler. Mais conveniente dizer a verdade tal qual é, do que se idealiza. Muitos têm visto principados e repúblicas em sua imaginação que nunca serão reais. Tanta é a distância de como se vive e de como se deveria como quem prefere o que faz ao que deveria fazer.
  7. 7. Caminha para a ruína o homem que quer portar-se em tudo como bom. O príncipe que quer conservar o poder deve estar disposto a ser bom ou não, segundo circunstâncias. Seria louvável um príncipe ter todas as qualidades boas, mas não é possível pratica- las, pois a condição humana não permite.
  8. 8. O príncipe deve evitar a infâmia daqueles vícios que o privariam do poder. Fala-se de qualidades que parecem ser virtudes, mas sua aplicação produzam sua ruína, e outras que parecem vícios, que as cultivando proporcionem segurança e bem estar.
  9. 9. O príncipe fará bem em ser liberal. A liberalidade praticada por que não seja temido o prejudica. O vício da avareza é um dos que o mantêm no poder.
  10. 10. Seria bom ao príncipe ser amado e temido, mas é difícil ambos. Por isso mais seguro é ser temido. As amizades que se adquiriram por nobreza de alma duram até os contratempos da fortuna os por a prova. Os homens temem menos ofender a quem se faz amar do que a quem inspira temor.
  11. 11. A amizade é um laço moral, os homens maus o rompem, dão preferência a seus interesses; mas o temor os mantêm, o medo a um castigo que se quer evitar. Ser temido, mas não odiado.
  12. 12. Se necessitar derramar o sangue de alguém faça com justificativa conveniente. Sobre tudo abstenha-se de gastar seus bens, porque os homens esquecem antes a morte do pai do que a perda de patrimônio.
  13. 13. Digo os homens amam segundo sua vontade, porém temem conforme a vontade do príncipe. Sendo sábio deve fiar no seu e não no alheio.
  14. 14. É louvável preferir a lealdade à falácia. Mas os exemplos de nosso tempo de feitos grandiosos, foram de ter pouco em conta a fé jurada, procurando enganar e conseguindo dominar os que lhes tinham em confiança.
  15. 15. O príncipe deve ser como o leão e como a raposa: o leão pode se defender dos lobos e a raposa das armadilhas. Não deve ser fiel as suas promessas se isso lhe prejudica. Se todos os homens fossem bons isso não seria um preceito. Os homens são maus e desleais, seja também com eles.
  16. 16. É indispensável saber disfarçar e ser mestre em fingimento. Quem engana sempre encontra alguém para enganar. O príncipe não precisa ter todas virtudes, mas convém que pareça. Digo quem pratica constantemente tais virtudes acaba prejudicado.
  17. 17. Pareça: piedoso, leal, integro, compassivo e religioso. Religioso é o que deve mais aparentar; os homens compreendem mais pelos olhos do que por outros sentidos. Todos verão o que aparenta, poucos saberão o que é, e estes poucos não ficarão contra a maioria.
  18. 18. Outro preceito, o príncipe deve reservar- se em conceder favores e deixar os castigos e cobranças de obrigações a outros. O que faz com que aumente a estima são as grandes empresas e exemplos de grandeza.
  19. 19. Tomar partido é muito mais útil do que ficar neutro. Quem não for seu amigo lhe aconselhara a neutralidade. Deve em épocas convenientes distrair o povo com festas e espetáculos.
  20. 20. A compreensão humana é de três espécies: Uns discernem por si mesmos; Outros compreendem o que lhes mostra; Finalmente aqueles que nem por si mesmos e nem por demonstração alheia entendem. Os primeiros são sobressalentes; os segundos bons; os terceiros inúteis.
  21. 21. O príncipe deve sempre aconselhar-se; mas quando quer e não quando os outros queiram. Se o príncipe não for inteligente não pode ser aconselhado. Salvo se a sorte o por nas mãos de homens prudentes. Os homens sempre serão maus se a necessidade os obriga.
  22. 22. Os homens não se cuidam na bonanza da tempestade.
  23. 23. Comparo a fortuna com um rio de rápida correnteza que, quando sai do leito inunda a planície, derruba árvores e casas e leva tudo. Porém quando voltar a seu leito nada impede que se construam diques para precaver outras inundações. A fortuna mostra seu poder quando não tem força ordenada que a resista.
  24. 24. Assim sucede com a fortuna, a qual mostra o seu poder onde não existe virtude preparada para resistir e então, volta seu ímpeto em direção onde sabe não foram construídos diques e anteparos para contê-la. Fiando unicamente na fortuna se arruinará quando ela variar.
  25. 25. Entendo que é melhor ser atrevido que circunspecto, porque a fortuna é mulher e para domina-la é preciso trata-la sem fascínio, quem a obriga vence, e não quem a respeita. Como mulher é sempre amiga da juventude, pois os jovens a consideram menos, são audazes.
  26. 26. Bibliografia Maquiavel, nicollo Obras política O principe Ménissier, Thierry Vocabulário de maquiavel
  27. 27. Maquiavel

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