Portas do Coração

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Livro de inspiração mediúnica direcionado a
Evangelização Infantil

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Portas do Coração

  1. 1. As Portas do Coração Por Ceile Bernardo Ilustrações Graziela Mota 2002
  2. 2. Dormi e sonhei que fazia uma viagema uma Terra distante, onde todos setrancavam por dentro.Esta Terra se chamava: ..................Ao ouvir o apito do tremJamais poderia imaginarA aventura que iria iniciarQuando para lá resolvi viajar!Ao me acomodar na cabine,Pus-me a pensar:Será que nesta Terraas pessoas têm medo de ladrão?Afinal todas se trancam por dentroOutro motivo não pode haver não.
  3. 3. Serão trancas de madeira?Aquelas do tempo antigo?Aquelas firmes e fortes?Que nos protegem do inimigo?Afinal preciso protegerTudo aquilo que trago comigo.Não! Não!Devem ser aquelas,Grossas de duros elos,Que aprisionam objetosE os donos junto com elas.Não! Não!Talvez cadeados,Belos, esculpidos, torneados,Que uma vez fechados,Sem a chave certaJamais serão destrancados
  4. 4. Assim pensando...Conjecturando...O apito do trem foi logo avisando:“À cidade estamos chegando!!”Logo que desci do tremRadiante de felicidadeOlhando as pessoas percebiHá algo errado nesta cidade.
  5. 5. Que silêncio!Barulho não havia ali,Nem latido de cachorroNem trinar e bem-te-vi.Nem arrulhar de pombasNem zumbido de mosquitoSilêncio total!Nem o ouvir de um simples grito.
  6. 6. Grito do homem do gás,Grito do homem das pamonhas,Nem um som fugaz,Apenas gente tristonha.É! Tristonha!Aliás com carantonha!Pois é! Silêncio total!Até parecia hospital!Ai! Ai!Suspirei...Esse lugar é mais tristeDo que jamais pensei.
  7. 7. Nem choro de bebê,Nem o gritar da meninada,Nem ouvir a própria voz,Apenas o som do nada.Nem risadasOu estalar de beijos,Pipoca estourando,Música de realejo.
  8. 8. Será medo de ladrão?Não, acho que não!Afinal todos têm trancasQue os protegem de ante mão!Mas tudo é tão solitário...Nem um aperto de mão,Nenhum “Olá!” ou “Até logo!”Para um amigo ou irmão.
  9. 9. Antes mesmo de me instalarComecei a imaginarComo seria difícilVida nova ali recomeçar...Afinal estava acostumadoA ir e vir, falar e cantar,E de vez em quandomeu banjo tocar.Ah! A música...Sem ela nem imaginar!E como o pessoal dali viviaSem acordes escutar?
  10. 10. Música é expressão da almaAté a Natureza dela se utiliza,O som do corre-corre das águasQuando no leito do rio desliza.O som das copas das árvoresQuando o vento chega de mansinho,O som da chuva lá fora,O cantar dos passarinhos.
  11. 11. Definitivamente...Não!Preciso de alguma coisaPara fazer uma transformação!Preciso de uma chave,Uma simples chaveQue abra as trancas,Abrindo as portas do coração.Que saiam medos, receiosMágoas ou inseguranças,Que o amor renove esperanças,De uma vida nova, outros meios.
  12. 12. Amor às pessoas, à Vida,Tudo o que ela nos traz,Não há inimigo maiorDo que os medos que nos tiram a paz.Medo de morrer,Medo de ladrão,Medo de adoecer,Medo de entregar o coração.Ninguém rouba a alegria,Ninguém rouba a felicidade,Era o que precisava saberO povo daquela cidadePois o amor à tudo transformaPor toda uma eternidade.
  13. 13. Assim eu fiz!Para eu e o povoQue habita esta cidadeSer mais feliz!Chaves! Chaves!Preciso de chaves!Para fazê-los descobrir,A felicidade do coração abrir!Porque aqui resolvi ficarE o meu banjoDe vez em quando tocar,Porque sem música, nem imaginar!
  14. 14. Agora é sua opção: Escolhas as chaves Que podem abrir As portas do coração.Agora é sua vez de colorir e dar um nome a esta Cidade!

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