CDU Vilar de Mouros, 1989-2009

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CDU Vilar de Mouros, 1989-2009

  1. 1. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20091OBRA CDU EM VILAR DE MOUROSPorque o povo tem memória1989 — 2009BREVE RETROSPETIVADurante muitas décadas os elementos que compunham as juntas de Freguesia não erameleitos mas sim nomeados pelo poder central, através do Presidente da Câmara Municipal.Assim aconteceu efetivamente até à Revolução de 25 de Abril de 1974, altura em quepassaram a realizar-se eleições democráticas para eleger os autarcas, garantindo-se destaforma um Poder Local livre, isento e democrático.O último Presidente de Junta de Vilar de Mouros nomeado foi o Sr. Abílio Mourão que cedeu olugar ao Sr. Domingos Penedo, cidadão nomeado Presidente da Comissão Administrativa quegeriu a Freguesia no espaço de tempo que mediou entre a Revolução e as primeiras eleiçõeslivres realizadas no ano de 1976, que viriam a dar a vitória a uma lista afeta ao PSD lideradapelo Sr. Manuel Renda, com maioria relativa.Em 1979 o PSD voltava a ganhar, mas desta vez com Armando Ranhada, que voltaria a venceras eleições em 1982, deixando, dessa feita, o Sr. Joaquim Santos à frente da Junta, assumindo
  2. 2. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20092então o cargo de vereador na Câmara de Caminha para o qual também tinha concorrido. Omesmo Armando Ranhado volta a candidatar-se em 1985, desta vez para um mandato dequatro anos, exercendo-o até ao fim.Armando Ranhada voltaria ainda a ser candidato pelo PSD em 1989, mas perderia para a CDUpor uma margem significativa de votos. Nesse ano a CDU obteve 197 votos contra 155 do PSDe 151 do PS, tendo portanto a CDU cometido a proeza de afastar o PSD da Junta de Freguesiaonde sempre foi maioritária, iniciando-se assim um novo ciclo que se prolongaria por unslongos vinte anos, o mais longo de qualquer força política nesta Freguesia, tendo também osautarcas Carlos Alves e Basílio Barrocas, nos cargos de Presidente e Secretário,respetivamente. O mais longo período de tempo ao serviço da Freguesia (mantiveram-se até2009, altura em que não se recandidataram para os cargos que exerciam), quer em períodosde nomeações, quer em períodos de eleições.A CDU viria portanto a vencer cinco eleições consecutivas, sendo a primeira com maioriarelativa e as restantes com maioria absoluta, tendo mesmo, em duas delas, obtido o total deseis eleitos em sete possíveis, o que atesta bem da popularidade que o seu trabalho obtevejunto da população, não havendo dúvida que esta sempre esteve de acordo com a dimensãoda sua obra que aqui se vai atestar, servindo esta explanação para inscrição na história danossa terra, garantindo o conhecimento às gerações vindouras, que, com toda a certeza, irãoadorar conhecer.ACESSIBILIDADES DA FREGUESIAFoi inigualável a obra que nesta matéria foi realizada pela CDU na condução dos trabalhos daJunta de Freguesia de Vilar de Mouros. Respondendo às necessidades antigas e atuais, comprevisão futura e garantia de supressão das necessidades presentes, a Junta de Freguesialiderada pela CDU revelou um empenho ímpar na sua ação. Do conjunto de obras realizadasficarão para registo uma lista imensa, conferindo à freguesia uma maior dotação nacapacidade de mobilidade interna e de ligação às freguesias vizinhas. A lista abaixo expressabem a dimensão do trabalho da CDU em Vilar de Mouros: Construção do Caminho da Chousa na margem arborizada do Rio Coura, entre a PonteGótica e as Azenhas; Aterro e alargamento do Caminho do Loureiro em Marinhas (agrícola); Aterro e alargamento do Caminho da Lameira;
  3. 3. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20093 Colaboração ativa na construção do Caminho que tem início na Estrada de Marinhas(Coura de Seixas) e termina junto ao Rio Coura, em Fruíde; Construção do Caminho da Cachadinha até à última casa da Aveleira; Construção e pavimentação do caminho do Pinheiro Manso no Funchal; Alargamento e pavimentação de troço do Caminho do soldado Mário Rocha, tornando--o transitável da Casa do João Freitas para cima; Alargamento e pavimentação de troço do caminho da Aveleira; Construção do caminho da Almoínha desde a Igreja até á Portela; Alargamento e pavimentação de troço do Caminho de Vale d’Ovelhas ligando-o àEstrada da Cavada; Construção do Caminho da Fonte da Aveleira; Construção do Caminho do alto da Ranha; Pavimentação do Caminho da Fonte do Castanho; Alargamento e pavimentação de troço do Caminho do Corredor das Eiras [A junta tevede enfrentar na época (Março de 1994) um processo litigioso interposto por umaproprietário que queria impedir o alargamento porque alegava que essa obra lhe trariamuito desassossego devido a um hipotético aumento de tráfego.]; Pavimentação do beco da Batalha; Pavimentação do Caminho do Casal (junto à propriedade do Sr. Manuel Torres) Pavimentação do Caminho da Buraca. Construção de Caminho que deu continuação e saída ao Caminho da Cachadinha epavimentação em Betão; Construção da Estrada dos Barros Negros, com alargamentos, construção de muros epavimentação; Alargamento de pequeno troço junto à entrada da casa do Sr. Joaquim Santos, emMarinhas; Pavimentação do Caminho da Coverna; Alargamento e pavimentação da estrada da Igreja em frente ao Cemitério; Alargamento, e pavimentação de troço da Estrada dos Barros Negros, desde aconfluência com estrada do Funchal até S. Braz, com demolição de arrecadação econstrução de nova pertencente à Sra. Laura Alpoim, construção de muros novos etanque de água na quinta da Silvosa, tudo resultado dos aterros e alargamentosefetuados; Alargamento da 1ª fase do Caminho da Sra. da Lapa;
  4. 4. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20094 Alargamento de curvas no sítio do Cuco na Estrada de Marinhas. (no decorrer do anode 1989 um autocarro da empresa Courense com bastantes crianças de Vilar deMouros despistou-se, virou de lado e ficou suspenso por uma vinha que ali existia,tendo felizmente resultado apenas danos materiais); Alargamento de curva na estrada de Marinhas junto ao minimercado da Névea; Abertura e construção de Estrada de ligação entre a Estrada do Funchal e a deMarinhas (junto ao CIRV), com a compra de terreno para o efeito; Alargamento de várias curvas e troço na Estrada do Funchal, desde o sítio do Encontroaté ao Restaurante Encontro, com construção de muros novos, passeio, valetas,repavimentação de todo o troço e beneficiação da restante Estrada a jusante emtermos de lombas, valetas e aquedutos; Beneficiação do Caminho das Teixeiras em Marinhas; Pavimentação de troço do Caminho da Cachiça em Marinhas; Alargamento e pavimentação de troço do Caminho da Morada em Marinhas; Pavimentação do Caminho das Azenhas; Alargamento e pavimentação de troço do Caminho do Fundão em Marinhas; Restauro do Carreiro do Campo da Fonte; Beneficiação do Caminho dos Vaus e prolongamento de pavimento; Construção da Estrada dos Barros Negros de S. Braz até às Escolas, com negociação deterrenos para o efeito e construção de Valetas; Pavimentação do Caminho do Alcouce em Marinhas, com construção de muros; Alargamento e pavimentação em betuminoso, com construção de muros e do troçoentre a Capela de S. Braz e a antiga oficina de Mármores; Pavimentação do Caminho do Carvalhinho em Marinhas; Construção e pavimentação do Caminho de ligação da Ranha à Igreja Nova por Chães; Alargamento e pavimentação do Caminho de Barreiros que confronta com apropriedade dos Srs. Ramalhosa e Aurélio, no Funchal; Aquisição de vários sinais de trânsito e de obras; Construção de muro de suporte em betão num troço do Caminho da Calçada; Recomposição de pavimento de troço do Caminho do Cruzeiro em Marinhas; Constante pressão da Junta com vista à correção do traçado e repavimentação daEstrada de Marinhas, tendo o projeto ficado pronto no G.A.T., em Valença, nomandato de 1994/1997; Alargamento e pavimentação do Caminho do Pêlo em Marinhas; Pavimentação de troço do Caminho da Portelinha em Marinhas;
  5. 5. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20095 Pavimentação de troço do Caminho dos Vimes na Aveleira; Pavimentação em betão do Caminho da Aldeia em Marinhas; Pavimentação da travessa da Levada; Pavimentação da Travessa de Val d’ Ovelhas; Pavimentação do Caminho do Moinho no Crasto; Alargamento do caminho da Chousa, com construção de muros em pedra e construçãode prolongamento até ao caminho das Azenhas, junto à margem arborizada do RioCoura; Alargamento e pavimentação de troço do Caminho do Agrêlo; Pavimentação do caminho do Fiel no Funchal; Alargamento e repavimentação do Caminho do Costado, desde a Estrada Municipalaté ao Largo das Jacas; Pavimentação da travessa do Encontro; Alargamento e pavimentação com construção de muros do Caminho das Barrocas; Alargamento e pavimentação de troço no Caminho de Chelo, com construção de murode suporte; Alargamento e pavimentação em betuminoso da estrada da Igreja entre a quinta daVárzea e a antiga oficina de mármores, com construção de Valetas; Insistentes diligências junto das entidades competentes para o alteamento conseguidodo pavimento da Estrada Nacional 301 ao km 5; Pavimentação em Betão de troço dos Caminhos da Rochinha/Pereira com alteamento,para contrariar a dificuldade de circulação com enchentes; Construção e pavimentação do Caminho da Sra. do Crasto; Construção do Caminho do Bairro da Aveleira. (pelo interior do bairro); Repavimentação de troço do Caminho da Aveleira junto à casa do Casimiro Baptista; Repavimentação, em betão, de troço do Caminho Soldado Mário Rocha; Repavimentação de troço da estrada da Ponte entre o Largo do Casal e a estradaNacional 301, com construção de valetas; Alargamento e pavimentação em Betão da travessa da Farruca em Marinhas; Alargamento e pavimentação do Caminho da Pereira; Pavimentação da Viela de Barreiros; Construção de Caminho alternativo ao Caminho das Azenhas no Largo Dr. AntónioBarge; Pavimentação da Quelha do Gordo na Cavada;
  6. 6. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20096 Beneficiação de troço do Caminho da Almoínha que serve de acesso à nova ampliaçãodo Cemitério; Construção de troço do Caminho da Devesa de Baixo em Marinhas que permitiuestabelecer ligação com o existente; Alargamento e beneficiação da confluência da estrada da Igreja com a Estrada deMarinhas (Várzea); Alargamento de troço do Caminho de Campos; Construção de muros de suporte em Betão no Caminho da calçada; Recomposição de pavimento de troço do Caminho do Cruzeiro em Marinhas; Repavimentação, em betão, de troço do Caminho da Ranha; Alargamento e pavimentação do Caminho da Veiga de Felgueiras; Pavimentação de troço do Caminho da Levada; Alargamento e pavimentação do Caminho da Gávea; Alargamento de troço de Caminho agrícola da veiga de Marinhas; Pavimentação de troço do Caminho da Portela; Diligências e tentativa de sensibilização relativas à necessidade de construção de umanova ponte sobre o Rio Coura, alternativa à Ponte Gótica; Elaboração com a participação dos membros da Assembleia de Freguesia e auscultaçãode inúmeras pessoas idosas dos lugares, da Toponímia da Freguesia, dotando aFreguesia de um instrumento de grande importância e alcance para a população,tendo sobressaído e vingado a ideia de manter usos e costumes das aldeias em que osarruamentos sempre se chamaram de caminhos, estradas, etc., e não de ruasavenidas, etc., ao contrário do que aconteceu em muitas freguesias rurais ondealgumas juntas preferiram alterar as designações. Este trabalho foi aindacomplementado com outro não menos importante que foi a atribuição de números depolícia a todos os arruamentos urbanos.IC1/A 28Em 2002 iniciava-se o processo para construção do prolongamento do traçado do IC1/A28 deViana do Castelo até Caminha com a abertura do procedimento de consulta pública do estudode impacte ambiental.Quis o destino que aos eleitos da CDU na Junta de Freguesia, gerissem este processo que tãodelicado e complicado se viria a revelar, mas que nos orgulhamos de, em conjunto com a
  7. 7. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20097Comissão de Moradores e da população em geral, termos realizado um trabalho brilhante, quenão tendo resultado numa vitória completa permitiu no entanto que tivessem sido afastadaspropostas muito graves e que mesmo a solução adotada (que não era da nossa preferência)tivesse sido minimizada em termos do seu impacte inicial.Não é nossa pretensão transcrever aqui toda a história deste processo na medida em quecorreríamos sério risco de não sermos totalmente exatos, dada a complexidade e a dimensãoque o mesmo encerrou, para além de que se tornaria extremamente fastidioso e portantodeixaremos isso para quem de direito e naturalmente com outras aptidões, que se poderãosempre socorrer dos volumosos dossiês que se organizaram e ficaram devidamente arquivadosna sede da junta de Freguesia, para que as gerações vindouras possam conhecer o que naépoca foi realizado, com grande sentido de responsabilidade e grande apego às causaspúblicas na defesa dos interesses e anseios da população e da nossa terra, nomeadamente adefesa intransigente da sua paisagem e ambiente, bem como ficarem a conhecer o que demais negativo nos poderia ter acontecido se não se tivesse travado a luta que se travou.Limitar-nos-emos pois a resumir alguns aspetos que consideramos mais marcantes para adiscussão do assunto bem como o seu desfecho final.Logo que os primeiros documentos sobre as várias propostas chegaram à Junta de Freguesiaimediatamente ficou muito claro que algo de muito grave tinha sido cozinhado para ferirgravemente a paisagem e o ambiente desta linda terra de Vilar de Mouros, e logo tivemosconsciência clara de que iria ser necessário mobilizar todas as nossas forças, mormente apopulação vilarmourense, para tentar impedir várias soluções intoleráveis e criminosas queestavam em cima da mesa, e no mínimo afastar as mais gravosas. Impunha-se pois, antes demais, esclarecer e mobilizar os vilarmourenses para e sobre a situação, o que viemos a fazer,tendo numa das primeiras reuniões sido criada uma Comissão de Moradores da População quese viria a revelar de uma importância transcendente a ombrear com a Junta de Freguesia adefesa intransigente do nosso valiosíssimo património paisagístico e ambiental (propósito quesempre presidiu ao espírito inabalável de toda a equipa da Junta), aos quais se vieram ajuntar muitos cidadãos, proprietários de nascentes de águas e moradias, que se previapoderem ser gravemente afetadas no caso de algumas soluções avançarem.Da mesma forma não se poderá falar da equipa camarária, presidida pela Sra. Dra. Júlia Paula,que desde logo deu a entender publicamente que a importância do traçado estava acima detodo e qualquer interesse paisagístico e ambiental na Freguesia e até do concelho, chegando
  8. 8. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20098ao desplante de escolher para Vilar de Mouros a pior solução de todas, que para além deprever atravessar uma zona com várias proteções ecológicas atravessaria e dividiria em duas aFreguesia com um viaduto de cerca de 18 m de altura por cerca de 1800 m de comprimento.Felizmente a primeira solução que viria a ser afastada, sobretudo pela ação de denúncia erejeição conjunta da Junta e Comissão de Moradores, tendo logo aí sido obtida a primeiragrande vitória para a nossa terra.A solução 1 era de facto a menos penalizadora para Vilar de Mouros e foi por uma parte dela(a que passava por detrás do monte da gávea) e restante da solução 2 que lutámos até ao fim.Mas os responsáveis (Euroscut e Governo), só porque seria eventualmente um pouco maisonerosa, sempre a rejeitaram, com o argumento falso de que era tecnicamente inviável, e nemmesmo quando a junta apresentou um estudo fundamentado levado a cabo por técnicoscredenciados, que garantia a sua viabilidade, eles aceitaram ponderar porque a questão era narealidade puramente financeira, e acabaram por optar contra a nossa vontade pela totalidadeda solução 2, pela frente da Gávea, que se veio a revelar, tal como já havíamos afirmado, umasolução desastrosa para a Freguesia, apesar de se ter conseguido que o projeto inicial fossechumbado e minimizado, ficando, em troço significativo, as duas faixas duplas desniveladas, oque minimizou muito o impacto paisagístico a nível dos taludes existentes.Entretanto a ligação à Nacional 13, inicialmente prevista para passar entre a Igreja Nova e omonte do Crasto, também abortava, para nossa grande satisfação e alívio, porque esse traçadoseria muitíssimo negativo e grave porque além de atentar a paisagem e o ambiente previa ademolição de algumas casas e chocava também com o património histórico-religioso edificado,concretamente a Igreja Nova e a Capela da Sra. do Crasto, além de ferir de morte o própriomonte do Crasto onde existe arqueologia de importância transcendente. Cabe aqui referir quea nossa proposta para esta ligação sempre recaiu a nascente do monte de Goios.À medida que todo o processo de análise ia fazendo o seu caminho, mais claro se tornava asua complexidade e gravidade, inclusive para as Freguesias vizinhas de Argela e Lanhelas, peloque se vieram a realizar contactos e várias reuniões conjuntas que resultaram na decisão deunir esforços por uma luta comum contra os malefícios que nos queriam impor. Daí resultaramvárias posições comuns e entre elas a realização de uma ação cívica convocada pelas trêsFreguesias, pela Comissão de Moradores e pela COREMA, no dia 30 de Agosto de 2003, dia emque o então Primeiro Ministro, Durão Barroso, visitava Caminha, que teve como grande
  9. 9. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 20099objetivo a chamada de atenção ao Governo e à comunicação social da gravidade daquilo quenos queriam submeter.Depois de pressões inaceitáveis para que não se levasse a cabo o referido protesto por parteda Presidente da Câmara, argumentando irregularidades na comunicação do mesmo, e até daprópria GNR, que através do Cabo Barros Coelho (à altura comandante do posto de Caminha)se deslocou à junta de Freguesia para nos comunicar que se mantivéssemos os nossos intentosde levar o protesto por diante incorreríamos em crime de desobediência. Fizemos então umareunião de emergência e apoiando-nos no princípio democrático de livre reunião emanifestação que a Constituição de Abril consagra, foi decidido manter a convocatória e aação cívica realizou-se no dia e hora marcada com um cordão humano silencioso na Marginalde Caminha.Acontece porém que a Sra. Presidente da Câmara não se ficaria por aí e ordenou à GNR quefizesse a identificação dos responsáveis principais pela convocatória da ação cívica, e assim osPresidentes de Junta de Vilar de Mouros, Argela e Lanhelas, bem como o presidente daComissão de Moradores de Vilar de Mouros e o Presidente da Assembleia Geral da COREMAviriam a ser constituídos arguidos e mais tarde julgados.Em 27 de Setembro de 2003 o Ministério Público decidiu sancionar todos os arguidos commulta de seis escudos por setenta e cinco dias de que resolvemos recorrer, resultando daí ojulgamento que se viria a realizar em 20 de Setembro de 2006 e que determinaria a absolviçãode todos com uma sentença que recriminaria claramente o comportamento da Sra. Presidentada Câmara em todo o processo.Afastada que já tinha sido a ligação à Nacional 13 pela Igreja Nova, surgiu a proposta deligação entre Goios pequeno e Góis grande, que sendo bastante melhor para Vilar de Mouroscontinuava mesmo assim a ser penalizadora pelo facto de manter o formato de traçado aabraçar a Freguesia em ferradura com todos os inconvenientes de impactos previsíveis.Novamente fomos à luta, desta feita em conjunto com Lanhelas para quem esta propostatambém era má; mas o melhor que neste caso se conseguiu (e graças à mudança de governoque entretanto se tinha registado) foi a passagem de quatro para duas faixas, condição queapesar de tudo nos foi relativamente simpática porque nos deu a garantia de que pelo menos
  10. 10. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200910o perfil de autoestrada seguiria no futuro por outro traçado para Valença e não o teríamos desuportar eternamente no alongamento da tal ferradura.Era nesta ligação que inicialmente estava previsto o nó de ligação a Vilar de Mouros, ideia quenão defendemos por nos parecer que a Estrada da Cavada e o Centro da Freguesia deveriamser poupados a esse fluxo de trânsito (que ao longo do tempo se prevê naturalmente quevenha a ter aumentos muito grandes), e nisso tivemos a concordância da Câmara de Caminhaque também se mostrava interessada em que o nó fosse a Sul de Vilar de Mouros por causa deuma projetada zona Industrial para essa área da Freguesia, não tendo sido por isso difícil a suamudança de posição.O Nó Sul de ligação a Vilar de Mouros (neste caso à Nacional 301) também suscitou muitacontestação da nossa parte e sobretudo por parte dos proprietários de nascentes de águaexistentes, precisamente no local onde projetaram o referido nó.Em boa hora se fez essa contestação que inclusive recolheu o reconhecimento das razões pornós invocadas por parte do Ministério do Ambiente e fez com que essa parte da obra tivesseficado parada para que todos os problemas relacionados com as nascente fossem resolvidos eos direitos dos proprietários garantidos.Em suma, todo o processo em que a Junta de Freguesia se envolveu ao longo do tratamentodesta questão, quer pelo imperativo das suas funções, quer pela identidade com Vilar deMouros, quer ainda na defesa das freguesias e concelho de Caminha, são prova viva edeterminante da entrega abnegada merecedora da confiança das populações. É hoje, comsentido de responsabilidade, indiferente ao desgaste pessoal causado pela luta que nosenvolveu, que sentimos orgulhosamente que cumprimos com primazia o nosso dever face aosdesafios, mesmo que não tenhamos vencido plenamente. A história fará da nossa entrega avitória de Vilar de Mouros.SANEAMENTO E SALUBRIDADE PÚBLICANão existe maior expressão do desenvolvimento social e humano, no que respeita à gestãodas necessidades afetas à capacidade de organização habitacional das populações, que asaúde pública. A disponibilidade de água e consequente tratamento de efluentes, ouencaminhamento dos mesmos para tratamento posterior, é uma obrigação social de fundo
  11. 11. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200911que deve merecer de qualquer autarca uma dedicação extrema e laborioso trabalho. Asdificuldades a este nível foram sempre enormes, quer pela complexidade técnica, quer pelasrazões de ordem de decisão, quer ainda pela resposta às necessidades mais imediatas eaproveitamento de oportunidades temporais. No entanto a CDU ao serviço de Vilar deMouros contou com obra feita que importa recordar: Foi criado um sistema de esgotos no Lugar da Ranha que passou a servir quase todasas casas desse lugar, nomeadamente de casas sociais de famílias fortementecarenciadas, em zona onde o solo é de características rochosas, sem qualquerpossibilidade de funcionamento de fossas sépticas, tendo-se resolvido um problemade saúde pública que ainda nos dias de hoje continua a funcionar por inexistência deoutra solução mais abrangente; Outra obra exatamente com as mesmas características foi executada no Lugar daAveleira, encontrando-se o sistema também a resolver o problema daqueleshabitantes; A Junta foi ainda ativa na resolução de vários problemas de fossas sépticas dehabitantes na Freguesia, colaborando na execução de valas sumidouros em caminhospúblicos como forma de evitar escorrimentos a céu aberto muito nefastos para asaúde pública; Lutámos incansavelmente durante vinte anos para que o saneamento na Freguesiafosse uma realidade, solicitando à Câmara Municipal para que se viesse a executaressa obra de transcendente importância; Construímos sanitários públicos para serviço dos utilizadores da Igreja Paroquial eCemitério, com fossa séptica; Foi construída uma fossa séptica no Largo da sede da Junta de Freguesia para servir oEdifício do então jardim infantil; Igualmente construímos uma fossa séptica para serviço da sede da Junta; Foram construídas duas fossas sépticas para serviço das três casas sociais;
  12. 12. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200912 Foi garantida pela Junta, durante vários anos, a limpeza do lixo nos Lugares da Aveleirae Ranha; A Junta assumiu ainda, durante todos os Verões, a recolha do lixo nos Largos Dr.António Barge e no Largo do Casal; Ao longo dos anos foram conseguidos reforços significativos de contentores por toda aFreguesia.AMBIENTE/TURISMO/PATRIMÓNIO HISTÓRICOA riqueza ambiental, aliada ao património histórico, é uma mais-valia na oferta turística mastambém é expressão da cultura de um povo. As raízes populares assentam nessadisponibilidade natural e o património histórico não é mais que a confirmação da beleza doslocais, garantindo a preferência do ser humana por estas paragens. A CDU na condução dosdesígnios da freguesia sempre revelou uma sensibilidade especial por esta matéria. A forma deestar e agir da Junta foi sempre concordante com a valorização patrimonial e ambiental, sendoreflexo dessa condição não só a manutenção e preservação como também o crescimentonesta matéria.AmbientePor toda a Freguesia foi realizada uma obra gigantesca de plantação de muitas centenas deárvores, destacando-se as plantadas em todos os largos, que além de darem um valiosocontributo ambiental sem paralelo, vêm transformando em termos paisagísticos muitopositivamente a nossa terra, tratando-se ainda de uma iniciativa que todos continuaremos aver crescer e a embelezar, beneficiando a qualidade de vida não só das gerações atuais mastambém de muitas das gerações vindouras, além de atrair cada vez mais pessoas na vertenteturística que se deixam seduzir pelas belas paisagens ambientais desta terra que a gestão CDUtornou mais bonita.Disponível para fruição estão hoje muitos locais beneficiados e embelezados que importalembrar: Largo do Casal;
  13. 13. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200913 Largo Dr. António Barge; Adro da Capela de Santo Amaro; Largo das Alminhas da Ponte; Largo do Campo da Fonte; Largo da Junta; Largo da Igreja/S. Braz; Largo da Casa mortuária; Largo do Encontro; Largo da Cavada; Largo da Capela de S. Sebastião; Curva do Cuco na Estrada de Marinhas; Largo da Entulheira em Chães; Largo do Bairro da Aveleira.Rio CouraDurante a gestão CDU na Freguesia sempre tivemos como grande preocupação a poluição e alimpeza deste importante curso de água, tendo por variadas vezes intervindo junto dasentidades competentes sobre os quais recaem asmaiores responsabilidades relativamente aos maisdiversos problemas que se iam verificando. Alémdisso levámos a cabo diversas ações de limpeza doseu leito entre as quais algumas em que participaramdezenas de jovens e elementos do GEPPAV, entreoutros voluntários, e que para além de um excelentetrabalho realizado, sobretudo entre a ponte e as Azenhas, resultou também numa campanhade sensibilização de defesa e preservação do Rio Coura que, pela sua importância, deveria tercontinuidade.TurismoTodo um conjunto de ações que visaram essencialmente a melhoria da qualidade de vida dapopulação em termos de embelezamento na nossa terra teve naturalmente repercussão eefeitos muito positivos na sua promoção turística, porque naturalmente a Freguesia se tornoumais aprazível e apetecível para permanecer e visitar. Assim sendo não restam dúvidas quepraticamente todos os melhoramentos realizados contribuíram e continuarão a contribuir para
  14. 14. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200914o incremento do Turismo, optando-se pois por deixar aqui nesta rubrica esse registo. Masoutras ações mais diretamente ligadas à temática do turismo, foram levadas a cabo a saber: Elaboração de um roteiro Turístico; Execução de uma coleção de postais da Freguesia; Execução de distintivos, guiões e galhardetes com o brasão da Freguesia.Ponte GóticaAo longo de vinte anos de gestão autárquica sempre elegemos o património histórico comogrande preocupação e em especial a Ponte Gótica (aliás com a sempre prestimosa e ativacolaboração do GEPPAV) onde a própria junta chegou a realizar algumas intervenções pontuaisde maior urgência, tais como limpezas diversas, substituição de pedras partidas no pavimentoe no teto dos aquedutos.Estivemos sempre atentos às maiores fragilidades da Ponte e sempre fomos reivindicando asolução dos problemas mais prementes junto das entidades competentes e até mesmo juntoda comunicação social, do que resultaram duas intervenções, das quais a última mais profundaem 2008 que envolveu a repavimentação total. Deixou no entanto por resolver um problemaque sempre consideramos muito sério que se trata da corrosão através de salitre em estadoadiantado das pedras das abóbadas dos arcos, que se vai estendendo e que, mais tarde oumais cedo, dará problemas de sustentação dos mesmos, do pavimento e da própria Pontecomo é evidente.EQUIPAMENTOS SOCIAISQuando a CDU assumiu responsabilidades na Junta de Freguesia a situação nesta área socialera (como aliás muitas outras) confrangedora, como se pode verificar pela enumeração queaqui se faz dos equipamentos que entretanto foram construídos e que pura e simplesmentenão existiam, ou os que já existiam estavam em muito más condições.O Cemitério da Freguesia encontrava-se extremamente degradado e a sua capacidadeesgotada, tendo sido remodelado com o intuito de se disponibilizarem mais sepulturas, sendoainda beneficiado com a construção de muretes e passeios (que se encontravam em terrabatida) e a consequente retirada de sebes de bucho que promoviam a conspurcação e
  15. 15. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200915abrigavam bicharada de toda a espécie. De referir que para estas intervenções a Junta nãodispunha de meios suficientes nem conseguiu junto da Câmara Municipal quaisquer apoios.Assim sendo decidiu-se chamar a população residente e emigrantes no estrangeiro paraapoiarem a Junta, sentindo-se de imediato a primeira grande manifestação de carinho e apoioà nossa gestão.Não obstante esta rápida intervenção, a Juntanão perdeu tempo a encetar contactos comproprietários de terrenos confinantes (que aseu tempo foi adquirindo) a poente, visando aconstrução de uma ampliação do cemitério,empreendimento de elevada importância quese concretizou, ficando a Freguesia dotada,pela mão de eleitos da CDU, de um Cemitériocom muita dignidade e lotação muito difícil de se esgotar nas próximas décadas.Foi construída uma Casa Mortuária dotada de mobiliário tendo sido, para o efeito, construídoum edifício em terreno cedido pela Igreja com belíssimas condições para cumprir a funçãopara a qual se destinava, criando-se condições para que as famílias vilarmourenses pudessemvelar os seus mortos com toda a dignidade. De realçar ainda a qualidade arquitetónica e deenquadramento paisagístico que foi encontrada, reveladora da grande sensibilidade quetivemos relativamente à paisagem e ambiente, sobretudo tendo em conta a existência devalioso património histórico religioso no local.De realçar que este edifício foi construído com o perpianho aproveitado da demolição doantigo edifício dos Correios e a pavimentação com cubo aproveitado da Estrada do Funchal, naconfluência com Estrada dos Barros Negros.A primeira sede de Junta condigna (e única até á data) foi construída pelos eleitos da CDU,aproveitando um edifício antigo que já pertencia à Freguesia e que se encontrava em ruínas,apesar de numa determinada época, antes do 25 de Abril, um executivo lhe ter acrescentadoum andar em tijolo. O edifício ficou dotado de instalações para a Junta e Assembleia deFreguesia e outras instalações sociais no 1º andar, que durante um certo tempo serviu decantina e prolongamento de horário para crianças da escola, e mais tarde para centro de
  16. 16. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200916convívio para idosos, dispondo ainda de condições para outras valências, mas que hoje serveuma entidade privada por decisão da junta PSD que sucedeu à CDU.O edifício foi reabilitado para se adaptar às suas novas funções (outrora tinha sido habitação eestábulos de gado) com uma elevada preocupação arquitetónica, sobretudo no seu exterior,podendo hoje apreciar-se o estilo que se manteve de janelas e portas que outrora fizeramparte dessa casa, bem como outros pormenores que foram cuidados e preservados, tal como oAlpendre original que tem uma coluna de granito que, embora partida, foi aproveitada.Mais tarde foi também concebido e executado um arranjo exterior de rara beleza e qualidade,após demolição prévia de um antigo edifício dos Correios existente no local (edifício semqualquer interesse arquitetónico, mas que mesmo assim tinha defensores que com o tempoacabaram por perceber que não fazia sentido defender a sua manutenção), e que veio não sócompletar uma obra de grande importância e significado para a Freguesia e seus órgãosautárquicos, como veio emprestar uma valorização adicional ao já muito nobre centro daFreguesia de que todos muito nos orgulhamos.LARGOS DA FREGUESIA CRIADOS OU INTERVENCIONADOSLargo Dr. António Barge/Parque de MerendasUm largo de enormes dimensões e importância para a Freguesia, devido à sua localizaçãoprivilegiada, foi adquirido graças aos protocolos de realização dos festivais e nele foramoperadas grandes benfeitorias, das quais se destacam: Corte de eucaliptos, mimosa e grande partedas acácias como política de eliminação dearvoredo infestante e sua substituição porárvores autóctones e de sombra; Plantação de várias centenas de árvores, entreelas carvalhos, castanheiros, pseudo plátanos,acer negungo, choupos, nogueiras e oliveiras; Colocação de catorze mesas, e respetivos bancos, em pedra; Instalação de vários grelhadores espalhados pelo parque de merendas;
  17. 17. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200917 Construção de caminho pedonal desde a ponte gótica até as Azenhas, junto damargem do Rio Coura.(hoje abandonado); Sinalização toponímica rústica extensiva tambémao Largo do Casal; Construção de urinóis para homens; Execução de sistema de esgotos para servir ossanitários e todo o sistema de alimentação nosFestivais, com fossa de grandes dimensões. Pavimentação de espaço entre os urinóis e Capela em tout-venant destinado a zona dealimentação em período de festivais e parque de pesados fora dos mesmos.Largo do Casal Executada uma barreira, em mecos de tubos aproveitados da demolição deabastecimento de água (por falta de meios para adquirir outro tipo de materialnaquela época), à volta do campo de jogos para evitar os abusos que eram praticadospor diversas viaturas; Eliminados dezenas de eucaliptos e plantadas dezenas de outras árvores de sombra aexemplo do Largo atrás descrito; Colocação de duas mesas com bancos de pedra; Instalação de uma churrasqueira em pedra.Largo das Alminhas da Ponte Executada uma remodelação total, com ampliação do espaço e do banco de pedracorrido, mudança das Alminhas e construção de muro; Plantação de árvores; Criação da zona de lazer inferior com plantação de árvores e colocação de uma mesa ebancos em pedra.Adro da Capela de Sto. Amaro Colaboração na pavimentação do adro com doação do cubo e lajeado de granito parapasseio central;
  18. 18. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200918 Alargamento do adro do lado Norte para os terrenos entretanto adquiridos na Chousa; Construção de muro do lado Norte com capeado de granito; Execução de espaço anterior ao Adro com escada em granito, muros e pavimentação.Largo da Torre Ajardinamento novo do Largo com manutenção permanente; Pavimentação do espaço central em cubinho pequeno de granito; Colocação de bancos de madeira cumprindo um pormenor do projeto do ArquitetoPorto (com mais de 50 anos, apenas satisfeito pela Junta da CDU, e que hoje seencontra em muito mau estado de conservação); Colocação de memorial alusivo ao Arquiteto Porto aquando da sua Homenagempromovida pelo historiador Paulo Bento, à qual a junta se associou, bem como o CIRV.Largo do Cruzeiro Pavimentação e beneficiação.Largo da Cavada (sítio da Rocha) PavimentaçãoLargo da Cavada Pavimentação, plantação de oito árvores, colocação de quatro bancos e construção deum abrigo de passageiros.Largo de S. Braz Mudança da Capela com a anuência da entidade religiosa; Pavimentação à volta, incluindo o espaço superior da Casa Mortuária; Criação de espaço ajardinado com a manutenção das oliveiras que existiam no local.
  19. 19. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200919Largo da Igreja/S. Braz Pavimentação das duas zonas das entradas da Igreja em cubos.Largo da confluência da estrada da Igreja/Estrada de Marinhas Alargamento e pavimentação; Arranjo da base do Cruzeiro.Largo do Encontro Enchimento, com terra, da antiga pedreiraexistente na zona de cima, transformando-a numespaço verde; Plantação de carvalhos do norte, em cima, e acernegungos, em baixo; Alargamento e pavimentação da zona do Púlpito; Alargamento, pavimentação e construção demuro na zona de cima, que muito beneficiou a circulação automóvel, particularmenteperigosa, até então, na curva da Capela da Sra. do Encontro; Colocação de dois bancos em granito na zona de baixo; Colocação de gradeamento em madeira em cima do muro, dando a todo o conjuntouma elevada dignidade, mais até por aí se realizarem as procissões do Sr. dos Passos,que a exemplo de outros locais sociais e de culto se encontravam completamenteabandonados e sem dignidade para os atos em causa, até à chegada de eleitos da CDUà Junta de Freguesia.Largo da igreja Nova Pequeno arranjo com construção de muro nas traseiras da Capela.Largo da Morada Aquisição do terreno a dois proprietários; Construção de aqueduto de dimensões significativas para passagem de águas bravas; Aterro para a cota da Estrada, já que a cota antiga se encontrava muito abaixo; Construção, colocação e ligação à rede pública de fontenário em granito; Pavimentação de todo o espaço com estacionamento automóvel; Colocação de três bancos em granito;
  20. 20. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200920 Plantação de várias árvores;Largo da confluência do Caminho do Ranhada com a estrada deMarinhas Alargamento, pavimentação e plantação de uma árvore;Largo da confluência do caminho da Sra. da Lapa/Estrada deMarinhas Alargamento, pavimentação e construção de abrigo de passageiros.Largo das jacas Alargamento e pavimentação em betuminoso.Largo da Boavista/Funchal Aterro de cerca de 1,5 m, elevando a cota ora existente de forma significativa; Grande alargamento negociando terrenos particulares adjacentes; Pavimentação em betuminoso.Largo da confluência Estrada do Gorito/Estrada do Funchal Desaterro e limpeza.Largo no Funchal Aquisição de terreno com vista a criação de espaço de lazer na curva da Maria da loja; Elaboração de projeto para o Largo.Largo do Ranhada (Quinta do Matias) Reconstrução e ligação à rede pública do fontenário aí existente (tinha sido roubadoem 1988); Plantação de carvalhos e preservação de uma oliveira existente.ABRIGOS DE PASSAGEIROS
  21. 21. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200921 Construção de quatro abrigos de passageiros e colocação de bancos em todos os quejá existiam.ELECTRIFICAÇÃO DA FREGUESIA Reforçados em muitas dezenas os pontos de luz existentes na Freguesia; Prolongamento de rede elétrica por parte da EDP, por solicitação da Junta, em váriosramais na Freguesia; Iluminação da Ponte Gótica; Vários postos de transformação colocados pela EDP na Freguesia no âmbito depedidos apresentados pela junta.SINALIZAÇÃO TOPONÍMICA Colocação de sinalização toponímica em toda a Freguesia.CAIXA MULTIBANCO Foi conseguido que um equipamento de Multibanco fosse instalado na sede da junta,no âmbito da realização dos Festivais, através da Caixa Agrícola, com a intervençãoempenhada, além da Junta, da organização do Festival e do cidadão Sr. Mário Ranhadaque na altura detinha um cargo na referida entidade bancária.FESTIVAL DE VILAR DE MOUROSCom rigor absoluto torna-se muito difícil saber qual terá sido o momento exato e principal emque terá nascido a ideia da criação dos Festivais de Vilar de Mouros.Sabemos contudo que na sua base esteve um grande homem a quem a Junta CDUhomenageou condignamente, sobretudo na forma como se empenhou na revitalização econtinuidade dos mesmos a partir de 1996 e também adquirindo (e atribuindo-se lhe o seunome um pouco mais tarde) os terrenos da Chousa. Esse grande homem chama-se ANTÓNIOBARGE que infelizmente já não está entre nós.
  22. 22. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200922E foi no princípio do ano de 1996 que a junta da CDU foi confrontada e desafiadacompletamente sozinha (a câmara da altura alheou-se da responsabilidade da realização) paraa tarefa gigantesca de fazer renascer os Festivais de Vilar de Mouros, desde 1982 adormecidos.Foi na altura uma decisão muito difícil e arrojada, na medida em que todos os anterioresFestivais 1968, 1971 e 1982, apesar de terem sido um êxito muito assinalável em termos deimpacto musical, foram no entanto verdadeiros fracassos no âmbito financeiro, e sobretudo oque até então tinha sido o último, em 1982, e que tinha deixado muitas marcas de desagradono seio da população local devido a alguns excessos registados, relacionados com consumo dedrogas, roubos de géneros de proprietários agrícolas e até algum nudismo praticado nasmargens do Rio Coura, que chocou alguns populares.Não obstante as dificuldades descritas e porque estávamos convictos da grande importânciade eventos como o Festival de Vilar de Mouros teriam para a Freguesia, Concelho e até RegiãoAlto Minhota, aceitámos o desafio e assim arriscámos avançando para o evento em 1996 comoforma de relançar o FESTIVAL DE VILAR DE MOUROS e projetá-lo no mundo da música e dosespetáculos, colocando-o no lugar a que realmente tinha direito.Assim renasceu o Festival em Agosto de 1996, ainda realizado apenas no Largo do Casal. Foi naverdade um êxito retumbante em todos os aspetos, tendo decorrido de forma tão organizadae isenta de incidentes que não só conquistou a simpatia da população como mostrou quetínhamos razão na aposta que fizemos. No entanto para organizações futuras impusemos umaalteração de fundo no dizia respeito ao espaço, já que o Largo do Casal se revelouperfeitamente exíguo e foi portanto necessário equacionar a compra dos terrenos da Chousa.E mais uma vez teve a junta de Freguesia CDU de ombrear sozinha esta gigantesca tarefaporque a Câmara de Caminha mais uma vez se divorciou completamente desseempreendimento.Desta forma a Junta teve de encontrar sozinha uma saída para a situação e a solução possívelfoi a de contratualizar um pacote de festivais com uma empresa de espetáculos interessadaque viesse a garantir um adiantamento de verbas suficiente para a respetiva aquisição dosterrenos que vieram a custar cerca de 40 mil contos. A compra de cerca de cinquenta parcelascom a área aproximada de cinquenta mil metros para o património privado da Freguesia foiconcretizado num tempo recorde, e apesar de imensas dificuldades que tivemos de
  23. 23. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200923ultrapassar, todos os proprietários que estavam em condições de legalmente poderem vendero fizeram, não tendo havido um sequer que tenha criado obstáculos. Três anos depois, em1999, estávamos a realizar um novo Festival, já nos novos terrenos da Freguesia.Seguiram-se então um conjunto de eventos que foram os mais numerosos e mais regulares detoda a história do Festival e só foi interrompido a partir de 2006 devido a um claro boicotelogístico. Ao invés de um envolvimento ativo pelo qual tinha obrigação de optar, a Presidenteda Câmara de Caminha, Dra. Júlia Paula, tudo fez para prejudicar e liquidar o Festival nosentido de esvaziar a Junta de meios, sobretudo financeiros, para criar dificuldades acrescidasà CDU, conduzindo ao seu isolamento e afastamento da autarquia, o que mais tarde acaboupor acontecer de facto.No entanto ficou para a história da Freguesia que pela mão de homens e mulheres ligados àCDU, um património físico e cultural, que jamais alguém apagará, irá perdurar pela vida fora. ACDU homenageou e fez renascer o mítico Festival de Vilar de Mouros. Organizou e crioucondições para perpetuar este evento. Projetou o Festival e colocou Vilar de Mouros no topodas referências musicais, não só nacionais mas também internacionais, respeitando eenquadrando os valores locais com o espaço cultural de identidade que este festival encerra.Nos eventos realizados, todos com assinalável êxito em termos de participação, passaramtambém por Vilar de Mouros nomes importantes da música do mundo inteiro e ficarambenefícios importantes que extravasaram muito a importância da aquisição dos terrenos daChousa (que só por si já justificaria todo o esforço e empenho colocado). Muitas obrasrealizadas por toda a Freguesia, de que muito os vilarmourenses vieram a beneficiar, bemcomo mais-valias para comerciantes e populares que se envolveram nos eventos de diversasformas, resultaram do Festival. Ficou também a satisfação musical para muitos milhares deaficionados, incluindo também a nossa população que sempre teve acesso livre aos concertose que passaram a sentir o Festival como seu e que alguém acabou por lho roubar! E para quefique bem claro, afirmamos aqui solenemente para a história que nunca seriam os eleitos daCDU a fazê-lo (como a Presidente da Câmara Dra. Júlia Paula chegou a insinuar) já que foi comtanto esforço, sacrifício e entusiasmo que se empenharam a levantá-lo e com muito êxito, em1996.Em 2003 Fernando Zamith jornalista de profissão descendente de família Vilarmourense, umgrande aficionado desta terra e dos Festivais de Vilar de Mouros, decidiu levar a cabo um
  24. 24. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200924empreendimento de grande importância histórica que foi o deestudar e escrever sobre o Festival, publicando assim um livro quetransmite com um assinalável rigor e relevo a história dos Festivais atéàquele momento. O livro intitula-se 35 ANOS DE FESTIVAIS eorgulhamo-nos muito de ter prestado toda a colaboração, quer narecolha de dados, quer na sua divulgação e venda.HABITAÇÃO NA FREGUESIADesde há tempos imemoriais que existe na Freguesia uma prática de ajuda às famíliascarenciadas com cedências de terrenos por parte de várias juntas de Freguesia, mesmodaquelas do tempo da ditadura salazarista que eram nomeadas, e esta prática tevecontinuação com todas as Juntas que foram eleitas após o 25 de Abril.As famílias muito carenciadas que precisavam de um teto só tinham mesmo uma solução queera a de recorrer à autarquia para que lhe fosse cedido um terreno, ainda que depois tambémtivessem de esmolar apoios em materiais e mão-de-obra de vizinhos, familiares e amigos,nomeadamente junto dos lavradores que possuíam madeiras.A Junta da CDU jamais poderia protagonizar a inversão desta prática e uma das suas bandeirasfoi justamente esse apoio às famílias carenciadas, tendo sido uma das suas primeiras açõesrealizar um levantamento das necessidades e avançar para a execução de um loteamentosimples mas devidamente organizado no lugar da Aveleira e que foi dotado com todas asinfraestruturas básicas mais importantes, tais como saneamento, abastecimento de água,energia elétrica (tendo conseguido uma linha própria de média tensão que foi tambémreforçar a energia existente, que na zona era muito fraca) e acessos devidamentepavimentados.Tudo isso foi plenamente garantido pela Junta CDU numa ação inédita na Freguesia já que asjuntas anteriores apenas se limitavam a ceder terrenos de tamanho muito limitado, em locaissem condições, extremamente rochosos e inclinados (como é o caso da Ranha) e semnenhuma infraestrutura, tendo também sido esta Junta que dotou esse Bairro comsaneamento, parte de eletrificação, construção e pavimentação de acessos.
  25. 25. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200925Mas a obra da Junta nesta área não se ficou por aqui e inclusive teve também a coragem,determinação e capacidade para erguer sem quaisquer ajudas externas três pequenashabitações sociais para serem utilizadas por famílias de reconhecida necessidade,empreendimento que demonstra claramente a rara sensibilidade dos eleitos da CDU e osdestaca de eleitos de outras forças partidárias, como aliás se pode comprovar pela inexistênciada mesma política habitacional quer por parte de outras Juntas de Freguesia, quer mesmo porparte do próprio Município de Caminha, que nada fez nesta vertente social no Concelho nasúltimas décadas.A Junta colaborou ainda de forma muito ativa na construção da habitação social da Sra. LurdesLima em Marinhas, apoiando todo o processo burocrático de licenciamento e a própriaconstrução, para a qual ofereceu alguns materiais.Lutou também afincadamente, e de várias formas, junto da Câmara de Caminha para que estainterviesse na miserável situação de degradação do Bairro da Ranha, e nem a existência de umplano de pormenor no PDM para o local, aprovado por volta do ano de 1993 foi suficiente paraque tivesse acontecido essa intervenção, apesar de sucessivas promessas eleitorais emcampanha eleitoral.A Junta deu ainda um apoio muito significativo nas burocracias de processos de construção detodas as famílias carenciadas que o solicitaram.EQUIPAMENTOS DE APOIO À ATIVIDADE DA AUTARQUIAQuando em 1989 assumimos a gestão da Freguesia não existia uma única peça de ferramenta(como uma simples pá, enxada ou carrinho de mão), como também não existia nem nuncatinha existido com carácter permanente no quadro da autarquia qualquer funcionário.Essa situação não só foi alterada radicalmente com a admissão quase imediata do primeirotrabalhador, como se consolidou a prática de empregabilidade de pessoas ao serviço daautarquia, tendo-se adquirido o equipamento necessário a uma atividade adequada à respostaaos problemas da Freguesia e da população que ao longo dos anos foram surgindo.A Junta teve uma prática muito proveitosa, resolvendo através de administração direta muitaspequenas e médias obras e melhoramentos, resultando sempre numa franca economia de
  26. 26. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200926meios, daí que foi possível fazer mais com menos dinheiro, tendo sido política da Junta nestaárea dotar a Freguesia com equipamentos necessários.Além dos equipamentos adquiridos para apoiar obras e melhoramentos foram tambémadquiridos muitos outros destinados a equipar a sede de Junta, Centro de Convívio de Idosos eCasa mortuária.Equipamentos ImóveisForam inicialmente construídos um armazém e mais tarde um segundo no sítio da Várzea(resultado de uma compra de um terreno com um silo incorporado) para armazenagem detodo o equipamento e ferramentas diversas de apoio a todo o trabalho.De entre os equipamentos e ferramentas diversas adquiridas e que hoje são pertença da Juntade Freguesia destacamos: Duas motos agrícolas; Duas motoserras; Três máquinas de cortar vegetação; Um kit de primeira intervenção de combate a incêndios; Uma rebarbadora; Uma motobomba oferecida pela família Barge; Três computadores; Balcão frigorífico; Máquina de café; Arca frigorífica; Cadeiras e mesas para o Centro de Convívio de Idosos; Três secretárias para atendimento ao público; Cadeiras para a sede de junta; Estantes; Um televisor; Um projetor de vídeo; Uma salamandra de aquecimento; Uma carrinha de marca Mercedes de nove lugares para serviço da autarquia;
  27. 27. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200927 Três camas articuladas e duas cadeiras de rodas para serem usadas por pessoas comsituação muito debilitada em termos de saúde.PATRIMÓNIO IMOBILIZADODurante vinte anos a Junta apenas alienou algumas parcelas pontuais com muito poucarelevância ou importância no património existente, tendo em contrapartida adquirido umaimensidão de imobilizado de uma proporção e dimensão histórica jamais conseguida nestaterra (aliás nem memoria há de alguma junta alguma vez ter adquirido fosse o que fosse), emuito provavelmente será impossível algum executivo alguma vez igualar, ou sequeraproximar-se, de tão grande enriquecimento de património.Dirão alguns que só terá sido possível graças à realização de festivais, e nós dizemos SIM, masfoi necessário não só ter a coragem e determinação de revitalizar os mesmos, como tambémde gerir bem as negociações dos protocolos e aplicar exemplarmente os meios nosinvestimentos de que resultaram uma valorização importantíssima no património da nossaTerra.Temos imensas razões para nos orgulharmos na gestão que fizemos em todas as áreas deintervenção mas nesta em partícula, porque deixamos o património da Freguesia valorizadoem muitos milhares de euros, e por muito que alguns tentem desvalorizar ou apagar, elesestão à vista de todos e muitos dos investimentos feitos não só se apresentam com inegávelvalor financeiro como tem um valor estratégico inestimável de importância ambiental, de lazere até de orgulho Vilarmourense, como são os casos da Casa do Barrocas e muito em especialde todo o Parque Dr. António Barge com os seus cinquenta mil metros quadrados e com umamargem do Rio Coura arborizada com cerca de seiscentos metros de comprimento, que hoje, apar do já existente Largo do Casal, se tornou num espaço público de grande importância eorgulho de todos e onde, hoje, tanto se poderão continuar a fazer os festivais, como poderãoser adaptados para múltiplas atividades de interesse público. Assim as entidades competentessaibam aproveitar todas as suas potencialidades.Aquisições de PatrimónioPara registo ficam aqui elencadas algumas das aquisições patrimoniais feitas pela Junta CDU: Casa do Barrocas;
  28. 28. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200928 Terrenos da chousa com cerca de cinquenta milmetros quadrados; Terrenos para ampliação do Cemitério; Terreno para construção do Largo da Morada; Terreno para construção da Travessa da Barrosa; Dois terrenos em chães para exploração de saibro; Um terreno para criação de espaço de lazer no Funchal; Um pequeno terreno por doação de Maria Ângela Fontes Rocha em Guena; Um terreno com um silo antigo na várzea onde foram construídas duas casas sociais.GESTÃO ADMNISTRATIVA E APOIOS SOCIAISOs eleitos da CDU sempre pautaram a sua gestão por valores de uma grande proximidade,solidariedade e sentido de serviço público para com a população tendo tido sempre comoorientação principal ouvir as pessoas e procurar servi-las com grande elevação e respeito portodos sem qualquer tipo de descriminação positiva ou negativa.Nesse sentido gostaríamos de salientar duas medidas que foram tomadas logo após aassunção de responsabilidades e que ao longo de vinte anos se tornaram muito importantespara toda a população que recorria frequentemente aos serviços da Junta. Trata-se daabolição de taxas administrativas e o atendimento diário ao público. (a Junta anterior cobravataxas e apenas fazia atendimento ao público uma vez por semana e curiosamente a novagestão PSD, mal tomou posse, revogou uma e outra medida).Foi na gestão da CDU que o brasão da Freguesia foi criado. Instrumentode representatividade e de identidade autárquica muito importante, aJunta colocou na sua execução um grande empenho. Quisemos que oBrasão fosse o mais representativo e expressivo possível da identidadeda Freguesia e da sua população e pensamos ter conseguido esseimportante objetivo. E vale a pena aqui citar esses pressupostos;As rodas das azenhas simbolizam a ligação da população à lavoura, àprodução do cereal tendo o Rio como elemento fundamental na economiavilarmourense.A guitarra mostra a ligação profunda que a população sempre teve àmúsica que vem de longo tempo com grandes músicos que esta terra deu,
  29. 29. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200929uma banda de música e várias tunas e por último, naturalmente, osFestivais de música moderna.A Ponte Gótica, ex-líbris da Freguesia, e o Rio Coura, curso de água aoqual esta terra está intimamente ligada pela sua importância económica epaisagística.O relacionamento democrático e o respeito mútuo que sempre existiu entre a Assembleia e aJunta de Freguesia foram uma constante e um motor importante para o dinamismo de toda aatividade de ambos os órgãos.A Junta de Freguesia sempre se preocupou em apoiar na medida das suas possibilidades asassociações locais, comissões de festas, escolas e jardim de infância.Apoiamos ativamente durante um período significativo de tempo uma cantina para as criançasem idade escolar e prolongamento de horário das mesmas nas instalações da Junta deFreguesia.Fomos pioneiros no concelho de Caminha a criar um serviço de transportes para crianças daescola e Jardim de Infância.Criámos um Centro de Convívio nas instalações da Junta, um passeio mensal e viagem semanalgratuitos para todos os idosos, todos serviços únicos no Concelho da dependência de umaJunta de Freguesia.Foi criado um boletim informativo no último mandato, tendo sido publicados nove exemplaresem que todos procuraram tocar os mais diversos problemas em foco na Freguesia.DIVERSOSÉ, de certo, impossível registar com rigor todo o trabalho realizado pela CDU em Vilar deMouros, no entanto é na memória dos vilarmourenses que nos socorremos, é neles que seperpetuará a obra realizada. Muitas obras, atos e envolvimentos ficarão esquecidos ou serãodifíceis de enquadrar, no entanto sobra ainda espaço para encontrar na memória coletivamuito do trabalho feito. Entre outras tantas ações destacamos: Obras de proteção na gruta da lapa;
  30. 30. Obra CDU em Vilar de MourosPorque o povo tem memória 1989 - 200930 Apoio às escavações no Crasto realizadas pelo arqueólogo António Baptista; Brasão da Freguesia; Projeto de Arquitetura para os Largos Dr. António Barge e Casal; Projeto de Arquitetura para espaço de lazer no Funchal; Sinalização toponímica na Freguesia; Organização toponímica e atribuição de nomes aos arruamentos da Freguesia, bemcomo colocação de placas identificativas; Apoio às diversas as coletividades da Freguesia.Pela memória factual que faz da história de Vilar de Mouros aidentidade dos Vilarmourenses.CDU ao serviço das Populações

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