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As contas das Festas de Verão nas freguesias
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Alter do Chão
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Nos dias 26 e 27 de Junho decorre...
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O Alterense 9

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O Alterense 9

  1. 1. Vivemos num Mundo onde cresce a desigual- dade económica entre os indivíduos e entre os países. A degradação social multiplica-se, as feridas ambientais aumentam, agravam-se os problemas dos trabalhadores, alastra a pobre- za. Ao mesmo tempo aumenta o domínio absoluto dos grandes grupos económicos. A ordem internacional está cada vez mais injusta, dependente absoluta do poder dos “mercados”, por cima dos Povos e dos Esta- O AlterenseCDU Alter do Chão | Outubro a Dezembro de 2015 | Dezembro de 2015 | N.º 9 | Ano III CDU Eleições Presidenciais 2016 dos. Proliferam os focos de tensão e de guerra, espalhando os flagelos das migra- ções forçadas e dos refugiados, o desemprego, a fome e a miséria que abrange uma crescente parte da Humanidade, impondo carências e sofrimentos intolerá- veis. Portugal não está imune a estes flagelos, bem pelo contrário. Décadas de governa- ção ao arrepio dos valores de Abril aprofundaram as injustiças sociais e a explora- ção, alimentaram a corrupção e a concentração da riqueza. O regime democrático nascido da Revolução dos Cravos e da Constituição de 2 de Abril de 1976 tem vivido um rumo inaceitável de descaracterização, de ataque à soberania e indepen- dência nacional.
  2. 2. Pá g in a 2O A lt eren se Dez emb ro d e 2 01 5 | N. º 9 (continuação) Nenhum cidadão português pode ficar indiferente a este processo de regressão social, de injusta acumulação de riqueza. Não podemos ser insensíveis à alienação do património público e à destruição da capacidade produtiva nacional. Não podemos ignorar o flagelo do desemprego, as gritantes desigualdades sociais, a negação de condições dignas de vida, especialmente aos jovens. É impossível ficar indiferente ao ataque às funções sociais do Estado: ao Serviço Nacional de Saúde, de Segurança Social, à Escola Pública. É inaceitável a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores (os que estão no activo e aqueles que já passaram à situação de reforma), a brutal carga fiscal que se abate sobre quem vive dos rendimentos do trabalho; enquanto aumenta vertiginosamente a protecção e o apoio ao grande capital, cujos lucros colossais não param de aumentar. Este caminho inaceitável não é aquele que a Constituição de Abril consagra e configura para Portugal. É neste contexto que se desenrola o actual processo para eleger o Presidente da República. Portugal vai a votos no próximo dia 24 de Janeiro. Em Portugal, o Presidente da República não governa, mas não pode ser insensível aos problemas da grande maioria dos portugueses, os trabalhadores (no activo ou reformados); não pode ignorar a exploração que a pobreza comporta, não pode fechar os olhos aos dramas de milhões de pobres. Não pode ignorar a destruição dos instrumentos fundamentais para a autonomia económica nacional. Não pode apoiar ou consentir a hipoteca da soberania nacional. O Presidente da República simboliza a unidade do Estado e a independência nacional e tem responsabilidade na defesa de uma estratégia capaz de garantir a unidade e a independência nacional. Neste Mundo de interdependências cada vez maiores, onde os grandes poderes e interesses tendem a hegemonizar os limites à soberania dos Estados e à liberdade dos Povos, ao Presidente da República cabem ainda maiores responsabilidades de defesa intransigente dos valores de justiça social, das liberdades, da soberania e independência nacional, tal como consagra a Constituição da República Portuguesa promulgada em 2 de Abril de 1976. É possível colocar Portugal nesse caminho. Está nas nossas mão alcançar esse caminho. Por isso a próxima eleição do Presidente da República se reveste de grande importância. É necessário escolher bem, escolhendo o candidato que dê melhor garantia de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. Edgar Silva tem provas dadas em toda a sua vida de luta incansável e intransigente em defesa desse Portugal de progresso e de bem estar capaz de assegurar condições de vida digna a todos que vivem do seu trabalho. Fernanda Bacalhau (Mandatária distrital) Actividades Autárquicas Realizou-se no passado dia 28 de Outubro uma reunião extra- ordinária do executivo camarário para discussão e eventual aprovação das Grandes Opções do Plano (GOP’s) e Orçamen- to para 2016. O Orçamento proposto é de 6 866 526 euros sendo, do lado das despesas, de 5 313 150 euros de despesas correntes e 1 553 376 euros de despesas de capital. No que se refere às receitas elas serão de 5 367 535 euros de receitas correntes e de 1 498 991 euros de receitas de capital. De salientar que cerca de 38% do orçamento vai para despesas com pessoal e 31% para aquisição de bens e serviços, ou seja, cerca de 69% do orçamento são gastos nestas duas rubricas. Estes instrumentos da governação autárquica foram analisados e discutidos pelo executivo camarário, tendo os vereadores da oposição criticado algumas das opções apresentadas. Desta vez a oposição não apresentou quaisquer propostas, uma vez que as contribuições dos anos anteriores ficaram, praticamente todas, na gaveta. Estas GOP’s e este Orçamento não trazem novidades, não são inovadores e configuram uma evolução na continuidade. Toda a oposição se absteve (2 PS + 1 CDU) e, assim o orça- mento foi aprovado com os 2 votos favoráveis dos vereadores do PSD. O vereador eleito pela CDU apresentou a seguinte declaração de voto: DECLARAÇÃO DE VOTO A CDU concorreu às eleições autárquicas de 2013 com o firme propósito de contribuir, com o seu trabalho, com as suas ideias e sugestões, para a melhoria das condições sociais, económicas e culturais dos habitantes do concelho de Alter do Chão. Nesse sentido, apesar de não ter pelouro atribuído, a CDU não deixou de apresentar várias propostas para as Grandes Opções do Plano e Orçamento, quer para 2014 quer para 2015, e de participar em várias iniciativas levadas a cabo pela Câmara Municipal. Nem sempre estivemos de acordo, divergimos algumas vezes, mas sempre nos batemos pela melhoria das condições de vida da nossa população. Nestes 2 anos de mandato, a CDU apresentou 33 propostas para as GOP’s, e Orçamento, seguramente de importância e valores diferentes, mas que iam todas ao encontro dos desejos e anseios da população do nosso concelho e, a maior parte delas, eram de execução relativamente fácil e barata. Obviamente que pintar um depósito de água e/ou executar a cobertura da Casa da Medusa não é a mesma coisa e não são trabalhos/projectos minima- mente comparáveis. No entanto, têm a sua importância, ainda que relativa, para as populações. Obviamente que nem todas as propostas apresentadas pela CDU poderiam ser realizadas apenas pela Câmara Municipal de Alter do Chão, pois pressupõem a participação activa de outros concelhos e outras instituições. Assim, e apesar de na proposta de GOP’s e Orçamento para 2016 voltarem a aparecer algumas ideias já apresentadas pela CDU e tendo, sobretudo, em atenção que a esmagadora maioria das propostas apresentadas em 2014 e 2015, embora contempladas em Orçamento e GOP’s, não terem sido executa- das, a CDU abstém-se na votação para as GOP’s e Orçamento para o ano de 2016. Não acreditamos que, como por milagre, haja uma mudança de atitude e de prática. Alter do Chão, 28 de Outubro de 2015 O vereador eleito pela CDU, Romão Trindade EDGAR SILVA
  3. 3. Pá g in a 3O A lt eren se Dez emb ro d e 2 01 5 | N. º 9 Eleições Legislativas 2015 À semelhança do que aconteceu no resto do país, também no concelho de Alter do Chão se registou uma elevada abstenção, cerca de 40%, ainda assim ligeiramente inferior à média nacional, que foi de 43%. Também os eleitores do concelho de Alter do Chão, tal como aconteceu a nível nacional, disseram claramente não estar de acordo e não aceitar a política seguida nos últimos 4 anos pelo governo da maioria de direita do PPD/PSD e CDS/PP. A coligação Portugal à Frente (PaF) foi fortemente penalizada mas os partidos que a compõem, apesar de terem perdido a maioria absoluta, formaram e foram empossados como XX governo constitucional. O seu programa de governo, apresentado a 9 de Novembro, foi derrotado na Assembleia da República. A moção de rejeição foi aprovada por 123 votos a favor (PCP, PEV, BE, PAN e PS) e 107 votos contra (PSD e CDS). Este governo durou apenas 12 (ou 27) dias, o de mais curta duração da nossa democracia. Depois do comportamento lamentável que o PR, o PSD e o CDS tiveram, espera-se agora que o novo governo, o XXI constitucional, com este apoio parlamentar faça mais e melhor para que os portugueses voltem a ter esperança, acreditem que Portugal tem futuro e seja um país mais próspero. Há muito trabalho a fazer. A Comissão Concelhia da CDU Laureano Martins, pediu a sua substituição como eleito. O seu lugar foi ocupado por António Apolinário Antunes da Cruz que tomou posse nesta sessão da Assembleia Municipal. O João Martins alegou razões profissionais, a necessidade de alguma renovação e a oportunidade para outros elementos das listas da CDU de serem chamados a dar a sua contribuição nestas, sempre difíceis, actividades autárquicas. Ao Apolinário Cruz, O Alterense deseja as maiores felicidades nesta sua nova missão ao serviço da população do concelho de Alter do Chão. Realizaram-se no dia 4 de Outubro as eleições para a Assembleia da República. Nas cinco (5) mesas existentes no nosso concelho apuraram-se os seguintes resultados: Assembleia Municipal A Assembleia Municipal reunida em 18 de Dezembro, na fre- guesia da Cunheira, discutiu o Orçamento e as GOP’s e para 2016. Estes, foram aprovados por maioria, com os votos favo- ráveis (11) do PSD e do CDS e as abstenções (8) do PS e da CDU. A CDU apresentou uma declaração de voto semelhante à que já tinha presentado na reunião de câmara, na discussão dos mesmos assuntos. O membro da Assembleia Municipal eleito pela CDU, João Partido/ Coligação Alter do Chão Seda Chança Cunheira (Total) Mesa 1 Mesa 2 % Votos % Votos % Votos % Votos % Votos % Votos NC - - 1,0 5 - - 0,8 2 0,5 1 0,5 8 PNR 0,3 2 0,8 4 - - - - - - 0,3 6 MPT 0,2 1 0,4 2 - - - - - - 0,2 3 PPM 0,2 1 0,6 3 - - - 1 0,3 5 PS 44,5 274 32,3 153 34,8 78 47,5 116 62,7 121 42,4 742 BE 5,2 32 11,2 53 3,4 8 2,2 5 6,7 13 6,3 111 PaF 34,4 212 32,9 156 18,7 42 33,2 81 14,5 28 29,6 519 PTP.MAS 0,3 2 0,6 3 - - 0,4 1 - - 0,3 6 PCTP/MRPP 1,9 12 2,5 12 0,4 1 1,6 4 2,1 4 1,9 33 PDR 0,3 2 1,3 6 - - 1,2 3 - - 0,6 11 CDU 9,6 59 10,3 49 40,2 90 10,7 26 8,3 16 13,7 240 PURP 0,2 1 0,2 1 - - - - - - 0,1 2 L/TDA - - 0,4 2 - - - - - - 0,1 2 PAN 0,3 2 0,8 4 - - 0,8 2 1,0 2 0,6 10 Brancos 3,2 7 2,1 10 1,8 4 0,8 2 2,6 5 1,6 28 Nulos 1,5 9 2,5 12 0,4 1 0,8 2 1,0 2 1,5 26 Abstenção 35,5 339 50,4 481 27,0 83 39,3 158 35,0 104 39,9 1165 Votantes 64,5 616 49,6 474 72,9 224 60,7 244 64,9 193 60,0 1751 Inscritos 955 955 307 402 297 2916
  4. 4. Pá g in a 4O A lt eren se Dez emb ro d e 2 01 5 | N. º 9 As contas das Festas de Verão nas freguesias O Alterense entendeu ser importante e necessário dar a conhecer à população do nosso concelho os dinheiros gastos na realização das diversas festas que se foram desenvolvendo ao longo de 2015. Os quadros de receitas/despesas que são apresentados foram retirados das informações que os diversos organizadores desses eventos facultaram. Na Cunheira, em Seda e em Chança foram cidadãos que se organizaram para realizar as festas e em Alter do Chão foi a Banda Municipal quem se encarregou das mesmas. A Câmara Municipal, como habitualmente, contribui financeiramente e apoiou em termos logísticos todas essas festas. Naturalmente, no final das festas apresentaram-se as contas (receitas e despesas) e soube-se para onde foram encaminhados os saldos obtidos, quando os houve. As festas de Seda, em honra de Nossa Senhora dos Espinheiros, que tiveram lugar nos dias 31 de Julho, 1 e 2 de Agosto, foram organizadas pelo grupo “Um por todos e todos por Seda”. No final, a Comissão, não contabilizando a contribuição da Câmara Municipal de Alter do Chão e da Junta de Freguesia de Seda, apresentou os seguintes resultados: A comissão organizadora das festas entregou 4017,15 euros à Comissão de Melhoramentos da Freguesia de Seda, que gere o lar de Seda. Na Chança, as Festas de Verão em honra de Sto. Estevão realizaram-se nos dias 14, 15 e 16 de Agosto e foram organizadas por uma Comissão de Festas. Esta Comissão apresentou os seguintes resultados: Esta comissão de festas entregou 90,00 euros ao Lar de Sto. Estevão e 50,00 euros à Igreja. Cunheira Na freguesia da Cunheira, as Festas de Verão em honra de Nossa Senhora da Conceição, decorreram em 24, 25 e 26 de Julho. Os resultados apurados pela Comissão organizadora foram os seguintes: Nada foi dito sobre o destino a dar ao saldo apurado (70,39 euros). DESPESAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Sol Nascente 400 Procissão 120 300 And Friends 550 Flores 85 Nuno José 680 Bebidas 2500 Selsom 800 Standalentejo 1500 Garraiadas 700 Assador de frangos 640 EDP 350 Pão 150 Licença 37,61 Nuno Ferreira (electricista) 100 Bombeiros 250 Bandeiras 130 T shirts 300 - - Total Despesas 9.292,61 RECEITAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Câmara Municipal 2430,00 Quermesse 130,40 Garraiadas 976,00 Colcha 930,50 Bar 4896,10 - - Total de Receitas 9.363,00 Chança RECEITAS (euros) Descrição Valor Bar 7463,80 Peditório colcha 957,73 Donativos 750,00 Total Receitas 9.171,53 DESPESAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Bebidas 2497,85 Carvão 220,00 Frangos+serviços 1589,01 Material descartável 293,30 T-shirts 234,00 Outros géneros alimentícios 320,22 Total de Despesas 5.154,38 Seda DESPESAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Bebidas 1783,24 Isisom 4000,00 Frangos 803,74 Carvão 142,00 Direitos de autor 525,00 Florista 37,50 Mercearias diversas 843,30 T-shirt 145,00 Garraiada 600,00 Despesa c/pessoal 360,00 Espectáculo 1500,00 Pão 175,50 Total da Despesas 10.915,28 RECEITAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Bar- 6ª feira 1745,50 Mesas 245,00 Bar-Sábado 2303,80 Garraiada 1227,80 Bar- Domingo 974,60 Peditório de colcha 720,00 Quermesse 474,00 Patrocínios 3365,00 Total da Receitas 11.055,70
  5. 5. Pá g in a 5O A lt eren se Dez emb ro d e 2 01 5 | N. º 9 Alter do Chão Alter Summer Fest Nos dias 26 e 27 de Junho decorreu mais uma edição do Alter Summer Fest, mais conhecido por Festival da Juventude e que este ano foi organizado pela Junta de Freguesia de Alter do Chão. O saldo de 699,00 euros foi entregue à Santa Casa da Misericórdia. A BMA apresentou os seguintes resultados: Como facilmente se verifica, gastaram -se mais de 110 000 euros e recebe- ram-se cerca de 57 000 euros. Apu- raram-se cerca de 12 300 euros que foram distribuídos pelas associações do concelho, com foi atrás referido. Muitas vezes ouvem-se vozes a ques- tionar os custos e os resultados destes eventos, a dizer que em cultura não há despesas nem receitas mas investi- mentos. Assim, o objectivo desta informação é dar a conhecer a toda a população do concelho de Alter do Chão, em nome da transparência, onde foram gastas estas verbas. Cada um tirará as suas ilações. A Comissão Concelhia da CDU Sr. Jesus do Outeiro & Nossa Sra. da Alegria As festas em honra do Senhor Jesus do Outeiro e de Nossa Senhora da Alegria foram orga- nizadas pela Banda Municipal Alterense e decorreram nos dias 21, 22 e 23 de Agosto. A direcção da Banda deliberou que este saldo de 7422,14 euros será para a aquisição de farda- mento para os 25 jovens músi- cos que passam a integrar a Banda, depois de terem passado pela Escola de Música. DESPESAS (euros) RECEITAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Artista e logística 11720,00 Patrocínios 1950,00 Publicidade 522,00 Bilheteira 6396,00 Refeições e alojamento 1488,00 Comparticipação da J. Freguesia 4500,00 - - Bares 1575,00 Total Despesas 13.722,00 Total Receitas 14.421,00 DESPESAS (euros) RECEITAS (euros) Descrição Valor Descrição Valor Descrição Valor Sodrel, lda 2408,41 Zheng Xianqiu (produtos p/ quermesse) 178,20 Bilheteira 5331,44 Mini Preço (produtos alimentares) 124,24 Páteo Real (refeições artistas e técnicos) 477,70 Bares 5906,85 Continente (produtos alimentares) 307,93 CMAC (licença de ruído) 37,61 Quermesse 510,00 Parapal (produtos p/cozinha) 235,20 SPA (lic. direitos de autores) 810,00 Mesas 420,00 Padaria Alterense 216,50 Audiogest (licença da PassMsic) 130,36 Stands 600,00 Tipografia Triunfo (bilhetes e papelinhos) 252,15 Diversos 114,33 - - Total Despesa Total Receitas 12.768,295.346,15 FESTAS DESPESAS (euros) RECEITAS (euros) SALDOS (euros) Cunheira 9292,61 9363,00 + 70,39 Seda 5154,38 9171,53 + 4017,50 Chança 10915,28 11055,70 + 140,42 Alter Summer Fest 13722,00 14421,00 + 699,00 Sr. J. Outeiro & Sra. Alegria 5346,15 12768,29 + 7422,14 Total 44.430,42 56.779,52 12.349,45 Abril – Cavalos e Toiros 16134,35 ? ? Somos Portugal TVI 20839,42 ? ? Eventos diversos 33133,68 ? ? Total 70.107,45 ? ? Resumindo, as festas realizadas no nosso concelho apresentaram os seguintes resultados: Os resultados apurados pela Junta de Freguesia de Alter do Chão foram os seguintes:
  6. 6. Email: cdualter2013@gmail.com Facebook: www.facebook.com/ cdu.alter Pá g in a 6 O A lt eren se Dez emb ro d e 2 01 5 | N. º 9 Ficha Técnica Muitas cidades e vilas do nosso país pro- curam realizar eventos de índole cultural, social, religioso, económico ou mesmo político que as diferenciam positivamente e que as tornam conhecidas e apelativas a cidadãos nacionais e estrangeiros. Preten- dem com esses eventos atrair pessoas, mostrar e desenvolver as potencialidades locais e fazer com que elas desejem voltar mais tarde. E isso, na generalidade, tem acontecido. Quem não ouviu já falar do Festival Mú- sicas Mundo, da Sra. dos Remédios, da Bienal de Cerveira, da Sra. da Saúde, da Sra. da Agonia, da Feira de Santarém, da Feira de Castro, dos Festivais de Paredes de Coura, de Vilar de Mouros ou do Su- doeste, de Silves ou Castro Marim Medie- val, da Feira da Golegã, da Ovibeja, das Universidades de Verão, da Festa de S. Mateus, das Feiras de Doces Conventuais e muitos outros acontecimentos que se vão realizando durante o ano e um pouco por todo o país. Algumas destas festas, romarias ou festivais, de periodicidades diferentes, são bastante antigas, outras nem por isso, mas todas, seguramente, não começaram com a pujança, a impor- tância e o envolvimento que têm hoje. Foram-se trabalhando, construindo e afirmando ao longo do tempo. Também aqui próximo de Alter do Chão, algumas autarquias tentaram e estão a conseguir remar contra a maré do desa- lento, do mais fácil e do popularucho. São agora apontadas e conhecidas por toda a parte porque utilizaram as suas potenciali- dades e os seus ex libris. Começaram do zero e foram-se valorizando com as suas diferenças. Obviamente que investiram, publicitaram-se e, hoje, todos sabem o que por lá se faz e, por isso, todos os anos regressam. Quem desconhece que há:  Avis - Feira Medieval  Campo Maior - Festas do Povo e das Flores  Castelo de Vide - Festival Andanças e Univer- sidade de Verão do PSD  Crato - Festival de Música e Feira do Artesanato  Fronteira - 24 horas e Batalha dos Atoleiros  Marvão - Festival de Música Clássica e Feira da Castanha  Portalegre - Doçaria Conventual Embora gastando algum dinheiro com estes eventos, estas terras têm diferenças pela positiva, vão-se projectando a nível nacional e internacional e, assim, vão tam- bém ajudando a economia local na restau- ração, na hotelaria e no comércio. E, esta economia não se desenvolve apenas com os habitantes locais. Com estes subsiste com dificuldade e, por isso, precisa, e muito, dos forasteiros. Estes são alguns exemplos que rodeiam o concelho de Alter do Chão, onde a Câma- ra Municipal e a Junta de Freguesia já gastaram este ano de 2015, de acordo com os relatórios apresentados:  Abril Cavalos e Toiros II: 16.134,35 €  Somos Portugal - TVI: 20.839,42 €  Alter Summer Fest: 13.722,00 €  Festas de Verão: 16.138,01 €  Eventos diversos: 33.133,68 € É do conhecimento de todos, que os sal- dos destes eventos, quando os há e alguns até dão prejuízo, são atribuídos às colecti- vidades ou IPSS do concelho que os orga- nizaram ou neles colaboraram, e ainda bem. Mas, depois destes gastos pratica- mente suportados pela edilidade, pode perguntar-se: qual foi o retorno para Alter do Chão? qual foi a mais valia cultural? onde está a discriminação positiva para a nossa vila? houve mais desenvolvimento económico? ficou o concelho mais co- nhecido e mais apelativo? vieram mais turistas? ou continuamos a ver, apenas às 6ªs feiras, uns autocarros parados junto ao castelo e uns quantos turistas perdidos na vila, que passaram por cá de fugida e, apenas alguns, almoçaram num conhecido restaurante da vila? Com as devidas distâncias, também a Fundação Serralves, nos eventos que or- ganiza, não vai ao encontro do facilitismo, do nivelar por baixo, do só deve ser fo- mentado e realizado aquilo que o povo quer e que o povo gosta. O povo também gosta e quer eventos de qualidade pois, com eles, também aprende e se educa. Parece ser um dado adquirido que todo concelho de Alter do Chão tem muitas potencialidades mas, de facto, ainda não conseguiu marcar a diferença positiva para os concelhos vizinhos. Assim, nunca se sairá das “festinhas” a que nem muitos alterenses vão (uns por- que se paga, outros porque não gostam, uns porque não e outros porque sim), muito menos os forasteiros. Há que re- pensar tudo isto. Artigo de Opinião As festas em alter do chão Romão Trindade | CDU Alter do Chão Edição e Propriedade: CDU - Alter do Chão ISSN: 2183-4415 Periodicidade: Trimestral Tiragem: 250 exemplares Distribuição: Impressa e online (gratuitas) Director: João Martins Morada: Rua Senhor Jesus do Outeiro, n.º 17 7440 - 078 Alter do Chão Telefone: 927 220 200 Email: cdualter2013@gmail.com Facebook: www.facebook.com/cdu.alter

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