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Imersão tecnológica na educação possibilidades,limitações e dificuldades no ensino de geografia revisado

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GONDIM, H. F. ; SOUZA, C. C. . Imersão Tecnológica No Ensino De Geografia: Possibilidades, Limitações E Dificuldades. In: Encontro Nacional de Práticas de Ensino de Geografia, 2013, João Pessoa. Formação, Pesquisas e Práticas Docentes: Reformas Curriculares em Questão, 2013.

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Imersão tecnológica na educação possibilidades,limitações e dificuldades no ensino de geografia revisado

  1. 1. Imersão Tecnológica no ensino de Geografia: Possibilidades, Limitações e Dificuldades. Hélio de França Gondim - Mestre em Geografia pela UFPB mestrelio@hotmail.com Cleyton Caetano de Souza - Doutorando em Ciências da Computação/UFCG cleyton.caetano.souza@gmail.com Resumo No contexto educacional brasileiro, principalmente com relação aos estudantes de escolas e universidades públicas, é possível observar as diversas dificuldades existentes relacionadas ao acesso às novas tecnologias de informação e comunicação. Apesar disso, é inegável o impacto recente que essas novas tecnologias estão trazendo para a sociedade, e para os estudantes dentro e fora do ambiente escolar ou acadêmico, particularmente, no que se refere à utilização das mídias sociais mais populares, como por exemplo, o Facebook. Devido a isso, consideramos importante e se faz necessário a realização de novas discussões com relação ao uso dessas ferramentas tecnológicas no ensino de geografia. Os atos de ensinar e aprender são dinâmicos, e neste processo, de acordo com o nível de ensino, podem existir diversos sujeitos envolvidos, como por exemplo, alunos, professores, monitores, entre outros. Considerando que o processo de ensino-aprendizagem é ativo, atualmente nos deparamos com vários recursos que podem ser utilizados em sala de aula, por exemplo, giz, lousa, livros, textos, notebook, Datashow, internet e diversos outros. Nos últimos anos, estamos presenciando a assimilação das Tecnologias da Informação e Comunicações (TIC) nos mais diversos setores da sociedade. Dentro da sala de aula, é papel da tecnologia facilitar o processo de ensino e aprendizagem e estimular o interesse pelo componente curricular, no caso desta pesquisa, o de Geografia, bem como, pelos seus conteúdos. Palavras-Chave: Geografia, ensino, tecnologias. Introdução A Internet tem um papel fundamental na educação contemporânea. Muitos autores estabelecem uma distinção entre o mundo real e o mundo virtual, mas apenas o fato de se cogitar a existência de outro mundo além do nosso, já serve para estabelecer as dimensões e abrangência dessa plataforma. Coexistimos num mundo virtual, de fato, milhões de pessoas utilizam essa ferramenta e cotidianamente estão conectadas para se comunicar, interagir e produzir conhecimento. Assim, no contexto escolar e acadêmico, muitas discussões iniciadas em sala de aula são transportadas para o mundo virtual, como também muitas das atividades passadas aos alunos exige que eles utilizem a internet. É um desafio para os professores do século XXI, se capacitar, aperfeiçoar e utilizar as novas tecnologias para poder trabalhar em conjunto com o alunado, dando a eles a oportunidade de produção do conhecimento em ambiente virtual.
  2. 2. Entretanto, apesar da internet ser uma ferramenta de grande importância nas universidades e nas escolas, várias delas não tem acesso a esse meio de comunicação e informação. Dessa forma, o objetivo geral do presente trabalho, foi analisar as possibilidades, limitações e dificuldades do uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) no ensino de geografia, tanto no ensino superior, bem como no básico (fundamental e médio), observando as experiências realizadas na Universidade Estadual da Paraíba, Campus III, localizada no município de Guarabira-PB, nas escolas estaduais João Caetano e Tancredo Neves, localizadas no município de Bayeux-PB, e na Escola Estadual André Vidal de Negreiros, localizada no município de Goiana-PE. Os objetivos específicos deste trabalho foram: (1) Apresentar as possibilidades do uso das TIC no ensino de Geografia, apontando as ferramentas utilizadas nas instituições que foram alvos dessa pesquisa; (2) Propiciar, utilizando o Facebook, um ambiente de socialização do conhecimento entre os estudantes das turmas de Geografia da Paraíba e Organização do Espaço Brasileiro da Universidade Estadual da Paraíba do Campus III e analisar o impacto no processo de ensino e aprendizagem; (3) Verificar as limitações e dificuldades para o uso das ferramentas tecnológicas, observando as realidades distintas entre os estudantes dos níveis superior e básico, bem como, a problemática da ausência de recursos que impedem ou limitam o uso da tecnologia em sala de aula. Os procedimentos metodológicos utilizados durante a pesquisa, que proporcionaram a produção desse trabalho científico, foram a pesquisa bibliográfica em livros e periódicos, que propiciou o embasamento teórico. No período de fevereiro de 2012 até dezembro de 2012, nas turmas das disciplinas Geografia da Paraíba e Organização do Espaço Brasileiro da UEPB de Guarabira, desenvolvemos estratégias e aplicamos a utilização de algumas TIC, especialmente com o uso da mídia social mundialmente conhecida, o Facebook, onde os estudantes, juntamente com o professor Hélio de França Gondim, um dos autores desse artigo, tentaram criar um ambiente colaborativo, ao criar ou participar de grupos na rede social, visando socializar e produzir o conhecimento, incentivando o debate e compartilhando material relacionado ao conteúdo programático das disciplinas (textos, vídeos, imagens, etc.). Nas escolas de educação básica, localizadas na Paraíba e em Pernambuco, iniciamos o uso de TIC em fevereiro de 2013 e findaremos em dezembro do corrente ano, ao término do ano
  3. 3. letivo, quando concluiremos nossa análise sobre o uso dessas ferramentas na educação básica, entretanto, já obtivemos resultados parciais importantes para esse nível de ensino, principalmente ao evidenciar o uso da internet e outras ferramentas tecnológicas, propiciando uma maior interatividade em sala de aula, na tentativa de despertar um maior interesse pela disciplina de Geografia, já que: Não é por acaso, que a maioria de nós se lembra das aulas de Geografia como algo extremamente enfadonho e desinteressante, porque a única qualidade que se exigia do aluno era uma boa capacidade de memorizar nomes de acidentes geográficos, não raro de locais muito distantes, até da imaginação do aluno (KAERCHER, 2001, p.69). Para atingir tal objetivo, inicialmente, é apresentada uma breve introdução sobre Informática na Educação; em seguida, são apresentadas diversas tecnologias gratuitas que poderiam ser utilizadas nas escolas públicas e o potencial delas no processo de formação e compartilhamento do conhecimento; após discutir as possibilidades, é feito um alerta sobre a realidade nas escolas públicas, ambientes que, infelizmente, ainda não dispõem dos recursos humanos e tecnológicos para usufruir de todo o potencial disponível atualmente; ao fim, são apresentadas considerações finais acerca da temática. O ensino de Geografia e as TIC O principal objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, devido a isso, objetivo do ensino dessa ciência, enquanto disciplina, é levar o aluno a compreensão do espaço em que vive. Assim, é de suma importância compreender que o: [...] espaço deve ser considerado como um conjunto de relações realizadas através de funções e de forma que se apresentam como testemunho de uma história escrita por processos do passado e do presente, [...] O espaço é, então, um verdadeiro campo de forças cuja aceleração é desigual (SANTOS, 2002, p.153). Espera-se que o aluno construa um conjunto de conhecimentos que, entre outras coisas, o torne capaz de: (1) Conhecer a transformação e funcionamento do espaço geográfico; (2) Identificar e avaliar as ações dos seres humanos em sociedade e suas consequências em diferentes espaços e tempos; e (3) Compreender a espacialidade e temporalidade dos fenômenos geográficos. (Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia-PCNs, 2001). O computador, enquanto ferramenta é mais um recurso didático que está à disposição do professor, e:
  4. 4. Sem dúvida, a escola deve associar as tecnologias de informação e comunicação no cotidiano escolar, mas é preciso compreender o porquê dessa integração e como esta deve ser feita, para que não ocorra o “simplismo” de colocar a tecnologia como a solução para a os problemas educacionais. (SANTOS e CALLAI, 2009, s/p). Entretanto, quando as condições adequadas não são estabelecidas, seu uso pode acarretar em prejuízo para o processo de ensino e aprendizagem. Embora a tecnologia esteja inserida em nosso cotidiano, é necessário verificar se o corpo discente e docente está preparado para estas novas concepções de ensino e aprendizagem. A aplicação do computador e das novas Tecnologias na Educação requer novas formas de aprender e de ensinar (PEREIRA, 2011) (COSTA e ALMEIDA, 2012). A verdade é que os efeitos imediatos prometidos e as transformações miraculosas não acontecem. Entretanto, quando há planejamento e infraestrutura, os benefícios tornam-se evidentes. Segundo Pereira e Teixeira (2011), o ensino de Geografia apoiado pela tecnologia, seja na educação básica ou superior, facilita o processo de correlação entre novas informações e informações antigas, proporcionando uma absorção mais eficaz do conteúdo lecionado, tornando o conhecimento mais colaborativo, proporcionando aos alunos mais autonomia e ao mesmo tempo maior socialização. De forma geral, as ferramentas sociais, como as redes sociais, blogs e wikis, possuem grande potencial para alavancar a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, pois, por meio de interações pela Internet, funcionam como espaços virtuais de colaboração, apoiando ao compartilhamento de informações e a construção coletiva de conhecimento (DOTTA, 2011) (SILVA et al., 2011). Segundo Ventura (2011), elas já vem sendo utilizadas a um bom tempo como ferramentas educacionais. Sob o ponto de vista técnico, esses ambientes permitem o compartilhamento de praticamente todo tipo de conteúdos digitais (imagens, vídeos, áudios, links etc.), assim como oferecem diversas ferramentas para a comunicação entre seus usuários (chats, fóruns, envio de mensagens etc.), além de facilitar a criação e o compartilhamento de conteúdo, como aponta Dotta (2011). Para Pereira (2010), no contexto específico da Geografia, os Sistemas de Informações Geográficas, tais como os mapas online, seriam uma das ferramentas mais úteis a serem adotadas em sala de aula. Em Pereira e Teixeira (2011), é apresentado um relato de experiência do uso dessas tecnologias em sala de aula para o Ensino de Geografia, no contexto de uma escola
  5. 5. particular de ensino fundamental. Os autores destacam os pontos positivos (motivadores e didáticos) observados, mas não é feita discussão sobre a utilização desses recursos foram do contexto proposto. Possibilidades no Uso das TIC no Ensino de Geografia O professor de Geografia chega à sala de aula, pergunta aos alunos se enviaram a divisão dos grupos por e-mail e se compartilharam com ele o documento no Google Docs. Em seguida, ele abre a apresentação, que está salva no Slideshare, diz aos alunos que o áudio da aula e a transição de slides estão sendo gravadas e vão ser disponibilizados para eles no Videolog. Durante a apresentação, o professor confirma algumas informações utilizando a Wikipédia e acessa algumas vezes o Google Street View para mostrar aos alunos algumas das regiões sobre as quais ele está falando. Ele também encontra um documentário no Youtube sobre o mesmo assunto e sugere aos alunos que o vejam quando chegarem em casa. Ao fim, ele avisa aos alunos que enviará um questionário no Google Docs sobre aula de hoje que valerá meio ponto para a prova da próxima semana. Também diz que vai monitorar as atividades no grupo do Facebook, a qual valerá um ponto de participação. Alguns alunos perguntam ao professor se o que ele anda postando no seu Blog também caíra na prova. Ele responde afirmativamente. (situação hipotética criada pelos autores desse artigo) Para muitos professores, o cenário descrito acima pode parecer uma utopia. “Nenhum professor ou grupo de alunos está tão antenado com o cenário tecnológico atual ao ponto do que foi descrito ser realidade”, dirão eles. Talvez o que foi descrito esteja longe do que acontece em uma aula de ensino fundamental de geografia. Provavelmente, muitos desses professores não saibam utilizar as 10 tecnologias destacadas no texto. Entretanto, a experiência como aluno e professor de Computação no Ensino Superior comprova que essa realidade é possível e não está tão distante. Tudo que se precisa é de um computador, acesso a Internet e força de vontade. O computador é a peça essencial que dá início a inclusão digital. É verdade que o barateamento das peças do Desktop e dos Notebooks foi uma das causas da sua popularização, entretanto é notável que muitas pessoas ainda não dispõem de tal ferramenta. Recentemente, tem ocorrido um esforço semelhante para popularizar o acesso à Internet. A verdade é que, muito além de ferramentas para o lazer, o computador com acesso à Internet tem um potencial libertador. Há a possibilidade de participar de cursos online, obter acesso a material bibliográfico de qualidade e utilizar diversos serviços, tudo isso gratuitamente.
  6. 6. Em sala de aula, é papel do professor saber o quê e como utilizar. É importante que ele opte por tecnologias que ele tenha alguma afinidade, para que, caso seja necessário, ele possa fornecer suporte aos alunos menos experientes. Além disso, o professor deve exercer o papel de mediador e moderador, impedindo que os alunos desviem o uso da Tecnologia como ferramenta didática, como argumenta Moran (1997). “O professor chega à sala e pergunta se os alunos lhe enviaram o e-mail”. Frases como essa, são cada vez mais corriqueiras nas universidades e em como escolas privadas, em que pesem a maior dificuldade dos estudantes de escola pública no acesso as tecnologias, em certa medida, não é incomum ouvir essas frases que remetem ao uso de TIC. Números do ano passado revelam que 9 entre cada 10 usuários da Internet possuem uma conta de e-mail, são 2.2 bilhões de usuários de e-mail no mundo (PINGDOM, 2013). Logo, o uso do serviço de e-mail como o principal meio de comunicação entre alunos e professores fora do ambiente escolar não é uma possibilidade para um futuro distante, mas algo que já presenciamos diariamente. “O professor pergunta se os alunos compartilharam o documento no Google Docs... ele os avisa que enviará um questionário no Google Docs sobre a aula”. A Google revolucionou o mundo, sendo uma das empresas que mais investiu na computação em nuvem na última década. Youtube, Google Earth, Google Street View, Google Docs, todos são serviços disponibilizados pela empresa na Internet. Os dois primeiros são mais conhecidos, enquanto os dois últimos são comumente utilizados por usuários mais avançados, mas todos tem um extremo potencial acadêmico. O Google Street View é um serviço integrado ao Google Maps que permite ao usuário visualizar em três dimensões as áreas exibidas no mapa. Por meio desse serviço, é possível passear em qualquer parte da Terra (e de outros planetas) a partir do computador. O Google Docs consiste em um conjunto de ferramentas gratuitas na Internet que permite que seus usuários criem e editem documentos online ao mesmo tempo. Entre as ferramentas disponíveis estão processador de textos, planilhas e apresentações. Do ponto de vista educacional, além de permitir a edição colaborativa e remota de documentos, a ferramenta registra um histórico de edições que permite que o professor análise diferentes versões do documento e quem o editou. Há também a opção de se criar questionários que podem ser enviados por e-mail ou embutidos em sites e a própria ferramenta gera estatísticas sobre as respostas. Esse recurso é também muito
  7. 7. utilizado em pesquisas de opinião. Serviços semelhantes ao Google Docs são oferecidos por outras grandes companhias como Microsoft e Adobe. “A aula será disponibilizada no Videolog... o professor confirma algumas informações no Wikipédia... a participação no grupo do Facebook valerá um ponto extra... parte da matéria está no Blog do professor”. Nos últimos anos, a forma de se utilizar a Internet mudou. Os usuários passaram de consumidores a produtores de informação. A popularização das Redes Sociais contribuiu bastante para essa mudança de paradigma, dando nome ao fenômeno conhecido como Web Social. Para os professores, é mais fácil fazer uso desses ambientes, pois os alunos já apresentam certa familiaridade. Entretanto, é importante saber moderar a interação dos alunos para que a ferramenta cumpra seu papel educacional, o qual a priori ela não foi concebida para cumprir. Sobre as ferramentas comentadas no exemplo do professor de Geografia, o Videolog é um serviço brasileiro para publicação de vídeos, os quais carregam mais rapidamente e sem perder qualidade, como acontece em outros serviços; a Wikipédia é uma espécie de enciclopédia colaborativa, a qual qualquer usuário na Internet tem a possibilidade editar ou contestar informação nas páginas; o Facebook é atualmente a Rede Social online mais popular no mundo, contando com pouco mais de meio bilhão de usuários; e um Blog consiste uma página pessoal em que o usuário publica matérias, podendo funcionar como um diário. O objetivo dessa breve explanação foi, além de apresentar as ferramentas que tem potencial educacional e exemplificar sua utilização em sala de aula, enfatizar que é possível adaptar a tecnologia para que ela atinja um objetivo para o qual inicialmente ela não foi proposta. O Youtube, por exemplo, foi desenvolvido para a viralização de vídeos, mas, atualmente, muitos professores vêm o utilizando como canal de Ensino a Distância, uma forma de simultaneamente alcançar uma audiência maior, se autopromover e criar um legado de aulas que pode ser consultado a qualquer momento, por qualquer um. Esse é mais um das dezenas de exemplos que podem ser citados. TIC e a Guisa da experiência no ensino de Geografia: êxito, limitações e dificuldades. É um desafio para os professores do século XXI, se capacitar, aperfeiçoar e utilizar as novas tecnologias para poder trabalhar em conjunto com o alunado e dar a eles a oportunidade de construção do conhecimento de forma colaborativa em um ambiente virtual. Tanto os
  8. 8. professores como os alunos tem a possibilidade de acessar informações numa velocidade maior, facilitando a produção de novo conhecimento, porém, além dos pontos positivos que a Internet proporciona ao processo de ensino-aprendizagem, não se podem negar os problemas que ela também pode acarretar no contexto educacional. Durante o período de desenvolvimento da pesquisa, nas turmas da UEPB das disciplinas de Geografia da Paraíba e Organização do Espaço Brasileiro da UEPB, no ano de 2012, foram utilizados alguns recursos tecnológicos, de informação e comunicação, por exemplo: notebook, Datashow, Internet, Slides, Slideshare, Youtube, Google Earth, Google Maps, sites de universidades e outras instituições, periódicos, portais de notícias, etc. Durante o uso delas em sala de aula, procuramos aliar o que estava proposto na ementa das disciplinas, sempre propiciando que o alunado fosse sujeito ativo, porque “é importante que o educador saiba ouvir, induza a discussões, faça provocações, e proponha novos temas, para que a fala dos alunos não fique restrita só a assuntos imediatistas ou apresentados pela mídia” (KAERCHER, 2000, p.140). Trabalhar com essas ferramentas em sala de aula foi considerado algo inovador pelos alunos e por parte dos docentes daquela instituição. A maioria do alunado relatou que os procedimentos mais utilizados em sala de aula pelos outros docentes da instituição eram as discussões de textos pré-estabelecidos como leituras recomendadas. Entretanto, conforme relatado por alguns estudantes, embora alguns professores utilizassem alguns dos recursos tecnológicos disponíveis, como o computador e o Datashow, na maioria das vezes, eles se limitavam a apresentação de slides. Vale salientar, que em anos anteriores, esta universidade apresentava condições muito precárias, oferecendo poucos recursos para serem usados em sala de aula, de acordo com o relato de alguns professores. No ano em que foi desenvolvida a pesquisa, a instituição já disponibilizava alguns implementos tecnológicos, já possuía um Laboratório de Informática e Datashow para os professores, para um melhor desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Com o uso desses recursos, foi possível adotar algumas TIC durante as aulas. A receptividade dessas tecnologias por parte dos alunos foi bastante positiva, e, embora alguns alunos não dispusessem de computadores com acesso à Internet em casa, eles obtinham acesso fora dela (por meio de lanhouses, casa de amigos e o próprio laboratório da instituição). Outra ação proposta nesse
  9. 9. contexto do uso das TIC no ensino de geografia foi à utilização das redes sociais dentro e fora da sala de aula. Foi proposto que ao corpo discente que criassem grupos no Facebook para cada disciplina, e, a partir disso, percebemos que as discussões foram ocorrendo nesses grupos, estimuladas por nós, e principalmente, entre eles mesmos, aonde as discussões surgidas nos ambientes virtuais, posteriormente, se desenvolviam e se acaloraram positivamente de maneira presencial, seja durante as aulas ou nos corredores. Foi possível verificar que os alunos “saíam do Face” para o face a face, nas articulações e encaminhamentos de ambas as disciplinas. Por meio do computador, era possível aliarmos o estudo de todo um conhecimento teórico adquirido, por exemplo, sobre a questão agrária e urbana da Paraíba e do Brasil, e com um click, verificar um fato recorrente e recente sobre as temáticas abordadas. Também, era possível compartilhar livros e textos em formato digital, bem como, nossas próprias produções de conhecimento. Apesar de no ensino superior, os estudantes, em tese, terem mais maturidade para o uso dessas ferramentas, um fator complicador com os usos da TIC por partes de alguns deles, eram os casos de plágio integrais ou parciais. Problemas como esse são recorrentes entre alguns estudantes existindo, inclusive, “profissionais” especializados em realizar trabalhos acadêmicos pagos. Contudo, no ensino superior, mesmo com algumas problemáticas existentes, consideramos como positivo o uso das TIC, sendo cada dia mais difícil se imaginar o seu não uso na Sociedade da Informação, No ensino básico, tanto nas escolas estaduais da cidade de Bayeux-PB, como de Goiana- PB, apesar da pesquisa ainda estar em andamento, observamos grandes avanços no sentido de despertar o interesse do alunado pelas aulas de Geografia. Nas turmas de 6º ao 9º ano, são utilizados em sala de aula, recursos tecnológicos como, por exemplo, a Internet para navegação de sites na rede, proporcionando que os estudantes acompanhem e contextualizem o conteúdo lecionado com fatos da atualidade. Para isso, também é utilizado o Youtube e o Google Earth, que contribuem bastante, para a realização de uma aula interativa. As maiores limitações e dificuldades evidenciadas nessa pesquisa do uso de TIC no ensino básico público, sem sombra de dúvidas, sãos as questões de falta de infraestrutura das escolas, e do acesso muito limitado a um computador e à Internet, ou ausente, por boa parte dos estudantes dessas escolas. Tanto no João Caetano e Tancredo Neves na cidade de Bayeux-PB, como no André Vidal de Negreiros em Goiana-PE, não é oferecido algumas infraestruturas,
  10. 10. apesar de nelas haver a existência de computador, não é disponibilizado acesso à Internet, elemento essencial para o uso de outras TIC. Nessas escolas, o professor de Geografia Hélio de França Gondim, utiliza recursos tecnológicos próprios, como o uso de Internet 3G, bem como, muitas vezes, também utilizando seu projetor (Datashow) e notebook, que o faz perder minutos preciosos da aula ao instalar o aparato tecnológico já que esses recursos não estão instalados em cada sala. Outro grande problema, é que os alunos dessas escolas são em sua maioria, muito carentes, e não possuem, muitas vezes, o acesso ao computador e internet nas suas residências, e quando possuem, seja em casa ou fora dela, existe um nível de dispersão muito grande com esses instrumentos de tecnologia moderna, já que os usam, de maneira frequente, para o lazer, segundo relatos dos estudantes. O nível de imaturidade no uso das TIC por parte de alunos da educação básica nas escolas pesquisadas é muito grande. Apesar de a leitura ser uma habilidade desenvolvida durante o uso da TIC, inclusive em vários contextos linguísticos, o hábito de ler livros no cotidiano escolar do alunado, que já não era grande, foi reduzido, segundo pudemos acompanhar em nossas percepções cotidianas. Percebem-se, então, tanto pontos positivos quanto negativos, que podem encorajar ou desencorajar o uso de TIC na educação, especialmente no ensino de Geografia, área em que esta pesquisa está direcionada. Considerações Finais Para desenvolver um ambiente virtual propício para à educação, devemos ter atenção aos procedimentos metodológicos que precisam ser utilizados. Pode-se pedir para o alunado realizar pesquisas na internet, para aprofundar os conteúdos trabalhados em sala de aula, e trazer novas informações relacionadas aos conteúdos para a construção do conhecimento na sala de aula. Em sala de aula, caso a escola proporcione infraestrutura necessária, pode-se utilizar a internet para que o professor junto com o alunado possam ver informações instantaneamente sobre temáticas relacionadas aos conteúdos, bem como, utilizar softwares e redes sociais visando tornar a aula mais produtiva. Atualmente, é crucial a utilização da internet na educação, porque contemporaneamente as pessoas, desde crianças já iniciam o contato com o mundo digital, tornando-se fundamental os professores adaptarem-se a esse contexto da realidade, desenvolvendo competências e
  11. 11. habilidades para essa nova forma da educação. O uso da internet pode proporcionar a criação de meios colaborativos voltados para a educação, pois o conhecimento pode ser socializado entre os alunos, professores e toda a comunidade escolar ou acadêmica, inclusive, transcendendo para fora delas. A utilização das novas tecnologias de informação facilita o processo de ensino- aprendizagem de geografia, bem como, tornam o aluno egresso da escola e universidade, mais preparado e qualificado, tendo uma base para enfrentar o mercado de trabalho, que cada vez mais, está exigindo competências e habilidades voltadas para as novas tecnologias. Em contra partida, como já foi ressaltado, não podemos nunca negligenciar os aspectos negativos que estão nos contexto das TICs, e por isso, precisamos sempre estar atentos e abertos ás novas discussões dentro desse contexto, principalmente considerando a realidade social, econômica e cultural do Brasil. Referências COSTA, A. & ALMEIDA, F. Condições materiais e a eficácia da informática aplicada à educação: a culpa é do professor?. Anais do Workshop de Informática na Escola, 2012.. Disponível em: <http://www.br-ie.org/pub/index.php/wie/article/view/2091/1857>. [junho, 2013] DOTTA, S. “Uso de uma Mídia Social como Ambiente Virtual de Aprendizagem”. Anais do Simpósio Brasileiro de Informática na Educação, 2011. Disponível em: <http://www.br- ie.org/sbie-wie2011/SBIE-Trilha5/92519_1.pdf> [junho, 2013] KAERCHER, Nestor André. Desafios e Utopias no Ensino de Geografia.Santa Cruz do Sul:Edunisc,2001. MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na educação. Ci. Inf. [online]. 1997, vol.26, n.2 ISSN 0100-1965. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0100- 19651997000200006&script=sci_arttext> PCN’s. Secretaria de Ensino Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia. Brasília: MEC/SEF, 2001. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro051.pdf> [junho, 2013] PEREIRA, A. Tecnologia X Educação. Dissertação. Universidade Candido Mendes, 2011. Disponível em: <http://www.avm.edu.br/docpdf/monografias_publicadas/C203090.pdf> [junho, 2013]
  12. 12. PEREIRA, A. O Potencial Das Tecnologias De Rede Na Construção Do Conhecimento Geográfico, 2010. Dissertação. Faculdade em Educação da Universidade de Passo Fundo. Disponível em: <http://www.ppgedu.upf.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=36> [junho, 2013] PEREIRA, A. & TEIXEIRA, A. As Tecnologias de Rede como Espaço de Aprendizagens Significativas em Geografia. Anais do Workshop de Informática na Escola, 2011. Disponível em: <http://www.br-ie.org/sbie-wie2011/WIE-Trilha1/92766_1.pdf> [junho, 2013] PINGDOM, Royal. Internet 2012 in numbers. 2013. Disponível em: <http://royal.pingdom.com/2013/01/16/internet-2012-in-numbers/> [junho, 2013] SANTOS, Milton. Por uma Geografia Nova: Da crítica da geografia a uma geografia crítica. São Paulo: EDUSP, 2002. SANTOS, Maria Francineila Pinheiro dos e CALLAI, Helena Copeti. Tecnologias de Informação no Ensino de Geografia. Pôster no 10º Encontro Nacional de Práticas de Ensino em Geografia, Porto Alegre, de 30 de agosto a 2 de setembro de 2009. SILVA, V., BREMGARTNER, V., RIBEIRO, M., CASTRO, A. & NASCIMENTO, R.. Uma Experiência de “Virtualização” de Disciplina em Cursos de Graduação” Anais do Workshop de Informática na Escola, 2011. Disponível em: <http://www.br-ie.org/sbie-wie2011/WIE- Trilha1/93241_1.pdf> [junho, 2013] VENTURA, P. Percepção dos Alunos sobre o Uso do Bate-Papo como Complemento a s Interações Síncronas Presenciais. Anais do Workshop de Informática na Escola, 2011. Disponível em <http://www.br-ie.org/sbie-wie2011/WIE-Trilha1/92661_1.pdf> [junho, 2013] ______________________. Geografizando o jornal e outros cotidianos: práticas em Geografia para além do livro didático. In: CASTROGIOVANNI, A.C. (org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. Porto Alegre: Mediação, 2003.

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