SlideShare uma empresa Scribd logo

Jogo dos 7 erros

Carina
Carina
CarinaProfessor em Carina

Jogo dos 7 erros

1 de 4
Baixar para ler offline
FOLHA DE SÃO PAULO 11/10/07
                                                 Infância
JOGO DOS SETE ERROS

       Ser mandão, ansioso ou superprotetor são alguns dos "pecados" cometidos pelos pais ao brincar com as
crianças; confira dicas para aproveitar melhor esse momento com os filhos

                                                                                             AMARÍLIS LAGE
                                                                                      DA REPORTAGEM LOCAL

[...]
        Cada criança tem um ritmo próprio de desenvolvimento e exigir que ela participe de atividades para as
quais ainda não está preparada não acelera esse processo

        Então você estudou, acumulou uma grande experiência, aprendeu várias línguas, sabe trabalhar em
grupo e busca se manter atualizado. Mas, para completar o currículo de pai ou mãe, é preciso mais um pré-
requisito: você sabe brincar?
        Não se trata aqui de dar o carrinho de última geração, jogos eletrônicos ou bonecas que cantam, dançam
e dão piruetas, e sim de acompanhar os filhos durante as brincadeiras: sentar no chão, botar a mão na massa e se
soltar um pouco de regras e objetivos pedagógicos. Essa interação faz com que as crianças se sintam protegidas
e valorizadas e permite que os pais as conheçam melhor. O resultado é um vínculo ainda mais forte entre
ambos.
        "Alguns adultos parecem ter esquecido como brincar. Mas quem tem dificuldades precisa se adaptar e
arranjar um jeito de brincar com o filho. Quem não tem vocação para fantasiar pode tentar fazer um exercício
junto, ler um livro etc. Mas, principalmente, observar a criança, para se familiarizar com a linguagem dela",
sugere Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.
        Para auxiliar nessa redescoberta do universo lúdico, a Folha pediu para especialistas apontarem os erros
mais comuns dos pais. Veja a seguir quais são os "sete pecados capitais" do playground e aprenda como agir
para ser promovido a "pai ludens".


1 ACHAR QUE BRINCADEIRA É PERDA DE TEMPO

        A cena: Na agenda da criança tem escola, curso de línguas, aulas de esportes etc. Só não tem tempo para
pular amarelinha ou empinar pipa. Para muitos adultos, brincar não é uma prioridade, e sim uma atividade
supérflua.
        Comentário: Brincar é algo fundamental para o desenvolvimento da criança. É por meio de jogos e de
situações de faz-de-conta que ela compreende as regras sociais, desenvolve habilidades físicas, aprende a lidar
com os próprios sentimentos e se prepara para os desafios da vida adulta.
        Quando os pais participam da brincadeira, as vantagens são muitas para os dois lados. "Os pais são os
principais parceiros da criança. Eles podem oferecer a ela um repertório de brincadeiras que ela não conhece e
também ampliar a forma de brincar. Quando os pais se propõem a fazer isso, eles ajudam no desenvolvimento
da criança", afirma a pedagoga Edilene Modesto de Souza, pesquisadora auxiliar da brinquedoteca da PUC-SP
(Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
        Além disso, a brincadeira facilita a construção de vínculos com o filho. "Na brincadeira, a criança se
expõe, ela externaliza o que está sentindo e fala de coisas internas que, às vezes, os pais desconhecem. Isso os
ajuda a conhecer mais o filho", ressalta a pedagoga.


2 QUERER SER "O DONO" DA BRINCADEIRA

       A cena: Convencido dos benefícios que brincar com o filho traz, o pai se aproxima da criança com uma
caixinha de ferramentas. A caixinha é logo transformada em avião, mas o pai quer brincar do "jeito certo",
ensinando o filho a encaixar o parafuso de plástico no suporte.
Comentário: O lado meio "mandão" dos adultos é um dos primeiros aspectos apontados pelas
especialistas ouvidas pela Folha. "Muitos pais dizem 'vamos jogar bola' sem perguntar ao filho se ele quer
mesmo jogar bola", comenta Marilena Flores, presidente da IPA (Internacional Playing Association, no Brasil,
Associação pelo Direito de Brincar).
        O adulto também não precisa encarar a brincadeira como o momento de "ensinar alguma coisa à
criança".
        Alguns jogos, como damas, realmente têm regras, e as crianças precisam de alguém que as mostre como
jogar. Mas elas também são capazes de criar suas próprias regras: ao brincar de casinha, por exemplo, podem
estabelecer que a girafa é "mãe" do cachorro e que a banheira fica na sala. Dentro do contexto, isso será o
"certo" e deverá ser respeitado.
        Em outros casos, a criança pode tentar montar uma torre, por exemplo, encaixando as peças de um jeito
errado -e os pais não precisam ficar corrigindo seus movimentos. "O que é eficaz na brincadeira é o exercício
do ensaio e do erro. Se o adulto dirige demais, esperando um resultado, aquilo deixa de ser brincadeira e vira
uma relação formal, um exercício didático, que é angustiante para a criança", afirma Gisela Wajskop, diretora
do Instituto Superior de Educação de São Paulo/ Singularidades.


3 FICAR ANSIOSO

        A cena: A sobrinha do vizinho já sabe empilhar blocos de madeira. Mas seu filho, da mesma idade,
ainda não consegue fazer isso. É o suficiente para o pai ficar preocupado com o desenvolvimento do menino,
com medo de que ele esteja "atrasado".
        Comentário: Toda criança tem seu próprio ritmo. Desrespeitar isso, para "acelerar" a aprendizagem do
filho, pode ser prejudicial. "Isso desorganiza a experiência da criança, que se sente incapaz e frustrada por não
conseguir responder à expectativa dos pais e pode pode passar a exigir muito de si mesma", explica a psicóloga
Vera Zimmermann, coordenadora do Cria (Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade
Federal de São Paulo).
        A pedagoga Edilene Souza dá uma dica para os pais. "A sensibilidade para o desenvolvimento da
criança pode ser feita por meio de desafios. O pai po de colocar uma situação nova para a criança e ver como
ela reage. Depois, oferecer novas possibilidades para explorar aquele brinquedo, sempre colocando um desafio
a mais. Se o desafio for muito grande e ela desistir de brincar, você perceberá que aquele é o limite dela."


4 SER SUPERPROTETOR

        A cena: Os pais anseiam por um desenvolvimento veloz do filho, mas, paradoxalmente, impedem que a
criança tenha uma série de experiências que a ajudariam a progredir. O menino quer brincar na areia? Não
pode. Escalar no trepa-trepa? Também não. Tudo por medo de que ele possa se machucar ou adoecer.
        Comentário: A preocupação não é infundada. De acordo com um levantamento divulgado neste mês
pela ONG Criança Segura, os acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de um a 14
anos. Mas o cuidado não pode prejudicar a autonomia da criança, fundamental para que ela possa se
desenvolver plenamente. O importante é ficar de olho nelas, sem podá-las em excesso.
       "Conheço muitas mães que vivem com o filho no colo, dão comida na boca, entregam o brinquedo na
mão e depois reclamam que ele ainda não aprendeu a andar . Criança tem que cair algumas vezes. Só assim ela
vai aprender a andar direito. Claro que é preciso minimizar riscos -não vamos deixá-la subir numa árvore muito
alta, por exemplo", comenta Glaucia Maciel, diretora do centro de desenvolvimento infantil Steps Baby
Lounge.
       Um pouco de "sujeira" também é bom, afirma Marilena Flores, da IPA. "Crianças pequenas têm um
vínculo muito forte com a natureza: gostam de mexer com terra, água, plantas e animais. Esse contato é bom
para o desenvolvimento sensorial delas."


5 SER SEXISTA
A cena: A filha quer um carrinho. O filho quer uma boneca. E o pai quer convencer as crianças a
optarem por outros brinquedos. Embora se preocupem com brincadeiras de conteúdo violento ou racista, muitos
adultos mantêm uma orientação sexista na hora de brincar com as crianças.
       Comentário: Ao brincar, a criança faz projeções da sociedade em que vive, que tem tanto homens
quanto mulheres. Assim como as mulheres dirigem e os homens cuidam dos filhos, a menina pode brincar de
carrinho e o menino, de boneca. Segundo especialistas, isso não interfere de forma alguma na sexualidade da
criança. "O problema ocorre se os adultos ficarem recriminando-a e reforçando que 'isso é coisa de
mulherzinha'. A gente precisa largar alguns paradigmas", afirma Marilena Flores.


6 INTERVIR NOS CONFLITOS

        A cena: O pai vê seu filho discutindo com outra criança durante um jogo. Em seguida, entra no meio da
confusão, briga com todo mundo e avisa que a brincadeira acabou.
        Comentário: Mais uma vez, o ideal é estimular a autonomia das crianças. Um dos benefícios de brincar
é desenvolver o autocontrole e aprender a negociar com o outro até encontrar uma solução.
        Nem sempre, porém, essa liberdade é possível. Até os dois anos, a criança não tem noção dos limites
entre ela e outras pessoas e, quando frustrada, vai reagir fisicamente.
        À medida que cresce, ela entende melhor esses limites e pode resolver os problemas com os coleguinhas
por meio da fala, mas isso vai depender da capacidade de comunicação da criança.
        Se houver agressão física, o pai deverá intervir. O erro, porém, é adotar uma postura violenta. "Depois, é
importante chamar a criança para analisar a situação. Perguntar por que o coleguinha ficou bravo, o que ela
sentiu, o que poderia ter feito de diferente. Isso favorece a reflexão", afirma Vera Zimmermann, da Unifesp.


7 SER POLITICAMENTE CORRETO

       A cena: Bater no coleguinha, claro, é errado. Mas e brincar de luta? O conteúdo violento de algumas
brincadeiras deixa muitos pais em dúvida na hora de permitir ou não que os filhos façam algo.

        Comentário: "Muitas vezes, os pudores dos adultos limitam a criança. Eles não percebem que a
brincadeira pode ser uma leitura crítica que ela faz de algum assunto", afirma Gisela Wajskop. Ela explica que,
quando a criança canta "atirei o pau no gato", por exemplo, isso a ajuda a lidar com uma violência simbólica e a
ter controle sobre isso. O mesmo vale para o castigo à bruxa ou aos ogros no final dos contos de fadas.
        Além disso, afirma ela, os jogos de guerra, tradicionais em todas as culturas, "oferecem contato físico,
ajudam a criança a lidar com a idéia de força e fraqueza e a testar a resistência à dor."
        Mas é preciso prestar atenção para saber se a agressividade manifestada nas brincadeiras não reflete uma
exposição do filho a uma realidade violenta. "O pai não deve ficar preocupado, mas atento. Se a criança estiver
muito violenta, pode estar repetindo o que vê."



                   ACOMPANHE O DESENVOLVIMENTO LÚDICO DE SEU FILHO*
  * as faixas etárias assinaladas correspondem a uma média; é preciso lembrar que cada criança tem seu próprio
                                                                                    ritmo de desenvolvimento

       Conheça as atividades indicadas para cada etapa

Até 2 anos
        Quanto mais nova, mais a criança tende a brincar isoladamente, explorando o próprio corpo e os objetos
-atividades que estimulem a parte sensório-motora são bem-vindas. À medida que cresce, a criança começa a
sentar-se, a engatinhar, a andar e a desenvolver seu senso de equilíbrio e de percepção espacial, podendo
acompanhar brinquedos que se deslocam.
        Dicas: brincadeiras que estimulem os sentidos e que envolvam noções de forma, tamanho e textura,
objetos de puxar ou de empurrar e brinquedos que flutuem na água ou de encaixe são interessantes
De 2 a 3 anos
       Nessa fase, já é possível introduzir o jogo simbólico, com atividades relacionadas ao "faz-de-conta".
       Dicas: as crianças dessa faixa etária adoram brincar com bolas, dançar, cantar e pular. A criança
também deve começar a arrumar seus brinquedos como parte da brincadeira


De 3 a 4 anos
        A criança passa a ter uma percepção melhor dos seus limites e dos limites dos outros, além de apreender
melhor ritmos e duração de tempo
        Dicas: ofereça brinquedos que favoreçam o desenvolvimento do movimento corporal e dêem à criança
senso de direção, espaço, força e controle. Instrumentos musicais simples, jogos de montar e desmontar, além
de instrumentos para desenhar e pintar são indicados


De 4 a 5 anos
       As brincadeiras que desenvolvem a imaginação e envolvem a imitação do mundo adulto são importantes
nessa faixa etária
       Dicas: telefone de brinquedo, caixa registradora, apetrechos de cozinha, lousa, fazendinhas, meios de
transporte, bonecas, jogos com bola e bicicleta são fonte de diversão nessa fase


De 6 a 7 anos
        É por volta dessa época que a criança começa a desenvolver o raciocínio lógico, o que a habilita a
participar de brincadeiras com regras mais elaboradas.
        Dicas: jogos em geral, tanto eletrÃ?nicos como de tabuleiro e de cartas, ajudam a lidar com regras,
vitórias e derrotas


                                                  EM CASA

       Arrumação dos brinquedos deve virar momento de aprendizado e parceria
       Fim de brincadeira para as crianças e começo de trabalho para os pais. É assim que muitos adultos vêem
a hora de arrumar os brinquedos que os filhos espalharam pelo chão.
       Mas, segundo Silvia Gasparian Colello, professora de psicologia da Faculdade de Educação da USP
(Universidade de São Paulo), mudar essa percepção é o primeiro passo para que eles aprendam a se organizar.
"É preciso construir esse conceito nas crianças e a hora da arrumação é uma ótima oportunidade", diz.
       Não deixe transparecer a idéia de que colocar ordem nas coisas é uma obrigação. Apostar no lado lúdico
é uma boa alternativa. Para isso, organize os brinquedos e jogos em caixas com desenhos ilustrativos ou
providencie um baú para que os pequenos sintam prazer em interagir com o local em que os objetos são
guardados.
       A lógica dos adultos não deve imperar. Deixe que as crian ças utilizem seus próprios critérios na hora de
colocar cada coisa em seu lugar. A exceção fica por conta dos objetos mais caros ou que representem algum
perigo -que não devem ser colocados à vista nem em lugares altos, para que elas não escalem nada na tentativa
de alcançá-los.
       Quando a criança percebe que arrumar a bagunça deixa o espaço mais gostoso e que este é um momento
de parceria com os pais -e de reconhecimento por parte deles-, pode partir dela mesma a iniciativa das próximas
arrumações.

Recomendados

Planejamento bandeira do brasil 19 de novembro
Planejamento bandeira do brasil 19 de novembroPlanejamento bandeira do brasil 19 de novembro
Planejamento bandeira do brasil 19 de novembroSimoneHelenDrumond
 
Sondagem Inicial (Língua Portuguesa)
Sondagem  Inicial (Língua Portuguesa)Sondagem  Inicial (Língua Portuguesa)
Sondagem Inicial (Língua Portuguesa)silvinha331
 
Ficha de Análise de Aprendizagem do Aluno
Ficha de Análise de Aprendizagem do AlunoFicha de Análise de Aprendizagem do Aluno
Ficha de Análise de Aprendizagem do AlunoAlekson Morais
 
Apostila educação física escolar
Apostila educação física escolar Apostila educação física escolar
Apostila educação física escolar Paulo MF
 
Ficha de avaliação
Ficha de avaliaçãoFicha de avaliação
Ficha de avaliaçãoIsa ...
 
Planejamento 1º ano - EM Padre Geraldo Montibeller
Planejamento 1º ano  - EM Padre Geraldo MontibellerPlanejamento 1º ano  - EM Padre Geraldo Montibeller
Planejamento 1º ano - EM Padre Geraldo MontibellerRafael Souza
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

93 os meios de comunicação pessoal e social
93 os meios de comunicação pessoal e social93 os meios de comunicação pessoal e social
93 os meios de comunicação pessoal e socialCrescendo EAprendendo
 
Aberturas 3 bimestre
Aberturas 3 bimestreAberturas 3 bimestre
Aberturas 3 bimestreRose Tavares
 
Prova matemática Ricardo_I
Prova matemática Ricardo_IProva matemática Ricardo_I
Prova matemática Ricardo_IIsa ...
 
Avaliação adaptada de ciências
Avaliação adaptada de ciênciasAvaliação adaptada de ciências
Avaliação adaptada de ciênciasIsa ...
 
Plano de atendimento educacional especializado para aluno tgd
Plano de atendimento educacional especializado para aluno tgdPlano de atendimento educacional especializado para aluno tgd
Plano de atendimento educacional especializado para aluno tgdLucinaldo Tenório
 
PLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
PLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRASPLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
PLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRASAline_Lune
 
Apostila com Material Dourado e SND até 99
Apostila com Material Dourado e SND até 99Apostila com Material Dourado e SND até 99
Apostila com Material Dourado e SND até 99Eleúzia Lins Silva
 
Atividade avaliativa 3 bimestre 4º ano matemática
Atividade avaliativa 3 bimestre 4º ano   matemáticaAtividade avaliativa 3 bimestre 4º ano   matemática
Atividade avaliativa 3 bimestre 4º ano matemáticaAndré Moraes
 
Avaliação História 4º Ano 1º bimestre
Avaliação História 4º Ano   1º bimestreAvaliação História 4º Ano   1º bimestre
Avaliação História 4º Ano 1º bimestreCristhiane Guimarães
 

Mais procurados (20)

93 os meios de comunicação pessoal e social
93 os meios de comunicação pessoal e social93 os meios de comunicação pessoal e social
93 os meios de comunicação pessoal e social
 
Aberturas 3 bimestre
Aberturas 3 bimestreAberturas 3 bimestre
Aberturas 3 bimestre
 
Avaliação de Matematica 2º ano
Avaliação de Matematica 2º anoAvaliação de Matematica 2º ano
Avaliação de Matematica 2º ano
 
AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA - 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 1
AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA - 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 1AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA - 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 1
AVALIAÇÃO DE MATEMÁTICA - 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL 1
 
COLETÂNEA DE ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO:120 Atividades de Matemática para tu...
COLETÂNEA DE ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO:120 Atividades de Matemática para tu...COLETÂNEA DE ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO:120 Atividades de Matemática para tu...
COLETÂNEA DE ATIVIDADES DE ALFABETIZAÇÃO:120 Atividades de Matemática para tu...
 
Prova matemática Ricardo_I
Prova matemática Ricardo_IProva matemática Ricardo_I
Prova matemática Ricardo_I
 
Atividades numerais até 30
Atividades numerais até 30Atividades numerais até 30
Atividades numerais até 30
 
Avaliações 1º Ano
Avaliações 1º AnoAvaliações 1º Ano
Avaliações 1º Ano
 
Avaliação adaptada de ciências
Avaliação adaptada de ciênciasAvaliação adaptada de ciências
Avaliação adaptada de ciências
 
Plano de atendimento educacional especializado para aluno tgd
Plano de atendimento educacional especializado para aluno tgdPlano de atendimento educacional especializado para aluno tgd
Plano de atendimento educacional especializado para aluno tgd
 
PLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
PLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRASPLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
PLANO DE AULA-JOGOS,BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
 
Apostila com Material Dourado e SND até 99
Apostila com Material Dourado e SND até 99Apostila com Material Dourado e SND até 99
Apostila com Material Dourado e SND até 99
 
Números de 300 a 399
Números de 300 a 399Números de 300 a 399
Números de 300 a 399
 
Jogos Matematicos
Jogos MatematicosJogos Matematicos
Jogos Matematicos
 
Matemática 2º Ano
Matemática 2º AnoMatemática 2º Ano
Matemática 2º Ano
 
Geografia 1º ano
Geografia 1º anoGeografia 1º ano
Geografia 1º ano
 
O doce
O doceO doce
O doce
 
Atividade avaliativa 3 bimestre 4º ano matemática
Atividade avaliativa 3 bimestre 4º ano   matemáticaAtividade avaliativa 3 bimestre 4º ano   matemática
Atividade avaliativa 3 bimestre 4º ano matemática
 
Avaliação História 4º Ano 1º bimestre
Avaliação História 4º Ano   1º bimestreAvaliação História 4º Ano   1º bimestre
Avaliação História 4º Ano 1º bimestre
 
Plano de aee
Plano de aeePlano de aee
Plano de aee
 

Semelhante a Jogo dos 7 erros

Reunião de pais
Reunião de paisReunião de pais
Reunião de paisbela15
 
Reunião Recurso e Reforço 2014
Reunião Recurso e Reforço 2014 Reunião Recurso e Reforço 2014
Reunião Recurso e Reforço 2014 EM Higino Guerra
 
Hora de aproveitar melhor o potencial das crianças
Hora de aproveitar melhor o potencial das criançasHora de aproveitar melhor o potencial das crianças
Hora de aproveitar melhor o potencial das criançasJéssica Rozaes
 
Brinquedos e brincadeiras lúdicas
Brinquedos e brincadeiras lúdicasBrinquedos e brincadeiras lúdicas
Brinquedos e brincadeiras lúdicasDanusinha87
 
Sexualidade simone helen drumond
Sexualidade simone helen  drumondSexualidade simone helen  drumond
Sexualidade simone helen drumondSimoneHelenDrumond
 
Primeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamental
Primeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamentalPrimeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamental
Primeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamentalPatriciaOliver29
 
E book - autismo 20171229 (1)
E book - autismo 20171229 (1)E book - autismo 20171229 (1)
E book - autismo 20171229 (1)Adri Reis
 
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...Susana Costa
 
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...Susana Costa
 
2°apresentação reforço e recurso2016
2°apresentação reforço e recurso20162°apresentação reforço e recurso2016
2°apresentação reforço e recurso2016Dalva Pereira Martins
 
Matéria correio cérebro
Matéria correio cérebroMatéria correio cérebro
Matéria correio cérebroinfanciaepaz
 

Semelhante a Jogo dos 7 erros (20)

7º ano reda cem - 7.4
7º ano   reda cem - 7.47º ano   reda cem - 7.4
7º ano reda cem - 7.4
 
Relacionamento Entre Pais E Filhos
Relacionamento Entre Pais E FilhosRelacionamento Entre Pais E Filhos
Relacionamento Entre Pais E Filhos
 
Brincar
BrincarBrincar
Brincar
 
Reunião de pais
Reunião de paisReunião de pais
Reunião de pais
 
Ong pro mundo
Ong pro mundoOng pro mundo
Ong pro mundo
 
Pais e filhos bater ou
Pais e filhos bater ouPais e filhos bater ou
Pais e filhos bater ou
 
Como estimular o seu bebê
Como estimular o seu bebêComo estimular o seu bebê
Como estimular o seu bebê
 
Apres.recurso e reforço 2014
Apres.recurso e reforço 2014 Apres.recurso e reforço 2014
Apres.recurso e reforço 2014
 
Reunião Recurso e Reforço 2014
Reunião Recurso e Reforço 2014 Reunião Recurso e Reforço 2014
Reunião Recurso e Reforço 2014
 
Hora de aproveitar melhor o potencial das crianças
Hora de aproveitar melhor o potencial das criançasHora de aproveitar melhor o potencial das crianças
Hora de aproveitar melhor o potencial das crianças
 
Brinquedos e brincadeiras lúdicas
Brinquedos e brincadeiras lúdicasBrinquedos e brincadeiras lúdicas
Brinquedos e brincadeiras lúdicas
 
Sexualidade simone helen drumond
Sexualidade simone helen  drumondSexualidade simone helen  drumond
Sexualidade simone helen drumond
 
Primeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamental
Primeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamentalPrimeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamental
Primeira Infância e seus desafios na educação infantil e fundamental
 
E book - autismo 20171229 (1)
E book - autismo 20171229 (1)E book - autismo 20171229 (1)
E book - autismo 20171229 (1)
 
Educacao Lúdica
Educacao LúdicaEducacao Lúdica
Educacao Lúdica
 
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
 
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
Respostas sociais e educativas para crianças e jovens-O tempo livre da crianç...
 
2°apresentação reforço e recurso2016
2°apresentação reforço e recurso20162°apresentação reforço e recurso2016
2°apresentação reforço e recurso2016
 
Matéria correio cérebro
Matéria correio cérebroMatéria correio cérebro
Matéria correio cérebro
 
10 dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho
10 dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho10 dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho
10 dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho
 

Mais de Carina

Normas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação Infantil
Normas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação InfantilNormas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação Infantil
Normas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação InfantilCarina
 
Relatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente
Relatório Segundo Semestre HP Salas AmbienteRelatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente
Relatório Segundo Semestre HP Salas AmbienteCarina
 
Propostas para sala contos e fantasias
Propostas para sala contos e fantasiasPropostas para sala contos e fantasias
Propostas para sala contos e fantasiasCarina
 
Ensino de Ciências e Educação Infantil
Ensino de Ciências e Educação InfantilEnsino de Ciências e Educação Infantil
Ensino de Ciências e Educação InfantilCarina
 
Sugestões de Atividades Matemáticas
Sugestões de Atividades MatemáticasSugestões de Atividades Matemáticas
Sugestões de Atividades MatemáticasCarina
 
Tecnologia Assistiva nas escolas
Tecnologia Assistiva nas escolasTecnologia Assistiva nas escolas
Tecnologia Assistiva nas escolasCarina
 
Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva
Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação InclusivaPolitica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva
Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação InclusivaCarina
 
A percepção matemática ou por onde começar - Sérgio Lorenzato
A percepção matemática ou por onde começar - Sérgio LorenzatoA percepção matemática ou por onde começar - Sérgio Lorenzato
A percepção matemática ou por onde começar - Sérgio LorenzatoCarina
 
Educação Inclusiva
Educação InclusivaEducação Inclusiva
Educação InclusivaCarina
 
Letramento e Alfabetização: Implicações para a Educação Infantil
Letramento e Alfabetização: Implicações para a Educação InfantilLetramento e Alfabetização: Implicações para a Educação Infantil
Letramento e Alfabetização: Implicações para a Educação InfantilCarina
 
O currículo na educacão infantil
O currículo na educacão infantilO currículo na educacão infantil
O currículo na educacão infantilCarina
 
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação InfantilDiretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação InfantilCarina
 
Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012
Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012
Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012Carina
 
Impressões "Interação"
Impressões "Interação"Impressões "Interação"
Impressões "Interação"Carina
 
Impressões "Linguagem"
Impressões "Linguagem"Impressões "Linguagem"
Impressões "Linguagem"Carina
 
Impressões "Sexualidade"
Impressões "Sexualidade"Impressões "Sexualidade"
Impressões "Sexualidade"Carina
 
Impressões "Agrupamento"
Impressões "Agrupamento"Impressões "Agrupamento"
Impressões "Agrupamento"Carina
 
Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011
Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011
Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011Carina
 
Educar e Cuidar
Educar e CuidarEducar e Cuidar
Educar e CuidarCarina
 
Em questão: o relacionamento entre pais e educadores
Em questão: o relacionamento entre pais e educadoresEm questão: o relacionamento entre pais e educadores
Em questão: o relacionamento entre pais e educadoresCarina
 

Mais de Carina (20)

Normas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação Infantil
Normas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação InfantilNormas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação Infantil
Normas da Vigilância Sanitária para construção de escolas de Educação Infantil
 
Relatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente
Relatório Segundo Semestre HP Salas AmbienteRelatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente
Relatório Segundo Semestre HP Salas Ambiente
 
Propostas para sala contos e fantasias
Propostas para sala contos e fantasiasPropostas para sala contos e fantasias
Propostas para sala contos e fantasias
 
Ensino de Ciências e Educação Infantil
Ensino de Ciências e Educação InfantilEnsino de Ciências e Educação Infantil
Ensino de Ciências e Educação Infantil
 
Sugestões de Atividades Matemáticas
Sugestões de Atividades MatemáticasSugestões de Atividades Matemáticas
Sugestões de Atividades Matemáticas
 
Tecnologia Assistiva nas escolas
Tecnologia Assistiva nas escolasTecnologia Assistiva nas escolas
Tecnologia Assistiva nas escolas
 
Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva
Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação InclusivaPolitica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva
Politica Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva
 
A percepção matemática ou por onde começar - Sérgio Lorenzato
A percepção matemática ou por onde começar - Sérgio LorenzatoA percepção matemática ou por onde começar - Sérgio Lorenzato
A percepção matemática ou por onde começar - Sérgio Lorenzato
 
Educação Inclusiva
Educação InclusivaEducação Inclusiva
Educação Inclusiva
 
Letramento e Alfabetização: Implicações para a Educação Infantil
Letramento e Alfabetização: Implicações para a Educação InfantilLetramento e Alfabetização: Implicações para a Educação Infantil
Letramento e Alfabetização: Implicações para a Educação Infantil
 
O currículo na educacão infantil
O currículo na educacão infantilO currículo na educacão infantil
O currículo na educacão infantil
 
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação InfantilDiretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
 
Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012
Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012
Projeto "Formação no ambiente escolar" 2012
 
Impressões "Interação"
Impressões "Interação"Impressões "Interação"
Impressões "Interação"
 
Impressões "Linguagem"
Impressões "Linguagem"Impressões "Linguagem"
Impressões "Linguagem"
 
Impressões "Sexualidade"
Impressões "Sexualidade"Impressões "Sexualidade"
Impressões "Sexualidade"
 
Impressões "Agrupamento"
Impressões "Agrupamento"Impressões "Agrupamento"
Impressões "Agrupamento"
 
Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011
Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011
Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011
 
Educar e Cuidar
Educar e CuidarEducar e Cuidar
Educar e Cuidar
 
Em questão: o relacionamento entre pais e educadores
Em questão: o relacionamento entre pais e educadoresEm questão: o relacionamento entre pais e educadores
Em questão: o relacionamento entre pais e educadores
 

Último

Q20 - Reações fotoquímicas.pdf
Q20 - Reações fotoquímicas.pdfQ20 - Reações fotoquímicas.pdf
Q20 - Reações fotoquímicas.pdfPedroGual4
 
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...azulassessoriaacadem3
 
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e AppsApresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e AppsAlexandre Oliveira
 
Domínio da Linguagem Oral Classificação Sílaba Inicial
Domínio da Linguagem  Oral Classificação Sílaba InicialDomínio da Linguagem  Oral Classificação Sílaba Inicial
Domínio da Linguagem Oral Classificação Sílaba InicialTeresaCosta92
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...azulassessoriaacadem3
 
CURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfCURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfdaniele690933
 
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!Psyc company
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfddddddddddddddddddddddddddddddddddddRenandantas16
 
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...azulassessoriaacadem3
 
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...manoelaarmani
 
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...azulassessoriaacadem3
 
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIACOMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIAHisrelBlog
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...azulassessoriaacadem3
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
Apresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdf
Apresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdfApresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdf
Apresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdfAndreiaSilva852193
 
Quiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda única
Quiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda únicaQuiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda única
Quiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda únicaCentro Jacques Delors
 
Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...
Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...
Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...manoelaarmani
 
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.Jean Carlos Nunes Paixão
 
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...pj989014
 
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdfCOSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdfalexandrerodriguespk
 

Último (20)

Q20 - Reações fotoquímicas.pdf
Q20 - Reações fotoquímicas.pdfQ20 - Reações fotoquímicas.pdf
Q20 - Reações fotoquímicas.pdf
 
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
 
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e AppsApresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
Apresentação Aula Usabilidade Web Jogos e Apps
 
Domínio da Linguagem Oral Classificação Sílaba Inicial
Domínio da Linguagem  Oral Classificação Sílaba InicialDomínio da Linguagem  Oral Classificação Sílaba Inicial
Domínio da Linguagem Oral Classificação Sílaba Inicial
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
 
CURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdfCURRICULO ed integral.pdf
CURRICULO ed integral.pdf
 
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
O Guia Definitivo para Investir em Bitcoin: Domine o Mercado Hoje!
 
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
004820000101011 (15).pdffdfdfdddddddddddddddddddddddddddddddddddd
 
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
2. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, sabend...
 
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
Minimalismo Fitness Simplifique sua Rotina de Exercícios e Maximize Resultado...
 
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
1. Considerando todas as informações que você obteve, descritas acima, calcul...
 
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIACOMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
COMTE, O POSITIVISMO E AS ORIGENS DA SOCIOLOGIA
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
Apresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdf
Apresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdfApresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdf
Apresentacao_Geral_Plataformas_200604.pdf
 
Quiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda única
Quiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda únicaQuiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda única
Quiz | EURO - 25 anos do lançamento da moeda única
 
Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...
Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...
Transforme seu Corpo em Casa_ Dicas e Estratégias de Rotinas de Exercícios Si...
 
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
 
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
2024 Tec Subsequente em Adm Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnolog...
 
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdfCOSMOLOGIA DA ENERGIA -  ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
COSMOLOGIA DA ENERGIA - ESTRELAS - MODELO DO UNIVERSO VOLUME 6.pdf
 

Jogo dos 7 erros

  • 1. FOLHA DE SÃO PAULO 11/10/07 Infância JOGO DOS SETE ERROS Ser mandão, ansioso ou superprotetor são alguns dos "pecados" cometidos pelos pais ao brincar com as crianças; confira dicas para aproveitar melhor esse momento com os filhos AMARÍLIS LAGE DA REPORTAGEM LOCAL [...] Cada criança tem um ritmo próprio de desenvolvimento e exigir que ela participe de atividades para as quais ainda não está preparada não acelera esse processo Então você estudou, acumulou uma grande experiência, aprendeu várias línguas, sabe trabalhar em grupo e busca se manter atualizado. Mas, para completar o currículo de pai ou mãe, é preciso mais um pré- requisito: você sabe brincar? Não se trata aqui de dar o carrinho de última geração, jogos eletrônicos ou bonecas que cantam, dançam e dão piruetas, e sim de acompanhar os filhos durante as brincadeiras: sentar no chão, botar a mão na massa e se soltar um pouco de regras e objetivos pedagógicos. Essa interação faz com que as crianças se sintam protegidas e valorizadas e permite que os pais as conheçam melhor. O resultado é um vínculo ainda mais forte entre ambos. "Alguns adultos parecem ter esquecido como brincar. Mas quem tem dificuldades precisa se adaptar e arranjar um jeito de brincar com o filho. Quem não tem vocação para fantasiar pode tentar fazer um exercício junto, ler um livro etc. Mas, principalmente, observar a criança, para se familiarizar com a linguagem dela", sugere Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Para auxiliar nessa redescoberta do universo lúdico, a Folha pediu para especialistas apontarem os erros mais comuns dos pais. Veja a seguir quais são os "sete pecados capitais" do playground e aprenda como agir para ser promovido a "pai ludens". 1 ACHAR QUE BRINCADEIRA É PERDA DE TEMPO A cena: Na agenda da criança tem escola, curso de línguas, aulas de esportes etc. Só não tem tempo para pular amarelinha ou empinar pipa. Para muitos adultos, brincar não é uma prioridade, e sim uma atividade supérflua. Comentário: Brincar é algo fundamental para o desenvolvimento da criança. É por meio de jogos e de situações de faz-de-conta que ela compreende as regras sociais, desenvolve habilidades físicas, aprende a lidar com os próprios sentimentos e se prepara para os desafios da vida adulta. Quando os pais participam da brincadeira, as vantagens são muitas para os dois lados. "Os pais são os principais parceiros da criança. Eles podem oferecer a ela um repertório de brincadeiras que ela não conhece e também ampliar a forma de brincar. Quando os pais se propõem a fazer isso, eles ajudam no desenvolvimento da criança", afirma a pedagoga Edilene Modesto de Souza, pesquisadora auxiliar da brinquedoteca da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Além disso, a brincadeira facilita a construção de vínculos com o filho. "Na brincadeira, a criança se expõe, ela externaliza o que está sentindo e fala de coisas internas que, às vezes, os pais desconhecem. Isso os ajuda a conhecer mais o filho", ressalta a pedagoga. 2 QUERER SER "O DONO" DA BRINCADEIRA A cena: Convencido dos benefícios que brincar com o filho traz, o pai se aproxima da criança com uma caixinha de ferramentas. A caixinha é logo transformada em avião, mas o pai quer brincar do "jeito certo", ensinando o filho a encaixar o parafuso de plástico no suporte.
  • 2. Comentário: O lado meio "mandão" dos adultos é um dos primeiros aspectos apontados pelas especialistas ouvidas pela Folha. "Muitos pais dizem 'vamos jogar bola' sem perguntar ao filho se ele quer mesmo jogar bola", comenta Marilena Flores, presidente da IPA (Internacional Playing Association, no Brasil, Associação pelo Direito de Brincar). O adulto também não precisa encarar a brincadeira como o momento de "ensinar alguma coisa à criança". Alguns jogos, como damas, realmente têm regras, e as crianças precisam de alguém que as mostre como jogar. Mas elas também são capazes de criar suas próprias regras: ao brincar de casinha, por exemplo, podem estabelecer que a girafa é "mãe" do cachorro e que a banheira fica na sala. Dentro do contexto, isso será o "certo" e deverá ser respeitado. Em outros casos, a criança pode tentar montar uma torre, por exemplo, encaixando as peças de um jeito errado -e os pais não precisam ficar corrigindo seus movimentos. "O que é eficaz na brincadeira é o exercício do ensaio e do erro. Se o adulto dirige demais, esperando um resultado, aquilo deixa de ser brincadeira e vira uma relação formal, um exercício didático, que é angustiante para a criança", afirma Gisela Wajskop, diretora do Instituto Superior de Educação de São Paulo/ Singularidades. 3 FICAR ANSIOSO A cena: A sobrinha do vizinho já sabe empilhar blocos de madeira. Mas seu filho, da mesma idade, ainda não consegue fazer isso. É o suficiente para o pai ficar preocupado com o desenvolvimento do menino, com medo de que ele esteja "atrasado". Comentário: Toda criança tem seu próprio ritmo. Desrespeitar isso, para "acelerar" a aprendizagem do filho, pode ser prejudicial. "Isso desorganiza a experiência da criança, que se sente incapaz e frustrada por não conseguir responder à expectativa dos pais e pode pode passar a exigir muito de si mesma", explica a psicóloga Vera Zimmermann, coordenadora do Cria (Centro de Referência da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo). A pedagoga Edilene Souza dá uma dica para os pais. "A sensibilidade para o desenvolvimento da criança pode ser feita por meio de desafios. O pai po de colocar uma situação nova para a criança e ver como ela reage. Depois, oferecer novas possibilidades para explorar aquele brinquedo, sempre colocando um desafio a mais. Se o desafio for muito grande e ela desistir de brincar, você perceberá que aquele é o limite dela." 4 SER SUPERPROTETOR A cena: Os pais anseiam por um desenvolvimento veloz do filho, mas, paradoxalmente, impedem que a criança tenha uma série de experiências que a ajudariam a progredir. O menino quer brincar na areia? Não pode. Escalar no trepa-trepa? Também não. Tudo por medo de que ele possa se machucar ou adoecer. Comentário: A preocupação não é infundada. De acordo com um levantamento divulgado neste mês pela ONG Criança Segura, os acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de um a 14 anos. Mas o cuidado não pode prejudicar a autonomia da criança, fundamental para que ela possa se desenvolver plenamente. O importante é ficar de olho nelas, sem podá-las em excesso. "Conheço muitas mães que vivem com o filho no colo, dão comida na boca, entregam o brinquedo na mão e depois reclamam que ele ainda não aprendeu a andar . Criança tem que cair algumas vezes. Só assim ela vai aprender a andar direito. Claro que é preciso minimizar riscos -não vamos deixá-la subir numa árvore muito alta, por exemplo", comenta Glaucia Maciel, diretora do centro de desenvolvimento infantil Steps Baby Lounge. Um pouco de "sujeira" também é bom, afirma Marilena Flores, da IPA. "Crianças pequenas têm um vínculo muito forte com a natureza: gostam de mexer com terra, água, plantas e animais. Esse contato é bom para o desenvolvimento sensorial delas." 5 SER SEXISTA
  • 3. A cena: A filha quer um carrinho. O filho quer uma boneca. E o pai quer convencer as crianças a optarem por outros brinquedos. Embora se preocupem com brincadeiras de conteúdo violento ou racista, muitos adultos mantêm uma orientação sexista na hora de brincar com as crianças. Comentário: Ao brincar, a criança faz projeções da sociedade em que vive, que tem tanto homens quanto mulheres. Assim como as mulheres dirigem e os homens cuidam dos filhos, a menina pode brincar de carrinho e o menino, de boneca. Segundo especialistas, isso não interfere de forma alguma na sexualidade da criança. "O problema ocorre se os adultos ficarem recriminando-a e reforçando que 'isso é coisa de mulherzinha'. A gente precisa largar alguns paradigmas", afirma Marilena Flores. 6 INTERVIR NOS CONFLITOS A cena: O pai vê seu filho discutindo com outra criança durante um jogo. Em seguida, entra no meio da confusão, briga com todo mundo e avisa que a brincadeira acabou. Comentário: Mais uma vez, o ideal é estimular a autonomia das crianças. Um dos benefícios de brincar é desenvolver o autocontrole e aprender a negociar com o outro até encontrar uma solução. Nem sempre, porém, essa liberdade é possível. Até os dois anos, a criança não tem noção dos limites entre ela e outras pessoas e, quando frustrada, vai reagir fisicamente. À medida que cresce, ela entende melhor esses limites e pode resolver os problemas com os coleguinhas por meio da fala, mas isso vai depender da capacidade de comunicação da criança. Se houver agressão física, o pai deverá intervir. O erro, porém, é adotar uma postura violenta. "Depois, é importante chamar a criança para analisar a situação. Perguntar por que o coleguinha ficou bravo, o que ela sentiu, o que poderia ter feito de diferente. Isso favorece a reflexão", afirma Vera Zimmermann, da Unifesp. 7 SER POLITICAMENTE CORRETO A cena: Bater no coleguinha, claro, é errado. Mas e brincar de luta? O conteúdo violento de algumas brincadeiras deixa muitos pais em dúvida na hora de permitir ou não que os filhos façam algo. Comentário: "Muitas vezes, os pudores dos adultos limitam a criança. Eles não percebem que a brincadeira pode ser uma leitura crítica que ela faz de algum assunto", afirma Gisela Wajskop. Ela explica que, quando a criança canta "atirei o pau no gato", por exemplo, isso a ajuda a lidar com uma violência simbólica e a ter controle sobre isso. O mesmo vale para o castigo à bruxa ou aos ogros no final dos contos de fadas. Além disso, afirma ela, os jogos de guerra, tradicionais em todas as culturas, "oferecem contato físico, ajudam a criança a lidar com a idéia de força e fraqueza e a testar a resistência à dor." Mas é preciso prestar atenção para saber se a agressividade manifestada nas brincadeiras não reflete uma exposição do filho a uma realidade violenta. "O pai não deve ficar preocupado, mas atento. Se a criança estiver muito violenta, pode estar repetindo o que vê." ACOMPANHE O DESENVOLVIMENTO LÚDICO DE SEU FILHO* * as faixas etárias assinaladas correspondem a uma média; é preciso lembrar que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento Conheça as atividades indicadas para cada etapa Até 2 anos Quanto mais nova, mais a criança tende a brincar isoladamente, explorando o próprio corpo e os objetos -atividades que estimulem a parte sensório-motora são bem-vindas. À medida que cresce, a criança começa a sentar-se, a engatinhar, a andar e a desenvolver seu senso de equilíbrio e de percepção espacial, podendo acompanhar brinquedos que se deslocam. Dicas: brincadeiras que estimulem os sentidos e que envolvam noções de forma, tamanho e textura, objetos de puxar ou de empurrar e brinquedos que flutuem na água ou de encaixe são interessantes
  • 4. De 2 a 3 anos Nessa fase, já é possível introduzir o jogo simbólico, com atividades relacionadas ao "faz-de-conta". Dicas: as crianças dessa faixa etária adoram brincar com bolas, dançar, cantar e pular. A criança também deve começar a arrumar seus brinquedos como parte da brincadeira De 3 a 4 anos A criança passa a ter uma percepção melhor dos seus limites e dos limites dos outros, além de apreender melhor ritmos e duração de tempo Dicas: ofereça brinquedos que favoreçam o desenvolvimento do movimento corporal e dêem à criança senso de direção, espaço, força e controle. Instrumentos musicais simples, jogos de montar e desmontar, além de instrumentos para desenhar e pintar são indicados De 4 a 5 anos As brincadeiras que desenvolvem a imaginação e envolvem a imitação do mundo adulto são importantes nessa faixa etária Dicas: telefone de brinquedo, caixa registradora, apetrechos de cozinha, lousa, fazendinhas, meios de transporte, bonecas, jogos com bola e bicicleta são fonte de diversão nessa fase De 6 a 7 anos É por volta dessa época que a criança começa a desenvolver o raciocínio lógico, o que a habilita a participar de brincadeiras com regras mais elaboradas. Dicas: jogos em geral, tanto eletrÃ?nicos como de tabuleiro e de cartas, ajudam a lidar com regras, vitórias e derrotas EM CASA Arrumação dos brinquedos deve virar momento de aprendizado e parceria Fim de brincadeira para as crianças e começo de trabalho para os pais. É assim que muitos adultos vêem a hora de arrumar os brinquedos que os filhos espalharam pelo chão. Mas, segundo Silvia Gasparian Colello, professora de psicologia da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), mudar essa percepção é o primeiro passo para que eles aprendam a se organizar. "É preciso construir esse conceito nas crianças e a hora da arrumação é uma ótima oportunidade", diz. Não deixe transparecer a idéia de que colocar ordem nas coisas é uma obrigação. Apostar no lado lúdico é uma boa alternativa. Para isso, organize os brinquedos e jogos em caixas com desenhos ilustrativos ou providencie um baú para que os pequenos sintam prazer em interagir com o local em que os objetos são guardados. A lógica dos adultos não deve imperar. Deixe que as crian ças utilizem seus próprios critérios na hora de colocar cada coisa em seu lugar. A exceção fica por conta dos objetos mais caros ou que representem algum perigo -que não devem ser colocados à vista nem em lugares altos, para que elas não escalem nada na tentativa de alcançá-los. Quando a criança percebe que arrumar a bagunça deixa o espaço mais gostoso e que este é um momento de parceria com os pais -e de reconhecimento por parte deles-, pode partir dela mesma a iniciativa das próximas arrumações.