Literaturas De Língua Portuguesa<br />angola<br />Alda lara<br />
Introdução<br />Este trabalho vai ser<br />apresentado no âmbito<br />da disciplina de<br />Literaturas de Língua Portugue...
Literatura Angolana<br />A literatura em Angola nasceu antes da descolonização no ano de<br />1975.<br />A escrita angolan...
A literatura de Angola muitas vezes traz muito realismo em suas imagens do preconceito, da dor causada pelos castigos corp...
A palavra literária desempenhou em Angola um<br />Importante papel na superação do estatuto de<br />colónia. Presente nas ...
Alda Lara<br />Alda Lara, seu nome completo, Alda Ferreira Pires Barreto<br />de Lara Albuquerque, nasceu em Benguela, Ang...
De Longe<br />Não chores Mãe… Faz como eu, sorri!<br />Transforma as elegias de um momento<br />em cânticos de esperança e...
Estou junto a ti nos dias de braseiro,<br />no mar…na velha ponte…no Sombreiro,<br />em tudo quanto amei e quis p’ra mim…<...
Análise<br />As temáticas presentes no poema são: esperança,<br />fraternidade e lugares de afecto. <br />Poema dividido e...
Na terceira parte, o sujeito poético pede novamente á<br />mãe para não chorar e de que um dia irão alcançar o que<br />de...
Relação “eu”/”tu”: relação de mãe e filha. A filha dá<br />esperanças e forças á mãe de que juntas irão alcançar o<br />qu...
     Metáfora, “quando por noites de luar, o vento,/segreda aos coqueirais o seu lamento,/compondo versos que eu nunca esc...
“Noites africanas langorosas”<br />Noites africanas langorosas,<br />esbatidas em luares…,<br />perdidas em mistérios…<br ...
Noites africanas tenebrosas…,<br />povoadas de fantasmas e de medos,<br />povoadas das histórias de feiticeiros<br />que a...
Por isso as noites são tristes…<br />endoidadas, tenebrosas langorosas,<br />mas tristes…como o rosto gretado,<br />e sulc...
Análise<br />O tema deste poema é Terra-África.<br />Poema dividido em duas partes, sendo a primeira parte<br />que vai da...
A África temida e respeitada foi agora abandonada pelas<br />crianças que se tornaram adultas, e embora a beleza da<br />t...
    Anáfora,  no inicio de cada estrofe da primeira parte, “Noites africanas langorosas”, “Noites africanas endoidadas”, “...
Trabalho realizado por:<br />Anna Miranda nº4<br />Helena Morais nº8<br />Vera Barbosa nº18<br />
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  1. 1. Literaturas De Língua Portuguesa<br />angola<br />Alda lara<br />
  2. 2. Introdução<br />Este trabalho vai ser<br />apresentado no âmbito<br />da disciplina de<br />Literaturas de Língua Portuguesa,<br />disciplina essa a ser<br />frequentada no 12º ano<br />no curso de Línguas e<br />Humanidades, na Escola Secundária D. Afonso Henriques<br />
  3. 3. Literatura Angolana<br />A literatura em Angola nasceu antes da descolonização no ano de<br />1975.<br />A escrita angolana construiu-se a partir da negação contra o<br />complexo sistema de contradições da sociedade colonizada. <br />Mas o projecto de uma ficção que conferisse ao homem<br />africano o estatuto de soberania surge em 1950.  Depois de<br />passado a alegria dos primeiros anos da independência e<br />depois do fracasso da experiência socialista e de guerras civis<br />devastadoras, acontece às injustiças do presente.  Tanto,<br />porque, não havia competência para levar adiante a<br />independência com certa modernidade.<br />
  4. 4. A literatura de Angola muitas vezes traz muito realismo em suas imagens do preconceito, da dor causada pelos castigos corporais, do sofrimento pela morte dos entes queridos, da exclusão social. Porém, essas imagens, são revestidas pela beleza que frequentemente nos passam as grandes obras artísticas.  Era uma forma que os angolanos mostravam que estavam adaptados aos valores da cultura e da civilização, sendo capazes de agir de uma forma mais civilizada e coerente com os valores sociais que eram próprios dos colonizadores.<br />
  5. 5. A palavra literária desempenhou em Angola um<br />Importante papel na superação do estatuto de<br />colónia. Presente nas campanhas libertadoras foi<br />responsável por ecoar o grito de liberdade de<br />uma nação por muito tempo silenciado, mas<br />nunca esquecido. O angolano vive, por algum<br />tempo, entre duas realidades, a sociedade<br />colonial europeia e a sociedade africana; os seus<br />escritos são, por isso, os resultados dessa tensão<br />existente entre os dois mundos, um com<br />escritos na nascente da realidade dialéctica, o<br />outro com traços de ruptura.  Assim, com<br />essa conturbada duplicidade, o escritor africano,<br />à medida que se vai consciencializando, vai<br />recorrendo aos seus ancestrais, à infância, em<br />busca do eu, da sua geração, de maneira<br />harmoniosa, na pátria mãe, Angola-África.<br />http://pt.shvoong.com/social-sciences/political-science/1874922-passado-presente-na-literatura-angolana/<br />
  6. 6. Alda Lara<br />Alda Lara, seu nome completo, Alda Ferreira Pires Barreto<br />de Lara Albuquerque, nasceu em Benguela, Angola, a 9 de<br />Junho de 1930 e faleceu em Cambambe a 30 de Janeiro de<br />1962. Era casada com o escritor Orlando Albuquerque.<br />Em Lisboa esteve ligada a algumas das actividades da Casa<br />dos Estudantes do Império. Declamadora, chamou a<br />atenção para os poetas africanos. Depois da sua morte, a<br />Câmara Municipal de Sá da Bandeira, actual Lubango,<br />instituiu o Prémio Alda Lara para poesia. Orlando<br />Albuquerque propôs-se editar-lhe postumamente toda a<br />obra e nesse caminho reuniu e publicou um volume de<br />poesias e um caderno de contos.<br />http://www.sanzalangola.com/lit0212.php<br />
  7. 7. De Longe<br />Não chores Mãe… Faz como eu, sorri!<br />Transforma as elegias de um momento<br />em cânticos de esperança e incitamento.<br />Tem fé nos dias que te prometi.<br />E podes crer, estou sempre ao pé de ti,<br />quando por noites de luar, o vento,<br />segreda aos coqueiros o seu lamento,<br />Compondo versos que eu nunca escrevi…<br />
  8. 8. Estou junto a ti nos dias de braseiro,<br />no mar…na velha ponte…no Sombreiro,<br />em tudo quanto amei e quis p’ra mim…<br />Não chores, mãe!...A hora é de avancadas!...<br />Nós caminhamos certos, de mãos dadas,<br />e havemos de atingir um dia, o fim… <br />
  9. 9. Análise<br />As temáticas presentes no poema são: esperança,<br />fraternidade e lugares de afecto. <br />Poema dividido em três partes, sendo a primeira estrofe a<br />primeira parte do poema, a segunda quadra e o primeiro<br />terceto a segunda parte e a terceira parte é a última<br />estrofe.<br />Na primeira parte o sujeito poético pede á mãe para<br />sorrir e continuar com as esperanças na promessa do<br />sujeito poético. Na segunda parte, o sujeito poético<br />convence a mãe de que nunca a irá abandonar e faz<br />referência aos lugares que ambas amaram: “no mar”, “na velha<br />ponte” e “no Sombreiro”.<br />
  10. 10. Na terceira parte, o sujeito poético pede novamente á<br />mãe para não chorar e de que um dia irão alcançar o que<br />desejam juntas. “Nós caminhamos certos, de mãos<br />dadas,/e havemos de atingir um dia, o fim…” (VV.13 e 14)<br />Caracterização do “eu”: corajoso, esperançoso, fiel á<br />sua palavra, lutador, sorridente e optimista, “Faz como eu,<br />sorri!”, “Tem fé nos dias que te prometi”.<br />Caracterização do “tu”: desmotivado, triste e<br />pessimista. “Transforma as elegias de um momento/em<br />cânticos de esperança e incitamento”, “Não chores, Mãe!”<br />
  11. 11. Relação “eu”/”tu”: relação de mãe e filha. A filha dá<br />esperanças e forças á mãe de que juntas irão alcançar o<br />que desejam.<br />Recursos Estilísticos: <br /><ul><li> Exclamação, “Faz como eu, sorri!” O sujeito poético transmite força á mãe numa tentativa de aliviar o sofrimento.
  12. 12. Metáfora, “quando por noites de luar, o vento,/segreda aos coqueirais o seu lamento,/compondo versos que eu nunca escrevi”. Reforça a ideia de que o “eu” estará sempre presente,. </li></li></ul><li><ul><li> Apóstrofe, “Não chores, mãe!...” Percebemos que o sujeito poético dirige-se á mãe pedindo-lhe para não chorar mais. </li></ul>Estrutura externa: o poema é constituído por quatro<br />estrofes, duas quadras e dois tercetos. Esquema rimático, <br />abba/abba/ccd/ccd. Rima interpolada e emparelhada nas<br />quadras, e emparelhada nos tercetos.<br />
  13. 13. “Noites africanas langorosas”<br />Noites africanas langorosas,<br />esbatidas em luares…,<br />perdidas em mistérios…<br />Há cantos de tunguruluas pelos ares!...<br />Noites africanas endoidadas,<br />onde o barulhento frenesi das batucadas,<br />põe tremores nas folhas dos cajueiros…<br />
  14. 14. Noites africanas tenebrosas…,<br />povoadas de fantasmas e de medos,<br />povoadas das histórias de feiticeiros<br />que as amas-secas pretas,<br />contavam aos meninos brancos…<br />E os meninos brancos cresceram.<br />e esqueceram<br />as histórias…<br />
  15. 15. Por isso as noites são tristes…<br />endoidadas, tenebrosas langorosas,<br />mas tristes…como o rosto gretado,<br />e sulcado de rugas, das velhas pretas…,<br />como o olhar cansado dos colonos,<br />como a solidão das terras enormes<br />mas desabitadas…<br />É que os meninos brancos…<br />esqueceram as histórias,<br />com que as amas-secas pretas<br />os adormeciam,<br />nas longas noites africanas…<br />Os meninos brancos… esqueceram!...<br />
  16. 16. Análise<br />O tema deste poema é Terra-África.<br />Poema dividido em duas partes, sendo a primeira parte<br />que vai da primeira estrofe até á terceira, e a segunda a<br />quarta estrofe até sétima.<br />A primeira parte descreve o aspecto positivo das noites<br />africanas, e a segunda a parte negativa.<br />O aspecto negativo se África foi influenciado pelo facto de<br />as crianças brancas se terem esquecido das histórias que<br />as amas-secas pretas lhes contava à noite, histórias essas<br />que simbolizavam a beleza da terra, das tradições e de<br />toda a cultura africana, que outrora davam vida ao mítico e á<br />fantasia.<br />
  17. 17. A África temida e respeitada foi agora abandonada pelas<br />crianças que se tornaram adultas, e embora a beleza da<br />terra continue intacta, o passar do tempo levou os<br />mistérios e tudo o resto, deixando para trás uma onda de<br />tristeza e solidão.<br />Caracterização de África: “noites langorosas”, misteriosa,<br />natural, intimidante e mítica.<br />Recurso estilísticos: <br /><ul><li> Exclamação, “Há cantos de tunguruluas pelos ares!...”.
  18. 18. Anáfora, no inicio de cada estrofe da primeira parte, “Noites africanas langorosas”, “Noites africanas endoidadas”, “Noites africanas tenebrosas”. Esta anáfora descreve e reforça os aspectos positivos de África.</li></li></ul><li><ul><li> Comparação, “como o rosto gretado,/e sulcado de rugas, das velhas pretas…,/como o olhar cansado dos colonos,/como a solidão das terras enormes/mas desabitadas…”. A tristeza das noites de África está a ser comparada ao envelhecimento do povo, ao cansaço dos colonos e á solidão das terras.</li></ul>Estrutura externa: sete estrofes, com versos irregulares,<br />sem esquema rimático e métrica livre.<br />
  19. 19. Trabalho realizado por:<br />Anna Miranda nº4<br />Helena Morais nº8<br />Vera Barbosa nº18<br />

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