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  1. 1. MUNICÍPIO DE SANTA CRUZ DO SUL SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO E CULTURAESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SANTUÁRIO PROPOSTA PEDAGÓGICA SANTA CRUZ DO SUL, NOVEMBRO DE 2011.
  2. 2. SUMÁRIO1) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO.......................................................................032) INTRODUÇÃO..............................................................................................053) MISSÃO.........................................................................................................074) VISÃO............................................................................................................085) VALORES.....................................................................................................096) HISTÓRICO DA ESCOLA.............................................................................107) DIAGNÓSTICO.............................................................................................138) OBJETIVOS..................................................................................................23 8.1) Objetivos da Escola.............................................................................23 8.2) Objetivos da Educação Infantil – Pré-Escola....................................24 8.3) Objetivos do Ensino Fundamental.....................................................259) PRINCÍPIOS NORTEADORES.....................................................................2610) ORGANIZAÇÃO CURRICULAR.................................................................3211) AVALIAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA..........................................3512) REFERÊNCIAS...........................................................................................36
  3. 3. 1) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO1.1) Escola:Escola Municipal de Ensino Fundamental SantuárioRua Padre Landel de Moura, nº 400 – Bairro SantuárioFone (51) 3715-9456 – Santa Cruz do Sul – RSE-mail: emefsantuarioscs@yahoo.com.brBlog: emefsantuarioscs.blogspot.com1.2) Mantenedora:Secretaria Municipal de Educação e Cultura1.3) Documentos Legais:- Criação: Decreto Municipal nº 3.915 – 30 de abril de 1993- Autorização de funcionamento: Parecer da Comissão Estadual deEnsino nº 1.254 – 08 de setembro de 1993- Alteração de designação EMEFs: Decreto Municipal 4.803 – 13 deoutubro de 19981.4) Etapas de Ensino:- Educação Infantil – Pré-Escola
  4. 4. - Ensino Fundamental em nove anos1.5) Turnos de Funcionamento:Manhã e Tarde1.6) Número de Alunos:4001.7) Número de Professores:251.8) Número de Funcionários:- 03 agentes administrativos- 01 auxiliar de disciplina- 06 serventes- 02 estagiários de CIE-E1.9) Equipe Diretiva:- Diretora: Lia Beatriz Heuser Ruschel- Vice-Diretora: Marinei Schmidt- Supervisor Escolar: Patrick Molz- Orientadora Educacional: Loreci Pereira da Silva
  5. 5. 2) INTRODUÇÃO Segundo Gadotti (cit por Veiga, 2001, p. 18), Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores. Assim, a fim de compreender melhor a realidade em que os sujeitos daEMEF Santuário estão envolvidos, assim como, para buscar realizar os sonhosdestes, foi reconstruída a Proposta Pedagógica desta instituição, documentoeste que rege toda a ação pedagógica dos profissionais que nela atuam. Para tanto, inicialmente foi composta uma comissão com representantesdos diferentes segmentos da comunidade escolar, ou seja, de pais, alunos,professores e funcionários, assim como da equipe diretiva. Após estudo de diferentes textos e discussões destes, foram elaboradosquestionários para serem aplicados aos alunos de 6º ano a 8ª série, aos paisde todos os alunos, aos professores e funcionários. A partir destesquestionários foi possível construir um diagnóstico atual da comunidadeescolar, bem como compreender seus sonhos e projetar metas para alcançá-los, comprometendo todos os envolvidos no processo. Durante as reuniões pedagógicas realizadas com os professores foramrealizadas leituras de diferentes autores, de acordo com o resultado dosquestionários, buscando o embasamento teórico para este documento, uma
  6. 6. vez que, segundo Pedro Demo, “... um projeto de intervenção só tem a ganharse for orientado devidamente pela teoria, bem como a teoria, para ser destemundo, precisa confrontar-se com a prática”. Assim, após os trabalhos acima citados, foi reconstruída a PropostaPedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santuário, a qual setornará o instrumento que indica o rumo, a direção do trabalho pedagógicodesta instituição, buscando uma educação de qualidade para todos os alunos.
  7. 7. 3) MISSÃO Propiciar aos educandos uma aprendizagem significativa e efetiva,buscando, através de diferentes práticas pedagógicas, desenvolver aautonomia intelectual e o pensamento reflexivo e crítico destes, objetivandouma transformação social com vistas à sustentabilidade e à prática de valores.
  8. 8. 4) VISÃO Ser referência em educação de qualidade, cujos educandos construamsua aprendizagem de forma efetiva, baseada nos valores morais e éticos, a fimde que se tornem pessoas atuantes na sociedade.
  9. 9. 5) VALORES- Responsabilidade- Autonomia- Participação- Respeito- Ética- Inovação- Cooperação
  10. 10. 6) HISTÓRICO DA ESCOLA A Escola Municipal de 1º Grau Santuário foi criada através do DecretoMunicipal nº 3.915, de 30 de abril de 1993 e autorizada através do Parecer daComissão Estadual de Ensino nº 1.254, de 08 de setembro de 1993, iniciandosuas atividades escolares em 07 de março de 1994. A mesma foi umaconquista da comunidade dos bairros Santuário, Pedreira, Cíntea e Mãe deDeus, atendendo uma antiga reivindicação dos pais e alunos, os quaispercorriam um longo caminho até a escola mais próxima. Em 1998, através do Decreto Municipal nº 4.803, de 13 de outubro, aescola passa a denominar-se Escola Municipal de Ensino FundamentalSantuário. Atualmente a escola atende cerca de 400 alunos, incluindo além dosbairros acima citados, também o Petrópolis e Guarda de Deus. Para esteatendimento, conta com 25 professores, 02 especialistas, 03 agentesadministrativos, 06 serventes, 01 auxiliar de disciplina e 02 estagiários de CIE-E. Entre os projetos realizados na escola, acontecem o Clube de Meninas,Grêmio Estudantil, Tribo nas Trilhas da Cidadania, Informática na escola eBazar Solidário.
  11. 11. Atualmente a equipe diretiva é formada pela diretora Lia Beatriz HeuserRuschel, Vice-Diretora Marinei Scmidt, Orientadora Educacional Loreci Pereirada Silva, e Supervisor Escolar Patrick Molz. Diretores da EMEF Santuário: - 1994 a 1998: Sênio Voese (Diretor) e Lourdes Liane Pereira (Vice) – indicados pela SMEC - 1999 a 2000: Eliane M. Loebens Schmidt (Diretora) e Ana Patrícia Rodrigues (Vice) – eleitas pela comunidade escolar - 2001: Blasius Silvano Debald (Diretor) e Carlos Rodrigues Martins (Vice) – eleitos pela comunidade escolar - 2002 a 2003: Carlos Rodrigues Martins (Diretor), Fridolino Roberto Schneider (Vice do diurno) e Maria Nilza Paz Lopes (Vice do noturno) – por exoneração do diretor Blasius, o vice Carlos assumiu a direção, sendo que os dois vice-diretores foram indicados pela SMEC - 2004 a 2006: Fridolino Roberto Schneider (Diretor) e Carlos Rodrigues Martins (Vice) – eleitos pela comunidade escolar - 2007 a 2009: Fridolino Robnerto Schneider (Diretor) e Carla R. Trindade Fraga (Vice) – eleitos pela comunidade escolar
  12. 12. - 2010 a 2012: Lia Beatriz Heuser Ruschel (Diretora) e Marinei Schmidt(Vice) – eleitas pela comunidade escolar
  13. 13. 7) DIAGNÓSTICO A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santuário atende alunos deseis bairros da zona sul do município de Santa Cruz do Sul: Santuário,Pedreira, Cíntea, Petrópolis, Mãe de Deus e Guarda de Deus. Quanto à realidade das famílias dos alunos, a grande maioria possui casaprópria, com dois a três quartos, sendo que moram entre três e quatro pessoasna residência. Todos possuem luz elétrica e poucos ainda não têm banheirodentro de casa. A grande maioria possui televisão, DVD e antena parabólica,sendo que alguns têm computador e acesso à Internet. Já no que se refere à parte pessoal dos pais, a maior parte destes possuiidade entre 30 e 49 anos e concluiu o Ensino Médio; tem renda de, em média,um salário mínimo, sendo que grande parte trabalha como safrista nasindústrias fumageiras. Quanto à visão de escola, de processo ensino-aprendizagem, demetodologia, de avaliação, de perspectiva de vida, de participação da família,de valores e de relacionamento, realizadas as entrevistas com os diferentessegmentos, percebeu-se diferenças entre estes, sendo que os itens foramestudados nas reuniões pedagógicas, a fim de embasá-los teoricamente.
  14. 14. 7.1) Escola Muito além da escolarização formal, é preciso reconhecer que a escola representa espaço fundamental para o desenvolvimento da criança, do adolescente e do jovem, constituindo-se como um importante contexto de socialização, de construção de identidades, exercício de autonomia e do protagonismo, de respeito à diversidade étnico-racial, de gênero e orientação sexual e, finalmente, de afirmação, proteção e resgate de direitos. (BRASIL, 2008b, p.8). Desta forma, a escola passa a ser muito mais do que um prédio para aconstrução de uma aprendizagem formal. Passa a ser um espaço onde asdiferentes culturas se inter-relacionam, onde as vivências e experiências decada ator participante são entremeadas de forma a tecer uma aprendizagemsignificativa voltada para uma educação integral dos sujeitos. Segundo a pesquisa realizada, as opiniões a respeito da visão de escolaque os diferentes segmentos possuem divergem. Ou seja, os pais acreditamque a escola é preocupada e atenciosa com todos, que tem uma boa infra-estrutura, que as normas são claras e cobradas por todos, e que osprofissionais que nela atuam são muito bons, mesmo que os professores nãose imponham o suficiente. Ainda, afirmam que a escola é limpa e organizada,com uma boa equipe diretiva. Entretanto, o que os preocupa é a violência e afalta de segurança, tanto na escola, como na rua, e ainda, as dificuldades naaprendizagem que os alunos apresentam. Já o resultados da pesquisa dos alunos aponta, principalmente, a infra-estrutura ruim da escola, o que inclui a quadra aberta, a falta de pintura doprédio, o pátio pequeno, os banheiros sujos e a praça quebrada. Tambémcitam problemas como mobiliário estragado (mesas, classes, cadeiras),tecnologia ruim (internet lenta e poucos computadores), baixa qualidade noprocesso ensino-aprendizagem e a violência. Outros já afirmam que há ótimosprofessores e equipe diretiva.
  15. 15. Os professores citam, além do acima exposto, ou seja, infra-estruturaruim, pedagógico falho e violência, falta de seriedade e responsabilidade dosprofissionais, desinteresse do poder público, negligência e pouca participaçãodas famílias, desmotivação, desinteresse, carência e dificuldades dos alunos.Porém, alguns também afirmam que a escola é inclusiva, persistente,preocupada com a aprendizagem e a disciplina, democrática, aberta ecomprometida. A mesma opinião é partilhada pelos funcionários. Cabe ressaltar que a escola busca trabalhar de forma inclusiva, nãosomente nas adaptações físicas necessárias, as quais já existem, mas tambémno trabalho pedagógico, através do atendimento na Sala Multifuncional, bemcomo na classe regular, onde os professores adaptam suas aulas de acordocom a necessidade de cada um. 7.2) Processo Ensino-Aprendizagem Por muito tempo acreditava-se que valorizando o ensino, valorizava-se oconhecimento. Entretanto, hoje sabe-se que os dois processos estãointerligados, uma vez que “sem aprendizagem não há ensino” (PCN). Isto se deve ao fato de que, ainda segundo PCN, o conhecimento “... éresultado de um complexo e intrincado processo de construção, modificação ereorganização utilizado pelos alunos para assimilar e interpretar os conteúdosescolares.” Assim, para que este processo tenha êxito, faz-se necessário umensino que leve em conta os conhecimentos prévios dos educandos e busquea (re)construção destes, tornando-os agentes ativos desta aprendizagem. Através da pesquisa realizada, percebe-se que os pais compreendem queseus filhos têm dificuldade na aprendizagem, mesmo que estes os incentivem a
  16. 16. estudar, acompanham sua evolução, olham os cadernos e os auxiliam a fazeras tarefas de casa. Quanto aos alunos, parte destes afirma que ocorre pouca aprendizagemna escola, o que se deve, principalmente, à falta de educação dos alunos, àbagunça em sala de aula, à falta de aulas diferenciadas e à recuperação falha.Porém, outros já dizem que ocorre uma boa aprendizagem, uma vez que onível de exigência é bastante alto e há ótimos professores na escola, os quaisrealizam boas avaliações e dão boas aulas. Os professores citam como dificuldades no processo de ensino-aprendizagem a falta de limites dos alunos, o desrespeito e a indisciplinadestes, a falta de vontade de aprender, a rebeldia, a bagunça em sala de aula,a falta de material dos alunos, a agressividade entre eles e a pouca valorizaçãodo estudo pela comunidade em geral. Alguns profissionais afirmam que hácolegas que focam apenas nos conteúdos, que falta leitura e atualização e quea metodologia é tradicional, o que prejudica o trabalho. Da mesma forma, os funcionários citam as questões comportamentaisdos alunos como os principais fatores para a baixa qualidade na aprendizagem. 7.3) Metodologia Dependendo de sua metodologia, o professor pode contribuir para gerar uma consciência crítica ou uma memória fiel, uma visão universalista ou uma visão estreita e unilateral, uma sede de aprender pelo prazer de aprender e resolver problemas ou uma angústia de aprender apenas para receber um prêmio e evitar castigo (BORDENAVE; PEREIRA, 2008).
  17. 17. A metodologia utilizada em sala de aula é de extrema importância para odesenvolvimento de uma aprendizagem de qualidade dos alunos. Ou seja,conforme o acima exposto, a função da escola não é de formar pessoas quetenham uma boa memória, que tenham aprendido conteúdos, mas sim,pessoas que tenham visão de mundo, que saibam buscar seus direitos e lutarpor seus ideais de uma forma consciente. Entretanto, analisando a pesquisa realizada, percebe-se que, tanto osprofessores como os alunos destacam que as aulas ainda utilizam umametodologia bastante tradicional, buscando apenas trabalhar os conteúdosestipulados no plano de estudos e de uma forma pouco atrativa, portanto, nãoocorrendo uma real aprendizagem. Desta forma, cabe ressaltar o que diz Celso Vasconcelos: "Na metodologia expositiva o aluno recebe tudo pronto, não problematiza, não é solicitado a fazer relação com aquilo que já conhece ou a questionar a lógica interna do que está recebendo, e acaba se acomodando. A prática tradicional é caracterizada pelo ensino "blá-blá-blante", salivante, sem sentido para o educando, meramente transmissora, passiva, a-crítica, desvinculada da realidade, descontextualizada." (Vasconcelos, 2008). 7.4) Avaliação Grandes são as dificuldades encontradas pelos profissionais da educaçãoem sala de aula. Entretanto, uma das principais, sem dúvida, é a avaliação,uma vez que esta emite um parecer ou um julgamento sobre os saberes dosalunos. Para Gardner in Nogueira 2001: “... uma avaliação deveria dar informações sobre a capacidade e potenciais dos alunos, de tal forma a dar-lhes um feedback sobre suas aquisições, assim como propiciar informações para a
  18. 18. comunidade circundante. Essa avaliação deveria ocorrer de forma natural, quase sem reflexão do consciente, sem datas e horários preestabelecidos e, se possível, sem rotulações de resultados mensuráveis”. A partir da pesquisa realizada e levando em conta esta nova concepçãode avaliação, a grande maioria dos professores se diz seguro na aplicação deavaliações, pois buscam realizar uma avaliação contínua e constante,buscando detectar as dificuldades dos educandos e levar em conta seuprogresso. Também citaram que buscam primeiramente conhecer os alunos,bem como aplicar diversas formas de avaliação, vendo o mesmo como sujeitode sua aprendizagem. Entretanto, alguns professores assumem que possuemdificuldade em avaliar, principalmente em diversificar as avaliações, citandotambém o grande número de alunos em sala de aula e o pouco tempo para aelaboração destas. Os alunos retificam o que foi citado pela maioria dos professores,afirmando que a avaliação está boa desta forma, não precisando ser alterada.Apenas alguns criticam a avaliação por parte dos professores, dizendo quedeveria ser diversificada, ou seja, que deveriam ser utilizados diferentesinstrumentos avaliativos. Percebe-se que grande parte do exposto acima já é realizado na escola, oque é comprovado pelas entrevistas, uma vez que a avaliação é vista comoprocesso, envolvendo o ato não somente de ensinar e cobrar, mas também derefazer e reestruturar, ou seja, de rever o que foi ensinado e como foi ensinado,através da recuperação paralela, buscando auxiliar o aluno no caminho para osucesso escolar.
  19. 19. 7.5) Perspectiva de vida A realidade em que a escola está inserida é a da maioria das escolaspúblicas do país, ou seja, na periferia da cidade onde grande parte dos pais dealunos possuem renda mensal média de um salário mínimo e onde acriminalidade faz parte do dia-a-dia dos moradores. Considerando esta realidade, percebeu-se que grande parte dosprofessores e funcionários acreditam que as perspectivas para o futuro dosalunos não são boas, ou seja, que a maioria não irá dar prosseguimento aosestudos, com raros casos que buscarão ensino superior, ou ainda, que asmeninas sonham apenas em casar e constituir família. Isto se deve, segundoeles, principalmente à falta de motivação dos pais e à falta de visão de futurodos alunos, o que gera uma desmotivação nos profissionais da educaçãoquanto à importância da aprendizagem. Porém, sabe-se que esta responsabilidade também é da escola, pois,segundo Werneck, “Uma escola que ensina a olhar o futuro prepara para avida, impulsiona”. E ainda, segundo o mesmo autor, “Uma boa escola preparapara a vida, dá segurança em relação à continuação dos alunos nas trilhas dosaber e do progredir”. Entretanto, confrontando as ideias acima expostas, o resultado dosquestionários aplicados aos alunos diferiu completamente, ou seja, a maioriadeseja cursar uma graduação, destacando-se os cursos de medicina eveterinária. Também aparece um número considerável de alunos que desejamser professores de diversas áreas do conhecimento, assim como aqueles quedesejam seguir carreira militar ou ingressar na polícia.
  20. 20. Assim, a partir da pesquisa realizada, percebe-se que, apesar dasadversidades encontradas pelos alunos, os mesmos possuem grandesperspectivas de vida, buscando sempre melhorar a qualidade de vida de suafamília, o que poucas vezes é percebido pelos profissionais de educação queatuam na escola. 7.6) Participação da família A participação da família na vida escolar dos alunos é de fundamentalimportância no desenvolvimento cognitivo destes. Entretanto, segundo oresultado da pesquisa realizado com os educadores, o envolvimento dos paisno trabalho da escola ainda é insuficiente para que se possa alcançar osucesso esperado. Entretanto, segundo os pais e os alunos, a grande maioria afirma aparticipação da família na vida escolar dos alunos, seja através do incentivo, doacompanhamento das notas e dos temas ou do simples fato de não deixar queestes faltem às aulas ou do ato de olhar os cadernos. Mas os pais tambémsolicitam que a escola ofereça mais espaços para sua participação, sejaatravés de clubes ou de atividades, bem como, pedem uma maior comunicaçãoentre eles e a escola. Assim, percebe-se que faz-se necessária uma reavaliação nos conceitosdesta relação escola e família e, para tanto, precisa-se levar em conta o queescreve Garcia e Puig, O ponto de partida para favorecer a presença dos pais na escola é a conscientização de que eles não se envolvem sozinhos. É necessário buscar as famílias, em vez de esperar que elas se incorporem espontaneamente à dinâmica escolar. O
  21. 21. conhecimento de seu ambiente social é essencial para entendê- las e aproximá-las da escola, (...) (Garcia e Puig, p. 137) 7.7) Valores Diversos são os problemas encontrados na sociedade atual, incluindo,desta forma, as famílias e a escola. Ou seja, a escola reclama que os alunosnão respeitam mais os professores e que não valorizam mais o estudo. Os paisafirmam que os filhos não possuem mais limites e que falta respeito para comeles. Por isso, segundo Yves de La Taille, “(...) muitos pais procuram colocarseus filhos em escolas cuja reputação é de firmeza e ordem.”, ou seja, muitospais buscam recuperar valores que já não são mais tão valorizados nos diasatuais, o que foi comprovado pela pesquisa realizada com todos os segmentosda escola. Desta forma, pode-se perceber o quão importante é o trabalho em valoresrealizado na escola, principalmente no que se refere à moral e à ética, uma vezque, ainda segundo Yves, “A moral refere-se às leis que normatizam ascondutas humanas, e a ética corresponde aos ideais que dão sentido à vida.”,objetivos estes buscados por todos os envolvidos na construção da vida doseducandos. 7.8) Relacionamento A identidade pessoal só pode ser construída com base na relação que cada sujeito mantém com os demais. O eu não se desenvolve fechando-se em si mesmo, e sim estabelecendo interações com os iguais, que o ajudam a gerar uma forma de vida e uma trajetória. Assim, as relações interpessoais são
  22. 22. imprescindíveis para o crescimento humano e moral de qualquer um. (Garcia e Puig, p. 52) É indiscutível a importância do relacionamento na construção daidentidade humana dos sujeitos envolvidos no processo educacional de umaescola. Entretanto, nem sempre é fácil um bom relacionamento entre os atoresdesta instituição. O que pode ser verificado no resultado da pesquisa. Os alunos afirmam que seu relacionamento na escola, seja com colegas,professores, funcionários e equipe diretiva é bom ou muito bom, uma vez queestes respeitam a fim de serem respeitados. O mesmo é colocado pelos educadores, os quais afirmam que hácolaboração de todos com muita educação e respeito, bem como busca-seuma educação através de valores, onde impere o diálogo. Porém, algunstambém afirmam que há profissionais que não buscam melhorar a escola, nãofazendo jus ao salário que recebem, ou ainda, que há falta de ética por partede alguns, que o grupo é desunido e que a equipe diretiva nem semprecompreende o auxílio que os professores oferecem. Desta forma, pode-se observar que o relacionamento, por mais complexoe importante que seja, na escola é considerado bom, apesar das dificuldadesencontradas no trabalho diário.
  23. 23. 8) OBJETIVOS 8.1) Objetivos da Escola - Oportunizar a participação nas diferentes situações sociais, culturais,políticas e religiosas; - Construir progressivamente a noção de identidade social; - Utilizar as diferentes fontes de informação para a construção doconhecimento; - Agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício dacidadania; - Contribuir ativamente como agente transformador, buscando melhoriaspara o meio ambiente; - Promover a integração entre família e comunidade, tornando a educaçãoum processo coletivo; - Educar para a participação, acreditando num processo educativo quevalorize o protagonismo social; - Proporcionar condições de inclusão para os alunos com necessidadesespeciais.
  24. 24. 8.2) Objetivos da Educação Infantil – Pré-Escola A educação infantil busca levar os alunos a desenvolver as seguintescapacidades: - Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vezmais independente; - Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, valorizandohábitos de cuidado com a própria saúde e bem-estar; - Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças,fortalecendo sua auto-estima, possibilitando sua interação social; - Respeitar a diversidade, desenvolvendo atitudes de ajuda ecolaboração; - Explorar o ambiente com curiosidade, percebendo-se como integrante eagente transformador deste; - Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos enecessidades; - Utilizar as diferentes linguagens – corporal, musical, plástica, oral eescrita – expressando suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos,avançando assim, no seu processo de construção de significados; - Conhecer manifestações culturais, valorizando a diversidade.
  25. 25. 8.3) Objetivos do Ensino Fundamental - Utilizar as diferentes linguagens – verbal, matemática, gráfica, plástica ecorporal – como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias,interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos eprivados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação; - Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicospara construir o conhecimento; - Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural brasileiro,bem como aspectos de outros povos e nações, posicionando-se contraqualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social,crença, gênero, etnia ou outras características individuais e sociais; - Compreender a cidadania como participação social e política, assimcomo exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, nocotidiano, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças,respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; - Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais,materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção deidentidade nacional e pessoal; - Conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitossaudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo comresponsabilidade em relação à sua saúde...
  26. 26. 9) PRINCÍPIOS NORTEADORES Os princípios norteadores da escola fundamentam o trabalho por elarealizado, seja didático-pedagógico, de pessoal ou financeiro, buscando torná-la realmente uma escola pública de qualidade para todos. Assim, são eles: 9.1) Gestão democrática Uma das mais importantes tendências das reformas educacionais emnível mundial é o processo de descentralização da gestão escolar. Esteprocesso está associado ao estabelecimento de mecanismos legais einstitucionais e à organização de ações que desencadeiem a participaçãosocial. Ratificando isso, Marília Pontes Spósito in Fischer, afirma que Gesta-se uma vontade coletiva nessa multiplicidade de representações: o desígnio de uma escola voltada para a realidade, a escola que entenda suas condições de vida, a escola que seja capaz de compreender como é a vida de periferia, a escola que possa ouvir, de fato, o que os pais, os jovens, as mulheres têm a dizer, que rompa com o seu silêncio, que os transforme em sujeitos do seu projeto educativo. (SPOSITO in Fischer, p. 144) Assim, acredita-se na necessidade de mudança na prática de todos osenvolvidos no processo educacional da escola, a fim de integrar os diferentessegmentos desta, ou seja, faz-se necessário um trabalho conjunto entre
  27. 27. alunos, professores, equipe diretiva, funcionários e família para alcançar a tãosonhada qualidade na educação pública. Várias são as ações já realizadas neste sentido, tais como: eleição paradiretores, Grêmio Estudantil, Clube de meninas, Bazar solidário, Mostras detrabalhos, Eventos sócio-culturais. Entretanto, uma das metas da escola éampliar a integração destes segmentos, através do conhecimento da realidadede cada família, bem como, da participação de eventos que ocorrem nascomunidades, assegurando a todos que a escola faz parte da vida destes. 9.2) Garantia de acesso, permanência e sucesso dos alunos A Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira, LDB nº 9394/96, emseu artigo 3º já previa como princípio para o ensino a igualdade de condiçõespara o acesso e permanência na escola. O Plano Nacional de Educação jáinclui como uma das diretrizes a qualidade deste ensino. Assim, a escola, além de buscar atender a legislação vigente, seja emâmbito nacional, estadual ou municipal, tem como meta atender a todos osalunos que queiram estudar, assim como evitar o abandono destes e, acima detudo, oferecer um ensino que seja relevante para estes e que possa abrirportas para sua vida futura, seja pessoal ou profissional. Dentre os três itens, o mais preocupante é o sucesso dos alunos, umavez que a escola já busca oferecer o máximo de vagas possíveis, levando emconta o tamanho das salas de aula e a legislação referente ao mesmo, bemcomo tem muito poucos casos de abandonos, os quais geralmente sãosolucionados.
  28. 28. Desta forma, acredita-se que, conforme afirma Vasco Moretto, paraconseguir um real sucesso dos alunos, a escola deve cumprir seu papel social“(...) ao mesmo tempo conservador e transformador.”, o que ele explica: Conservador porque a ela cabe propor às novas gerações os conhecimentos construídos a partir da história humana. Nesse processo, a escola exerce um papel de fundamental importância ao selecionar criteriosamente, dentre todos os conhecimentos desenvolvidos, aqueles relevantes para a iniciação dos jovens no mundo social. Ao mesmo tempo, exerce seu papel transformador ao preparar criticamente os jovens, capacitando- os a analisar sua sociedade, avaliar as relações existentes, equacionar seus problemas e propor soluções. (Moretto, p. ) Diante do exposto, a escola tem a função de conservar o patrimôniohistórico e cultural dos alunos, bem como apresentar-lhes as novastecnologias, a fim de que estes sejam capazes de (re)construir sua visão demundo e melhorar constantemente sua qualidade de vida. Para que este trabalho se torne possível o aluno deve ser visto comosujeito de sua aprendizagem, o qual constrói seu conhecimento, e o professor,como mediador deste processo, e não como mero transmissor de informações,o que resulta em uma aprendizagem significativa, o que substitui aaprendizagem como simples memorização. Ainda, é preciso que o professor leve em conta os conhecimentos préviosdos alunos, saiba distinguir os conteúdos que são relevantes para estes econsiga tornar a aula atrativa, buscando desta forma, a interação entre ambos,o que evita a busca de culpados quando o resultado não é o esperado.Também, outra forma de auxiliar neste processo é através do oferecimentoprogressivo de turno integral aos alunos, o que já vem sendo feito por meio doPrograma “Mais Educação”.
  29. 29. 9.3) Escola inclusiva A escola para ser considerada inclusiva deve abandonar a condição deinstituição burocrática, que apenas cumpre regras e normas pré-estabelecidas,ou seja, o espaço escolar deve ser visto como sendo de todos e para todos. Para tanto, esta nova visão de escola implica na busca de novasalternativas para o acesso, a permanência e o sucesso dos alunos que estãoinseridos nela, pois como afirma Montoan (1997, p. 68), “(...) cabe à escolaencontrar respostas educativas para as necessidades de seus alunos”. Acreditando nisto e no fato de que ninguém é igual a ninguém, ou ainda,que cada um aprende de uma maneira, e levando em conta a diversidade, oprocesso de ensino-aprendizagem deve ser repensado, ou seja, faz-senecessário conhecer cada vez melhor os alunos, a fim de planejar as aulas deacordo com a necessidade de cada um, de utilizar metodologias diferenciadase avaliar o progresso individual, deixando de lado a visão de homogeneidadena sala de aula. Também, além do atendimento em sala multifuncional, o currículo dosalunos com necessidades educacionais especiais deve ser adaptado, que nãoseja fixo ou fechado, mas sim, participativo, que desvele a importância dadiversidade na escola, respondendo às suas reais demandas. 9.4) Valorização e formação continuada dos profissionais da educação “Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém quetem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender”. (CURY, 2003,p. 17).
  30. 30. O professor contemporâneo já não busca mais ser um mero transmissorde conhecimentos ou ainda, apenas o comandante da sala de aula. Ele sabeque tem de provocar mudanças significativas nos alunos, oferecendo subsídiospara que estes possam, além de construir seus conhecimentos, tornar-sepessoas corretas, críticas e atuantes. Para que esta meta possa ser alcançada, acredita-se também que,conforme Garcia e Puig, (...) uma personalidade autêntica, que mostra coerência entre as idéias que transmite e a sua conduta diária e é capaz de aceitar e valorizar outros pontos de vista, fornece modelos aos jovens e tem mais possibilidade de influenciá-los de maneira significativa. (Garcia e Puig, p.31) Percebe-se, desta forma, a importância do papel do professor na vida deseus alunos, principalmente considerando-se alunos das classes populares, osquais possuem uma grande carência de modelos de vida a seguirem. Considerando isto, a valorização do educador é de fundamentalimportância para seu trabalho, uma vez que ele é parte do processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Assim, conforme preconiza a Resolução 01/2010 doConselho Municipal de Educação de Santa Cruz do Sul em seu artigo 30, §1º,esta valorização está vinculada à oportunidade de formação continuada, umavez que “a qualidade da educação depende, em primeiro lugar, da qualidadedo professor” (DEMO, 2002, p. 72). E, para que o trabalho do professor tenhaqualidade, o mesmo, além de uma boa formação inicial, necessita de espaçospara a aquisição de novas competências de forma a contemplar as novidadesque se apresentam a ele.
  31. 31. Para tanto, a escola oferece jornada pedagógica anual, bem comoreuniões pedagógicas quinzenais, a fim de discutir problemas, refletir sobresituações do cotidiano de sala de aula e buscar soluções, visando a melhoriada qualidade do ensino na escola pública. Entretanto, tem-se como metaaumentar estes encontros e buscar mais a integração de toda a comunidadeescolar neste trabalho.
  32. 32. 10) ORGANIZAÇÃO CURRICULAR O processo de ensino-aprendizagem da escola pauta-se numaorganização curricular que se fundamenta na visão do aluno como um serintegral, que possui uma identidade própria e necessita de um trabalho voltadopara seus interesses, ou seja, que possa ampliar sua visão de mundo para queeste possa fazer suas próprias escolhas. Assim, busca-se, além de trabalhar a Base Nacional Comum e a ParteDiversificada, incluindo neste âmbito os temas transversais, os símbolosnaionais, trânsito e a história e cultura afro e indígena, oferecer aos educandosa possibilidade de um trabalho interdisciplinar realizado através dodesenvolvimento de projetos de pesquisa, seja na área das ciências exatas,sociais ou humanas, visando garantir a qualidade na aprendizagem. A escola tem esta visão considerando que, A posição interdisciplinar se fundamenta na crença de que o aluno possa estabelecer conexões pelo simples fato de serem evidenciadas pelo professor, e em que o somatório de aproximações a um tema permita, por si próprio, resolver os problemas de conhecimento de uma forma integrada e relacional. (HERNÁNDEZ e VENTURA, p. 54)
  33. 33. Desta forma, o aluno não constrói seu conhecimento nas diversas áreasdo conhecimento de forma isolada, mas sim, de uma maneira integral, assimcomo ele aprende também fora da escola. Ainda, completando esta ideia, éimportante o trabalho por projetos, pois, conforme Nogueira, Um projeto na verdade é, a princípio, uma irrealidade que vai se tornando real, conforme começa a ganhar corpo a partir da realização de ações e, consequentemente, as articulações destas. (Nogueira, p. 76) Também, de acordo com o artigo 4º da Resolução CME/SCS 01/2010, aescola, considerando as dimensões do educar e do cuidar, visa garantir a todosos educandos, ensino ministrado de acordo com os princípios de: I – igualdade de condições para o acesso, inclusão, permanência esucesso na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, opensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV – respeito à liberdade e aos direitos; V – coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; VI – gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; VII – valorização do profissional da educação escolar; VIII – gestão democrática do ensino público, na forma da legislação e dasnormas dos respectivos sistemas de ensino; IX – garantia de padrão de qualidade; X – valorização da experiência extraescolar; XI – vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
  34. 34. Assim, levando em conta todo o acima exposto, a escola busca propiciaraos alunos da Educação Infantil – Pré-Escola e do Ensino Fundamentalcomposto pelos Anos Iniciais, incluindo aí o Bloco de Alfabetização (1º, 2º e 3ºAnos), e Anos Finais, um espaço permanente de construção de conhecimentoe de crescimento integral, a fim de auxiliá-los na busca constante pela melhoriada qualidade de vida, assegurando-lhes todos os seus direitos.
  35. 35. 11) AVALIAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA, INSTITUCIONAL E EXTERNA A escola possui atualmente autonomia para a construção de sua PropostaPedagógica, a qual é feita com a participação de todos os segmentos que delafazem parte, ou seja, alunos, pais, professores e funcionários. Entretanto, esta autonomia também requer uma avaliação constantedesta proposta, a fim de verificar os erros e acertos dela provenientes. Assim, amesma será (re)avaliada anualmente por todos os segmentos que aconstruíram, através de encontros para discussões e reflexões acerca dosobjetivos previstos e alcançados. Da mesma forma é avaliada anualmente a instituição, por intermédio dosdiferentes segmentos que compõem a unidade escolar. Quanto à avaliação externa, busca-se constantemente melhorar o IDEBda escola, melhorando a qualidade do resultado da Prova Brasil.
  36. 36. 12) REFERÊNCIASBORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizageM. Petrópolis (RJ): Vozes, 2008.BRASIL. Secad. Rede de saberes mais educação: pressupostos para projetospedagógicos de educação integral – caderno para professores e diretores deescolas. Brasília, DF: Secad, 2008b.CURY, Augusto. Pais brilhantes, professores fascinantes. Rio de Janeiro:Sextante, 2003.FISCHER, Nilton Bueno; FERLA, Alcindo Antônio e FONSECA, LauraSouza (org.). Educação de classes populares. Porto Alegre: Editora Mediação,1996.GARCIA, Xus Martins e PUIG, Josef Maria. As sete competências básicaspara educar em valores. São Paulo: Summus, 2010.HERNÁNDEZ, Fernando e MONTSERRAT, Ventura. A organização docurrículo por projetos de trabalho. 5 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Ser ou estar, eis a questão: explicando odéficit intelectual. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
  37. 37. MORETTO, Vasco Pedro. Construtivismo: a produção do conhecimento emaula. 3 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Pedagogia dos projetos: uma jornadainterdisciplinar rumo ao desenvolvimento das múltiplas inteligências. 6 ed. SãoPaulo: Érica, 2001.SPÓSITO, Marília Pontes. A ilusão fecunda a luta por educação nosmovimento populares. São Paulo: Hucitec/Edusp, 1993.VASCONCELOS, Celso dos Santos. Construção do conhecimento em sala deaula. São Paulo: Libertad, 2008.VEIGA, I. P. A. (Org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construçãopossível. 23. ed. Campinas: Papirus, 2001.

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