Leucócitos e Leucemias

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Leucócitos e Leucemias

  1. 1. Leucócitos e Leucemias
  2. 2. Maturação da série branca
  3. 3. Maturação da série branca Mieloblasto: é a célula m, possui dois ou mais nucléolos, núcleo com mais imatura. Mede cerca de 15 a 18 cromatina frouxa. Citoplasma escasso, basofílico, podendo apresentar grânulos e bastonetes de Auer. Podem indicar no hemograma leucemia mielóide, síndrome mielodisplásica ou reação leucemóide. Promielócitos: maior que o mieloblasto, citoplasma basófilo com muitos grânulos primários, zona de Golgi evidente, núcleo com cromatina frouxa e nucléolo visível. Mielócitos: citoplasma acidófilo, poucos grânulos, ausência do nucléolo, cromatina mais condensada.
  4. 4. Maturação da série branca Metamielócitos: poucos grânulos primários, núcleo achatado, cromatina condensada, grânulos secundários. Bastonetes: citoplasma acidófilo, núcleo alongado e curvo. Aumento na sua quantidade indica infecção. Segmentados: citoplasma acidófilo, núcleo segmentado, cromatina condensada, núcleo com dois a cinco lóbulos. Aumento na quantidade de neutrófilos indica infecção
  5. 5.  Gênese dos Neutrófilos na medula óssea: MB (mieloblasto), PM (promielócito), M (mielócito), MM (metamielócito), BT (bastonete), SG (segmentado).
  6. 6. Grânulos Primários – visualizados no promielócito e mielócito (inespecíficos) contém MPO catalisa a produção de hipoclorito (bactericida) Secundários – a partir do metamielócito, contém lactoferrina quelante do ferro indisponibilizando-o para o crescimento bacteriano.
  7. 7. Alterações reacionais Neutrofilia Neutropenia Desvio à esquerda Desvio à direita Linfocitose (linfócitos atípicos – linfócitos T ativados) /mononucleose infecciosa /coqueluche Linfopenia
  8. 8. Alterações reacionais Infecção bacteriana Infecções virais Tuberculose Eosinofilia reacional Reações leucemóides(linfóide e mielóide)
  9. 9. Reação Leucemóide (RL) Resposta intensa (leucocitose acima de 50.000 leuc/microlitros) Pode ser confundido com LMC Diferenciar – eosinofilia, basofilia e plaquetose falam a favor da LMC, granulações tóxicas, corpúsculo de Dohle, vacúolos citoplasmáticos e plaquetopenia RL. Fosfatase alcalina aumenta nos processo infecciosos e inflamatórios.
  10. 10. Alterações da Série Branca Hiperssegmentação Granulações tóxicas – granulações primárias em metamielócitos e neutrófilos. Corpúsculo de Dohle – visualização do Retículo endoplasmático rugoso. May Hegglin - trombocitopenia familiar associada a inclusões, plaquetas gigantes, granulações acinzentadas Chediak Higashi – Lisossomos gigantes e grânulos grandes, leucopenia Peuger Huet – Benigna Anomalia de Alder Reilly – mucopolissacaridose, inclusões alaranjadas
  11. 11. Anomalia de Pelger-Huet
  12. 12. Anomalia de Pelger-Huet
  13. 13. Chediak Higashi
  14. 14. Chediak Higashi
  15. 15. May-Hegglin
  16. 16. Neoplasia Proliferação celular que não obedece aos controles de crescimento. Infiltrativa: ocorre perda ou modificação de função. Ocasionada, geralmente por estímulos desconhecidos, que afetam determinada linhagem celular (clonal).
  17. 17. Leucemia Neoplasias malignas que afetam células precursoras hemopoéticas e se localizam originalmente na medula óssea
  18. 18. Causas Etiologia: geralmente desconhecida Hereditários Fatores genéticos ALTERAÇÕES CROMOSSÔMICAS Radiação ionizante (u.v., raios X,etc) Radiação não ionizante Exposição ocupacional Substâncias químicas (benzeno e seus derivados, agentes alquilantes,etc ) Vírus (HTLV-1, Epstein-Barr) Secundárias a outras doenças?
  19. 19. Fatores genéticos SÍNDROME DE DOWN (trissomia do 21, LMA megacariocítica SÍNDROME DE KLINEFELTER´S (XXY) SÍNDROME DE BLOOM´S (LLA,LMA) ATAXIA-TALIANGIECTASIA (LLA) SÍNDROME DE FANCONI (LMA)
  20. 20. Síndrome de Down
  21. 21. SÍNDROME DE KLINEFELTER´S
  22. 22. ATAXIA-TALANGIECTASIA
  23. 23. SÍNDROME DE FANCONI A síndrome de Fanconi é uma tubulopatia renal proximal complexa rara na qual se observa distúrbio na reabsorção de glicose, aminoácidos, fosfato, bicarbonato e potássio, além de proteinúria tubular, deficiente concentração urinária e distúrbios no processo de acidificação.
  24. 24. BIOLOGIA DA CÉLULA TUMORAL Geralmente Clonalidade Independência de controle de proliferação e,ou na apoptose Instabilidade gênica Capacidade de infiltração e metástase Capacidade de alterar a membrana basal Independe de microambiente específico
  25. 25. INTRODUÇÃO: A Leucemia aguda é uma doença neoplásica do tecido hematopoético, caracterizada pela proliferação anormal das células progenitoras que perdem a capacidade de maturação e/ou diferenciação.
  26. 26. EPIDEMIOLOGIA Aproximadamente 31.500 casos/ano (EUA) Relação homem/mulher 1.28:1. LMA: 32% dos casos LLC: 26% dos casos LMC: 15% dos casos LLA: 11% dos casos Não classificadas: o restante.
  27. 27. RECURSOS DIAGNÓSTICOHEMATOLÓGICO Hemograma Mielograma Biópsia de medula óssea Citoquímica/imunohistoquímica (MPO, SB,PAS) Imunofenotipagem (Citometria de fluxo, anticorpos) Citogenética (Cultura de células, Cariótipo) Biologia molecular
  28. 28. SINAIS E SINTOMAS MAIS FREQUENTES Palidez Cansaço Anorexia Perda de peso Febre Hemorragia Hepatomegalia Esplenomegalia Adenopatia
  29. 29. Classificação geral das Leucemias LMA LMC LLA LLC
  30. 30. CLASSIFICAÇÃO F.A.B. P/ LMA LMA-M0 INDIFERENCIADA LMA-M1 SEM MATURAÇÃO LMA-M2 COM MATURAÇÃO LMA-M3 PROMIELOCÍTICA LMA-M4 MIELOMONOCÍTICA LMA-M5 MONOCÍTICA LMA-M6 ERITRÓIDE LMA-M7 MEGACARIOCÍTICA
  31. 31. Classificação FAB P/ LLALinfóides L1: células regulares, homogêneas; L2: células mais heterogêneas; L3: células de citoplasma basófilo, vacuolado, correspondendo à morfologia do Linfoma de Burkitt
  32. 32. LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA ( LMA )
  33. 33. INTRODUÇÃO – LMA: 10.000 novos casos/ano e 7.000 mortes/ano Representa 80% das leucemias agudas em adultos A incidência aumenta com a idade, atingindo um pico na sexta década de vida Não existe um fator genético associado
  34. 34. SINTOMAS: Insuficiência medular Anemia Trombocitopenia Neutropenia Dores abdominais Dores articulares
  35. 35. DIAGNÓSTICO: Hemograma (aspecto morfológico) Punção de medula óssea Biópsia de medula óssea Provas citoquimicas Imunofenotipagem Citogenética
  36. 36. DIAGNÓSTICO LMA: Hemograma = presença de blastos Leucocitose (50.000/mm³), Anemia e trombocitopenia Bastonetes de auer Medula óssea > 20% mieloblastos Provas citoquimicas específicas Imunofenotipagem Citogenética
  37. 37. PROVAS CITOQUIMICAS: Mieloperoxidase Sudam black Anae Anae – fluoreto de sódio Azul de toluidina PAS
  38. 38. MPO - Mieloperoxidase Presente nos grânulos primários dos precursores dos neutrófilos; A reação é positiva em blastos de origem mielóide com alguma evidência de maturação, nos promielócitos e mielócitos. A MPO (SB) é importante na caracterização do Mieloblasto e uma prova positiva faz o diagnóstico de LMA.
  39. 39. MIELOPEROXIDAE +
  40. 40. MIELOPEROXIDASE +
  41. 41. IMUNOFENOTIPAGEM: A presença de antígenos de superfície nas células hematopoéticas tem um papel importante na identificação e classificação da linhagem e estado maturativo destas células. A imunofenotipagem foi um grande avanço como auxílio diagnóstico e prognóstico e também no tratamento de inúmeras doenças hematológicas.
  42. 42. CITOGENÉTICA: O estudo das alterações cromossômicas nas leucemias é fundamental para se definir condutas terapêuticas e avaliações prognósticas da doença
  43. 43. LEUCEMIA MIELÓIDE AGUDA-LMACLASSIFICAÇÃO CITOGENÉTICA PROGNÓSTICOLMA-M0LMA-M1 (sem maturação) t(9;22), inv(3) RuimLMA-M2 (com maturação) t(8;21) MistoLMA-M3 (promielocítica) t(15;17) BomLMA-M3 microgranular t(11:17), t(5;17)LMA-M4(mielomonocítica) inv 16 BomLMA-M5 (monocítica) t(11)(q23) BomM5a del(11)(q23) Ruim?M5bLMA-M6 (eritroleucemia) 5, 5q-, -7, 7q- RuimLMA-M7 (megacariocítica) t(1;22) (crianças) Ruim
  44. 44. LMA-M0
  45. 45. LMA-M0
  46. 46. LMA-M1
  47. 47. LMA-M1
  48. 48. LMA-M1
  49. 49. LMA-M1
  50. 50. LMA-M1
  51. 51. LMA-M1
  52. 52. LMA-M1
  53. 53. LMA-M2 Prevalência 32% BLASTOS COM MATURAÇÃO (grânulos) Bastonetes de auer + Mpo + Imunofenotipagem: cd13;33 + cd14;15 + T(8;21) foi a primeira translocação identificada no câncer humano (1972) Comprometimento eosinofílico
  54. 54. LMA-M2
  55. 55. LMA-M2 (eosinofílica)
  56. 56. LMA-M3 Prevalência 12% Promielócitos leucêmicos, “faggot cell” Variante microgranular Aspecto morfológico Imunofenotipagem: Hla-dr - cd34;15 - cd13 + (100%) CITOGENÉTICA: t(15;17)
  57. 57. LMA-M3
  58. 58. LMA-M3
  59. 59. LMA-M3
  60. 60. LMA-M3 (variante)
  61. 61. LMA-M3 (variante)
  62. 62. LMA-M4 Prevalência 23% Blastos mielóides / monocitóides Linhagem monocitóide < 20% m.O. Anae + Imunofenotipagem: cd34 + (difícil) CITOGENÉTICA: VARIANTE lma-m4eo Inv(16) – (aberrante cd2) Comprometimento snc
  63. 63. LMA-M4
  64. 64. LMA-M4
  65. 65. LMA-M4
  66. 66. LMA-M5 Prevalência 06% Linhagem monocitóide > 80% m.O. Subtipo a: sem maturação Subtipo b: com maturação Anae + Imunofenotipagem: Cd33 + cd13 fraco cd34;117 - cd14;64 ++ Comprometimento em snc
  67. 67. LMA-M5
  68. 68. LMA-M5A
  69. 69. LMA-M5B
  70. 70. LMA-M6 Prevalência 04% Medula óssea: > 50% precursores eritróides > 30% mieloblastos (cne) Imunofenotipagem: Cd71 + glicoforina +
  71. 71. LMA-M6
  72. 72. LMA-M7 Prevalência 02% Morfologicamente de difícil diferenciação Imunofenotipagem: Cd41 + cd61 +
  73. 73. LMA-M7
  74. 74. LEUCEMIA MIELÓIDE CRÔNICA ( LMC )
  75. 75. INTRODUÇÃO: É uma doença mieloproliferativa clonal resultante da transformação maligna de uma célula-tronco hematopoética pluripotente, que envolve as linhagens mielóide, eritróide, megacariocítica, linfócitos B e as vezes linfócitos T.
  76. 76. EPIDEMIOLOGIA: Afeta adultos jovens mas a maior incidência da doença ocorre entre a 5a e 6a década da vida. Predominância masculina de 1,4:1
  77. 77. DIAGNÓSTICO: Leucocitose > 100.000/mm³ Trombocitose > 600.000/mm³ Anemia Neutrofilia com todas as formas maturativas mas com predomínio de mielócitos a segmentados. Basofilia
  78. 78. CITOGENÉTICA:• 90-95% DOS PACIENTES COM LMC TÊM A T(9;22) CLÁSSICA.• 2-10% DOS CASOS TÊM UMA TRANSLOCAÇÃO VARIANTE ENVOLVENDO O 9Q34 E O 22Q11 COM UM TERCEIRO OU MAIS CROMOSSOMOS.• PACIENTES COM A TRANSLOCAÇÃO CLÁSSICA E VARIANTE SÃO CLÍNICA E HEMATOLOGICAMENTE SEMELHANTES.
  79. 79. FASES DA DOENÇA: FASE CRÔNICA: FASE INICIAL, COM EXPANSÃO CLONAL MIELÓIDE, APRESENTANDO LEUCOCITOSE COM TODAS AS FASES DE MATURAÇÃO. DURAÇÃO DE 3-4 ANOS. BLASTOS NA MEDULA ÓSSEA: <10%
  80. 80. FASE CRÔNICA;
  81. 81. FASE CRÔNICA:
  82. 82. FASE CRÔNICA:
  83. 83. FASES DA DOENÇA: Fase acelerada: progressiva parada de maturação celular; aumento de resistência à terapia e evolução citogenética clonal. ≥10% blastos na medula óssea ou sangue periférico; ≥20% blastos + promielócitos na M.O ou S.P; ≥20% basófilos + eosinófilos no sp.
  84. 84. FASE ACELERADA:
  85. 85. FASES DA DOENÇA: Crise blastica : 50% dos casos são blastos mielóides; 30% blastos linfóides (pré-b) e 10% de blastos eritróides; está associada a um mau prognóstico, com sobrevida de 3-6 meses, e é caracterizada pela presença de >30% de blastos na medula óssea ou no sangue periférico ou por infiltrado extramedular de células leucêmicas
  86. 86. FASE BLÁSTICA:
  87. 87. FASE BLÁSTICA:
  88. 88. LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA ( LLA )
  89. 89. INTRODUÇÃO: A leucemia aguda é uma doença neoplásica do tecido hematopoético, caracterizada pela proliferação anormal das células progenitoras que perdem a capacidade de maturação e/ou diferenciação.
  90. 90. INTRODUÇÃO: Classificada F.A.B. Em L1, L2 e L3 80% leucemias em crianças (2 a 5 anos) Prevalência cor branca e sexo masculino
  91. 91. SINTOMAS: Insuficiência medular Anemia Trombocitopenia Neutropenia Dores abdominais Dores articulares
  92. 92. DIAGNÓSTICO: Hemograma (aspecto morfológico) Punção de medula óssea Biópsia de medula óssea Provas citoquimicas Imunofenotipagem Citogenética
  93. 93. DIAGNÓSTICO LLA: Hemograma = presença de blastos Leucocitose (50.000/mm³), Anemia e trombocitopenia Medula óssea > 20% linfoblastos Provas citoquimicas específicas Imunofenotipagem Citogenética
  94. 94. CITOQUIMICA: PAS Fosfatase ácida Fosfatase ácida – tartarato Verde metil pironina
  95. 95. IMUNOFENOTIPAGEM: A presença de antígenos de superfície nas células hematopoéticas tem um papel importante na identificação e classificação da linhagem e estado maturativo destas células. A imunofenotipagem foi um grande avanço como auxílio diagnóstico e prognóstico e também no tratamento de inúmeras doenças hematológicas.
  96. 96. IMUNOFENOTIPAGEM: LINHAGEM B HLA-DR + TDt + CD10;19 + LLA-B precursoras: sem marcadores de imunoglobulina LLA-B pré-B: imunoglobulina de cadeia pesada IgM LLA-B maduras: imunoglobulina de superfície
  97. 97. IMUNOFENOTIPAGEM: LINHAGEM T MARCADORES: TDt CD1;2;3;5;7 CD2 É O MAIS SENSÍVEL CD3 e 7 OS MAIS ESPECÍFICOS CD4 e CD8 + TDt +
  98. 98. CITOGENÉTICA: Quase 60% dos pacientes com LLA têm aberrações citogenéticas detectadas microscopicamente. Esta percentagem é muito maior quando são consideradas as translocações críticas, como a t(12;21).
  99. 99. CITOGENÉTICA: ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS NUMÉRICAS: HIPERDIPLOIDIA (>50 CROMOSSOMOS): 25% NA LLA INFANTIL 6% NA LLA DE ADULTO HIPODIPLOIDIA (<46 CROMOSSOMOS): 5% TANTO NA LLA INFANTIL COMO NO ADULTO
  100. 100. LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA LLA-L1 BLASTOS HOMOGÊNEOS LLA-L2 BLASTOS HETEROGÊNEOS LLA-L3 BLASTOS COM CITOPLASMA BASÓFILO E VACUOLIZADO
  101. 101. LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA CRIANÇAS ADULTOSLLA-L1 85% 35%LLA-L2 14% 60%LLA-L3 1% 5%
  102. 102. LLA-L1
  103. 103. LLA-L1
  104. 104. LLA-L2
  105. 105. LLA-L2
  106. 106. LLA-L3
  107. 107. LEUCEMIA LINFOCÍTICA CRÔNICA ( LLC )
  108. 108. INTRODUÇÃO: A LLC é uma neoplasia hematológica caracterizada pela proliferação e acúmulo de linfócitos maduros no sangue periférico. A grande maioria dos casos envolvendo a proliferação do clone de células b.
  109. 109. INTRODUÇÃO: AFETA PACIENTES ACIME DE 50 ANOS EM 50% DOS CASOS EXISTE ABERRAÇÃO CROMOSSÔMICA (TRISSOMIA 12)
  110. 110. PROLINFOCÍTICA: DIFERENCIAÇÃO: > 50% PROLINFÓCITOS CD22 + CD5 -
  111. 111. HAIRY CELL DIFERENCIAÇÃO MORFOLÓGICA. CITOQUIMICA: FOSFATASE ÁCIDA – TARTARATO IMUNOFENOTIPAGEM: CD19;20 + HLA-DR + CD5 -
  112. 112. Hemoglobinopatias Doenças hereditárias causadas por diminuição ou anomalia da síntese de globina Afetam cerca de 7% da população mundial
  113. 113. Hemoglobina Proteína formada por 4 cadeias globínicas ligada a um grupamento heme que possui ferro e que transporta oxigênio.
  114. 114. ANEMIA FALCIFORME “Anemia Drepanocítica”Anormalidade molecular Hb S (∝2β2 6Glu Val) Rigidez da membrana do eritrócito Viscosidade do sangue Desidratacão por K+ e Ca+2 no eritrócito
  115. 115. Eritrócitos perdem aflexibilidade necessária para Membrana dos eritrócitos se alterão atravessar os capilares (pegajosas) e se aderem ao endotélio dos vasos: •Vasooclusão microvascular •Hemólise prematura
  116. 116. Hemoglobina Adulto – 3 tipos de Hb Hb A Hb F Hb A2Estrutura α2β2 α2γ2 α2 2Normal (%) 96-98 0,5 - 0,8 1,5 - 3,2 Genes que codificam as cadeias globínicas se encontram nos cromossomos 16 e 11
  117. 117. Síndromes falciformes Herança do gene da β-globina S (de Sickle = foice) Padrões de herança:  Homozigótica: Hb SS (anemia falciforme)  Heterozigótica: Hb AS (traço falciforme)  Associado a outras variantes: Hb SC, Hb SD, Hb S/Tal β, Hb S/Tal α
  118. 118. Síndromes falciformes Fisiopatologia  Substituição na posição 6 da cadeia β de um ácido glutâmico por uma valina, causando profundas alterações na estabilidade e solubilidade da hemoglobina  A Hb S é insolúvel e forma cristais quando exposta a baixa tensão de O2  A Hb desoxigenada polimeriza (gel semi-sólido) – a célula adquire forma de foice, suscetível à hemólise  Os eritrócitos deformados podem ocluir a microcirculação e também grandes vasos.
  119. 119. Síndromes falciformes Consequências:  Anemia hemolítica crônica  Lesão crônica de órgãos e tecidos  Crises vaso-oclusivas dolorosas
  120. 120. Anemia falciforme (Hb SS) Manifestações clínicas:  Assintomática até ± 6 meses de idade  Anemia hemolítica grave, pontuada por crises a partir dos 6 meses  Crises vaso-oclusivas frequentes e precipitadas por infecção, acidose, desidratação, frio e desoxigenação, podendo levar a infarto em vários órgãos, incluindo ossos (síndrome pé- mão), pulmões, baço, cérebro e medula.
  121. 121. Anemia falciforme  Crise de sequestro visceral – hepato e esplenomegalia, com exacerbação da anemia e necessidade de transfusão. A esplenectomia pode ser necessária  Crises aplásticas – resultado de infecção por parvovírus  Crises megaloblásticas – por deficiência de folato  Crises hemolíticas – queda da Hb e aumento de reticulócitos – acompanham crises dolorosas.
  122. 122. Anemia falciforme Lesões crônica dos órgãos  Crescimento e desenvolvimento alterados  Doença dos ossos e articulações  Manifestações cardiovasculares, pulmonares, hepatobiliares, gen itourinárias  Síndrome nefrótica  Priapismo  Manifestações oculares  Ulcerações por estase vascular e isquemia local
  123. 123. Anemia falciforme Achados laboratoriais:  Hemograma:  Hb entre 6 e 9 g/dL  Eritrócitos normocrômicos e normocíticos, tendendo a microcitose  HCT entre 20 e 30%  Leucocitose: entre 12.000 e 15.000 com neutrofilia  Plaquetas geralmente >440.000
  124. 124. Anemia falciforme Achados laboratoriais:  VSG baixo (diferente das outras anemias!!)  Microscopia:  Hemácias falciformes  Céls em alvo  Policromatofilia  Corpos de Howell-Jolly (atrofia esplênica)
  125. 125. Anemia falciforme
  126. 126. Anemia falciforme
  127. 127. Anemia falciforme
  128. 128. Anemia falciforme Diagnóstico:  Eletroforese de Hb  HPLC de Hb  Testes de solubilidade  Hemograma completo  PCR
  129. 129. Anemia falciforme Tratamento:  Medidas preventivas – evitar frio, infecções, desidratação, anoxia  Ácido fólico  Higiene e boa nutrição  Controle da dor  Transfusão sanguínea somente em anemia mto grave  Hidroxiuréia (aumenta Hb F)
  130. 130. Traço falciforme (Hb AS) Paciente sem anemia e eritrócitos normais Hematúria é o sintoma mais comum A Hb S varia de 25 a 45% da Hb total Diagnóstico importante para aconselhamento genético
  131. 131. Anomalias da hemoglobina Resultam de:  Síntese de hemoglobina anormal  Diminuição da velocidade de síntese das cadeias normais α ou β
  132. 132. Epidemiologia Doenças genéticas mais comuns Ocorrem nas regiões tropicais e subtropicais Algumas relacionadas com proteção contra malária β-talassemia no mediterrâneo α-talassemia no extremo oriente
  133. 133. Hemoglobinopatias Quantitativas  Talassemias – deficiência na síntese de cadeias globínicas Qualitativas  Hemoglobinas anormais (variantes) – alteração estrutural na cadeia globínica PHHF  Persistência hereditária da hemoglobina fetal
  134. 134. Talassemias Deficiência parcial ou total de cadeias α ou β Consequências:  Redução da síntese de Hb normal  Desequilíbrio entre produção das cadeias globínicas
  135. 135. Síndromes α-talassêmicas  Doença da Hb H ou Talassemia α Maior – 3 deleções (α-/--)  Anemia microcítica, hipocrômica, moderadamente severa (Hb 7-11 g/dL)  Inclusões (Hb H, corpúsculo de heinz)  Cels alvo  Esplenomegalia  Hb H 10-20% (precipitado nos eritrócitos)  Hb A2 diminuída
  136. 136. Síndromes α-talassêmicas
  137. 137. Síndromes α-talassêmicas Traços talassêmicos α – são causados por perda de 1 ou 2 genes (αα/-- ou α-/α- ou αα/α-)  Em geral NÃO se associam a anemia, embora tenham VCM e HCM baixo e ERI acima de 5,5 milhões  Maioria assintomáticos  Hb H < 2%
  138. 138. Síndromes α-talassêmicas Diagnóstico:  Observação eritrócitos  Determinação hematimétrica  Reticulócitos  Pesquisa de corpúsculos Heinz  Pesquisa de inclusões de Hb H (corante supravital)  Eletroforese de Hb  Análise familiar
  139. 139. Síndromes α-talassêmicas Portador silencioso (αα/α-) Traço talassêmico alfa (α-/α-) ou (αα/--) Doença da Hb H (α-/--) Hidropsia fetal (--/--) = incompatível com a vida!!!!!!!!
  140. 140. Síndromes β-talassêmicas β -talassemia maior ou Anemia de Cooley  Mais de 200 defeitos genéticos detectados  Chance de ocorrência em filhos de pai e mãe portadores = 1:4  Genótipos: β0 (sem síntese de cadeia), β+(síntese pequena e insuficiente)  Excesso de cadeias α precipita nas hemácias  eritropoese ineficaz e intensa hemólise. Quanto mais cadeias α, mais grave a anemia.  Cadeias γ ajudam
  141. 141. Síndromes β-talassêmicas Características clínicas:  Anemia grave 3 a 4 meses após o nascimento – nível de Hb entre 2-3 g/dL  Hepatoesplenomegalia – resultado da destruição excessiva de eritrócitos, eritropoese extramedular e sobrecarga de ferro  Expansão óssea (fácies talassêmica e fios de escova) com tendência a fraturas – intensa hiperplasia eritróide  Paciente depende de transfusões sanguíneas  Sobrecarga de ferro (transfusões e absorção da dieta) que necessita de quelação (na falta desta morte em 20-30 anos)
  142. 142. Síndromes β-talassêmicas
  143. 143. Síndromes β-talassêmicas
  144. 144. Síndromes β-talassêmicas Diagnóstico laboratorial  Hemograma:  Hb, VCM, HCM    reticulócitos e eritroblastos  Céls em alvo  Pontilhado basófilo  Corpos de Howell Jolly  Biópsia medular
  145. 145. Síndromes β-talassêmicas
  146. 146. Síndromes β-talassêmicas
  147. 147. Síndromes β-talassêmicas Diagnóstico laboratorial:  Eletroforese de hemoglobina – total ausência ou grande diminuição de Hb A, quase 100% de Hb F  Cromatografia líquida para hemoglobinas  Avaliação de ferro:  Sérico, Ferritina, TIBC  Ressonância  Biópsia hepática  Testes funcionais cardíacos, hepáticos e de órgãos endócrinos
  148. 148. Síndromes β-talassêmicas
  149. 149. Síndromes β-talassêmicas Tratamento:  Transfusões – 2 a 3 unidades a cada 4 a 6 semanas  Ácido fólico para reposição  Quelantes de ferro  Vitamina C (aumenta excreção de ferro produzida pelos quelantes)  Esplenectomia pode ser necessária para diminuir a necessidade de transfusões  Reposição hormonal  Imunização para HBV  Transplante de medula com 80% de sucesso
  150. 150. Síndromes β-talassêmicas Traço β-talassêmico ou Talassemia β Menor  Anomalia comum, geralmente assintomática  Quadro hematológico: VCM e HCM baixos, ERI alto e Hb 10-12 g/dL  Hb A2 > 3,5%  HbF normal ou pouco elevada  Necessidade de aconselhamento pré-natal
  151. 151. Síndromes β-talassêmicas Talassemia intermediária  Gravidade moderada – Hb 7 a 10 g/dL  Sem necessidade de transfusão

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