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Minha luta para
continuar sóbrio (abstêmio)
Cap I -     Lembranças dos bons tempos
Cap II -    Fui chamado de Viado
Cap III -   Fui chamado de Mentiroso
Cap IV -    Fui chamado de Ladrão.
Cap V -     O que eu penso das pessoas do AA
Cap VI -    Um fato interessante


                      Manoel Coutinho

CAPÍTULO I

Lembranças dos bons tempos

    Quando cheguei em Alcoólicos Anônimos em
1982, tinha uma vida boêmia. Gostava de beber
bebida alcoólica sempre acompanhado da presença
feminina. Na verdade a bebida sempre foi uma
desculpa para socializar-me. Eu tive o hábito

                                               1
contínuo de convidar as minhas parceiras para tomar
um Chope ou jantar ou as vezes ir a um baile. Às
vezes convidava para ir a uma boate ou mesmo num
barzinho. Em todas as ocasiões eu sempre mantive o
sistema antigo. Eu sempre paguei pelas minhas farras
e, quando minhas parceiras levavam acompanhantes,
isto antigamente era muito comum, também pagava
as despesas dos acompanhantes. - Não sei se por isto,
eu sempre tive a presença feminina para beber.
Algumas delas gostavam do tomar um porre comigo.
- Também achava que isto fazia parte da vida e
enquanto fui novo e bem remunerado eu pensava, que
mal tem isto. Ou melhor, isto é que é viver - Portanto,
quando cheguei, tinha no mínimo esta bagagem com
o relacionamento feminino. - Também gostava de
beber bebida alcoólica nos fins de semana com meus
irmãos mais velhos que se reuniam na casa de minha
mãe. Eram , alguns já falecidos, homens que sempre
me deram o exemplo da companhia feminina e o
mais interessante que quando mais novo, adolescente
ou criança, sempre os vi acompanhados de mulheres
bonitas. - Então pelo exemplo de meus próprios
irmãos aprendi a ser gentil, amável delicado e tratar
bem as mulheres. Não me lembro de passar falta de
uma boa acompanhante na minha vida. - quando saía
sozinho, por ter sido criado diretamente com três
irmãs, aprendi a ser discreto cordial e também
atencioso e, de tanto ver minhas irmãs fazerem o

                                                      2
perfil de um homem nas suas conversas (entre elas),
aprendi a nunca atacar uma mulher que eu queria
conquistar ( tomar a iniciativa). Bastava que eu me
colocasse numa posição mais fácil de ser conquistado
que elas apareceriam - mais tarde aprendi a observar
que o interesse também por um homem bem sucedido
era fatal para uma questão de um bom
relacionamento.. Outro fato também que aprendi com
minhas irmãs, foi de nunca ficar conversando fiado
sobre um namoro ou relacionamento, isto decepciona
qualquer mulher. O mais interessante é que fui
tratado sempre como o caçula, apesar de ser o nono
filho de uma família de dez irmãos, sempre fui
chamegado pelos outros , inclusive pela minha irmã
mais nova, sempre como o coitadinho da família e
gostava disto. - minha mãe casou-se duas vezes, sou
filho do seu segundo marido. O meu irmão caçula do
primeiro casamento da minha mãe é 10 anos mais
velho que eu e, como já disse , fui criado com três
irmãs na mesma faixa etária, sendo que a quarta irmã
era do primeiro casamento da minha mãe, casada há
vários anos e por isto tenho uma sobrinha que
também regulava idade comigo e minhas outras irmãs
- Mas voltando ao assunto, como estava dizendo,
sempre tive facilidade no meu alcoolismo com
conquistas amorosas. Sempre fiz questão da presença
feminina e sempre, pessoas que eram importantes,


                                                   3
que eu via nelas algum valor feminino ou no mínimo
bonitas.
     Graças as minha bebedeiras, acabei casando. -
Casei com uma moça muito bonita na época, também
para o meu grau de instrução ela era mais importante,
estava completando seu terceiro curso superior e eu
mal mal tinha o curso de Técnico de Contabilidade e
ainda era filha de um Delegado de Polícia famoso, e
eu simplesmente achava aquilo a princípio o máximo.
Quando caí no meu ridículo, que não precisava nem
dela nem de ninguém, já estava noivo e de casamento
marcado. Pensei em não ir no meu casamento mas fui
advertido pelo meu irmão que nos educou sobre a
responsabilidade que havia assumido perante a todos
que me conheciam e uma sociedade, e que uma idéia
desta apenas acabaria com minha própria reputação.
Eu deveria cumprir meu compromisso e depois
poderia pedir a separação ou a anulação do
casamento se minha idéia persistisse. - Assim acabei
mesmo não mais querendo, casando. Casei na Igreja
de Santana e a recepção foi no Círio Libanês - Passei
a noite de núpcias no Status Motel, que era um dos
melhores na época. - Minha lua de mel fui para o
Nordeste via litoral de ônibus passando por todas
capitais e voltei de avião passando por Brasília.
Devo ressaltar que meu alcoolismo acentuou ou
progrediu ainda mais depois do tal casamento ( só
esta passagem daria um grande livro).

                                                    4
No dia do meu casamento, recebi a visita de uma
ex namorada e em frente a minha esposa na saída da
igreja, me deu os PESAMES - uma outra ex
namorada Gerente de uma grande Loja na Av. Santos
Dumont saiu me perseguindo para ficar com ela -
Visitas em meu escritório de moças bonitas eram
quase todos os dias - Telefonemas assim que voltei
da lua de mel eram todos os dias e às vezes várias
vezes ao dia. - Penso agora que talvez meu modo de
levar a vida, gostando de mulheres e as tratando bem
, sendo sempre sincero pois nunca fui de esconder
nada e trabalhando, tentando o tempo todo ser
honesto, fez da minha vida de solteiro mesmo na
militança alcoólica uma referência que posso até
chamar de “Sucesso” com meu sexo oposto.
     Meus filmes preferidos eram e acho que ainda
são: MAVERIK (antigo) e E O VENTO LEVOU -
observem que nos dois filmes o artista principal é
um beberrão , tabagista, jogador, e mulherengo e até
certo ponto um homem de sucesso pelos negócios. -
Meu livro preferido é SÃO BERNARDO de
Graciliano Ramos - Observem também a gana para
crescer que o nome principal tinha. Porém se deu
mal no final. Meus heróis continuam sendo meus
cinco irmãos mais velhos. O mais velho: Jandir
sempre foi bom de briga e nunca levou desaforo para
casa - O Segundo na escala de cima para baixo: Heli
é o homem mais malicioso que eu conheço. Quando

                                                   5
qualquer pilantra chega com a cana ele já esta com a
rapadura pronta. O Terceiro: Saulo é um lider nato é
um grande empreendedor foi quem colocou a mim e
as minhas irmãs para estudarem. Graças a ele eu e
minhas irmãs somos muito bem casados, é uma mãe.
(um dia explico isto). O Quarto: Guaraci ensinou-me
como ter e não abrir mão das minhas coisas. Portanto
tudo que tenho aprendi a guardar com ele. O quinto:
Emanuel sempre foi criativo é talvez o mais
inteligente e mesmo sem recurso ou às vezes mal
entendido, sempre colocava suas idéias em prática e
sempre davam certo.
     Sou casado com a mesma mulher há 25 anos,
tenho quatro filhos sendo um fora do casamento e sou
membro de alcoólicos anônimos há 23 anos Cabe
ressaltar: nunca interrompi o programa pois sei que
não terei uma segunda chance. Se eu voltar a beber
tenho certeza que morrerei. Aliás não tenho medo da
morte, apenas não quero virar um farrapo humano
pois sinto falta da bebida até hoje e o que eu passei e
passo para continuar paralisado com o alcoolismo é
coisa de cinema. Parece mesmo mentira. Porém, por
sentir na própria pele e tudo acontece comigo mesmo,
vejo a necessidade de escrever para informar dar
referências e pedir que mesmo se algum dia você for
caluniado, difamado dentro de uma sala de AA,
lembre-se: quem está fazendo isto é mais doente que


                                                      6
você, tenha apenas dó dele ou dela e peça a Deus que
a ajude.
     Como eu estou casado até hoje e como sou
membro de alcoólicos anônimos até hoje eu não sei
explicar. Eu só posso informar que nunca quis ser
casado, sempre quis ser solteiro e boêmio. Quis ter
um único filho para ter o gosto de ser pai. Porém as
mulheres acharam que eu deveria ter quatro. Na
verdade para me prenderem e conseguiram. - Nunca
quis parar de beber. Fui ao Alcoólicos Anônimos
após um dia de bebedeira, quebrei minha casa toda
machuquei minha esposa e coloquei em risco as duas
crianças (meus filhos) um com um ano e pouco e
outro com alguns meses. Após a ameaça de ser
internado pelos meus irmãos e sabia e sei que eles
não falam eles agem, então tentei entrar em AA.
Assim que eles esquecessem o que eu fiz eu voltaria
a beber. Graças a esta irmandade desde o dia 18 de
março de 1982 nunca mais bebi bebida alcoólica nem
usei qualquer tipo de droga.

CAPÍTULO II

Fui chamado de Viado

    Quando ingressei em Alcoólicos Anônimos, já
foi dito, não aceitava que era um alcoólatra.
Precisava ficar lá um tempo para que os outros,

                                                   7
principalmente meus irmãos esquecessem do que eu
aprontei. - Isto fazia parte de um golpe. - Porém já na
primeira reunião eu que estava pensando que não
dormiria aquela noite porque não iria ingerir bebida
alcoólica e não tinha em casa nenhum remédio para
dormir. Então fui pensando como é que eu vou
dormir? - Neste dia curiosamente foi a melhor noite
de sono da minha vida. Quando chegou uma
determinada hora eu deitei e dormi. Alias, dormi tão
bem que acordei muito disposto para trabalhar. Coisa
que já há muito tempo não conseguia devido as
ressacas alcoólicas. Não sei dizer se eu era, fui ou
ainda sou ambicioso e uma noite de sono bem
dormida traz sempre resultados de bom desempenho
no trabalho também. Trabalhei até as 17 horas que
era a hora que eu começava a beber no BH lanches na
rua Tupinambás. Eu passei correndo e fui direto para
o Ed. Helena Passig onde era o Grupo que eu me
ingressei. Eu tive forças para não beber por alguns
motivos simples. Eu não podia porque fazia parte de
um plano. Outro motivo é que eu estava naquele dia
muito bem comigo mesmo e o principal motivo era
que eu tinha aonde ir na hora da minha compulsão
alcoólica. - Fui para a reunião e mais uma vez recebi
o carinho de todos os companheiros de AA. Alguns
ainda conversaram comigo após a reunião num
cafezinho amistoso servido pelo grupo. - Voltei no
terceiro dia e aí percebi que tinha uma sacolinha, e

                                                      8
pensei: Ah é isto que acontece aqui. Eles nos
induzem a não beber para poder tirar dinheiro usando
de uma persuasão. Igual algumas Seitas religiosas
fazem. - Coloquei uma mixaria e fiquei pensando:
Coisa esquisita eu não estou com vontade de beber.
Eu não sei quem vai ler isto, por isto, por isto vou
explicar de uma vez: Nossa sacolinha é nossa 7A.
Tradição. Cada um coloca o que pode para as
despesas de água, luz, aluguel , cafezinho etc. etc.
etc. É um simples rateio - É a coisa mais justa que o
AA nos oferece uma vez que não aceitamos qualquer
doação de fora. Nisto eu observei que toda pessoa
que se preocupa com a 7A tradiçao é muito bem
sucedida dentro da Obra. Todo aquele que acha que
os outros tem que pagar a parte dele é um dos
fracassados de AA. - AA não tem qualquer tipo de
patrimônio. Seu maior patrimônio são seus próprios
membros que podem e devem entender que para se
crescer      na    vida     temos     que     assumir
responsabilidades. E, nossa saolinha foi para mim o
princípio de tudo. - Então, como estava dizendo,
desconfiei da Obra, aliás eu desconfiava de tudo e de
todos. Já estava numa quarta feira e eu havia chegado
na segunda feira. Voltei na quinta e neste dia sempre
eu ligava para alguém ou alguém me ligava para
sairmos e dentro do programa sempre existiu bebida
alcoólica. - Não marquei nada com ninguém nem na
quinta nem na sexta. No sábado as reuniões eram as

                                                    9
15 horas. Fui a reunião e outra vez fui para a casa. No
domingo não tinha reunião. Pedi a minha esposa
encarecidamente que trancasse a porta e não me
deixasse sair de jeito nenhum. Se eu saísse estaria
arriscado de beber. - Assim ela fez. Também estava
acostumado a ir aos domingos na casa da minha mãe
encontrar com meus irmãos e também beber. -
Também não fui. - A partir destes últimos dias
começou meu fígado a doer por falta de álcool. Eu
ficava muito nervoso. Comecei a ter um sono
agitado. E salvo engano tive até pesadelos. - Minha
esposa pacientemente levantava e me dava água com
açúcar. - Também meu padrinho de ingresso sugeriu
que eu comece algo doce. Uma senhora muito
simpatica disse que eu estava renascendo que era pra
eu cuidar muito bem de mim mesmo. Que eu era
muito importante. E ainda um espiritualista ( irmão
de Obra) disse que eu estava montando num burro
bravo que era pra eu segurar firme e não cair. E
várias outras mensagens recebi da compnheirada de
Alcoólicos Anônimos - Curioso nesta semana que
quando eu pegava o ônibus para ir embora, o ponto
que tinha que descer era em frente, do ouro lado da
rua, do buteco que eu também bebia muito. Nestes
primeiros dias, assim que eu descia ficava e continua
de costas para o bar. Se eu olhasse ou alguém
chamasse eu estaria arriscando a beber devido meu
alto grau de alcoolismo e a compulsão era exagerada

                                                     10
-Eu tive que mudar todos meus hábitos iniciais para
garantir minha abstinência alcoólica senão eu não
pararia. Foi um alto preço mas valeu e vale a pena -
O tempo passou e com pouco mais de um mês de
paralisação eu comprei uma motoquinha, uma TT81
125 cc - Minha esposa me dava a maior força e parou
de beber por minha causa - Tive uma amiga muito
bonita, nova , dona de um salão de beleza e minha
cliente na contabilidade que também deu a maior
força. Ela ensinou-me a tomar água mineral gasosa
com limão. E todas as vezes que saíamos, isto durou
vários meses, a fazer parte em substituição a bebida
alcoólica. Outra moça muito bonita, que foi minha
funcionária, também ficou um tempo sem beber para
sair comigo e outra ainda, a gerente da Loja na Av.
Santos Dumont. Fazia questão de sair comigo e não
beber este dia.- Vale lembrar: Eu não queria estar
casado, minha esposa não tinha e ainda não tem
qualquer aptidão por serviços domésticos, não tem
paciência com crianças e não tolera choro de crianças
- e os resultados da paralisação do alcoolismo
estavam excelentes. Só que comecei a perder os
clientes que eu trocava meus honorários por bebidas.
Então comecei a preparar documentos para
aposentadorias, para terceiros, do antigo INPS, -
Nisto eu comprei um fusquinha amarelo. Porém a
divergência conjugal continuava. Quando soube que
minha esposa estava grávida de um terceiro filho eu

                                                   11
desesperei. Quando minha filha nasceu eu cheguei a
ter ódio do neném. Procurei como antes nos tempos
do alcoolismo minha psicologa, rezei (orei) muito e
hoje sem dúvida minha filha é o colírio dos meus
olhos. - Cheguei para minha cliente que me deu a
maior força com a água mineral gasosa e sisse que
iria separar e casar com ela. - Ela então respondeu:
Eu não vou destruir lar de ninguém. Eu sou sua
amiga e não quero me casar com você! - Graças a
estas palavras hoje eu entendo quando uma pessoa
desesperada aposta todas suas fichas         em um
companheiro de AA ou quando homem aposta suas
fichas em uma companheira de AA e acabam por
fazerem um relacionamento amoroso por algum
período. Porém graças a esta passagem não admiti até
aos vinte anos de AA que qualquer companheira
tivesse um relacionamento comigo. Quem vê no
outro companheiro uma esperança não merece abuso.
Isto eu aprendi.- Isto começou a gerar conversa. Mas
a conversa só explodiu quando comecei a trabalhar
em Comitês de Serviços ou seja, comecei a me
colocar como administrador de grupo.
     Quando recém chegado em AA, meu cliente se
tornou secretário em outro grupo. Com a compra de
um fusquinha, passei a ir com ele neste grupo e
conheci um dos fundadores do grup. Este fundador
do grupo era taxado. Meu cliente apesar de novo
também de AA pois não tinha nem seis meses na

                                                  12
época disse-me que o fundador do grupo não valia
nada. - Eu acreditei naquele que se punha como meu
amigo e dei uma distancia no outro senhor. - com o
passar do tempo, este meu cliente por não aguentar a
pressão abandonou o cargo e tudo caia nas costas do
fundador do grupo. Eu vendo aquilo, achei uma
tremenda covardia. Pois ele fazia tudo e tudo que
fazia alguém criticava ou reclamava e quando ele
oferecia o serviço ninguém fazia. - Que absurdo. - Vi
que meu cliente estava errado aquele homem era o
que eu precisava. Um homem trabalhador e
experiente numa Obra que dava resultados - E, numa
das críticas de outros fracassados eu não agüentei, dei
um tapa não sei se na parede ou na mesa e disse:
Fulano, eu estou com você! - Durante o período de
1982 até 1987 quando meu querido amigo padrinho
simbólico, companheiro paixão de AA morreu, este
grupo foi um dos mais bem elaborados e
freqüentados de BH. - Tudo que nós fazíamos dava
certo. Eu jovem e com força. Ele experiente e
velhaco para com as outras cobras. Foi a melhor
parceria que fiz na vida. - Com a morte deste
companheiro, ninguém se entendia no grupo. Eu
achava que a responsabilidade da administração tinha
que ser minha. Outro companheiro que na verdade
era um dos que me combatia ele achou que deveria
administrar o grupo. Chamou alguns membros da
nossa Central de Serviços e numa reunião de serviços

                                                     13
por volta de l989 o pau quebrou e quase deu briga -
Então entreguei o grupo para este companheiro e os
membros do ESL e disse: vocês vão acabar com isto
aqui. E fui embora - Dei um tempo de 1990 até o ano
2000 (dez anos). Aproveitei e fui conhecer e visitar
outros grupos. Neste período sempre trabalhei no
12O. Passo e nunca esqueci a 7A tradição. Quando
voltei o grupo estava muito bonito fisicamente mas
não tinha reuniões. Tinha apenas um coordenador
dormindo debruçado em cima da mesa. Lembrei do
meu querido mentor; homem que havia me ensinado
a trabalhar para o AA e vi o fracasso. Perguntei pelo
companheiro que junto de alguns membros do ESL
fez questão de pegar o grupo e então soube que há
muito tempo ele não freqüentava mais lá. - Como não
tinha ninguém para coordenar o grupo, pedi a um
irmão de obra que tem a mesma idade de abstinência
que eu para se candidatar e eu o ajudaria como fiz
com o falecido fundador do grupo. Ele disse que não
teria tempo e não podia. Sem outra opção, dispensei
tudo que podia e me candidatei para o exercício de
2001. Minha surpresa foi no dia da votação. - Eu
cheguei quase em cima da hora. Havia outro nome
que era exatamente o do meu irmão contemporâneo
que disse que não teria tempo. Achei que ele iria me
ajudar. - Quando começou a reunião percebi que
haveria uma votação e eu estava concorrendo com
ele. Neste dia compareceram dezoito companheiros e

                                                   14
perdi a eleição por 15 a 3 votos. - Agradeci a todos.
Quando estava dentro do meu carro um outro
companheiro perguntou: Coutinho você vai pra onde
? - Vou tomar um caldo de mocotó e vou para casa,
respondi - Posso ir com você, perguntou - Claro,
respondi. - Quando chegamos num bar ele começou a
me contar: Coutinho aquela eleição foi toda forjada
contra você. Fulano passou em minha casa, nós
passamos na casa do outro, depois na do outro e
assim por diante. Pedimos a todos para não votarem
em você pois você ganha as eleições e abandona o
grupo. - Eu quase caí. Nunca havia me candidatado a
nada. Como eles podem falar isto. Tinha alguns
veteranos mas a maioria eram de novatos que na
minha ausência de 10 anos nunca me viram trabalhar
para aquele grupo. Também por ver a covardia que
faziam com o fundador do grupo, achei que não teria
estômago para suportar tanta covardia. E por isto
nenhum cargo de comando havia me interessado.
Mas, tive participação em toda evolução daquele
grupo. Inclusive com sugestões para melhorar o
aspecto físico a ainda ajudei na compra das cadeiras.
- Quando que fui difamado e caluniado, voltei a
freqüentar o grupo e senti todo o tipo de
discriminação possível. Freqüentei quase todas as
reuniões de serviço e nunca qualquer projeto ou
proposta meu fui aprovado no exercício de 2001.
Quando foi findando o ano, pedi a meu companheiro

                                                   15
meio retardado que se candidatasse a secretário do
grupo. Ele assim o fez, dei o apoio de um novato
gente boa que também estava vendo o que estava
acontecendo no grupo. Fui atrás de um amigo pedi
para ele freqüentar o grupo e me dar seu apoio. Sei
que só tinha o nome do meu amigo meio retardado no
quadro Quando começou a reunião eu coloquei
exatamente na hora meu nome no quadro. Como eu
havia xingado os vagabundos que me caluniaram,
eles não apareceram. Então na votação, ganhamos eu
e meu amigo por unanimidade e começamos a
novamente reerguer o grupo.
     O grupo rapidamente cresceu de novo. No
aniversário do gruo de julho fizemos uma reunião
com a presença de 170 a 200 membros. Novamente
tínhamos muitas mulheres no grupo e eu não dava
maior atenção fora da sala de AA. Morro de medo de
que alguém sáia do seu programa de recuperação por
minha causa. Aí começaram as gracinhas: Uma,
esperta chegou a dizer que se seu não saísse com ela
ela voltaria a beber. Quase fizemos sexo, mas depois
percebi que ela era companheira do meu irmão
contemporâneo e foi a desculpa que eu precisava para
sair fora. Outra tentou a todo modo me levar para
casa dela. Eu fui uma vez e levei um amigo para
enganá-la. Depois fomos para meu sítio mas o sexo
penetração não foi feito. Outra começou a me
rabiscar e e junto com uma amiga antiga e irmã de

                                                  16
obra fomos também para meu sítio. Só que eram duas
e eu me esquivei bem. Todas disseram a mesma
coisa: EU ACHEI QUE VOCÊ ERA VIADO. -
Curioso foi um que tem o tipo de Viado irrustido,
apesar de carequinha todos sabem que ele é Gay. Ele
chegou para mim e disse eu achei que você era viado.
O amigo dele que ficava nas esquinas conversando
com ele disse o fulano jura que você é viado. - Eu
não tenho nada contra os Gays, mas eu não sou. -
Estas brincadeiras de mal gosto só surgiram depois
que eu comecei a fazer parte do comitê de serviços.
Aí não agüentei e pela primeira vez fiz sexo com uma
companheira de AA. Isto eu já tinha quase vinte anos
de obra. - Parte foi bom porque eles pararam com as
brincadeiras de mal gosto. Parte foi ruim pois todos
nós sabemos que se um homem não pode assumir
uma mulher ele não deve ficar brincando pois esta
brincadeira pode causar danos a sua reputação.


CAPÍTULO III

Fui chamado de mentiroso

    Durante o período de 1982 a 1987 meu Grupo do
coração fez um sucesso danado. Como já disse eu era
o braço direito do fundador do grupo e tudo que a
gente fazia dava certo. O Grupo salvou muitas vidas.

                                                  17
Porem, eu sempre via o meu querido mentor sendo
atacado sem qualquer motivo era só uma coisa dar
certo, lá vinha um encher o saco. Saí em 1989 do
grupo por pressão . Voltei em 200l e senti o que era
discriminação em AA. Quando isto aconteceu falei
da vida de quase todos os caluniadores e solicitei que
falassem da minha vida. Ninguém falou. Em 2002
assumi o cargo de RSG com mandato para dois anos.
Na verdade eu pensava que devido ao fracasso do
grupo eu não conseguiria presenças para as reuniões
em um anos. Porém consegui. Com o sucesso de
presenças dos AAs, convidei um grande orador. Um
político que tentou fazer de mim um trampolim
dentro do AA e eu o deixei na mão. A minha
consciência é assim mesmo dói           por décadas.
Aproveitei a oportunidade e pedi a ele que fizesse
parte do grupo. Ele continua o mesmo bom orador
porém mal caráter. Durante o Ano de 2002 enquanto
não houve disputa política o grupo foi até bem .
Lembrando que meu secretário ou melhor o
secretário que foi eleito comigo tinha um problema
de retardamento mental. Começou a passar mal no
final de 2002 e salvo engano veio a falecer em 2003.
Tive dois afilhados simbólicos: Um chegou no grupo
e gostava de ler, aproveitei e repassei para ele todo
tipo de literatura, explicando e debatendo. Só que eu
também estava fazendo as literaturas neste período eu
tinha apenas um pouco mais de experiência em

                                                    18
abstinência . Outro também não conseguia paralisar
com seu alcoolismo. Bebia bebida alcoólica e ia no
grupo tirar gosto com cafezinho e biscoito. Eu
chamei sua atenção e ele com o tempo firmou e virou
um grande companheiro. Só que estes dois viraram
vítimas do falso político dentro da sala que com
persuasão acabou por confundir a cabeça dos dois.
Eles são ótimos AAs, porém, com a bagunça que
passaram se negam assim como eu fiz no passado a
fazer parte de um comitê de serviços. O exercício de
2003 dentro do grupo foi um verdadeiro inferno. A
vaidade começou a tomar conta de todos novamente.
O novato, bom de literatura, eleito para uma função
achou que era o responsável pelo grupo por
influência do político. Um rapaz até honesto,
começou a perturbar todas reuniões. O político
chamou um amigo psicopata e este só chegava no
grupo também para perturbar. Fazer bagunça mesmo.
O Político com seu carro importado fez uma
verdadeira gang. Sempre chamava alguém para
comer macarrão e o persuadia com seus propósitos e
objetivos. - Sempre dei minhas referencias pessoais
dentro do AA. Como é apenas uma terapia de grupo,
ninguém precisa provar nada. Porém sempre estive e
estou a disposição para mostrar ou se precisar, provar
o que falo. Aprendi que o golpe de qualquer
fracassando dentro do AA é a fofoca com falsas
referências. - Então eu fiquei na seguinte condição:

                                                    19
Ou eu me afastava do grupo, ou eu enfrentava todos
os tipos de calúnias a meu respeito com falsas
referências.
A gang do político cresceu. Ele para tentar conquistar
uma nova ingressante ofereceu e serviu Cerveja sem
álcool. Daquele dia até hoje a menina não mais
voltou em AA. - Chegou ao ponto de dizer para outra
novata que se ela não ficasse com ele era para ela
sumir do grupo. Ela me contou o caso e foi embora. -
A falsa referencia era muita eu só tinha meu próprio
exemplo para dar e numa reunião de sala cheia
quando disse que levei quase vinte anos para ter
coragem de me relacionar sexualmente com uma
mulher de AA, levanta um pau mandado, um rapaz
que é até honesto e diz: Você é um MENTIROSO,
você meteu a cara com uma mulher aqui e o casal foi
embora. Também meteu a cara com uma loura na
esquina. - Até hoje não sei de quem ele falou pois
nunca meti a cara com ninguém - Também não sei
quem é a loura da esquina. Ele foi persuadido para
me difamar. - Passado um tempo chega também um
amigo deste rapaz, o viado enrustido, o carequinha e
diz: eu sempre achei que você mente na cabeceira de
mesa. Assim chegaram a dizer por persuasão que eu
era um mal caráter. Só gente desenformada. Quando
eu faço uma terapia de grupo se eu mentir, eu estarei
mentindo para mim mesmo. Isto só vai me
prejudicar. A pior pessoa do mundo é o despeitado

                                                    20
ele espera uma chance apenas para te destruir. Não se
importa com o preço e nem de atrapalhar um
inocente. No meu caso, por falta de experiência em
comitê de serviços, acabei pagando caro e meu braço
direito ficou dormente, comecei a passar mal e fui
parar no médico. - Chegando lá, expliquei a bagunça
que estavam fazendo com minha moral e acabando
com o grupo de AA - Ele então sugeriu que ou eu
abandonasse os serviços ou então teria que ter um
apoio de um psiquiatra para tentar amenizar meus
choques emocionais. - Assim pensei em dar o
seguinte golpe: Eu passaria meu cargo para o político
e deixaria ele se virar um tempo, como fiz em 1989. -
Quando fui passar, o baixinho que me ajudou a
reerguer o grupo que apesar de analfabeto era o 2O.
RSG, não concordou. E por direito exigiu que fosse o
primeiro. Assim, inverti o jogo, passei a ir nas
reuniões de serviço e não deixar nada de pior
acontecer ao grupo. Tudo que acontecia de errado eu
escrevia e distribuía para os membros. Mas um mal
caráter não mede danos a terceiros para impor seus
malfeitos. E assim começaram a tentar de todos os
modos não deixarem que eu freqüentasse as reuniões
de serviços e tentaram até me expulsar do grupo e
também tentaram expulsar uma companheira que
também via a cachorrada e me apoiava. Quase todos
novatos do grupo comprados com brindes e favores
pessoais. Chegou um dia entrou uma moça bonita no

                                                   21
grupo e vi um fazendo o serviço de cafetinagem com
entrega a domicílio. - O Grupo endividou-se -
Resultado para o exercício de 2004 tive que assumir
o grupo novamente. E, se não faço isto era perigoso o
grupo sofrer uma ação de despejo pois já estava
vencendo o terceiro mês de aluguel em atraso. Porém
achei e acho que dívidas de grupo de AA é
responsabilidade da consciência coletiva. Quando se
faz reuniões clandestinas a responsabilidade é do
comitê de serviços que deixou.- Portanto fui
candidato sozinho. Ninguém quis saber daquilo lá. Eu
voltei e assumi “sozinho”.
     Nenhum grupo de AA deve ser administrado por
uma única pessoa. Isto atrapalha a própria pessoa que
faz isto. Estamos na maior democracia do mundo que
é um grupo de AA. Portanto, toda e qualquer
resolução, decisão ou projeto, deve se ter a aprovação
ou não dos demais. Toda decisão isolada em AA é
burra. Pode até resolver aparentemente mas o
resultado sempre é negativo. Então, eu tendo esta
consciência, chamei dois companheiros e propus o
seguinte: Eu vou colocar em votação vários projetos
e terei que faze-los com um pouco de pressa pois o
grupo corre risco de esvaziar. Então que tal assim: eu
coloco o projeto no quadro de aviso e vocês
rapidamente aprovam ou não. E assim foi feito. A
princípio tudo começou a dar certo. Após alguns
meses um dos companheiros começou a vetar todos.

                                                    22
Eu achei esquisito e cheguei até a fazer uma carta.
Pois o veto de um não atrapalharia a sanção de dois.
Então este companheiro de repente achou que
bastaria o veto de um para não dar andamento nas
idéias. - Eu, percebendo que ele queria apenas
aparecer,      o grupo sem dívidas, e ainda a
possibilidade de dar obrigações para outro, não tive
dúvidas. Larguei o cargo e entreguei para os dois.
Quando fiz isto, o grupo estava bem, eu estava numa
boa fase de estudos das literaturas de AA - Estava em
casa tranqüilo, descansando quando final de 2004 o
telefone toca. Era o baixinho o 2O. RSG do grupo do
coração dizendo: O companheiro fulano de Tal vai
reabrir o Grupo Lagoinha. Vamos lá dar uma força
para ele. - Fui no Grupo, fizemos uma reunião de seis
membros, o tal fulano não apareceu. O senhor que
estava com as chaves levantou-as e disse: Se
ninguém for pegar as chaves vou entrega-las para o
padre e acabarei com o grupo. Neste momento minha
consciência pesou, eu não poderia deixar fechar um
grupo de AA. Então peguei as chaves e disse: deixe-
me tentar . Assim em 13 de janeiro de 2005 fizemos
já a primeira reunião da reabertura do grupo
Lagoinha.




                                                   23
CAPÍTULO IV

Fui chamado de Ladrão

     Eu estava em casa, no meu pequeno escritório,
quando o telefone tocou. Era a Fernanda dizendo que
o que ouviu a meu respeito pela boca da Carmen T.
ela não agüentaria ficar calada. Carmen havia dito
que segundo comentários no grupo, eu estava tirando
dinheiro. Disse também que eu estava tentando
mudar as reuniões de serviços de terças para sábados
porque aí não teria ninguém para conferir minhas
contas. Também disse que eu estava tirando dinheiro
para colocar gasolina na minha moto. Já eram 0:30 hs
da madrugada, levei um susto com o que estava
ouvindo e comecei a falar alto no telefone. Minha
esposa e meus filhos acordaram e vieram saber o que
era. Viram-me aos berros dizendo isto é um absurdo,
o que as pessoas de AA tentam fazer com os que
trabalham é coisa nojenta. Nunca precisei roubar
nada de ninguém. Aliás, fechei meu escritório para
também não ser roubado . Não gosto desta
brincadeira. O melhor que eu faço é entregar este
cargo pois não sou empregado de ninguém e disse
ainda: As anotações eu já disse para Carmen que
estão todas feitas no livro. Era só ela pedir para

                                                  24
conferir. - Acabando a ligação pra não incomodar
minha família, dei as devidas explicações e fui
dormir. Porém, não conseguia. - Liguei outra vez
para a Fernanda e fui me encontrar com ela. - Ao
chegar ela muito inteligente foi tomar uma Coca Cola
comigo e calmamente me ouviu e explicou-me o que
minha família já havia dito: Se eu não sou de mexer
em nada de ninguém, como realmente sou, eu não
devo me incomodar com isto. Todos nós sabemos
que o sucesso de uns incomodam outros e também se
eu não tirei nada é só chegar e mostrar para quem
quiser as contas, e acabou por acalmar-me quando
disse que eu não devia me incomodar com as pessoas
e cuidar melhor de mim mesmo. Mesmo confortado
com as palavras ainda saí muito nervoso do nosso
bate papo.
     No outro dia quando já estava no grupo
Lagoinha a Carmen chegou,. Eu quando a vi, tremi
por dentro, e disse: Estou muito decepcionado com
você. Você falou para Fernanda que eu estava
roubando no grupo. E, tentei a todo custo mostrar-lhe
as contas no final de uma reunião que custou a
acabar. - Ela inteligentemente acalmou-me , dizendo
que houve uma alteração no diálogo que teve com a
Fernanda das palavras. Que amanhã, terça-feira,
haveria uma reunião de serviços e que poderíamos
esclarecer tudo. Custei a esperar o outro dia. - No
outro dia começamos uma reunião de serviços. Sr.

                                                   25
Geraldinho é quem guarda o dinheiro. Carmen estava
presente, eu havia convidado o Churrasquinho, e
mesmo um pouquinho atrasada, Fernanda apareceu.
Estavam também outros novatos e um visitante. -
Imediatamente peguei o livro de caixa e fomos
conferindo todas as contas. Após conferir, constatou-
se que ainda tinha um crédito grupo. Eu só não
roubei como ainda paguei várias coisas para o grupo.
Aí começaram a me acusar de ferir as tradições que
eu não deveria pagar nada para o grupo. Aí eu disse:
Fui acusado de LADRÃO, agora estou sendo acusado
de PAGADOR ?
O que aconteceu: Sr. Adilson nosso segundo
tesoureiro se encanta com uma novata e a novata se
encanta com ele. Ele tenta de todos os modos a ajudá-
la a paralisar com seu alcoolismo. Ela não conseguia
e começou a faltar nas reuniões. Aí chega um
veterano xereta de AA,( Vivaldo) destes que não
gosta de trabalhar de jeito nenhum e aconselha o Sr.
Adilson a abandonar o cargo. Quando eu vi aquilo,
perguntei o que o Sr. Vivaldo estava fazendo. Ele
respondeu que estava preservando o novato. Então eu
disse agora então você fica no lugar dele. Resultado:
Sumiu o nosso tesoureiro e o veterano xereta. -
Quando olhei o livro de caixa as anotações do mês
não estavam sendo feitas. Assim ao invés de pegar
dinheiro na sacolinha, comecei a passar todo dinheiro
para o Sr. Geraldinho e a pagar do meu bolso e fazer

                                                   26
as anotações. - Só que estou sem atividades
comerciais (trabalhando em troca de dinheiro) no
momento e por isto meu dinheiro é pouco. Portanto
fui pagando até que meu dinheiro acabou. Porém,
como já disse, anotei tudo. - Quando acabou comecei
a fazer alguns vales na possibilidade do grupo com o
Sr. Geraldinho. Sabia o tempo todo que tinha
créditos. Sr. Geraldinho é semi-analfabeto não
perguntou nada, não conferiu nada, limitou-se a
comentar com alguns membros achando que eu
estava desviando dinheiro do grupo. A conversa
aumentou e deu no que deu. - Se observarem no
rodapé do balancete de dezembro onde está aprovado
e assinado, verão um símbolo © que diz que foi
pagamento feito direto pelo Coutinho e não direto
pelo caixa. - Também fiz somente o de dezembro o
mês de novembro e outros anteriores foram feitos
pelos tesoureiros ou seus responsáveis. Sendo que
novembro quando o dinheiro não deu, eu Coutinho
também paguei para não faltar o que foi aprovado em
reuniões de serviços e/ou pela consciência coletiva do
grupo. Também o mês de novembro foi assinado pelo
Sr. Adilson.
     Assim sendo, eu só não peguei nada, como fiz
um trabalho que não era de minha obrigação e ainda
paguei algumas contas do meu bolso pra não faltar
nada no grupo. - Mesmo assim, após conferido todas
as contas e aprovado o balancete de dezembro /2005,

                                                    27
um baixinho que usa o analfabetismo como desculpa
para tumultuar um grupo, continua me chamando de
LADRÃO. Doido para eu perder a cabeça com ele
para ele continuar a fazer fofocas em AA. e fama às
minhas custas. Mas vejam o que aconteceu na página
5/6 onde falo sobre o rapaz que me chamou de
Ladrão.

BALANCETE DO MÊS DE NOVEMBRO DE 2005 DO GRUPO
LAGOINHA DE AA
Saldo Anterior: 35,71
7A. TRADIÇÃO                      DESPESAS
01 - 4,48 - Doação Sr. Geraldinho
01 - 4,41
01 -                              4,48 - açúcar
01 -                              4,48 - açúcar
02 - 6,86
02 -                              1,10 - milho pipoca
03 -3,55
03 -                              5,00 - Fita impressora
03 - 2,32
04 -                              4,95 - Café / Pa. Higiênico
04 - 1,30
04 -                              10,00 - Contr. Sacola da gratidão
04 -                              1,10 - pipoca
05 - 10,40
07 - 8,21
08 -                              2,90 - Torneira filtro
08 -                              1,10 milho pipoca
08 -                              4,77 café
08 - 5,30
09 - 4,70
10 - 6,50
11 -                              18,00 folha A4 /Fita impressora


                                                                      28
11 -                           35,02 Refrigerantes 18 2 lts
11 -                           68,02 conta telefone
11 - 2,05
12 -                           8,20 café pipoca p Higiênico bucha
12 -                           2,90 copo
12 - 7,80
14 -                           2,90 copo
14 -                           1,38 toalha de papel
14 -                           10,50 carvão
14 -                           82,05 - carne p/ churrasco
14 - 4,15
14 - 4,05
15 - 9,80
16 - 2,50
16 - 4,40
17 -                           3,45 café
17 -                           34,90 - gás
17 - 8,45
17 - 3,70
17 -                           2,67 - copo
18 - 3,83
18 - 3,40
19 -3,00
20 -                           2,65 - óleo / sabão
20 -                           2,20 - cêra
20 - 18,00 - Doação coutinho
20 - 45,00 - Doação membros
20 - 20,00 - Doação Coutinho
21 - 4,30
21 - 3,25
22 -                           4,48 açúcar
22 -                           1,78 - copo
22 -                           0,60 - suqinho
22 -                           5,26 - café p. higiênico
22 - 8,16
24 - 3,00
24 - 4,50


                                                                29
25 -                   1,78 - copo
25 -                   0,60 - suquinho
25 - 2,30
25 - 2,55
26 -                   3,38 - café
26 - 4,00
27 -                   4,85 - açúcar
27 -                   10,00 - Contribuição 2O. Distrito
28 - 5,30
28 - 0,90
29 -                   3,93 - café
29 -                   4,00 - cantoneiras divisória
29 -                   6,00 - troca segredo e chaves
30 -                   2,80 - copos
30 - 4,35
30 -                   6,00 - troca segredo e chaves
30 -                   6,00 - cantoneiras p/ divisória
30 -                   4,00 - espelho
TOTAL 285,03           TOTAL 384,04
ATENÇÃO: SALDO NEGATIVO 99,01

NÚMERO DE REUNIÕES                44
INGRESSOS E REINGRESSOS           03
TROCA DE FICHA                    00
FRQUENCIA                         425

obs. O Saldo negativo é devido o aumento das despesas tais como Gás,
Cantoneiras p/ Divisórias - troca de segredo e cópia de chaves.
Também este mês houve a contribuição da gratidão e o valor
arrecadado para o churrasco não cobriu as despesas. - Se o grupo tiver
condições pagará o saldo negativo. Senão, o companheiro que fez o
complemento das despesas abrirá mão e não precisará pagar


Belo Horizonte, 10 de dezembro de 2005

Sr. Adilson                  Sr. Geraldinho


                                                                     30
.




BALANCETE DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2005 DO GRUPO
LAGOINHA DE AA
.
Saldo anterior                99,01 - Negativo
DESPESAS
Compra de copos ©             9,36
2 cópias de chaves ©          4,00
Conta de Telefone ©           72,12
Pó de café                    2,50
Compra de pão                 3,00
Pó de Café ©                  2,50
Suquinho ©                    2,80
Fichas amarelas ©             10,00
Açúcar ©                      5,00
Compra de pão                 3,00
Manual de Serviços            14,20
Açúcar + S. Bonder            8,00
Pó de café (c e b)            2,80
Copos                         3,26
Tirar entulho ©               12,00
Papel e Fita p/ computador ©  18,00 - Soma 160,54
  a
7 . TRADIÇÃO
Doação Coutinho         18,00
01 -                    1,65
01 -                    3,10
02 -                    2,70
03 -                    1,75
03 -                    5,25
04 -                    3,85
05 -                    2,60
05 -                    5,35


                                                    31
06 -   1,00
06 -   5,35
07 -   -
07 -   2,20
08 -   3,25
08 -   3,60
09 -   2,95
10 -   3,80
10 -   7,75
11 -   -
12 -   1,20
13 -   -
13 -   5,55
14 -   -
15 -   3,41
15 -   5,30
16 -   -
16 -   4,76
17 -   3,57
19 -   5,00
19 -   4,75
20 -   5,70
20 -   4,78
21 -   2,50
22 -   2,91
22 -   3,45
23 -   2,10
24 -   6,00
25 -   5,50
25 -   3,20
26 -   3,55
26 -   3,20
27 -   -
27 -   5,25
27 -   6,02
28 -   3,18
29 -   7,30
30 -   4,46
30 -   3,90
31 -   4,30

              32
31 -                              4,85
SOMA                              189,84                            160,54         Saldo 29,30
(débito mês anterior)             99,01-          Saldo 29,30                    Débito de 69,71
Onde consta a letra © foi valores pagos pelo companheiro Coutinho e parte já reembolsada pelo grupo.
o 2O. Tesoureiro abandonou o cargo e partes dos lançamentos não foram feitos. Outros valores foram pagos
e ficou como doação. Coutinho fez na medida do possível




                                                                                                      33
CAPÍTULO V

O que eu penso das pessoas de AA


Certa vez, quando ainda eu era um novato em AA,
minha mãe movida pelo entusiasmo por eu ter
paralisado com a bebida alcoólica, convidou sua
sobrinha para ir na nossa casa. Quando ela chegou,
minha mãe sabendo que ela tinha também problemas
com a bebida alcóolica, convidou-nos a sentar no
alpendre de sua casa e puxou o assunto sobre a
bebida e perguntou a ela se ela não queria fazer como
eu fiz; entrar para Alcoólicos Anônimos. - Sua
sobrinha então respondeu que já estivera lá e foi
aconselhada a beber mais um pouco. - Minha mãe
numa expressão de horror, perguntou-me o que eu
achava daquilo e então eu respondi: - Mãe, tem
pessoas em AA que fazem inveja a santo. São tão
boas e dedicadas que eu só tenho este exemplo para
dar para a senhoras. São pessoas que fazem de tudo
para ajudar ao próximo. Porém tem pessoas que não
valem o que comem. Praticam todos os tipos de
absurdos sobre os mais desinformados ( para não
dizer coitados ) - São verdadeiros demônios. - E,
assim convidei a moça para irmos para o AA. Ela

                                                   34
naquela época não aceitou voltar. - Hoje passados
mais de vinte anos, minha mãe já falecida eu daria
uma resposta diferente. Falaria assim: Mãe o AA é
para quem quer ou precisa. Se a pessoa acha que não
tem problemas com alcoolismo, então achamos que
ela deveria beber mais um pouco. Porém se ela tem
problemas e não está conseguindo paralisar, mesmo
com todas as dificuldades, ela deveria continuar
tentando. - Pessoas boas ou más em AA, hoje para
mim, continuaria eu dizendo, é uma coisa normal e
tem em todos os lugares. - Não se deve ir para o AA
apegando-se a outro ser humano. A mensagem de AA
é para todos distribuída igualmente numa terapia de
grupo. Também as literaturas são iguais para todos.
Nossa sétima tradição, que é um rateio entre os
membros para as despesas é um bem, é como a
terapia em grupo: é um bem coletivo que vai da
consciência de cada um. Porém todos os lugares do
mundo onde há um grupo de pessoas, tem quem se
destaca mais pelo valor que dá ao grupo e tem
aqueles que se agrupam porque não tem outra opção
ou às vezes não tem o que fazer. Quem não quer ou
não precisa ou quem quer continuar bebendo bebida
alcoólica tem mais é que se afastar do AA mesmo o
mais rápido possível antes que atrapalhe a
recuperação de quem está tentando paralisar com
alcoolismo com todas suas forças. A senhora não
acha também? -

                                                 35
Outra passagem interessante, também quando eu
era um novato em AA. Fiquei tão entusiasmado por
conseguir uma coisa que jamais tive esperanças. - Eu
pensei que fosse morrer bebendo. Hoje peço a Deus
que me deixe pelo menos como estou. Então, quando
percebi que     tinha eu paralisado com o meu
alcoolismo eu fique muito entusiasmado. E comecei
por minha conta por anúncios em jornais. Na época o
extingo Jornal de Minas, um jornal até certo ponto
fraco porém dava resultados. - E, ainda caí na
besteira de sugerir ao já falecido Zé Alberto para
pedir que colocassem uma placa de Alcoólicos
Anônimos na Central de Serviços. - Foi quando
recebemos a visita de um antigo da central, destes
todo poderoso e disse que o AA não tinha que ter
placas não. Que não punha anúncios também não e
sem citar meu nome em cabeceira de mesa só faltou
me chamar de santo o resto tudo ele falou, -
Passaram-se os anos e foi criado o CTO para ajudar
ou auxiliar os membros na divulgação dos seus
grupos. Nossa central tem uma enorme placa e o todo
poderoso continua trabalhando lá. E, por último.
gostaria de dar um exemplo de sucesso pela raça -
Também ainda novato em AA. - Fui ingressado no
Grupo Tarde Azul no centro de nossa cidade. Acabei
por convite de um cliente meu a visitar um grupinho
pequeno no bairro Bonfim (Grupo União ) com
alguns meses percebi que o fundador do grupo ao

                                                  36
qual me disseram que ele não valia nada, era o que
mais trabalhava, era ele quem se interessava pelo
grupo e eu que não gosto e não admiro pessoas de
duas caras, comprei, como já disse, ainda novato, a
briga dele. Eu sabia que eu iria continuar dependendo
e freqüentando o AA. Se eu ver uma covardia e não
me manifestar é porque sou tão atoa quantos os que
fazem a covardia. Então, como estava dizendo,
comprei a briga deste irmão e durante o período de
1982 a 1987 enquanto este meu amigo foi vivo este
grupo foi simplesmente um sucesso. - E parte deste
sucesso foi minha petulância. Vou explicar: Eu era
contador na época. Sempre gostei de Marketing ou
sempre fiz a divulgação dos meus negócios
comerciais. Portanto sempre tinha cartões de visitas
nos meus negócios particulares. Aí, sugeri ao falecido
Otacílio que fizéssemos um Clichê e colocássemos a
logomarca de Alcoólicos Anônimos nos cartões de
visitas do Grupo. Quando cheguei com o clichê
pronto lembro-me dele dizer; “COUTINHO, ELES
VÃO ME CRUSIFICAR”. O tempo passou e depois
daquela época parece que todos os cartões de visitas
usam a marca do AA e soube que há alguns anos
atrás esta marca foi liberada para todos os grupos.
     Todas as vezes que me envolvi com pessoas de
AA eu me decepcionei. Principalmente os que ajudei
com o 12O. passo. Mais cedo ou mais tarde a máscara
cairá e veremos que a pessoa não é bem aquilo que

                                                    37
nós pensamos que fosse. - Poderia eu dar aqui
centenas de passagens negativas ou milhares de
passagens negativas. Hoje com 23 anos de trabalhos
com outros alcoólicos, me julgo até uma pessoa
experiente. Porém, sou apenas um alcoólico em
recuperação. Se eu for pagar pelo que ganhei em AA,
nem que seu nascesse mais duas vezes eu pagaria. Se
eu pudesse cobrar alguma coisa de nada adiantaria.
     Então eu penso o seguinte: Todos os alcoólicos
quando começam no AA, vão passar por uma
transformação Toda transformação que pode ser a
curto, médio ou a longo prazo, é lógico, vai ter suas
modificações ou adaptações. Toda modificação com
a paralisação do alcoolismo será para melhor se
houver um programa espiritual, ou por exemplos de
boa conduta. - Caso qualquer um membro antigo que
comece a usar o AA como fonte de ataque a outros,
este fatalmente pagará pelos seus atos. Nenhum
membro de AA deve cobrar nada. Apenas entregar
nas mãos do Poder Superior
Alguns exemplos esquisitos:
   O veterano que me atacou em cabeceira de mesa,
  acabou por ajudar-me muito pois fui cuidar para
  que meus filhos não virassem alcoólatras como eu
  sou. Porém este senhor teve que ingressar seu filho
  em AA
  O rapaz que me caluniou como eu estava metendo a
  cara com as mulheres de AA. curiosamente perdeu
                                                   38
sua família e paga pensão e está fora do lar e teve
  que voltar para casa de sua mãe. - Eu que tenho um
  filho fora do casamento, neste mesmo período
  consegui a guarda compartilhada do meu filho e ele
  graças a Deus mora comigo.
  O Rapaz que finge de analfabeto para chamar-me
  de ladrão. Passou e passa por uma humilhação
  própria. Ninguém disse nada. Porém sua própria
  esposa e seus meninos pegaram coisas dos outros
  dentro do grupo. E, todo o grupo sabendo disto. foi
  convidado a devolver o que sua família pegou.
  Quanto as mulheres que insinuaram que eu era
  viado, uma já morta pelo alcoolismo, outra que não
  firma no programa, outra, a que agora tem certeza
  que não sou, está firme no programa, eu deixo um
  beijo. Quanto ao homem que insinua que sou viado,
  deixo um abraço pois todos sabem que ele é
  homossexual. Se ele finge que não é, é porque tem
  vergonha e deve ser um péssimo exemplo para sua
  própria classe. Se ele tem vergonha, porque não
  procura um médico especialista?
Em resumo: Eu não tenho que pensar nada de
ninguém. O melhor que eu faço é cuidar da minha
vida. Se alguma pessoa com problemas alcoólicos
precisar, é minha obrigação repassar minhas
experiências. Seja por palavras, escrita ou mesmo por
exemplos de sucesso. - Um beijo a todas pessoas que
lutam contra o alcoolismo. -
                                                   39
CAPÍTULO VI

Um fato interessante:

     Quando em janeiro de 2001 fui caluniado no
grupo União, tinha como concorrente de votação um
companheiro que se ingressou praticamente no
mesmo período meu, um contemporâneo, o qual eu
havia solicitado que se candidatasse e eu o ajudaria
assim como fizera uma vez com o fundador do grupo.
- Eu não tinha estômago para comitê de serviços - Ele
disse que não teria tempo e quando foi no dia da
eleição, este senhor concorreu comigo numa eleição
forjada para ele ganhar. - Após eu saber que a eleição
foi forjada, eu o chamei de descarado e fui a
cabeceira de mesa e disse alto claro e em bom tom e,
depois para outros continuei dizendo que o apelido
dele no grupo era IMPRESTÁVEL. Nunca se dispôs
a fazer nada pelo grupo. - Com a eleição deste meu
contemporâneo e minha perda por 15 votos a 3, eu
sabendo que havia sido covardemente rejeitado por
outros veteranos fracassados, destes que não fazem
nada e querem comandar o grupo, inteligentemente
comecei a participar de todas as reuniões de serviços.
Como também já disse, todos meus projetos ou
solicitações eram vetados. - No exercício do ano

                                                    40
seguinte, 2002, também como já disse, me candidatei
novamente e ganhei para o cargo de RSG. - Este
senhor se afastou alguns dias. Depois começou a dar
palpites nos serviços do secretário do grupo. Com a
doença e consequentemente o falecimento do nosso
secretário ele assumiu o grupo. E desde esta época
para cá tem sido o grande servidor do grupo União.
Entre tapas e beijos, já se passaram mais de 5 anos e
nosso antigo imprestável virou um homem de linha
de frente. Trabalhador responsável, agradecido e fiel
aos princípios de AA.
         Quando no exercício do ano de 2003 onde
entrei em atrito com um veterano metido a político e
se dizia com mais de trinta anos de abstinência, onde
me fez perder a cabeça por achar que todas novatas
eu entravam no grupo deveriam ser cantadas por ele
inclusive fazendo outros novatos de quebra galho no
serviço de cafetinagem com entrega ã domicílio.
Nesta época também o grupo estava indo para três
meses de aluguel em atraso. Na hora de passar o
cargo, aliás, passou até antecipado em novembro,
pagou todos os aluguéis em atraso do seu bolso.
Como eu não aceitei a dívida para o grupo por ter
tido reuniões clandestinas sem que a consciência
coletiva do grupo participasse, este companheiro
acabou por ficar no prejuízo. Ele pagou sozinho. -
Passado mais três anos, soube agora que ele se
candidatou e foi eleito no grupo Tarde Azul. Eu não

                                                   41
posso e não devo falar mal e nem mesmo pensar mal
de quem está tentando trabalhar para o AA. - o que
eu posso pedir nesta hora é que Deus ponha um
pouco de juízo na cabeça deste meu irmão, que ele
pare com esta paranóia de companheiras de AA e que
continue com suas palestras, principalmente os 12
Passos do qual ele explica tão bem. Estou torcendo
pelo sucesso dele.
     Outro caso interessante foi do novato que
começou a caluniar-me dentro do grupo. Disse que eu
tinha metido a cara com uma mulher de AA e que o
marido dela tinha saído com a companheira que eu
meti a cara e foi embora do grupo. Que perdeu sua
família e foi morar com a mãe de novo. - Este
companheiro eu empurrei o Grupo União nele e no
outro. Nele porque ele deixou o outro comandar sem
dar sua devida palavra na hora certa. No outro porque
ele estava brincando com coisa séria. - Então, alguns
meses depois que este companheiro assumiu o grupo,
o outro o deixou na mão. - Ele não conseguiu encher
o grupo União, mas manteve as portas abertas e as
contas em dia. É Assim mesmo, agora este
companheiro, julgo eu, tem experiências o bastante
para comandar qualquer grupo de AA pois o grupo
União é um dos grupos mais difíceis de administrar.
Então, dou os parabéns para este companheiro e estou
torcendo pelo sucesso dele em AA. - Aliás depois


                                                   42
que se acalma em AA, o sucesso é uma questão de
tempo.

     - Outro fato interessante é do baixinho que
ajudou-me a reerguer o grupo União, quando eu saí
ele fez questão de assumir o cargo de 1O. RSG. Pediu
que apoiássemos o companheiro que iria assumir o
grupo Lagoinha. O companheiro não apareceu e
acabei por assumir os trabalhos deste grupo. Ele, o
baixinho, prometeu apoiar-me a abandonou o grupo. -
Depois começou a atacar-me, fazer motins e até a
desanimar novatos com tanta conversa fiada. - Porém
é o único que se interessa em assumir o grupo. - Na
última discussão, quando ficamos sabendo que sua
esposa e suas crianças teriam pegado as coisas de
outra pessoa no grupo e que por isto nosso zelador
havia entregados as chaves, começamos um bate
boca e ele continuou chamando-me de Ladrão. - Fui
embora, dei uma volta para não brigar com ele. Mas
ele prometeu vir na reunião de serviços e assumir o
grupo se eu entregasse as chaves para ele e tirasse
todos meus pertences do grupo. Sendo assim
concordei parcialmente e após sua saída, comuniquei
o fato aos outros membros que chegaram no grupo.
Todos sem exceção concordaram em me ajudar e
pediram para não passar o cargo para ele que
deveríamos fazer uma votação no dia que ele
chegasse e quem quisesse votaria nele quem não

                                                  43
quisesse, votaria em mim. - Nesta hora , lembrei-me
de 2001 no grupo União onde eu iria pegar um cargo
e no dia que fui pegar havia uma votação de mentira
para eu não trabalhar no comitê de Serviços. -
Sendo assim, lavei a cara e liguei para o baixinho e
disse que ninguém queria que eu passasse o grupo
para ele. Que todos queriam que houvessem uma
votação. Como já haviam feito comigo uma covardia
desta anteriormente, eu não poderia cometer tal
absurdo de quando ele fosse pegar eu armaria uma
votação sabendo que ele iria perder. E, assim o
convidei para ir no grupo na segunda feira para
conversarmos pois a reunião de serviços seria na
terça feira. - Quando ele chegou, eu já estava no
grupo no final da reunião de recuperação da tarde.
Acabou a reunião e começamos a conversar
calmamente. Então repeti e expliquei que o que
aconteceu comigo em 2001 eu não poderia fazer com
ele. Eu não tenho duas caras, mas se todos me pedem
para ficar mais um pouco, eu também não posso virar
a cara para meu grupo pois isto também pode sair
caro para mim. - Ele aproveitou e reclamou que
quando eu deixei o cargo de RSG ao invés de passar
para ele eu ofereci o cargo a outro veterano, o
político. - Eu então expliquei que minha maior
preocupação era com ele. O Político deveria assumir
um grupo para saber o tamanho da responsabilidade,
assim como eu fiz com o que me caluniou também.

                                                  44
Todos dois hoje estão bem . Porém deixei bem claro
que assim que ele reivindicou o Cargo de 1O. RSG
lhe dei todo apoio e ainda eu o acompanhei em todas
as reuniões de serviços. A ainda naquela época eu
deixei os trabalhos que haviam iniciados no grupo
Lagoinha e fui correndo acudir o grupo União que
estava com dívidas. - Também não esqueci de
agradecer as centenas de novatos que ele já trouxe
para o AA - Ele pensou um pouco. acalmou-se. Pedi
para ele coordenar a reunião da noite. Ele coordenou
muito bem, a reunião foi ótima - ele devolveu o que
sua esposa e suas crianças pegaram e pediu
desculpas. E disse ainda que agora ele era pai e mãe.
Os filhos são de outra esposa que está na militância
alcoólica e passou a guarda dos filhos para ele. E sua
esposa atual tem problemas mentais.
     Além destes, tivemos vários outros trabalhadores
que estão lutando. Eu agradeço também o
coordenador do grupo Novo Caminho, e o
coordenador do grupo Porto Seguro. Continuo a
agradecer os trabalhadores do 2O.Distrito que
simplesmente deram um show nos exercícios de 2004
e 2005 onde tivemos um MCD altamente competente
e não posso esquecer de sua equipe de trabalhos.
Também um tal de Brasil, homem honesto honrado
que ajudou no ESL, acabou por candidatar-se como
MCD e ganhou para o próximo biênio. Não posso
esquecer de agradecer as moças do CTO e demais

                                                    45
membros que graças a Deus está funcionando e
muito bem. Também agradeço aos servidores do
grupo Lagoinha que como um time, continuamos a
trabalhar para Deus e, é claro, mostrar resultados.
Aliás, bons resultados.
     Então, eu fico pensando: após toda aquela
confusão, nasceram vários trabalhadores dispostos a
ajudarem o AA. 0 AA é assim mesmo, é um local de
luta contra o alcoolismo. Às vezes achamos que
estamos certos e às vezes achamos que erramos, só o
tempo mostra que muitas vezes errados, estamos
certos e certos estamos é errando. Nesta hora
qualquer pessoa que fica parada acaba por se
prejudicar e prejudicar aos outros. Temos que colocar
DEUS NO CORAÇÃO e ir à luta. Portando,
parabéns aos novos servidores do AA.
     Após estes relatos, cheguei a conclusão que eu
devo entregar, se o baixinho ainda quiser, o grupo
Lagoinha. Já trabalhei um ano neste grupo e lutei três
anos por outro grupo. E ainda passei por um ano de
discriminação. São 5 anos de luta pelo meu querido
AA. Eu não sou dono de nada em AA. Assim como
me ajudam hoje, no começo ninguém queria ajudar.
Portanto qualquer pessoa que se interessar em
trabalhar para o AA, na minha opinião, deverá ser
dado a oportunidade.



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alcoolismo - Como fazer quando não quer se tratar?
 

Alcoolismo minha luta para continuar sóbrio - casa do alcoolatra

  • 1. Minha luta para continuar sóbrio (abstêmio) Cap I - Lembranças dos bons tempos Cap II - Fui chamado de Viado Cap III - Fui chamado de Mentiroso Cap IV - Fui chamado de Ladrão. Cap V - O que eu penso das pessoas do AA Cap VI - Um fato interessante Manoel Coutinho CAPÍTULO I Lembranças dos bons tempos Quando cheguei em Alcoólicos Anônimos em 1982, tinha uma vida boêmia. Gostava de beber bebida alcoólica sempre acompanhado da presença feminina. Na verdade a bebida sempre foi uma desculpa para socializar-me. Eu tive o hábito 1
  • 2. contínuo de convidar as minhas parceiras para tomar um Chope ou jantar ou as vezes ir a um baile. Às vezes convidava para ir a uma boate ou mesmo num barzinho. Em todas as ocasiões eu sempre mantive o sistema antigo. Eu sempre paguei pelas minhas farras e, quando minhas parceiras levavam acompanhantes, isto antigamente era muito comum, também pagava as despesas dos acompanhantes. - Não sei se por isto, eu sempre tive a presença feminina para beber. Algumas delas gostavam do tomar um porre comigo. - Também achava que isto fazia parte da vida e enquanto fui novo e bem remunerado eu pensava, que mal tem isto. Ou melhor, isto é que é viver - Portanto, quando cheguei, tinha no mínimo esta bagagem com o relacionamento feminino. - Também gostava de beber bebida alcoólica nos fins de semana com meus irmãos mais velhos que se reuniam na casa de minha mãe. Eram , alguns já falecidos, homens que sempre me deram o exemplo da companhia feminina e o mais interessante que quando mais novo, adolescente ou criança, sempre os vi acompanhados de mulheres bonitas. - Então pelo exemplo de meus próprios irmãos aprendi a ser gentil, amável delicado e tratar bem as mulheres. Não me lembro de passar falta de uma boa acompanhante na minha vida. - quando saía sozinho, por ter sido criado diretamente com três irmãs, aprendi a ser discreto cordial e também atencioso e, de tanto ver minhas irmãs fazerem o 2
  • 3. perfil de um homem nas suas conversas (entre elas), aprendi a nunca atacar uma mulher que eu queria conquistar ( tomar a iniciativa). Bastava que eu me colocasse numa posição mais fácil de ser conquistado que elas apareceriam - mais tarde aprendi a observar que o interesse também por um homem bem sucedido era fatal para uma questão de um bom relacionamento.. Outro fato também que aprendi com minhas irmãs, foi de nunca ficar conversando fiado sobre um namoro ou relacionamento, isto decepciona qualquer mulher. O mais interessante é que fui tratado sempre como o caçula, apesar de ser o nono filho de uma família de dez irmãos, sempre fui chamegado pelos outros , inclusive pela minha irmã mais nova, sempre como o coitadinho da família e gostava disto. - minha mãe casou-se duas vezes, sou filho do seu segundo marido. O meu irmão caçula do primeiro casamento da minha mãe é 10 anos mais velho que eu e, como já disse , fui criado com três irmãs na mesma faixa etária, sendo que a quarta irmã era do primeiro casamento da minha mãe, casada há vários anos e por isto tenho uma sobrinha que também regulava idade comigo e minhas outras irmãs - Mas voltando ao assunto, como estava dizendo, sempre tive facilidade no meu alcoolismo com conquistas amorosas. Sempre fiz questão da presença feminina e sempre, pessoas que eram importantes, 3
  • 4. que eu via nelas algum valor feminino ou no mínimo bonitas. Graças as minha bebedeiras, acabei casando. - Casei com uma moça muito bonita na época, também para o meu grau de instrução ela era mais importante, estava completando seu terceiro curso superior e eu mal mal tinha o curso de Técnico de Contabilidade e ainda era filha de um Delegado de Polícia famoso, e eu simplesmente achava aquilo a princípio o máximo. Quando caí no meu ridículo, que não precisava nem dela nem de ninguém, já estava noivo e de casamento marcado. Pensei em não ir no meu casamento mas fui advertido pelo meu irmão que nos educou sobre a responsabilidade que havia assumido perante a todos que me conheciam e uma sociedade, e que uma idéia desta apenas acabaria com minha própria reputação. Eu deveria cumprir meu compromisso e depois poderia pedir a separação ou a anulação do casamento se minha idéia persistisse. - Assim acabei mesmo não mais querendo, casando. Casei na Igreja de Santana e a recepção foi no Círio Libanês - Passei a noite de núpcias no Status Motel, que era um dos melhores na época. - Minha lua de mel fui para o Nordeste via litoral de ônibus passando por todas capitais e voltei de avião passando por Brasília. Devo ressaltar que meu alcoolismo acentuou ou progrediu ainda mais depois do tal casamento ( só esta passagem daria um grande livro). 4
  • 5. No dia do meu casamento, recebi a visita de uma ex namorada e em frente a minha esposa na saída da igreja, me deu os PESAMES - uma outra ex namorada Gerente de uma grande Loja na Av. Santos Dumont saiu me perseguindo para ficar com ela - Visitas em meu escritório de moças bonitas eram quase todos os dias - Telefonemas assim que voltei da lua de mel eram todos os dias e às vezes várias vezes ao dia. - Penso agora que talvez meu modo de levar a vida, gostando de mulheres e as tratando bem , sendo sempre sincero pois nunca fui de esconder nada e trabalhando, tentando o tempo todo ser honesto, fez da minha vida de solteiro mesmo na militança alcoólica uma referência que posso até chamar de “Sucesso” com meu sexo oposto. Meus filmes preferidos eram e acho que ainda são: MAVERIK (antigo) e E O VENTO LEVOU - observem que nos dois filmes o artista principal é um beberrão , tabagista, jogador, e mulherengo e até certo ponto um homem de sucesso pelos negócios. - Meu livro preferido é SÃO BERNARDO de Graciliano Ramos - Observem também a gana para crescer que o nome principal tinha. Porém se deu mal no final. Meus heróis continuam sendo meus cinco irmãos mais velhos. O mais velho: Jandir sempre foi bom de briga e nunca levou desaforo para casa - O Segundo na escala de cima para baixo: Heli é o homem mais malicioso que eu conheço. Quando 5
  • 6. qualquer pilantra chega com a cana ele já esta com a rapadura pronta. O Terceiro: Saulo é um lider nato é um grande empreendedor foi quem colocou a mim e as minhas irmãs para estudarem. Graças a ele eu e minhas irmãs somos muito bem casados, é uma mãe. (um dia explico isto). O Quarto: Guaraci ensinou-me como ter e não abrir mão das minhas coisas. Portanto tudo que tenho aprendi a guardar com ele. O quinto: Emanuel sempre foi criativo é talvez o mais inteligente e mesmo sem recurso ou às vezes mal entendido, sempre colocava suas idéias em prática e sempre davam certo. Sou casado com a mesma mulher há 25 anos, tenho quatro filhos sendo um fora do casamento e sou membro de alcoólicos anônimos há 23 anos Cabe ressaltar: nunca interrompi o programa pois sei que não terei uma segunda chance. Se eu voltar a beber tenho certeza que morrerei. Aliás não tenho medo da morte, apenas não quero virar um farrapo humano pois sinto falta da bebida até hoje e o que eu passei e passo para continuar paralisado com o alcoolismo é coisa de cinema. Parece mesmo mentira. Porém, por sentir na própria pele e tudo acontece comigo mesmo, vejo a necessidade de escrever para informar dar referências e pedir que mesmo se algum dia você for caluniado, difamado dentro de uma sala de AA, lembre-se: quem está fazendo isto é mais doente que 6
  • 7. você, tenha apenas dó dele ou dela e peça a Deus que a ajude. Como eu estou casado até hoje e como sou membro de alcoólicos anônimos até hoje eu não sei explicar. Eu só posso informar que nunca quis ser casado, sempre quis ser solteiro e boêmio. Quis ter um único filho para ter o gosto de ser pai. Porém as mulheres acharam que eu deveria ter quatro. Na verdade para me prenderem e conseguiram. - Nunca quis parar de beber. Fui ao Alcoólicos Anônimos após um dia de bebedeira, quebrei minha casa toda machuquei minha esposa e coloquei em risco as duas crianças (meus filhos) um com um ano e pouco e outro com alguns meses. Após a ameaça de ser internado pelos meus irmãos e sabia e sei que eles não falam eles agem, então tentei entrar em AA. Assim que eles esquecessem o que eu fiz eu voltaria a beber. Graças a esta irmandade desde o dia 18 de março de 1982 nunca mais bebi bebida alcoólica nem usei qualquer tipo de droga. CAPÍTULO II Fui chamado de Viado Quando ingressei em Alcoólicos Anônimos, já foi dito, não aceitava que era um alcoólatra. Precisava ficar lá um tempo para que os outros, 7
  • 8. principalmente meus irmãos esquecessem do que eu aprontei. - Isto fazia parte de um golpe. - Porém já na primeira reunião eu que estava pensando que não dormiria aquela noite porque não iria ingerir bebida alcoólica e não tinha em casa nenhum remédio para dormir. Então fui pensando como é que eu vou dormir? - Neste dia curiosamente foi a melhor noite de sono da minha vida. Quando chegou uma determinada hora eu deitei e dormi. Alias, dormi tão bem que acordei muito disposto para trabalhar. Coisa que já há muito tempo não conseguia devido as ressacas alcoólicas. Não sei dizer se eu era, fui ou ainda sou ambicioso e uma noite de sono bem dormida traz sempre resultados de bom desempenho no trabalho também. Trabalhei até as 17 horas que era a hora que eu começava a beber no BH lanches na rua Tupinambás. Eu passei correndo e fui direto para o Ed. Helena Passig onde era o Grupo que eu me ingressei. Eu tive forças para não beber por alguns motivos simples. Eu não podia porque fazia parte de um plano. Outro motivo é que eu estava naquele dia muito bem comigo mesmo e o principal motivo era que eu tinha aonde ir na hora da minha compulsão alcoólica. - Fui para a reunião e mais uma vez recebi o carinho de todos os companheiros de AA. Alguns ainda conversaram comigo após a reunião num cafezinho amistoso servido pelo grupo. - Voltei no terceiro dia e aí percebi que tinha uma sacolinha, e 8
  • 9. pensei: Ah é isto que acontece aqui. Eles nos induzem a não beber para poder tirar dinheiro usando de uma persuasão. Igual algumas Seitas religiosas fazem. - Coloquei uma mixaria e fiquei pensando: Coisa esquisita eu não estou com vontade de beber. Eu não sei quem vai ler isto, por isto, por isto vou explicar de uma vez: Nossa sacolinha é nossa 7A. Tradição. Cada um coloca o que pode para as despesas de água, luz, aluguel , cafezinho etc. etc. etc. É um simples rateio - É a coisa mais justa que o AA nos oferece uma vez que não aceitamos qualquer doação de fora. Nisto eu observei que toda pessoa que se preocupa com a 7A tradiçao é muito bem sucedida dentro da Obra. Todo aquele que acha que os outros tem que pagar a parte dele é um dos fracassados de AA. - AA não tem qualquer tipo de patrimônio. Seu maior patrimônio são seus próprios membros que podem e devem entender que para se crescer na vida temos que assumir responsabilidades. E, nossa saolinha foi para mim o princípio de tudo. - Então, como estava dizendo, desconfiei da Obra, aliás eu desconfiava de tudo e de todos. Já estava numa quarta feira e eu havia chegado na segunda feira. Voltei na quinta e neste dia sempre eu ligava para alguém ou alguém me ligava para sairmos e dentro do programa sempre existiu bebida alcoólica. - Não marquei nada com ninguém nem na quinta nem na sexta. No sábado as reuniões eram as 9
  • 10. 15 horas. Fui a reunião e outra vez fui para a casa. No domingo não tinha reunião. Pedi a minha esposa encarecidamente que trancasse a porta e não me deixasse sair de jeito nenhum. Se eu saísse estaria arriscado de beber. - Assim ela fez. Também estava acostumado a ir aos domingos na casa da minha mãe encontrar com meus irmãos e também beber. - Também não fui. - A partir destes últimos dias começou meu fígado a doer por falta de álcool. Eu ficava muito nervoso. Comecei a ter um sono agitado. E salvo engano tive até pesadelos. - Minha esposa pacientemente levantava e me dava água com açúcar. - Também meu padrinho de ingresso sugeriu que eu comece algo doce. Uma senhora muito simpatica disse que eu estava renascendo que era pra eu cuidar muito bem de mim mesmo. Que eu era muito importante. E ainda um espiritualista ( irmão de Obra) disse que eu estava montando num burro bravo que era pra eu segurar firme e não cair. E várias outras mensagens recebi da compnheirada de Alcoólicos Anônimos - Curioso nesta semana que quando eu pegava o ônibus para ir embora, o ponto que tinha que descer era em frente, do ouro lado da rua, do buteco que eu também bebia muito. Nestes primeiros dias, assim que eu descia ficava e continua de costas para o bar. Se eu olhasse ou alguém chamasse eu estaria arriscando a beber devido meu alto grau de alcoolismo e a compulsão era exagerada 10
  • 11. -Eu tive que mudar todos meus hábitos iniciais para garantir minha abstinência alcoólica senão eu não pararia. Foi um alto preço mas valeu e vale a pena - O tempo passou e com pouco mais de um mês de paralisação eu comprei uma motoquinha, uma TT81 125 cc - Minha esposa me dava a maior força e parou de beber por minha causa - Tive uma amiga muito bonita, nova , dona de um salão de beleza e minha cliente na contabilidade que também deu a maior força. Ela ensinou-me a tomar água mineral gasosa com limão. E todas as vezes que saíamos, isto durou vários meses, a fazer parte em substituição a bebida alcoólica. Outra moça muito bonita, que foi minha funcionária, também ficou um tempo sem beber para sair comigo e outra ainda, a gerente da Loja na Av. Santos Dumont. Fazia questão de sair comigo e não beber este dia.- Vale lembrar: Eu não queria estar casado, minha esposa não tinha e ainda não tem qualquer aptidão por serviços domésticos, não tem paciência com crianças e não tolera choro de crianças - e os resultados da paralisação do alcoolismo estavam excelentes. Só que comecei a perder os clientes que eu trocava meus honorários por bebidas. Então comecei a preparar documentos para aposentadorias, para terceiros, do antigo INPS, - Nisto eu comprei um fusquinha amarelo. Porém a divergência conjugal continuava. Quando soube que minha esposa estava grávida de um terceiro filho eu 11
  • 12. desesperei. Quando minha filha nasceu eu cheguei a ter ódio do neném. Procurei como antes nos tempos do alcoolismo minha psicologa, rezei (orei) muito e hoje sem dúvida minha filha é o colírio dos meus olhos. - Cheguei para minha cliente que me deu a maior força com a água mineral gasosa e sisse que iria separar e casar com ela. - Ela então respondeu: Eu não vou destruir lar de ninguém. Eu sou sua amiga e não quero me casar com você! - Graças a estas palavras hoje eu entendo quando uma pessoa desesperada aposta todas suas fichas em um companheiro de AA ou quando homem aposta suas fichas em uma companheira de AA e acabam por fazerem um relacionamento amoroso por algum período. Porém graças a esta passagem não admiti até aos vinte anos de AA que qualquer companheira tivesse um relacionamento comigo. Quem vê no outro companheiro uma esperança não merece abuso. Isto eu aprendi.- Isto começou a gerar conversa. Mas a conversa só explodiu quando comecei a trabalhar em Comitês de Serviços ou seja, comecei a me colocar como administrador de grupo. Quando recém chegado em AA, meu cliente se tornou secretário em outro grupo. Com a compra de um fusquinha, passei a ir com ele neste grupo e conheci um dos fundadores do grup. Este fundador do grupo era taxado. Meu cliente apesar de novo também de AA pois não tinha nem seis meses na 12
  • 13. época disse-me que o fundador do grupo não valia nada. - Eu acreditei naquele que se punha como meu amigo e dei uma distancia no outro senhor. - com o passar do tempo, este meu cliente por não aguentar a pressão abandonou o cargo e tudo caia nas costas do fundador do grupo. Eu vendo aquilo, achei uma tremenda covardia. Pois ele fazia tudo e tudo que fazia alguém criticava ou reclamava e quando ele oferecia o serviço ninguém fazia. - Que absurdo. - Vi que meu cliente estava errado aquele homem era o que eu precisava. Um homem trabalhador e experiente numa Obra que dava resultados - E, numa das críticas de outros fracassados eu não agüentei, dei um tapa não sei se na parede ou na mesa e disse: Fulano, eu estou com você! - Durante o período de 1982 até 1987 quando meu querido amigo padrinho simbólico, companheiro paixão de AA morreu, este grupo foi um dos mais bem elaborados e freqüentados de BH. - Tudo que nós fazíamos dava certo. Eu jovem e com força. Ele experiente e velhaco para com as outras cobras. Foi a melhor parceria que fiz na vida. - Com a morte deste companheiro, ninguém se entendia no grupo. Eu achava que a responsabilidade da administração tinha que ser minha. Outro companheiro que na verdade era um dos que me combatia ele achou que deveria administrar o grupo. Chamou alguns membros da nossa Central de Serviços e numa reunião de serviços 13
  • 14. por volta de l989 o pau quebrou e quase deu briga - Então entreguei o grupo para este companheiro e os membros do ESL e disse: vocês vão acabar com isto aqui. E fui embora - Dei um tempo de 1990 até o ano 2000 (dez anos). Aproveitei e fui conhecer e visitar outros grupos. Neste período sempre trabalhei no 12O. Passo e nunca esqueci a 7A tradição. Quando voltei o grupo estava muito bonito fisicamente mas não tinha reuniões. Tinha apenas um coordenador dormindo debruçado em cima da mesa. Lembrei do meu querido mentor; homem que havia me ensinado a trabalhar para o AA e vi o fracasso. Perguntei pelo companheiro que junto de alguns membros do ESL fez questão de pegar o grupo e então soube que há muito tempo ele não freqüentava mais lá. - Como não tinha ninguém para coordenar o grupo, pedi a um irmão de obra que tem a mesma idade de abstinência que eu para se candidatar e eu o ajudaria como fiz com o falecido fundador do grupo. Ele disse que não teria tempo e não podia. Sem outra opção, dispensei tudo que podia e me candidatei para o exercício de 2001. Minha surpresa foi no dia da votação. - Eu cheguei quase em cima da hora. Havia outro nome que era exatamente o do meu irmão contemporâneo que disse que não teria tempo. Achei que ele iria me ajudar. - Quando começou a reunião percebi que haveria uma votação e eu estava concorrendo com ele. Neste dia compareceram dezoito companheiros e 14
  • 15. perdi a eleição por 15 a 3 votos. - Agradeci a todos. Quando estava dentro do meu carro um outro companheiro perguntou: Coutinho você vai pra onde ? - Vou tomar um caldo de mocotó e vou para casa, respondi - Posso ir com você, perguntou - Claro, respondi. - Quando chegamos num bar ele começou a me contar: Coutinho aquela eleição foi toda forjada contra você. Fulano passou em minha casa, nós passamos na casa do outro, depois na do outro e assim por diante. Pedimos a todos para não votarem em você pois você ganha as eleições e abandona o grupo. - Eu quase caí. Nunca havia me candidatado a nada. Como eles podem falar isto. Tinha alguns veteranos mas a maioria eram de novatos que na minha ausência de 10 anos nunca me viram trabalhar para aquele grupo. Também por ver a covardia que faziam com o fundador do grupo, achei que não teria estômago para suportar tanta covardia. E por isto nenhum cargo de comando havia me interessado. Mas, tive participação em toda evolução daquele grupo. Inclusive com sugestões para melhorar o aspecto físico a ainda ajudei na compra das cadeiras. - Quando que fui difamado e caluniado, voltei a freqüentar o grupo e senti todo o tipo de discriminação possível. Freqüentei quase todas as reuniões de serviço e nunca qualquer projeto ou proposta meu fui aprovado no exercício de 2001. Quando foi findando o ano, pedi a meu companheiro 15
  • 16. meio retardado que se candidatasse a secretário do grupo. Ele assim o fez, dei o apoio de um novato gente boa que também estava vendo o que estava acontecendo no grupo. Fui atrás de um amigo pedi para ele freqüentar o grupo e me dar seu apoio. Sei que só tinha o nome do meu amigo meio retardado no quadro Quando começou a reunião eu coloquei exatamente na hora meu nome no quadro. Como eu havia xingado os vagabundos que me caluniaram, eles não apareceram. Então na votação, ganhamos eu e meu amigo por unanimidade e começamos a novamente reerguer o grupo. O grupo rapidamente cresceu de novo. No aniversário do gruo de julho fizemos uma reunião com a presença de 170 a 200 membros. Novamente tínhamos muitas mulheres no grupo e eu não dava maior atenção fora da sala de AA. Morro de medo de que alguém sáia do seu programa de recuperação por minha causa. Aí começaram as gracinhas: Uma, esperta chegou a dizer que se seu não saísse com ela ela voltaria a beber. Quase fizemos sexo, mas depois percebi que ela era companheira do meu irmão contemporâneo e foi a desculpa que eu precisava para sair fora. Outra tentou a todo modo me levar para casa dela. Eu fui uma vez e levei um amigo para enganá-la. Depois fomos para meu sítio mas o sexo penetração não foi feito. Outra começou a me rabiscar e e junto com uma amiga antiga e irmã de 16
  • 17. obra fomos também para meu sítio. Só que eram duas e eu me esquivei bem. Todas disseram a mesma coisa: EU ACHEI QUE VOCÊ ERA VIADO. - Curioso foi um que tem o tipo de Viado irrustido, apesar de carequinha todos sabem que ele é Gay. Ele chegou para mim e disse eu achei que você era viado. O amigo dele que ficava nas esquinas conversando com ele disse o fulano jura que você é viado. - Eu não tenho nada contra os Gays, mas eu não sou. - Estas brincadeiras de mal gosto só surgiram depois que eu comecei a fazer parte do comitê de serviços. Aí não agüentei e pela primeira vez fiz sexo com uma companheira de AA. Isto eu já tinha quase vinte anos de obra. - Parte foi bom porque eles pararam com as brincadeiras de mal gosto. Parte foi ruim pois todos nós sabemos que se um homem não pode assumir uma mulher ele não deve ficar brincando pois esta brincadeira pode causar danos a sua reputação. CAPÍTULO III Fui chamado de mentiroso Durante o período de 1982 a 1987 meu Grupo do coração fez um sucesso danado. Como já disse eu era o braço direito do fundador do grupo e tudo que a gente fazia dava certo. O Grupo salvou muitas vidas. 17
  • 18. Porem, eu sempre via o meu querido mentor sendo atacado sem qualquer motivo era só uma coisa dar certo, lá vinha um encher o saco. Saí em 1989 do grupo por pressão . Voltei em 200l e senti o que era discriminação em AA. Quando isto aconteceu falei da vida de quase todos os caluniadores e solicitei que falassem da minha vida. Ninguém falou. Em 2002 assumi o cargo de RSG com mandato para dois anos. Na verdade eu pensava que devido ao fracasso do grupo eu não conseguiria presenças para as reuniões em um anos. Porém consegui. Com o sucesso de presenças dos AAs, convidei um grande orador. Um político que tentou fazer de mim um trampolim dentro do AA e eu o deixei na mão. A minha consciência é assim mesmo dói por décadas. Aproveitei a oportunidade e pedi a ele que fizesse parte do grupo. Ele continua o mesmo bom orador porém mal caráter. Durante o Ano de 2002 enquanto não houve disputa política o grupo foi até bem . Lembrando que meu secretário ou melhor o secretário que foi eleito comigo tinha um problema de retardamento mental. Começou a passar mal no final de 2002 e salvo engano veio a falecer em 2003. Tive dois afilhados simbólicos: Um chegou no grupo e gostava de ler, aproveitei e repassei para ele todo tipo de literatura, explicando e debatendo. Só que eu também estava fazendo as literaturas neste período eu tinha apenas um pouco mais de experiência em 18
  • 19. abstinência . Outro também não conseguia paralisar com seu alcoolismo. Bebia bebida alcoólica e ia no grupo tirar gosto com cafezinho e biscoito. Eu chamei sua atenção e ele com o tempo firmou e virou um grande companheiro. Só que estes dois viraram vítimas do falso político dentro da sala que com persuasão acabou por confundir a cabeça dos dois. Eles são ótimos AAs, porém, com a bagunça que passaram se negam assim como eu fiz no passado a fazer parte de um comitê de serviços. O exercício de 2003 dentro do grupo foi um verdadeiro inferno. A vaidade começou a tomar conta de todos novamente. O novato, bom de literatura, eleito para uma função achou que era o responsável pelo grupo por influência do político. Um rapaz até honesto, começou a perturbar todas reuniões. O político chamou um amigo psicopata e este só chegava no grupo também para perturbar. Fazer bagunça mesmo. O Político com seu carro importado fez uma verdadeira gang. Sempre chamava alguém para comer macarrão e o persuadia com seus propósitos e objetivos. - Sempre dei minhas referencias pessoais dentro do AA. Como é apenas uma terapia de grupo, ninguém precisa provar nada. Porém sempre estive e estou a disposição para mostrar ou se precisar, provar o que falo. Aprendi que o golpe de qualquer fracassando dentro do AA é a fofoca com falsas referências. - Então eu fiquei na seguinte condição: 19
  • 20. Ou eu me afastava do grupo, ou eu enfrentava todos os tipos de calúnias a meu respeito com falsas referências. A gang do político cresceu. Ele para tentar conquistar uma nova ingressante ofereceu e serviu Cerveja sem álcool. Daquele dia até hoje a menina não mais voltou em AA. - Chegou ao ponto de dizer para outra novata que se ela não ficasse com ele era para ela sumir do grupo. Ela me contou o caso e foi embora. - A falsa referencia era muita eu só tinha meu próprio exemplo para dar e numa reunião de sala cheia quando disse que levei quase vinte anos para ter coragem de me relacionar sexualmente com uma mulher de AA, levanta um pau mandado, um rapaz que é até honesto e diz: Você é um MENTIROSO, você meteu a cara com uma mulher aqui e o casal foi embora. Também meteu a cara com uma loura na esquina. - Até hoje não sei de quem ele falou pois nunca meti a cara com ninguém - Também não sei quem é a loura da esquina. Ele foi persuadido para me difamar. - Passado um tempo chega também um amigo deste rapaz, o viado enrustido, o carequinha e diz: eu sempre achei que você mente na cabeceira de mesa. Assim chegaram a dizer por persuasão que eu era um mal caráter. Só gente desenformada. Quando eu faço uma terapia de grupo se eu mentir, eu estarei mentindo para mim mesmo. Isto só vai me prejudicar. A pior pessoa do mundo é o despeitado 20
  • 21. ele espera uma chance apenas para te destruir. Não se importa com o preço e nem de atrapalhar um inocente. No meu caso, por falta de experiência em comitê de serviços, acabei pagando caro e meu braço direito ficou dormente, comecei a passar mal e fui parar no médico. - Chegando lá, expliquei a bagunça que estavam fazendo com minha moral e acabando com o grupo de AA - Ele então sugeriu que ou eu abandonasse os serviços ou então teria que ter um apoio de um psiquiatra para tentar amenizar meus choques emocionais. - Assim pensei em dar o seguinte golpe: Eu passaria meu cargo para o político e deixaria ele se virar um tempo, como fiz em 1989. - Quando fui passar, o baixinho que me ajudou a reerguer o grupo que apesar de analfabeto era o 2O. RSG, não concordou. E por direito exigiu que fosse o primeiro. Assim, inverti o jogo, passei a ir nas reuniões de serviço e não deixar nada de pior acontecer ao grupo. Tudo que acontecia de errado eu escrevia e distribuía para os membros. Mas um mal caráter não mede danos a terceiros para impor seus malfeitos. E assim começaram a tentar de todos os modos não deixarem que eu freqüentasse as reuniões de serviços e tentaram até me expulsar do grupo e também tentaram expulsar uma companheira que também via a cachorrada e me apoiava. Quase todos novatos do grupo comprados com brindes e favores pessoais. Chegou um dia entrou uma moça bonita no 21
  • 22. grupo e vi um fazendo o serviço de cafetinagem com entrega a domicílio. - O Grupo endividou-se - Resultado para o exercício de 2004 tive que assumir o grupo novamente. E, se não faço isto era perigoso o grupo sofrer uma ação de despejo pois já estava vencendo o terceiro mês de aluguel em atraso. Porém achei e acho que dívidas de grupo de AA é responsabilidade da consciência coletiva. Quando se faz reuniões clandestinas a responsabilidade é do comitê de serviços que deixou.- Portanto fui candidato sozinho. Ninguém quis saber daquilo lá. Eu voltei e assumi “sozinho”. Nenhum grupo de AA deve ser administrado por uma única pessoa. Isto atrapalha a própria pessoa que faz isto. Estamos na maior democracia do mundo que é um grupo de AA. Portanto, toda e qualquer resolução, decisão ou projeto, deve se ter a aprovação ou não dos demais. Toda decisão isolada em AA é burra. Pode até resolver aparentemente mas o resultado sempre é negativo. Então, eu tendo esta consciência, chamei dois companheiros e propus o seguinte: Eu vou colocar em votação vários projetos e terei que faze-los com um pouco de pressa pois o grupo corre risco de esvaziar. Então que tal assim: eu coloco o projeto no quadro de aviso e vocês rapidamente aprovam ou não. E assim foi feito. A princípio tudo começou a dar certo. Após alguns meses um dos companheiros começou a vetar todos. 22
  • 23. Eu achei esquisito e cheguei até a fazer uma carta. Pois o veto de um não atrapalharia a sanção de dois. Então este companheiro de repente achou que bastaria o veto de um para não dar andamento nas idéias. - Eu, percebendo que ele queria apenas aparecer, o grupo sem dívidas, e ainda a possibilidade de dar obrigações para outro, não tive dúvidas. Larguei o cargo e entreguei para os dois. Quando fiz isto, o grupo estava bem, eu estava numa boa fase de estudos das literaturas de AA - Estava em casa tranqüilo, descansando quando final de 2004 o telefone toca. Era o baixinho o 2O. RSG do grupo do coração dizendo: O companheiro fulano de Tal vai reabrir o Grupo Lagoinha. Vamos lá dar uma força para ele. - Fui no Grupo, fizemos uma reunião de seis membros, o tal fulano não apareceu. O senhor que estava com as chaves levantou-as e disse: Se ninguém for pegar as chaves vou entrega-las para o padre e acabarei com o grupo. Neste momento minha consciência pesou, eu não poderia deixar fechar um grupo de AA. Então peguei as chaves e disse: deixe- me tentar . Assim em 13 de janeiro de 2005 fizemos já a primeira reunião da reabertura do grupo Lagoinha. 23
  • 24. CAPÍTULO IV Fui chamado de Ladrão Eu estava em casa, no meu pequeno escritório, quando o telefone tocou. Era a Fernanda dizendo que o que ouviu a meu respeito pela boca da Carmen T. ela não agüentaria ficar calada. Carmen havia dito que segundo comentários no grupo, eu estava tirando dinheiro. Disse também que eu estava tentando mudar as reuniões de serviços de terças para sábados porque aí não teria ninguém para conferir minhas contas. Também disse que eu estava tirando dinheiro para colocar gasolina na minha moto. Já eram 0:30 hs da madrugada, levei um susto com o que estava ouvindo e comecei a falar alto no telefone. Minha esposa e meus filhos acordaram e vieram saber o que era. Viram-me aos berros dizendo isto é um absurdo, o que as pessoas de AA tentam fazer com os que trabalham é coisa nojenta. Nunca precisei roubar nada de ninguém. Aliás, fechei meu escritório para também não ser roubado . Não gosto desta brincadeira. O melhor que eu faço é entregar este cargo pois não sou empregado de ninguém e disse ainda: As anotações eu já disse para Carmen que estão todas feitas no livro. Era só ela pedir para 24
  • 25. conferir. - Acabando a ligação pra não incomodar minha família, dei as devidas explicações e fui dormir. Porém, não conseguia. - Liguei outra vez para a Fernanda e fui me encontrar com ela. - Ao chegar ela muito inteligente foi tomar uma Coca Cola comigo e calmamente me ouviu e explicou-me o que minha família já havia dito: Se eu não sou de mexer em nada de ninguém, como realmente sou, eu não devo me incomodar com isto. Todos nós sabemos que o sucesso de uns incomodam outros e também se eu não tirei nada é só chegar e mostrar para quem quiser as contas, e acabou por acalmar-me quando disse que eu não devia me incomodar com as pessoas e cuidar melhor de mim mesmo. Mesmo confortado com as palavras ainda saí muito nervoso do nosso bate papo. No outro dia quando já estava no grupo Lagoinha a Carmen chegou,. Eu quando a vi, tremi por dentro, e disse: Estou muito decepcionado com você. Você falou para Fernanda que eu estava roubando no grupo. E, tentei a todo custo mostrar-lhe as contas no final de uma reunião que custou a acabar. - Ela inteligentemente acalmou-me , dizendo que houve uma alteração no diálogo que teve com a Fernanda das palavras. Que amanhã, terça-feira, haveria uma reunião de serviços e que poderíamos esclarecer tudo. Custei a esperar o outro dia. - No outro dia começamos uma reunião de serviços. Sr. 25
  • 26. Geraldinho é quem guarda o dinheiro. Carmen estava presente, eu havia convidado o Churrasquinho, e mesmo um pouquinho atrasada, Fernanda apareceu. Estavam também outros novatos e um visitante. - Imediatamente peguei o livro de caixa e fomos conferindo todas as contas. Após conferir, constatou- se que ainda tinha um crédito grupo. Eu só não roubei como ainda paguei várias coisas para o grupo. Aí começaram a me acusar de ferir as tradições que eu não deveria pagar nada para o grupo. Aí eu disse: Fui acusado de LADRÃO, agora estou sendo acusado de PAGADOR ? O que aconteceu: Sr. Adilson nosso segundo tesoureiro se encanta com uma novata e a novata se encanta com ele. Ele tenta de todos os modos a ajudá- la a paralisar com seu alcoolismo. Ela não conseguia e começou a faltar nas reuniões. Aí chega um veterano xereta de AA,( Vivaldo) destes que não gosta de trabalhar de jeito nenhum e aconselha o Sr. Adilson a abandonar o cargo. Quando eu vi aquilo, perguntei o que o Sr. Vivaldo estava fazendo. Ele respondeu que estava preservando o novato. Então eu disse agora então você fica no lugar dele. Resultado: Sumiu o nosso tesoureiro e o veterano xereta. - Quando olhei o livro de caixa as anotações do mês não estavam sendo feitas. Assim ao invés de pegar dinheiro na sacolinha, comecei a passar todo dinheiro para o Sr. Geraldinho e a pagar do meu bolso e fazer 26
  • 27. as anotações. - Só que estou sem atividades comerciais (trabalhando em troca de dinheiro) no momento e por isto meu dinheiro é pouco. Portanto fui pagando até que meu dinheiro acabou. Porém, como já disse, anotei tudo. - Quando acabou comecei a fazer alguns vales na possibilidade do grupo com o Sr. Geraldinho. Sabia o tempo todo que tinha créditos. Sr. Geraldinho é semi-analfabeto não perguntou nada, não conferiu nada, limitou-se a comentar com alguns membros achando que eu estava desviando dinheiro do grupo. A conversa aumentou e deu no que deu. - Se observarem no rodapé do balancete de dezembro onde está aprovado e assinado, verão um símbolo © que diz que foi pagamento feito direto pelo Coutinho e não direto pelo caixa. - Também fiz somente o de dezembro o mês de novembro e outros anteriores foram feitos pelos tesoureiros ou seus responsáveis. Sendo que novembro quando o dinheiro não deu, eu Coutinho também paguei para não faltar o que foi aprovado em reuniões de serviços e/ou pela consciência coletiva do grupo. Também o mês de novembro foi assinado pelo Sr. Adilson. Assim sendo, eu só não peguei nada, como fiz um trabalho que não era de minha obrigação e ainda paguei algumas contas do meu bolso pra não faltar nada no grupo. - Mesmo assim, após conferido todas as contas e aprovado o balancete de dezembro /2005, 27
  • 28. um baixinho que usa o analfabetismo como desculpa para tumultuar um grupo, continua me chamando de LADRÃO. Doido para eu perder a cabeça com ele para ele continuar a fazer fofocas em AA. e fama às minhas custas. Mas vejam o que aconteceu na página 5/6 onde falo sobre o rapaz que me chamou de Ladrão. BALANCETE DO MÊS DE NOVEMBRO DE 2005 DO GRUPO LAGOINHA DE AA Saldo Anterior: 35,71 7A. TRADIÇÃO DESPESAS 01 - 4,48 - Doação Sr. Geraldinho 01 - 4,41 01 - 4,48 - açúcar 01 - 4,48 - açúcar 02 - 6,86 02 - 1,10 - milho pipoca 03 -3,55 03 - 5,00 - Fita impressora 03 - 2,32 04 - 4,95 - Café / Pa. Higiênico 04 - 1,30 04 - 10,00 - Contr. Sacola da gratidão 04 - 1,10 - pipoca 05 - 10,40 07 - 8,21 08 - 2,90 - Torneira filtro 08 - 1,10 milho pipoca 08 - 4,77 café 08 - 5,30 09 - 4,70 10 - 6,50 11 - 18,00 folha A4 /Fita impressora 28
  • 29. 11 - 35,02 Refrigerantes 18 2 lts 11 - 68,02 conta telefone 11 - 2,05 12 - 8,20 café pipoca p Higiênico bucha 12 - 2,90 copo 12 - 7,80 14 - 2,90 copo 14 - 1,38 toalha de papel 14 - 10,50 carvão 14 - 82,05 - carne p/ churrasco 14 - 4,15 14 - 4,05 15 - 9,80 16 - 2,50 16 - 4,40 17 - 3,45 café 17 - 34,90 - gás 17 - 8,45 17 - 3,70 17 - 2,67 - copo 18 - 3,83 18 - 3,40 19 -3,00 20 - 2,65 - óleo / sabão 20 - 2,20 - cêra 20 - 18,00 - Doação coutinho 20 - 45,00 - Doação membros 20 - 20,00 - Doação Coutinho 21 - 4,30 21 - 3,25 22 - 4,48 açúcar 22 - 1,78 - copo 22 - 0,60 - suqinho 22 - 5,26 - café p. higiênico 22 - 8,16 24 - 3,00 24 - 4,50 29
  • 30. 25 - 1,78 - copo 25 - 0,60 - suquinho 25 - 2,30 25 - 2,55 26 - 3,38 - café 26 - 4,00 27 - 4,85 - açúcar 27 - 10,00 - Contribuição 2O. Distrito 28 - 5,30 28 - 0,90 29 - 3,93 - café 29 - 4,00 - cantoneiras divisória 29 - 6,00 - troca segredo e chaves 30 - 2,80 - copos 30 - 4,35 30 - 6,00 - troca segredo e chaves 30 - 6,00 - cantoneiras p/ divisória 30 - 4,00 - espelho TOTAL 285,03 TOTAL 384,04 ATENÇÃO: SALDO NEGATIVO 99,01 NÚMERO DE REUNIÕES 44 INGRESSOS E REINGRESSOS 03 TROCA DE FICHA 00 FRQUENCIA 425 obs. O Saldo negativo é devido o aumento das despesas tais como Gás, Cantoneiras p/ Divisórias - troca de segredo e cópia de chaves. Também este mês houve a contribuição da gratidão e o valor arrecadado para o churrasco não cobriu as despesas. - Se o grupo tiver condições pagará o saldo negativo. Senão, o companheiro que fez o complemento das despesas abrirá mão e não precisará pagar Belo Horizonte, 10 de dezembro de 2005 Sr. Adilson Sr. Geraldinho 30
  • 31. . BALANCETE DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2005 DO GRUPO LAGOINHA DE AA . Saldo anterior 99,01 - Negativo DESPESAS Compra de copos © 9,36 2 cópias de chaves © 4,00 Conta de Telefone © 72,12 Pó de café 2,50 Compra de pão 3,00 Pó de Café © 2,50 Suquinho © 2,80 Fichas amarelas © 10,00 Açúcar © 5,00 Compra de pão 3,00 Manual de Serviços 14,20 Açúcar + S. Bonder 8,00 Pó de café (c e b) 2,80 Copos 3,26 Tirar entulho © 12,00 Papel e Fita p/ computador © 18,00 - Soma 160,54 a 7 . TRADIÇÃO Doação Coutinho 18,00 01 - 1,65 01 - 3,10 02 - 2,70 03 - 1,75 03 - 5,25 04 - 3,85 05 - 2,60 05 - 5,35 31
  • 32. 06 - 1,00 06 - 5,35 07 - - 07 - 2,20 08 - 3,25 08 - 3,60 09 - 2,95 10 - 3,80 10 - 7,75 11 - - 12 - 1,20 13 - - 13 - 5,55 14 - - 15 - 3,41 15 - 5,30 16 - - 16 - 4,76 17 - 3,57 19 - 5,00 19 - 4,75 20 - 5,70 20 - 4,78 21 - 2,50 22 - 2,91 22 - 3,45 23 - 2,10 24 - 6,00 25 - 5,50 25 - 3,20 26 - 3,55 26 - 3,20 27 - - 27 - 5,25 27 - 6,02 28 - 3,18 29 - 7,30 30 - 4,46 30 - 3,90 31 - 4,30 32
  • 33. 31 - 4,85 SOMA 189,84 160,54 Saldo 29,30 (débito mês anterior) 99,01- Saldo 29,30 Débito de 69,71 Onde consta a letra © foi valores pagos pelo companheiro Coutinho e parte já reembolsada pelo grupo. o 2O. Tesoureiro abandonou o cargo e partes dos lançamentos não foram feitos. Outros valores foram pagos e ficou como doação. Coutinho fez na medida do possível 33
  • 34. CAPÍTULO V O que eu penso das pessoas de AA Certa vez, quando ainda eu era um novato em AA, minha mãe movida pelo entusiasmo por eu ter paralisado com a bebida alcoólica, convidou sua sobrinha para ir na nossa casa. Quando ela chegou, minha mãe sabendo que ela tinha também problemas com a bebida alcóolica, convidou-nos a sentar no alpendre de sua casa e puxou o assunto sobre a bebida e perguntou a ela se ela não queria fazer como eu fiz; entrar para Alcoólicos Anônimos. - Sua sobrinha então respondeu que já estivera lá e foi aconselhada a beber mais um pouco. - Minha mãe numa expressão de horror, perguntou-me o que eu achava daquilo e então eu respondi: - Mãe, tem pessoas em AA que fazem inveja a santo. São tão boas e dedicadas que eu só tenho este exemplo para dar para a senhoras. São pessoas que fazem de tudo para ajudar ao próximo. Porém tem pessoas que não valem o que comem. Praticam todos os tipos de absurdos sobre os mais desinformados ( para não dizer coitados ) - São verdadeiros demônios. - E, assim convidei a moça para irmos para o AA. Ela 34
  • 35. naquela época não aceitou voltar. - Hoje passados mais de vinte anos, minha mãe já falecida eu daria uma resposta diferente. Falaria assim: Mãe o AA é para quem quer ou precisa. Se a pessoa acha que não tem problemas com alcoolismo, então achamos que ela deveria beber mais um pouco. Porém se ela tem problemas e não está conseguindo paralisar, mesmo com todas as dificuldades, ela deveria continuar tentando. - Pessoas boas ou más em AA, hoje para mim, continuaria eu dizendo, é uma coisa normal e tem em todos os lugares. - Não se deve ir para o AA apegando-se a outro ser humano. A mensagem de AA é para todos distribuída igualmente numa terapia de grupo. Também as literaturas são iguais para todos. Nossa sétima tradição, que é um rateio entre os membros para as despesas é um bem, é como a terapia em grupo: é um bem coletivo que vai da consciência de cada um. Porém todos os lugares do mundo onde há um grupo de pessoas, tem quem se destaca mais pelo valor que dá ao grupo e tem aqueles que se agrupam porque não tem outra opção ou às vezes não tem o que fazer. Quem não quer ou não precisa ou quem quer continuar bebendo bebida alcoólica tem mais é que se afastar do AA mesmo o mais rápido possível antes que atrapalhe a recuperação de quem está tentando paralisar com alcoolismo com todas suas forças. A senhora não acha também? - 35
  • 36. Outra passagem interessante, também quando eu era um novato em AA. Fiquei tão entusiasmado por conseguir uma coisa que jamais tive esperanças. - Eu pensei que fosse morrer bebendo. Hoje peço a Deus que me deixe pelo menos como estou. Então, quando percebi que tinha eu paralisado com o meu alcoolismo eu fique muito entusiasmado. E comecei por minha conta por anúncios em jornais. Na época o extingo Jornal de Minas, um jornal até certo ponto fraco porém dava resultados. - E, ainda caí na besteira de sugerir ao já falecido Zé Alberto para pedir que colocassem uma placa de Alcoólicos Anônimos na Central de Serviços. - Foi quando recebemos a visita de um antigo da central, destes todo poderoso e disse que o AA não tinha que ter placas não. Que não punha anúncios também não e sem citar meu nome em cabeceira de mesa só faltou me chamar de santo o resto tudo ele falou, - Passaram-se os anos e foi criado o CTO para ajudar ou auxiliar os membros na divulgação dos seus grupos. Nossa central tem uma enorme placa e o todo poderoso continua trabalhando lá. E, por último. gostaria de dar um exemplo de sucesso pela raça - Também ainda novato em AA. - Fui ingressado no Grupo Tarde Azul no centro de nossa cidade. Acabei por convite de um cliente meu a visitar um grupinho pequeno no bairro Bonfim (Grupo União ) com alguns meses percebi que o fundador do grupo ao 36
  • 37. qual me disseram que ele não valia nada, era o que mais trabalhava, era ele quem se interessava pelo grupo e eu que não gosto e não admiro pessoas de duas caras, comprei, como já disse, ainda novato, a briga dele. Eu sabia que eu iria continuar dependendo e freqüentando o AA. Se eu ver uma covardia e não me manifestar é porque sou tão atoa quantos os que fazem a covardia. Então, como estava dizendo, comprei a briga deste irmão e durante o período de 1982 a 1987 enquanto este meu amigo foi vivo este grupo foi simplesmente um sucesso. - E parte deste sucesso foi minha petulância. Vou explicar: Eu era contador na época. Sempre gostei de Marketing ou sempre fiz a divulgação dos meus negócios comerciais. Portanto sempre tinha cartões de visitas nos meus negócios particulares. Aí, sugeri ao falecido Otacílio que fizéssemos um Clichê e colocássemos a logomarca de Alcoólicos Anônimos nos cartões de visitas do Grupo. Quando cheguei com o clichê pronto lembro-me dele dizer; “COUTINHO, ELES VÃO ME CRUSIFICAR”. O tempo passou e depois daquela época parece que todos os cartões de visitas usam a marca do AA e soube que há alguns anos atrás esta marca foi liberada para todos os grupos. Todas as vezes que me envolvi com pessoas de AA eu me decepcionei. Principalmente os que ajudei com o 12O. passo. Mais cedo ou mais tarde a máscara cairá e veremos que a pessoa não é bem aquilo que 37
  • 38. nós pensamos que fosse. - Poderia eu dar aqui centenas de passagens negativas ou milhares de passagens negativas. Hoje com 23 anos de trabalhos com outros alcoólicos, me julgo até uma pessoa experiente. Porém, sou apenas um alcoólico em recuperação. Se eu for pagar pelo que ganhei em AA, nem que seu nascesse mais duas vezes eu pagaria. Se eu pudesse cobrar alguma coisa de nada adiantaria. Então eu penso o seguinte: Todos os alcoólicos quando começam no AA, vão passar por uma transformação Toda transformação que pode ser a curto, médio ou a longo prazo, é lógico, vai ter suas modificações ou adaptações. Toda modificação com a paralisação do alcoolismo será para melhor se houver um programa espiritual, ou por exemplos de boa conduta. - Caso qualquer um membro antigo que comece a usar o AA como fonte de ataque a outros, este fatalmente pagará pelos seus atos. Nenhum membro de AA deve cobrar nada. Apenas entregar nas mãos do Poder Superior Alguns exemplos esquisitos: O veterano que me atacou em cabeceira de mesa, acabou por ajudar-me muito pois fui cuidar para que meus filhos não virassem alcoólatras como eu sou. Porém este senhor teve que ingressar seu filho em AA O rapaz que me caluniou como eu estava metendo a cara com as mulheres de AA. curiosamente perdeu 38
  • 39. sua família e paga pensão e está fora do lar e teve que voltar para casa de sua mãe. - Eu que tenho um filho fora do casamento, neste mesmo período consegui a guarda compartilhada do meu filho e ele graças a Deus mora comigo. O Rapaz que finge de analfabeto para chamar-me de ladrão. Passou e passa por uma humilhação própria. Ninguém disse nada. Porém sua própria esposa e seus meninos pegaram coisas dos outros dentro do grupo. E, todo o grupo sabendo disto. foi convidado a devolver o que sua família pegou. Quanto as mulheres que insinuaram que eu era viado, uma já morta pelo alcoolismo, outra que não firma no programa, outra, a que agora tem certeza que não sou, está firme no programa, eu deixo um beijo. Quanto ao homem que insinua que sou viado, deixo um abraço pois todos sabem que ele é homossexual. Se ele finge que não é, é porque tem vergonha e deve ser um péssimo exemplo para sua própria classe. Se ele tem vergonha, porque não procura um médico especialista? Em resumo: Eu não tenho que pensar nada de ninguém. O melhor que eu faço é cuidar da minha vida. Se alguma pessoa com problemas alcoólicos precisar, é minha obrigação repassar minhas experiências. Seja por palavras, escrita ou mesmo por exemplos de sucesso. - Um beijo a todas pessoas que lutam contra o alcoolismo. - 39
  • 40. CAPÍTULO VI Um fato interessante: Quando em janeiro de 2001 fui caluniado no grupo União, tinha como concorrente de votação um companheiro que se ingressou praticamente no mesmo período meu, um contemporâneo, o qual eu havia solicitado que se candidatasse e eu o ajudaria assim como fizera uma vez com o fundador do grupo. - Eu não tinha estômago para comitê de serviços - Ele disse que não teria tempo e quando foi no dia da eleição, este senhor concorreu comigo numa eleição forjada para ele ganhar. - Após eu saber que a eleição foi forjada, eu o chamei de descarado e fui a cabeceira de mesa e disse alto claro e em bom tom e, depois para outros continuei dizendo que o apelido dele no grupo era IMPRESTÁVEL. Nunca se dispôs a fazer nada pelo grupo. - Com a eleição deste meu contemporâneo e minha perda por 15 votos a 3, eu sabendo que havia sido covardemente rejeitado por outros veteranos fracassados, destes que não fazem nada e querem comandar o grupo, inteligentemente comecei a participar de todas as reuniões de serviços. Como também já disse, todos meus projetos ou solicitações eram vetados. - No exercício do ano 40
  • 41. seguinte, 2002, também como já disse, me candidatei novamente e ganhei para o cargo de RSG. - Este senhor se afastou alguns dias. Depois começou a dar palpites nos serviços do secretário do grupo. Com a doença e consequentemente o falecimento do nosso secretário ele assumiu o grupo. E desde esta época para cá tem sido o grande servidor do grupo União. Entre tapas e beijos, já se passaram mais de 5 anos e nosso antigo imprestável virou um homem de linha de frente. Trabalhador responsável, agradecido e fiel aos princípios de AA. Quando no exercício do ano de 2003 onde entrei em atrito com um veterano metido a político e se dizia com mais de trinta anos de abstinência, onde me fez perder a cabeça por achar que todas novatas eu entravam no grupo deveriam ser cantadas por ele inclusive fazendo outros novatos de quebra galho no serviço de cafetinagem com entrega ã domicílio. Nesta época também o grupo estava indo para três meses de aluguel em atraso. Na hora de passar o cargo, aliás, passou até antecipado em novembro, pagou todos os aluguéis em atraso do seu bolso. Como eu não aceitei a dívida para o grupo por ter tido reuniões clandestinas sem que a consciência coletiva do grupo participasse, este companheiro acabou por ficar no prejuízo. Ele pagou sozinho. - Passado mais três anos, soube agora que ele se candidatou e foi eleito no grupo Tarde Azul. Eu não 41
  • 42. posso e não devo falar mal e nem mesmo pensar mal de quem está tentando trabalhar para o AA. - o que eu posso pedir nesta hora é que Deus ponha um pouco de juízo na cabeça deste meu irmão, que ele pare com esta paranóia de companheiras de AA e que continue com suas palestras, principalmente os 12 Passos do qual ele explica tão bem. Estou torcendo pelo sucesso dele. Outro caso interessante foi do novato que começou a caluniar-me dentro do grupo. Disse que eu tinha metido a cara com uma mulher de AA e que o marido dela tinha saído com a companheira que eu meti a cara e foi embora do grupo. Que perdeu sua família e foi morar com a mãe de novo. - Este companheiro eu empurrei o Grupo União nele e no outro. Nele porque ele deixou o outro comandar sem dar sua devida palavra na hora certa. No outro porque ele estava brincando com coisa séria. - Então, alguns meses depois que este companheiro assumiu o grupo, o outro o deixou na mão. - Ele não conseguiu encher o grupo União, mas manteve as portas abertas e as contas em dia. É Assim mesmo, agora este companheiro, julgo eu, tem experiências o bastante para comandar qualquer grupo de AA pois o grupo União é um dos grupos mais difíceis de administrar. Então, dou os parabéns para este companheiro e estou torcendo pelo sucesso dele em AA. - Aliás depois 42
  • 43. que se acalma em AA, o sucesso é uma questão de tempo. - Outro fato interessante é do baixinho que ajudou-me a reerguer o grupo União, quando eu saí ele fez questão de assumir o cargo de 1O. RSG. Pediu que apoiássemos o companheiro que iria assumir o grupo Lagoinha. O companheiro não apareceu e acabei por assumir os trabalhos deste grupo. Ele, o baixinho, prometeu apoiar-me a abandonou o grupo. - Depois começou a atacar-me, fazer motins e até a desanimar novatos com tanta conversa fiada. - Porém é o único que se interessa em assumir o grupo. - Na última discussão, quando ficamos sabendo que sua esposa e suas crianças teriam pegado as coisas de outra pessoa no grupo e que por isto nosso zelador havia entregados as chaves, começamos um bate boca e ele continuou chamando-me de Ladrão. - Fui embora, dei uma volta para não brigar com ele. Mas ele prometeu vir na reunião de serviços e assumir o grupo se eu entregasse as chaves para ele e tirasse todos meus pertences do grupo. Sendo assim concordei parcialmente e após sua saída, comuniquei o fato aos outros membros que chegaram no grupo. Todos sem exceção concordaram em me ajudar e pediram para não passar o cargo para ele que deveríamos fazer uma votação no dia que ele chegasse e quem quisesse votaria nele quem não 43
  • 44. quisesse, votaria em mim. - Nesta hora , lembrei-me de 2001 no grupo União onde eu iria pegar um cargo e no dia que fui pegar havia uma votação de mentira para eu não trabalhar no comitê de Serviços. - Sendo assim, lavei a cara e liguei para o baixinho e disse que ninguém queria que eu passasse o grupo para ele. Que todos queriam que houvessem uma votação. Como já haviam feito comigo uma covardia desta anteriormente, eu não poderia cometer tal absurdo de quando ele fosse pegar eu armaria uma votação sabendo que ele iria perder. E, assim o convidei para ir no grupo na segunda feira para conversarmos pois a reunião de serviços seria na terça feira. - Quando ele chegou, eu já estava no grupo no final da reunião de recuperação da tarde. Acabou a reunião e começamos a conversar calmamente. Então repeti e expliquei que o que aconteceu comigo em 2001 eu não poderia fazer com ele. Eu não tenho duas caras, mas se todos me pedem para ficar mais um pouco, eu também não posso virar a cara para meu grupo pois isto também pode sair caro para mim. - Ele aproveitou e reclamou que quando eu deixei o cargo de RSG ao invés de passar para ele eu ofereci o cargo a outro veterano, o político. - Eu então expliquei que minha maior preocupação era com ele. O Político deveria assumir um grupo para saber o tamanho da responsabilidade, assim como eu fiz com o que me caluniou também. 44
  • 45. Todos dois hoje estão bem . Porém deixei bem claro que assim que ele reivindicou o Cargo de 1O. RSG lhe dei todo apoio e ainda eu o acompanhei em todas as reuniões de serviços. A ainda naquela época eu deixei os trabalhos que haviam iniciados no grupo Lagoinha e fui correndo acudir o grupo União que estava com dívidas. - Também não esqueci de agradecer as centenas de novatos que ele já trouxe para o AA - Ele pensou um pouco. acalmou-se. Pedi para ele coordenar a reunião da noite. Ele coordenou muito bem, a reunião foi ótima - ele devolveu o que sua esposa e suas crianças pegaram e pediu desculpas. E disse ainda que agora ele era pai e mãe. Os filhos são de outra esposa que está na militância alcoólica e passou a guarda dos filhos para ele. E sua esposa atual tem problemas mentais. Além destes, tivemos vários outros trabalhadores que estão lutando. Eu agradeço também o coordenador do grupo Novo Caminho, e o coordenador do grupo Porto Seguro. Continuo a agradecer os trabalhadores do 2O.Distrito que simplesmente deram um show nos exercícios de 2004 e 2005 onde tivemos um MCD altamente competente e não posso esquecer de sua equipe de trabalhos. Também um tal de Brasil, homem honesto honrado que ajudou no ESL, acabou por candidatar-se como MCD e ganhou para o próximo biênio. Não posso esquecer de agradecer as moças do CTO e demais 45
  • 46. membros que graças a Deus está funcionando e muito bem. Também agradeço aos servidores do grupo Lagoinha que como um time, continuamos a trabalhar para Deus e, é claro, mostrar resultados. Aliás, bons resultados. Então, eu fico pensando: após toda aquela confusão, nasceram vários trabalhadores dispostos a ajudarem o AA. 0 AA é assim mesmo, é um local de luta contra o alcoolismo. Às vezes achamos que estamos certos e às vezes achamos que erramos, só o tempo mostra que muitas vezes errados, estamos certos e certos estamos é errando. Nesta hora qualquer pessoa que fica parada acaba por se prejudicar e prejudicar aos outros. Temos que colocar DEUS NO CORAÇÃO e ir à luta. Portando, parabéns aos novos servidores do AA. Após estes relatos, cheguei a conclusão que eu devo entregar, se o baixinho ainda quiser, o grupo Lagoinha. Já trabalhei um ano neste grupo e lutei três anos por outro grupo. E ainda passei por um ano de discriminação. São 5 anos de luta pelo meu querido AA. Eu não sou dono de nada em AA. Assim como me ajudam hoje, no começo ninguém queria ajudar. Portanto qualquer pessoa que se interessar em trabalhar para o AA, na minha opinião, deverá ser dado a oportunidade. 46