TANGARÁA CIDADE E O PÁSSARO      IVANILDO FELIX DE LIMA
TANGARÁA CIDADE E O PÁSSARO
IVANILDO FELIX DE LIMA   TANGARÁA CIDADE E O PÁSSARO        1ª edição       Tangará-RN          2008
ISBN 978-85-907328-1-5Desenho da capaPássaro “Tangará”.Pintura da Profa.Denise Ludugero Pereira de LimaMontagem da capaIva...
Lima, Ivanildo Felix de.     Tangará – A Cidade e o Pássaro/ IvanildoFelix de Lima. – 1ª ed. – Tangará-RN: Produ-ção indep...
Dedico este trabalhoA DEUS, a quem devo a vida e o que sou.Aos meus pais LUIZ FELIX DE LIMA (in memoriam) eLUIZA FELIX DE ...
AgradecimentosA Sra. MARIA LÚCIA LIMA ALVES, Diretora de SecretariaJudiciária da Comarca de Tangará-RN (2001/2008), pelas ...
Apresentação                      É com muita alegria que escrevi este livroque tem como título “TANGARÁ – A CIDADE E O PÁ...
ÍndiceCARACTERIZAÇÃO DO ESPAÇO TANGARAENSE.           11Área e localização                               11O clima e a veg...
O Hino Municipal                                    57EDUCAÇÃO E CULTURA                                  59Ensino Comunit...
11Caracterização doespaço Tangaraense                Área e localização               Com uma superfície de 356,78 Km2 (1)...
12mapa do município de Tangará
13              O clima              e a vegetação               O clima de Tangará é muito quente e semi-árido.A média pl...
14              Solos              Solos predominantes e características principais:               Planasol Solódico – fer...
15decorrente do longo período de estiagem. Seu aproveitamentoracional requer intenso controle da erosão e adubações que su...
16              Aspectos Geológicos              E Geomorfológicos                Geologicamente o município de Tangará ca...
17              A Hidrografia                A Hidrografia de Tangará é formada pelo Aqüífe-ro Cristalino, que engloba tod...
18              Açude Trairi                Barrando o rio Trairi, sistema complementar, asua bacia hidrográfica cobre uma...
19localizado na ombreira direita da barragem. Dois muros lateraisforam construídos em concreto armado para proteção da omb...
20               A ação da água sobre o paramento de jusanteprovocou erosão regressiva sobre o mesmo, fazendo com que otal...
21Riacho Henrique Teles    Rio Trairi
22As nossasRaízes Históricas              Origem              de Tangará               Em 1914 começou a construção de uma...
23                      Os primeiros moradores desta cidade fo-ram Sr. João Barbosa, D. Manoela, Sr. Luiz Barbosa, D. Mari...
24                     O Município                     e os Poderes                      Em 26 de novembro de 1953, atravé...
25meridional), da propriedade “FREITAS”, pertencente ao dr.Milton Duarte e localizado à noroeste do município de SerraCaia...
26                     Instalação                     do município                      O município de Tangará foi instala...
27berativa, outra executiva: aquela exercida pela Intendência Mu-nicipal, esta outra pelo Prefeito”.                      ...
28                      O quinto Prefeito de Tangará foi o Sr.Lourival Ferreira Lima, eleito em 24 de janeiro de 1965.    ...
29                Entre tais medidas, que modificariam vários arti-gos da Constituição – elaborada no governo de Eurico Ga...
30cionais e a chamada cooperação técnica por parte dos EstadosUnidos.                Nesse mesmo contexto, ocorreram inter...
31              A implantação              do golpe                Boa parte do período da ditadura militar (1964-1985) fo...
32viço Nacional de Informações – SNI, que funcionaria como umapolícia política controlando os movimentos de setores e indi...
33nário, o Presidente Costa e Silva fechou o Congresso Nacional edecretou o Ato Institucional Nº 5 – AI-5 , pelo qual susp...
34go”, e que na presença do Deputado Estadual Theodorico Bezer-ra e dos Senhores José Bezerra Cavalcante e de João Bosco, ...
35               A Câmara de Vereadores da época, era formadapor Manoel Barbosa de Lima – Presidente e que viria a assumir...
36              nas, para a obtenção dos necessários recursos              com que se possa fazer face às angústias da efe...
37fevereiro de 1967, sendo o Prefeito cassado, recolhido a prisãona Capital do Estado – Natal.               Assumiu a Pre...
38              Tomou posse em 1977 e o seu mandato durou até1982.               O décimo Prefeito de Tangará foi o Sr. Is...
39              Seu Vice-Prefeito é o Sr. Francisco Barbosa deMendonça, que não chegou a terminar seu mandato, findo a fa-...
40                Prefeitura Municipal de Tangará                      Poder                      Legislativo             ...
41                      Desta solenidade participaram o PrefeitoAntonio Raposo Gomes de Melo “Antonio Lula”, a Vice-Prefei...
42Período Legislativo (1967/1970)Manoel Barbosa de Lima (Presidente1967/1968)João Custódio da Silva (Presidente1969/1970)A...
43Período Legislativo (1972/1975)João Severino de Pontes (Presidente1972/1973)Expedito Messias (Presidente 1974/1975)Emano...
44Miguel Severino DuartePeríodo Legislativo (1983/1986)José Aluísio Vicente da Silva (Presidente1983/1984)Francisco Raimun...
45José Emanoel Fonseca DantasJosé Nelo de PontesJosé Silvestre de PontesJoão Custódio da SilvaArnaldo Pereira da SilvaPerí...
46Período Legislativo (2001/2004)José Aracildo Viana da Silva (Presidente2001/2002)Manoel Maria Oqueres (Presidente2003/20...
47                     César Barbosa de Lima Junior                     João Fernandes de Lima                     Theodor...
48                     Poder                     Judiciário                     O Poder Judiciário no município é exerci-d...
49                      Flávio Ricardo Pires de Amorim (2006 -                      atual)                     A sede do P...
50zação técnica e administrativa, destinados a garantir a publicida-de, autenticidade, segurança e eficácia dos atos juríd...
51               Cartório               Eleitoral                O Cartório Eleitoral é responsável pelos serviçosda Justi...
52              Fizeram parte do Ministério Público neste muni-cípio, como Titular, os seguintes Promotores de Justiça:   ...
53              Ana Márcia Moraes Machado (1993)              Annibal Peixoto Filho (1994)              Ana Carolina Lucen...
54              Organização              administrativa                Tangará está dividido em distritos e povoados. Opri...
55                      A Bandeira                      municipal                      Segundo a Professora Maria das Graç...
56                      O Escudo                      municipal                       Em campo aberto, localizado no centr...
57              O Hino              municipal                Em 1990, através do Decreto Nº 053/90, de 27 desetembro de 19...
58Retrato vivo que aquece a memória,De um povo que a glória é lutar.Berço Pátrio tão gentil,Terra que Deus consagrou.Pássa...
59                   Educação                   e Cultura                A primeira escola de Tangará foi a Escola Rudi-me...
60              Ensino              Comunitário               No ano de 1965, com o objetivo de oferecer o en-sino de 5ª a...
61               O primeiro diretor foi o Prof. José Luiz Gomes.               (1982)               Por esta escola já pas...
62              Sistema Municipal              de Ensino               Em 1962 foi criada a Inspetoria de Ensino Muni-cipa...
63           - Escola Municipal Professora Elita Barbosa daFonseca;           - Escola Municipal Amélia Teodolina de Melo;...
64              Religião                A população de Tangará é em sua grande maioriacatólica, fato notório desde os prim...
65 munhas de Jeová, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Meto- dista Wesleyana.               A Paróquia                ...
66(Distrito do Catolé), Capela de Santa Luzia (Fazenda Irapuru),Capela de Santo Expedito (Sítio Mata Fome).               ...
67               Manifestações               Culturais                Tangará destaca-se pela cultura predominante-mente p...
68         Grupo de dança “araruna” do Instituto de Educação e Cultura D. Pedro IIDança do “pastoril” apresentada por alun...
69              Órgãos e entidades              municipais               Tangará é assistida e beneficiada pelos seguintes...
70              Empresa de Correios              e Telégrafos             Empresa de Correios e Telégrafos, empresa queexe...
71              EMATER              Empresa de Assistência Técnica e Extensão Ruraldo Rio Grande do Norte, presta assistên...
72             Delegacia de             Polícia              A Delegacia de Polícia tem como objetivo mantera ordem e a se...
73                A primeira Presidente foi a Sra. Sânzia Maria Be-zerra Nelson.                Já passaram pela presidênc...
74A GeografiaHumana               Nossa Gente             A nossa gente é simples.             A população de Tangará conf...
75               Os habitantes da zona urbana ocupam-se princi-palmente do comércio, do serviço público e pequena parcela ...
76                     Sobrenome                     Gomes                       Sobrenome de formação patronímica: fi-lho...
77tade de Trava e de Dona Teresa Henriques, irmã do rei D. A-fonso Henriques.                      Desse casamento nascera...
78greiros. Com a abolição da escravatura, eles passaram a se regis-trar com o sobrenome dos seus antigos donos.           ...
79A economiaTangaraense                     A agricultura                      Feijão, batata doce, milho e fava são ospri...
80              plantação de feijão na faz. Irapuru               No município de Tangará, principalmente nospovoados de P...
81       “casa de farinha” na propriedade do sr. João Luiz                     no sítio poço cercado               Tangará...
82               No município de Tangará, pratica-se principal-mente a criação de bovinos e de ovelhas.               O re...
83fábrica de beneficiamento de caroço de algodão – TINOL -TANGARÁ INDÚSTRIA DE ÓLEOS VEGETAIS LTDA, euma fábrica de benefi...
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Tangará   a cidade e o pássaro
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Tangará a cidade e o pássaro

629 visualizações

Publicada em

























<a />миниатюрные видеорегистраторы</a>























<a />видеорегистратор миниатюрный</a>























<a />hd dvr</a>

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
629
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Tangará a cidade e o pássaro

  1. 1. TANGARÁA CIDADE E O PÁSSARO IVANILDO FELIX DE LIMA
  2. 2. TANGARÁA CIDADE E O PÁSSARO
  3. 3. IVANILDO FELIX DE LIMA TANGARÁA CIDADE E O PÁSSARO 1ª edição Tangará-RN 2008
  4. 4. ISBN 978-85-907328-1-5Desenho da capaPássaro “Tangará”.Pintura da Profa.Denise Ludugero Pereira de LimaMontagem da capaIvanildo Felix de LimaRevisoraSeverina Belarmino Neves de LimaProduçãoIndependenteTipo de suporteCompact DiskTODOS OS DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reproduçãototal ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio. A vio-lação dos direitos do autor (Lei nº 9.610/98) é crime estabeleci-do pelo artigo 184 do Código Penal. Fica ressalvada a hipótesede uso educativo sem fins lucrativos, citada a fonte.
  5. 5. Lima, Ivanildo Felix de. Tangará – A Cidade e o Pássaro/ IvanildoFelix de Lima. – 1ª ed. – Tangará-RN: Produ-ção independente, 2008. 140 p. ISBN: 978-85-907328-1-5 1. História. 2. Geografia. 3. Etnografia.
  6. 6. Dedico este trabalhoA DEUS, a quem devo a vida e o que sou.Aos meus pais LUIZ FELIX DE LIMA (in memoriam) eLUIZA FELIX DE LIMA, incentivadores e quem me ensi-naram a viver.A minha esposa SEVERINA BELARMINO NEVES DELIMA, companheira inseparável de luta.Aos meus filhos AMADJA NATALY BELARMINO DELIMA (in memoriam), IVANILDO FELIX DE LIMAFILHO, SABRINA MARIA BELARMINO DE LIMA eLUIZ FELIPE DANTAS FELIX DE LIMA, incentivo de lu-ta.A MARIA DAS GRAÇAS ALMEIDA DE MELO (d. graça)(in memoriam), historiadora e contadora de causos sobreTangará.Aos educadores desta cidade, pela aceitação e apoio.A todos que de uma forma ou outra me incentivaram nestaempreitada.
  7. 7. AgradecimentosA Sra. MARIA LÚCIA LIMA ALVES, Diretora de SecretariaJudiciária da Comarca de Tangará-RN (2001/2008), pelas in-formações prestadas, sobre o Judiciário de Tangará-RN.Ao Sr. JOSÉ GILVAN DE LIMA, Diretor da Escola EstadualPrefeito João Ataíde de Melo, pelas informações prestadas sobreaquela Instituição.A Sra. FRANCISCA MARIA SOUZA DE LIMA, Diretora daEscola Estadual Prof. Severino Bezerra, pelas informações pres-tadas sobre aquela Instituição.A Sra. MARIA ROSANGELA MEDEIROS FLORENCIO,Secretária Municipal de Educação e Cultura de Tangará-RN,pelas informações prestadas sobre aquela Instituição.Ao amigo CAIO CESAR GADELHA AIRES, pelo apoio eincentivo.
  8. 8. Apresentação É com muita alegria que escrevi este livroque tem como título “TANGARÁ – A CIDADE E O PÁSSA-RO”. Foi publicado inicialmente em formato de E-book, na redemundial de computadores – Internet, agora em Compact Disk -CD e posteriormente será em papel. Longe de ser uma obra aca-bada, pretende resgatar e preservar a história e a memória dopovo Tangaraense. Quando resolvi escrevê-lo, é com a expe-riência de quem pesquisou e já escreveu duas edições, ainda queem forma de “monografia”, sobre o município que aprendi agostar. Não deixa de ter caráter histórico, umavez que traz documentos ilustrando alguns dos fatos narradospor este escritor. Não sendo historiador, procurei escrever deforma clara e didática, imprimindo por sua vez, característicaspróprias do crítico que sou e de alguém que acredita nas trans-formações a partir da participação popular. Afinal este livro é seu, que como eu, acre-dita no ser humano e em um mundo melhor! O autor
  9. 9. ÍndiceCARACTERIZAÇÃO DO ESPAÇO TANGARAENSE. 11Área e localização 11O clima e a vegetação 13Solos 14O relevo 15Aspectos Geológicos e Geomorfológicos 16A Hidrografia 17Açúde Trairi 18AS NOSSAS RAÍZES HISTÓRICAS 22Origem de Tangará 22O MUNICÍPIO E OS PODERES 24Instalação do município 26PODER EXECUTIVO 26RECORTE HISTÓRICO 28Os antecedentes do golpe militar de 1964 28A implantação do golpe 31O AI-5 e os anos de chumbo 32A cassação do Prefeito Lourival Ferreira Lima 33A cassação 36PODER LEGISLATIVO 40PODER JUDICIÁRIO 48Serviço Notarial e Registral 49Cartório Eleitoral 51MINISTÉRIO PÚBLICO 51ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA 54OS SÍMBOLOS MUNICIPAIS 54A Bandeira Municipal 55O Escudo Municipal 56
  10. 10. O Hino Municipal 57EDUCAÇÃO E CULTURA 59Ensino Comunitário 60Ensino Médio (antigo 2º grau) 60Ensino Particular 61SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO 62RELIGIÃO 64A PARÓQUIA 65FESTAS POPULARES 66MANIFESTAÇÕES CULTURAIS 67ÓRGÃOS E ENTIDADES MUNICIPAIS 69A GEOGRAFIA HUMANA 74Nossa gente 74Heráldica dos principais sobrenomes Tangaraense 75A ECONOMIA TANGARAENSE 79A Agricultura 79A Pecuária 81Indústrias 82Carcinocultura 83AS COMUNICAÇÕES 84LIGAÇÕES INTERMUNICIPAIS E INTERESTADUAIS 85PERSONALIDADES HISTÓRICAS 86TANGARAENSES ILUSTRES 90CELEBRIDADES EM TANGARÁ 92CURIOSIDADES 93ICONOGRAFIA 95ANEXOS 114BIBLIOGRAFIA 139APOIO CULTURAL 141
  11. 11. 11Caracterização doespaço Tangaraense Área e localização Com uma superfície de 356,78 Km2 (1), localiza-se no Estado do Rio Grande do Norte, na meso-região do Agres-te Potiguar e na micro-região Borborema Potiguar, perfazendouma porcentagem de aproximadamente 0,68% sobre a superfícietotal da micro região a que pertence. Localiza-se a 6º 11’ 58”graus de latitude sul e 35º 48’ 06” graus de longitude a oeste, auma altitude de 186 metros ao nível do mar. É localizado a uma distância de aproximadamente82 quilômetros da capital do Estado, Natal. Tangará limita-se: Ao Norte com a cidade de Serra Caiada, SítioNovo e Lagoa de Velhos; Ao Sul com a cidade de Japi, São José de Cam-pestre e Santa Cruz; Ao Leste com a cidade de São José de Campestree Serra Caiada; e ao Oeste com a cidade de Santa Cruz e SítioNovo.___________________________________________________(1) Resolução da Presidência do IBGE de Nº 05 de 10 de outubro de 2002.
  12. 12. 12mapa do município de Tangará
  13. 13. 13 O clima e a vegetação O clima de Tangará é muito quente e semi-árido.A média pluviométrica normal deste município é de aproxima-damente 516,1 mm por ano. A sua vegetação é formada por pe-quenas matas, diminuídas na sua grande maioria pelas queima-das e pelas derrubadas não planejadas, para usarem a terra nocultivo de subsistência. As principais árvores de nossas matassão o mufumbo, marmeleiro, quixabeira, juazeiro, umbuzeiro e aalgarobeira. A caatinga Hepoxerófila é predominante na vege-tação Tangaraense. Sendo típica da região semi-árida, apresentacomo características serem plantas retorcidas, cheias de espi-nhos, com o objetivo de acumular água, em vista de ser umaregião muito seca, destacando-se o xique-xique, a coroa de fradeo facheiro e o mandacaru. caatinga na Fazenda Trairi
  14. 14. 14 Solos Solos predominantes e características principais: Planasol Solódico – fertilidade natural alta,textura argilosa e arenosa, relevo suave ondulado, imperfeita-mente drenados, rasos. Os planossolos são utilizados, principalmente,com pecuária e em pequenas áreas com algodão, milho e feijãoconsorciados, além de sisal, hoje quase extinta e palma forragei-ras, em alguns locais. Seu aproveitamento racional com pecuáriarequer melhoramentos das pastagens e intensificação da palmaforrageira. Bruno Não Cálcio Vértico – fertilidade na-tural média, textura arenosa, relevo suave ondulado a ondulado,medianamente profundos, bem drenados, susceptíveis a erosão. O Bruno Não Cálcio Vértico encontra-se coberta,pela vegetação natural, aproveitada, precariamente, com pecuá-ria extensiva. Pequenas parcelas são cultivadas com algodão,milho, feijão, sisal e palma forrageira. O aproveitamento racio-nal destes solos com pecuária requer melhoramentos das pasta-gens e intensificação da palma forrageira, recomendando-se,ainda, intenso controle da erosão. Regosol Eutrófico com fragipan – fertili-dade natural média, textura arenosa, relevo suave ondulado aondulado, medianamente profundos, bem drenados, susceptíveisa erosão. Os Regossolos são muito utilizados com mandio-ca e agave e em menor escala com milho, algodão, feijão e fava.Apresenta restrições ao uso agrícola pela forte carência d`água,
  15. 15. 15decorrente do longo período de estiagem. Seu aproveitamentoracional requer intenso controle da erosão e adubações que su-pram as deficiências de fósforo e nitrogênio. O relevo Localizado na zona agreste do estado, possui re-levo próprio e diversificado. De 100 a 200 metros de altitude.Depressão sub-litorânea. Terrenos rebaixados, localizados entreduas formas de relevo de maior altitude. Ocorre entre os Tabu-leiros Costeiros e o Planalto da Barborema. Cercado por serras,destacam-se Serrote Preto, Serrote Branco, Serrote dos Gamas,Serrote da Macambira e Serra do Algodão. Serrote Branco
  16. 16. 16 Aspectos Geológicos E Geomorfológicos Geologicamente o município de Tangará caracte-riza-se por dois tipos de terrenos, o Embasamento Cristalino e asCoberturas Colúvio – eluviais. O enbasamento cristalino afloranas áreas baixas, nos vales dos principais rios, sendo representa-dos por migmatitos, gnaisses, granitos, xistos e anfibolitos deidade Pré-Cambriana média (1.100 – 2.500 milhões de anos).Enquanto as coberturas Elúvio-coluviais, ocupando as partestopograficamente mais altas do município, são caracterizadaspor espessos solos arenosos lixiviados e inconsolidados, de Ida-de Quartenária, que tiveram origem pelo intemperismo atuantesobre as rochas do grupo Barreiras. Geomorfologicamente predominam formas tabu-lares de relevos, de topo plano, com diferentes ordens de gran-deza e de aprofundamento de drenagem, separados geralmentepor vales de fundo plano. Como recursos minerais associados, o municípiopossui “Complexo Gnáissico-Migmetítico”, rocha ornamentalespecialmente migmatitos utilizados em piso e revestimento;brita e rocha dimensionada utilizada para construção civil.
  17. 17. 17 A Hidrografia A Hidrografia de Tangará é formada pelo Aqüífe-ro Cristalino, que engloba todas as rochas cristalinas, onde oarmazenamento de águas subterrâneas somente se torna possívelquando a geologia local apresentar fraturas associadas a umacobertura de solos residuais significativa. Os poços perfuradosapresentam uma vazão média baixa de 3,05 m3/h e uma profun-didade de até 60 metros, com água comumente apresentandoalto teor salino de 480 a 1.400 mg/l com restrições para consu-mo humano e uso agrícola. O Aqüífero Aluvião, apresenta-se disperso, sendoconstituído pelos sedimentos depositados nos leitos e terraçosdos rios e riachos de maior porte. Estes depósitos caracterizam-se pela alta permeabilidade, boas condições de realimentação euma profundidade média em torno de 7 metros. A qualidade daágua geralmente é boa e pouco explorada. No aspecto da Hidrologia, o município encontra-se com 35,59% do seu território inserida na Bacia Hidrográficado rio Potengi e 64,41% na Bacia Hidrográfica do rio Trairi.Os principais rios é o Trairi e Rio Grande do Norte. O rio quecorta o município é o Trairi, que nasce na Serra do Cuité na Pa-raíba e deságua na Lagoa de Papari. Reprezado forma o açudeTrairi, com capacidade de acumulação d’água aproximada de35.230.000 m3, importante pelo abastecimento d`água da cidadede Tangará até o ano de 1998, quando foi inaugurado o SistemaAdutor Agreste/Trairi/Potengi, que tem como objetivo o abaste-cimento humano e dessedentação animal. Também conhecidocomo Adutora Monsenhor Expedito, o sistema possui uma ex-tensão total de 316 km, a captação d´água é feita no SistemaLacustre Bonfim, localizado no município de Nísia Floresta epossibilita uma vazão de 452,32 l/s ou 1.628,35 m3/h.
  18. 18. 18 Açude Trairi Barrando o rio Trairi, sistema complementar, asua bacia hidrográfica cobre uma área de 1.580 km2. Atualmen-te tem como finalidades principais, o controle de cheias, a pisci-cultura e o aproveitamento das áreas de montante. Foi projetada e construída pelo DepartamentoNacional de Obras contra as Secas – DNOCS. Os estudos preli-minares previam uma barragem em concreto armado. Sua cons-trução teve início em fevereiro de 1949 e foi concluída em julhodo mesmo ano. Praticamente no término do levantamento da ba-cia hidráulica foi encontrado outro local para a construção deuma barragem de terra, propiciando mais capacidade de armaze-namento e maior economia que a alternativa estudada anterior-mente. Os estudos para este segundo local da barragem do Trairiforam iniciados no fim de julho de 1949 e concluídos no final dedezembro do mesmo ano. A barragem do Trairi é constituída de uma maci-ço de terra compactado, homogêneo, com dranagem interna a-través de um tapete horizontal de areia e dreno de enrocamentono pé de jusante. Seu talude de montante é protegido com reves-timento de pedras rejuntada e tem inclinação de 1V:2H do coro-amento até a cota 107, 1V:2,5H entre cotas e 100 e 1V:3H dacota 100 até a base do talude. O talude de jusante tem inclinação1V:2H. A fundação e as ombreiras são formadas de ro-chas gnáissicas pertencentes ao complexo cristalino do Pré-cambriano. O solo empregado na construção do maciço foi clas-sificado na faixa SC da Classificação Unificada dos Solos. O vertedouro é de superfície livre, escavado emrocha até a cota 110,50. Formado por um canal retangular, está
  19. 19. 19localizado na ombreira direita da barragem. Dois muros lateraisforam construídos em concreto armado para proteção da ombrei-ra e da barragem. A tomada d´água é composta de uma torre emconcreto armado, na qual estão instalados os equipamentos demanobra de duas comportas retangulares. A galeria é de seçãoretangular, também em concreto armado. O regime das chuvas foi obtido dos dados das es-tações pluviométricas localizadas na bacia hidrográfica do açu-de. As vazões de projeto foram determinadas com oemprego das fórmulas empíricas do Engº Francisco Aguiar. Em 1954, em virtude de intensas chuvas ocorri-das na região, a barragem do Trairi foi submetida a severas con-dições de trabalho, com lâminas de sangria atingindo alturassuperiores às previstas no projeto, acrescidas pelo arrombamen-to de açudes públicos e particulares existentes na sua bacia decaptação. A barragem esteve na iminência de um transborda-mento, tendo na ocasião se verificado um considerável desmo-ronamento de um trecho do paramento de jusante. Em março de 1981, quando começava a estaçãochuvosa em todo o estado do Rio Grande do Norte, as contribui-ções na bacia hidrográfica do Açude Público Trairi foram de talmonta que provocaram rapidamente o enchimento do reservató-rio, com uma sangria normal. Entretanto, o acidente ocorrido nabarragem do Açude Público Santa Cruz, que rompeu a montan-te, provocou uma repentina onda de cheia, atingindo o reservató-rio de Trairi. O nível do mesmo elevou-se de tal maneira, queocorreu o transbordamento por sobre o maciço, com uma lâminamáxima de 1,10 m, durante aproximadamente 5 horas. Apesar do longo tempo decorrido com a água es-coando sobre a barragem, não houve ruptura do maciço, comoseria natural que acontecesse, já que barragens de terra não sãoestruturas concebidas para resistir a extravasamentos.
  20. 20. 20 A ação da água sobre o paramento de jusanteprovocou erosão regressiva sobre o mesmo, fazendo com que otalude ficasse vertical em toda a extensão da barragem e mesmonegativo, em alguns trechos. Açude Trairi Tangará possui ainda os riachos de Henrique Te-les, Logradouro e Chapada. Tangará possui ainda várias lagoas temporárias,destacando-se a Lagoa de Manoel Maria e a Lagoa de José An-tonio. Os principais açudes são: o açude de Manoel Ma-ria, do Mamoeiro (atualmente poluído), Açude da Guarita, SãoSebastião, açúde Irapuru e Três Voltas. Todos de pequeno portee devido a pouca pluviosidade nesta região, permanecem quasetodos vazios.
  21. 21. 21Riacho Henrique Teles Rio Trairi
  22. 22. 22As nossasRaízes Históricas Origem de Tangará Em 1914 começou a construção de uma rodovia,hoje a BR-226, que ligaria Macaiba ao Seridó, chefiada peloEngenheiro José Francisco Brandão Cavalcante, na gestão doGovernador do Estado Ferreira Chaves. Foi escolhido como ponto de encontro a “FazendaRiacho”, de propriedade do Sr. Francisco Fernandes, onde foiconstruída a primeira casa onde se instalou o escritório dos Ser-viços Estaduais de Estradas e Rodagens, passando a chamar-se apartir daí, de “Estação de Riacho”, fato devido a expansão dolocal com a construção de um barracão pelo Sr. Miguel Barbosade Lima, um dos principais agricultores da região e hoje consi-derado como um dos principais fundadores da cidade. Este bar-racão foi construído onde hoje é a casa de José de ArimatéiaGomes. Este barracão servia para fornecimento de produtosalimentícios aos operários que trabalhavam nos serviços da ro-dovia. A partir daí, conhecida como “Estação deRiacho”, tornou-se permanente no tráfego rodoviário organiza-do, tornando-se depósito de materiais, oficina para reparos deemergência e acampamento de trabalhadores. Segundo as famílias mais antigas destemunicípio, Tangará foi fundado como povoado somente no anode 1918, portanto passados aproximadamente quatro anos doinício da construção da rodovia.
  23. 23. 23 Os primeiros moradores desta cidade fo-ram Sr. João Barbosa, D. Manoela, Sr. Luiz Barbosa, D. MariaFernandes, Sr. Pedro Clementino e Sr. João Carlos. Segundo a tradição oral, a primeira casaconstruída nesta cidade é onde hoje é a casa de José de Arima-téia Gomes, onde funcionou também a Escola Rudimentar Mis-ta, a segunda casa, onde residia a Sra. Flacila Gomes de Melo ea terceira casa, onde reside atualmente a Sra. Maria Gleide deMendonça. Sendo chamada de “Estação de Riacho”,“Riacho dos Negros”, “Riacho do Logradouro” ou simplesmente“Riacho”, foi denominada definitivamente de “Tangará” porvolta de 1952, pelo fazendeiro influente da região “Majó” Theo-dorico Bezerra, este que na época comprara uma propriedade nomunicípio, denominada de “Caiçara” ao Monsenhor AntônioXavier de Paiva, que veio posteriormente denominá-la de “Ira-puru”. Segundo a lenda só se houve o canto doIrapuru durante quinze dias por ano, na época do acasalamentoe, ademais, apenas durante cinco a dez minutos, ao amanhecer.É tido como particularmente melodioso, musical, e diverso deoutra ave qualquer, a ponto, de segundo a lenda, os outros pássa-ros todos, se calarem para escutá-lo. Conta a lenda que o pássaro Irapuru canta,e os outros pássaros emudecem para ouvi-lo, o Tangará dança.Coincidência ou não o nome do município de Tangará foi esco-lhido por Theodorico, quando deputado federal, em substituiçãoao primitivo nome – Riacho. Politicamente, o município “dan-ça” sob o seu “canto”, o que é sabido de todos. (Lenda a parte, adança do tangará é uma dança imparcial). (1)_________________________________(1) BEZERRA, Maria do Nascimento. A estratégia do Paternalismo na Parce-ria. Tese de Mestrado. Natal, UFRN. Ed. Universitária, 1987. p. 51.
  24. 24. 24 O Município e os Poderes Em 26 de novembro de 1953, através daLei nº 931, Tangará foi elevada a categoria de Distrito. Tangará foi distrito de Santa Cruz porvários anos, sendo desmembrado e emancipado pela Lei Estadu-al Nº 2.336 de 31 de dezembro de 1958, sancionada pelo Gover-nador do Estado Dinarte de Medeiros Mariz. Ficou subordinada a Comarca de SantaCruz até julho de 1959, passando daí em diante a fazer parte daComarca de São José de Campestre. A partir da data da emancipação, passou acategoria de cidade do Estado do Rio Grande do Norte, comautonomia administrativa e financeira. Lei Nº 2.336, de 31 de dezembro de 1958 CRIA O MUNICÍPIO DE TANGARÁ, DESMEMBRADO DO DE SANTA CRUZ E OUTROS. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIOGRANDE DO NORTE: Faço saber que o Poder Legislativo decreta eeu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - É criado o município de TANGARÁ,desmembrado do de Santa Cruz, tendo por sede a Vila de i-gual nome, agora elevado à categoria de cidade, cujos limitesficam assim esclarecidos: partindo do canto da cerca (extremo
  25. 25. 25meridional), da propriedade “FREITAS”, pertencente ao dr.Milton Duarte e localizado à noroeste do município de SerraCaiada; seguindo em linha reta para o lugar denominado‘CAFÉ IZOLADO”, ainda no município de Serra Caiada;continuando nesta mesma linha reta até encontrar o rio Trairi,no município de São José de Campestre; margeando o rio Tra-iri para Oeste até encontrar a ponte do mesmo rio; obedecen-do, em seguida, aos limites dos municípios de São José deCampestre e Santa Cruz; daí observando os limites dos Distri-tos de Trairi e Tangará, incluindo esse primeiro no novo mu-nicípio. Art. 2º - A instalação do novo município dar-se-á a1º de janeiro de 1959, cabendo a sua administração a um pre-feito de livre escolha do Governador do Estado, até serem alirealizadas eleições para esse cargo e para os de Vice-prefeito eVereadores, na conformidade da legislação eleitoral vigente. Art. 3º - Fica, por igual, criado o Termo Judiciáriode Tangará pertencente a Comarca de São José de Campestre. Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor a 1º de janeirode 1959, revogadas as disposições em contrário. Natal, 31 de dezembro de 1958, 70º da República. DINARTE DE MEDEIROS MARIZ Anselmo Pegado Cortês____________________Publicada no DOE edição de sábado, 03 de janeiro de 1959, fls. 01
  26. 26. 26 Instalação do município O município de Tangará foi instalado nodia 28 de janeiro de 1959 pelo Dr. Danilo Barbalho Simonetti,Juiz Eleitoral da 15ª Zona de São José de Campestre. Na opor-tunidade, tomou posse do Cargo de Prefeito o Sr. João Ataíde deMelo. Estavam presentes ao ato, diversas autoridades e pessoasda comunidade. Poder Executivo Durante o regime monárquico, a chefia doexecutivo era exercida pelo Presidente da Câmara Municipal.Proclamada a República, o decreto nº 9 de 18 de janeiro de1890, dissolveu as câmaras e criou o Conselho de IntendênciaMunicipal, que nas cidades compunha-se de 5 membros e nasvilas de 3, os quais seriam nomeados pelo Governo do Estado.Cabia ao Presidente da Intendência manejar a vida político-administrativa da cidade. A partir de 1892, os intendentes passarama ser eleitos. Em 1926, a Constituição Estadual refor-mada, preceituou na parte referente aos municípios que “a ad-ministração municipal teria duas ordens de funções – uma deli-
  27. 27. 27berativa, outra executiva: aquela exercida pela Intendência Mu-nicipal, esta outra pelo Prefeito”. Posteriormente, a Intendência Municipaltransformou-se em Câmara Municipal. Prefeitos Nomeados O primeiro Prefeito de Tangará foi o Sr.João Ataíde de Melo, nomeado pelo Governador do EstadoDinarte de Medeiros Mariz e empossado em 28 de janeiro de1959, permanecendo no cargo menos de um ano, quando veio afalecer em 14 de agosto de 1959. Foi nomeada interinamente, em seguida aSra. Josefa Nilda de Melo – filha do falecido - ficando no cargoaté o término do ano de 1959, sendo considerada como o segun-do Prefeito de Tangará. Prefeitos eleitos O terceiro Prefeito de Tangará foi o Sr.Antonio Raposo Gomes de Melo, candidato único às eleiçõesde 03 de outubro de 1959, assumindo o cargo no dia 31 de janei-ro de 1960. Faleceu no dia 30 de junho de 1962. Sua Vice-Prefeita foi a Sra. Maria Correiade Melo. O quarto Prefeito de Tangará foi o Sr. Hé-lio Nelson, nomeado pelo Governador do Estado para substituiro Prefeito Antonio Raposo Gomes de Melo “Antonio Lula”, quefaleceu, não completando o seu mandato. Seu governo durou de1962 a 1964.
  28. 28. 28 O quinto Prefeito de Tangará foi o Sr.Lourival Ferreira Lima, eleito em 24 de janeiro de 1965. Não chegou a terminar o seu mandatoporque devido a incompatibilidade com os Vereadores, foi afas-tado de suas funções. O seu Vice-Prefeito foi o Sr. Manoel Bar-bosa de Lima que também era Presidente da Câmara Municipale quem completou o seu mandato.RecorteHistóricoOs antecedentes dogolpe militar de 1964 A crise que levou ao regime instaurado pelo gol-pe de Estado de 31 de março de 1964, teve início com a renún-cia do Presidente Jânio Quadro, em 1961. Agravou-se com ogoverno do Presidente João Goulart (1961-1964), que, ao assu-mir o cargo, encontrou um grave quadro socioeconômico carac-terizado por inflação elevada, alto custo de vida e uma dívidaexterna em torno de 4 milhões de dólares. Sua proposta de mo-dificação das relações econômicas e sociais baseava-se na im-plantação das “Reformas de Base”, conjunto de medidas rela-cionadas a quatro setores fundamentais da economia brasileira:agrário, tributário, administrativo e financeiro.
  29. 29. 29 Entre tais medidas, que modificariam vários arti-gos da Constituição – elaborada no governo de Eurico GasparDutra – Goulart propunha o aumento dos impostos sobre asgrandes propriedades e grandes fortunas; nova regulamentaçãoda remessa de lucros para o exterior – favorecendo a entrada docapital estrangeiro; reforma bancária com a finalidade de abrircrédito aos pequenos agricultores e industriais; reforma educa-cional que permitiria o acesso das classes mais pobres à escola-ridade; reforma eleitoral que daria direito de voto aos analfabe-tos; e reforma agrária, cujo projeto desapropriaria latifúndiosimprodutivos e apoiaria novos produtores, com o objetivo deaumentar o trabalho no campo. As reformas contavam com o apoio do PartidoComunista Brasileiro – PCB, do Partido Trabalhista Brasileiro –PTB, do Partido Socialista – PS, das Ligas Camponesas, doComando Geral dos Trabalhadores e de parte da Igreja Católica.No entanto, não eram nada desprezíveis os opositores: latifundi-ários, industriais e políticos conservadores reunidos na UniãoDemocrática Nacional – UDN e no Partido Social Democrático– PSD, formando ampla maioria no Congresso Nacional. Eracontrária também a essas medidas boa parte dos industriais –nacionais e estrangeiros – que diminuíram seus investimentos naprodução. Em torno do ideário conservador defendido pelaelite brasileira que se opunha os termos das Reformas de Base,uniram-se ainda os teóricos da Escola Superior de Guerra –ESG, instituição responsável pela preparação intelectual daspatentes mais altas das Forças Armadas. E foi entre os militares,sob o lema “segurança e desenvolvimento”, que foi arquitetadoum golpe para depor João Goulart. Os idealizadores do golpe consideravam o cres-cimento econômico uma estratégia contra a expansão do comu-nismo. Assim, os militares justificavam a entrada das multina-
  30. 30. 30cionais e a chamada cooperação técnica por parte dos EstadosUnidos. Nesse mesmo contexto, ocorreram intervençõesnorte-americanas em países da América Latina, como, por e-xemplo, na República Dominicana em 1965, ou o surgimento deditaduras militares no lugar de governos nacionalistas, que, atéentão, se declaravam contrários à entrada do capital estrangeiro. Como apoio financeiro e militar das autoridadesdos Estados Unidos, os articuladores do golpe romperam com asfacções democráticas e promoveram o fechamento do regimepolítico. Entretanto, os militares dividiam-se em duas posições:uma pretendia derrubar o governo de Goulart restabelecendo ahierarquia militar – estremecida com o apoio do Presidente aosmarinheiros e sargentos que reivindicavam o direito de candida-tar-se a cargos políticos – não considerada alterações constitu-cionais e queria preservar as eleições. A outra tencionava im-plantar uma ditadura militar, suspendendo a Constituição e res-tringindo as liberdades sociais e os direitos individuais. Assim como na Argentina e Chile, no Brasil osmilitares mantiveram o poder político com o apoio do capitalestrangeiro, em particular dos Estados Unidos. Os grandes lati-fundiários foram beneficiados com incentivos às exportações e aaquisição de máquinas agrícolas, da mesma forma que os indus-triais e banqueiros conseguiram créditos favorecidos pela expan-são do mercado exportador.
  31. 31. 31 A implantação do golpe Boa parte do período da ditadura militar (1964-1985) foi marcado pelo autoritarismo, pela supressão dos direi-tos constitucionais, pelas perseguições, prisões e torturas dosopositores e pela censura aos meios de comunicações. Os em-presários beneficiados pelo regime, colaboravam com os órgãosdo regime militar e os financiavam. Os militares tomaram o poder em 1º de abril de1964, por meio de uma junta composta por um representante doExército, um da Marinha e um da Aeronáutica. Uma de suasprimeiras providências se deu em 09 de abril, quando foi decre-tado o Ato Institucional Nº 1(AI-1). Por esse instrumento – aoqual se seguiram outros dezesseis, ao longo dos 21 anos de dita-dura – a Constituição de 1946 foi alterada, estabelecendo a au-toridade quase absoluta do Poder Executivo. O Presidente daRepública podia, a partir de então, suspender direitos políticos equebrar a imunidade parlamentar sem a autorização do Congres-so. Em 15 de abril de 1964, o Congresso Nacionalreferendou a Presidência o nome do Marechal Humberto de A-lencar Castelo Branco, indicado pela junta militar que governa-ria o país na primeira quinzena após o golpe. Seu governo durou até março de 1967 e, em suasprimeiras declarações afirmou estar comprometido com a “defe-sa da democracia”. No entanto, Castelo Branco passou a adotarposição autoritária quando decretou atos institucionais que dis-solveram os Partidos Políticos e estabeleceram eleições indiretaspara Presidente e Governadores, além de intervir em sindicatos efederações de trabalhadores. Em seu governo, foi criado o Ser-
  32. 32. 32viço Nacional de Informações – SNI, que funcionaria como umapolícia política controlando os movimentos de setores e indiví-duos. Extinguiu-se os múltiplos partidos políticos até então exis-tentes e implantou o bipartidarismo, sistema em que apenas doispartidos políticos são autorizados a existir oficialmente. Antes de deixar o cargo, no início de 1967, Caste-lo Branco convocou o Congresso Nacional – desfalcado de vá-rios parlamentares por causa das cassações impetradas – para apromulgação de uma nova Constituição, elaborada pelo próprioPoder Executivo. Por essa Carta, todos os atos institucionais jádecretados transformaram-se em norma constitucional, refor-çando o poder autoritário e centralizador que vinha sendo exer-cido desde 1964. O AI-5 e os anos de chumbo Em março de 1967, o general Artur da Costa eSilva assumiu a Presidência da República, substituindo CasteloBranco. Seu curto governo foi marcado por greves operárias emContagem – MG e Osasco – SP, além da intensa atuação daoposição estudantil e do início da formação de grupos de guerri-lha urbana compostos por membros dos partidos políticos clan-destinos. A onda de protestos varreu várias capitais, emgeral transformando-se em sangrentos confrontos com as polí-cias locais, que resultavam em mortos e feridos. Grupos arma-dos de direita e de esquerda faziam-se presentes em atentadoscontra Universidades, teatros, representações diplomáticas es-trangeiras e bancos. Em dezembro de 1968, em meio a esse ce-
  33. 33. 33nário, o Presidente Costa e Silva fechou o Congresso Nacional edecretou o Ato Institucional Nº 5 – AI-5 , pelo qual suspendia aconstituição e colocava nas mãos do Poder Executivo as prerro-gativas do Poder Legislativo e condições de controlar o PoderJudiciário. Durante os dez anos em que vigorou o AI-5 per-mitiu-se a suspensão dos direitos políticos e de garantias consti-tucionais, possibilitou-se a demissão e a aposentadoria compul-sória de Juízes, Professores Universitários e Funcionários e aca-bou com a garantia do hábeas corpus, intensificando-se assim arepressão. Em outubro de 1969, teve início o mais severogoverno da ditadura, sob o comando do general Emílio Garras-tazu Médici, que foi marcado pela intensificação da luta armada,ao mesmo tempo que o governo aumentava os chamados centrosde tortura do regime, período que ficou conhecido como “osanos de chumbo” A cassação do prefeito Lourival Ferreira Lima Em 26 de abril de 1968, o Sr. Geraldo Abdala deLima, eleitor deste município, vem oferecer a Câmara Municipaldesta Cidade, que tem a sua frente o Vice-Prefeito e tambémPresidente da Câmara Municipal o Sr. Manoel Barbosa de Lima,denúncia contra o Prefeito Lourival Ferreira Lima. Alega que talprefeito vem cometendo infrações político-administrativas, den-tre elas, oferecendo dinheiro aos Vereadores, subornando-os aaprovarem suas prestações de contas, dentre outras irregularida-des. O denunciante alega que “o prefeito eleito, pro-cede de modo incompatível com a dignidade e o decoro do car-
  34. 34. 34go”, e que na presença do Deputado Estadual Theodorico Bezer-ra e dos Senhores José Bezerra Cavalcante e de João Bosco, omesmo Prefeito teria dito que “não havia emitido apenas aque-les cheques, mais já havia distribuído entre os vereadores, aquantia de NCr$ 12.000,00(Doze mil cruzeiros novos)”. “Fez-se a revolução, para moralizar os costumes,para acabar com a corrupção”, diz o denunciante. A cassação do Prefeito Lourival Ferreira Lima, sedá numa época – 1968 – em que a sociedade brasileira está mar-cada pelo Atos Institucionais e pela repressão militar. A socie-dade política Tangaraense, historicamente de direita, ansiavampor instaurar o regime totalitário nesta cidade. O “Majó” Theo-dorico Bezerra, que tinha instaurado à época, uma oligarquianeste município, era amigo íntimo do Vice-Prefeito e Presidenteda Câmara Municipal de então, o Sr. Manoel Barbosa de Lima.Sentia-se traído, porque o Prefeito não atendia aos seus pedidos,conforme palavras do próprio denunciado Prefeito Lourival Fer-reira Lima O denunciante o Sr. Geraldo Abdala de Lima,amigo pessoal do “Majó” Theodorico Bezerra, e sobrinho doentão Presidente da Câmara, - que viria a substituir o Prefeitocassado, pois à época também era o Vice-prefeito - segundoalguns, foi usado como “testa de ferro” para encabeçar a denún-cia, uma vez que nenhum vereador se prontificava a fazê-la, vezque o Prefeito alegava que era comum, beneficiar aos mesmos,com valores em dinheiro, em troca de favores políticos. Estaafirmativa do Prefeito, no entanto, não fora provada em contrá-rio, deixando os vereadores acuados. Relata o Processo de cas-sação que o Adjunto de Promotor em exercício nesta Comarca, àépoca, requereu ao Presidente da Câmara Municipal de Verea-dores desta Cidade, peças da referida representação a fim deinstaurar procedimento investigativo contra possível subornoenvolvendo os vereadores, sendo tal pedido, negado pelo Presi-dente Manoel Barbosa de Lima.
  35. 35. 35 A Câmara de Vereadores da época, era formadapor Manoel Barbosa de Lima – Presidente e que viria a assumiro Poder Executivo, Aprígio Fernandes Pereira, Clóvis Gomes deMelo, Arquibaldo Grant de Oliveira, Manoel Vasco de Lima,Rivaldo Severino Bezerra e Margarida Ferreira de Almeida,historicamente, todos ligados ao grupo político do Majó Theo-dorico Bezerra. O rol de testemunhas oferecidas pelo denuncianteeram João Severino de Pontes, este que posteriormente, em do-cumentário para a rede Globo de Televisão “Theodorico – OImperador do Sertão”, dissera que “nunca abandonaria o MajorTheodorico Bezerra”; Jorge Barbosa da Silva, este intimado nãocompareceu a audiência e o Sr. Genaro Ferreira de Mendonça,este testemunhando em referido processo. Conforme relato de pessoas daquela época, todosestes acontecimentos passaram despercebidos pela comunidadeTangaraense, que passiva, assistia a tudo, sem entender o que sepassava. Nas poucas vezes que o Prefeito denunciado Lou-rival Ferreira Lima, dirigiu-se àquela comissão, foi por escrito,apenas para justificar sua administração. “Ao assumir a Prefeitura de Tangará trouxe o propósito solene de administrar dentro dos mais rígidos princípios de honestidade, porquanto não fazemos do cargo uma indústria ou um meio de enriquecimento ilícito. Terminarei meu mandato com a cabeça erguida, pois recebi de meus ante- cessores a sublime herança de ser honesto”. “(...)preocupada que se encontra, a Administra- ção Municipal ante os problemas decorrentes de uma possível seca, no corrente ano, tenho volta- do minhas atividades, nestas duas últimas sema-
  36. 36. 36 nas, para a obtenção dos necessários recursos com que se possa fazer face às angústias da efeti- vação da crise climática.(...) e, por isso, me re- servo de tornar à presença de V. Excia., solici- tando a designação de novo dia para a observân- cia daquele dispositivo de lei”. Lourival Ferreira Lima A Cassação Em 1º de junho de 1968, através do Decreto Le-gislativo Nº 01/68, o Prefeito Lourival Ferreira Lima, revel, poisnão compareceu a um só ato do processo, teve decretada a perdado seu mandato de Prefeito, nos termos do Decreto-Lei Nº 201,de 27 de fevereiro de 1967. O Prefeito cassado, resistiu a cassação, recusou-se a entregar a Prefeitura Municipal, impetrando Mandado deSegurança no Juízo de Direito da Comarca de Tangará-RN (Pro-cesso Nº 036/68), contra o ato do Legislativo Municipal, do quefoi negado. Recorreu da decisão ao Egrégio Tribunal de Justiçado Estado do Rio Grande do Norte, tendo, entretanto, o Tribunalde Justiça do RN, confirmado a decisão do Juízo de primeirograu. Como o Prefeito cassado, mesmo assim, nãocumpriu a decisão do Tribunal de Justiça do RN, o Presidente daCâmara de Vereadores, entrou com um pedido de Busca e Apre-ensão das chaves e dos documentos da Prefeitura, no Juízo deDireito da Comarca de Tangará-RN (Processo Nº 060/68), sendodeferido pelo Juiz de Direito da Comarca de São José de Cam-pestre em Substituição Legal nesta Comarca, Dr. Jerônimo Ro-sado Neto, tendo por conseguinte o mesmo Juiz decretado a suaprisão preventiva, por crime definido na Lei Nº 201 de 27 de
  37. 37. 37fevereiro de 1967, sendo o Prefeito cassado, recolhido a prisãona Capital do Estado – Natal. Assumiu a Prefeitura o Vice-Prefeito ManoelBarbosa de Lima. O Ex-Prefeito Lourival Ferreira Lima, cumpriusua pena, abandonando a política definitivamente, no entantopermanecendo ligado com a comunidade Tangaraense, uma vezque possuía diversas propriedades rurais neste município, irre-signado, devido como ele própria dizia, ter sofrido esta injustiça,vindo a falecer no ano de 1999. O sexto Prefeito de Tangará foi o Sr. ManoelBarbosa de Lima, Vice-Prefeito de Lourival Ferreira Lima, queassumiu a Prefeitura após o afastamento pela cassação do Prefei-to. Começou seu governo no ano de 1968, governando até o anode 1969. O sétimo Prefeito de Tangará foi o Sr. AprígioFernandes Pereira. Seu Vice-Prefeito foi o Sr. Geraldo Abdala deLima. Tomou posse em 1970 e o seu mandato perdurouaté 1972. O oitavo Prefeito de Tangará foi o Sr. José Celes-tino Soares. Seu Vice-Prefeito foi o Sr. João Custódio da Sil-va. Tomou posse em 1973 e o seu mandato durou até1976. O nono Prefeito de Tangará foi o Sr. João Seve-rino de Pontes. Seu Vice-Prefeito foi Luiz Fernandes Pereira.
  38. 38. 38 Tomou posse em 1977 e o seu mandato durou até1982. O décimo Prefeito de Tangará foi o Sr. IsraelAlves Carneiro. Seu Vice-Prefeito foi a Sra. Iracema Lima Soares. Tomou posse em 1983 e o seu mandato durou atéo ano de 1988. O décimo primeiro Prefeito de Tangará foi o Sr.Theodorico Bezerra Netto. Seu Vice-Prefeito foi Amós Bezerra da Silva, querenunciou ao cargo, por incompatibilidade com o Prefeito. Governou de 1989 a 1992. O décimo segundo Prefeito de Tangará foi o Sr.Murilo Cavalcante Cabral. O seu Vice-Prefeito foi o Sr. João Severino dePontes. Seu mandato começou em 1993 e terminou em1996. O décimo terceiro Prefeito de Tangará foi o Sr.Giovannu César Pinheiro e Alves. Seu Vice-Prefeito foi o Sr. Francisco Barbosa deMendonça. Tomou posse em 1997 e terminou o seu primeiromandato em 2000. O décimo quarto Prefeito de Tangará foi o Sr.Giovannu César Pinheiro e Alves, reeleito para um segundomandato.
  39. 39. 39 Seu Vice-Prefeito é o Sr. Francisco Barbosa deMendonça, que não chegou a terminar seu mandato, findo a fa-lecer em acidente automobilístico. Tomou posse em 2001 e concluiu o seu segundomandato em 2004. O décimo quinto Prefeito de Tangará é o Sr. Jor-ge Eduardo de Carvalho Bezerra. Seu Vice-Prefeito é o Sr. Erociano Feliciano daSilva. Seu mandato começou em 1º de janeiro de 2005encerrando-se em 31 de dezembro de 2008. O décimo sexto Prefeito de Tangará é o atual, Sr.Jorge Eduardo de Carvalho Bezerra, reeleito para mais ummandato, a começar em 1º de janeiro de 2009 indo até 31 dedezembro de 2012. Seu Vice-Prefeito é o Sr. Erociano Feliciano daSilva. O Poder Executivo é exercido no âmbito do mu-nicípio pelo Prefeito, atualmente eleito por voto direto e secretoa cada quatro anos, com direito a uma reeleição. Ao Poder Executivo cabe administrar o municípiocom a ajuda dos seus auxiliares e secretários. A sede do Poder Executivo no município de Tan-gará é localizada na Rua Miguel Barbosa, antigo prédio doBANDERN.
  40. 40. 40 Prefeitura Municipal de Tangará Poder Legislativo O Poder Legislativo é formado pelos Ve-readores, eleitos pelos munícipes através do voto direto e secre-to, para um mandato de quatro anos. Fazem as leis e discutemproblemas políticos e administrativos do município. A primeira Câmara de Vereadores deTangará, foi formada por quatro Vereadores eleitos pela legendada União Democrática Nacional – UDN em 04 de outubro de1959 e empossados no dia 23 de janeiro de 1960, em sessão pre-sidida pelo Juiz Eleitoral da 15ª Zona de São José de Campestre,Dr. Danilo Barbalho Simonetti. Os Vereadores eleitos e empossados fo-ram: Manoel Barbosa de Lima; Gerson Farias da Rocha; Zeferino Gomes de Castro e José Ladislau Silva.
  41. 41. 41 Desta solenidade participaram o PrefeitoAntonio Raposo Gomes de Melo “Antonio Lula”, a Vice-Prefeita Maria Correia de Melo e pessoas da comunidade. Vereadores que fizeram parte do PoderLegislativo Municipal, por período legislativo: Período Legislativo(1960/1962) Maria Correia de Melo (Presidente 1960/1961) Adolfo da Silveira Barreto (Presidente 1961/1962) Agenor Francisco Ribeiro Eugênio Valcacio Guedes Francisco José de Lima Gerson Farias da Rocha José Ladislau Silva Ledice Patriota Manoel Barbosa de Lima Maria Gleide M. de Mendonça Rivaldo Severino Bezerra Período Legislativo (1963/1966) Rivaldo Severino Bezerra (Presidente 1963/1964) Gerson Farias da Rocha (Presidente 1965/1966) Aprígio Fernandes Pereira Francisco R. Sobrinho João Batista Ribeiro João Custódio da Silva Margarida Ferreira de Almeida Manoel Alves de Araújo Manoel Barbosa de Lima Manoel Vasco de Lima
  42. 42. 42Período Legislativo (1967/1970)Manoel Barbosa de Lima (Presidente1967/1968)João Custódio da Silva (Presidente1969/1970)Antonio Severino de LimaAprígio Fernandes PereiraEmanoel Lopes de MendonçaGaspar Ferreira da RochaGerson Farias da RochaThomas Quintino de AraújoRivaldo Severino BezerraPeríodo Legislativo (1970)Gerson Farias da Rocha (Presidente 1970)Antonio Severino de LimaAprígio Fernandes PereiraEmanoel Lopes de MendonçaGaspar Ferreira da RochaManoel Barbosa de LimaThomas Quintino de AraújoRivaldo Severino BezerraPeríodo Legislativo (1971)José Ramos de Santana (Presidente 1971)Emanoel Lopes de MendonçaExpedito MessiasGerson Farias da RochaJosé Ribeiro de SouzaManoel Barbosa de LimaMiguel Severino Duarte
  43. 43. 43Período Legislativo (1972/1975)João Severino de Pontes (Presidente1972/1973)Expedito Messias (Presidente 1974/1975)Emanoel Lopes de MendonçaGerson Farias da RochaJosé Ramos de SantanaJosé Ribeiro de SouzaManoel Barbosa de LimaMiguel Severino DuartePeríodo Legislativo (1976/1978)Emanoel Lopes de Mendonça (Presidente1976/1977)Francisco Barbosa de Lima (Presidente1977/1978)Expedito MessiasGaspar Ferreira da RochaJosé Ramos de SantanaJosé Ribeiro de SouzaFrancisco Barbosa de LimaMiguel Severino DuarteJosé Gomes de MeloPeríodo Legislativo (1979/1982)José Ribeiro de Souza (Presidente1979/1980)José Ferreira da Silva (Presidente1981/1982)Emanoel Lopes de MendonçaExpedito MessiasGaspar Ferreira da RochaJosé Ramos de SantanaFrancisco Barbosa de Lima
  44. 44. 44Miguel Severino DuartePeríodo Legislativo (1983/1986)José Aluísio Vicente da Silva (Presidente1983/1984)Francisco Raimundo Fernandes (Presiden-te 1985/1986)Alexandre José Ferreira da NóbregaCésar Barbosa de LimaCésar Felix da SilvaFrancisco Raimundo FernandesJoão Custódio da SilvaJosé Inácio da SilvaAlba Montenegro QuintinoPeríodo Legislativo (1987/1988)José Aluísio Vicente da Silva (Presidente1987/1988)Alba Montenegro QuintinoAlexandre José Ferreira da NóbregaCésar Felix da SilvaFrancisco Raimundo FernandesJoão Custódio da SilvaJosé Inácio da SilvaPeríodo Legislativo (1989/1992)Demócrito Soares de Oliveira (Presidente1989/1990)José Aluísio Vicente da Silva (Presidente1991/1992)Eliezer Ramalho de MendonçaFrancisco Alves da SilvaJosé Aracildo Viana da SilvaJosé Judson Carlos
  45. 45. 45José Emanoel Fonseca DantasJosé Nelo de PontesJosé Silvestre de PontesJoão Custódio da SilvaArnaldo Pereira da SilvaPeríodo Legislativo (1993/1996)José Emanoel Fonseca Dantas (Presidente1993/1994)José Aluísiso Vicente da Silva (Presidente1995/1996)Elieser Ramalho de MendonçaGeovannu César Pinheiro e AlvesJosé Aracildo Viana da SilvaJosé Judson CarlosJosé Silvestre de PontesJosé Nelo de PontesFrancisco Alves da SilvaManoel Maria OqueresJosé Emanoel Fonseca DantasPeríodo Legislativo (1997/2000)Aldo Marinho de Carvalho (Presidente1997/1998)Davi Felipe da Rocha (Presidente1999/2000)Antonio Custodio FreireErivaldo Antonio SobrinhoJosé Aluísio Vicente da SilvaJosé Aracildo Viana da SilvaJosé Judson CarlosJosé Nelo de PontesJosé Silvestre de PontesManoel Maria Oqueres
  46. 46. 46Período Legislativo (2001/2004)José Aracildo Viana da Silva (Presidente2001/2002)Manoel Maria Oqueres (Presidente2003/2004)Antonio Custódio FreireAldo Marinho de CarvalhoCésar Felix da SilvaErivaldo Antonio SobrinhoJosé Aluísio Vicente da SilvaJosé Judson CarlosJosé Silvestre de PontesManoel Maria OqueresMurilo Cavalcante CabralMarlene de Souza CarvalhoPeríodo Legislativo (2005/2006)José Aluísio Vicente da Silva (Presidente2005/2006)Givanilson Fernandes de LimaAntonio Custódio FreireManoel Maria OqueresCésar Barbosa de Lima JuniorJoão Fernandes de LimaTheodorico Miranda Bezerra NelsonJosé Silvestre de PontesFrancisco Felix IrmãoPeríodo Legislativo (2007/2008)José Aluísio Vicente da Silva (Presidente2007/2008)Givanilson Fernandes de LimaAntonio Custódio FreireManoel Maria Oqueres
  47. 47. 47 César Barbosa de Lima Junior João Fernandes de Lima Theodorico Miranda Bezerra Nelson José Silvestre de Pontes Francisco Felix Irmão Período Legislativo (2009/2010) Ewerton Thiago de Lima Silva Francisco de Assis de Araújo Clecio Felix da Silva Antonio Custodio Freire Elias Nascimento de Albuquerque Cesar Barbosa de Lima Junior José Aluisio Vicente da Silva Francisco Felix Irmão Ana Lourdes Viana da Silva Tangará como todos os demais municípiosbrasileiros, até 1988 era regido pela Lei Orgânica do Estado. Em30 de março de 1990, a Assembléia Constituinte do Municípiode Tangará, promulgou a Lei Orgânica Municipal, composta de111 artigos. A sede do Poder Legislativo nesta cidadeé o Palácio Emanoel Lopes de Mendonça, situado na Rua JoãoAtaíde de Melo, 577.
  48. 48. 48 Poder Judiciário O Poder Judiciário no município é exerci-do pelo Juiz de Direito. Ele examina o fiel cumprimento dasLeis. Acumula também a função de Juiz Eleitoral. Tangará foi sede de Comarca em janeirode 1964. O primeiro Juiz de Tangará foi o Bel. Manoel AlvesIrmãos, que assumiu a Comarca em 05 de fevereiro de 1964 atémarço de 1968. Fizeram parte do Poder Judiciário nestemunicípio, como Titular os seguintes Juízes de Direito: Nildo João Matias Alff (1968) Jerônimo Rosado Neto (1969/1973) Dúbel Ferreira Cosme (1974/1975) José Mário Pedrosa (1976/1978) Geraldo Magela da Cruz (1979/1982) Maria Zeneide Bezerra (1983/1986) Geraldina Fagundes Souza de Lima (1987/1989) Jarbas Antonio da Silva (1990/1991) Guilherme Newton do Monte (1992) Ana Nery Lins de Oliveira Cruz (1993) Maria do Socorro Pinto de Oliveira (1993/1996) Martha Danyelle Sant’ana C. Barbosa (1997/1999) Sabrina Smith Chaves (2000) Eliana Marinho Alves Carlos (2000) Maria Nivalda Neco Torquato (2000/2001) José Maria Nascimento (2002/2006)
  49. 49. 49 Flávio Ricardo Pires de Amorim (2006 - atual) A sede do Poder Judiciário neste municí-pio é o Fórum Municipal Desembargador Wilson Dantas, naRua Assis Lopes, 20. Fórum Desembargador Wilson Dantas Serviço Notarial e Registral A Lei Federal Nº 8.935 de 18 de novembro de1994, que disciplina a atividade notarial e registral diz no seuartigo 1º que “Serviços notariais e de registro são os de organi-
  50. 50. 50zação técnica e administrativa, destinados a garantir a publicida-de, autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos”. O Tabelião ou Registrador é um profissional dodireito, dotado de fé pública. Atualmente formado pelo acervo dos 1º e 2º Car-tórios Judiciários, presta serviços na área do Registro Civil dasPessoas Naturais (nascimento, casamento e óbito), Pessoas Jurí-dicas, Títulos e Documentos, Protestos de Títulos, Registro deImóveis e Tabelionato em Geral (reconhecimento de firmas,autenticações de documentos, procurações e escrituras públicas). O 1º Cartório foi criado no dia 30 de abril de1954, sendo nomeada primeira Tabeliã a Sra. Ivone Chaves deMedeiros. Foram Tabeliães Titulares na seqüência: Rômulo Luiz de França ( /1986) Maria de Lourdes de França Fabrício (1986/1999) O 2º Cartório foi criado em junho de 1964, sendonomeada como primeira Tabeliã a Sra. Maria Odete Dantas A-raújo.(1964/1966) Foram Tabeliães Titulares na seqüência: Wandercílio Raposo da Câmara (1966/1969) Sebastião Miguel de Lima (1969/1992) Mariza Helena de Oliveira Pereira P. Confessor (1993/1998) José Marcelo Pereira (1999) Carlos Frederico da Silva Mariz (1999) Funciona na Rua João Ataíde de Melo.
  51. 51. 51 Cartório Eleitoral O Cartório Eleitoral é responsável pelos serviçosda Justiça Eleitoral como inscrição eleitoral, transferências elei-torais, registro de candidaturas, como também prepara e realizaàs eleições. O Juiz de Direito da Comarca é quem respondepela Justiça Eleitoral, acumulando a função de Juiz Eleitoral. Funciona no Fórum Des. Wilson Dantas, na RuaAssis Lopes. Ministério Público Pela Carta Constitucional de 1988, o MinistérioPúblico é instituição permanente, essencial à função jurisdicio-nal do Estado, sendo de sua incumbência a defesa da ordem ju-rídica, do regime democrático e dos interesses sociais e indivi-duais indisponíveis. No município o Ministério Público é representadopelo Promotor de Justiça, que também acumula a função dePromotor Eleitoral. O primeiro Promotor de Justiça a atuar na nossaComarca foi o Sr. Gaspar Ferreira da Rocha, como Adjunto dePromotor de Justiça, no ano de 1959.
  52. 52. 52 Fizeram parte do Ministério Público neste muni-cípio, como Titular, os seguintes Promotores de Justiça: Adjunto de Promotor de Justiça Juvenal Estevam de Andrade (1964) Eider Toscano de Moura (1964) – Promotor de Justiça Maria Neci Matias (1965) Franklim Pinheiro Borges (1966/1967) Vicente Fernandes de Queiroz (1968) José Antonio Pereira Rodrigues (1969/1970) Promotor de Justiça Lúcia Baia Fernandes de Araújo (1971/1972) José Emanoel Alves Afonso ( 1973/1974) Maria Célia de Araújo D’Andrea (1975) Edgar Farias de Andrade (1976/1977) João Antonio Alves Afonso Neto (1977) Eider Toscano de Moura (1978) José Sátiro de Souza Nunes (1978) João Antonio Alves Afonso (1978/1982) José Maria Alves (1983) Antonio Jerôncio (1983) Jarbas Martins (1984/1985) Nilton Bezerra Pires (1985) Darci Pinheiro (1986) Valdira Câmara Torres (1987) Sônia Gurgel da Silva (1987) Geralda Franciny Pereira Caldas (1987/1988) Maria Cyntia da Costa Negreiros (1989) Maria da Conceição Medeiros da Silva (1989) Rosa Lígia Rosso Gomes (1989/1990) Valdira Câmara Torres (1991) Rosa Lígia Rosso Gomes ( 1991/1992) Sivoneide Tomaz do Nascimento (1993)
  53. 53. 53 Ana Márcia Moraes Machado (1993) Annibal Peixoto Filho (1994) Ana Carolina Lucena de Freitas (1995) Ivanildo Alves da Silveira (1996) Ana Carolina Lucena Freitas Sindeaux (1996) Alexandre Matos Pessoa da Cunha Lima (1996) Annibal Peixoto Filho (1997) Ana Carolina Lucena Freitas Sindeaux (1997/1999) Cátia Tatiana Cortez Hermínio (2000/2007) Atualmente responde pela Promotoria de Justiçada Comarca de Tangará, Promotores vindos de outras Comarcas,em Substituição legal. A sede do Ministério Público nesta cidade fica naRua Assis Lopes.
  54. 54. 54 Organização administrativa Tangará está dividido em distritos e povoados. Oprincipal distrito é o Trairi, criado pela Lei Nº 930 de 26 de no-vembro de 1953. O Distrito do Trairi possui energia elétrica,posto de saúde, escola e está localizado a poucos quilômetros dazona urbana. É no distrito do Trairi que está localizado o açudeTrairi, que com a construção do balneário municipal, intensifi-cou-se o turismo local. Os principais povoados do município de Tangarásão Lagoa do Feijão, Irapuru e Catolé, estes ainda não oficiali-zados.. Os símbolos municipais A Bandeira, o Escudo e o Hino se consti-tuem nos símbolos máximos representativos de um País, de umEstado ou de um Município. Nestes símbolos está contida toda umahistória de lutas, coragem, trabalho e muito amor a terra. Por isso devemos respeitá-los como se emcada um estivesse presente a nossa própria vida. Tangará também possui seus símbolos quedevem ser conhecidos e respeitados pela sua gente.
  55. 55. 55 A Bandeira municipal Segundo a Professora Maria das GraçasAlmeida de Melo “Dona Graça”, a Bandeira Municipal de Tan-gará, foi desenhada pelo colunista social Jota Epifânio, a pedidodo Prefeito Aprígio Fernandes Pereira. Foi entretanto oficializada pela Lei Muni-cipal Nº 195/89 de 05 de outubro de 1989, no governo do Prefei-to Theodorico Bezerra Neto. É formada por um retângulo com2,00(dois metros) de comprimento por 1,70(um metro e setentacentímetros) de largura, na cor azul celeste, com um escudo as-sentado nas cores branca e amarela. Bandeira do município de Tangará-RN
  56. 56. 56 O Escudo municipal Em campo aberto, localizado no centro daBandeira Municipal, está o escudo, assentado sobre o pássaroTangará que deu nome a cidade. Acima do escudo está uma co-roa amarela, representando honra e glória ao País, ao Estado eao Município. No centro do escudo em uma faixa inclinada ama-rela, está um capulho de algodão, representando a que foi a prin-cipal cultura agrícola do município. No canto superior acima dafaixa está uma estrela que representa o município como fazendoparte do Estado do Rio Grande do Norte; e no canto inferior àfaixa, está um bovino representando a pecuária e um peixe re-presentando a pesca, atividades praticadas no município. Escudo Municipal
  57. 57. 57 O Hino municipal Em 1990, através do Decreto Nº 053/90, de 27 desetembro de 1990, do Prefeito de então, foi instituído o concursomunicipal “Cante a História de Tangará”, visando incentivar acriação do Hino Municipal de Tangará, com prêmio para quemconcorresse e ganhasse com a melhor letra e música. O concurso começou com a publicação do Decre-to e terminaria em 31 de dezembro daquele ano, por ocasião do32º aniversário de emancipação política de Tangará. Houve apenas um concorrente e por isso o con-curso não realizou-se. Entretanto foi composta a letra da poesiaabaixo, pelo Sr. Amós Bezerra da Silva, em que retrata e enalte-ce a história do município de Tangará. Através da Lei Municipal nº 396 de 02 de abril de2005, referida poesia foi reconhecida e oficializada como o hinomunicipal de Tangará. A música é do escritor e musicista Francisco dasChagas Gerônimo. TANGARÁ, TEU NOME É AMOR O que foi um dia, Apenas uma estação, Onde um imenso riacho corria, Levando um mar de emoções. Faz parte da história, Que o tempo não pôde apagar,
  58. 58. 58Retrato vivo que aquece a memória,De um povo que a glória é lutar.Berço Pátrio tão gentil,Terra que Deus consagrou.Pássaro nobre, pássaro dócil,Tangará Teu nome é amor. (Bis)O futuro Te aguarda,Brilharás a luz de mil sóis.Arranca do peito um grito e bra-da ao mundo,Ao quebrar Teus grilhões.Na Tua grandeza,Sob as asas acobertarás,Teus filhos que hão de viver comcerteza,Um tempo repleto de paz.Baila pássaro menino,Voa livre ao arrebol.Gorjeia bem alto, gorjeia lindo,Campeia ao nascer do sol. (Bis)
  59. 59. 59 Educação e Cultura A primeira escola de Tangará foi a Escola Rudi-mentar Mista, criada em 1931. A segunda escola chamava-se Escola de Comér-cio, não sabendo-se precisar em que ano funcionou. Os primeiros Professores de Tangará foram osseguintes, na seguinte ordem: Benedito Ladislau da Silva, MariaAmélia Rodrigues, Maria do Carmo Silva e Alta Pinheiro deAssunção. Em seguida foi criada a Escola Isolada ProfessorSeverino Bezerra, atualmente Escola Estadual Professor Severi-no Bezerra, sendo Inaugurada a 25 de novembro de 1948. Foi a sua primeira diretora a Profa. Maria dasGraças Almeida de Melo. (1962/1971) Por esta escola já passaram os seguintes diretores: Francisca Emília da Silva (1971/1972) Maria Neuma Medeiros de Melo (1972/1979) Maria Gleide Medeiros de Mendonça (1979/1984) Marlene de Souza Carvalho (1984/1995) Tânia Maria Felipe de Holanda (1995/1998) Miriam Paiva de Melo Lima (1998/2000) José Gilvan de Lima (2000/2001) Marlene de Souza Carvalho (2001/2003) Francisca Maria de Souza Lima (2003) Foi autorizada a funcionar pela Portaria Nº466/80 de 22 de agosto de 1980 da Secretaria de Educação eCultura do RN.
  60. 60. 60 Ensino Comunitário No ano de 1965, com o objetivo de oferecer o en-sino de 5ª a 8ª série, uma vez que a única escola estadual exis-tente neste município, somente oferecia o ensino de 1ª a 4ª série,por iniciativa da Sra. Ana Maria Pinheiro e Alves e do Sr. Ma-noel Alves Irmãos, foi criado o Ginásio Rui Barbosa, filiado aCampanha Nacional de Escolas da Comunidade – CNEC. Foi autoriza a funcionar pela Portaria Nº 249/82de 15 de julho de 1982 da Secretaria de Educação e Cultura doRN. Foi a sua primeira diretora a Profa. Ana MariaPinheiro e Alves, que permaneceu no cargo até a sua extinçãoem 1989. Ensino Médio (antigo 2º grau) Para atender o ensino médio( antigo 2º grau), foicriado através da Lei Municipal Nº 158/81 em 13 de dezembrode 1981, a Escola Municipal Prefeito João Ataíde de Melo, sen-do estadualizada no ano de 1984. Começou com duas turmas, sendo uma de Magis-tério e outra de Auxiliar de Escritório. Foi autorizada a funcionar pela Portaria Nº409/83 de 21 de julho de 1983, da Secretaria de Educação e Cul-tura do RN.
  61. 61. 61 O primeiro diretor foi o Prof. José Luiz Gomes. (1982) Por esta escola já passaram os seguintes diretorespela ordem: Judite Farias da Rocha (1983/1991) Terezinha de Brito Oliveira (1991/1997) Maria Rosangela Medeiros Florêncio (1997/2001) João Batista Almeida de Melo (2001/2003) José Gilvan de Lima (2003) Ensino Particular Em 02 de março de 1991 foi criado o Instituto deEducação e Cultura Dom Pedro II, instituição particular de ensi-no, pelos Professores Ivanildo Felix de Lima e Severina Belar-mino Neves de Lima. A primeira turma começou no ano letivode 1992, sendo uma sala de educação infantil e uma 1ª série. Primeiramente foi autorizado a funcionar com aeducação Infantil e de 1ª a 4ª série, através da Portaria Nº 568/93de 20 de dezembro de 1993 da Secretaria de Educação e Culturado RN. Em 02 de maio de 2000, através da Portaria Nº186/00 da Secretaria de Educação e Cultura do RN, foi autoriza-do a funcionar de 5ª a 8ª série. Seu primeiro diretor e atual é o Prof. IvanildoFelix de Lima.
  62. 62. 62 Sistema Municipal de Ensino Em 1962 foi criada a Inspetoria de Ensino Muni-cipal, no governo do Prefeito Hélio Nelson. A primeira Inspetora de Ensino Municipal foi aProfa. Estelina Farias da Rocha Abdala. Em 10 de abril de 1970 na gestão do Prefeito A-prígio Fernandes Pereira a Inspetoria de Ensino foi transformadaem Divisão de Educação e Cultura, através da Lei Municipal Nº075/70, sendo nomeada para dirigir a Divisão a Profa. LuizaFernandes Pereira. Em 05 de outubro de 1989 na gestão do PrefeitoTheodorico Bezerra Netto foi criada a Secretaria Municipal deEducação e Cultura, através da Lei Municipal Nº 193/89. O primeiro Secretário Municipal de Educação eCultura foi o Prof. Ivanildo Felix de Lima. (1989/1990) Passaram pela secretaria os seguintes secretários: Amós Bezerra da Silva (1990) Sílvia Gerlande Gomes da Paz (1991/1993) Maria Gleide Medeiros de Mendonça (1993/1994) Maria Moêmia de Lima (1995/1996) Josefa Fernandes de Lima (1997/2004) Maria Rosangela Medeiros Florêncio (2005) O Sistema Municipal de Ensino é formado poraproximadamente 19 (dezenove) Unidades Escolares na Zonarural, sob a direção do Centro Rural Profa. Maria das GraçasAlmeida de Melo. Na Zona Urbana destacam-se:
  63. 63. 63 - Escola Municipal Professora Elita Barbosa daFonseca; - Escola Municipal Amélia Teodolina de Melo; - Escola Municipal Ormecinda Gomes da Silvei-ra.
  64. 64. 64 Religião A população de Tangará é em sua grande maioriacatólica, fato notório desde os primórdios de sua fundação. A primeira missa foi celebrada nesta cidade peloPadre José Cabral, da Paróquia de Santa Cruz em 24 de dezem-bro de 1918. Conta a tradição popular que o Sr. João Ataíde deMelo, primeiro Prefeito de Tangará, por ocasião da IntentonaComunista de 1935, ficou muito perturbado com a passagem damesma por este município, e por isso se escondeu em uma árvo-re chamada “mufumbo” localizada onde hoje é a Igreja Católica.Fez um voto que se não acontecesse nada de anormal com apassagem da intentona por esta cidade, mandaria construir umacapela naquele local e homenagearia Santa Terezinha do Meni-no Jesus como padroeira da capela. Construiu a capela em 1936. O povo Tangaraense vive seu catolicismo, mes-clado de influências pagãs, indígenas e africanas. Nos idos de 80 era comum as romarias pregadaspelo Frei Damião de Bozzano, convidado pelo padre local, a-gremiando milhares de fiéis pelas ruas da cidade em frente aigreja matriz, para ouvir seus sermões e conselhos. Quase todos os anos o Frei Damião, realizava su-as romarias na Fazenda Irapuru, a convite do majó TheodoricoBezerra. A manifestação Protestante está presente no mu-nicípio, introduzida em época relativamente recente, encontran-do boa receptividade, como pode demonstrar as diversas igrejase denominações: Igreja Assembléia de Deus, Igreja Assembléiade Deus Madureira, Igreja Batista Fundamentalista, Casa deOração do Brasil, Igreja Adventista do 7º dia, Salão das Teste-
  65. 65. 65 munhas de Jeová, Igreja Pentecostal Deus é Amor, Igreja Meto- dista Wesleyana. A Paróquia Até março de 1996, havia em Tangará, como que uma Paróquia não oficializada pela Arquidiocese. Assistia o município os padres das paróquias de Serra Caiada, São José de Campestre e Santa Cruz. No ano de 1996, a comunidade católica, verifi- cando que esta assistência deixava a desejar, formaram uma Comissão Pró-Paróquia e solicitaram ao Bispo da época que oficializasse a capela de Tangará à Paróquia, uma vez que dis- punha de todas as condições necessárias: uma Igreja capela com uma boa estrutura física, casa paroquial e centro paroquial. Em 12 de abril de 1996, por Decreto de Dom Hei- tor de Araújo – Arcebispo Metropolitano, a capela de Santa Te- rezinha, foi elevada a categoria de Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus, formada pelas cidades de Sítio Novo e Lagoa de Velhos. Vigários Pe. Severino dos Ramos Vicente(1996/2000) Pe. Tarcísio Pereira de Carvalho(2000/2004) Pe. Darci Lopes de Araújo(2005/2008) Pe. João Batista de Lima (2008 - atual) Atualmente a Paróquia é formada pela cidade se-de e pela Cidade de Sítio Novo. Faz parte da Paróquia as seguintes capelas: Cape-la de São José (Sítio Lagoa do Feijão), Capela de São Sebastião
  66. 66. 66(Distrito do Catolé), Capela de Santa Luzia (Fazenda Irapuru),Capela de Santo Expedito (Sítio Mata Fome). Festas Populares Tangará quase não possui vida social intensa. As principais festas do município são estas: A festa de São Sebastião no dia 20 de janeiro no Distrito de Catolé; A vaqueijada, realizada a cada ano, no mês de abril, no Parque de Vaqueijada Theodorico Bezerra no Sítio Lagoa do Feijão; Os festejos juninos, com apresentação de festivais de quadrilhas; A festa da Padroeira “Santa Terezinha”, promo- vida pela Igreja Católica em 1º de outubro, sendo a maior festa do município; A Festa de “Santa Luzia” promovida na Fazenda Irapuru. Tangará possui o Centro Recreativo Aprígio Fer- nandes Pereira, antigo Tangará Municipal Clube, inaugurado em 31 de março de 1972, na gestão do Prefeito Aprígio Fernandes Pereira, que promove “domingueiras” para os jovens, inexistin- do qualquer atividade social de maior alcance para a sociedade Tangaraense, uma vez que ainda sendo público, não cumpre a sua função social, sendo entregue a particulares.
  67. 67. 67 Manifestações Culturais Tangará destaca-se pela cultura predominante-mente popular e comum do Nordeste. Bumba-meu-boi, este quase em desuso em nossacultura e quadrilhas juninas entre outras, são tradições que mar-cam a cultura Tangaraense. Hoje em dia, no mês de junho, des-taca-se o festival de quadrilhas, promovido pela Prefeitura Mu-nicipal de Tangará, que conta com a presença de várias quadri-lhas, tradicionais e estilizadas. O grupo de dança ou quadrilhaestilizada “O Lampião”, desta cidade, apresenta-se, com suascoreografias, já se tornando uma atração e incorporando-se acultura Tangaraense. A cada ano as escolas do município revivem acultura, apresentando danças típicas do Estado como “araruna” e“Pastoril”. Apegada a tradições populares, a população Tan-garaense prende-se a velhos hábitos, dentre eles, tabus alimenta-res e a prática de ex-votos, este no “cruzeiro” dedicado a SãoFrancisco, localizado no Serrote Branco, com a realização deromarias todo ano, no mês de outubro. A alimentação também marca a cultura do muni-cípio, destacando-se o beiju de mandioca com coco, o doce decaju, a tapioca com leite de coco e tantas outras delícias da terra. O artesanato Tangaraense é riquíssimo, destacan-do-se trabalhos com agave, argila, madeira e plástico, confec-cionando-se bolsas, esteiras, tapetes, cinzeiros, estatuetas, jarros,flores e objetos diversos.
  68. 68. 68 Grupo de dança “araruna” do Instituto de Educação e Cultura D. Pedro IIDança do “pastoril” apresentada por alunos doInstituto de Educação e Cultura Dom Pedro II
  69. 69. 69 Órgãos e entidades municipais Tangará é assistida e beneficiada pelos seguintesórgãos e entidades: CAERN Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande doNorte, é o órgão encarregado dos serviços de abastecimentod’água no município, captando água doce da Lagoa do Bonfim,através da adutora Monsenhor Expedito. Seu escritório funciona na Rua Pedro Clementino. TELEMAR Telecomunicações do Rio Grande do Norte, pres-ta os serviços de telefonia no município. Tangará possui sistema de telefonia residencial ecomunitário, através do sistema de Discagem Direta a Distância– DDD. Seu escritório funciona na Rua Sebastião FerreiraLima.
  70. 70. 70 Empresa de Correios e Telégrafos Empresa de Correios e Telégrafos, empresa queexecuta os serviços de correspondência do município com omundo. Atualmente presta serviços de FAX e de correspondentebancário do BRADESCO. Funciona na Rua Sebastião Ferreira Lima. Clube de mães O Clube de Mães de Tangará, foi fundado em 01de julho de 1974, com o objetivo de promover a integração dasmães Tangaraenses. Dentre seus objetivos promove cursos diversos,reuniões, festividades e outros. Seu primeiro Presidente foi a Sra. Iracema LimaSoares. Já passaram pela Presidência as senhoras: Constância de Oliveira Maria de Lourdes Fabrício de França. Antonia Nenzinha Vieira Maria de Lourdes Fabrício de França Sua sede própria é na Rua Assis Lopes.
  71. 71. 71 EMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão Ruraldo Rio Grande do Norte, presta assistência técnica aos trabalha-dores e produtores rurais deste município de Tangará. Seu escritório funciona na Rua Sebastião FerreiraLima. Sindicato dos Trabalhadores Rurais Criado em 1990, tem como objetivo associar ostrabalhadores rurais deste município, para a defesa dos seus di-reitos. Seu fundador e atual Presidente é o Sr. João deDeus Alves Honorato. Funciona na Rua Miguel Abdala. Instituto filhos da esperança O Instituto Filhos da Esperança, foi criada no anode 1998 e tem como objetivo trabalhar com meninos de ruas,prestando-lhe assistência médico-odontológica, desportiva ecultural. A sua primeira Presidente e atual é a Sra. Vanirade Holanda Brasil. Funciona a Rua João Ataíde de Melo.
  72. 72. 72 Delegacia de Polícia A Delegacia de Polícia tem como objetivo mantera ordem e a segurança no município de Tangará. Mantêm a ordem o Delegado de Polícia e os sol-dados. Delegados de Polícia: José Fernandes de Oliveira (1959) Enéas Bastos Nunes (1959/1960) Miguel Leite da Silva (1961) João Cândido de Lucena (1961/1962) Ivanaldo Oliveira dos Santos (1963) José Bernardino de Sena (1963/1970) Pedro Ascendino de Souza (1971) Manoel Anselmo da Silva (1971) ..................................................................... Adalberto Pessoa de Roure (atual) Fundação Theodorico Bezerra A Fundação Theodorico Bezerra, foi fundada em29 de setembro de 1989, com o objetivo de prestar serviços apopulação Tangaraense, principalmente no setor de assistênciasocial. Foi reconhecida de utilidade pública Estadualpela Lei Nº 6.198 de 20 de novembro de 1991.
  73. 73. 73 A primeira Presidente foi a Sra. Sânzia Maria Be-zerra Nelson. Já passaram pela presidência as seguintes pesso-as: Alcides Geraldo Barbosa Cezário Luiz Moreira Nunes (atual) Tem sede própria a Rua 13 de Outubro S/N. Associação Rádio Comu- nitária FM Tangará A Associação Rádio Comunitária FM Tangará,foi fundada em 22 de dezembro de 1997. É uma instituição civilsem fins lucrativos, adquirindo personalidade jurídica em 29 dedezembro de 1997. Foi criada com o objetivo de criar e manteruma rádio comunitária, atualmente Rádio Comunitária FMTANGARÁ, com freqüência de 87,9 MHz. Seu primeiro Presidente foi o Sr. Artur Grant deOliveira. Passaram pela presidência as seguintes pessoas,pela ordem: João Fernandes de Lima Gilson Alves da Silva Josefa Fernandes de Lima (atual) A FM Tangará foi autorizada a funcionar comoestação de Radiofusão Comunitária, pelo Ministério das Comu-nicações em 27 de julho de 2004, com validade até 09 de outu-bro de 2013. Funciona em sede própria a Rua Sebastião Ferrei-ra Lima SN.
  74. 74. 74A GeografiaHumana Nossa Gente A nossa gente é simples. A população de Tangará conforme Censo doIBGE realizado no ano de 2000, é de 12.118 habitantes. A população está assim distribuída: PESSOAS PESSOAS PESSOAS RESIDENTES NO RESIDENTES NA RESIDENTES NA MUNICÍPIO ZONA URBANA ZONA RURAL 12.118 hab. 8.111 hab. 4.007 hab.FONTE: IBGE. Sinopse Preliminar do Censo Demográfico 2000DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO TANGARAENSE PORZONA E SEXO ZONA URBANA ZONA RURALHOMENS MULHERES HOMENS MULHERESRESIDENTES RESIDENTES RESIDENTES RESIDENTES 4.011 4.100 2.111 1.896FONTE: IBGE. Sinopse Preliminar do Censo Demográfico 2000 Nossa gente é formada pela mistura do branco edo negro. Os habitantes da zona rural dedicam-se princi-palmente a agricultura de subsistência, a pecuária, a caça e apesca.
  75. 75. 75 Os habitantes da zona urbana ocupam-se princi-palmente do comércio, do serviço público e pequena parcela naagricultura de subsistência. As principais e maiores famílias de Tangará, têmos sobrenomes Barbosa, Gomes, Lima e Silva.Heráldica dos principaisSobrenomes Tangaraense Sobrenome Barboza O sobrenome Barboza é classificado comosendo de origem habitacional. Este termo refere-se aos sobrenomes dosquais a origem se encontra no lugar de residência do portadororiginal. Nomes habitacionais nos dizem de onde foi saído oprogenitor da família, seja uma cidade vila ou um lugar identifi-cado por uma característica topográfica. No que diz respeito aosobrenome Barboza, este originou-se com D. Sancho NunesBarbosa, senhor da Quinta de Barbosa, na terra do mesmo nome,em Portugal. D. Sancho Nunes Barbosa descendente de D. NunoGuterres, este filho do Conde D. Teobaudo Nunes, um dos maisilustres e valorosos cavaleiros do tempo do rei D. Bermudo II deLeão. D. Nuno Guterres era irmão de S. Rosendo, famoso bispode Dume no ano de 925. No Brasil, data a chegada dos Barboza,desde 1590.
  76. 76. 76 Sobrenome Gomes Sobrenome de formação patronímica: fi-lho de Goma, do gótico guma, inglês antigo guma, antigo fran-cônio goma, feito de goma. A forma primitiva seria Gomici, quenas fontes aparece como Gomece, Gomice, Gumice, Gomize,Gumize, Gomeze, Gómez. Segundo Antenor Nascentes, já foinome de batismo. Segundo alguns, em Portugal, procedemda família Gomes, da Itália, onde era nobre, e da qual houvealguns “Patrícios” em Roma. Assim como os demais patroními-cos antigos, este sobrenome espalhou-se desde os primeiros anosdo povoamento do Brasil por todo o seu vasto território. Há di-versas famílias com este sobrenome, em diversas partes do Bra-sil, de origem portuguesa, colombiana, espanhola, paraguaia,Argentina, uruguaia. No Rio de Janeiro, entre as quase 150 fa-mílias com este sobrenome, dos séculos XVI e XVII, temos a deAmador Gomes, datando a sua chegada por volta de 1598, dei-xando larga descendência, a partir de 1624 com Isabel Teixeira. Sobrenome Lima Uma das principais famílias de Portugal,pois descendente de D. Fernão Aires de Baticela. Este casou-secom Dona Teresa Bermudes, filha de D. Bermudo Peres Potes-
  77. 77. 77tade de Trava e de Dona Teresa Henriques, irmã do rei D. A-fonso Henriques. Desse casamento nasceram D. João Fer-nandes de Lima, o Bom, D. Rui Fernandes Codorniz, (que ca-sou e teve geração), D. Gil Fernandes Baticela (que casou e tevegeração), Dona Maria Fernandes (sem notícias) e Dona TeresaFernandes. D. João Fernandes de Lima, o Bom, foi oprimeiro do apelido, que tomou da terra de Lima, na Galiza, aqual se chamava de Límia, por ser daí natural. Casou-se comDona Beringueira Afonso de Baião, de que teve D. Fernão Anesde Lima, continuador da linhagem e apelido LIMA. No Brasil, a presença dos Lima, data doano de 1740, quando o Sr. Manuel Gomes Lima, agricultor eminerador, em 30 de janeiro de 1740 recebeu meia sesmaria deterras na localidade “Bom Sucesso”, Distrito de Gouveia, nomunicípio de Montes Claros em Minas Gerais. Sobrenome Silva No Império Romano, o nome era um ape-lido que designava os habitantes das cidades provenientes daselva. No século I a.C., quando os romanos invadiram a Penín-sula Ibérica, muitos lusitanos acabaram incorporando a alcunha.Quinze séculos depois, quando chegaram ao Brasil, grande partedeles tinha o sobrenome Silva. Sua difusão acabou sendo incre-mentada pelos escravos, que chegavam aqui apenas com umnome, escolhido por padres durante as viagens nos navios ne-
  78. 78. 78greiros. Com a abolição da escravatura, eles passaram a se regis-trar com o sobrenome dos seus antigos donos. O Lingüista Flávio di Giorgio, da Pontifí-cia Universidade de São Paulo, lembra outro fator que pode terajudado a popularizar o silva. Segundo ele, os portugueses queatravessavam o Atlântico recebiam acréscimos ao sobrenomeoriginal. “Quem ficava no litoral incorporava o Costa; quem iapara o interior ganhava o Silva, de Selva”, explica. Como a mai-oria dos escravos era de fazendas do interior o Silva se espalhouainda mais após a abolição.” Uma das famílias mais ilustres da Espa-nha, ligada aos reis de Leão, tem o seu solar na Torre de Silva,junto ao rio Minho. Procedem de D. Payo Guterre o da Silva,que foi adiantado de Portugal em tempo de el-rei D. Afonso I erepresentada em Portugal por D. Guterre Alderete da Silva, netodo ilustre Guterres Pais, Governador de Maia. O ramo mais nobre da família tem origemna Espanha, no período de dominação romana. No Brasil, o registro mais antigo é em sãoPaulo, da família de Pedro da Silva, alfaiate que veio de Portu-gal por volta de 1600, que casou-se com Luzia Sardinha.
  79. 79. 79A economiaTangaraense A agricultura Feijão, batata doce, milho e fava são osprincipais produtos da agricultura Tangaraense, que em suagrande maioria resume-se na pequena produção, basicamentepara manter o sustento da família, vendendo-se apenas o exce-dente. Tangará já destacou-se na produção e beneficia-mento do algodão, possuindo uma produção comercial, fazendofuncionar três usinas de beneficiamento de algodão no municí-pio: SANBRA – Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro,ANCORA e FAZENDA IRAPURU, hoje todas fechadas. Hoje planta-se algodão em pequenas áreas, umavez que a praga do bicudo tem assolado os plantios em nossomunicípio. plantio de algodão no povoado poço cercado
  80. 80. 80 plantação de feijão na faz. Irapuru No município de Tangará, principalmente nospovoados de Poço Cercado e Catolé, planta-se também, mandio-ca, para a fabricação de farinha, além da tapioca e do beiju decoco, delícias de nossa terra. plantação de mandioca no sítio poço cercado
  81. 81. 81 “casa de farinha” na propriedade do sr. João Luiz no sítio poço cercado Tangará possui atualmente três assentamentosrurais, através da desapropriação de terras improdutivas peloGoverno Federal – Assentamentos Três Voltas, Ronda e Irapuru(Passagem do Meio). A pecuária Tangaraense A pecuária é a atividade econômica dedicada acriação de gados que serão aproveitados na alimentação humanae como meio de transporte para pessoas e mercadorias. A pecuária classifica-se em bovinos, suínos, ovi-nos, caprinos, eqüinos e muares.
  82. 82. 82 No município de Tangará, pratica-se principal-mente a criação de bovinos e de ovelhas. O rebanho bovino é criado com a finalidade defornecer carne e leite, destacando-se na pecuária Tangaraense. O rebanho ovino considerado como a segundacriação do município é criada com o objetivo de fornecer carne. São poucos os fazendeiros que dedicam-se a cria-ção de cabras, principalmente para produção de carne e leite. criação de ovelhas Indústrias As famílias comumente deslocam-se para a capi-tal do Estado em busca de empregos, ocasionando, por assimdizer, o êxodo urbano em larga escala. Tangará possui em pleno funcionamento três em-presas, sendo uma fábrica de confecções – CAMALEON, uma
  83. 83. 83fábrica de beneficiamento de caroço de algodão – TINOL -TANGARÁ INDÚSTRIA DE ÓLEOS VEGETAIS LTDA, euma fábrica de beneficiamento de leite – ILBASA – INDÚS-TRIA DE LATICÍNIOS BOA SAÚDE LTDA, gerando renda eempregos para uma parcela da população Tangaraense. Indústria de confecções CAMALEON CarcinoculturaTangará também pratica a criação de camarões em escala co-mercial, para exportação, no açude Trairi.

×