Cultura do milho aula-03

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O manejo adequado do solo é essencial para a obtenção da produtividade de grãos que permita, ao mesmo tempo, um rendimento econômico satisfatório e a manutenção do potencial produtivo do solo. As operações de manejo de solos visam adequar o ambiente para o plantio e o estabelecimento das plantas de milho, podendo também ajudar ano controle de plantas invasoras e no controle de erosão. O uso adequado do solo permite a manutenção da atividade agrícola de forma sustentável, permitindo atender às demandas da sociedade por alimentos, preservando o ambiente e minimizando a degradação física, química e biológica e a contaminação do solo e das águas.
Neste tópico, serão discutidos aspectos relacionados ao preparo convencional do solo, envolvendo o preparo primário do solo através da aração, e o preparo secundário, realizado por meio de gradagem. Serão também abordados aspectos relacionados ao plantio direto e à rotação de culturas. Grande parte do sucesso do Sistema de Plantio Direto (SPD) reside no fato de que a palha deixada por culturas de cobertura sobre a superfície do solo, somada aos resíduos das culturas comerciais, cria um ambiente extremamente favorável ao crescimento vegetal, contribuindo para a estabilização da produção e para a recuperação ou manutenção das características e propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, de tal modo que a sua qualidade seja melhorada (plantas de cobertura de solo ).
Neste tópico, serão também apresentados aspectos relacionados aos equipamentos para o manejo de solo, uma vez que sua escolha e sua utilização, nos diferentes sistemas de manejo do solo, dependem das condições específicas e dos objetivos do tratamento que se quer dar ao solo. Além disso, os custos de energia dos diferentes sistemas de manejo do solo afetam sua viabilidade econômica.

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Cultura do milho aula-03

  1. 1. CULTURA DO MILHO
  2. 2. 4. ESTÁDIOS FENOLÓGICOS
  3. 3. FENOLOGIA DO MILHO • Definição – Parte da Botânica que estuda vários fenômenos periódicos das plantas, como brotação, floração e frutificação, marcando-lhes as épocas e os caracteres. Milho possui ciclo muito variável - 110 a 180 dias de ciclo nas condições brasileiras; - Ainda é usual considerar DAE em todas as regiões. Dias após a emergência
  4. 4. Etapas do desenvolvimento em estudos mais antigos Germinação e emergência Crescimento vegetativo – emissão da 2a folha ao início do florescimento Florescimento – início da polinização até fecundação Frutificação – fecundação ao enchimento completo dos grãos Maturação – enchimento dos grãos até aparecimento da camada negra
  5. 5. DEFINIÇÃO DOS ESTÁDIOS FENOLÓGICOS • Antes da emissão das espigas – número de folhas plenamente expandidas e pendoamento
  6. 6. • Após emissão das espigas – presença dos estilo estigmas, desenvolvimento e consistência dos grãos
  7. 7. ESTÁDIOS VEGETATIVOS E REPRODUTIVOS (RITCHIE, HANWAY & BENSON, 1993) Estádios vegetativos Estádios reprodutivos VE – emergência R1 - florescimento V1 – primeira folha R2 – grãos leitosos : : R3 – grãos pastosos : : R4 – grãos farináceos V18 – 18a folha R5 – grãos farináceos-duros VT - pendoamento R6 - maturidade fisiológica
  8. 8. ESTÁDIO 0 (Semeadura à emergência) • Radícula, raízes seminais e coleóptilo • Sistema radicular seminal sem ramificações • Germinação – 2 semanas (10,5 ºC), 4 dias (15,5 ºC), 3 dias (18 ºC) • Emergência lenta (falta de umidade, semeadura profunda) – predisposição às doenças e condições adversas coleóptilo raízes seminais primeira folha e prefoliação enrolada segunda folha
  9. 9. ESTÁDIO 0 (Semeadura à emergência)
  10. 10. ESTÁDIO 1 – Plantas com 4 folhas
  11. 11. • Início do processo fotossintético com 2 folhas • Meristema apical ainda abaixo da superfície do solo • Sistema radicular com muitos pelos absorventes e ramificações • Tolerância à seca: profundidade, distribuição e ramificação das raízes • Início da diferenciação floral – primeiro evento definidor do potencial de produtividade • Início da formação das raízes definitivas • Primeira aplicação de N e K em cobertura se houver parcelamento ESTÁDIO 1
  12. 12. ESTÁDIO 1
  13. 13. ESTÁDIO 1 Fonte: Andrade (sem data)
  14. 14. ESTÁDIO 2 - Plantas com 8 folhas
  15. 15. ESTÁDIO 2 - Meristema apical atinge a superfície do solo com 6 folhas; - Pode aparecer perfilhos; - Adubação em cobertura com 6 folhas (dose única), 7-8 folhas (parcelamento). Emprego de K no cultivo para silagem; - Sistema radicular altamente desenvolvido, início das raízes adventícias; - Aceleração da inflorescência masculina; - Estresse afeta comprimento dos internódios.
  16. 16. - Crescimento acelerado do colmo em diâmetro e comprimento - Definição do número de fileiras de grãos entre 7 e 8 folhas - Destruição das folhas expostas provoca 10 a 25% de queda no rendimento - Aumento do desenvolvimento das espigas - Acentuada absorção de N e K
  17. 17. ESTÁDIO 2
  18. 18. ESTÁDIO 3 – Plantas com 12 folhas •Completa formação das raízes adventícias •80 -90% da área foliar máxima •Pode ocorrer perda das 4 folhas mais velhas •Crescimento das espigas em comprimento •Desenvolvimento máximo do pendão e início do crescimento dos estilo- estigmas.
  19. 19. ESTÁDIO 4 - Emissão do pendão •Crescimento das espigas em comprimento •Aparecimento do pendão ou flecha e crescimento dos estilo-estigmas •Temperaturas elevadas, escassez de água e baixa luminosidade causam falta de sincronia entre pólen e estilo-estigmas •Desfolha afeta drasticamente o rendimento
  20. 20. ESTÁDIO 5 – Florescimento e Polinização
  21. 21. ESTÁDIO 5
  22. 22. ESTÁDIO 5 •Cessam as elongações dos colmos •Confirmação do número de grãos por espiga •Estilo-estigmas – aparecem entre 3 e 5 dias após emissão do pendão - ficam receptivos até 14 dias •Pólen – dispersão até 14 dias (entre 5 e 8 dias é o mais comum) - liberação de manhã até meio dia - pode ser carregado até 500 m - viabilidade de ±24 horas em condições ideais •Fertilização ocorre entre 12 e 36 horas após polinização
  23. 23. ESTÁDIO 5
  24. 24. ESTÁDIO 6 – Grãos Leitosos
  25. 25. ESTÁDIO 6
  26. 26. ESTÁDIO 6 - Acúmulo de carboidratos – 50 – 60% das folhas do terço superior - 30% do terço médio - restante do terço inferior e colmo - Períodos nublados – redução na fotossíntese - menor acúmulo de carboidratos nos grãos - aumento na incidência de doenças do colmo - Importantíssima a extensão da área foliar fisiologicamente ativa - Espiga é um “super dreno” - Grãos com 85% de umidade
  27. 27. ESTÁDIO 7 – Grãos Pastosos •20 a 30 dias após emissão dos estilo-estigmas •Intensa deposição de amido •Grãos com 60 – 70% de umidade •Estresse implica em grãos pequenos, em menor número e chochos
  28. 28. ESTÁDIO 8 – Início da Formação de Dentes - Aparecimento da concavidade na parte superior do grãos - Estado pastoso para farináceo (40 – 50% de umidade) - Momento ideal para silagem (33 – 37% de matéria seca na planta)
  29. 29. ESTÁDIO 8
  30. 30. Colheita de milho para silagem
  31. 31. ESTÁDIO 9 – Grãos Duros •48 a 55 dias após emissão dos estilo-estigmas •Acelerada perda de umidade em toda a planta •Acentuada queda na taxa de acúmulo de substâncias nos grãos •Estruturas das sementes plenamente desenvolvidas
  32. 32. ESTÁDIO 10 – Grãos Maturos Fisiologicamente - 50 – 60 dias após o início da polinização; - Maturação fisiológica (30 – 38% de umidade); - Paralização total do acúmulo de matéria seca; - Senescência natural das folhas; - Atraso na colheita implica em perdas por quebramento, pragas, etc.
  33. 33. ESTÁDIO 10

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