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Cultura da batata doce

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Para implantação de uma lavoura de batata-doce, o produtor tem três opções paraobter novas plantas:
a) por meio de batatas, que consiste em promover a brotação de batatas selecionadas, utilizando-se posteriormente estas brotações inteiras, (Figura 1 e 2) denominadas de mudas, ou segmentadas, denominadas de ramas-semente (Figura 2a);
b) retirando-se ramas-semente ou estacas de uma cultura em desenvolvimento (Figura 2b);
c) cultivando-se uma área como viveiro de mudas

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Cultura da batata doce

  1. 1. Ipomoea batatas A cultura da batata doce
  2. 2. Origem  Américas Central e do Sul  Desde a Península de Yucatam, no México, até a Colômbia  Mais de dez mil anos  Batatas secas - cavernas no vale de Chilca Canyon, Peru  Escritos arqueológicos - Maias - América Central  Dicotiledônea – Convolvulaceae ± 50 gêneros e mais de 1000 espécies  Ipomoea batatas - expressão econômica  Ipomoea aquatica - também é cultivada como alimento, principalmente na Malásia e na China, sendo as folhas e brotos consumidos como hortaliça. I. aquatica
  3. 3. Botânica  Caule herbáceo; prostrado, com ramificações de tamanho, cor e pilosidade variáveis  Folhas largas, com formato, cor e recortes variáveis; pecíolo longo  Flores hermafroditas  Fecundação cruzada  AUTOINCOMPATIBILIDADE  Frutos: cápsula deiscente; 2-4 sementes (6mm)  Da fertilização da flor à deiscência do fruto-6 semanas (Edmond & Ammerman, 1971)
  4. 4. Anatomia  As raízes tuberosas - 5 ou 6 feixes de vasos (hexárquicas)  As raízes absorventes apresentam cinco feixes (pentárquicas).  Pele fina (poucas camadas de células; uma camada de aproximadamente 2 mm denominada de casca e a parte central denominada de polpa ou carne).  A pele se destaca facilmente da casca, mas a divisão entre a casca e a polpa nem sempre é nítida e facilmente separável, dependendo da variedade, do estádio vegetativo da planta e do tempo de armazenamento.  Formatos redondo, oblongo, fusiforme ou alongado. Podem conter veias e dobras e possuir pele lisa ou rugosa. Vermelho= cels do xilema (transportam água) Azul = cels do câmbio Rosa= grãos de amido no parênquima (energia) Marrom= camada mais externa Crédito: DR KEITH WHEELER
  5. 5. Genética  13 espécies de Ipomoea  11 - 30 cromossomos (n=15);  01- 60 cromossomos  I. batatas - 90 cromossomos (King e Bamford 1937)  Hexaplóide e autoincompatível  As sementes botânicas  Fonte para combinações genéticas  Utilizadas nos programas de melhoramento (Folquer, 1978).
  6. 6. Diversidade genética  + 8.000 acessos em BG (Zhang et al., 2000)  5526 são mantidos in vitro no BG do CIP no Peru ) oriundos de 57 países (Huaman and Zhang, 1997; Huaman et al., 1999; Zhang et al., 2000).  2589 acessos oriundos da América Latina  Papua New Guinea estima-se 5000 cultivares (Takagi, 1988).
  7. 7. Efficient embryogenic suspension culturing and rapid transformation of a range of elite genotypes of sweetpotato (Ipomoea batatas [L.] Lam.) Yang et al., 2011
  8. 8. Traits: YLD= Storage root yield, t ha-1; DM = dry matter content of storage roots, %; PRO= protein content of storage roots, % DM; STA= starch content of storage roots, % DM; SUC= sucrose content of storage roots, % DM; BC= β-carotene content of storage roots, ppm DM; Fe= iron content of storage roots, ppm DM; Zn = zinc content of storage roots, ppm DM; Ca = calcium content of storage roots, ppm DM; Mg = magnesium content of storage roots, ppm DM.
  9. 9. Introdução  Cultivo em pequena escala  Cultura marginal – ganho extra  Pouco uso de tecnologia e sem orientação profissional  Cultivo empírico  Baixos índices de produtividade  Baixa qualidade dos produtos
  10. 10. Composição e uso  Alimento energético (Quadro 5)  Ao ser colhida, apresenta cerca de 30% de MS  85% de carboidratos  Maior teor de matéria seca, carboidratos, lipídios, cálcio e fibras que a batata  Mais carboidratos e lipídios que o Inhame  Mais proteína que a mandioca.  Durante o armazenamento, parte do amido se converte em açucares solúveis, atingindo de 13,4 a 29,2% de amido e de 4,8 a 7,8 % de açucares totais redutores (Miranda et al, 1995).  Vitaminas A e B
  11. 11. Produção X Produtividade  Evolução no sistema de produção  6° lugar entre as hortaliças mais plantadas no Brasil  500.000 t/ano  48.000 hectares
  12. 12. Panorama mundial  Cultivada em 111 países  Ásia - 90% da produção  China > produtor= 100 milhões de t  África - 5%  2% - países industrializados como os EUA e Japão. (Woolfe, 1992; FAO, 2001)  A batata-doce é cultivada – desde latitude de 42 ºN até 35 ºS, desde o nível do mar até 3000 m de altitude.  Climas diversos:  Cordilheiras dos Andes; em regiões de clima tropical, como o da Amazônia; temperado, como no do Rio Grande do Sul e até desértico, como o da costa do Pacífico.
  13. 13. Uganda  Milhões de hectares de terras foram arrendadas em alguns dos países mais pobres da África para cultivar frutas e legumes para os países ricos.  Foto: Francois Xavier Marit / AFP / Getty Images
  14. 14. Rusticidade  Adapta-se melhor em áreas tropicais = > proporção de populações pobres  Cultura rústica  Grande resistência a pragas  Pouca resposta à aplicação de fertilizantes  Cresce em solos pobres e degradados.
  15. 15.  Comparada ao arroz, banana, milho e sorgo, é mais eficiente em quantidade de energia líquida produzida /área/tempo.  Produz grande volume de raízes/ciclo curto/custo baixo, durante o ano inteiro.  7° lugar - volume de produção mundial  15° lugar - valor da produção ( baixo custo de produção)
  16. 16. Produtividade brasileira  14 t/ha  R$3400/ha ou US$1300 (tecnologia)= 22 t/ha (1.100 caixas/ha)  R$9,50/cx= retorno do triplo do capital investido / 4 a 5 meses  Tecnologia  Qualidade do produto  Aumenta aceitação  Aumenta o poder de barganha no momento da comercialização  Brasil – cultiva-se em todas as regiões  Sul e Nordeste  Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Paraíba  Nordeste  Importância social (alimento energético, vitaminas e proteína)  População mais carente e melhor clima  Produtividade é mais baixa
  17. 17. Região Área plantada (ha) Produtividade (t/ha) Norte 41.999 11,9 Nordeste 19.527 9,3 Sudeste 5.454 16,4 Sul 16.362 13,3 Centro-Oeste 163 16,9 Estados Área plantada (ha) Produtividade (t/ha) AM 399 21,67 ES 175 21,09 SC 1658 17,87 IBGE,2010
  18. 18. Cultura  Resistência à seca  Fácil cultivo – rudimentar  Sem fertilizantes, agrotóxicos ou irrigação.  Baixo custo de produção – demanda menos fertilizantes, irrigação e mão-de-obra.  Permite colheita prolongada – não há momento específico de colheita  Ciclo perene  Colheita pode ser parcelada, antecipada, ou retardada,
  19. 19. Desvantagens  É de “difícil” preparo  Descascada, picada e cozida  Tem aparência “ruim”  Tortuosidade das raízes  Torrões, pedras e fendas do solo.  Orifícios e galerias  Larvas de insetos  Nematóides  Tiririca  Altos teores de produtos fenólicos  Aumentam a resistência a pragas  Escurecimento da polpa quando exposta ao ar
  20. 20. Desvantagens  Forma manchas – produz látex que se fixa facilmente na pele e em tecidos - de difícil remoção.  Formação de gases - possui um inibidor da digestão que reduz a ação de enzimas digestivas como a tripsina e quimiotripsina (Ryan, 1981). O prolongamento do tempo de digestão favorece a fermentação dos alimentos no trato intestinal.  É pouco valorizada –  Exportação rara  Consumida por famílias de baixa renda - meio rural.  Raramente é citada como ingrediente em livros de receitas.
  21. 21. Vantagens  Baixo IG – Índice glicêmico  Libera a glicose de forma gradual  Alimento dos atletas  Louisiana Agricultural Experiment Station, em 1981 - Variedade Beauregard  Embrapa – Programa Biofort  = padrão proteico de suplementos vendidos até pouco tempo no exterior para controle da glicose no sangue de portadores do distúrbio  Rica em Betacaroteno  25 a 50g suprem a necessidade diária de provitamina A
  22. 22. Usos  Cozida  Frita -rodelas /palitos  Substituta do trigo – pães e bolos  Amido ou farinha  Indústria de alimentos - fabricação de doce em pasta ou cristalizado  polpa de batata-doce, açúcar e geleificante.  Alimentação animal  Produção de álcool
  23. 23. Raízes  Reserva ou tuberosa - constitui a principal parte de interesse comercial. Formam-se desde o início do desenvolvimento da planta, sendo facilmente identificadas pela maior espessura, pela pouca presença de raízes secundárias e por se originarem dos nós.  Absorvente, responsável pela absorção de água e extração de nutrientes do solo. As raízes absorventes se formam a partir do meristema cambial, tanto nos nós, quanto nos entrenós. São abundantes e altamente ramificadas, o que favorece a absorção de nutrientes
  24. 24.  Pele/Casca/Polpa - roxo, salmão, amarelo, creme ou branco  Roxo - antocianina  Laranja - betacaroteno  QUEBRA DA DOMINÂNCIA APICAL  As raízes tuberosas – desenvolvem gemas vegetativas que se formam a partir do tecido meristemático localizado na região vascular, quando a raiz é destacada da planta ou quando a parte aérea é removida ou dessecada.  As primeiras gemas e o maior número delas surgem nas extremidades .
  25. 25. Caule  O caule (rama), pode ser segmentado e utilizado como rama- semente  As ramas-semente emitem raízes em tempo curto – 3 a 5 dias  Dependem da temperatura e da idade do tecido .  Mais rápido  Temp. elevada  Ramas novas  Paredes menos lignificadas  Maior n° de células meristemáticas  Menor tempo para ocorrer o processo de totipotência
  26. 26. Propagação  a) Batatas - em promover a brotação de batatas selecionadas, utilizando-se posteriormente estas brotações inteiras, denominadas de mudas, ou segmentadas, denominadas de ramas- semente  Inverno muito rigoroso (túnel)  Batatas de boa qualidade  80 cm em leiras  10 cm em canteiros  Cobertas por 3 cm de solo  Baixa umidade (não apodrecimento das batatas)  20 ramas de 30cm/raiz  1 ha = 300 kg de batatas com massa média de 200 g.
  27. 27. Cont. Propagação  b) Ramas-semente ou estacas de uma cultura em desenvolvimento  Plantas matrizes – devem ficar em viveiros protegidos  Ideal = 60 cm do ponteiro  6-8 entrenós (cerca de 30 cm)  Matrizes devem ter 2 a 3 meses  Ramas - selecionadas e tratadas com defensivos  Partes mais novas (menos patógenos e mais vigor)  Termoterapia  Cultura de tecido meristemático
  28. 28. Cont. Propagação  c) cultivando-se uma área como viveiro de mudas  Para obter um ha com 30.000 plantas são necessárias 6.000 plantas em viveiro de 2° ciclo  2.000 m2 (2° ciclo); 400 m2 (1° ciclo);  Recontaminação – 3 ciclos  Isolados dos campos de produção  Pesquisas  Enraizamento de folhas (Martin, 1982);  Micropropagação in vitro (Love et al , 1987; Peters et al, 1989);  Cultura de protoplasma seguida do encapsulamento dos embriões para se obter sementes sintéticas (Torres et al, 1999).  Remoção das folhas das ramas-semente  Se destacam da rama em alguns dias após o plantio e, como o enraizamento ocorre em três a cinco dias, não se justifica a execução de tal trabalho, embora as folhas se constituam superfície transpirante que favorece a desidratação das ramas. Embrapa (2003)
  29. 29. The triple S system
  30. 30. The triple S system  Storage in Sand and Sprouting  Fornece mudas para plantio em áreas com períodos longos de seca
  31. 31. Clima e solo  Temperatura média > a 24 ºc  < 10 ºC, o crescimento da planta é severamente retardado  Não suporta geada  Pluviosidade anual média de 750 a 1000 mm (500 mm durante a fase de crescimento)  1ª semana após o plantio = a fase crítica de disponibilidade de umidade no solo  preferencialmente arenoso, bem drenado, sem presença de alumínio tóxico, com pH ligeiramente ácido e com alta fertilidade natural.  pH entre 4,5 e 5,5 = menor ocorrência de sarna (Streptomyces spp.).  Atenção!!! Solos muito ácidos, geralmente têm níveis elevados de alumínio solúvel = calcário dolomítico.
  32. 32. Cont. solo  Boa drenagem  Evitar lençol freático pouco profundo ou sujeitos a longos períodos de encharcamento  Formam raízes longas, denominadas de “chicote”.  Topografia  Pouco declive= mecanizadas  Relativamente acidentadas = leiras em nível  Preparo do solo  Leiras ou camalhões com 30 cm de altura, distanciadas de 80 cm  Sulcador com dois bicos  Arar e gradear antes  Fertilizantes devem ser distribuídos nas linhas correspondente às leiras, antes da sua construção, de forma que os fertilizantes fiquem localizados na base das mesmas (Embrapa, 2003). Foto: João Bosco Carvalho da Silva
  33. 33. Nutrição  Sistema radicular muito ramificado = eficiente na absorção de nutrientes (P)  raros os resultados positivos de adubação fosfatada (Breda Filho et al, 1966; Camargo et al., 1962; Camargo, 1951).  Rotação com outras hortaliças NÃO aduba.  Para uma produção de 30t/ha de raízes, extrai cerca de 129Kg/ha de N; 50kg/ha de P2O5 e 257Kg/ha de K2O (Miranda et al., 1987).  Alta disponibilidade de N= intenso crescimento da parte aérea, em detrimento da formação de raízes de reserva.  Deficiência de N= redução da fotossíntese, amarelecimento e queda das folhas basais.  Adubação nitrogenada até os 45 dias (entrelaçamento das ramas).
  34. 34. K, Ca e Mg  Metade da dose no plantio e o restante aos 45 dias.  Os nutrientes cálcio e magnésio são geralmente supridos através da calagem com calcário dolomítico.  Solos com baixa fertilidade (cerrado) aplicar 10 a 20kg/ha de bórax.  Matéria orgânica  Promove o arejamento facilitando o crescimento lateral das raízes  Ciclo relativamente longo, ocorre a liberação mais lenta dos minerais durante a decomposição da matéria orgânica mantendo um equilíbrio entre a formação de partes vegetativas e a acumulação de reservas.  20 a 30t/ha de esterco de gado
  35. 35. Cultivares  Variam - a cor da casca e polpa e formato  Preferência popular variável/região  Variedades locais - permuta entre produtores.  Porteirinha – MG, a cultivar local, denominada de Paulistinha, atingiu 54,50 t/ha, para a colheita realizada aos 200 dias (Resende, 2000).  Distrito Federal e contorno, a variedade Brazlândia roxa é a mais cultivada , produtividade média de 25t/ha (Miranda, 1989)  Adaptabilidade da cultivar às condições climáticas da região  Resistência a pragas e doenças ‘Beauregard’
  36. 36. Características de desenvolvimento da planta  Tamanho das folhas - estreitas e recortadas  Comprimento das ramas – longas > competição e dificultando os tratos culturais  Posição das batatas – Próximas ou distantes da planta.  Espessura da rama – Finas – menos suscetíveis ao ataque da broca-da-rama (Megastes pusialis) - o Ø da rama é insuficiente para a lagarta formar os casulos.  Cor da casca= da pele (não nota-se esfolamento).  Lavadores mecanizados comumente utilizados para cenoura e batata.  Ausência de defeitos – > valor comercial são as raízes lisas, retas, de formato alongado, ± 20 cm de comprimento e peso de ± 300g.
  37. 37. Plantio  Estaquia  Manual  Bengala  Distribuição das ramas ao longo da leira  Enterrar no mínimo 1/3 da rama
  38. 38. Preparo das leiras
  39. 39. Cont. plantio  Falta de água – plantar lateralmente e na base das leiras  Plantio mecanizado
  40. 40. Tratos culturais  Capina  Manualmente, uma vez que não existem herbicidas registrados para essa cultura.  Alta infestação de plantas daninhas  Preparo do solo duas ou três semanas antes do plantio  Emergência das plantas  Eliminação com herbicidas não residuais de ação de contato ou sistêmico, que deve ser aplicado na véspera do plantio.  Competição até 45 dias após plantio  Clima  Cultivar  Preservar a leira na capina
  41. 41. Tratos culturais  Amontoa  Reforma das leiras  Escarifica o solo, tornando-o mais solto  Veda as rachaduras do solo (raízes)  Insetos-praga fazem a postura diretamente nas raízes, favorecendo a sua danificação.  Uma única vez, alguns dias após a última capina  Manual ou mecânica (sulcador)  Antes do entrelaçamento das ramas  Replantio  Recomendada quando mais de 10% das ramas não vingarem.
  42. 42. Consórcio  Em pomares ou lavouras com plantas de porte alto, principalmente durante a fase de formação dessas plantas (Leal et al, 1996).
  43. 43. Irrigação  Irrigação  500 mm de lâmina de água/ciclo produtivo  Primeira semana após o plantio  Em termos práticos  Duas vezes por semana, até os 20 dias  Uma vez por semana, dos 20 aos 40 dias; e  A cada duas semanas, após os 40 dias até a colheita (Miranda et al., 1995).  A batata-doce possui um sistema radicular profundo (75 a 90cm) e ramificado  Explora maior volume de solo e absorver água em camadas mais profundas do que a maioria das hortaliças.
  44. 44. Colheita  Definido por tamanho e peso da batata (300g).  Antecipada  Menor produtividade  Retardada  Maior dano por insetos, por permitir maior número de ciclos das pragas, além de se formarem raízes grandes e frequentemente mais defeituosas.  Manual e mecanizada
  45. 45. Lavagem  Brasil  SP = 90% da batata-doce é lavada  Depende do solo  Argiloso  Arenoso  Deve ser evitada, pois prejudica a conservação e aumenta as perdas devido ao ataque de patógenos.  Correto  Escovar as batatas para retirar a terra.  Se lavar deve-se secá-las bem  Se houver necessidade de armazenamento, as batatas não devem ser lavadas (Miranda et al., 1995).  Manual ou mecanizada
  46. 46. Pós-colheita  Cura  Venda por atacado  80 – 86 °C  UR (85-95%)/ 4 – 7 dias  Formando uma epiderme corticosa  Perda de água  Aumento no teor de açúcares http://www.worldcrops.org/crops/Sweet-potato.cfm
  47. 47. Classificação e Embalagem  Normas NÃO oficiais de padronização de tamanho:  ExtraA - 301 a 400g  Lisas  Sem defeitos  Alongadas e uniformes  Diâmetro entre 5 e 8cm  Comprimento entre 12 e  Extra B - 201 a 300g  Especial – 151 a 200g  Diversos – 80 a 150g ou maiores que 400g.  A embalagem mais utilizada é a caixa tipo K, com capacidade para 24 a 26kg.
  48. 48. Comercialização  Volume de venda nos supermercados e nos atacadistas é pequeno.  Falta produção programada ou organizada - cooperativas ou associações.  O maior volume de vendas ocorre em mercados de periferia, como as feiras e quitandas  Ciclo vicioso de baixa qualidade do produto, baixo valor pago ao produtor, pouco investimento, baixo nível tecnológico.
  49. 49. Resistência a pragas e doenças  Uma das hortaliças mais cultivadas em períodos quando não se utilizavam agrotóxicos;  Presença de fitoalexinas, extraída pela primeira vez nesta planta, funcionavam como antibióticos naturais. Müller e Börger – 1940, citado porWoolfe (1992)  Quando as raízes são danificadas por fungos patogênicos, tais como Ceratocystis fimbriata (Clark & Moyer, 1988) ou Fusarium solani (Wilson, 1973) ou então invadidas por brocas como Euscepes postfasciatus (Uritani et al. 1975), a planta reage ao ataque, produzindo uma variedade de sesquiterpenos que tornam o tecido vegetal amargo e com odor forte (Schneider et al., 1984).
  50. 50. Controle da soqueira  Ramas  Pequenas batatas  Pedaços de raiz podem originar novas plantas, constituindo a soqueira  hospedam pragas e patógenos  Controle manual difícil  Herbicida
  51. 51. Rotação de culturas  Plantios sucessivos  Aumentam a ocorrência de pragas e doenças  Redução da produtividade.  Intercalar com milho  Deve ser evitado o plantio da batata-doce em seguida a uma leguminosa  excesso de N provoca grande desenvolvimento vegetativo e pouca produção de batatas.
  52. 52. Distúrbios  Produção intensiva, ocorre maior oportunidade de ataque de pragas e doenças  Reconhecimento precoce  Maioria das pragas e doenças importantes causa danos às raízes, depreciando o produto  Controle difícil  Produto químico no solo tem implicações sérias, dos pontos de vista toxicológico, ambiental e econômico
  53. 53. Cont. distúrbios  O sistema de propagação vegetativo favorece a disseminação de pragas e doenças  Crescem em contato com o solo ou próximo dele  Os cortes e ferimentos facilitam a penetração de microorganismos;  O teor de umidade dos tecidos é alto  Formados durante o crescimento vegetativo da planta- mãe  Não são protegidos por estruturas das flores e dos frutos  Não possuem mecanismos de "filtragem" de vírus (sementes verdadeiras).  Produz compostos fenólicos, fenoloxidase, látex e fitoalexinas que evitam a proliferação ou colonização dos patógenos  Danos maiores na fases de formação de mudas (viveiro) e de pós-colheita, quando são baixas as concentrações dessas substâncias de ação imunológica
  54. 54. Mal-do-pé (Plenodomus destruens)  Manchas, podridões e morte  Necrose úmida, que anela o caule e interrompe a absorção de água e nutrientes. 5 a 10 cm acima do colo (não sistêmica).  Na fase inicial, as plantas murcham e amarelecem. Plantas sobrevivem através das raízes adventícias  Nas necroses mais velhas ou sob a pele das raízes atacadas - pontuações negras brilhantes que são frutificações do fungo.  Fontes de inóculo  Ramas contaminadas - infecções no coleto da planta - grande quantidade de esporos – respingos  Incorporação dos restos da cultura
  55. 55. Controle  MIP  Desinfecção de ramas com fungicida à base de Thiabendazole (Tecto ou similar) com imersão durante 5 min em uma solução contendo 0,5% do princípio ativo, (Lopes & Silva, 1991)  Ramas-sementes retiradas das partes mais novas das plantas resultam em menor incidência de doença (Lopes & Silva, 1993).  Dentre as cultivares mais conhecidas, a cultivar Princesa é a que possui maior nível de resistência ao ataque do fungo (Lopes & Miranda, 1989).
  56. 56. Nanismo - SPFMV  É causada por uma das várias raças do vírus “Sweet potato feathery mottle virus" que é mundialmente disseminado.  Brasil - raça causadora do Nanismo (Di feo, 1989).  Redução de toda a parte aérea da planta; folhas cloróticas e pequenas, ramas finas e entre-nós curtos.   Cultura livre de vírus a produtividade pode dobrar  MIP  Isolamento de áreas superior a 90 m
  57. 57. Nematóides  Meloidogyne e Rotylenchulus são relatados como causadores de danos econômicos (Costilla, s.d).  Brasil - M. incognita e M. javanica  Ferimentos e rachaduras na batata  Ferimentos minúsculos crescem de acordo com o crescimento da raíz tuberosa.  Praticamente não reduz o crescimento – raízes adventícias  As mini galhas são recobertas por tecidos da raiz e formado câmaras - racham dificultando a identificação
  58. 58. Controle  Conhecer o histórico das áreas, evitando aquelas que tenham sido cultivadas com plantas suscetíveis como quiabo, feijão, tomate, alface e batata;  Utilizar cultivares resistentes;  Material sadio;  Nematicidas nas áreas de viveiros;  Fazer rotação de cultura com arroz, milho, cana ou outras gramíneas;  Fazer cultivo de crotalária ou outras plantas antagônicas;  Eliminar soqueiras.
  59. 59. Desordens não infecciosas  Fermentação – solo encharcado – formam etanol e acúmulo de CO2  Alta umidade  Entumecimento de lenticelas – diminui o crescimento e forma-se tecidos entumecidos (bolhas)  Raiz-chicote  Rachaduras  Nematóides  Bactéria Streptomyces sp.  Variações de temperatura  Flutuações de umidade no solo  Excesso de adubação nitrogenada  Escaldadura – exposição à radiação solar por mais de 30 min.  Coração duro - a raiz permanece dura após o cozimento. Ocorre quando as raízes são armazenadas à temperaturas baixas (1,5 ºC por um dia ou 10 ºC por 3 dias).
  60. 60. Cont. desordens  Decomposição interna - o tecido da raiz se torna esponjoso ou ocado. Solo (5 a 10 ºC) ou armazenamento por longo tempo em condições de baixa UR  Mutações somáticas - são deformações, variegações e fasciação (ramas geminadas)  Brotação prematura da raiz  Excesso de N e/ou MO  Excesso de irrigação  Dano severo na rama principal  Mal-do-pé  Broca-da-rama
  61. 61. Pragas  Broca-da-raiz (Euscepes postfasciatus, Coleoptera, Curculionidae) - não voa!!!  Broca-das-hastes (Megastes pusialis, Lepidoptera, Pyralidae) - danos severos
  62. 62.  Resistência da planta  Antibiose  Práticas culturais que favorecem o manejo de pragas  Utilização de material de propagação isento de pragas  Tratamento de ramas  Escolha da área  Isolamento da cultura  Preparo do solo  Adubação, correção da acidez, irrigação e capinas  Métodos biológicos  Plantas sadias  Cultivo de meristemas e indexadas para viroses  A manutenção de sistemas individuais de produção de ramas sadias  Restabelecimento das leiras  Antecipação da colheita  Destruição de soqueira  Rotação de culturas  Utilização de agrotóxicos

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