Leão, r. c. s. bauhinia kuntiana vogel

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Leão, r. c. s. bauhinia kuntiana vogel

  1. 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE BELÉM SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃOFUNDAÇÃO CENTRO DE REFERÊNCIA EM EDUCAÇÃO AMBIENT AL ESCOLA BOSQUE PROFESSOR “EIDORFE MOREIRA” RAPHAELA CIBELLY DOS SANTOS LEÃO USO, AÇÃO E FUNÇÃO DA BAUHINIA KUNTHIANA VOGEL NA ILHA DE CARATATEUA – BELÉM /PA Belém 2011
  2. 2. RAPHAELA CIBELLY DOS SANTOS LEÃOUSO, AÇÃO E FUNÇÃO DA BAUHINIA KUNTHIANA VOGEL NA ILHA DE CARATATEUA – BELÉM/PA Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Fundação Centro De Referência em Educação Ambiental Escola Bosque Professor “Eidorfe Moreira” como requisito a obtenção do título de Técnica em Meio Ambiente. Orientador: Prof. Msc. Breno Rodrigo de Oliveira Alencar Belém 2011
  3. 3. RAPHAELA CIBELLY DOS SANTOS LEÃO USO, AÇÃO E FUNÇÃO DA BAUHINIA KUNTHIANA VOGEL NA ILHA DE CARATATEUA – BELÉM/PATrabalho de Conclusão de Curso apresentado à Fundação Centro De Referência emEducação Ambiental Escola Bosque Professor “Eidorfe Moreira” como requisito aobtenção do título de Técnica em Meio Ambiente. Banca Examinadora:_____________________________________Profª. Msc. Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (Orientador)_____________________________________Profª. Msc. João Luis da Silva Lopes (Examinador)_____________________________________Profª. Camila Marreiro Pacífico Fonseca (Examinadora)Conceito: Excelente Belém, 14 de abril de 2011
  4. 4. Dedico esta obra à memória de meupai Lafaiett Leão, que de algumaforma, que eu não sei explicar, medeu forças para não fracassar nessabusca incansável pela felicidade.
  5. 5. AGRADECIMENTOS Não poderia começar essa parte do estudo (que tanto esperei) sem antesagradecer a Deus, aquele que fez com que tudo se tornasse concreto, apesar demuitas vezes achar que não teria forças para continuar uma força sobrenaturalsempre me manteve de pé. Ao meu orientador Breno Alencar, que me fez perceber o potencial queexiste em mim; acreditando que eu sou capaz, e que fez realidade um sonho. A minha mãe Patrícia, acima de tudo por ter me dado a vida, por investir emmim e pelas “broncas” que me fizeram refletir e ver meus erros, fazendo de mimuma pessoa melhor. Em especial a memória de meu pai Lafaiett. Aos meus avós Ana e Natalino, os quais eu admiro e agradeço a pessoa queme fizeram graças a criação que me foi dada. Ao meu único irmão Charles, que do seu próprio jeito sempre esteve ao meulado. Ao Jean, pelo companheirismo e carinho que existe entre nós, e por acreditarno meu potencial mesmo de olhos fechados. E por fim, agradeço aqueles que de alguma forma exerceram algumacontribuição para a minha formação pessoal e profissional.
  6. 6. RESUMO A espécie pesquisada foi a Bauhinia kunthiana Vogel, conhecidavulgarmente como escada-de-jabuti, a qual pertence a família Leguminosae, sendoesta uma trepadeira lenhosa. Esta pesquisa tem por objetivo discutir a importância,função e uso do cipó estudado, no contexto sócio-ambiental da Ilha de Caratateua,onde sua incidência é relativamente grande e interfere na dinâmica sócio-econômicade sua população. A pesquisa procurou identificar a espécie em questão (através devisita a RPPN e análise laboratorial na Embrapa), para melhor detalhar seus usos efunções para as populações da ilha, já que esse cipó é tão importante não só para apopulação, mas também para a biodiversidade do ecossistema onde está inserido.Mesmo que em pequena escala constatou-se que a população utiliza a Bauhiniakunthiana Vogel em seus usos artesanal e medicinal, e também reconhece a suaimportância para a Ilha de Caratateua. Palavras-Chave: Bauhinia kunthiana Vogel - Trepadeira Lenhosa – Ilha de Caratateua
  7. 7. ABSTRACT The species studied was the Bauhinia kunthiana Vogel, commonly knownescada-de-jabuti, which belongs to the family Leguminosae, which is a woody vine.This research aims to discuss the importance, function and use the vine studied inthe socio-environmental Caratateua Island, where its incidence is relatively large andinterferes with the dynamics of socio-economic population. The survey sought toidentify the species in question (seen through the PRNP and laboratory of Embrapa),to better detail their uses and functions for the population of the island, since thisvines so important not just for the people but also for biodiversity of the ecosystemwhere it is inserted. Even on a small scale it was found that the population uses theBauhinia kunthiana Vogel at his craft and medicinal uses, and also recognizes theirimportance to Caratateua Island. Keywords: Bauhinia kunthiana Vogel - woody vine - Caratateua Island
  8. 8. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1: Bauhinia kunthiana Vogel em seu habitat natural.................... 19Figura 2: População de cipós (Bauhinia kunthiana Vogel)................... 20Figura 3: Mudas de sementes de cipós (Bauhinia kunthiana Vogel)........ 21Figura 4: Bauhinia kunthiana Vogel..................................................... 22
  9. 9. LISTA DE TABELASTabela 1: Exemplos de cipós medicinais............................................... 16Tabela 2: Distribuição por sexo e faixa etária........................................ 25Tabela 3: Tempo de moradia............................................................... 26Tabela 4: Conhecimento sobre cipós.................................................... 26Tabela 5: Conhecimento sobre o uso da Bauhinia kunthiana Vogel......... 27
  10. 10. SUMÁRIOINTRODUÇÃO.............................................................................. 111 JUSTIFICATIVA........................................................................ 111.1 OBJETIVO GERAL...................................................................... 172 MATERIAIS E MÉTODOS.......................................................... 182.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO.................................... 182.2 PROCEDIMENTOS...................................................................... 223 RESULTADOS E DISCUSSÃO.................................................... 253.1 - PERFIL DEMOGRÁFICO – ANÁLISE DOS DADOS 25CONCLUSÃO................................................................................. 28REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................... 29REFERÊNCIAS CONSULTADAS......................................................... 29REFERÊNCIAS CITADAS NO TEXTO……………………..……….…………...... 29ANEXO.......................................................................................... 32
  11. 11. INTRODUÇÃO Esta pesquisa surgiu a partir de um seminário da disciplina IPC (Iniciação aPesquisa Científica), em Outubro de 2009, o qual relatava apenas a biologia de cipóscomo um todo, a forma de crescimento, os benefícios e malefícios, ou seja, ainfluência no meio onde está inserido. Após o seminário, foi feita uma resenha com omesmo tema. Em seguida, em Dezembro de 2009, na mesma disciplina, foi solicitadaa produção de um artigo. Este por sua vez sofreu algumas modificações em seuconteúdo, se comparado com o seminário. Desde então a pesquisa voltou-se para àIlha de Caratateua, Belém-PA, e não mas para toda a Amazônia, como foi propostoinicialmente, aliás algo bastante ambicioso para uma pesquisa de iniciação científica. 1 - JUSTIFICATIVA As trepadeiras lenhosas, mais conhecidas como cipós, sobem sobre suportes,utilizando outras plantas de apoio; logo, por não possuir apoio próprio, seu caule éestreito e flexível, proporcionando a ela elevadas taxas de crescimento. Embora hajamuito a aprender sobre este grupo de plantas, o qual foi deixado de lado durantemuito tempo, a diversidade e a importância ecológica das trepadeiras agora sãoamplamente reconhecidas, graças aos esforços de pesquisadores em todo o mundo,sendo raros os estudos anteriores a 1980. Segundo a classificação de Veloso (1992), trepadeiras são todas as plantaslenhosas ou herbáceas que vivem apoiadas em outras plantas ou substrato, cujasgemas, acima do solo, são protegidas por catáfilos1. Trepadeiras, portanto, sãoplantas cujo crescimento em altura depende da sustentação mecânica fornecida poroutras plantas. Enquanto as árvores investem recursos em tecidos de sustentação,trepadeiras investem em crescimento rápido em altura. As trepadeiras crescemgeralmente em direção ao dossel, sombreando as árvores que as sustentam ecompetindo com estas por luz, água e nutrientes. Gentry (1991) ressaltou que a falta de conhecimento da florística detrepadeiras é agravada por conta de não haver estudos nesse sentido, pois os1 Catáfilos são folhas reduzidas que geralmente protegem as gemas dormentes, com grandes reservasde nutrientes. Em alguns casos especiais, atuam como órgão de reserva. 11
  12. 12. levantamentos florísticos que abrangem todas as formas de vida dificilmenteabordam trepadeiras, já que estas plantas são mais difíceis de serem vistas porocuparem o dossel florestal, merecendo uma amostragem direcionada e intensa. Apesar de sua reconhecida importância ecológica, a atenção dirigida aoestudo das espécies desse grupo tem sido pequena e, além disso, embora apresentevasta distribuição, é provavelmente, o grupo de plantas menos coletado, devido àdificuldade de se trabalhar em florestas densas e ricas em espécies e pela altura emque se encontram. Como já foi dito anteriormente, até o final da década de 1980, oconhecimento da ecologia de trepadeiras era pouco explorado. Após a publicação detrabalhos sobre a biologia de plantas de hábito trepador, como o de Putz e Mooney(1991), houve maior interesse pelo estudo de trepadeiras. No Brasil, a partir dadécada de 1980, observou-se crescente empenho dos botânicos em estudar estegrupo, sendo publicados trabalhos que abordaram exclusivamente a florística, comoos de Putz (1983). Apesar de sua importância nas florestas tropicais, raramente as trepadeirassão tidas como objetos principais nos estudos florísticos, sendo, muitas vezes,coletadas casualmente. No Brasil, os poucos estudos florísticos que focaram maisespecificadamente as trepadeiras são recentes, tendo sido realizados na vegetaçãoamazônica (Gentry, 1978; Prance, 1994; Ribeiro et al., 1999), em floresta atlântica(Lima et al., 1997) e em floresta estacional semidecídua da região sudeste (Morellatoe Leitão Filho, 1996, 1998; Hora e Soares, 2002). Dentre os trabalhos florísticos queincluíram trepadeiras em sua listagem de espécies, pode-se citar Weiser e Godoy(2001), Stranghetti e Ranga (1998), Batalha et al. (1997), Bernacci e Leitão Filho(1996) e Torres (dados não publicados). Aspectos ecológicos foram abordados porHora e Soares (2002); Araújo e Martins (1999); Lombardi et al. (1999); Morellato eLeitão Filho (1996) e Romaniuc Neto e Godoi (dados não publicados). A importância de se estudar a população de trepadeiras, visa um melhormanejo e conservação dos fragmentos florestais, pois diversos trabalhos destacam ainvasão de trepadeiras como um problema para a manutenção do fragmento,interferindo na regeneração da população arbórea e aumentando a probabilidade dequeda de árvores. Por outro lado, os padrões fenológicos das trepadeiras são, 12
  13. 13. geralmente, complementares aos das árvores, resultando em um constantesuplemento de néctar, pólen e fruto para a fauna em períodos de escassez de frutosde espécies arbóreas. Representam em média, 21% das espécies de plantasutilizadas como alimento por ampla variedade de primatas tropicais. Floristicamentesão importantes, contribuindo com cerca de 25% da diversidade taxômica dasflorestas tropicais. Neste contexto é interessante mencionar que aproximadamentemetade das famílias de plantas vasculares possui espécies de trepadeiras. SegundoGentry (1991), 26 famílias de angiospermas incluem 85% de todas as trepadeiras doNovo Mundo e as mais ricas em espécies são Asclepiadaceae, Convolvulaceae,Leguminosae, Asteraceae, Bignoniaceae, Malpighaceae, Sapindaceae, Passifloraceae,Cucurbitaceae e Apocynaceae. Em fragmentos maiores, e possivelmente melhor conservados, o número deespécies de trepadeiras tende a ser menor. Porém, esta relação pode não serverdadeira, pois os levantamentos florísticos com ênfase em trepadeiras são raros enão existem informações suficientes sobre a riqueza de espécies de trepadeiras emáreas bem conservadas. As trepadeiras possuem estruturas especializadas para agarrar os suportes,às vezes chamadas de órgão de fixação ou “prehensile apparati” 2. O órgão defixação mais conhecido é a gavinha. As gavinhas podem ser folhas, folhas novas,estípulas, inflorescências, ramos ou caules (ex:. várias leguminosas). Na densavegetação dos arredores da floresta, existe uma abundância de suportes empotencial, os quais ajudam a explicar por que as trepadeiras são tão abundantesnesses locais. A probabilidade de encontrar suportes aumenta consideravelmentepelos movimentos circulares induzidos pelo crescimento dos caules e gavinha,denominados espirais de circunulação. Pesquisadores revelam que as trepadeirasespirais ficam alongadas em direção a suportes em potencial, aumentando aindamais a probabilidade de encontrar um apoio. Quando se encontram no dossel, as trepadeiras geralmente crescem entre ascopas das árvores. Estas conexões entre copas são muito importantes para osanimais que não conseguem voar ou planar por grandes distâncias e também paraaumentar a probabilidade de que essas árvores puxem as vizinhas quando caírem.2 Estrutura especializada para agarrar suportes 13
  14. 14. Segundo Kelly (1985) e Hegarty (1991), trepadeiras com gavinhas sãoagrupadas as plantas que se fixam a um suporte por meio de estruturas modificadasem gavinhas de origem diversa (cauliar, foliar, etc.), na qual se insere à Bauhiniakunthiana Vogel, objeto deste estudo. Em face à escassez de levantamentos, poucose pode concluir em relação às categorias de trepadeiras lenhosas. Apesar das diferentes formas de escalar das trepadeiras terem importânciareconhecida, tanto do ponto de vista taxonômico quanto ecológico, raros são osestudos voltados para a classificação e quantificação desses mecanismos deascensão nas espécies das formações vegetais brasileiras. Contudo, há de seconsiderar que esta classificação muitas das vezes torna-se complicada, pois diversasespécies combinam mais de um método de escalar, como é o caso de algumasespécies de leguminosas. O hábito de subir aparentemente evolui numerosas vezes no reino dasplantas. As famílias de plantas florescentes particularmente ricas em espécies detrepadeiras incluem Bigononiaceae, Vitaceae, Leguminosae, Menispermaceae eHippocrateaceae. Todas as espécies de alguns gêneros de trepadeiras incluemespécies de arbustos e árvores (ex: Bauhinia kunthiana Vogel). As trepadeiras são encontradas nas florestas dos trópicos até as zonasboreais dos hemisférios norte e sul, bem como nos desertos e florestas tropicaisúmidas. Entretanto, são mais diversificadas próximas ao equador. A maioria das trepadeiras regenera-se da semente ou como rebentosvegetativos das raízes ou caules caídos de indivíduos estabelecidos. As trepadeirascriadas a partir de sementes geralmente passam despercebidas, porque possuemapoio próprio e aparência de mudas de árvores. As pessoas com habilidades parareconhecer todas as espécies de árvores de uma floresta, geralmente pressupõemque as mudas não identificadas sejam trepadeiras. Após a perturbação, astrepadeiras tipicamente aumentam num primeiro momento e, em seguida, caem emabundância. No entanto, devido ao crescimento dos indivíduos que persistem, umafração da floresta tende a ser formada pela biomassa de trepadeiras. As trepadeirascontribuem para apenas 5% do total da biomassa acima do solo, as folhas detrepadeiras podem contribuir 40% da área foliar total da floresta. 14
  15. 15. A flexibilidade das trepadeiras aumenta a probabilidade de sobreviveremquando caem com as árvores hospedeiras. Conseqüentemente, muitas dastrepadeiras que proliferam em espaços de queda de árvores são botões detrepadeiras que sobreviveram à queda. Tanto o processo de fragmentação da floresta como os eventos deperturbação proporcionam um aumento de áreas com maior incidência luminosa,com clareiras e bordas, que favorecem o desenvolvimento dessa forma de vida. As trepadeiras são de grande relevância em muitas florestas tropicais. Elascompreendem cerca de 30% dos indivíduos e espécies das florestas tropicais, sendofreqüentemente citadas como as mais óbvias diferenças entre estas e as florestastemperadas. Além disso, em algumas florestas, a diversidade dessas trepadeiraspode ultrapassar 44% das espécies florestais, com média de 51 espécies porhectare. Um exemplo claro é o chá de Ayahuasca que é usado milenarmente poríndios da América do Sul, como instrumento espiritual e ritual. A ação do chá deve-seàs plantas utilizadas na sua preparação: O cipó Banisteriopsis caapi e as folhas doarbusto Psycotria viridis. Os efeitos observados são: alucinações, hipertensão,taquicardia, náuseas, vômito e diarréia. Podendo causar efeitos mais sérios aoorganismo e, portanto, merecem maior atenção (Costa; Figueiredo e Cazenave,2005). 15
  16. 16. Tabela 1: Exemplos de cipós medicinais Nome Vulgar Nome Científico Uso Local Modo de Usar Diabetes (em estudo), Escada-de- Bauhinia problemas Chá jabuti kunthiana Vogel intestinais, diarréia e ameba Pachyptera Febre e para Cipó D’alho Fricção e banho alliaceae acalmar criança Fricção e emplasto Lophostoma Reumatismo e (raspa e coloca-se Cipó Cumacaí calophylloides feridas no álcool para meissn passar à noite) Fricção (raspa da Tenaecium Cipó Curimbó Febre raiz e folha nocturnum queimada) Cipó Luira Guatteria scandens Para acalmar Banho ou Iuira ducke criança Chá (juntamente com semente de Cipó Puca Cissus sicyoides Derrame gergelim preto e arruda)Fonte: Pesquisa bibliográfica O único estudo fitossociológico de trepadeiras em floresta de terra firme naAmazônia Central é o de Maia (1991). Nesse estudo, a autora além de observaralterações na população de trepadeiras em função de tipo e estrutura do solo,registrou as mais ricas em espécies, dentre elas a Bauhinia kunthiana Vogel. A trepadeira Bauhinia kunthiana Vogel é de grande importância na regiãonorte, sendo usada em diversas atividades, como artesanato; principalmente naconfecção de arranjos; e medicinal, como remédio natural-caseiro utilizado pelaspopulações tradicionais da região contra diarréia e ameba, porém, a de maiordestaque está relacionada a cura da diabetes. No entanto, ainda não há dadoscientíficos concretos que provem a legitimidade desse processo. Além disso, as espécies de trepadeiras fornecem recursos, tais como brotos,flores e frutos para a fauna destas áreas (Morellato e Leitão Filho, 1996). Assim, asestratégias de manejos florestais e a legislação ambiental explicitamente consideramas espécies de trepadeiras em função de seu importante papel ecológico. 16
  17. 17. A “Lei da Natureza”, também conhecida como Lei de Crimes Ambientais(9.605/98), se encarrega de regularmente a prática de manejo de cipós. Segundo amesma, em seu artigo 46, referente a crimes contra a flora, afirma: Receber ou adquirir, para fins comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor, outorgada pela autoridade competente, e sem munir-se da via que deverá acompanhar o produto até final beneficiamento. Parágrafo Único- Incorre nas mesmas penas quem vende, expõe a venda, tem em depósito, transporta ou guarda madeira, lenha, carvão e outros produtos de origem vegetal, sem licença válida para todo o tempo da viagem ou do armazenamento, outorgada pela autoridade competente. Com pena de detenção, de seis meses a um ano, e multa. Em caso de haver uma área com grande incidência da Bauhinia kunthianaVogel, na qual ocorra a produção de carvão, sem que haja um manejo florestal dasespécies, pode-se autuar o infrator (produção, transporte, armazenamento e venda),segundo a lei acima. A evidência de que as trepadeiras podem representar grande parte dariqueza de espécies florestais, reforça a necessidade de novos estudos voltados paraessa espécie. Sendo assim, é fundamental incentivar esses estudos, pela suaimportância para o entendimento da dinâmica desses vegetais. 1.1 - OBJETIVO GERAL Analisar e descrever a importância da Bauhinia kunthiana Vogel, na ilha deCaratateua, exaltando seus diversos usos, tais como: medicinal, artesanal e noecossistema onde está inserido; assim, promovendo a conscientização da populaçãoda ilha em torno do uso, ação e função da espécie em questão. 17
  18. 18. 2 - MATERIAIS E MÉTODOS 2.1 - CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O local onde foi realizado este estudo é classificado como uma ReservaParticular do Patrimônio Natural (RPPN), o qual possui uma área de 70 hectares,localizada na Avenida Manoel Barata, próximo ao CEFAP, na ilha de Caratateua,Belém-PA. Custódio, responsável pela mesma, afirma que na área situava-se a EscolaAgrícola Manoel Barata que devastou o espaço há 80 anos atrás para a exploração euso do solo. Anos depois foi abandonada quando esta instituição foi transferida paraCastanhal, dando origem ao Instituto Federal de Educação Técnica. Há um manejo de flora nas clareiras da reserva, com o plantio de espéciescentenárias, a exemplo do cedro (Cedrus sp.) e do Angelim (Andira sp.). O objetivoda reserva é extrair sementes dessas espécies para reflorestar outras áreasdevastadas. A reserva possui vários convênios, e um deles é com a Fundação EscolaBosque (Funbosque), onde estudo, sendo que com esta é apenas verbal, nadaoficial. Quando a Funbosque foi criada, ocorreu uma parceria entre ambas, havendovisitas na reserva diariamente. Na ocasião do reconhecimento do cipó escada-de-jabuti (Bauhinia kunthianaVogel), dia 15/04/2010, saímos da casa do responsável às 8h. Após 26 minutos decaminhada chegamos ao local onde há a maior incidência desta espécie. Essaprimeira população visitada está situada em área de terra-firme. Ela possui mais de30 anos de longevidade e uma extensão em torno de 50 metros. Sua vegetação écomposta por espécies de 15 a 30 anos de longevidade, com grande biodiversidade,e há a presença de outras espécies de cipós, dentre eles o cipó-de-fogo (Davilla sp.),do qual se extrai água potável. A mata do local é secundária, com resquícios deprimária, a qual está sendo reflorestada com espécies centenárias. 18
  19. 19. Figura 1: Bauhinia kunthiana Vogel em seu habitat natural Fonte: Autora O ambiente onde está presente o cipó Bauhinia kunthiana Vogel é totalmentecoberto pelo mesmo, formando um micro clima com ar frio, ventilado e sem apresença de sol, ou seja, sombreado. Os cipós se entrelaçam desde o chão até ospontos mais altos das árvores. A visualização da população foi feita desde a raiz daplanta matriz, ao redor da mesma, até o ponto de melhor visualização da populaçãocomo um todo. Toda a população observada é apenas uma unidade, sendo que,quando o caule encosta na terra brotam filhos da mesma. 19
  20. 20. Figura 2: População de cipós (Bauhinia kunthiana Vogel) Fonte: Autora Perto da primeira população existe outra, sendo essa menor que a primeira.Ela também possui mais de 30 anos, com caule de 59 cm de diâmetro. Nessasegunda população chegamos às 9h 51min. Nas proximidades de ambas aspopulações, e no caminho que as liga, há grande incidência de mudas de sementesdo cipó Bauhinia kunthiana Vogel A reserva possui 20 populações do cipó estudado,nesse dia de observação, foi possível a visualização de duas delas, sendo elas asprincipais. 20
  21. 21. Figura 3: Mudas de sementes de cipós (Bauhinia kunthiana Vogel) Fonte: Autora O período de floração da Bauhinia kunthiana Vogel, ocorre sempre no mêsde setembro (verão paraense). Mas, com as irregularidades climáticas, essefenômeno pode ocorrer antes do previsto. O que poucos sabem é a diferença de umcipó para uma raiz. O cipó cresce de baixo para cima, e a raiz vai de cima para baixo.Outra observação é que a Bauhinia kunthiana Vogel não germina em área de várzea. O cipó Bauhinia kunthiana Vogel possui dois tipos de germinação: atravésdas sementes, ou do encontro dos cipós com o solo. A Bauhinia kunthiana Vogelgermina facilmente, necessitando apenas de adubação, de preferência aduboorgânico, e também de uma cobertura com serragem, ou com pedaços de pau podre(peneirado). A Bauhinia kunthiana Vogel é do mesmo gênero da “pata de vaca”, e ambaspossuem a mesma substância, que é a insulina, usada para diabetes, sendo que, naBauhinia kunthiana Vogel, essa substância é mais concentrada. Porém, a medicinaainda não estudou o potencial desse cipó no tratamento do diabetes. 21
  22. 22. Figura 4: Bauhinia Kunthiana Vogel Fonte: Autora Após 2h 17min de caminhada para o reconhecimento da espécie, retornamosao ponto de partida. 2.2 - PROCEDIMENTOS Como já foi dito, a princípio a pesquisa buscava relatar todas as espécies decipós da ilha, no entanto esta proposta era ousada demais. Mas, com o decorrer dapesquisa, e diálogos com vários professores da Funbosque a pesquisa sofreumodificações. A partir de então foi determinado, através de orientação, que a mesmaseria realizada em apenas uma área da ilha, e focaria em apenas uma espécie decipó, a Bauhinia kunthiana Vogel. Essa espécie foi escolhida por possuir múltiplas 22
  23. 23. funções, tais como: medicinais, artesanais e também por ser importante para oecossistema onde está inserida. Logo, a pesquisa, assim definida poderia detalharmais à fundo o potencial desse cipó, sem perder o seu objetivo inicial. Essa etapateve fim em Março de 2010. O próximo passo foi a escolha da área de estudo. No início foi difícil defini-la,pois precisávamos de uma área com uma extensão consideravelmente grande, etambém pouco modificada antropicamente, tornando a pesquisa mais exequível emelhor para a observação do material de estudo. Existiam três possíveis áreas; aRPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), o Queiral3 e por fim a ilha de SantaCruz. Mas, para até mesmo facilitar a familiarização com à área de estudo, optou-sepela RPPN, por conta de ser uma área já conhecida por visitas anteriores, sendo que,o que parecia ser tão simples, acabou sendo uma das etapas mais complicadas dapesquisa. Pois, ter acesso à área de interesse foi difícil, e teve uma demora deaproximadamente um mês. Houve também a hipótese da pesquisa ser realizada nasdelimitações da Funbosque, pela presença de cipós na área, no entanto tornaria apesquisa um tanto limitada. Assim, a visita à RPPN para o estudo do cipó Bauhiniakunthiana Vogel só foi realizada em Abril de 2010. Após o estudo de campo, surgiu a necessidade de haver o reconhecimentoflorístico do cipó, neste caso a Bauhinia kunthiana Vogel, pois por não saberexatamente a espécie desse cipó, certas afirmações não poderiam ser feitas. Sendoassim, uma amostra do cipó foi levada para o Herbário IAN da Embrapa, para análiseflorística. O resultado dessa análise, cujo processo de identificação se deu pelacomparação com o acervo do Herbário da Embrapa e classificação dos gêneros emfamília segundo APG III, permitiu identificar a espécie como sendo da famíliaLeguminosae-Caesalp, cujo nome cientifico é Bauhinia kunthiana Vogel,popularmente conhecida como “Escada-de-jabuti”. No mês de junho de 2010, na ocasião das comemorações da “Semana doMeio Ambiente”, foi realizado na Funbosque um seminário discente, no qual a fasepreliminar da pesquisa foi apresentada. No mês seguinte, Julho, a mesma pesquisafoi apresentada na 62ª Reunião Anual da SBPC, em Natal-RN, com apresentação de3 Esta área foi indicada por possuir grande incidência de cipó, assim sendo viável ter esta como áreade estudo. 23
  24. 24. pôster. Nesta oportunidade mantive contato com outros pesquisadores que sedemonstraram interessados com o conteúdo da pesquisa, devido ser este um temapouco abordado e explorado, obtendo o certificado de apresentação. Por fim, foram realizadas entrevistas no mês de Novembro de 2010 commoradores do bairro da Brasília. A mesma de deu aleatoriamente. O objetivo eraobter dados sobre o perfil dessa população e o conhecimento da mesma sobre asfunções dos cipós existentes na ilha e as formas de uso da espécie em questão. Asentrevistas seguiram o modelo de formulário com base em perguntas fechadas eabertas. 24
  25. 25. 3 - RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 - PERFIL DEMOGRÁFICO – ANÁLISE DOS DADOS O trabalho de campo teve 11 colaboradores dos sexos masculino e feminino,todos moradores da ilha de Caratateua, conforme descritos na tabela a seguir: Tabela 2: Distribuição por sexo e faixa etária Sexo Idade Homens Mulheres Total 21-30 01 -- 01 31-40 -- 01 01 41-50 -- 03 03 51-60 02 02 04 61-70 -- 02 02 Total 03 08 11 Fonte: Formulário De acordo com esta tabela é possível observar que a maioria dospesquisados é do sexo feminino, o que indica que as mulheres possuem maiordomínio sobre as utilidades dos cipós.Considerando as respostas obtidas durante asentrevistas pode-se perceber que a maioria das mulheres são dona de casa. Logo,são mulheres que cuidam dos filhos e utilizam seus conhecimentos acerca do uso decipós para cura e tratamento de doenças, muito comum às crianças e adolescentesda região. É possível perceber também que a maioria dos entrevistados possui entre 45e 70 anos, o que indica que o conhecimento derivado do uso do cipó Bauhiniakunthiana Vogel para tratamento e outros fins (artesanatos, etc.) é mais comumentre pessoas mais idosas. No que se refere ao tempo de moradia no local a tabela a seguir indica queos entrevistados residem no local há cerca de 12,3 anos, tempo suficiente parafamiliarização e contato com esta espécie, assim como com o conhecimentosderivados de seu uso. 25
  26. 26. Tabela 3: Tempo de Moradia Nome Tempo de moradia (em anos) A 07 B 01 C 13 D 20 E 25 F 25 G 07 H 06 I 06 J 20 K 06 Média 12,3 Fonte: Formulário Dos 11 colaboradores da pesquisa, 08 possuem conhecimento dos cipósexistentes na ilha, e apenas 03 não possuem conhecimento nesse sentido. Noentanto 09 têm conhecimento das formas de uso, enquanto 02 não possuemconhecimento algum no uso de cipós. Podendo assim concluir que a população daIlha de Caratateua possui um conhecimento voltado para a utilização de cipós.Observe a tabela abaixo: Tabela 4: Conhecimento sobre Cipós Nome De que forma você utiliza os Cipós? A “Não conheço, mas sei que serve para amarração e para embebedar peixes no rio.” B ------------------------------------------------------------- C “Não utilizo, mas sei que é bom pra fazer chá, para artesanatos e também para amarração de cercados.” D “Alguns para chá e outros para a fabricação de artesanatos.” E “Não utilizo, mas sei que é utilizado em artesanatos para decoração, e para envenenar peixes para pescar.” F “Não utilizo, mas serve para artesanatos.” G “Na amarração ou tecimento de instrumentos, e também para chá e banho.” H ------------------------------------------------------------- I “Não utilizo, mas serve para artesanatos em geral.” J “Artesanatos, amarração de cercados e para brincar de pular corda.” K “Para temperar tucupi.”Fonte: Formulário 26
  27. 27. No que se refere ao cipó estudado, a Bauhinia kunthiana Vogel, dos 11colaboradores da pesquisa, 6 possuem conhecimento da existência dessa espécie nailha, e 05 não possuem conhecimento nesse sentido. No entanto 05 têmconhecimento das formas de uso, enquanto 06 não possuem conhecimento algum nouso da espécie Bauhinia kunthiana Vogel. Levando-nos a concluir que a população dailha de Caratateua possui um conhecimento mediano quando se trata dessa espécieem particular. Observe a tabela abaixo: Tabela 5: Conhecimento sobre o uso da Bauhinia kunthiana Vogel Nome De que forma você utiliza a Bahinia kunthiana Vogel? A ------------------------------------------------------------- B ------------------------------------------------------------- C “Não utilizo, mas é um remédio anti-flamatório.” D “Na forma de remédio.” E ------------------------------------------------------------ F ------------------------------------------------------------ G “ Na forma de chá.” H ------------------------------------------------------------- I ------------------------------------------------------------ J “ Não fabrico, mas utilizo artesanatos feitos da escada-de-jabuti.” K “Não utilizo, mas sei que serve medicinalmente.”Fonte: Formulário 27
  28. 28. CONCLUSÃO A espécie pesquisada foi a Bahinia kunthiana Vogel, conhecida vulgarmentecomo escada-de-jabuti, a qual pertence a família Leguminosae, sendo esta umatrepadeira lenhosa. A extensão das populações estudadas evidencia o quanto essa espéciedesenvolve-se rapidamente, e a presença de mudas próximas a elas nos prova quede fato essa espécie é polinizada por insetos. E por fim constata-se que é umaespécie que pode caracterizar matas secundárias. No que se trata do conhecimento tradicional da população sobre cipós,conclui-se que a população da ilha possui conhecimento dos cipós existentes namesma, e conhece os seus usos. Já sobre a Bauhinia kunthiana Vogel, conclui-se queo conhecimento da população é menor comparado ao conhecimento sobre os cipósem geral. Mesmo que em pequena escala constatou-se que a população utiliza aBauhinia kunthiana Vogel em seus usos artesanal e medicinal, e também reconhecea sua importância para a ilha de Caratateua. Porém, não é um conhecimento elevadoe unânime. Mas saber que existe esse conhecimento torna mais fácil explorar opotencial da espécie na ilha, e trabalhar a conscientização ambiental, para não vir adegradar áreas onde está presente a Bauhinia kunthiana Vogel. 28
  29. 29. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASREFERÊNCIAS CONSULTADASCOSTA, M. S. M.; FIGUEIREDO, M. C.; CAZENAVE, S. O. S. Ayahuasca: Uma abordagem toxicológica do uso ritualístico. Campinas, Revista de Psiquiatria Clínica, v. 32, n. 6, pp. 310-318, 2005.MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI. Diversidade Amazônica. Flora. Amazônia Destaque. Belém, Museu Paraense Emílio Goeldi/CNPq, n.3 e 4, 1997.OLIVEIRA, A. N.; AMARAL, I. L.; RAMOS, M. B.; FORMIGA, K. M. Aspectos florísticos e ecológicos de grandes lianas em três ambientes florestais de terra firme na Amzônia Central, Manaus, Amazonas. Manaus, Acta Amazônica, v. 38, n. 1, pp. 421-430, 2008.PUTZ, F. E. Ecologia das Trepadeiras. Ecologia. Info, n. 24, 2006. Acesso em janeiro de 2011. Disponível em http://www.ecologia.info/trepadeiras.htmREZENDE, A. A.; RANGA, N. T. Lianas da Estação ecológica do Noroeste Paulista. São José do Rio Preto/ Mirassol, São Paulo. Feira de Santana, Acta Botanica Brasilica, v. 19, n. 2, pp. 243-279, 2005.TIBIRIÇÁ, Y. J.; COELHO, L. F.; MOURA, L. C. Florística de lianas em um fragmento de floresta estacional semidecidual, Parque Estadual de Vassununda, Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo. Feira de Santana, Acta Botanica Brasilica, v. 20, n. 2, pp. 339-346, 2006.UDULUTSCH, R. G.; ASSIS, M. A.; PICCHI, D. G. Florística de trepadeiras numa floresta estacional semidecídua, Rio Claro – Araras, São Paulo. São Paulo, Revista Brasileira de Botânica, v. 27, n. 1, pp. 125-134, 2004.REFERÊNCIAS CITADAS NO TEXTOARAÚJO, F. S. & MARTINS, F. R. Fisionomia e organização da vegetação do carrasco no Planalto de Ibiapaba, estado do Ceará. Feira de Santana, Acta Botanica Brasilica, v. 13, n.1, pp. 1-13, 1999.BATALHA, M. A.; ARAGAKI, S. & MANTOVANI, W. Florística do cerrado em Emas (Pirassununga, SP). São Paulo, Boletim de Botânica da Universidade de São Paulo, n. 16, pp. 49-64, 1997. 29
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