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Leishmaniose

Caroline Landim
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Leishmaniose

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Leishmaniose
TAXONOMIA
Protozoário: Leishmania braziliensis
Reino: Protista
Sub-reino: Protozoa
Filo: Saracomastigophora
Sub-Filo: Mastigophora
Classe: Zoomastigophores
Ordem: Kinetoplastida
Família: Tripanosomatidae
Gênero: Leishmania
O QUE É A LEISHMANIOSE?
É uma doença transmitida por protozoários do
gênero Leishmania. No Brasil existem atualmente
seis espécies de protozoários responsáveis por
causar doença humana. As variedades mais
encontradas são a Leishmaniose Visceral (LV) e a
Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA).
O AGENTE ETIOLÓGICO
A leishmaniose é causada por
protozoários flagelados
chamados Leishmania
brasiliensis e Leishmania
chagasi, que invadem e se
reproduzem dentro
das células que fazem parte
do sistema imunológico da
pessoa infectada. Estes são
parasitas de células fagocitárias
de mamíferos e utilizam o flagelo
nas fases extracelulares do seu
ciclo de vida.
TRANSMISSÃO
A leishmaniose é
uma doença não
contagiosa, transmiti
da através da picada
do mosquito
flebótomo, conhecido
popularmente por
mosquito
palha, cangalhinha
ou birigui.
CICLO DE VIDA
A doença é transmitida através da picada do mosquito – o flebótomo. O mosquito, ao
picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal
silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da
leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando-
se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for
picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar o parasita na sua corrente
sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença.
* Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contato de um cão contaminado com
um sadio ou o simples contato do cão com o homem não constituem qualquer perigo
de contaminação da doença como frequentemente se pensa.
• A contaminação cão-cão só poderia ocorrer se se usasse a mesma agulha de
vacinação num infectado e em outro não infectado, por exemplo.
→ O período de incubação, isto é, desde a picada do mosquito até ao aparecimento dos
primeiros sintomas da doença é muito variável, de dez dias a dois anos, e isso
também dificulta o diagnóstico.

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  • 2. TAXONOMIA Protozoário: Leishmania braziliensis Reino: Protista Sub-reino: Protozoa Filo: Saracomastigophora Sub-Filo: Mastigophora Classe: Zoomastigophores Ordem: Kinetoplastida Família: Tripanosomatidae Gênero: Leishmania
  • 3. O QUE É A LEISHMANIOSE? É uma doença transmitida por protozoários do gênero Leishmania. No Brasil existem atualmente seis espécies de protozoários responsáveis por causar doença humana. As variedades mais encontradas são a Leishmaniose Visceral (LV) e a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA).
  • 4. O AGENTE ETIOLÓGICO A leishmaniose é causada por protozoários flagelados chamados Leishmania brasiliensis e Leishmania chagasi, que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico da pessoa infectada. Estes são parasitas de células fagocitárias de mamíferos e utilizam o flagelo nas fases extracelulares do seu ciclo de vida.
  • 5. TRANSMISSÃO A leishmaniose é uma doença não contagiosa, transmiti da através da picada do mosquito flebótomo, conhecido popularmente por mosquito palha, cangalhinha ou birigui.
  • 6. CICLO DE VIDA A doença é transmitida através da picada do mosquito – o flebótomo. O mosquito, ao picar um ser infectado para se alimentar – que tanto pode ser o cão como um animal silvestre ou o próprio homem – absorve o parasita (agente causador da leishmaniose) que se desenvolverá atacando algumas células sanguíneas tornando- se infectante após cerca de sete dias. Ao fim deste tempo, quando o mosquito for picar outro vertebrado para se alimentar, vai deixar o parasita na sua corrente sanguínea, onde se reproduzirá e provocará a doença. * Sem o mosquito não haverá o ciclo. Por isso, o contato de um cão contaminado com um sadio ou o simples contato do cão com o homem não constituem qualquer perigo de contaminação da doença como frequentemente se pensa. • A contaminação cão-cão só poderia ocorrer se se usasse a mesma agulha de vacinação num infectado e em outro não infectado, por exemplo. → O período de incubação, isto é, desde a picada do mosquito até ao aparecimento dos primeiros sintomas da doença é muito variável, de dez dias a dois anos, e isso também dificulta o diagnóstico.
  • 7. MANIFESTAÇÕES ESTA DOENÇA PODE SE MANIFESTAR DE DUAS FORMAS: LEISHMANIOSE TEGUMENTAR OU CUTÂNEA E A LEISHMANIOSE VISCERAL OU CALAZAR.
  • 8. Leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta, conhec ida como “ferida brava”.
  • 10. VISCERAL OU CALAZAR, É UMA DOENÇA SISTÊMICA, POIS AFETA VÁRIOS ÓRGÃOS, SENDO QUE OS MAIS AFETADOS SÃO O FÍGADO, BAÇO E MEDULA ÓSSEA. SUA EVOLUÇÃO É LONGA PODENDO, EM ALGUNS CASOS, ATÉ ULTRAPASSAR O PERÍODO DE UM ANO.
  • 11. SINTOMAS E DIAGNÓSTICO Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. • Na tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. • Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço. → O diagnóstico da leishmaniose é feito através de um exame de sangue, a fim de encontrar anticorpos específicos; biópsia ou raspadura da lesão - no caso de feridas.
  • 12. PREVENÇÃO Medidas de prevenção e controle ainda não foram capazes de impedir a ocorrência da doença. Entretanto, usar repelentes, armazenar adequadamente o lixo orgânico (a fim de evitar a ação do mosquito), evitar banho de rio ao entardecer, visitar o médico em casos de feridas, evitar animais domésticos com feridas características, não utilizar agulhas utilizadas por terceiros, são medidas individuais que diminuem a probabilidade de ser contaminado. • Vale ressaltar, também, que existem repelentes especiais para cães, evitando que sejam picados pelos mosquitos.
  • 13. TRATAMENTO O tratamento é feito não só visando a cura clínica, mas também o impedimento de que a doença evolua para as outras formas mais graves e, também, para evitar recidivas. • No homem, quando a doença é diagnosticada a tempo, o tratamento e cura é possível, com medicamentos específicos. • No cão a doença é incurável, mas pode ser tratada se o estado geral de saúde do cão for aceitável e principalmente se a doença não tiver atingido um elevado grau de desenvolvimento. O cão, quando tratado a tempo, conserva uma boa qualidade de vida. O tratamento elimina os sintomas mas o animal continua portador. No entanto, depois de tratado, deixa de ser transmissor.
  • 15. CURIOSIDADES → Nos meses de julho, agosto e setembro é mais favorável a picada do mosquito; → O inseto mede de 2 a 3 mm; → 88 países são considerados regiões endêmicas (Américas, África, Ásia e sul da Europa); → 350 milhões de pessoas estão sob risco de infecção; → Cerca de 15 milhões de pessoas estão infectadas; → Estima-se que ocorram aproximadamente de 1.5 - 2 milhões de novos casos por ano; → Vacinas preventivas e curativas estão sendo testadas com resultados muito esperançosos.
  • 17. GRUPO Caroline Landim Ana Carolina Evangelist Luzia Patrícia 2º ano B - Agrimensura