08 nervos espinhais e cranianos

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08 nervos espinhais e cranianos

  1. 1. NERVOS ESPINHAIS E CRANIANOS Profa. Fernanda Radicchi Campos Lobato de Almeida Departamento de Morfologia - ICB
  2. 2. Nervos - Generalidades Cordões esbranquiçados, constituídos por feixes de fibras nervosas reforçadas por tecido conjuntivo. Unem o SNC aos órgãos periféricos. Nervos espinhais: união feita com a medula espinhal. Nervos cranianos: união feita com o encéfalo.
  3. 3. Nervos - Generalidades Função: conduzir, por meio de sua fibras, impulsos nervosos do SNC para a periferia (impulsos eferentes) e da periferia para o SNC (impulsos aferentes). Envoltos por bainhas conjuntivas: epineuro (envolve todo o nervo, emite septos para seu interior), perineuro (envolve feixes de fibras nervosas), endoneuro (envolve cada fibra, tecido conjuntivo frouxo).
  4. 4. Bainhas conjuntivas
  5. 5. Nervos - Generalidades Bainhas: conferem grande resistência; são mais espessas nos nervos superficiais (proteção contra traumatismos). São muito vascularizados. Quase totalmente desprovidos de sensibilidade (estímulo do nervo).
  6. 6. Nervos Espinhais Têm origem na medula espinhal. Responsáveis pela inervação do tronco, membros e parte da cabeça. Formados pela união de duas raízes: dorsal (junção de numerosos filamentos radiculares do sulco lateral dorsal), ventral (junção de numerosos filamentos radiculares do sulco lateral ventral).
  7. 7. Filamentos radiculares
  8. 8. Nervos Espinhais Raiz dorsal: gânglio espinhal (corpos de neurônios sensitivos pseudounipolares, cujos prolongamentos central e periférico formam a raiz). Raiz ventral: axônios dos neurônios dos cornos ventral e lateral da medula. União da raiz dorsal (sensitiva) com a raiz ventral (motora) origina o tronco do nervo espinhal (misto).
  9. 9. Raiz dorsal do nervo espinhal Gânglio espinhal Nervo espinhal Raiz ventral do nervo espinhal
  10. 10. Nervos Espinhais Encontrados em todos os níveis da medula. Número varia nas diferentes regiões. Oito pares nervos cervicais, doze pares torácicos, cinco pares lombares, cinco pares sacrais, um par coccígeo (total de 31 pares). Costumam ser denominados conforme sua origem e posição (C6, T1, L2 etc).
  11. 11. Nervos Espinhais Após deixar o canal vertebral, se dividem em ramos, se distribuem para os diversos territórios a serem inervados. Às vezes, se anastomosam (unem com nervos vizinhos): plexos nervosos (braquial e lombossacral). Unissegmentares (origem em apenas um segmento medular), plurissegmentares (formados a partir de plexos nervosos; maioria nervos periféricos).
  12. 12. Nervos Espinhais - Função
  13. 13. Componentes funcionais Dois tipos de fibras nervosas. Aferentes (sensitivas): têm origem em diferentes receptores e conduzem ao SNC diferentes modalidades de informação sensorial. Interoceptores (viscerais); proprioceptores ou exteroceptores (somáticas) Eferentes (motoras): conduzem impulsos do SNC para os órgãos efetuadores.
  14. 14. Fibras Aferentes Somáticas exteroceptivas: conduzem impulsos originados no mundo externo (temperatura, tato, pressão, dor). Somáticas proprioceptivas: conduzem ao SNC sensações originadas no próprio corpo, geradas por ele (disposição do corpo no espaço); receptores sensoriais localizados nas articulações, músculos e tendões, podem conscientes ou inconscientes.
  15. 15. Fibras Aferentes Viscerais visceroceptivas (interoceptivas): conduzem informações originadas nas vísceras (“plenitude” gástrica, dor visceral).
  16. 16. Fibras Eferentes Somáticas: irão inervar musculatura esquelética. Viscerais: irão inervar músculo liso, músculo cardíaco e glândulas.
  17. 17. Fibras nervosas Ne. Espinhal Aferentes Somáticas Exteoceptivas Proprioceptivas Viscerais Eferentes Somáticas Viscerais Visceroceptivas ou interoceptivas
  18. 18. Nervos Cranianos Nervos que têm origem no encéfalo. Constituem doze pares. Diferem dos nervos espinhais quanto à origem, estrutura e função. Origem: espinhais – mesma (varia apenas o nível em que a conexão é feita com a medula); cranianos – diferentes para cada nervo.
  19. 19. Nervos Cranianos Estrutura: alguns (olfatório e óptico) semelhantes aos feixes de fibras encontradas no SNC. Função: alguns são mistos; outros exclusivamente sensitivos ou motores. Região da cabeça existem órgãos do sentido “especiais” (órgãos auditivos ou para a visão). Fibras que conduzem estas sensações: aferentes especiais.
  20. 20. Nervos Cranianos Fibras motoras que inervam a maior parte da musculatura da face: motoras viscerais especiais. Classificação funcional das fibras dos nervos cranianos é mais complexa.
  21. 21. Classificação funcional - fibras Fibras aferentes somáticas: conduzem impulsos de temperatura, dor, pressão, tato e propriocepção; origem em extero e proprioceptores. Fibras aferentes somáticas especiais: origem na retina e ouvido interno; relacionam-se com visão, audição e equilíbrio. Fibras aferentes viscerais gerais: origem em visceroceptores; impulsos relacionados à dor visceral.
  22. 22. Classificação funcional - fibras Fibras aferentes viscerais especiais: originam-se em receptores gustativos e olfatórios (viscerais, localizados em sistemas viscerais: SD, SR). Fibras eferentes somáticas: inervam músculos estriados esqueléticos miotômicos. Fibras eferentes viscerais especiais: inervam músculos estriados esqueléticos branquioméricos. Fibras eferentes viscerais gerais: inervam músculo liso, músculo cardíaco e glândulas.
  23. 23. Nervos Cranianos
  24. 24. Nervo Olfatório (I) Numerosos pequenos feixes nervosos, mucosa olfatória da cavidade nasal. Não é um nervo único; conjunto de filetes nervosos que atravessam a lâmina crivosa do osso etmóide, penetram no crânio e atingem o bulbo olfatório. Exclusivamente sensitivo, responsável pelo olfato. Fibras aferentes viscerais especiais.
  25. 25. Nervo Óptico (II) Mais calibroso dos nervos cranianos. Origem na retina; conectam-se com o quiasma óptico (base do encéfalo), onde as fibras se cruzam, continuam no trato óptico, terminam no corpo geniculado lateral. Exclusivamente sensitivo. Responsável pela visão. Fibras aferentes somáticas especiais.
  26. 26. Nervos Oculomotor (III), Troclear (IV) e Abducente (VI) Nervos oculomotor e troclear: origem no mesencéfalo; troclear (único nervo craniano a sair da região dorsal do tronco encefálico). Nervo abducente: emerge do limite entre ponte e bulbo. São exclusivamente motores e inervam os músculos extrínsecos do olho. Nervo troclear: m. oblíquo dorsal Nervo abducente: m. reto lateral e retrator do bulbo.
  27. 27. Nervos Oculomotor (III), Troclear (IV) e Abducente (VI) Nervo oculomotor: mm. elevador da pálpebra superior, reto dorsal, reto ventral, reto medial e oblíquo ventral. Músculos origem miotômica: fibras eferentes somáticas. Nervo oculomotor: fibras responsáveis pela inervação pré-ganglionar dos músculos intrínsecos do olho: m.ciliar (regula convergência do cristalino) e m. esfíncter da pupila. Músculos lisos: fibras eferentes viscerais gerais.
  28. 28. Nervo Trigêmeo (V) Nervo misto: componente sensitivo é maior. Raiz sensitiva: prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos no gânglio trigeminal. Prolongamentos periféricos formam os três ramos do trigêmeo: nervo oftálmico, nervo maxilar e nervo mandibular. Responsáveis pela sensibilidade somática geral da cabeça. Fibras aferentes somáticas gerais: conduzem impulsos exteroceptivos (temperatura, dor, pressão e tato originados da pele, conjuntiva, seios nasais, dentes, 2/3 anteriores da língua, maior parte da dura-máter craniana).
  29. 29. Nervo Trigêmeo (V) Fibras aferentes somáticas gerais: conduzem impulsos proprioceptivos, originados em receptores localizados nos músculos mastigadores e na articulação têmporomandibular. Raiz motora: fibras acompanham nervo mandibular, distribuem-se nos músculos mastigadores (origem branquiomérica; masséteres, pterigóideos, ventre rostral do digástrico). Fibras eferentes viscerais especiais.
  30. 30. Nervo Facial (VII) Emerge do sulco bulbo-pontino sob a forma de duas raízes: raiz motora (nervo facial propriamente dito), raiz sensitiva e visceral (nervo intermédio). Raiz motora: inerva grande maioria dos músculos da face. Nervo intermédio: fibras parassimpáticas préganglionares (inervação gls salivares submandibular e sublingual); fibras sensitivas(sensibilidade gustativa 2/3 anteriores da língua).
  31. 31. Nervo Facial (VII) Raiz motora: inervação da musculatura mímica (origem branquiomérica) – fibras eferentes viscerais especiais (função mais importante). Raiz sensitiva: fibras aferentes viscerais especiais (recebem impulsos gustativos 2/3 anteriores da língua), fibras aferentes viscerais gerais (sensibilidade da parte posterior das fossas nasais e da parte superior do palato mole).
  32. 32. Nervo Facial (VII) Raiz sensitiva: fibras aferentes somáticas gerais (sensibilidade de uma pequena parte da orelha e meato acústico externo), fibras eferentes viscerais gerais (inervação préganglionar das gls lacrimal, submandibular e sublingual), fibras eferentes viscerais especiais (músculos mímicos e músculos da mastigação – ventre caudal do digástrico).
  33. 33. Nervo Vestibulococlear (VIII) Exclusivamente sensitivo Ocupa, juntamente com os nervos facial e intermédio, o meato acústico interno da porção petrosa do osso temporal. Duas partes distintas: vestibular e coclear Parte vestibular: origem nos receptores do ouvido interno (importantes para a manutenção do equilíbrio corporal). Parte coclear: origem nos receptores da cóclea (órgão de Corti), sensibilidade auditiva. Fibras aferentes somáticas especiais.
  34. 34. Nervo Glossofaríngeo (IX) Nervo misto. Origem: na parte mais rostral do sulco lateral dorsal do bulbo (filamentos radiculares dispõem em linha vertical). Fibras se distribuem para a língua e faringe. Fibras aferentes viscerais especiais: conduzem impulsos gustativos originados no 1/3 posterior da língua.
  35. 35. Nervo Glossofaríngeo (IX) Fibras aferentes viscerais gerais: responsáveis pela sensibilidade geral do 1/3 posterior da língua, da faringe, tonsila e tuba auditiva. Fibras aferentes somáticas gerais: inervam parte da orelha e do meato acústico externo. Fibras eferentes viscerais gerais: fibras parassimpáticas para a glândula parótida. Fibras eferentes viscerais especiais: inervam mms da faringe (origem branquiomérica).
  36. 36. Nervo Vago (X) Maior dos nervos cranianos. Nervo misto e essencialmente visceral. Inerva todas as vísceras torácicas e abdominais. A maioria de suas fibras é sensitiva. É um nervo motor para a laringe (importante para os mecanismos de fonação) e para a faringe (juntamente com o glossofaríngeo participa do reflexo da deglutição).
  37. 37. Nervo Vago (X) Fibras aferentes viscerais especiais: conduzem impulsos gustativos originados na epiglote. Fibras aferentes viscerais gerais: muito numerosas; conduzem impulsos aferentes originados na faringe, laringe, traquéia, esôfago, vísceras do tórax e do abdômen. Fibras aferentes somáticas gerais: responsáveis pela sensibilidade da orelha e do meato acústico externo.
  38. 38. Nervo Vago (X) Fibras eferentes viscerais gerais: responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais. Fibras eferentes viscerais especiais: inervam mms da faringe e da laringe.
  39. 39. Nervo Acessório (XI) Formado por uma raiz craniana (ou bulbar) e uma raiz espinhal. Raiz espinhal: formada por filamentos radiculares que emergem da face lateral dos 5 ou 6 primeiros segmentos cervicais da medula. Inerva os mms esternocleidomastóideo e trapézio (origem branquiomérica). Fibras são eferentes viscerais especiais.
  40. 40. Nervo Acessório (XI) Raiz craniana: apresenta dois tipos de fibras. Fibras eferentes viscerais especiais: inervam mms da laringe (nervo laríngeo recorrente). Fibras eferentes viscerais gerais: inervam vísceras torácicas juntamente com fibras vagais.
  41. 41. Nervo Hipoglosso (XII) Nervo essencialmente motor. Distribui-se para os mms intrínsecos e extrínsecos da língua (origem miotômica). Fibras eferentes somáticas
  42. 42. Inervação da língua Único nervo motor: hipoglosso. Inervação sensitiva: trigêmeo (sensibilidade geral nos 2/3 anteriores), facial (sensibilidade gustativa nos 2/3 anteriores), glossofaríngeo (sensibilidade geral e gustativa no 1/3 posterior). Fibras do facial chegam à língua através do nervo lingual. Três nervos têm contato direto com a língua: hipoglosso, glossofaríngeo e nervo lingual (ramo do nervo mandibular).
  43. 43. Nervos cranianos Nervo Oculomotor (III) Bulbo Olfatório Nervo Olfatório (I) Nervo Óptico (II)
  44. 44. Nervos cranianos Nervo Troclear (IV) Nervo Trigêmeo (V) Nervo Abducente (VI)
  45. 45. Nervos cranianos Nervo Vestibulococlear (VIII) Nervo Glossofaríngeo (IX) Nervo Vago (X) Nervo Acessório (XI) Nervo Facial (VII) Nervo Hipoglosso (XII)
  46. 46. Nervo Tipo Função Olfatório (I) Sensitivo Olfato Óptico (II) Sensitivo Visão Oculomotor (III) Motor Movimentação globo ocular, lente, pupila Troclear (IV) Motor Movimentação globo ocular Trigêmeo (V) Misto Mastigação (motor), sensibilidade face, seios da face e dentes (sensitivo) Abducente (VI) Motor Movimentação globo ocular Facial (VII) Misto Controle mms faciais (motor), percepção gustativa anterior língua (sensitivo) Vestibulococlear (VIII) Sensitivo Postura, equilíbrio (vestibular), audição (coclear) Glossofaríngeo (IX) Misto Percepção gustativa posterior língua, sensibilidade faringe, laringe, palato Vago (X) Misto Percepção faringe, laringe, orelha e vísceras torácicas e abdominais Acessório (XI) Motor Controle motor faringe, laringe, palato, mms esternocleidomastóideo e trapézio Hipoglosso (XII) Motor Controle mms faringe, laringe e língua

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