Jujuba diabética 17-abril-ojornal-2012

481 visualizações

Publicada em

Suplemento do "O Jornal" de Alagoas falando sobre o Blog Jujuba Diabética

www.jujubadiabetica.blogspot.com

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
481
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Jujuba diabética 17-abril-ojornal-2012

  1. 1. O JORNAL l MACEIÓ, 17 DE ABRIL DE 2012 l TERÇA-FEIRA www.mais.al l tecnologia@ojornal-al.com.br E Música Dicas de digital é a leitura para proposta do comemorar Projeto Sesc o Dia Nacional Partituras do Livro Infantil 3 7 Educação & Tecnologia Experiência compartilhada Para aprender a lidar com a diabe- tes da filha de 1 ano e 3 meses, a IIgo g g g g Per r r arquiteta Carolina Lima criou um e ere iira blog. Hoje, contando com 11 mil acessos mensais, ela é um dos milhares de usuários que encon- traram, na Internet, através da partilha de experiências, a resposta para as suas dúvidas. 4, 5 E 6
  2. 2. 4 www.mais.al l tecnologia@ojornal-al.com.br O JORNAL l MACEIÓ, 17 DE A Educação & TecnologiaDIÁRIOS VIRTUAISSolidariedade que vem da webComo a Internet Congênita, que reúneajuda famílias a pais de crianças cardio- patas e portadores dadividir experiências doença na rede sociale enfrentar dificuldades Orkut. Aos 4 meses e meio de gestação, Valé-GABRIELA LAPA ria descobriu quegabrielalapa@ojornal-al.com.br a filha, Lívia, hoje com dois anos,tinhaA ausência de frontei- uma cardiopatia ras na Internet não c h a m a d a D S AV; aproxima as pessoas uma má for ma-apenas para matar saudades. ção que afetava asNa hora da dificuldade, muitos quatro cavidadesusuários se valem das possi- d o c o r a ç ã o. “Obilidades desse mundo virtual diagnóstico veiopara conversar e encontrar a durante umaforça e a informação necessá- consulta norias à superação dos próprios extinto setor deproblemas, principalmente Medicina Fetal daquando o assunto é saúde. Com Maternidade Santa Mônica.esse propósito, blogs e comu- Como aconteceu logo cedo,nidades em redes sociais têm nos deu tempo de procurarmostrado que podem ser mais ajuda, mas passei o restante daque simples entretenimento. gestação arrasada, pois o prog-Eles transformam dúvidas nóstico para o caso da Lívia erae angústias em experiência o pior possível. Os médicoscompartilhada. chegaram a falar em aborto “terapêutico”, e quando ela nasceu, acreditavam que teria poucos dias de vida. Graças aORKUT Deus, nada disso aconteceu”, lembra Valéria.Comunidade sobre Hoje, ela diz aos pais de crianças cardiopatas paracardiopatia possui seguir seu exemplo e não sequase dois mil deixar levar pelas opiniões negativas. “Busquem váriosmembros tipos de ajuda, até que todas as opções se esgotem”, orienta. No Orkut, pessoas como Valéria têm a oportunidade de “É uma página da Inter- contar as experiências do dianet, mas é como se aquelas a dia da família, tirar dúvidas,pessoas estivessem ao seu lado ouvir relatos, e descobrir que Descoberta da diabetes tipo 1 da filha Júlia, com pouco mais de um ano de vida, motivou a criação do blog sobre a doençaconversando, dando força. É aquele problema que pareciacomo um grande espaço de insuperável é vivido e contor-terapia grupal; até hoje faze- nado por muitas famílias em existente sobre o tema. Com restrito apenas aos membros briu a doença ainda durante amos orações em dias de cirur- situação semelhante. números variados de partici- reúne mais de 200 mensa- gravidez, e encontrou naquelagia”, conta a alagoana Valéria A comunidade da qual ela pantes, o Orkut soma mais de gens de pais e mães cheios página da Internet o alívio queMoura, um dos 1.700 membros faz parte possui quase dois 100 delas. Em “Tetralogia de de dúvidas sobre a saúde dos precisava para enfrentar a situ-da comunidade Cardiopatia mil membros, e não é a única Fallot”, por exemplo, o fórum filhos. A maioria deles desco- ação.
  3. 3. ABRIL DE 2012 l TERÇA-FEIRA www.mais.al l tecnologia@ojornal-al.com.br 5 Através das mensagens na Internet, família de Júlia dá dicas de como conviver com a diabetes infantil Blog foi destaque nacional No blog, um cabeçalho com onze links dá acesso fácil a uma série de publicações dividas por temas. Nelas, a família Lima se apresenta e conta todos os acontecimentos importantes do dia a dia, desde a descoberta da diabetes até as novas formas de tratamento utilizadas. “Nós pensamos em várias maneiras de dividir essas experiências com outras pessoas. Desde que descobrimos a diabetes, consi- deramos escrever um livro, Blog foi pensado para dar apoio às outras mães participar de grupos ou asso- ciações; até que chegamos ao blog. Analisando tudo o que já conseguimos com essa troca Um dos depoimentos regis- que milhares de outras mães pensávamos. Lendo os relatos visitam e comentam na página virtual de experiências, acho trados lá é o da carioca Alessan- compartilhavam as mesmas dos outros, percebemos manei- da família. “Ela já tinha quase que foi ele foi a melhor ferra- dra Serkis. Sem saber o que fazer dúvidas, e através da troca de ras melhores de lidar com a nossa três anos de diagnóstico quando menta que poderíamos usar”, depois de descobrir a cardiopa- experiências, o medo foi ficando própria situação, e quando é o criei o blog. Eu via outras mães conta Marcos, o pai de Júlia, em tia da filha, Sofia, ainda no sétimo menor. nosso depoimento que provoca falando sobre a diabetes no Face- uma das publicações. mês de gestação, ela pediu esse alívio neles, a sensação é book, recebia e-mails, e percebia A ideia deu tão certo que, ajuda aos outros membros da ainda melhor”, conta a arquiteta as pessoas muito assustadas. há seis meses, o blog rendeu à comunidade. “No início entrei em desespero, mas tenho visto Carolina Carolina Lima, mãe de Júlia, de cinco anos, diagnosticada desde Quando descobrimos a diabetes da Júlia, também nos sentimos família o prêmio nacional Top Blogs, categoria saúde. muita coisa que me ajuda a lidar Quando você conhece o primeiro com diabetes tipo 1. assim, pois não tínhamos prati- “Foi uma surpresa muito com isso de maneira positiva”, Para falar sobre a doença camente nenhuma informação. boa, pois nos mostrou que disse Alessandra, na época. as histórias dos outros, da filha, Carolina criou o blog Mas depois que você conhece, mesmo se tratando de um “Fico imaginando que a Sofia “Jujuba diabética”, no qual aprende a conviver com ela, vê assunto tão restrito como a não vai conseguir respirar, não o medo de enfrentar a conta todas as descobertas de que não é assim tão difícil. Era diabetes infantil, a nossa página vai conseguir mamar, e tento Júlia na rotina de convivên- isso que eu queria mostrar às estava chamando a atenção das encontrar uma explicação para sua fica menor cia com a doença. Cada acerto pessoas, quando criei o blog. outras pessoas, atraindo visitas a doença, mas não consigo. Não se transforma em dica, e cada Queria ajudar outras mães, da e, consequentemente, a partici- tenho nenhum caso de cardio- dificuldade é amenizada com maneira como gostaria de ter pação de outros pais e portado- patia congênita na família”. “De repente, a gente vê que conselhos e depoimentos de sido ajudada”, explica a arqui- res da diabetes”, avalia Carolina. Aos poucos, a carioca percebeu aquilo não é o monstro que outros usuários da internet, que teta. G.L. G.L.
  4. 4. 6 www.mais.al l tecnologia@ojornal-al.com.br O JORNAL l MACEIÓ, 17 DE ABRIL DE 2012 l TERÇA-FEIRA Educação & TecnologiaBlog registra, por mês, cerca de 11 mil acessos Hoje, a página criada por Carolina Lima, além de criar oCarolina registra, em média, blog, preparou o “Manual da11 mil acessos mensais, Júlia”, com todase segue à risca a regra as informações necessárias vivên-básica de sobrevivên- aos cuidados comcia da internet, que é a ue a saúde da filhaatualização constanteantede conteúdo. Pratica- ica-mente todos os dias iashá notícias novas, s,tanto relacionadasà rotina de Júliacomo à doençade maneirageral, comdicas de even-tos sobre o tema ae chamadas para notíciasde sites especializados – divi- ados ndosão que acaba dando ao blog experiênciauma atuação mais ampla, e s com a Júlia comoatraindo mais visitantes. antes. base”, lembra a arquiteta. Essa interatividade é o vidade “Matriculei a Júlia naque, muitas vezes, motiva os , escola uns três meses antes carregatemas dos posts publicados de descobrirmos a diabe- consigo todo opela família. Seja por e-mail, tes. Quando veio o diagnós- tempo.seja através dos comentários tico, fiquei preocupada com “Da primeira vez não deufeitos na página, Marcos e a rotina dela longe de casa, certo, os professores nãoCarolina recebem, todos os tinha muitas dúvidas”. souberam administrar a situ-dias, depoimentos de pais Para facilitar a adaptação, ação. Foi quando trocamosde crianças diabéticas, e até e evitar problemas decorren- de escola, descobrimos omesmo de adultos diabéticos, tes da falta de cuidado, Caro- SEB COC Maceió, que apesarque fazem questionamentos, lina preparou o “manual da de ter uma estrutura muitodão sugestões e palavras de Júlia”, com todas as informa- grande, a acolheu com todasolidariedade. a atenção necessária. Fiz Foi uma dessas participa- questão de me reunir comções que deu origem ao texto a direção e as professorassobre o dilema da matrí- Todos os dias, o blog para explicar tudo, entre-cula das crianças diabéticasna primeira escola. Nele, recebe depoimentos gar uma cópia do “manual” e me certificar de que elasCarolina conta como foi o de pais de crianças saberiam exatamente o queprocesso de adaptação de fazer. Cheguei a conversarJúlia à sala de aula, a troca de diabéticas, que dão até com os coleguinhas deescolas, e como a criatividade sala da Júlia, pois quando elae o diálogo ajudaram a tornar sugestões e palavras deixou de tomar a insulina avesso de tudo o que estáva- plano para nada. Tudo o quea rotina dela mais parecida de solidariedade com injeções e passou a usar mos acostumados, mas foi faz parte da rotina dela é prio-com a das outras crianças, a bombinha, todos sentiram a uma mudança que trouxe ridade; conheço as atividades,colegas de turma. mudança na rotina e queriam muita coisa boa, também. os horários, as preferências, e “Recebi um depoimento ções necessárias aos cuida- saber porque. A adaptação Muitos pais colocam o traba- não perco a oportunidade dede uma mãe questionando dos com a saúde dela. foi ótima, e hoje, ela não lho à frente de tudo, até por estar por perto nunca.como deveria escolher a Nele, além do básico precisa se sentir diferente por causa da necessidade e da A melhor coisa que aescola para matricular a filha sobre a diabetes, com instru- ser diabética”, comemora a correria que é o dia a dia de diabetes nos trouxe foi essapequena, que havia sido ções sobre a alimentação e o arquiteta. quem sustenta a família, mas mudança de perspectiva”,diagnosticada com diabetes. controle da glicemia, também “A descoberta da doença a doença da Júlia me fez ver pondera. Para ela e para todosAchei a situação interessante, há tudo sobre a aplicação da representou uma mudança essa situação por outra pers- os outros pais que lêem,e pensei que poderia render insulina, ministrada através muito grande nas nossas pectiva, e hoje eu não consigo diariamente, as experiênciasum ótimo post, usando a de uma bombinha que Júlia vidas; foi uma virada ao colocar a família em segundo da família na internet. G.L.

×