Análise da narrativa ste (março) - cópia

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Análise da narrativa ste (março) - cópia

  1. 1. ANÁLISE DA NARRATIVAALUNOS:1º ANO ____
  2. 2. Tragédia brasileira Misael, funcionário da fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira naLapa, prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança emperrada nos dedos e osdentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagoumédico, dentista, manicure... Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nadadisso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Elvira arrumava um namorado, Misael mudava de casa. Osamantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, BomSucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, encantado, Rua Clapp, outra vez noEstácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e inteligência,matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontra-la caída em decúbito dorsal, vestida deorgandi azul.
  3. 3. ENREDO
  4. 4. FOCO NARRATIVO
  5. 5. PERSONAGENS
  6. 6. TEMPO/ ESPAÇO• TEMPO:• ESPAÇO:
  7. 7. A CARTA Esta outra história é de dois namorados, ele chamado Haroldo e ela, Marta. Os doisbrigaram feio, e Marta escreveu uma carta para Haroldo, rompendo definitivamente o namoro eainda dizendo uma verdade que ele precisava ouvir. Ou, no caso, ler. Mas Marta se arrependeu doque tinha escrito e no dia seguinte fez plantão na calçada em frente do edifício de Haroldo,esperando o carteiro. Precisava interceptar a carta de qualquer jeito. Quando o carteiro apareceu,Marta fingiu que estava chegando ao edifício e perguntou: - Alguma coisa para o 702? Eu levo. Mas não tinha nada para o 702. No dia seguinte tinha, mas não a carta de Marta. Noterceiro dia, o carteiro desconfiou, hesitou em entregar a correspondência a Marta, que foiobrigada a fazer uma encenação dramática. Não era do 702. Era a autora de uma carta para o 702.E queria a carta de volta. Precisava daquela carta. Era importantíssimo ter aquela carta. Não podiadizer por quê. Afinal, a carta era dela mesma, devia ter o direito de recuperá-la quando quisesse! Ocarteiro disse que o que ela estava querendo fazer era crime federal, mas mesmo assim olhou osenvelopes do 702 para ver se entre eles estava a carta. Não estava. No dia seguinte (quandoMarta ficou sabendo que o carteiro se chamava Jessé e, apesar de tão jovem, já era viúvo, além decolorado) também não. No outro dia também não, e o carteiro convidou Marta para, quem sabe, um chope. Namanhã depois do chope, a carta ainda não tinha chegado a Marta e Jessé combinaram ir ver Titanicjuntos. No dia seguinte – nem sinal da carta – Jessé perguntou se Marta não queria conhecersua casa. Era uma casa pobre, morava com a mãe, mas, se ela não se importasse... Marta disse queia pensar. No dia seguinte, chegou a carta. Jessé deu a carta a Marta. Ela ficou olhando o envelopepor um longo minuto. Depois a devolveu ao carteiro e disse: - Entrega. E, diante do espanto de Jessé, explicou que só queria ver se tinha posto o endereçocerto. VERÍSSIMO, Luís Fernando. Festa de Criança. São Paulo: Editora Ática, 2006.
  8. 8. ENREDO
  9. 9. FOCO NARRATIVO
  10. 10. PERSONAGENS
  11. 11. TEMPO/ ESPAÇO• TEMPO:• ESPAÇO:
  12. 12. Em relação ao texto “A CARTA”, responda:1) Não há como dizer quando esta históriaaconteceu, mas através do texto podemos saberdurante quanto tempo o conflito se estendeuaté o seu desfecho. Determine este tempo.
  13. 13. 2) O desfecho da narrativa não é o esperado,nem por Jessé, nem pelo leitor. Qual é estedesfecho? Por que ele não é esperado?
  14. 14. “Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo paradona sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com obilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela abertada sala, à luz das oito horas da noite, podiam-se ver uns restosde dourado e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios,nos lados de pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado, e lembro-me quepensei, agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou.Então pensei, agora a campainha vai tocar, mas a campainhanão tocou. Eu continuei ali parado no centro da sala quecomeçava a ficar azulada pela noite, feito o interior de umaquário, e eu com o bilhete de Ana nas mãos, sem fazerabsolutamente nada.”
  15. 15. ENREDO
  16. 16. FOCO NARRATIVO
  17. 17. PERSONAGENS
  18. 18. TEMPO/ ESPAÇO• TEMPO:• ESPAÇO:

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