Nr 10-carlos-melo

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Curso de combate a incêndio

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Nr 10-carlos-melo

  1. 1. COMBATE A INCÊNDIO Carlos Eduardo do Vale Melo http://carlosvmelo.wordpress.com
  2. 2. • SURGIMENTO DO FOGO • ELEMENTOS DO FOGO • FORMAS DE TRANSMISSÃO • TIPOS DE MISTURAS
  3. 3. • TIPOS DE COMBUSTÃO • PONTOS DE TEMPERATURAS – Fulgor – Ignição – Combustão
  4. 4. • CLASSES DE INCÊNDIOS • MEIOS DE EXTINÇÃO • AGENTES EXTINTORES • SISTEMAS DE COMBATE – Fixos – Móveis • TIPOS DE EXTINTORES
  5. 5. SURGIMENTO DO FOGO • HOMOERECTUS, que viveu na China entre 500.000 a 1.000.000 anos atrás. PROTEÇÃO • Animais; • Frio; • Cozer alimentos; • Etc.
  6. 6. • IDADE MÉDIA – ALQUIMISTAS - Classificavam o fogo como elemento básico indivisível como o ar, a terra e a água. • HOJE – Reação química exotérmica que libera luz e calor.
  7. 7. INCÊNDIO  É todo o fogo não controlado pelo homem;  Que têm a tendência de se alastrar e de destruir.
  8. 8. COMBUSTÃO • Reação química rápida, em que há geração de luz e calor; • Para tanto, é necessário a combinação de alguns elementos essenciais em condições apropriadas.
  9. 9. ELEMENTOS BÁSICOS  Até alguns anos só eram considerados três elementos como influentes na química do fogo.  Triângulo do fogo  Comburente (oxigênio);  Combustível;  Calor.
  10. 10. • Aceitação da reação em cadeia como elemento essencial à combustão. • Quadrado do fogo – Comburente (oxigênio); – Combustível; – Fonte de ignição; – Reação em cadeia.
  11. 11. COMBURENTE • Qualquer substância que mantém a combustão, no caso são os gases ou vapores que envolvem o combustível; – O comburente mais comum é o OXIGÊNIO. • Composição do AR Oxigênio 20,9% Nitrogênio 78% Outros Gases 1%
  12. 12. COMBUSTÍVEL • Qualquer substância: – Sólida; – Liquida; – Gasosa.
  13. 13. FONTE DE IGNIÇÃO Calor que representa a energia térmica necessária para ativar a reação química entre um material combustível e o oxigênio. Intensidade adequada para elevar a temperatura e iniciar a combustão.
  14. 14. REAÇÃO EM CADEIA • Reações químicas que ocorrem quando as moléculas iniciais dos combustíveis, ao se combinarem com o oxigênio, oxidam-se numa série de etapas sucessivas até que sejam atingidos os produtos finais da combustão
  15. 15. FORMAS DE TRANSMISSÃO • Condução – Transferência de calor, molécula a molécula. • Radiação – Transmissão de calor por ondas de energia calorífica que se deslocam através do espaço em todas as direções.
  16. 16. • Convecção – Processo de transmissão de calor característicos dos fluídos quando aquecidos; – Tem sua densidade diminuída; – Movimentam-se no sentido ASCENDENTE.
  17. 17. TIPOS DE MISTURAS – Mistura Rica – Mais combustível – Mistura Pobre – Mais oxigênio – Mistura Ideal – Mesma dosagem Gás
  18. 18. COMBUSTÃO VIVA INCOMPLETA ESPONTÂNEA LENTA TIPOS DE COMBUSTÃO
  19. 19. COMBUSTÃO VIVA • É aquela que produz chama de imediato e sua temperatura se eleva rapidamente: – Exemplo: • Líquidos inflamáveis; • combustíveis sólido.
  20. 20. COMBUSTÃO LENTA • É aquela que não produz chama de imediato e sua temperatura não se eleva com rapidez. – Exemplo: • Ferrugem.
  21. 21. COMBUSTÃO ESPONTÂNEA • Quando se produz a oxidação lenta de uma substância provocada por temperaturas baixas, que demorem em produzir o ponto ou a temperatura de ignição. – Exemplos: • Estopas ou trapos, embebidos em óleo; • Fardo de estopa ou de algodão úmido; • etc.
  22. 22. COMBUSTÃO INCOMPLETA • Se produz com insuficiência de oxigênio. – Geralmente é acompanhada de fumaça.
  23. 23. FlashOver • A teoria do flashover diz que durante o crescimento do incêndio, o calor da combustão poderá aquecer gradualmente todos os materiais combustíveis presentes no ambiente e fazer com que eles alcancem, simultaneamente, seu ponto de ignição, produzindo a queima instantânea desses materiais (inflamação generalizada). Flashover – combustão súbita generalizada
  24. 24. BACKDRAFT • A diminuição da oferta de oxigênio (limitação da ventilação) poderá gerar o acúmulo de significativas proporções de gases inflamáveis, os gases acumulados forem oxigenados por uma corrente de ar proveniente de alguma abertura no compartimento produzirão uma explosão repentina.
  25. 25. BOILOVER • fenômeno que ocorre devido ao armazenamento de água no fundo de um recipiente, sob combustíveis inflamáveis, sendo que a água empurra o combustível quente para cima, durante um incêndio, espalhando-o e arremessando-o a grandes distâncias
  26. 26. PONTOS DE TEMPERATURAS • Ponto de FULGOR • Ponto de COMBUSTÃO • Ponto de INGNIÇÃO
  27. 27. Ponto de FULGOR • Temperatura mínima na qual o combustível começa a desprender gases ou vapores para formar uma mistura inflamável com o ar atmosférico e o combustível, que se incendeia com uma chama externa. • Se retirar a chama externa a combustão cessa.
  28. 28. Ponto de COMBUSTÃO • Temperatura mínima na qual os vapores ou gases desprendidos do combustível ao entra em contato com uma fonte externa de calor entram em combustão. • Se retira a fonte calor externa a combustão continua.
  29. 29. Ponto de IGNIÇÃO Temperatura mínima na qual os gases ou vapores desprendidos dos combustíveis entram em combustão apenas pelo contato com o oxigênio. Independente de qualquer fonte de calor.  Exemplo:  Fósforo branco. O fósforo branco é muito reativo, e sofre combustão espontânea quando em contato com o oxigênio do ar. Já o fósforo vermelho, não.
  30. 30. CLASSES DE INCÊNDIOS
  31. 31. MEIOS DE EXTINÇÃO • Resfriamento • Abafamento • Interferência na Reação em Cadeia • Isolamento
  32. 32. Resfriamento Diminuir a temperatura do material em chamas até que esta fique abaixo do ponto de combustão.
  33. 33. Abafamento • Reduzir a concentração do oxigênio presente no ar, situado acima da superfície do combustível.
  34. 34. Interferência na Reação em Cadeia • Conhecido como extinção química, em que o agente extintor evita a reação das substâncias geradas durante a combustão.
  35. 35. Isolamento (Retirada do Combustível) • Retirar, diminuir ou interromper, com segurança, o material combustível que alimenta o fogo e aqueles não atingidos por este.
  36. 36. AGENTES EXTINTORES  Água – H2O  Espuma - LGE  Pó Químico Seco - PQS  Gás Carbônico – CO2
  37. 37. Água – H2O
  38. 38. Espuma - LGE Armazenamento de LGE
  39. 39. Pó Químico Seco - PQS
  40. 40. Gás Carbônico – CO2
  41. 41. TIPOS DE EXTINTORES • Pó Químico Seco – PQS; • Água - H2O; • Gás Carbônico - CO2; • Espuma – LGE.
  42. 42. Pó Químico Seco – PQS • Contém 96% de bicarbonato de sódio e 4% de aditivos; • Pode ser pressurizado no cilindro ou através de ampola.
  43. 43. Água - H2O • Contém água e gás.
  44. 44. Gás Carbônico - CO2 • Contém gás carbônico.
  45. 45. Espuma - LGE • Espuma, proveniente da reação química entre o sulfato de alumínio e bicarbonato de sódio.
  46. 46. • Rede; • Bombas; • Hidrantes; • Canhões; • Abrigo de mangueiras; • Esguichos e sistemas de SPRINKLER.
  47. 47. Evitar Incêndio Combater Incêndios Ao término do trabalho, desligue a chave geral de instalação elétrica. Afaste-se o mais rápido do prédio se não estiver combatendo o fogo Acondicione em recipiente com tampa estopada, panos, etc., sujos de graxas ou inflamáveis. Desça sempre pelo seu lado direito uma escada. Não jogue em cesta de lixo fósforo ou ponta de cigarros. Rasteje quando tiver que atravessar áreas com fumaça. Fume somente em locais determinados, ou seja, em área de fumantes. Molhe suas roupas e coloque um lenço molhado sobre o nariz e boca, que servirá como filtro. Não utilize materiais inflamáveis para limpar o chão, paredes, etc. Não suba as escadas, a menos que o prédio tenha saída de emergência para prédios vizinhos. Área administrativa
  48. 48. Medidas para prevenção de incêndio Instalações elétricas • Revise periodicamente as instalações elétricas, principalmente no que se refere à sobrecarga; • Instale aparelhos de detecção e alarme sonoro contra fogo; • Não insista na substituição de um fusível, quando este repetir o curto depois da troca. Recorra a um profissional de elétrica
  49. 49. Medidas para prevenção de incêndio •Oficinas Informe a localização dos extintores e em que classe de incêndio são utilizados; Proibida a obstrução da área destinada ao equipamento de combate a incêndio; Evite acúmulo de lixo e sobras inflamáveis; Ventile o ambiente que esteja carregado de poeiras ou emanações inflamáveis ou explosivas; Não use materiais inflamáveis para limpeza de chão, parede, etc.; Não acumule inflamáveis ou explosivos em armários, estantes ou gavetas; Acondicione em recipiente com tampa as estopas, panos, etc., sujos de graxa ou inflamáveis; Nomeie um inspetor para os locais perigosos do ponto de vista de incêndio.
  50. 50. Medidas para prevenção de incêndio •Áreas de Produção e Estocagem Construa tanques para água visando a um estoque estratégico para combate a incêndios; Instale bombas hidráulicas para pressurizar a rede preventiva de incêndio; Coloque em locais estratégicos hidrantes fixos para eventual combate a incêndios; Armazene todo produto químico dentro de seus grupos; Afaste-se o mais rápido do prédio se não estiver combatendo o fogo; Evite o armazenamento de explosivos, corrosivos, inflamáveis e outros com reações perigosas; Verifique a validade do último teste dos extintores de incêndio e providencie sua substituição quando necessário; e Aceite somente extintor com o selo INMETRO.
  51. 51. Explosões
  52. 52. Definição de explosão • É qualquer evento com liberação brusca de energia associada a uma rápida expansão.
  53. 53. Tipos de explosão EXPLOSÃO NÃO CONFINADA A maior parte da energia é liberada sob a forma de radiação térmica e não apresenta mísseis ou fragmentos. EXPLOSÃO CONFINADA Grande parte da energia se manifesta em ondas de choque e quase nada de energia térmica. O valor da pressão é 20 vezes maior que a pressão inicial. EXPLOSÃO SEM CHAMA E RÁPIDA TRANSIÇÃO Mudança repentina e veloz do estado físico (líquido para vapor).
  54. 54. Organização dos planos de emergência
  55. 55. Organização dos planos de emergência •DEFINIÇÃO •É o documento formal e padronizado que apresenta definições a serem seguidas para controle de emergência. É desdobrada nos procedimentos e princípios de SMS de cada órgão operacional. •CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE EMERGÊNCIA • Nível de emergência 1 • Princípio de incêndio que pode ser debelado com recurso próprio • Nível de emergência 2 • Utiliza recurso próprio e externo • Exemplo: Vazamento de gás tóxico. • Nível de emergência 3 • Acionamento da brigada e recurso externo • Exemplo: incêndio em tanque com impacto ambiental externo.
  56. 56. Responsáveis pelas ações de controle dos planos de emergência • Coordenação; • Grupo de assessoramento; • Comunicação; • Segurança interna; • Socorro médico; • Comando de Combate; • Equipe de emergência; • Líder do Plano de abandono; • Logística.
  57. 57. Sinais e alarmes de emergência •Anunciam as ocorrências de Emergência: início, gravidade, abandono, fim, etc.
  58. 58. Cenários de Acidente • São as hipóteses acidentais mais significativas, após estudo das alternativas possíveis, considerando a complexidade da unidade e seus produtos (carga, derivados, etc). • Área de processo Vazamento de H2S e vazamento de hidrocarbonetos. • Área de transferência e estocagem Transbordamento de tanque, vazamento de GLP e hidrocarbonetos e GLP na tubovia. • Dutos internos Vazamento de GLP na tubovia e vazamento de hidrocarbonetos na tubovia.
  59. 59. Procedimento Geral em Caso de emergência • Detectada a emergência e não sendo necessário a convocação das equipes de emergência, a pessoa deve: Avisar a um colega; Acionar o LIDER DE BRIGADA e informar com clareza – o local da emergência, qual o equipamento envolvido, se é fogo ou vazamento de produto, se há feridos, etc.  Iniciar o combate. Caso a emergência seja do nível 2 ou 3, inicie o combate imediatamente e comunique ao plantão da comunicação que acionará a brigada de emergência .
  60. 60. Procedimento Geral em Caso de emergência Rotas de fuga •Devem ser preestabelecidas e de conhecimento geral. O deslocamento para os pontos de reunião devem ser indicados com placas de sinalização. Pontos de reunião •São locais predefinidos, identificados e considerados, a princípio, como seguros para a concentração do pessoal evacuado. Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT •São formulários padronizados no âmbito coorporativo onde são registrados os acidentes ou as anormalidades operacionais
  61. 61. Treinamento e Testes de Sistemas de Alarme SIMULADOS DE EMERGÊNCIA •São exercícios práticos com o objetivo de comunicar aos trabalhadores, através de sinais sonoros convencionais, a situação das Emergências de uma Industria. •O desdobramento desta situação até a evacuação de área cumpre uma seqüência de alarme, que devem ser seguidos pelos componentes da Brigada de Evacuação da Área (BEA). •1º toque contínuo com duração de 1 minuto •Indica situação de emergência •2º toque contínuo com duração de 1 minuto •Indica elevado potencial de perda na qual é necessária a evacuação de pessoas devido à emergência agravada •Toque intermitente com duração de 1 minuto •Indica o término da emergência
  62. 62. SISTEMAS DE COMBATE • FIXOS – Equipamentos dispostos em pontos estratégicos. • Hidrantes • Sprinkler’s
  63. 63. MÓVEIS • Equipamentos em pontos estratégicos de acordo com o estudo logístico da área de cobertura por estes. – Viaturas; – Extintores.
  64. 64. INFORMAÇÕES GERAIS
  65. 65. FUMAÇA • Mescla de gases, partículas sólidas e vapores de água. • A cor indica o tipo do material que está sendo queimado. Fumaça BRANCA ou CINZA CLARA • Indica que é uma queima de combustível comum. – Ex. madeira, tecido, papel, capim, etc.
  66. 66. Fumaça NEGRA ou CINZA ESCURA • Originária de combustão incompleta, geralmente produtos derivados de petróleo, – Graxas; – Óleos; – Pneus; – Plásticos; – etc.
  67. 67. Fumaça AMARELA ou VERMELHA  Indica que está queimando um combustível em que seus gases são altamente tóxicos.  Ex. produtos químicos;  etc.

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