O novum trivium e a carreira pública

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Palestra proferida na 2ª Feira da Carreira Pública, evento promovido pelo Jornal A Folha Dirigida, em outubro de 2011, no Centro de Convenções Sul América – Rio de Janeiro.

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O novum trivium e a carreira pública

  1. 1. O NOVUM TRIVIUM E A CARREIRA PÚBLICA Carlos Alberto Figueiredo da Silva 2ª Feira da Carreira Pública – RJ Folha Dirigida Veja a entrevista em: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=m9v0_GqTYho
  2. 2. A Educação e o Acesso à Carreira Pública <ul><li>Visão histórica </li></ul><ul><li>Exclusão e Inclusão </li></ul><ul><li>Democratização </li></ul>
  3. 3. Primórdios <ul><li>1889 – História da Instrução Pública no Brasil , José Ricardo Pires de Almeida cita dois problemas na Educação: </li></ul><ul><li>Os ricos não estudavam em escolas públicas </li></ul><ul><li>Não havia cursos de formação de professores </li></ul><ul><li>Não havia concursos públicos </li></ul>ALMEIDA, J. P. R. História da instrução pública no Brasil (1500 a 1889). São Paulo/Brasília: Educ/Inep, 1989.
  4. 4. 1930-1950 <ul><li>Evolução </li></ul><ul><li>Mas ainda a escola era para poucos </li></ul><ul><li>Área rural excluída </li></ul><ul><li>Na Constituição de 1937 estava explícito que o ensino técnico se destinava às classes menos favorecidas e não permitia acesso ao ensino superior </li></ul>
  5. 5. CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL (DE 10 DE NOVEMBRO DE 1937) <ul><li>Art 129 </li></ul><ul><li>O ensino pré-vocacional profissional destinado às classes menos favorecidas é em matéria de educação o primeiro dever de Estado. Cumpre-lhe dar execução a esse dever, fundando institutos de ensino profissional e subsidiando os de iniciativa dos Estados, dos Municípios e dos indivíduos ou associações particulares e profissionais. </li></ul><ul><li>Só foi totalmente revogado 1961 com a lei 4024 </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Esta discussão rondou nossos tempos no caso das graduações tecnológicas (era graduação ou não?) </li></ul><ul><li>Mestrados Profissionais dão acesso aos Doutorados Acadêmicos? </li></ul><ul><li>Podemos ou não ter Doutorados Profissionais? </li></ul><ul><li>Divisão Clássica: alguns têm de pensar e outros têm de fazer </li></ul><ul><li>Até 1971 existia o Admissão </li></ul>Exclusão dos segmentos mais pobres
  7. 7. Final dos anos 1960 <ul><li>Mais acesso </li></ul><ul><li>Entretanto, menos gastos com a educação </li></ul><ul><li>Abandono da escola pública pela classe média </li></ul>
  8. 8. Década de 1970 <ul><li>Qualidade versus Quantidade </li></ul><ul><li>Proposta Elitista Democratização do acesso </li></ul><ul><li>Expansão da rede pública </li></ul>
  9. 9. Década de 1980 <ul><li>Acesso versus Permanência </li></ul><ul><li>(surgem os indicadores) </li></ul>
  10. 10. Transição da década de 1980 para a década de 1990 Qualidade = busca pela eficiência (Poucos recursos, muitas metas) Influência da área empresarial
  11. 11. Década de 1990 <ul><li>Início da década de 1990 – A Academia critica o discurso da lógica de mercado na educação , remuneração de professores por resultado , competição entre as escolas, famílias como consumidores e clientes. </li></ul><ul><li>Final da década de 1990 – Debate qualidade x Equidade ganha força ( Qualidade Social ). </li></ul><ul><li>Quando falarmos de qualidade estamos num campo de disputa. </li></ul>
  12. 12. Os primeiros concursos <ul><li>No Brasil Império, o desempenho de funções públicas dava-se por meio de delegação, direta ou indireta, do Imperador. </li></ul><ul><li>Em 1891 foi promulgada a nova Carta Constitucional, que manteve o sistema de contratação e exoneração dos funcionários públicos. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Em 1934 , a Constituição no art. 170, §2º, estabelecia o processo para provimento de cargos públicos. Essa medida deu início ao concurso para provimento de cargos públicos no Brasil . </li></ul><ul><li>A Constituição de 1967 validou a obrigatoriedade do concurso público para o ingresso em todos os cargos, exceto para os cargos em comissão (cargos de confiança), preceito mantido pela atual Constituição. </li></ul>
  14. 14. O TRIVIUM E O NOVO TRIVIUM
  15. 15. O TRIVIUM NAS UNIVERSIDADES MEDIEVAIS
  16. 16. Sociedade Industrial Sociedade do Conhecimento
  17. 17. <ul><li>Do pensamento linear, cartesiano para a complexidade </li></ul><ul><li>RELIGAÇÃO DO CONHECIMENTO </li></ul><ul><li>REFERÊNCIAS CRUZADAS </li></ul>
  18. 18. O QUE OS EXAMES ESTÃO A EXIGIR DOS CANDIDATOS? <ul><li>COMPETÊNCIAS E HABILIDADES? </li></ul><ul><li>CONHECIMENTO DISCIPLINAR? </li></ul><ul><li>RELIGAÇÃO DOS CONHECIMENTOS? </li></ul>
  19. 19. Etimologicamente, trivium significa o cruzamento e articulação de três ramos ou caminhos. Esse grupo de disciplinas incluía a lógica (ou dialética), a gramática e a retórica .
  20. 20. O Novum Trivium (Etzkowitz, 2010) <ul><li>Linguagens e Culturas </li></ul><ul><li>Tecnologias </li></ul><ul><li>Empreendedorismo e Inovação </li></ul>ETZKOWITZ, H. Entrepreneurial universities for the UK: a ‘Stanford University’ at Bamburgh Castle ? Industry & Higher Education , vol. 24, n. 4, August, p. 251-256, 2010
  21. 21. A carreira pública
  22. 22. Linguagens e Culturas <ul><li>A carreira pública, além do conhecimento disciplinar (em disciplinas) exige um conhecimento interdisciplinar. É necessário refletir sobre os aspectos da globalização, dos diferentes códigos e linguagens e da diversidade cultural. </li></ul><ul><li>Articulação de saberes </li></ul><ul><li>Religação dos saberes </li></ul><ul><li>Interdisciplinaridade </li></ul>
  23. 23. O mundo é interdisciplinar
  24. 24. Empreendedorismo, cooperativismo e Inovação <ul><li>As sociedades na modernidade tardia necessitam de profissionais da carreira pública que sejam reflexivos. Uma atitude empreendedora é fundamental para o desenvolvimento da nação. Este empreendedorismo é social, cooperativo e por isso inovador. </li></ul>
  25. 25. Políticas públicas se estabelecem em redes e demandam arranjos multi-institucionais de formulação e implementação
  26. 26. Tecnologias <ul><li>Tecnologias Sociais </li></ul><ul><li>Tecnologias de Comunicação e Informação </li></ul><ul><li>Tecnologia Digital </li></ul><ul><li>Tecnologia Educacional </li></ul>
  27. 27. Novas tecnologias
  28. 28. O que devo estudar? <ul><li>O que é essencial? </li></ul><ul><li>O que deixo dentro e o que fica fora? </li></ul><ul><li>Que competências devo desenvolver? </li></ul>
  29. 29. HÁ UM PARADOXO NA EDUCAÇÃO POR COMPETÊNCIAS: NÃO SE GERA A REFLEXIVIDADE CRÍTICA
  30. 30. Reflexividade <ul><li>Reflexo </li></ul><ul><li>Reflexão </li></ul>
  31. 31. Diga não!
  32. 32. Racionalidade <ul><li>Instrumental </li></ul><ul><li>Substantiva </li></ul>
  33. 33. Reflexividade <ul><li>Crítica ativa e autoconfrontação </li></ul><ul><li>O mundo social e natural está totalmente influenciado pelo conhecimento humano reflexivo , dando origem a uma idéia de crise ecológica , de imprevisibilidade e de risco </li></ul><ul><li>Considera que as decisões políticas de mais influência sobre as vidas cotidianas não derivam mais da esfera ortodoxa da tomada de decisão - o sistema político formal, mas das esferas informais , da politização do não-político . </li></ul>
  34. 34. Nietzsche <ul><li>&quot;Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.“ </li></ul><ul><li>&quot;Nenhum vencedor acredita no acaso.&quot; </li></ul>
  35. 35. Saramago <ul><li>Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro.&quot; </li></ul>
  36. 36. Obrigado! Assista à entrevista na Folha Dirigida Página Pessoal
  37. 37. Referências <ul><li>ETZKOWITZ, Henry – Hélice Tríplice </li></ul><ul><li>CARREIRA, Denise & RESENDE PINTO, José – Rumo à educação pública de qualidade no Brasil </li></ul><ul><li>MARTINS, Humberto – Problemas e impasses da carreira pública no Brasil </li></ul><ul><li>GIDDENS, BECK e LASH – Modernização Reflexiva </li></ul><ul><li>ALMEIDA, José Ricardo – História da Instrução Pública no Brasil </li></ul>

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