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Racionalidade Instrumental
Técnica
Racionalidade Substantiva
Valores
Responsabilidade Social das
Empresas
• Responsabilidade Econômica
• Responsabilidade Legal
• Responsabilidade Ética
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Responsabilidade Econômica
• A primeira responsabilidade social
da empresa é econômica por
natureza.
Responsabilidade Legal
• As empresas devem cumprir com
suas obrigações de acordo com o
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Responsabilidade Ética
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Responsabilidade Filantrópica
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Fundos Setoriais
Petróleo e Gás Natural -
CT/PETRO (1997)
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10.176, de 11 de janeiro de 2001
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Lei de InovaçãoLei de Inovação
Lei 10.973, de 2 de dezembro de 2004
Facilita a interação entre as universidades,
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A Pesquisa em Engenharia de Produção na Universidade: Uma Proposta Metodológica no Modelo da Hélice

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A Pesquisa em Engenharia de Produção na Universidade: Uma Proposta Metodológica no Modelo da Hélice

  1. 1. A Pesquisa em Engenharia deA Pesquisa em Engenharia de Produção na UniversidadeProdução na Universidade Empreendedora – UmaEmpreendedora – Uma Proposta Metodológica noProposta Metodológica no Modelo da Hélice TrípliceModelo da Hélice Tríplice ENEGEP – 2006/FORTALEZA Clique aqui para acessar o artigoClique aqui para acessar o artigo
  2. 2. ObjetivoObjetivo Apresentar uma proposta metodológica para a elaboração de projetos de pesquisa em engenharia de produção, no âmbito de uma universidade empreendedora, em que co- atuam universidade, empresa e governo, tendo o modelo teórico da hélice tríplice como marco referencial dos projetos a serem formulados, e como contextualização a legislação brasileira de C&T&I.
  3. 3. O modelo da Hélice Tríplice Criado por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff Para descrever a sinergia dos atores do desenvolvimento: Universidade Empresa Governo
  4. 4. A proposta do modelo • Universidades – Formar agentes multiplicadores das ações de inovação e mudança. • Governos – Contribuir com a criação, aperfeiçoamento e consolidação das políticas públicas de desenvolvimento. • Empresas – Integrar, com base na responsabilidade social, os projetos de desenvolvimento, como parceiras dos outros dois atores.
  5. 5. Racionalidade Instrumental Técnica Racionalidade Substantiva Valores
  6. 6. Responsabilidade Social das Empresas • Responsabilidade Econômica • Responsabilidade Legal • Responsabilidade Ética • Responsabilidade Filantrópica • Responsabilidade Ecológica
  7. 7. Responsabilidade Econômica • A primeira responsabilidade social da empresa é econômica por natureza.
  8. 8. Responsabilidade Legal • As empresas devem cumprir com suas obrigações de acordo com o arcabouço legal existente.
  9. 9. Responsabilidade Ética • Refere-se à expectativa de que as empresas, dentro do contexto em que se inserem, tenham um comportamento apropriado como agentes sociais.
  10. 10. Responsabilidade Filantrópica • Reflete o desejo comum de que as empresas estejam ativamente envolvidas no melhoria do ambiente social.
  11. 11. Responsabilidade Ecológica • Refere-se ao desenvolvimento sustentável, de modo a atender as necessidades da geração presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras de atender as suas necessidades.
  12. 12. SociedadeSociedade IndustrialIndustrial SociedadeSociedade do Conhecimentodo Conhecimento
  13. 13. • O surgimento das universidades no séculoO surgimento das universidades no século 1212 • A pesquisa incorporada como atividadeA pesquisa incorporada como atividade acadêmica no século 19 –acadêmica no século 19 – a primeiraa primeira revolução acadêmicarevolução acadêmica;; • A extensão incorporada no século 20,A extensão incorporada no século 20, como fator de desenvolvimento econômicocomo fator de desenvolvimento econômico e social –e social – segunda revolução acadêmicasegunda revolução acadêmica.. TERRA, B. ,2006TERRA, B. ,2006
  14. 14. O Contexto Legal BrasileiroO Contexto Legal Brasileiro de C&T&Ide C&T&I Induz a pesquisa acadêmica, principalmente na área de conhecimento das engenharias, estabelecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, a um modelo empreendedor, cujos resultados tangíveis devem ser aplicados nas regiões onde as universidades estão instaladas.
  15. 15. Mapeamento das leisMapeamento das leis indutorasindutoras da mudança no panoramada mudança no panorama brasileiro da pesquisabrasileiro da pesquisa Leis que criaram os fundos setoriais; A nova lei de informática; A lei de biossegurança; A chamada lei do bem; A lei de inovação e seus respectivos regulamentos; O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT; A Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior - PITCE.
  16. 16. A Constituição de 1988A Constituição de 1988 Incentiva a formação de recursos humanos nas áreas de ciência, pesquisa e tecnologia, com condições especiais de trabalho. Apóia as empresas que investem em pesquisa, facultando aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica.
  17. 17. Anos 90Anos 90 Incentivos fiscais previstos nas Leis: Lei 8010/90 e Lei 8032/90 que dispõem sobre importação de bens destinados à pesquisa científica e tecnológica. Lei 8248/91 e Portaria 265 de 23 de novembro de 1993 dispõem sobre a capacitação e competitividade do setor de informática. Lei 8661/93, estimula investimentos empresariais em P&D tecnológico, visando o aumento do grau de competitividade das empresas industriais e agropecuárias brasileiras, mediante uma estrutura permanente de gestão tecnológica.
  18. 18. Modernização da legislaçãoModernização da legislação de proteção da propriedadede proteção da propriedade intelectualintelectual Lei de Engenharia Genética (1995) Lei de Propriedade Industrial (1996) Lei de Cultivares (1997) Leis de Programa de Computador e Direitos Autorais (1998).
  19. 19. FundosFundos SetoriaisSetoriais Marco legal da C&T&I no Brasil. Estabelece novo padrão de estímulo ao fortalecimento do sistema nacional de inovação. O objetivo é garantir a estabilidade de recursos para a área e criar um novo modelo de gestão, com a participação de vários segmentos sociais, além de promover maior sinergia entre as universidades, centros de pesquisa, o setor produtivo e os governos locais.
  20. 20. Fundos Setoriais Petróleo e Gás Natural - CT/PETRO (1997) Energia Elétrica - CT/ENERG (2000) Recursos Hídricos - CT/HIDRO (2000) Transportes - CT/TRANSPORTE (2000) Mineração - CT/MINERAL(2000) Espacial - CT/ESPACIAL(2000) Tecnologia da Informação - CT/INFO (2001) Infra-Estrutura - CT/INFRA (2001) Saúde - CT/SAUDE (2001) Agro negócio - CT/AGRO (2001) Verde-Amarelo – FVA (2001) Biotecnologia - CT/BIOTEC(2001) Setor Aeronáutico - CT/AERO(2001) Telecomunicações – FUNTTEL(2001) Transporte Aquaviário e Construção Naval CT/AQUAVIÁRIO (2004) Fundo Setorial da Amazônia - CT/AMAZONIA (2004)
  21. 21. Fundos SetoriaisFundos Setoriais Fundo Verde-Amarelo – FVA Voltado à interação universidade-empresa CT-Infra Destinado a apoiar a melhoria da infra- estrutura das instituições de C&T
  22. 22. Nova Lei de InformáticaNova Lei de Informática 10.176, de 11 de janeiro de 2001 Favorece, por meio de incentivos fiscais, os produtores de bens e serviços de informática e automação, isto é, quem investe em pesquisa.
  23. 23. Lei de InovaçãoLei de Inovação Lei 10.973, de 2 de dezembro de 2004 Facilita a interação entre as universidades, instituições de pesquisa e o setor produtivo, estimulando o desenvolvimento de produtos e processos inovadores pelas empresas brasileiras.
  24. 24. Lei da BiossegurançaLei da Biossegurança Lei 11.105, estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam pesquisas em organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados; cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS; reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBIO.
  25. 25. Lei do BemLei do Bem A Lei 11.196/2005 estimula as exportações, através da redução de impostos e incentivo à pesquisa. O objetivo central é o estímulo à P&D&I, encorajando o emprego na área e induzindo à criação de micro e pequenas empresas formadas por pesquisadores. A lei admite a figura do inventor independente, mas o benefício fiscal favorece em particular à pessoa jurídica, sobretudo àquela voltada exclusivamente para o trabalho em P&D&I.
  26. 26. FNDCT-Fundo Nacional deFNDCT-Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico eDesenvolvimento Científico e TecnológicoTecnológico Estimula a inovação e promove o desenvolvimento científico e tecnológico, com vistas a assegurar a melhoria de vida da sociedade, sua segurança, a competitividade e o desenvolvimento econômico e social do país, para dar apoio financeiro aos programas e projetos prioritários de desenvolvimento científico e tecnológico nacionais. Todos os recursos dos fundos setoriais, única fonte de dinheiro estável para ciência e tecnologia prevista em lei hoje no País, estão alocados dentro do FNDCT.
  27. 27. PITCEPITCE -- Política Industrial,Política Industrial, Tecnológica e de ComércioTecnológica e de Comércio ExteriorExterior Visa ao aumento da eficiência econômica e do desenvolvimento e difusão de tecnologias com maior potencial de indução do nível de atividade e de competição no comércio internacional. Articula-se com os investimentos planejados para a infra- estrutura e com os projetos de promoção do desenvolvimento regional.
  28. 28. Proposta MetodológicaProposta Metodológica para a Pesquisa empara a Pesquisa em Engenharia de ProduçãoEngenharia de Produção no Modelo da Héliceno Modelo da Hélice TrípliceTríplice
  29. 29. UniversidadesUniversidades a) que a hélice tríplice esteja presente na arquitetura dos projetos de pesquisa, de forma a criar e consolidar redes de desenvolvimento nas regiões; b) que na definição das políticas institucionais de produção de conhecimento, os indicadores priorizem o aumento da participação das empresas como atores pró-ativos do desenvolvimento regional; c) que as estratégias de desenvolvimento e planos de ações das áreas de pesquisa tenham claros seus objetivos econômicos e sociais;
  30. 30. d) que a universidade se utilize da metodologia científica da pesquisa e atue como participante pró-ativa na coleta, análise e interpretação dos dados obtidos através de programas de pós- graduação, utilizando-os como balizadores em ações de desenvolvimento; e) que o pesquisador tenha uma postura em busca da aplicabilidade dos resultados da pesquisa; f) que a produção acadêmica, além de estar direcionada para publicações, englobe cada vez mais, resultados tangíveis, inovadores, capazes de promover o desenvolvimento econômico e social;
  31. 31. g) que os projetos de pesquisa encararem o desemprego como uma questão a ser considerada no âmbito acadêmico, utilizando-o como forma de definição de projetos pedagógicos adequados às necessidades de formação de competências para o trabalho; h) que os projetos de pesquisa ajustem o nível de conhecimento transferido aos alunos ao nível das competências demandas pelo setor produtivo e às necessidades educacionais da região; i) que as universidades ensinem aos estudantes as técnicas das atitudes empreendedoras; j) que se estreite a relação da universidade com pequenas e micro empresas através de ações de pesquisa, com vistas ao desenvolvimento profissional;
  32. 32. k) que o ensino do empreendedorismo seja ajustado às tendências regionais; l) que o ensino de negócios em todas as áreas de conhecimento possa encorajar start-ups e empresas spin-out; m) que as incubadoras de empresas e de cooperativas e outras estruturas organizacionais internas da universidade empreendedora favoreçam a modernização e a inovação tecnológica empresarial; n) que os projetos de pesquisa favoreçam o envolvimento do corpo docente e discente com atores internos e externos à universidade, em projetos cooperativos.
  33. 33. EmpresasEmpresas a) que se utilizem das vantagens da legislação para alavancar na sociedade seus produtos inovadores provenientes de projetos de pesquisa cooperativa; b) que busquem na interação com a universidade o desenvolvimento econômico.
  34. 34. GovernosGovernos a) que continuem aperfeiçoando seu aparato legal, de forma a concentrar investimentos em propostas de estímulo à pesquisa, que contemplem a aplicação dos resultados no desenvolvimento regional e local; b) que estabeleçam políticas públicas de forma a promover incentivos para as empresas que desenvolvem pesquisa em conjunto com as universidades de suas regiões.
  35. 35. Entendemos que os segmentos menosEntendemos que os segmentos menos favorecidos da sociedade brasileira esperam,favorecidos da sociedade brasileira esperam, das universidades, gestos e atos de produçãodas universidades, gestos e atos de produção de conhecimento suscetível de ser acolhido emde conhecimento suscetível de ser acolhido em estratégias de desenvolvimento, que envolvamestratégias de desenvolvimento, que envolvam eficiência e eficácia para os programaseficiência e eficácia para os programas governamentais, e possam, de fato, promovergovernamentais, e possam, de fato, promover o bem-estar das comunidades locais eo bem-estar das comunidades locais e regionais por meio de ações marcadas peloregionais por meio de ações marcadas pelo empreendedorismo cívico, socialmenteempreendedorismo cívico, socialmente responsáveisresponsáveis. Os autores
  36. 36. Carlos Alberto Figueiredo da Silva http://www.carlosfigueiredo.org/ ca.figueiredo@yahoo.com.br (21)93283350

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