Motivação

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Motivação

  1. 1. UNIP- FORMAÇÃO DE EDUCADORES
  2. 2. Motivação em sala de aula: a mola propulsora da aprendizagem
  3. 3. Motivação em sala de aula: a mola propulsora da aprendizagem Bibliografia Básica: BORUCHOVITCH e BZUNECK (orgs.) A Motivação do Aluno – Contribuições da Psicologia Contemporânea. 3ªed., Rio de Janeiro: Ed. Vozes, 2000. Bibliografia Complementar: GUIMARÃES, Sueli E. R.O Estilo Motivacional do Professor e a Motivação Intrínseca dos Estudantes: Uma Perspectoiva da Teoria da Autodeterminação. Revista Psicologia: Reflexão e Crítica, 2004 (p. 143 – 150).
  4. 4. Motivação – sentido etmológico: Motivação – ato de motivar. Motivação: motivo + ação, isto é, um motivo que leve o indivíduo à ação, algo que o faça agir. Motivo – do latim “motivu” – “que move” – que pode fazer mover; motor. Motivar – dar motivo a; causar; produzir; despertar o interesse, a curiosidade (por aula, conferência, exposições); despertar o interesse ou o entusiasmo; estimular.
  5. 5. Dois tipos de motivação 1-Motivação Intrínseca : refere-se à escolha e realização de determinada atividade por sua própria causa, por ser interessante, atraente ou geradora de satisfação. É uma propensão inata dos seres humanos para envolver o interesse individual e exercitar suas capacidades, buscando e alcançando desafios ótimos.
  6. 6. <ul><li>Sujeito intrinsecamente motivado : </li></ul><ul><li>Procura novidade, entretenimento; </li></ul><ul><li>Satisfação da curiosidade; </li></ul><ul><li>Oportunidade para exercer novas habilidades e obter domínio. </li></ul><ul><li>Orientação pessoal para dominar tarefas desafiadoras, associada ao prazer derivado do próprio processo. </li></ul>
  7. 7. 2. Motivação Extrínseca: definida com a motivação para trabalhar em resposta a algo externo à tarefa ou atividade, como para obtenção de recompensas materiais ou sociais, de reconhecimento, atenda os comandos ou pressões das pessoas para demonstrar competências e habilidades.
  8. 8. <ul><li>Situações que trazem insatisfação motivacional : tratamento impessoal; </li></ul><ul><li>ser forçada a desenvolver atividades sem significado; </li></ul><ul><li>sentir que suas intenções não são reconhecidas; </li></ul><ul><li>ter que conviver em meio a um clima de falsidade em que as pessoas não são levadas a sério; </li></ul><ul><li>sentir-se cerceada na sua ação e presa a rotinas desinteressantes; </li></ul><ul><li>falta de objetivos claramente fixados; </li></ul><ul><li>quando há falta de responsabilidade dos demais; </li></ul><ul><li>trabalhar com informações confusas / incompletas </li></ul>
  9. 9. <ul><li>estar sujeito a uma clima de constantes mudanças; </li></ul><ul><li>conviver com pessoas dadas a explosões emocionais; </li></ul><ul><li>tratar os assuntos de forma incompleta e superficial; </li></ul><ul><li>ser colocado em ridículo perante o grupo; </li></ul><ul><li>precisar seguir normas e horários rígidos </li></ul><ul><li>sentir-se socialmente colocado de lado; </li></ul><ul><li>estar num ambiente sério demais em que as pessoas se atritam constantemente . </li></ul>
  10. 10. 2. Situações que trazem grande satisfação motivacional: <ul><li>poder seguir orientação grupal; </li></ul><ul><li>consultar pessoas e ser consultadas por elas; </li></ul><ul><li>usar de seus talentos pessoais para o desenvolvimento da organização; </li></ul><ul><li>promover o desenvolvimento dos talentos daqueles com os quais trabalha; </li></ul><ul><li>sentir-se desafiada a comprovar a sua eficiência; </li></ul><ul><li>poder dirigir-se com autonomia; </li></ul><ul><li>desenvolver atividades variadas; </li></ul><ul><li>ser tratada de igual para igual, sem medo; </li></ul>
  11. 11. <ul><li>-ter oportunidade de usar lógica e organização; </li></ul><ul><li>contatar com tempo suficiente para garantir a boa </li></ul><ul><li>qualidade daquilo que está sendo feito; </li></ul><ul><li>dispor de fontes confiáveis de consulta; </li></ul><ul><li>sentir que há coerência e justiça no trato com </li></ul><ul><li>pessoas; </li></ul><ul><li>desfrutar de uma convivência social harmônica; </li></ul><ul><li>contar com um ambiente flexível onde seja possível </li></ul><ul><li>fazer concessões; </li></ul><ul><li>reconhecer-se importante dentro do grupo; </li></ul><ul><li>conhecer a repercussão social das suas ações. </li></ul>
  12. 12. Motivação: aluno e professor - aspectos importantes: -Em qualquer situação, a motivação do aluno esbarra na motivação de seus professores.
  13. 13. -A percepção de que é possível motivar todos os alunos nasce de um senso de compromisso pessoal com a educação, de um entusiasmo e até de uma paixão pelo seu trabalho. -Sem aprendizagem na escola, que depende de motivação, praticamente não há futuro para ninguém.
  14. 14. Motivação – do ponto de vista psicoeducacional: <ul><li>O papel do professor, em classe, mais do que </li></ul><ul><li>remediar , é o de prevenir a ocorrência de condiçõe </li></ul><ul><li>negativas, como o tédio crônico, a apatia ou a alta </li></ul><ul><li>ansiedade e, mais que tudo, desenvolver e manter </li></ul><ul><li>a motivação positiva da classe como um todo. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Motivar os alunos para tarefas significativas, desafiadoras, mesmo que sejam árduas, não prazerosas, exigentes e sob cobrança externa. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Orientar o aluno para a meta de aprender, desenvolver a motivação para o domínio dos conteúdos e o crescimento intelectual e não apenas para o desempenho de passar de ano ou coisas que o valham. </li></ul>
  17. 17. O aluno intrinsecamente motivado: -apresenta alta concentração, perde até a noção de tempo; -os problemas cotidianos ou outros eventos não competem com o interesse naquilo que está desenvolvendo; -não existe ansiedade decorrente de pressões ou emoções negativas que possam interferir no desempenho;
  18. 18. A Teoria da Autodeterminação e a Motivação Intrínseca do aluno. <ul><li>A teoria da Autodeterminação tem como base teórica a concepção do ser humano como um organismo ativo, dirigido para o crescimento. </li></ul><ul><li>Objetivos: </li></ul><ul><li>-desenvolver habilidades </li></ul><ul><li>e exercitar capacidades; </li></ul><ul><li>-buscar e obter vínculos sociais; </li></ul><ul><li>-obter um sentido unificado do self por meio da integração das experiências intrapsíquicas e interpessoais. </li></ul>
  19. 19. Teoria da Autodeterminação <ul><li>A Teoria da Autodeterminação focaliza a promoção do </li></ul><ul><li>interesse dos estudantes </li></ul><ul><li>pela aprendizagem, </li></ul><ul><li>a valorização da educação </li></ul><ul><li>e a confiança nas próprias </li></ul><ul><li>capacidades e atributos. </li></ul><ul><li>Três necessidades psicológicas inatas subjacentes à motivação intrínseca: </li></ul><ul><li>A necessidade de autonomia; </li></ul><ul><li>A necessidade de competência; </li></ul><ul><li>A necessidade de pertencer ou </li></ul><ul><li>de estabelecer vínculos. </li></ul>
  20. 20. Considerações finais: <ul><li>As ações do professor em situações de aprendizagem estão diretamente relacionadas com o padrão motivacional de seus alunos na medida em que podem favorecer um ambiente social controlador ou promotor de autonomia. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Os professores devem explorar a poderosa força motivacional advinda da motivação intrínseca, destacando o esforço pessoal como um importante valor. </li></ul>
  22. 22. Motivar é conduzir alguém a sentir-se entusiasmado por algo. Atenção Professor: Não se produz entusiasmo quando não se é capaz de entusiasmar-se com o que faz.

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