SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 42
A Revolução Francesa  La marseillaise
Indicadores de aprendizagem: ,[object Object],[object Object]
Ambiente pré - revolucionário
[object Object],[object Object],Ambição pela Liberdade  Video
“ A Grã-Bretanha forneceu o modelo para os caminhos de ferro e fábricas, o motor económico que rompeu com as estruturas tradicionais do mundo não-europeu.  Mas foi a França que fez a revolução , a ponto de bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes, e a política europeia (ou mesmo mundial) entre 1789 e 1917 foi em grande parte a luta a favor e contra os princípios de 1789, ou os ainda mais incendiários de 1793.  A França forneceu o vocabulário e os temas da política liberal e radical-democrática para a maior parte do mundo.  A França deu o primeiro grande exemplo, o conceito e o vocabulário do nacionalismo.  A França forneceu os códigos legais, o modelo de organização técnica e científica e o sistema métrico de medidas para a maioria dos países.” (HOBSBAWM, E.J .  A Era das Revoluções,  p.71)
 
 
 
 
Enquanto na América se afirmavam os novos valores da Liberdade , no Velho Continente, e particularmente em França, o  Antigo Regime  resistia aos ventos da mudança. Joseph Siffred Duplessis Retrato de Luís XVI com os trajes da coroação Museu do Palácio de Versalhes 1777 Lê os documentos da página 23
Situação Política ,[object Object],[object Object]
Uma sociedade anacrónica Em Paris e nas grandes cidades , a burguesia era superior em riquezas, em talento  e em mérito pessoal. Tinha nas cidades de província a mesma superioridade  sobre a nobreza rural; ela sentia essa superioridade e , contudo, era por toda a parte humilhada; via-se excluída  , pelos regulamentos militares dos empregos no exército: era- o também , de certa maneira, o alto clero , pela escolha dos bispos entre a alta nobreza e dos grandes vigários em geral entre os nobres. A alta magistratura também as repelia e a maior parte dos tribunais soberanos não admitiam entre si senão nobres. Marquês de Bouillé
Distribuição da propriedade pelos grupos sociais:
A situação da França  ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Nobreza ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object]
Terceiro Estado- camponeses ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Terceiro Estado- operários/ artesãos  ,[object Object]
Terceiro Estado- Burguesia ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
No último quartel do séc. XVIII, viveram-se tempos difíceis em França. Aumentavam os preços dos géneros alimentares, pairava a insegurança do desemprego, as manufacturas pagavam salários baixos pois não suportavam a concorrência dos têxteis ingleses, os trabalhadores revoltavam-se. Verificaram-se vários tumultos populares. A violência saiu à rua.
Os pesados impostos lançados para cobrir os deficits do Estado, em grande parte resultantes dos custos das várias guerras em que a França se envolveu, não eram suportados de igual modo por todos os grupos sociais. François Boucher Retrato   de Mme Pompadour 1756 Alte Pinakothek, Munique A corte vivia num ambiente de luxo e esbanjamento, completamente alheada da realidade social.
Analisa os gráficos das páginas 21 e 22
No princípio do Verão de 1789, Paris está febril. Após vários meses, a situação é difícil. O Inverno de 1788 foi duro, e as colheitas foram desastrosas. Na Primavera, tempestades e chuvas sucederam-se, anunciando sombrias perspectivas para as futuras colheitas. O preço do pão passou de oito soldos para vinte, em poucos dias. Marceneiros  do bairro de Saint-Antoine, sapateiros e estofadores do bairro de Saint-Marcel, peixeiras das Halles que não ganham mais de trinta soldos por dia, murmuram contra os governantes e os comerciantes de cereais. Pelo menos, espera-se que os deputados dos Estados Gerais trabalhem para um futuro melhor. A Era das Revoluções
Crise económica ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Crise económica ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Crise Financeira ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
Um motivo poderoso nos determina: a injustiça da aplicação das Corveias. Todo o peso desta carga recai sobre a parte mais pobre dos súbditos, sobre aqueles cuja única propriedade consiste nos seus braços e no seu trabalho. Dela estão isentos os proprietários , quase todos privilegiados . Artigo 1: Não mais será exigido aos nossos súbditos nenhum trabalho gratuito e forçado, sob a o nome  de corveia, ou sob qualquer designação Artigo 2: As obras que eram até aqui feitas por corveia, tais como as reparações de estradas e outras formas de comunicação,das províncias, das cidades e entre elas, sê-lo- ão para futuro  por meio de uma contribuição de todos os proprietários  de bens fundiários e de direitos  reais. Reformas de Turgot
Tentativas de solucionar a crise ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],Crise Política
 
[object Object],[object Object]
As queixas apresentadas ,[object Object],[object Object],[object Object],[object Object]
[object Object],[object Object],Nº de deputados nos Estados Gerais
A Eclosão da Revolução: o problema da votação ,[object Object],[object Object],[object Object]
A  Assembleia Nacional , considerando que chamada a fixar a Constituição do reino, operar a regeneração da ordem pública e manter os verdadeiros princípios da monarquia , nada pode impedir que ela continue as suas deliberações em qualquer local em que seja forçada a estabelecer-se e, que enfim, em toda a parte onde os seus membros estejam reunidos , aí é a Assembleia nacional: decreta que todos os membros desta assembleia prestarão  , neste instante juramento solene  de nunca se separarem e de se reunirem em toda a parte onde as circunstâncias o exigirem, até que a constituição do reino seja estabelecida e firmada em fundamentos sólidos e que sendo prestado juramento, todos os membros e cada um em particular confirmarão com a sua assinatura esta resolução inabalável. 20 de Junho de 1789 Juramento da sala do Jogo da Péla
[object Object],[object Object]
Luis XVI cede às exigências do Terceiro Estado, depois de alguns membros do clero e nobreza se terem juntado à Assembleia. Em 9 de Julho de 1789, a Assembleia Nacional declara-se Constituinte, isto é, com o objectivo de redigir uma Constituição que, naturalmente, determinaria o fim do Antigo Regime e dos privilégios do clero e da nobreza. O despertar do terceiro estado Sans-cullotes
A transformação dos Estados Gerais em Assembleia Constituinte marcou o início do processo revolucionário. A 14 de Julho , o povo de Paris revoltado com  a subida do preço do pão e com a desconfiança do rei em relação à Assembleia ( este tinha pedido o apoio a exércitos estrangeiros para derrubar a Assembleia)  leva a cabo aquele que pode ser considerado o acontecimento que despoletou a Revolução Francesa.
A  14 de Julho de 1789 , atacam a  Bastilha , prisão que simbolizava o poder do rei. O povo em fúria atacou o forte, libertou os prisioneiros, matou o governador da fortaleza e passeou a sua cabeça espetada num pau pelas ruas de Paris.
A violência alastra,  cometem-se barbaridades nunca vistas. Os palácios da nobreza e os conventos e igrejas são assaltados, incendiados e destruídos, obrigando muitos nobres à fuga e à conspiração. São assaltados os túmulos reais da abadia de S. Dinis, destruída a abadia de Cluny, símbolos máximos do Antigo Regime e do poder da Igreja. Léon-Maxime Faivre (1856-1941) Morte de Mme Lamballe Musée national du Château de Versailles
A revolta em bastilha alastrou-se de Paris ao campo. Há invasões e incêndios de castelos e palácios, e as multidões começam a massacrar elementos da nobreza. Queimaram os arquivos senhoriais onde constavam os encargos feudais e mataram os Senhores que lhe fizeram frente. Verificou-se assim uma autêntica revolução camponesa que salvou a Assembleia e assegurou a vitória da Burguesia. Este movimento irracional e impulsivo ficou  conhecido por Grande Medo e levaria os nobres a consentirem na supressão dos direitos feudais .
Fim  do  Antigo Regime  Nobreza Clero

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)
Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)
Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)Nefer19
 
Revoluções Liberais
Revoluções LiberaisRevoluções Liberais
Revoluções LiberaisCarlos Vieira
 
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º AnoA Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º AnoGonçalo Martins
 
Revolução francesa 8º
Revolução francesa 8ºRevolução francesa 8º
Revolução francesa 8ºVagner Roberto
 
Slide revolução francesa
Slide revolução francesaSlide revolução francesa
Slide revolução francesaIsabel Aguiar
 
A vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilA vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilPORTAL69
 
A Formação dos Estados Nacionais
A Formação dos Estados NacionaisA Formação dos Estados Nacionais
A Formação dos Estados NacionaisDouglas Barraqui
 
Grécia antiga
Grécia antigaGrécia antiga
Grécia antigacattonia
 
Imperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da Ásia
Imperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da ÁsiaImperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da Ásia
Imperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da ÁsiaPortal do Vestibulando
 
Idade média
Idade médiaIdade média
Idade médiaDirair
 
Revoluções Liberais Séc XIX
Revoluções Liberais Séc XIXRevoluções Liberais Séc XIX
Revoluções Liberais Séc XIXdmflores21
 
A revolta pernambucana de 1817
A revolta pernambucana de 1817A revolta pernambucana de 1817
A revolta pernambucana de 1817Fabiana Tonsis
 
Revolução Francesa
Revolução FrancesaRevolução Francesa
Revolução Francesaedna2
 
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e AbsolutismoFormação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e AbsolutismoValéria Shoujofan
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regimecattonia
 

Mais procurados (20)

Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)
Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)
Monarquias nacionais, Absolutismo e Mercantilismo - 7º Ano (2018)
 
Revoluções Liberais
Revoluções LiberaisRevoluções Liberais
Revoluções Liberais
 
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º AnoA Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
A Abertura Europeia ao Mundo - História A 10º Ano
 
Absolutismo
AbsolutismoAbsolutismo
Absolutismo
 
Revolução francesa 8º
Revolução francesa 8ºRevolução francesa 8º
Revolução francesa 8º
 
Slide revolução francesa
Slide revolução francesaSlide revolução francesa
Slide revolução francesa
 
A vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasilA vinda da família real ao brasil
A vinda da família real ao brasil
 
A Formação dos Estados Nacionais
A Formação dos Estados NacionaisA Formação dos Estados Nacionais
A Formação dos Estados Nacionais
 
Iluminismo
Iluminismo Iluminismo
Iluminismo
 
8. reforma e contra reforma
8. reforma e contra reforma8. reforma e contra reforma
8. reforma e contra reforma
 
Grécia antiga
Grécia antigaGrécia antiga
Grécia antiga
 
Imperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da Ásia
Imperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da ÁsiaImperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da Ásia
Imperialismo - Neocolonialismo - Partilha da África e da Ásia
 
Idade média
Idade médiaIdade média
Idade média
 
Absolutismo
AbsolutismoAbsolutismo
Absolutismo
 
Revoluções Liberais Séc XIX
Revoluções Liberais Séc XIXRevoluções Liberais Séc XIX
Revoluções Liberais Séc XIX
 
A revolta pernambucana de 1817
A revolta pernambucana de 1817A revolta pernambucana de 1817
A revolta pernambucana de 1817
 
Revolução Francesa
Revolução FrancesaRevolução Francesa
Revolução Francesa
 
Mercantilismo
MercantilismoMercantilismo
Mercantilismo
 
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e AbsolutismoFormação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
Formação das Monarquias Nacionais e Absolutismo
 
O Antigo Regime
O Antigo RegimeO Antigo Regime
O Antigo Regime
 

Destaque

5 02 a revolução francesa_blogue
5 02 a revolução francesa_blogue5 02 a revolução francesa_blogue
5 02 a revolução francesa_bloguevitormbsantos
 
Módulo 4 a revolução francesa
Módulo 4   a revolução francesaMódulo 4   a revolução francesa
Módulo 4 a revolução francesaEscoladocs
 
Resumos História A
Resumos História AResumos História A
Resumos História AAna Catarina
 
História A Módulo 5 Unidades 4 e 5
História A Módulo 5 Unidades 4 e 5História A Módulo 5 Unidades 4 e 5
História A Módulo 5 Unidades 4 e 5Andreia Pacheco
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedralVítor Santos
 
Slides revolução francesa
Slides revolução francesaSlides revolução francesa
Slides revolução francesaprofalced04
 
10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução
10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução
10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstruçãoVítor Santos
 
10 1 crise_ditaduras e democracias na década de 30
10 1 crise_ditaduras e democracias na década de 3010 1 crise_ditaduras e democracias na década de 30
10 1 crise_ditaduras e democracias na década de 30Vítor Santos
 
9 03 portugal no novo quadro internacional
9 03 portugal no novo quadro internacional9 03 portugal no novo quadro internacional
9 03 portugal no novo quadro internacionalVítor Santos
 
03 1 cultura_do_mosteiro
03 1 cultura_do_mosteiro03 1 cultura_do_mosteiro
03 1 cultura_do_mosteiroVítor Santos
 
Aula - Revolução Francesa
Aula - Revolução FrancesaAula - Revolução Francesa
Aula - Revolução Francesamarciamcq
 
Revolução Francesa - Completo
Revolução Francesa - CompletoRevolução Francesa - Completo
Revolução Francesa - CompletoAline Oliveira
 

Destaque (20)

Revolução francesa
Revolução francesaRevolução francesa
Revolução francesa
 
5 02 a revolução francesa_blogue
5 02 a revolução francesa_blogue5 02 a revolução francesa_blogue
5 02 a revolução francesa_blogue
 
História A - módulo 3, 4 e 6
História A - módulo 3, 4 e 6História A - módulo 3, 4 e 6
História A - módulo 3, 4 e 6
 
Módulo 4 a revolução francesa
Módulo 4   a revolução francesaMódulo 4   a revolução francesa
Módulo 4 a revolução francesa
 
Resumos História A
Resumos História AResumos História A
Resumos História A
 
Revolução Francesa
Revolução FrancesaRevolução Francesa
Revolução Francesa
 
História A Módulo 5 Unidades 4 e 5
História A Módulo 5 Unidades 4 e 5História A Módulo 5 Unidades 4 e 5
História A Módulo 5 Unidades 4 e 5
 
01 cultura da catedral
01 cultura da catedral01 cultura da catedral
01 cultura da catedral
 
Slides revolução francesa
Slides revolução francesaSlides revolução francesa
Slides revolução francesa
 
10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução
10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução
10 2 a _2_guerra_mundial_violência_reconstrução
 
11 a guerra_fria
11 a guerra_fria11 a guerra_fria
11 a guerra_fria
 
10 1 crise_ditaduras e democracias na década de 30
10 1 crise_ditaduras e democracias na década de 3010 1 crise_ditaduras e democracias na década de 30
10 1 crise_ditaduras e democracias na década de 30
 
9 03 portugal no novo quadro internacional
9 03 portugal no novo quadro internacional9 03 portugal no novo quadro internacional
9 03 portugal no novo quadro internacional
 
03 1 cultura_do_mosteiro
03 1 cultura_do_mosteiro03 1 cultura_do_mosteiro
03 1 cultura_do_mosteiro
 
Revolucao francesa
Revolucao francesaRevolucao francesa
Revolucao francesa
 
Aula - Revolução Francesa
Aula - Revolução FrancesaAula - Revolução Francesa
Aula - Revolução Francesa
 
Revolução Francesa - Completo
Revolução Francesa - CompletoRevolução Francesa - Completo
Revolução Francesa - Completo
 
A Revolução Francesa
A Revolução FrancesaA Revolução Francesa
A Revolução Francesa
 
Caderno diário A Revolução Francesa 1314
Caderno diário A Revolução Francesa 1314Caderno diário A Revolução Francesa 1314
Caderno diário A Revolução Francesa 1314
 
Egito antigo
Egito antigoEgito antigo
Egito antigo
 

Semelhante a Revolução Francesa: Causas e Acontecimentos

Trabalho sobre a revolução francesa
Trabalho sobre a revolução francesaTrabalho sobre a revolução francesa
Trabalho sobre a revolução francesaelaniasf
 
Revolução francesa - Prof. Elvis John
Revolução francesa - Prof. Elvis JohnRevolução francesa - Prof. Elvis John
Revolução francesa - Prof. Elvis JohnElvisJohnR
 
Iluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptx
Iluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptxIluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptx
Iluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptxProfGaby2
 
2013 2o. ano 1o(1)
2013   2o. ano 1o(1)2013   2o. ano 1o(1)
2013 2o. ano 1o(1)Gustavo Cuin
 
Cap. 1 Revolução Francesa
Cap. 1 Revolução Francesa Cap. 1 Revolução Francesa
Cap. 1 Revolução Francesa Laguat
 
2013 2o. ano 1o
2013   2o. ano 1o2013   2o. ano 1o
2013 2o. ano 1oLaguat
 
Apostila de Historia - Revolução Francesa.docx
Apostila de Historia - Revolução Francesa.docxApostila de Historia - Revolução Francesa.docx
Apostila de Historia - Revolução Francesa.docxRenatoSilva922886
 
Revoluções: Agrícola, Industrial e Liberais
Revoluções: Agrícola, Industrial e LiberaisRevoluções: Agrícola, Industrial e Liberais
Revoluções: Agrícola, Industrial e Liberaisinessalgado
 
HSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptx
HSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptxHSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptx
HSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptxBENILDEDENAZARELAMEI
 
Magnoliviafinalufaaaaaaaaaaaa
MagnoliviafinalufaaaaaaaaaaaaMagnoliviafinalufaaaaaaaaaaaa
Magnoliviafinalufaaaaaaaaaaaacarolineborba
 
Slide historia-antigo regime frances
Slide historia-antigo regime francesSlide historia-antigo regime frances
Slide historia-antigo regime francesCeliamariag3
 
REVOLUÇÃO FRANCESA
REVOLUÇÃO FRANCESAREVOLUÇÃO FRANCESA
REVOLUÇÃO FRANCESAFelipeBicudo1
 

Semelhante a Revolução Francesa: Causas e Acontecimentos (20)

Revolução..
Revolução..Revolução..
Revolução..
 
Revolução Francesa
Revolução FrancesaRevolução Francesa
Revolução Francesa
 
Magnoliviafinalja
MagnoliviafinaljaMagnoliviafinalja
Magnoliviafinalja
 
Trabalho sobre a revolução francesa
Trabalho sobre a revolução francesaTrabalho sobre a revolução francesa
Trabalho sobre a revolução francesa
 
Revolução francesa - Prof. Elvis John
Revolução francesa - Prof. Elvis JohnRevolução francesa - Prof. Elvis John
Revolução francesa - Prof. Elvis John
 
Iluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptx
Iluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptxIluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptx
Iluminismo-Revolução Industrial-Revolução Francesa-Napoleao.pptx
 
2013 2o. ano 1o
2013   2o. ano 1o2013   2o. ano 1o
2013 2o. ano 1o
 
2013 2o. ano 1o(1)
2013   2o. ano 1o(1)2013   2o. ano 1o(1)
2013 2o. ano 1o(1)
 
Cap. 1 Revolução Francesa
Cap. 1 Revolução Francesa Cap. 1 Revolução Francesa
Cap. 1 Revolução Francesa
 
2013 2o. ano 1o
2013   2o. ano 1o2013   2o. ano 1o
2013 2o. ano 1o
 
Apostila de Historia - Revolução Francesa.docx
Apostila de Historia - Revolução Francesa.docxApostila de Historia - Revolução Francesa.docx
Apostila de Historia - Revolução Francesa.docx
 
Revoluções: Agrícola, Industrial e Liberais
Revoluções: Agrícola, Industrial e LiberaisRevoluções: Agrícola, Industrial e Liberais
Revoluções: Agrícola, Industrial e Liberais
 
7 09 revolucao_francesa_1
7 09 revolucao_francesa_17 09 revolucao_francesa_1
7 09 revolucao_francesa_1
 
Revolução francesa
Revolução francesaRevolução francesa
Revolução francesa
 
HSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptx
HSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptxHSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptx
HSC-ILUMINISMO-REVOLUCOES-INDUST-E-BURGUESAS.pptx
 
Magnoliviafinalufaaaaaaaaaaaa
MagnoliviafinalufaaaaaaaaaaaaMagnoliviafinalufaaaaaaaaaaaa
Magnoliviafinalufaaaaaaaaaaaa
 
Slide historia-antigo regime frances
Slide historia-antigo regime francesSlide historia-antigo regime frances
Slide historia-antigo regime frances
 
Slide historia
Slide historiaSlide historia
Slide historia
 
Slide historia
Slide historiaSlide historia
Slide historia
 
REVOLUÇÃO FRANCESA
REVOLUÇÃO FRANCESAREVOLUÇÃO FRANCESA
REVOLUÇÃO FRANCESA
 

Mais de Carla Teixeira

A civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.pptA civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.pptCarla Teixeira
 
1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.pptCarla Teixeira
 
a polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppta polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.pptCarla Teixeira
 
O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1Carla Teixeira
 
Arte renascentista parte 3
Arte renascentista  parte 3Arte renascentista  parte 3
Arte renascentista parte 3Carla Teixeira
 
A reforma religiosa parte 2
A reforma religiosa  parte 2A reforma religiosa  parte 2
A reforma religiosa parte 2Carla Teixeira
 
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
A reforma católica e a contra  reforma- parte 1A reforma católica e a contra  reforma- parte 1
A reforma católica e a contra reforma- parte 1Carla Teixeira
 
A contra reforma parte 3
A contra reforma  parte 3A contra reforma  parte 3
A contra reforma parte 3Carla Teixeira
 
A contra reforma parte 2
A contra reforma   parte 2A contra reforma   parte 2
A contra reforma parte 2Carla Teixeira
 
A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2Carla Teixeira
 
O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1Carla Teixeira
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7Carla Teixeira
 
Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Carla Teixeira
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7Carla Teixeira
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Carla Teixeira
 
Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Carla Teixeira
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Carla Teixeira
 

Mais de Carla Teixeira (20)

A civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.pptA civilização industrial no séc XIX.ppt
A civilização industrial no séc XIX.ppt
 
1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt1-guerra-mundial-esic.ppt
1-guerra-mundial-esic.ppt
 
a polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppta polis no mundo grego.ppt
a polis no mundo grego.ppt
 
O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1O tempo das reformas religiosas parte 1
O tempo das reformas religiosas parte 1
 
Arte renascentista parte 3
Arte renascentista  parte 3Arte renascentista  parte 3
Arte renascentista parte 3
 
Arte renascentista
Arte renascentistaArte renascentista
Arte renascentista
 
A reforma religiosa parte 2
A reforma religiosa  parte 2A reforma religiosa  parte 2
A reforma religiosa parte 2
 
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
A reforma católica e a contra  reforma- parte 1A reforma católica e a contra  reforma- parte 1
A reforma católica e a contra reforma- parte 1
 
A contra reforma parte 3
A contra reforma  parte 3A contra reforma  parte 3
A contra reforma parte 3
 
A contra reforma parte 2
A contra reforma   parte 2A contra reforma   parte 2
A contra reforma parte 2
 
A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2A arte renascentista parte 2
A arte renascentista parte 2
 
O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1O rococó e o neoclássico parte 1
O rococó e o neoclássico parte 1
 
Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2Neoclássico parte 2
Neoclássico parte 2
 
Neoclássico parte3
Neoclássico parte3Neoclássico parte3
Neoclássico parte3
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
 
Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1Ficha de trabalho nº 1
Ficha de trabalho nº 1
 
Revolução francesa módulo 7
Revolução francesa  módulo 7Revolução francesa  módulo 7
Revolução francesa módulo 7
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
 
Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3Revolução francesa parte 3
Revolução francesa parte 3
 
Revolução francesa 2
Revolução francesa 2Revolução francesa 2
Revolução francesa 2
 

Revolução Francesa: Causas e Acontecimentos

  • 1. A Revolução Francesa La marseillaise
  • 2.
  • 3. Ambiente pré - revolucionário
  • 4.
  • 5. “ A Grã-Bretanha forneceu o modelo para os caminhos de ferro e fábricas, o motor económico que rompeu com as estruturas tradicionais do mundo não-europeu. Mas foi a França que fez a revolução , a ponto de bandeiras tricolores de um tipo ou de outro terem-se tornado o emblema de praticamente todas as nações emergentes, e a política europeia (ou mesmo mundial) entre 1789 e 1917 foi em grande parte a luta a favor e contra os princípios de 1789, ou os ainda mais incendiários de 1793. A França forneceu o vocabulário e os temas da política liberal e radical-democrática para a maior parte do mundo. A França deu o primeiro grande exemplo, o conceito e o vocabulário do nacionalismo. A França forneceu os códigos legais, o modelo de organização técnica e científica e o sistema métrico de medidas para a maioria dos países.” (HOBSBAWM, E.J . A Era das Revoluções, p.71)
  • 6.  
  • 7.  
  • 8.  
  • 9.  
  • 10. Enquanto na América se afirmavam os novos valores da Liberdade , no Velho Continente, e particularmente em França, o Antigo Regime resistia aos ventos da mudança. Joseph Siffred Duplessis Retrato de Luís XVI com os trajes da coroação Museu do Palácio de Versalhes 1777 Lê os documentos da página 23
  • 11.
  • 12. Uma sociedade anacrónica Em Paris e nas grandes cidades , a burguesia era superior em riquezas, em talento e em mérito pessoal. Tinha nas cidades de província a mesma superioridade sobre a nobreza rural; ela sentia essa superioridade e , contudo, era por toda a parte humilhada; via-se excluída , pelos regulamentos militares dos empregos no exército: era- o também , de certa maneira, o alto clero , pela escolha dos bispos entre a alta nobreza e dos grandes vigários em geral entre os nobres. A alta magistratura também as repelia e a maior parte dos tribunais soberanos não admitiam entre si senão nobres. Marquês de Bouillé
  • 13. Distribuição da propriedade pelos grupos sociais:
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20. No último quartel do séc. XVIII, viveram-se tempos difíceis em França. Aumentavam os preços dos géneros alimentares, pairava a insegurança do desemprego, as manufacturas pagavam salários baixos pois não suportavam a concorrência dos têxteis ingleses, os trabalhadores revoltavam-se. Verificaram-se vários tumultos populares. A violência saiu à rua.
  • 21. Os pesados impostos lançados para cobrir os deficits do Estado, em grande parte resultantes dos custos das várias guerras em que a França se envolveu, não eram suportados de igual modo por todos os grupos sociais. François Boucher Retrato de Mme Pompadour 1756 Alte Pinakothek, Munique A corte vivia num ambiente de luxo e esbanjamento, completamente alheada da realidade social.
  • 22. Analisa os gráficos das páginas 21 e 22
  • 23. No princípio do Verão de 1789, Paris está febril. Após vários meses, a situação é difícil. O Inverno de 1788 foi duro, e as colheitas foram desastrosas. Na Primavera, tempestades e chuvas sucederam-se, anunciando sombrias perspectivas para as futuras colheitas. O preço do pão passou de oito soldos para vinte, em poucos dias. Marceneiros do bairro de Saint-Antoine, sapateiros e estofadores do bairro de Saint-Marcel, peixeiras das Halles que não ganham mais de trinta soldos por dia, murmuram contra os governantes e os comerciantes de cereais. Pelo menos, espera-se que os deputados dos Estados Gerais trabalhem para um futuro melhor. A Era das Revoluções
  • 24.
  • 25.
  • 26.
  • 27. Um motivo poderoso nos determina: a injustiça da aplicação das Corveias. Todo o peso desta carga recai sobre a parte mais pobre dos súbditos, sobre aqueles cuja única propriedade consiste nos seus braços e no seu trabalho. Dela estão isentos os proprietários , quase todos privilegiados . Artigo 1: Não mais será exigido aos nossos súbditos nenhum trabalho gratuito e forçado, sob a o nome de corveia, ou sob qualquer designação Artigo 2: As obras que eram até aqui feitas por corveia, tais como as reparações de estradas e outras formas de comunicação,das províncias, das cidades e entre elas, sê-lo- ão para futuro por meio de uma contribuição de todos os proprietários de bens fundiários e de direitos reais. Reformas de Turgot
  • 28.
  • 29.
  • 30.  
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
  • 35. A Assembleia Nacional , considerando que chamada a fixar a Constituição do reino, operar a regeneração da ordem pública e manter os verdadeiros princípios da monarquia , nada pode impedir que ela continue as suas deliberações em qualquer local em que seja forçada a estabelecer-se e, que enfim, em toda a parte onde os seus membros estejam reunidos , aí é a Assembleia nacional: decreta que todos os membros desta assembleia prestarão , neste instante juramento solene de nunca se separarem e de se reunirem em toda a parte onde as circunstâncias o exigirem, até que a constituição do reino seja estabelecida e firmada em fundamentos sólidos e que sendo prestado juramento, todos os membros e cada um em particular confirmarão com a sua assinatura esta resolução inabalável. 20 de Junho de 1789 Juramento da sala do Jogo da Péla
  • 36.
  • 37. Luis XVI cede às exigências do Terceiro Estado, depois de alguns membros do clero e nobreza se terem juntado à Assembleia. Em 9 de Julho de 1789, a Assembleia Nacional declara-se Constituinte, isto é, com o objectivo de redigir uma Constituição que, naturalmente, determinaria o fim do Antigo Regime e dos privilégios do clero e da nobreza. O despertar do terceiro estado Sans-cullotes
  • 38. A transformação dos Estados Gerais em Assembleia Constituinte marcou o início do processo revolucionário. A 14 de Julho , o povo de Paris revoltado com a subida do preço do pão e com a desconfiança do rei em relação à Assembleia ( este tinha pedido o apoio a exércitos estrangeiros para derrubar a Assembleia) leva a cabo aquele que pode ser considerado o acontecimento que despoletou a Revolução Francesa.
  • 39. A 14 de Julho de 1789 , atacam a Bastilha , prisão que simbolizava o poder do rei. O povo em fúria atacou o forte, libertou os prisioneiros, matou o governador da fortaleza e passeou a sua cabeça espetada num pau pelas ruas de Paris.
  • 40. A violência alastra, cometem-se barbaridades nunca vistas. Os palácios da nobreza e os conventos e igrejas são assaltados, incendiados e destruídos, obrigando muitos nobres à fuga e à conspiração. São assaltados os túmulos reais da abadia de S. Dinis, destruída a abadia de Cluny, símbolos máximos do Antigo Regime e do poder da Igreja. Léon-Maxime Faivre (1856-1941) Morte de Mme Lamballe Musée national du Château de Versailles
  • 41. A revolta em bastilha alastrou-se de Paris ao campo. Há invasões e incêndios de castelos e palácios, e as multidões começam a massacrar elementos da nobreza. Queimaram os arquivos senhoriais onde constavam os encargos feudais e mataram os Senhores que lhe fizeram frente. Verificou-se assim uma autêntica revolução camponesa que salvou a Assembleia e assegurou a vitória da Burguesia. Este movimento irracional e impulsivo ficou conhecido por Grande Medo e levaria os nobres a consentirem na supressão dos direitos feudais .
  • 42. Fim do Antigo Regime Nobreza Clero