Os caminhos da cultura

2.739 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
2.739
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
292
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Os caminhos da cultura

  1. 1. Os caminhos da Cultura<br />
  2. 2. v<br />A cultura como espelho da sociedade.<br />
  3. 3. Realismo<br />Realismo<br /><ul><li>Veracidade
  4. 4. Contemporaneidade
  5. 5. Retrato fiel das personagens
  6. 6. Gosto pelos detalhes
  7. 7. Materialismo do amor
  8. 8. Denúncia das injustiças sociais
  9. 9. Determinismo e relação entre causa e efeito
  10. 10. Linguagem próxima à realidade</li></li></ul><li>Escritores realistas<br />Flaubert Charles Dickens<br />
  11. 11. DostoïevskyTolstoi<br />
  12. 12. Artistas Realistas<br />
  13. 13.
  14. 14. Impressionismo na pintura<br />“Impressão, Nascer do Sol -eu bem o sabia! Pensava eu, se estou impressionado é porque lá há uma impressão… E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha"<br />
  15. 15.
  16. 16. Impressionismo na música<br />
  17. 17. Simbolismo<br />Literatura<br />C.Pessanha<br />Baudelaire<br />Rimbaud<br />
  18. 18. O Morto AlegreBaudelaire<br />"Num solo gorduroso, cheio de caracóis,<br />Quero cavar, para mim mesmo, um buraco profundo<br />Onde possa estender os meus velhos ossos<br />E dormir, no esquecimento, como um tubarão na onda.<br /> <br />Odeio testamentos, odeio túmulos!<br />No lugar de implorar uma lágrima ao mundo,<br />Vivo! Eu prefiro convidar os corvos<br />E sangrar de todos os pedaços da minha carcaça imunda.<br /> <br />Oh vermes, companheiros pretos sem orelhas nem olhos!<br />Vede vós um homem morto, livre e feliz<br />Filósofos sobreviventes, Filhos da decadência!"<br />
  19. 19. Quem poluiu…<br />CamiloPessanha<br />Quem poluiu, quem rasgou os meus lençóis de linho, Onde esperei morrer - meus tão castos lençóis? Do meu jardim exíguo os altos girassóis Quem foi que os arrancou e lançou no caminho?Quem quebrou (que furor cruel e simiesco!) A mesa de eu cear - tábua tosca de pinho? E me espalhou a lenha? E me entornou o vinho? - Da minha vinha o vinho acidulado e fresco... Ó minha pobre mãe!... Nem te ergas mais da cova. Olha a noite, olha o vento. Em ruína a casa nova... Dos meus ossos o lume a extinguir-se breve. Não venhas mais ao lar. Não vagabundes mais, Alma da minha mãe... Não andes mais à neve, De noite a mendigar às portas dos casais. <br />
  20. 20. Simbolismo <br /><ul><li> Negação da literalidade (Realismo, Naturalismo)
  21. 21. Exaltação do inteligível
  22. 22. Decadentismo </li></li></ul><li>Simbolismo<br />Pintura<br />Mais importante passar o sentimento por detrás da pintura do que o realismo da imagem<br />
  23. 23. Negligência da perspectiva e do realismo do cenário pintado <br />Auto-Retrato de Guaguin<br />
  24. 24. A pintura simbolista é, portanto:<br />“1. Ideísta, pois o seu único ideal será a expressão da Ideia;<br />2. Simbolista, já que irá exprimir esta ideia através de formas;<br />3. Sintética, porque escreverá estas formas, estes sinais, segundo um<br />modo de compreensão geral<br />4. Subjectiva, uma vez que o objecto jamais será considerado como objecto, mas sim enquanto signo da ideia percepcionado pelo sujeito <br />5 .(é uma consequência) Decorativa – pois a pintura decorativa, propriamente dita, tal como a compreenderam os Egípcios, e muito possivelmente os Gregos e os primitivos, não é mais que uma manifestação artística subjectiva, sintética, simbolista e ideísta.” <br />
  25. 25. Arte Nova<br /><ul><li> Utilização de novos materiais (ferro e vidro) novas técnicas, tem um grande cuidado com a perfeição do detalhe, aparecendo assim obras de ferro forjado, mobiliário, joalharia, cristal, litografia e tipografia</li></li></ul><li>Geração de 70<br />
  26. 26. “Bom senso e Bom Gosto”(…)“Nem admirador, Nem respeitador.Antero de Quental “<br />
  27. 27. A importância das Conferências do Casino<br />
  28. 28. 1º e 2º Conferencia por Antero de Quental :<br /><ul><li>22 de Maio “O Espírito das Conferências”
  29. 29. 27 de Maio “Causas da Decadência dos Povos Peninsulares”</li></li></ul><li><ul><li>3º Conferência a 5 de Junho- Augusto Soromenho – “A literatura Portuguesa”
  30. 30. 4º Conferencia a 12 de Junho - Eça de Queirós- “ A Literatura Nova- Realismo como Nova expressão de Arte”</li></li></ul><li>5º Conferencia a 19 de Junho – Adolfo Coelho “ Questão do Ensino” <br />
  31. 31. Evolução da Pintura e da Literatura em Portugal<br />
  32. 32. Pintura realista em Portugal<br />Cecília <br />de Henrique Pousão<br />Zé Povinho<br />Zé Povinho<br />
  33. 33. Camões e as Ninfas <br />de Columbano<br />Os Bêbados <br />de José Malhoa<br />
  34. 34. Gustave Courbert<br />
  35. 35. Eça de Queirós<br />
  36. 36. Antero de Quental<br />Evolução <br />Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo<br />tronco ou ramo na incógnita floresta...<br />Onda, espumei, quebrando-me na aresta<br />Do granito, antiquíssimo inimigo...<br />Rugi, fera talvez, buscando abrigo<br />Na caverna que ensombra urze e giesta;<br />O, monstro primitivo, ergui a testa<br />No limoso paúl, glauco pascigo...<br />Hoje sou homem, e na sombra enorme<br />Vejo, a meus pés, a escada multiforme,<br />Que desce, em espirais, da imensidade...<br />Interrogo o infinito e às vezes choro...<br />Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro<br />E aspiro unicamente à liberdade.<br />
  37. 37. Fim<br />

×